quarta-feira, 28 de junho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

Entre interrogações, dispensas e aquisições

Quando é que se começou a preparar a presente época para que ainda esteja tanta coisa por definir? Ainda por cima quando as dificuldades do que temos pela frente estavam há muito tempo adquiridas...

Haverá um preço a pagar por todos os atrasos e indefinições, ou está tudo sob controlo?

Tendo em conta os anúncios e rumores, que lugares terão no plantel jogadores da cantera como Francisco Geraldes, Podence, Matheus Pereira, Palhinha, Gauld, Iuri Medeiros  (sobretudo estes) Domingos Duarte (boa época, mas a precisar de rodar), Tobias Figueiredo (péssima época...)?

Do extenso lote de emprestados (Ary Papel, Bruno Fernandes, Mané, Ponde, Ewerton, Fokobo, Ruiz, Guilherme Oliveira, Jonathan, Miguel Lopes, Rosell, Petrovic, Sambinha, Slavchev, Wallyson) não parece que nenhum tenha feito por merecer o regresso.

Relativamente às aquisições já conhecidas que papel está destinado a Matheus Oliveira? Foi um pedido do técnico ou uma contratação da administração?

A ser verdade que Schelotto figura na lista de dispensados, juntamente com Castaignos (pedir 2,5 milhões por um jogador que não joga e quando joga não marca é dizer que não se quer vender?), Douglas, Marvin Zeegelaar quer dizer que além de Piccini ainda vem mais um lateral direito? O mesmo se pode dizer relativamente à esquerda (Mathieu, Jonathan?). Já agora, quanto se lhe pagou (a Schelotto) de prémio de assinatura e melhoria de contrato há um ano para agora ser dispensado?

Quantos centrais vão constituir o plantel além de André Pinto, Coates, Paulo Oliveira? Mathieu como central à esquerda ou lateral? 

Os nomes argentinos entretanto falados (Pavon, Pitty Martinez, Acuña) têm todos boas referências, o que os torna caros por um lado e muito apetecíveis por outro. Virá algum?

Bruno Fernandes é uma das aquisições mais promissoras dos últimos tempos. Jovem, mas já com grande rodagem num campeonato difícil como o italiano será mais um "8" que um "dez" na cabeça de Jesus. Isso servirá de confirmação para a saída de Adrien?

À saída para estágio algumas destas perguntas já estarão respondidas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Mercado emperrado. Há males que vêm por bem? (Há AG hoje, sabiam?)


As noticias que circulam desde ontem e que a imprensa de hoje acentua dão-nos conta da dificuldade em finalizar as contratações de Mathieu e Doumbia. O mesmo se pode dizer de Coentrão. É fácil perceber o que  JJ vai à procura em jogadores com este perfil: atletas com muito futebol nas pernas e na cabeça, jogadores experimentados. 

Ninguém desmente este atributo, o que se pode questionar é se estes jogadores em concreto, ou mesmo este perfil, são os jogadores de que o Sporting precisa. É assim a "experiência" um valor tão  importante? 

É óbvio que é. Mas, se atendermos a que a experiência é conhecimento acumulado pela prática, ficamos a perceber que, à excepção de Coentrão, nenhum deles conhece as especificidades do futebol português (nem o treinador e respectivo  modelo, clube e colegas e adversários). Pelo que, à partida, esse factor perde o seu carácter diferenciador, pelo menos até os jogadores se adaptarem, o que pode ou não ocorrer, como é comum.

Mas têm inconvenientes óbvios. Além do desgaste físico e emocional que carreiras extensas e vividas em permanente desafio competitivo provocam, a sua contratação envolve os altos salários que auferem e que nem sempre é correspondido com o mesmo grau de empenho e envolvimento da parte dos jogadores.

É preciso apelar a elevado sentido do dever profissional para encarar de igual forma jogar nas melhores ligas europeias como num campeonato do meio da tabela europeia. E esses valores só nos podem ser devolvidos em prestações na competição, porque dificilmente se pode reaver o dinheiro por via da valorização do activo.

Não estranha por isso que os grandes problemas a resolver para convencer este tipo de jogadores a assinar sejam os ordenados que não lhes podemos pagar. Do qual não abdicam porque a sua ligação ao clube tem como objectivo primordial o "venha nós o vosso reino", não se coibindo de um indecorosa sujeição ao leilão de quem dá mais é o melhor projecto.

Não tenho dúvidas que jogadores mais jovens, com ambição de provar seu valor e em busca de reconhecimento nos são mais convenientes quer pelo lado desportivo como financeiro, sendo os riscos menores. Mas isso envolve mais trabalho e conhecimento do mercado externo que parecemos dispor no momento, pelo que contratações como Bataglia me parecem fazer mais sentido.

Isto serve para dizer que há outro lado da moeda que não é tão brilhante quando se olha para nomes e passados associados aos nomes dos jogadores. E se este perfil se torna maioritário está-se também a por em causa a sustentabilidade do clube, uma vez que a única coisa que é certa quando se contrata um jogador é o compromisso de lhe pagar pelo valor contratado.

Olhando por exemplo para as características de Doumbia (opção de 6 milhões por um jogador que daqui a 6 meses tem 30 anos???), vejo com muitas dúvidas a sua resposta a defesas compactas e recuadas no terreno. Preferia o investimento sério - não uns minutinhos... - em jogadores que estão à espera de uma real oportunidade e que já provaram o seu valor. Isto não esquecendo que ainda há para a mesma posição Alan Ruiz, em quem o clube investiu fortemente.

É óbvio que cada caso é um caso. Casos de sucesso em contrações de veteranos como o de Schemeichel rareiam. Grande parte das vezes os movimentos que eternizam a passagem deste tipo de jogadores pelo clube é a ida à secretaria uma vez por mês para levantar o cheque.

Nota importante: Hoje há Assembleia Geral para aprovação das contas do clube que, incompreensivelmente, e à semelhança da inauguração do pavilhão, ocorre a um dia de semana. Mesmo que a publicitação do evento tenha cumprido todos as normas estatutárias, o que é altamente duvidoso, os sócios não mereciam melhor comportamento? Ou o clube só conhece os nossos e-mails quando é para nos chamar a contribuir? Não podiam ter enviado a todos nota do evento com as contas a aprovar em anexo? Bem sei que para quem assim procede entende que isto são favas contadas porque os sócios assim o têm permitido, mas pelo menos façam de conta que merecemos mais respeito.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Pavilhão João Rocha inaugurado com um lugar vazio

Hoje é um dia de festa. 13 anos depois, o Sporting Clube de Portugal volta a ter um pavilhão condigno com o estatuto do Clube e o valor das suas modalidades. Desde 2004 quando a Nave, parte integrante do antigo estádio, foi derrubada, que as modalidades de pavilhão andavam com a casa às costas, com as equipas a jogarem onde não treinavam, e com os adeptos a terem que "voar" do Vistoso a Odivelas, de Odivelas a Alvalade, de Alvalade a Alverca, de Alverca para Cacilhas, e por aí fora. O meu agradecimento aos actuais dirigentes leoninos, que conseguiram pôr de pé esta magnifica obra.
Mas infelizmente nem tudo é alegria. Logo, na Inauguração, vai estar um lugar vazio. É o lugar do Vitor. Do Vitor Araújo. Um Leão que não falhava com o seu apoio, em qualquer jogo de qualquer modalidade. Há mais de 40 anos, que o conheço, em casa ou nos campos dos adversários, bem enquadrado por muitos sportinguistas ou sozinho no meio de um pavilhão cheio de adeptos adversários.

A sua ânsia de apoiar os Leões dentro de campo, fazia com que ignorasse totalmente comentários e provocações de adeptos adversários. De tal modo que muitas vezes assisti a adeptos de outros  clubes a repreenderem os seus próprios companheiros por estarem a provocar o grande Vítor, que, imperialmente, não lhes "ligava nenhuma".

Penso que o Vitor, "vai" feliz, ao saber que o Sporting volta, finalmente, a ter o seu Pavilhão João Rocha. E que logo pelas 18:30, lá onde estiver, surgirão 3 palmas ritmadas seguidas por um forte grito "SPORTING!"

Adeus Vítor! Descansa em paz!

