quarta-feira, 30 de março de 2016

A proibição do vermelho em Alvalade

Circulam hoje rumores, com base numa noticia estampada na primeira página do JN, dando conta que o Conselho Directivo havia proibido o uso do vermelho em qualquer adereço, por parte dos jogadores. Quer-me parecer que isto não passa de um rumor, embora isto venha de encontro a outra noticia do mesmo teor a propósito do contrato de Coates (LINK). 

A ser verdade, não faria sentido nenhum a proibição de uma cor especifica, tendo a interdição que ser alargada a a várias outras cores que não as oficiais se o objectivo for mesmo defender a marca Sporting (LINK). Porém, uma medida deste teor, aos dias de hoje, está a uma fina camada de cair num fundamentalismo ridículo. 

Mas a noticia fez-me recuar a 2011, quando Bruno de Carvalho se candidatou pela primeira vez. Ao tempo, houve uma acção de campanha promovida pelo Solar do Norte em que estive presente. Inácio representava a lista, porque Bruno de Carvalho estava ausente em Moscovo com o objectivo de validar a célebre proposta de um fundo russo que, quando se tornou presidente, havia de deixar cair. Aí Inácio, a propósito de uma interpelação de um adepto haveria de afirmar que "Comigo no Sporting nenhum jogador usará botas vermelhas e se possível todos usarão botas verdes" (LINK). 

Pode então ser que, ao final de três anos, a ideia seja agora recuperada? 

E, se sim, porque se levou tanto tempo (três anos) a aplicar uma medida sem custos, que poderia ter sido implementada logo no primeiro dia?

Mais intrigante ainda será perceber quem foi o responsável pela escolha dos equipamentos deste ano, em que um dos conjuntos destinados aos guarda-redes (como o que ilustra o post) é de um vermelho alaranjado, ou vice-versa?

A haver rigor, então porque não se apresentam as nossas equipas com o equipamento que a grande parte dos Sportinguistas prefere, que é a camisola e meias listadas de verde e branco e calções pretos? 

Ou porque nos puseram a jogar à "Paços de Ferreira" e à "Naval" durante uma época inteira?

Devo, sobre este tema, acrescentar que sou daqueles que estranhou e até se habituou a custo ao abandono das tradicionais botas pretas, que a generalidade dos jogadores usavam quando comecei a ver futebol. E que não gosto da cor vermelha, tanto como de várias outras, crendo que tenho apenas duas peças de roupa dessa cor, que por isso mesmo uso poucas vezes. Mas gosto de a ver na bandeira nacional, por exemplo. 

Como nota final fica a sensação de futilidade e total perda de tempo com assuntos desta menoridade.

terça-feira, 29 de março de 2016

"Vou recandidatar-me porque o Sporting precisa de estabilidade"

Foi desta forma que o presidente Bruno de Carvalho anunciou a sua recandidatura, em entrevista concedida ao jornal "A Bola". Esta pode ser lida na íntegra no site do clube (LINK), razão pela qual não faz sentido a sua repetição aqui, como é hábito. Aí o presidente do clube faz o seu próprio balanço dos três anos que passaram mas o anúncio da recandidatura acabou por retirar o foco às restantes considerações. Talvez tenha sido essa a principal razão da entrevista e do próprio timing em que foi concedida.

As reacções
São já conhecidas algumas reacções de apoio como também criticas ao anúncio. Seleccionei um caso particular que me parece perfeito para ilustrar a configuração mental de muitos adeptos, no actual momento. Refiro-me em concreto ao apoio manifestado por Meneses Rodrigues, que desempenhou vários funções directivas desde o tempo de Sousa Cintra, passando por José Roquette, Dias da Cunha. 

Poucos dias antes, por ter sido avistado num almoço, num local público, onde, entre vários "conhecidos", estiveram presentes o actual presidente do SLB e Dias da Cunha, foi alvo das mais azedas criticas, mais duras do que se fosse muçulmano e tivesse comido toucinho. Será que o apoio agora prestado foi um conselho expresso de Luis Filipe Vieira? Em rota oposta está agora Rui Barreiro que, assim que manifestou discordância com Bruno de Carvalho, deixou de merecer a consideração recebida por ser seu apoiante. Se alguém sai beneficiado deste tipo de actuações seguramente que não é o clube.

A recandidatura
Sendo a (re)candidatura  um acto de iniciativa individual, cabe a quem toma a decisão definir o tempo certo para o fazer, pelo que, relativamente ao timing escolhido, pouco se me oferece dizer. Não me parece que a divulgação da intenção possa ter qualquer influência nefasta na vida do clube, mesmo do ponto de vista desportivo. Trata-se aliás da confirmação de algo muito expectável, tendo até o próprio já manifestado a intenção de permanecer no cargo por muito mais tempo. 

É pois sem surpresa e com naturalidade que encaro o anúncio. Parece-me até natural e mesmo desejável que Bruno de Carvalho sujeite o seu mandato ao veredicto dos associados. E devia ser com a mesma naturalidade e até com satisfação que outras candidaturas deveriam ser recebidas e mesmo incentivadas. As próximas eleições não deveriam ver o seu interesse reduzido a um mero plebiscito do mandato em curso, mas sim um amplo debate que proporcione uma escolha consciente entre diferentes visões e projectos para o clube. Tal seria uma demonstração de maturidade democrática e de verdadeira afeição pelo clube.

A estabilidade
A principal razão da recandidatura apresentada por Bruno de Carvalho foi a estabilidade. Concordo com o conceito, embora o exemplo apontado (Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa) não seja propriamente feliz, atendendo à contradição que as criticas quase permanentes que às respectivas lideranças representam. Nessa perspectiva, a estabilidade terá sido apenas o meio para a obtenção de poder de cariz vicioso. Esperamos que a estabilidade directiva no Sporting, que em abstracto me parece mais do que desejável, e até mesmo uma necessidade, a acontecer, tenha melhor uso.

Por outro lado, e analisando os últimos três anos, se é verdade que a liderança, do ponto de vista nominal, foi estável, ela foi marcada por uma série de opções e eventos que introduziram factores de instabilidade e incerteza e que poderiam ter merecido decisões diferentes. 

Por exemplo, o processo Rojo/Doyen, as relações com os agentes de jogadores, a relação com alguns jogadores, a instabilidade técnica - quer na equipa principal, quer na formação - sendo a difícil relação com Marco Silva o exemplo de que, neste período, a maior desestabilização foi construída no interior do clube. Os processos a sócios e a ex-dirigentes trouxeram para a actualidade um tipo de atenção indesejada, que exporá o clube durante muito tempo, afigurando-se como muito difíceis futuros proveitos. A estratégia de comunicação do presidente é também ela muitas vezes indutora de perturbação e que tornam o clube num alvo permanente.

O futuro
Como sempre serão os resultados a decidir o que se vai passar no futuro. Foram os resultados que colocaram Bruno de Carvalho no lugar onde está. É aqui que estará  a chave do processo eleitoral que se desenrolará no próximo ano. Sendo o Sporting campeão no final da presente época, o interesse pelo processo eleitoral ficará naturalmente esvaziado. Não o sendo, é muito difícil que Bruno de Carvalho não sofra um rombo na popularidade e passe a ver as suas decisões mais escrutinadas e até contestadas.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Três anos de Brunismo

É um exercício difícil avaliar de forma justa uma liderança de que não se gosta. É o meu caso relativamente aos três anos que agora se completam desde a chegada à presidência de Bruno de Carvalho. Ainda assim é um exercício obrigatório, quanto mais não seja para memória futura. Contudo, o verdadeiro balanço deve ser feito no final do mandato, uma vez que há vários processos em curso cujo desfecho afectará o juízo que se fará deste período.

Em jeito de pré-conclusão, é inegável que, genericamente, o Sporting hoje se encontra em melhor situação do que aquela que Bruno de Carvalho recebeu do seu antecessor. Do ponto de vista financeiro e desportivo, o clube se encontra hoje num momento incomparavelmente melhor, algo pouco expectável, face ao ponto de partida. Pode-se dizer que foi para isso que os Sportinguistas decidiram interromper o mandato de Godinho Lopes, mas também é justo afirmar que, face à conjuntura interna e externa, eram muitas as dificuldades a vencer para chegar onde estamos hoje. 

Fazer uma reestruturação financeira, com os cortes que tal implica, e conseguir, em simultâneo, uma recuperação da competitividade da modalidade mais representativa do clube, é o principal mérito da actual gestão. A par disso regista-se o que se pode chamar de normalização de resultados ao nível das modalidades, embora sem grandes resultados, face às responsabilidades do clube. Acresce ainda o regresso à actividade formal de alguma modalidades muito queridas dos adeptos, como o ciclismo, o basquete e o hóquei em patins que, graças ao pundonor de alguns Sportinguistas, haviam sido resgatadas à extinção. 

Abaixo deixo algumas considerações mais especificas, com atenção particularmente centrada no futebol.