Nota1: este post é da autoria do 8

Nota 2: O Vitor Araújo estava nomeado para os prémios Honóris Sporting 2017, na categoria de sócio do ano. O clube, muito bem, já emitiu nota de pesar na sua página oficial.Vitor Araújo foi prémio Stromp em 2011.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como o vídeo pode matar o futebol ou como arruinar uma ideia imprescindível

Nota: Não tem nada a ver com desporto (nem com o tema do post)  mas tem a ver com a vida e sem vida não há desporto. A imagem que ilustra o post (da autoria de Pedro Brás, dos BV de Tondela) é a minha singela homenagem aqueles que dão melhor da sua vida para que a nossa seja melhor. Não há palavras suficientes para exprimir a minha gratidão.

O tema do post é o vídeo-árbitro (VAR) com cuja introdução estou completamente de acordo, entendendo até que peca já por tardia. Mas, após os primeiros exemplos práticos, ressalta a necessidade de uma melhor articulação entre todos os intervenientes e de medidas complementares, para que a implementação da medida tenha o sucesso necessário e não possa ser aproveitada por aqueles que vivem na sombra da mentira e na manipulação de verdade desportiva.

Celeridade: A actuação do VAR deve ser o mais célere possível, de forma a evitar que o jogo prossiga e este tenha desenvolvimentos com potencial para alterar o resultado do jogo. O exemplo do nosso golo anulado ontem (que foi bem anulado) mas cujo tempo decorrido entre o fora-de-de-jogo e a obtenção do golo acabou por ser elevado para que se percebesse o motivo da anulação.

Transparência: A necessidade de transparência na utilização do VAR é determinante para o seu sucesso. Para isso é necessário que os intervenientes directos percebam o que está a acontecer. Ora, como as imagens permitiram observar, é muito duvidoso que os jogadores tivessem ficado completamente inteirados da justiça da decisão. Se tal aconteceu com os jogadores e treinadores, o que terá sucedido com os espectadores e jornalistas e todos os presentes, elementos indispensáveis ao sucesso do futebol?

Medidas complementares: À medida que vai decorrendo a sua utilização, mais casos surgirão que obrigarão à tomada de medidas complementares que potenciem o seu sucesso,  para que os "velhos do restelo" e parasitas que vivem dos "enganos" não matem o VAR à nascença. Temo que o imobilismo e o interesse em continuar a dominar e ter uma palavra activa nas decisões dos jogos nos bastidores, (mas que só deveria acontecer nos relvados) por parte de quem deveria regular (FIFA, UEFA, etc.) contribua para a instalação de um sentimento de aversão a uma medida que potencia a verdade desportiva.

Dentro dessas medidas o tempo de jogo é fundamental. A discussão à volta de uma regulamentação diferente da actual sobre o tempo de jogo já decorre há muito. As interrupções que o VAR imporá vêm diminuir ainda mais o tempo útil do jogo, associando-se a outras, como lesões e sobretudo ao anti-jogo. Mais tarde ou mais cedo as tradicionais duas metades com 45 minutos de jogo terão que dar lugar ao tempo útil, quer no interesse do espectáculo, quer mesmo na importância que este terá para a própria verdade desportiva e interesse do espectáculo. Eventualmente 30 minutos de jogo útil em cada parte parece-me ser um bom ponto de partida para essa discussão.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Benfica 10 anos à frente da concorrência

É impossível não concordar com o presidente do conselho de arbitragem na sombra e que acumula funções também como presidente do SLB. As revelações que aos poucos vêm sendo feitas pelo director de comunicação do FCP no Porto canal vão confirmando o lugar que LFV escolheu para si e que põe o clube que dirige muitos anos à frente da concorrência. 

Vou até mais longe: como é bom perceber isto é apenas a parte visível do imenso esgoto em que se debate o futebol nacional e que escorreu para o exterior. Mas é já o suficiente para confirmar aquilo que se intuía jornada após jornada. Árbitros  e dirigentes condicionados ou mesmo comprometidos com um desígnio: que o SLB fosse campeão custasse o que custasse.    

Os momentos  e reacções que se seguirão serão esclarecedores sobre o grau de comprometimento dos árbitros, via reacção da APAF. Vai haver boicote corporativo ou vão finalmente querer expurgar a classe da fruta apodrecida? A Liga de Clubes, tão preocupada o fumo, vai finalmente preocupar-se com as fogueiras e os incendiários a credibilidade do futebol nacional? A FPF e até mesmo o governo vão continuar a assobiar para o lado e desviar os olhos?

PS: Não deixa de ser "engraçado" ver o nome de Manuel Mota como "nosso amigo" (deles) na boca da máquina benfiquista. Eu que o tinha como amigo do peito do Sporting. Uma  bela arbitragem diz o Janela!
E quem não se lembra, entre muitas outros favores do Mota, a anulação deste golo limpo de Slimani, em dezembro de 2013. Uma amizade já com vários anos. Este senhor, que todos já tínhamos percebido que não tinha condições para arbitrar,  vai continuar no activo? Se sim ao menos que finalmente se cumpra o sonho que há muito deve acalentar, e apareça vestido de águia ao peito. Como muito bem lembrava hoje o Cantinho do Morais, este golo ter-nos-ia colocado então em primeiro lugar


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Entradas e saídas que por enquanto não entusiasmam

Cromos repetidos
Estão para já confirmadas as entradas de André Pinto, Piccini e Matheus Oliveira. Não são merecedoras de grandes entusiasmos estas aquisições, criando a sensação de cromos repetidos. Isto é, de jogadores que parecem não acrescentar grande valor ao que já temos disponível. Exactamente o contrário do que parecia ser necessário: mesmo que poucos, elementos que significassem um reforço indiscutível.

O caso dos laterais é dos mais carenciados mas Piccini não parece que tenha muito mais a dar que Schelotto já dava. André Pinto é um valor interessante para uma segunda linha mas não representará propriamente a ideia de valor acrescentado em relação a Coates e Paulo Oliveira e não tem a velocidade de Semedo, que acaba de sair. De Matheus, além de partilha da mesma ideia dos anteriores não se percebe muito bem onde JJ o irá por a jogar. Mas sobretudo de quem abdicará, dos jogadores da casa que poderiam fazer a posição, para dar o lugar ao brasileiro.

Dúvidas & dúvidas, Lda
A saída de Ruben Semedo pode de certa forma ser considerada uma surpresa. Pela época irregular, em linha com a da equipa, pode-se dizer que o preço pago pelo Villareal até foi bom. Mas, buscando nos arquivos as exibições da época anterior, constata-se que estamos na presença de um jogador com um potencial imenso que só o azar, más escolhas ou a instabilidade que por vezes vem ao de cima se podem opor a uma carreira sólida. 

Talvez estejamos na presença de uma saída extemporânea, atendendo a que a permanência de pelo mais uma época poderia funcionar a favor de um jogador que precisa ainda de crescer emocionalmente. É claro que não estamos perante um "produto" totalmente consolidado, um problema que por vezes acaba por marcar negativamente o progresso de jogadores promissores. Oxalá tudo corra pelo melhor.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Entre Papas & 1º's ministros

O Sporting tem estado a assistir de cadeirinha às acusações do FCP ao SLB de ter a arbitragem (e não só...) na mão. Isto é assim mais ou menos como encontrar na rua o artista que afundou o império BES e o Oliveira e Costa ex-BPN a acusarem-se mutuamente de burlões: "és tu!" "Não, tu és muito mais!" Não deixa de ser um lindo espectáculo.

Ora, da mesma forma que não foi preciso ouvir sequer as gravações do apito dourado para toda gente perceber o que se estava a passar, não é preciso agora conhecer a correspondência do Pedro Guerra para saber quem é o dono do quintal da arbitragem. Ainda assim saúda-se o esforço feito pela máquina portista em desferir golpes certeiros e em profundidade na carapaça do "1º ministro" em exercício. 

Como Sportinguista interessa-me saber qual é a estratégia que seguiremos de agora em diante. Porque não vale a pena fazer de conta que não percebemos o que se está a passar: trata-se de uma contraofensiva para recuperar a cadeira perdida. Que, uma vez reconquistada, não contemplará espaço para mais ninguém. 

Das suas uma: ou Sporting tem uma estratégia já definida para retirar proveitos desta luta de poder ou então verá limitada a sua acção agora à difusão dos vídeos do director de comunicação do FCP (que, reitero, têm sido certeiros), eventualmente também à partilha dos posts do Dragão Diário. No futuro voltará ao lugar na bancada olhando para um lado e para outro, qual espectador de Roland Garros, enquanto a bola (leia-se os favores e jeitinhos) saltam de um campo para outro. Porque é mais fácil acreditar no Pai Natal do que na generosidade do Papa numa futura partilha de poder ou saneamento do futebol português.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Leaks do Car(v)alho: pregos no caixão e tiros nos pés

Há já algum tempo que era conhecedor dos dois factos que hoje agitam as noticias entre os Sportinguistas - as declarações de BdC aos jornalistas e o documento relacionado com a venda de Ruben Semedo - e, tal como então confidenciei entre amigos, estranhava que não tivessem chegado ainda aos jornais. Apesar do conhecimento prévio or duas razões nenhuma das matérias foi aqui abordada antes: por compromisso de honra de não o fazer perante quem me fez chegar a informação e por vergonha alheia. É por essa razão que me limitarei a comentar a matéria mas a não a reproduzir.