Plano Financeiro e Patrimonial
É neste plano que se encontra talvez a mais lustrosa das medalhas da actual gestão: os resultados positivos em exercícios anuais consecutivos, o que não só era inédito nas contas da SAD, como é raro nas sociedades que se dedicam à mesma actividade. O facto de os resultados desportivos não terem dado grande contribuição - não tem sido particularmente feliz a passagem pela Liga dos Campeões - torna ainda mais meritória a acção.

A obtenção de condições particularmente favoráveis na elaboração do plano de reestruturação financeira também é altamente meritória. Porém, ela deve ser olhada como um meio e não um fim em si mesma. A sua execução será particularmente difícil e o aumento do endividamento algo dissimulado nas VMOC's, o "roll over" de empréstimos e outras obrigações indicam que é ainda muito cedo para aliviar a atenção. Muito menos para cantar vitória e que as gerações vindouras continuam a ver empurradas para si obrigações que deveriam hoje ser nossas.

A este nível surpreendeu-me que a alienação dos terrenos da Academia, por incumprimento das amortizações previstas no anterior negócio com o BCP, tenha passado quase despercebida. Um sinal claro, a par de noticias de outros incumprimentos,  que as dificuldades de tesouraria continuam a ser tão comuns como eram no passado e que, apesar dos resultados anuais positivos, não houve ainda a alteração estrutural que tantas vezes é apregoada.

O pavilhão João Rocha, cuja construção está em curso, a renegociação dos contratos televisivos e de publicidade são dois trunfos grandes que constam deste baralho financeiro e patrimonial. A inauguração das emissões da Sporting TV também o é, embora a qualidade editorial de alguns programas esteja muito longe do que consideraria o mínimo exigível.

Plano Desportivo
Ao nível das modalidades amadoras, mais do que os títulos tem sido a já aludida recuperação de uma normalidade, uma vez que sem ela é impossível ambicionar grandes conquistas. Há no entanto ainda um grande caminho a percorrer.

Foi no futebol que a recuperação foi mais evidente e talvez mais tenha surpreendido. O principal mérito tem estado na compreensão do papel determinante do treinador na capacidade competitiva da equipa. Infelizmente os constrangimentos financeiros na primeira época e uma percentagem muito reduzida de acerto na escolha de jogadores na segunda, não permitiram chegar muito mais longe. Aí, a incompatibilidade entre o treinador e a SAD, declarada numa fase muito precoce da época, certamente que também teve o seu peso, embora esta tenha finalizado com a melhor conquista até ao momento. A chegada de Jorge Jesus foi o joker improvável que acabou por fazer aparecer o Sporting esta época como verdadeiro candidato ao título.

Neste âmbito ficam ainda as muitas dúvidas sobre aquele que tem ser sido o estandarte mais valioso do clube: a formação. Com justiça terá que se afirmar que muitos erros tinham sido já cometidos nos mandatos anteriores. É ainda difícil perceber o que se tem andado a fazer em Alcochete, tantas e constantes têm sido as mudanças, mas a perda de valor nos quadros, a par da maior concorrência externa, é um cenário que parece querer confirmar-se. É pelo menos isso o que se pressente quando se procuram novos nomes com possibilidade de afirmação na equipa principal e as dúvidas sobressaem. A perda de influência nas selecções nacionais dos escalões de formação é um facto.

O Clube
O Sporting é hoje um clube que recuperou grande parte da vitalidade que havia perdido. Muito disso se deve à actuação do executivo de Bruno de Carvalho, obviamente. O amor e elevada dedicação pelo clube por parte dos sócios e adeptos eram qualidades que pareciam negligenciadas no passado e que agora são potenciadas com acções diversas e frequentes. A presença nas redes sociais e outras plataformas de comunicação ganhou finalmente relevo e, entre os exageros, erros e omissões pontuais e a inacção e indefinição de outrora, parece-me este o caminho mais adequado.

Há no entanto sinais cada vez mais evidentes e preocupantes da sujeição do clube à personalidade do presidente. Muito por causa do seu discurso egocêntrico e frequentemente auto-elogioso e de reacção fortemente alérgica às criticas, que geralmente recebe apoio igualmente feroz, mas geralmente acrítico, de uma legião de adeptos que frequentemente se entregam ao cultivo de um ego já de si hipertrofiado. A nível interno toda e qualquer voz que exprima dúvidas ou seja discordante é geralmente tratada como se de uma traição se tratasse. São apenas três anos, mas em muitos casos emulam-se comportamentos em tudo semelhantes, por vezes até mais graves, aos que vimos crescer e acentuar-se nas décadas anteriores. 