Sobre o documento que escapou entre os dedos da SAD trata-se de um tiro nos pés na credibilidade da nossa estrutura empresarial. O segredo é a alma do negócio e uma empresa que não o consegue manter em aspectos fundamentais da sua actividade está condenada ao fracasso, gerando desconfiança entre os seus parceiros de negócio e interlocutores. Fica por perceber porque cede o Sporting a terceiros os poderes de uma negociação cujos traços gerais estavam já, e bem, delineados por BdC. Para que serve afinal o "Director of Support Department", apenas para redigir ofícios?

Já relativamente à revelação das conversas tidas com os jornalistas, a questão do respeito pelo código deontológico por parte daqueles profissionais não é neste caso de somenos importância. Mas o interesse dessa discussão pode ser importante para o meio jornalístico mas cai para plano secundário para a generalidade dos adeptos perante a gravidade do que é dado a conhecer na gravação. "A gala é quando eu quero, ponto final". "Os adeptos são estúpidos por quererem jogadores da Academia no plantel" são das poucas pérolas publicáveis. E claro, atendendo à "transparência" observada no primeiro exemplo, fica por confirmar a autoria do "leak".

A ideia de conversas particulares com jornalistas é de uma ingenuidade atroz que ainda é exponenciada pela manobra de "ministro da propaganda do Iraque" do director de comunicação. Conversas manipuladas? Mais valia não dizer nada.  Depois convém lembrar que não se trata de uma conversa em off entre amigos. Os interlocutores são jornalistas, seguramente que a maior parte dos quais não tem qualquer ligação ou intimidade com Bruno de Carvalho.

Mas o que mais uma vez se confirma é que Bruno de Carvalho não tem a mais elementar noção do  cargo que ocupa, quem representa e da instituição a que preside. Não menos importante é a noção de respeito pelo lugar onde essas conversas são promovidas. Alvalade não pode ser confundido com o mais reles dos tascos como aconteceu neste triste episódio. Tenho dúvidas que em muitos desses lugares o autor desta conversa não fosse convidado a sair.

Sobre as generalidade das declarações, nenhuma surpresa porque já há muito que percebi que não há limites para Bruno de Carvalho. O mesmo em relação ao tom condescendente como elas vão ser analisadas por alguns sócios e adeptos. É a abertura sem quaisquer limites que lhe vem sendo oferecida desde o inicio do seu primeiro mandato que lhe alimenta a combustão permanente em que vive.

Como várias vezes tenho dito entre amigos é Bruno de Carvalho que se tem encarregado de fazer a cama onde se deita. Ou se preferirem é ele que constrói o seu próprio caixão. Este caso é um bom exemplo porque é apenas o "the last but not the least". Quando deveria estar a saborear os êxitos das várias conquistas desportivas recentes ou mesmo dos resultados trimestrais alcançados estes acabam sepultados debaixo do ruído que o próprio se encarregou de oferecer em bandeja e megafone.

Fica a dúvida sobre o que é pior: que o estado em quem se encontrava BdC no momento em que efectua as declarações seja natural ou induzido, atendendo a que, pelos vistos, se tratava de um pequeno-almoço...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dobradinhos

Dobradinhos de gratidão é como devemos estar não só perante os troféus mas também pela qualidade e pelo excepcional espírito de corpo e dedicação ao clube exibidos pelas nossas campeãs que ontem juntaram a taça ao campeonato. Gratidão que se estende a todo o departamento perante aquilo que se pode considerar os golos a partir do pontapé de saída que os títulos em todos os escalões constituem. O lema "Não há desculpas" não podia ser mais oportuno e mais feliz. Parabéns!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Ganhar pode ser um hábito? E quanto vale o amor à camisola?

Imaginem que o Ruesga não usava com precisão - e muita raiva, e muita classe! - aquela arma de destruição maciça que deu em golo ou que o Cudic não imitava uma parede naquele lance final. Enfim, imaginem que tudo voltava a correr mal, como já havia sucedido anteriormente, várias vezes. Se tal sucedesse eu não estaria a escrever agora este post, mas sobretudo não teríamos escrito mais uma maravilhosa história para contar. 

Antes que pensem que vou efectuar um exercício de masoquismo desenganem-se. Este primeiro paragrafo serve apenas para colocar a questão: mereceria menos do nosso apreço e consideração se, por um qualquer acaso em que o desporto é fértil (um ressalto, uma mão a desviar o caminho da bola) não tivéssemos sido bem sucedido e não tivéssemos reconquistado o título ao fim de 16 anos, apesar de todo esforço e dedicação postos em cada lance? Talvez não conseguíssemos encontrar disposição e energia para o fazer, mas seguramente que o mereceriam. Foram bravos, lutaram e, apesar do espectro da desilusão, puseram todo o coração quando a ansiedade toldou a razão. 

Sobreviver aos minutos finais era imperativo, já se adivinhava que iriam ser difíceis. Quanto pesam afinal 16 anos sem ganhar, ficando tantas vezes no limiar do sucesso? Que valor acrescentado tem em termos colectivos e individuais o hábito de ganhar, a familiaridade com os títulos? Quantas vezes tremem as mãos ou os pés, quantas se desconfia da sorte e de si próprio quando os momentos decisivos se aproximam? Apesar da subjectividade do tema não permitir quantificações é quase inevitável pelo menos questionarmo-nos. Por isso foi tão importante esta vitória, foi quebrada uma importante barreira psicológica que habitualmente se colocava entre nós e o sucesso em alturas decisivas. 

Ora o que esta vitória ajudou a revelar foi que ela se ficou a dever em grande parte a uma estrutura semi-amadora, desde o treinador, a alguns dos responsáveis administrativos, convivendo lado a lado com profissionais bem pagos. Algo que talvez julgássemos não existir a este nível. Pessoas que inventam forças e tempo para se desdobrar em pais, maridos, profissionais convencionais e simultaneamente de alta competição. Como se consegue? Seguramente, até pelo que pudemos observar nas declarações do post-jogo, porque para eles o Sporting é mais do que uma profissão, é uma paixão, são como nós, são uns de nós. 

Talvez as estruturas mais profissionalizadas, como por exemplo o futebol, devam ter mais gente assim. Obviamente habilitados pela formação específica de alto nível indispensável, mas qualificados também pelo sentimento, pelo coração. É que quando tudo parece faltar é aí, no amor inexplicável e incondicional que temos pelo clube que damos o que é preciso e que mais ninguém poderá dar.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Houve troca de contratos na "operação Rodrigo Battaglia"?

Dizer que Rodrigo Battaglia é um jogador com perfil "à Jesus" é dizer o óbvio, mas não é dizer tudo. Trata-se de um jogador que há muito tempo anda no radar dos scouters e a única surpresa foi a sua chegada a Braga, quando se lhe auguravam outros destinos mais vistosos. Porém, a confirmar-se a sua saída para Alvalade, o tempo passado na cidade dos arcebispos foi menor do que o número de viagens de ida e volta: desde que chegou em 2014 não se conseguiu fixar no plantel, rodando entre Moreirense, Chaves e incluiu até um breve regresso à Argentina. Foi precisamente em Chaves que despertou a atenção, mostrando algo que ainda não se tinha visto e que nem os últimos meses num Braga em perda menorizou.

Imagina-se que JJ veja nele um potencial "8", no lugar de Adrien  e até não surpreenderia ninguém que o estivesse a ver jogar no lugar de Adrien. O argentino não tem medo de ter a bola nos pés, lê bem o jogo, não se limitando por isso às tarefas de pressionar e defender que o seu porte físico permitem intuir. Quem o conhece augura-lhe um bom futuro, estranhando ter demorado tanto tempo a chegar a um grande. Como obstáculos a contornar pelo argentino, e que poderão ter estado na origem deste interregno, uma menor qualidade no último passe e alguma dificuldade emocional para lidar com as suas expectativas.

Por curiosidade pode-se acrescentar que é um internacional sub-20 pela Argentina que se cruzaria com a selecção portuguesa e ficaria pelo caminho nos quartos-de-final, no desempate por grandes penalidades da competição de 2011.

Potencialmente trata-se de uma aquisição muito interessante. O preço, como sempre, só contará se acabar por defraudar as boas indicações que traz, mas 3,5 milhões mais dois jogadores parece excessivo. O mais intrigante contudo são os termos até agora conhecidos das contrapartidas adicionais: o empréstimo de Jefferson e a cedência definitiva de Esgaio. Não terão trocado os nomes nas cláusulas? É que Jefferson está a caminho da última época de contrato, ficando livre em Dezembro. E Esgaio, de quem se vai dizendo sempre que é pouco, além de não desmerecer em nada aos que ficam, sempre é da casa, sendo por isso difícil de perceber a saída em definitivo. Não faltam exemplos semelhantes de decisões das quais não faltaram razões para nos arrepender.

Nota: Jefferson tem contrato até 2020 e não, como pensei, até 2018. Tem 28 anos e Esgaio 24.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A magnifica história dos campeões que se levantaram das cinzas

Não consigo por em palavras o misto de sentimentos que me avassalam. Foi inútil tentar conter as lágrimas. Cresci a ver o Sporting a dominar o andebol e amadureci a ver o Sporting a ficar umas vezes perto e muitas outras longe da conquista do campeonato. Atravessei um longo inverno a contabilizar a os titulos da hegemonia portista perguntando-me quanto tempo mais se prolongaria este sofrimento. Pois acabou hoje! Que noite mágica esta do último dia de Maio de 2017!

Claro que este titulo é todos, do adepto que nasceu hoje ao decano dos sócios. É obviamente dos responsáveis directivos, do presidente aos seccionistas, roupeiros, todos! É teu, Hugo! Mas é muito especialmente deste grupo de trabalho, jogadores e técnicos e responsáveis da secção, que souberam renascer várias vezes das cinzas, quando já quase ninguém confiava na sua vontade/capacidade de vencer. Obrigado a todos por este momento inesquecível!

As diabruras e a pantominice do Sporting de Saraiva de Carvalho.


“... segundo fonte do clube à Agência Lusa. Como exemplo, recorreu ao holandês Bas Dost, garantindo que se tratou de uma contratação da exclusiva responsabilidade do presidente Bruno de Carvalho, uma 'prenda' deste para Jorge Jesus, que indicou a contratação de Marcelo Meli, Douglas e André, entre outros.” Aqui.

Plantar notícias em agências de comunicação porque nada mais interessa do que percepção. Manipula-se emoções, abusa-se da impercepção dos adeptos (de forma descarada porque já estamos habituados, e porque carneiros servem para isso mesmo), e acautelam-se repercussões negativas para a imagem do seu presidente na hipotética saída de Jorge Jesus do clube. Quem sabe forçando essa mesma saída ...

No actual Sporting, no que aos seus dirigentes respeita, não existe um pingo de honestidade e de integridade naquilo que se faz. Vai-te embora Jesus porque mereces muito melhor ...
[Imagem de Mário Cruz / Lusa]

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Um belo par de estalos é que era!

Foi um bom fim-de-semana do ponto de vista desportivo, com várias vitórias em diversas modalidades, com algumas delas a significarem títulos nacionais e até mesmo internacionais. De todas elas saliento 3 pelas razões que abaixo explico:

- O bi-campeonato em Goal-Ball. Não é uma modalidade com grande expressão mas cumpre um desígnio importante como é o proporcionar a integração e actividade desportiva a pessoas com deficiência, no caso concreto, visual.

- O regresso aos títulos nacionais no escalão júnior em futebol, algo que não acontecia desde 2012. Um titulo por isso com sabor especial, ainda para mais pelo facto de ter sido confirmado em pleno Olival.

- A conquista de mais um título europeu em andebol, mais concretamente a Taça Chalenge, perfazendo o 25º título europeu do nosso palmarés. Se atendermos ao percurso desta equipa este ano, e depois de várias vezes se colocar em causa a atitude competitiva dos seus atletas e até mesmo da secção pode-se dizer que esta é primeira chapada de luva verde e branca que nos dão. Para a felicidade ser completa "só falta" agora, para completar um delicioso par de estalos, brindarem-nos com a conquista do campeonato nacional que nos foge desde 2000/01.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Jorge Jesus de saída?

O JN avança hoje que "Jorge Jesus poderá estar muito próximo de deixar o comando técnico do Sporting". Segundo aquele matutino, "o treinador tem em mãos uma proposta para ser treinador do PSG e está tentado a deixar os leões para rumar ao campeonato francês, onde irá encontrar uma verdadeira constelação de estrelas."

Uma noticia que, a concretizar-se, não me surpreenderia absolutamente nada, atendendo aos rumores e alguns indicadores, uns mais subliminares que outros, que vão circulando. Não acusando o factor surpresa não deixaria porém de sentir uma sensação de desperdício ao ver um técnico com a  qualidade de Jorge Jesus abandonar o clube apenas com um troféu - de segunda linha - conquistado. Aguardemos pois pelos desenvolvimentos, se os houver.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Como tornar uma situação dificil ainda pior

Desde ontem que começou a circular uma declaração em diferido, dando conta que Bruno de Carvalho "admite ponderar" a sua posição como presidente do clube. Isto não é propriamente uma noticia porque "ponderar" é algo que deve ser feito em permanência. Dado o tom neutro, sem grande profundidade  e descontextualizado da "noticia" - onde como e quando a declaração foi feita? - ainda esperei um comunicado a desmentir a declaração mas, pelo que se vai sabendo, ela existiu de facto.

As leituras sobre esta tomada de posição podem ser numerosas e de diverso sentido: esperar uma vaga de fundo, sinal de dúvida e fraqueza, auscultar sensibilidades, tentar que se revelem possíveis opositores, etc. Mas a mais imediata é que algo terá que estar mal quando um presidente recém-empossado e eleito de forma quase demolidora "pondera" a este nível. E que dizer à carta-convite a Jorge Mendes e à ideia de vender abaixo das cláusulas passadas em rodapé?

A primeira das consequências é introduzir instabilidade própria da incerteza que gera. O que ainda por cima é agravada pela ideia de tudo ou nada com que o próximo ano está a ser encarado. À incerteza associa-se a pressão do "é agora ou nunca" também descrito nas mesmas noticias. Como se não fosse pouca a pressão de não ganharmos há década e meia...

Esta ideia de all-in seria sempre desajustada em quem não tem na mão cartas seguras: não só porque o SLB, como campeão e dono e senhor dos "poderes ocultos e paralelos" do nosso futebol parte à frente. Ou porque o FCP como animal perigoso e ferido por uma gestão que dá sinais de caminhar para o estertor final merece todo o cuidado. Mas sobretudo porque não tem em conta a desvantagem que é começar a época mais cedo, pressionados pela indefinição relativamente à qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

Parece que não se aprendeu nada com o passado recente: na época anterior à que agora finda o campeonato fugiu-nos por entre os dedos, mesmo tendo alcançado um número de pontos que normalmente certificaria o titulo. Na actual, investiu-se o "couro e o cabelo" e os resultados, ao invés de melhorar, foram ainda piores! 

À partida para uma época que se prevê muito difícil e que o afunilar de possibilidades de apuramento directo para Liga dos Campeões ainda agravará mais o que o Sporting mais precisa é de serenidade ou da famosa "dranquilidade" e não perturbação e desassossego ainda por cima vindos do interior, no que parece ser tirado de um manual "Como tornar uma situação dificil ainda pior"

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Futebol com vestido de gala e salto alto

A equipa sénior feminina do Sporting começou por conquistar primeiro a atenção e depois o respeito dos adeptos. Agora, como corolário natural de uma época muito bem preparada e estruturada, com a escolha muito criteriosa das atletas e técnicos, recolhe o primeiro troféu com elevado valor e significado: o campeonato nacional! Um regresso fechado com um anel de ouro: as equipas femininas do clube arrecadam todos os campeonatos em TODOS os escalões! 

Estão de parabéns assim todos os que, da direcção ao roupeiro, participaram neste regresso vitorioso. Num momento particularmente dificil para o o futebol sénior, é um importante sinal de esperança e confiança de que o Sporting é capaz de construir projectos ganhadores.