A nível externo, pelo tanto que há a fazer, pelo espaço que tem de conquistar, um presidente do Sporting não pode querer para si o estatuto de uma figura consensual. Uma luta desigual, pelas tantas vezes que foi esquecida e quando foi realizada - ao tempo de Dias da Cunha, p.ex. - não teve a continuidade desejada. Sendo uma luta necessária, é verdade que potencia antagonismos e até mesmo inimizades e ódios, porque quem detém o poder não o entregará de bom grado.

Mas isso é muito diferente da figura histriónica a que frequentemente Bruno de Carvalho se presta, esquecendo-se que o Sporting Clube de Portugal não é uma abstracção, antes sim um legado de muitas gerações. Tenho sérias dúvidas que o estilo adoptado não esteja a desvirtuar esse legado. Aos que desculpam o estilo, respondo com o que dizia o poeta: "o estilo é tudo". O estilo constrói a identidade e a do Sporting é bem diversa da arrogância lampiónica ou da boçalidade de Pinto da Costa que, pelo menos, às vezes até consegue ter graça. É isto o brunismo, um estilo de que não gosto.

Ao desgaste da imagem de Bruno de Carvalho não têm correspondido grandes ganhos ao nível da importância do clube nos centros de decisão. E os inimigos de outrora são hoje os mesmos, só que mais acirrados. Não me parece que o Sporting seja hoje mais respeitado que no passado. Se as estratégias se avaliam pelos resultados esta deixa muitas dúvidas.

Para o futuro fica o grande desafio que hoje se coloca a Bruno de Carvalho. Este é a consolidação do que conseguiu alcançar nos dois planos acima descritos - financeiro e desportivo - sendo que a época em curso, e as consequências que resultarão do desfecho final, poderão assumir uma importância decisiva. Ganhar ou não o titulo e a continuidade de Jorge Jesus serão seguramente determinantes. Pela sua importância, dedicarei a esse propósito um post em breve.

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PS- Para quem gosta de futebol, em particular os das gerações mais velhas, hoje é dia de lembrar Cruyff. É um dia triste sobretudo para quem com ele privava, os amigos e familiares. Mas o melhor da sua herança não se extingue com o seu desaparecimento fisico. Há muito que Cruyff ganhou a imortalidade.

domingo, 20 de março de 2016

Felicidade, meu bem, é alívio ...

Faltando uns minutos para terminar o jogo no Bessa, preparava-me para manifestar alívio pela recuperação da liderança do campeonato, recorrendo para tal a algumas palavras da bela Clarice. Fica a intenção no título. Atendendo às deslocações aos estádios do Dragão e Municipal de Braga nas antepenúltima e última jornadas, o 1º lugar não seria suficiente para atribuir ao Sporting favoritismo na corrida pelo título. Ainda assim, candeia que vai à frente alumia duas vezes e o Sporting experimentaria a oportunidade de retemperar os efeitos provocados pelo empate em Guimarães e derrota na recepção ao Benfica.

Pese embora o golo emergido dos descontos, não me apeteceu apagar este «post». Soar-me-ia a derrota.
A história do Sporting está repleta de conquistas e é vasta em glória, glória da qual fazem parte alguns quases.

Este foi só mais um (pequeno) quase.

Sporting - Arouca: carne de primeira transformada em picadinho

Quem olhar apenas para o resultado pode ser tentado a pensar que o Sporting venceu o Arouca com toda a facilidade, o que acaba por ser um pouco enganador, face ao que se passou no decorrer do encontro. Ora quem se lembrar ainda do que foram os primeiros quinze minutos deve concordar que por aí poucos alvitrariam o resultado final. 

Nesse período o Arouca foi deixando indicações práticas das razões do seu bom campeonato e porque foi, até agora, das que mais problemas criou às equipas grandes. Talvez seja um caso de estudo a forma focada como a equipa aparece nos jogos aparentemente mais difíceis e dessa atitude acaba por extrair as melhores exibições e resultados. 

Mas então se o jogo não foi fácil, como se explicam os 5 golos obtidos? Pelo elevado nível do desempenho da equipa, apoiada em algumas boas exibições individuais que abaixo se destacarão. Ontem o Sporting teve momentos de algum brilhantismo, demolindo aos poucos toda e qualquer resistência que o Arouca pudesse esboçar.  Variações muito rápidas do centro de jogo, circulação rápida de bola, alternância entre a procura da largura, do centro e da profundidade, abriam espaços e confundiam a organização arouquense.