Não se infira do título que partilho da ideia de que o futebol é coisa só para homens e a versão feminina é coisa para elas se divertirem nos tempos livres. É um facto que há diferenças notórias, que se prendem a factores muito diversos, como o estado embrionário no nosso país, mas desenganem-se aqueles que pensam que é uma "valente seca" e que para assistir aos jogos é preciso uma dose reforçada de paternalismo e condescendência.

Desenganem-se mesmo, porque esta equipa joga um futebol muito bem trabalhado do ponto de vista colectivo, onde, pela segurança e maturidade, torna evidente um grande trabalho de Nuno Cristóvão e respectiva equipa técnica, certamente muito bem suportado na retaguarda pela equipa da Raquel Sampaio. Do ponto vista individual é um grupo composto por executantes com um surpreendente nível técnico. 

Já no que diz respeito ao empenho colocado na abordagem a cada lance, dão lições a muito congénere masculino. Neste aspecto, se aquelas larachas sexistas habituais fazem algum sentido aqui é no inverso: havia muito nosso jogador que poderia ficar em casa a observar, enquanto cozia peúgas,  as gravações dos jogos das nossas meninas/mulheres para ver como se aborda um lance: como se fosse o último e mais importante de todos.


Sinto-me um privilegiado por poder ter estado no momento em que essa conquista se tornou uma realidade. Vou assim contar aos meus descendentes e amigos esse momento histórico, que assinala o regresso da modalidade ao nosso clube. E, se a oportunidade surgir, certamente que um dos temas incontornáveis será o amor à prova de tudo que nós, adeptos temos pelo nosso clube e que mais uma vez esteve em evidência no apoio prestado à equipa nas bancadas.

Essa sensação de privilégio foi ainda maior pelo facto de poder ter sido premiado com a possibilidade de poder conhecer pessoalmente adeptos que seguem habitualmente o "Sporting 160", um programa em podcast de cuja equipa tenho o enorme orgulho em pertencer, (e cujas gravações podem ser ouvidas aqui http://mixlr.com/sporting160/). Associando-nos ao Solar do Norte conseguimos realizar um almoço de confraternização, que proporcionou a oportunidade de finalmente conhecermos em carne e osso muitos dos que connosco se cruzam às segundas-feiras, bem como vários familiares das nossas atletas. Jornada memorável!

A todos eles o meu obrigado, especialmente pelo facto de nos surpreenderem todas as semanas com a sua presença, ajudando a crescer um projecto pioneiro. Certamente que me iria esquecer de nomear alguém dos que tive oportunidade de cumprimentar. Assim prefiro dedicar este momento a todos os que gostando de o ter feito não puderam, personalizando essa dedicatória a alguém que muito nos tem ajudado a divulgar o Sporting160, mas que infelizmente não pode estar presente, como certamente gostaria: a Ana Garzin. Como Sportinguista que é, é uma de nós, como nossa amiga e promotora ainda mais o é.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Tristeza e estupefacção

Não teria sido preciso esperar pelas capas dos desportivos de hoje para constatar o quanto apodreceu  a relação entre JJ e Bruno de Carvalho. Quando se anuncia repetidamente aos quatro ventos uma reunião entre os dois principais responsáveis do nosso futebol está-se explicitamente a admitir a anormalidade. 

O que era anunciado como excepcional e aprazado - a tal reunião - deveria ocorrer de forma normal e frequente ao longo da época. Os alicerces do que será a próxima temporada deveriam estar já executados e a empreitada estar já na fase de acabamentos. Isto porque o primeiro compromisso oficial é já em meados de Agosto e, pelo que se vai desenhando, porá no nosso caminho um adversário duro. Isto sem falar dos efeitos nefastos que as competições das selecções poderão produzir.

Isto é, se subsistem dúvidas sobre quem será o responsável técnico, isso quer dizer que o futuro imediato e mais elementar do nosso futebol é assim uma espécie óvulo sem saber que espermatozoide o fecundará. É esta a certeza com que se está a construir a próxima época. Se é assim que cuidamos do que nos é querido e importante, como poderemos depois esperar que os resultados sejam diferentes do que as quase nulidades que vamos coleccionando, ano após ano? 

Ora, como é que isto acontece, quando sabemos que temos menos recursos (de quase toda a ordem...) que os nossos adversários?

Como podemos depois, já no decorrer do campeonato, responsabilizar terceiros pelos seus erros (árbitros, jornalistas, etc) se reiteradamente perdemos os campeonatos em casa, por falta de organização e planeamento, ainda antes da bola começar a rolar? Não foi isso que sucedeu na que agora acaba?

Por isso não será de admirar que, no que ao futebol sénior diz respeito, as principais razões que encontraremos para celebrar no final da próxima época se equivalham às que se vão vendo por estes dias:

- O triunfo de Ronaldo

- O campeonato de Jardim

- A descida de Marco Silva (doentio!) 

- A constituição como arguido de Luís Filipe Vieira.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Hasta siempre... Comandante!



Não, não são os atletas #mimados;

Não, não são os adeptos menos exigentes com #OsMeninos;

Não, não são os treinadores com #desculpas...

Quem primeiro abandona o barco à deriva durante a tempestade que chegou e ameaça intensificar-se? #OsRatos dos dirigentes... Olha que tamanha é a surpresa...

E o #projecto que começa a desmoronar-se por dentro... Dois meses depois dos #OitentaeSeisPorCento

Ahhh! De quem é a "culpa"? Ora... Seguramente dos #ProfetasdaDesgraça, como se a desgraça, ela própria, não tenha já ultrapassado há muito a profecia,

A "culpa", dizia eu, será também do #Godinho! E dos supostos saudosistas de um tipo que "desapareceu" há mais de quatro anos. Está bem visto, pois então...


O Dono Disto Tudo

Ninguém se surpreendeu com a alteração ontem anunciada  daquela que deveria ser a data de realização  da Gala Honóris. Como não escapará a ninguém, esta alteração prende-se com a data de casamento do cidadão Bruno de Carvalho, que é também presidente do Sporting. 

Olhando para este assunto com toda a razoabilidade que merece creio que, em face da sobreposição de datas, não haveria muitas alternativas à mudança operada. A alternativa seria a realização da Gala Honóris na data prevista - a da fundação e que foi respeitada nos eventos anteriores  - mas não me parece que faça muito sentido uma cerimónia como aquela sem a presença do presidente do clube. 

O que poderia ter sido evitado - a sobreposição de datas -  não foi. Bastaria para isso que tivesse havido bom senso e evitado a tomada de decisões por impulso e para bancada aplaudir. O mesmo perfil de decisões que tantas vezes lhe assistimos e que, ao invés de contribuírem para a estabilidade e segurança, tornam o clube no principal fornecedor de títulos dos média. Desta vez até mesmo alvo da chacota dos adversários. Usando o adágio popular, foi para ir buscar a lã mas arrisca-se a sair ele tosquiado.

Obviamente que o cidadão Bruno de Carvalho pode casar-se quando quiser. Mas como presidente do Sporting está obrigado a saber que todas as decisões têm consequências. Esta, associada à sua última comunicação, acentua a ideia de se considerar como alguém que está acima de tudo e de todos, o Dono Disto Tudo. A gala é quando ele quiser, nós temos é que ser mais exigentes!

Talvez agora se entenda melhor as verdadeiras razões para apagar os seus perfis do Facebook. Não foi na procura de algo melhor para o clube, mas simplesmente para se furtar ao escrutínio permanente, em particular às reacções que este assunto iria inevitavelmente provocar. No fundo como ele aí diz, para que o "deixem em paz".

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O (des)norte e o esforço "herculeano"

O (des)norte
Era já minha intenção dedicar melhor atenção ao reatamento de relações entre o FCP e o Sporting. Agora que está oficializado, é uma boa altura de voltar ao tema, e vou fazê-lo aqui em jeito de comentários:

- Atendendo ao que foi invocado na altura como razões para o corte de relações ("face aos graves acontecimentos ocorridos, que se traduziram num total desrespeito pela Instituição Sporting Clube de Portugal e após ter decorrido o tempo suficiente para que os dirigentes do Futebol Clube do Porto se demarcassem e retratassem da inqualificável conduta do seu representante") fica subentendido que o FC Porto se retratou e tomou a iniciativa de repor a normalidade de relações. Menos do que isso seria totalmente inadmissível. 

- Ao contrário do que foi dito o Sporting e o FCPorto não reataram apenas um relacionamento normal. Formalizaram e protocolizaram um acordo que não pode deixar de ser entendido como uma aliança estratégica. O que, atendendo ao histórico dos insultos trocados nos últimos quatro anos, só pode ser entendido como uma declaração de incapacidade de, sozinhos, conseguirem fazer frente ao poder tentacular que o SLB actualmente detém no futebol português.

- Embora me custe muito aceitar ver o meu emblema apresentar-se em tão má companhia (atenção! não da instituição "F.C. Porto" mas dos seus actuais representantes e o que eles significam para o futebol português e para o Sporting em particular) trata-se de uma capitulação de um poder perverso com cerca de três décadas. É isso que deve aqui ser assinalado: o clube de Pinto da Costa declara a sua incapacidade de alterar sozinho o actual status quo. O Sporting sempre o tem sido, não há nada de novo.

- Quanto a mim trata-se de um erro estratégico por parte do Sporting. Estamos a assistir ao fim de uma era e não ganhamos nada em associarmo-nos  à decrepitude de um império a cair. Pelo menos enquanto Pinto da Costa for a cara daquele clube, o Sporting não deveria ter com aquela instituição mais do que é indispensável. Porque um clube que não honra a memória dificilmente sabe escolher o futuro.

- Se a ideia é recolher apoio para a triste demanda em curso pela reescrita da história na questão do número de títulos, o Sporting não podia fazer pior escolha. Que autoridade e credibilidade podemos reconhecer num clube que nem a história e data da sua fundação respeita (algo que o próprio PdC promoveu)? Que pior contraste podemos pedir para esses troféus que o que será conferido por um clube cuja hegemonia no futebol se confunde os esquemas reiterados para defraudar a verdade desportiva e cujo principal alvo começamos por ser nós?

O esforço "herculeano"
Bruno de Carvalho anunciou ontem a sua "saída" do Facebook. Imagina-se o "esforço herculeano" que a decisão acarretou". Entrou como saiu, sem perceber e utilizar devidamente o poder de uma ferramenta de alcance global. Assim sendo, falta apenas saber como é que e em que forma voltará a aparecer.

Não sei o que lhe ficou pior: se o alardear de propriedade do clube, se a ideia de impunidade e intangibilidade que espalha a cada frase. Ou a noção ultrapassada de gestão dos recursos humanos, que o remete para métodos abandonados em décadas do inicio do século passado. Muito mal seguramente foi a injustiça que cometeu relativamente aos adeptos. 
Mas tendo a concordar com ele: com outro grau de exigência este tipo de comunicação não passaria sem pelo menos um vigoroso e sonoro protesto.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pilhas duracell





E pronto, o Cristiano já cá canta… Versão italiana, com passagem por Espanha para ganhar estilo e influencia. Versão capaz até de ser mais catita que a tuga... Não sei, pelo menos é mais young... Network? Há que desviar as atenções para este penoso fim duma época, já de si, calamitosa.

Também parece que a Traffic, um fundo mas dos bons (A FIFA que o diga…), vai "dar-nos" o Bebeto júnior (Matheus Oliveira). Uma verdadeira pechincha.

Isto é só nomes sonantes! Que prometedor reinício! Para continuar a encher o contentor.

Só uma duvida: a silly season já começou??? Não, claro que não. Até porque dura, pelo menos, desde o Verão de 2016. E dura, e dura…


domingo, 14 de maio de 2017

A revolução que ainda está por fazer no Sporting

Tudo o que podia correr mal este fim-de-semana, correu. Ainda que alguns resultados não sejam definitivos é impossível ignorar que estamos a caminhar para um final tenebroso de época desportiva. 

Explicações? 

Seguramente que algumas residirão no carácter imprevisível das competições mas, atendendo à conjunção de resultados negativos, é obrigatório reflectir sobre relação destes com a qualidade das decisões tomadas e a preparação dos decisores. Porque, ainda que seja economicamente suportável, o que se afigura altamente duvidoso, a ausência ou míngua de resultados nas modalidades mais importantes, com o futebol à cabeça, é insustentável para a manutenção do estatuto de clube grande que indiscutivelmente o Sporting é.

Para a manutenção desse estatuto é absolutamente crucial que se mantenha o bem maior e insubstituível que são os adeptos e a forma apaixonado como vivem o clube. Ter que assistir às conquistas alheias, frequentemente à custa da nossa incapacidade de lhes fazer frente, é uma  contabilidade que a prazo fere o amor próprio, especialmente das gerações mais novas, que não tiveram o privilégio de viver os melhores anos. E sem renovação de gerações é o nosso futuro que ficará inevitavelmente comprometido.

O Sporting tem atravessado os últimos anos a saltar de revolução em revolução, que prometem amanhãs radiosos, porém constantemente adiados. A grande revolução permanece por fazer, apesar da grandiosidade dos discursos ou da habilidade em encontrar desculpas:  a revolução da competência, do mérito, da qualidade, do saber fazer.

P..S. Quem, a nível directivo, chefiou a delegação que se deslocou a Vila da Feira e quem é que deu a cara na recepção dos adeptos à chegada a Lisboa?...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Casamentos & funerais

O casamento de Jesus
Só por elevada dose de ingenuidade ou wishful thinking se poderá pensar que a comunicação improvisada de Bruno de Carvalho não desferiu um profundo golpe na relação com Jorge Jesus. Grande parte das palavras do presidente eram-lhe directamente dirigidas e aquela menção ao "caudal ofensivo" é um punhal cravado no ego reconhecidamente inflamado do treinador. 

Mas, ao fim e ao cabo, a referida declaração é a confirmação das divergências que as "remexidas" no plantel no Natal já deixaram perspectivar. O facto de o presidente ter demorado quase uma semana a reencontrar-se com o Facebook para reafirmar que Jorge Jesus é a sua escolha, enquanto tudo à volta ardia, revela um critério e uma convicção no mínimo questionáveis.

Ingenuidade, isso sim, é pensar que a declaração não lançaria um sentimento de legitima preocupação no seio dos Sportinguistas. Ou que quem vive da divulgação de acontecimentos e factos ocorridos ou do mero aproveitamento daqueles não iria aproveitar a "borla". Qualificá-los a todos indiscriminadamente de "histéricos" é fazer a figura do cozinheiro que culpa os comensais de não gostarem da comida que ele mesmo cozinhou mal e de forma irresponsável. É que por norma, as declarações públicas revelando descontentamento numa relação não são um mero sinal de insatisfação. São uma facada na indispensável confiança que suportam as ligações, constituindo muitas vezes a primeira notificação de divórcio.

Mas voltemos às divergências. Estas, como é claro para todos, têm por base a definição de poderes  sobre as políticas de aquisições, dispensas e composição geral do plantel. Numa relação saudável entre pessoas responsáveis e profissionais competentes, ambos os intervenientes ultrapassariam as diferenças de visão sentados frente a frente, assumindo as responsabilidades de que foram investidos quando decidiram servir o Sporting.

Ao contrário do que possa parecer, a questão até seria de fácil resolução, se houvesse a preocupação primordial acima mencionada e  também alguma humildade de ambas as partes. Da parte de Jorge Jesus, para perceber que quando lhe foi dada carta branca para intervir o resultado foi medíocre e não teve em conta as especificidades do clube. Da parte de Bruno de Carvalho para perceber que falta em Alvalade conhecimento e profissionais altamente qualificados para satisfazer as ambições do clube.

Admitamos que ambos o reconhecem. Mas, ao que parece, o impasse surge na hora de operacionalizar as alterações. Jorge Jesus não encontra razões para confiar no que a SAD lhe disponibiliza como suporte para trabalhar. Se quanto aos jogadores da formação me parece um erro  já quanto ao suporte de conhecimento que encontra na SAD reconheço-lhe toda a razão. Sabe mais Jesus a dormir que todos os outros acordados. 

Por exemplo: espanta-me que critérios podem qualificar André Geraldes para director desportivo, nome que insistentemente vai saltando das rotativas, ao género de inquérito de opinião. De reconhecimento pela experiência e mérito no desempenho dessas funções, como deveria ser obrigatório observar, não é de certeza. Não excluo a possibilidade de estarmos a falar de alguém com bom desempenho nas actuais funções, mas não se eleva um carteiro à condição de gestor dos CTT só porque entrega bem as cartas e encomendas. 

Claro que o presidente também tem razão. Ele sabe que não pode arriscar um segundo ano de equívocos e que há um risco menor no recurso à prata da casa. E também tem de reconhecer que resta muito pouco de aproveitável das suas incursões no mercado e que delas não houve o expectável retorno desportivo, mesmo que tendo um custo menor. E também que colocar as fichas todas em JJ por titulo imediato e a qualquer preço é um passo maior que as pernas (e carteira...) que actualmente sustêm o clube.

A preocupação de ambos porém deveria estar no talento dos jogadores, não na sua origem, não desconhecendo que a actividade de recrutamento é altamente contingente e arriscada. Veja-se o perfil de Bas Dost: europeu, carreira sólida, internacional, de valor reconhecido, o momento oportuno e o respectivo retorno. E compare-se por exemplo como de Alan Ruiz, contratado por um valor muito próximo. 

A vontade será crucial para manter a ligação de Jorge Jesus ao clube. Que nada tem a ver com posts tardios e equívocos no Facebook. É preciso restaurar a confiança e essa acontece sobretudo com actos. E simultaneamente criar uma relação equilibrada, em que a maior experiência e conhecimento de Jorge Jesus sejam apoiados na retaguarda por departamentos do clube (scouting, jurídico- administrativo, etc) com profissionais de igual valia, numa situação que propicie o crescimento de ambas as partes. De outra forma a passagem de um dos melhores treinadores nacionais pelo clube constituirá mais uma oportunidade perdida.

A boda de Bruno de Carvalho
Não vou fazer qualquer comentário sobre a vida pessoal de Bruno de Carvalho, nomeadamente sobre o seu casamento. Mas sempre aproveito para lembrar que foi por tratar o clube como uma extensão de uma qualquer propriedade e por declarados sinais de acantonamento autista que se desfez o casamento com uma dinastia.

Relações Requentadas
O Sporting anunciou hoje o reatamento de relações com o FCP. As relações institucionais com outros clubes deveriam existir sempre e não serem geridas de forma conveniente, a favor de ventos cuja constância e direcção não se percebem. E com ponderação e memória. Declarar sobre o FCPorto de Pinto da Costa que são mais as razões que nos unem do que as que nos separam é insultuoso para todos de nós que ainda conservam a memória. João Rocha deve ter tido um valente sobressalto no seu túmulo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Porquê tanto drama, tanto horror se a tragédia estava já consumada?

O Sporting é uma fonte quase inesgotável de surpresas, não é? Então não é que um jogo quase a feijões nos aproxima novamente do abismo, faltando ainda saber o quê e quem se sumirá por ele abaixo? É que é me é difícil perceber tanto drama e tanto horror por causa da derrota com o Belenenses.

Porque não perdíamos em casa com eles há mais de seis décadas?

Porque era Dia da Mãe?

Porque era dia de festa? 

Ah é, por tudo isso? Então vejamos:

É certo que não perdíamos em casa com o Belenenses há 62 anos, mas sejamos práticos. Algum dia tinha que acontecer e por isso quando mais depressa melhor. É que se acontecesse no próximo ano já não seriam 62 mas 63. Um bocado pior, não? E se tem que acontecer é preferível que aconteça quando o resultado tem uma importância menor. Seria incomensuravelmente pior se à triste quebra do record ficasse associado por exemplo afastamento do título, facto há muito consumado. Eu não me importaria de perder todos os anos com o Belenenses, ou mesmo com o Tondela, se fossemos campeões. E como eu todos os Sportinguistas, por certo.

O que me parece digno de preocupação é estarmos a jogar para coisa nenhuma há já muito tempo. Este ano e em muitos outros que compõem os já quase 16 anos sem ver o título. E este ano em particular, depois do investimento feito - que afinal já descobrimos que era apenas despesa... - não me lembro de ver reações equivalentes quando fomos paulatinamente entregando nas mãos de outros os nossos objectivos e ambições. 

Quem sabe se "abanássemos a barraca" com o vigor agora empregue, mesmo que em forma de posts (alguns nitidamente encomendados...) nas redes sociais quando perdemos com o Rio Ave por 3-0. Ou quando fomos empurrados quase com desdém da Europa pelos polacos. Talvez esta derrota - esta com o Belenenses e toda esta época, bem entendido - não tivesse acontecido. Mas as maviosas promessas do "ainda vamos lá", sucedâneo com provas dadas do "para o ano é que é" não nos deixavam ver o que era cada vez mais evidente.

O argumento de ser Dia da Mãe também não colhe. Se há alguém bem preparada para lidar com o desgosto são as mães sportinguistas. A minha não é, nem gosta de futebol, aversão que os dirigentes desportivos se têm empenhado em justificar com grande empenho. Mas nem preciso de lhe dizer nada quando o Sporting perde. Ainda hoje, com a idade que já tenho, é toda compreensão e carinho perante o meu semblante carregado e sorumbático e há poucas pessoas que entendam como ela como a minha dor é real.

"Ah, e tal, era dia de festa", que o clube tinha preparado especialmente. É um bocado estranho que um clube que acaba de torrar uma soma verdadeiramente aterradora de dinheiro e dele fique quase nada para o futuro, encontre razões para festa. Mesmo que seja sob o pretexto de a fazer por uma das mulheres mais importantes, senão a mais, da nossa vida. Cheira mais a comício-festa de desagravo do regime, para entreter os parolos, enquanto os rivais nos vão comendo na cabeça as papas e os bolos. 

"Ah, e coitados dos miúdos pequeninos, que até choraram." É cruel, sim senhor. Mas para o crescimento é importante também a dor e o revés. Muitos grandes Sportinguistas temperaram assim o seu amor pelo clube, quem sabe até o fortaleceu. Porque ser do Sporting é muito mais do que ganhar, por muito importante que seja. Ser do Sporting é TUDO! E tudo o resto seria na mesma, e os dias passariam aparentemente iguais, só que menos aquela qualquer coisa que se sente aqui no peito e não se pode explicar, apenas sentir.

E é preferível uma desilusão do que viver enganado. E a verdade crua e nua é que aquela que muitas vezes apelidamos de "maior potência desportiva nacional" o é em elevado grau de feitos e responsabilidade de muitas das gerações que nos precederam. Fosse por nós e não o seria, por tardamos muito em voltar encontrar o pé e o bem saber fazer. No fundo, em reencontrarmo-nos.

É no mínimo estranho que de adeptos devotos e fervorosos seja tão difícil extrair dirigentes competentes e sagazes. Porque no fundo é disso que inevitavelmente estamos a falar. Ou a evitar falar, como queiram. Um caso de estudo e de cuja resolução depende o retorno ao sucesso ou a permanência no eterno âmbar do "agora é que é" ou, numa versão pior, o anestésico que se  administra em doses certas e metódicas.

Por isso, se tragédia da época estava já consumada, porquê tanto horror? Só se for por antecipação dos dramas que agora já se advinham e que colocam o nosso clube num lugar que tão bem conhece: o da crise e convulsões permanentes, onde os únicos títulos que se podem ambicionar são as das capas dos jornais.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Tens o número do presidente e do JJ? É para um amigo...

Antes que o espectáculo dos recados do presidente para o treinador e deste para o presidente atinja proporções maiores, tenho um amigo que se propõe ceder a cada um deles o respectivo número para assim os voltar a por novamente em contacto. Isto de forma a pouparem-nos a este espetáculo deprimente de ver os mais altos responsáveis a trocarem entre si mensagens aos microfones das rádios e televisões.

Provavelmente não será fácil conseguir uma ligação à primeira. Estamos a falar dos telefones mais requisitados do país, como certamente serão os do presidente do Sporting e do treinador do nosso clube. Por isso recomenda-se alguma dose de paciência, talvez em igual grau ao que usamos para os cruzamentos do Schelotto pela linha de fundo ou para as paragens cerebrais do Marvin (às tantas corre em apneia e o cérebro não é convenientemente irrigado.) 

E se há coisa que temos é paciência. Senão veja-se: é mais provável ver os magrebinos todos a desembarcar ilegalmente no Humberto Delgado do que passar na alfândega um par de laterais de jeito para cada ala. Ah, e ainda estamos à espera de alguém que venha substituir o João Mário. Queres que vai ter que ser o próprio?

Mas paciência para o presidente ligar ao JJ ou, ao contrário, para o treinador ligar ao seu presidente porquê? A relação entre ambos está assim tão mal que já corremos o risco de nem sequer  atenderem as respectivas chamadas? Bom, não tenho dados que o confirmem, o meu receio para já é outro.

É que estamos a chegar ao final da época e o JJ pode estar ao telefone com o Costa Aguiar, a tentar saber como está a decorrer a travessia a nado do Atlântico Sul pelo Bruno Paulista. (Só pode né? Há tanto tempo sem clube nem noticias.) Ou a discutir pormenores linguísticos, por exemplo se o próximo contentor tem mais "ics", "ovs" ou "inhos". Se JJ estiver a ligar para Madrid para saber qual vai ser o próximo clube de "El Cholo" Simeone o sinal de interrompido ia durar muito.

Mas se a iniciativa for do JJ a perspectiva também não é de sucesso à primeira. Imaginem agora se o "mestre da tática" não apanha o presidente num intervalo entre uma entrevista ao Correio da Manhã, VIP ou Caras a falar da sua felicidade pessoal ou numa flash-interview a dar conta da nossa miséria colectiva? Já imaginaram a dificuldade que é mudar rapidamente de tom e semblante e o elevado risco que corre de trocar a pose? E se JJ liga no preciso momento em que o presidente dita um post ao director de comunicação sobre a constante intromissão dos média na sua vida pessoal? Estranho nunca se terem lembrado da possibilidade de os pneus do Vieira terem agora como fiel depositário o Pedro Guerra, algo que até se pode suspeitar à vista desarmada.

Mesmo que não consigam marcar uma reunião, pelo menos sempre conseguirão conversar e, dessa forma tentar resolver as respectivas diferenças de opinião do que deve ser o Sporting no(s) ano(s) que se seguem. Ok, talvez seja pedir muito e já não era mau conseguirem uma plataforma de entendimento para a próxima época.

A conversa até seria curta. JJ só precisava de dizer se está onde quer e confia na estrutura de Alvalade. Só quem nunca andou nos baixios de um estádio é que não percebe a importância que tem um treinador sentir que as bancadas não lhe caem em cima. Ou que não vai sair ninguém de trás de uma viga para lhe espetar uma faca nas costas.

BdC Só tem que dizer a JJ que continua a acreditar no trabalho dele e explicar-lhe que aquela indignação toda de ontem era uma tremenda indigestão causada por um tetra, peixe vermelho, não comestível, da familia "Characidae", que inclui também as piranhas e outras aves. JJ certamente que o compreenderá...

Mas se tal não for de todo possível então, como diz o nosso primeiro, "amigos como dantes" e cada um siga a sua vida. Mas aqui recomendava contas à moda do Porto: cada um paga o seu.

domingo, 7 de maio de 2017

Sporting 1 - Belenenses 3: Oh mãe, o Belenenses bateu-me

Não pude deixar de notar as palavras de Jorge Jesus no lançamento do jogo, quando invocou culpas de terceiros (meterem-nos pedras na estrada) para justificar o decepcionante percurso da equipa na época em curso. Esta é cada vez mais uma especialidade no Sporting: encontrar alguém que carregue as culpas, sem nunca olhar com rigor para as próprias falhas. Que sentido faz a referência à falta de experiência? Por causa das ausências de Alan Ruiz, Podence e Gélson Martins não se justifica, atendendo à reduzida experiência de qualquer um deles na nossa LIGA.

O mesmo fez hoje o presidente nos momentos que se seguiram ao jogo, tratando publicamente de matéria sensível (censura ao treinador), que em primeiro lugar deve ser tratada dentro de portas. Mesmo tendo razões mais do que justificadas para estar insatisfeito com Jorge Jesus e que, no limite, a intenção seja livrar-se do treinador (que há pouco aumentou, sem nada que o justificasse e que tem reiterado a ideia de ser um treinador para muito tempo). Ora  não deveria ser uma derrota em final de época a abalar essa convicção, quando a ideia de que Jesus é o treinador para o mandato já havia sido propagada quando o substancial da época estava já entregue. 

A ideia que o projecto é ele e não quem é também essencial na sua execução ("os adeptos estão crentes num projecto, mais do que em treinadores ou jogadores") deveria ser melhor explicada. Começando logo pelo essencial: o que é o projecto? Quais são as ideias base em que assenta?

Sejamos sérios: ninguém ignora que há quem ponha pedras no nosso caminho. Desde que me lembro que assim é e não parece que vá mudar tão cedo. Daí que, se queremos inverter este caminho, não nos reste outra alternativa senão prepararmo-nos melhor, sermos mais rigorosos que os outros, escolher melhor que os outros. Não parece que tenha sido isso que aconteceu este ano.

Ou então em alternativa podemos queixar-nos do calor, do frio, do relvado, dos árbitros (com muita razão, muitas vezes!) e então aí a melhor forma de resumir o que se passou hoje em Alvalade, dia da Mãe, é o titulo do post: "oh mãe, o Belenenses bateu-me".

sexta-feira, 5 de maio de 2017

VAR: um estranho e quase inédito caso de consenso entre os clubes nacionais

De entre os muitos jogos em que o Sporting tem razões para sentir prejudicado e para empreender a luta que agora vê compensada, o que a imagem que ilustra o post reporta é dos mais emblemáticos. É por isso que se saúda o  inesperado anúncio, feito pela FPF,  da introdução do video-árbitro de forma permanente já a partir do próximo campeonato. Sabemos do que falamos. Lembro que de forma provisória e isolada  a sua utilização já estava prevista por ocasião do final da Taça de Portugal.

Do ponto de vista estrito do organismo em causa, a intenção pode até ser a melhor, mas esta medida por si só não alterará significativamente o ambiente agónico em que vive actualmente o futebol português. Poderá até, em casos extremos, agudizá-lo, eternizando as discussões.

Sem mudança de comportamentos e mentalidades o video-árbitro tenderá a ser uma oportunidade perdida. Embora esta alteração me pareça inevitável e deva ser saudada, as minhas dúvidas justificam-se. Porque as regras são aplicadas e ractificadas por pessoas e essas serão exactamente as mesmas. E não mudando estas ou a sua forma de actuar...

Um exemplo muito prático, do qual todos se lembrarão: os lances de Pizi e posteriormente de Nélson Semedo, que deveriam ter sido sancionados com penalty's e procedimento disciplinares correspondentes.

Os elementos responsáveis pelo VAR alertariam o árbitro para os lances?

O árbitro recorreria às imagens e após o seu visionamento mudaria as suas decisões?

Tenho dúvidas e essas já as tinha expressado aqui anteriormente:

 "as novas tecnologias não substituirão a soberania na decisão dos árbitros, não mudarão nada na apreciação do respectivo trabalho por parte dos observadores, não farão as nomeações, não designarão os internacionais, etc, etc. Como certamente já perceberam estou a referir-me a aspectos muito particulares do futebol português que, permanecendo como estão, tornarão a introdução das tecnologias no futebol numa inutilidade.

Para sustentar a afirmação feita no parágrafo anterior socorro-me do sucedido no último dérby. (ndr: o mesmo jogo do exemplo acima) Basta ver o que disseram comentadores e sobretudo árbitros consagrados sobre a evidência dos lances para se perceber como a classe está comprometida com interesses de terceiros ao ponto de não possuírem condições essenciais ao exercício da função de julgar: independência e imparcialidade. E que dizer da nota do árbitro, quando quem o avalia fica indiferente ao que observa na televisão?".
Isto é, a medida é obviamente boa no sentido de introduzir maior justiça e rigor - e por isso o Sporting esteve bem na luta que empreendeu para a introdução da medida - mas ela é escassa. A FPF, que, juntamente com a LIGA, se têm mantido estranhamente alheadas ao que se passa em seu redor, tem que ir mais longe para que a novidade do VAR não seja o tradicional "algo tem que mudar para que tudo fique na mesma."

E neste âmbito há mesmo muito a mudar. Continuam a subsistir "fenómenos" difíceis de explicar e que, tendo importância para o desfecho dos jogos e até da competição, não serão resolvidos com a introdução da tecnologia no futebol, se esta não for acompanhada de uma maior equidade e imparcialidade. De outra forma a suspeita que infecta o futebol português subsistirá.

Um exemplo aleatório: a diferente aplicação dos critérios disciplinares, que resultam nos números tão dispares na quantidade de cartões e suspensões por equipas.

E aqui chegados confesso que tenho poucas esperanças, porque as mesmas pessoas que contribuíram para o ambiente que se instalou no futebol e para o qual contribuem de forma praticamente diária com frases, discursos, comunicados, posts, etc, são exactamente as mesmas. Por isso, da mesma forma que um lance é agora discutido com base nas opiniões mais convenientes para os interesses do(s) comentador(es), como se fossem vários, e não apenas com base nos factos que nele ocorreram  é muito provável que o mesmo se passará com as decisões tomadas com base no VAR.

Daí que me sinta tentado a concluir que o consenso quase inédito no futebol português sobre o VAR que assistimos deste ontem terminará assim que o próximo campeonato começar.

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