O primeiro destaque vai para Bruno César, uma escolha que teve tanto de surpreendente como de acertada por parte de Jorge Jesus. O paulatino regresso de William à boa forma, bem como o retorno de Adrien, após castigo, também tiveram preponderância. Sem deslumbrar, assinale-se aquilo que pode ser o sinal de que a redenção de Teo Gutierrez está próxima.

Mas o destaque principal tem que ser endereçado a João "Classe" Mário, pelo que jogou e fez a equipa jogar. Elegante e sagaz na movimentação, é ainda inteligente a organizar, a decidir, a criar espaços. Ontem acrescentou ainda a capacidade de finalização, que lhe faltou muitas vezes em jogos anteriores. Sem favor, podia ter logrado mais do que o par de golos que o marcador final registou. Este pormaior, a acontecer de forma sustentada, fará dele um médio de por muito grande clube dessa Europa a salivar.

Talvez seja um caso de estudo a forma focada como a equipa aparece nos jogos aparentemente mais difíceis e dessa atitude acaba por extrair as melhores exibições e resultados. A diferença entre o jogo de ontem para a equipa laxista e algo desconcentrada e até pouco confiante de alguns jogos que acabaram por representar a perda de pontos preciosos é bem notória. Tudo se explica apenas em meras questões técnico-tácticas ou haverá necessidade de alguma análise e introspecção?

sábado, 19 de março de 2016

Olha quem veio para jantar, ou o jantar que tanto está a dar que falar

Desde ontem que circulam rumores da realização de um jantar de "ilustres" Sportinguistas que terão juntado para debaterem o clube. A noticia foi lançada em tom especulativo, sem grande rigor quanto ao número de presenças e das "origens"dos elementos presentes e dos assuntos tratados. Já hoje foram postos a circular nomes de alguns Sportinguistas que teriam estado presentes. 

Ao que julgo saber, nem foram oitenta nem quinze os elementos presentes, o número não chegou a atingir as quatro dezenas. Também, ao contrário do que foi avançado, não se tratou de uma reunião de antigos dirigentes do período que antecedeu a entrada da actual gestão no clube, mas de um grupo heterogéneo, onde se incluíam desde meros adeptos até elementos que já exerceram diversas funções no clube. 

O maior património do clube são os sócios. Alguns dos que estiveram presentes têm décadas de associados. Claramente que grande parte das reacções negativas à noticia nascem do facto de ser mais ou menos óbvio que a reunião surge de círculos fora do poder, isto é, da actual administração. No dia em que não for reconhecido o direito de pensar e falar livremente sobre o clube, e este ficar obrigado a cingir-se a um pensamento único, perde-se uma das maiores riquezas desse património que é a pluralidade e diversidade de opiniões. 

Grande parte dos comentários que fui lendo e ouvindo atribuíram a esta reunião um carácter conspirativo, sendo grande parte deles particularmente ofensivos, isto apesar de se desconhecerem os nomes e os motivos dos que se juntaram. Esta condenação de forma aprioristica é já por si particularmente preocupante. O recurso ao insulto qualifica sobretudo quem os profere, mas revela que a saúde do Sportinguismo está a precisar de cuidados.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O que é lamentável no contrato de Coates

O contrato de Coates acabou por ser revelado pelo Footaball Leaks quando, pelos vistos, o mesmo já havia sido abordado num dos programas de paineleiros que agora enxameiam os canais de televisão. Os objectivos da divulgação são fáceis de perceber, pelo menos do lado do paineleiro: acirrar a confusão e criar instabilidade quer entre os adeptos quer até, eventualmente, no plantel, onde os ordenados dos jogadores são, como em todos os outros, dispares. 

Só que esta estratégia tem um problema. O jogador tem estado imperial, tornando-se naquilo que parecia há muito Jorge Jesus estar à procura: um patrão para a defesa. Por muitas considerações que se façam sobre o contrato do jogador, nomeadamente o ordenado, estas têm sido dominadas no peito e chutadas para longe pelas exibições do jogador. 

O pormenor da cor das chuteiras no contrato é patético ("deverão ser pretas e não poderão ser azuis ou vermelhas"), e só pode ser o resultado de um escrivão com excesso de tempo e vontade de escrever. Não merece mais do que isso e, como se pode ver na ilustração do post, quer o clube quer o jogador também não lhe atribuem grande importância. Aqui só a há duas coisas a lamentar:

- Que o Sporting não possa contratar mais jogadores para o seu plantel, pagando-lhes os valores que paga a Coates (200 mil/mês). Não porque isso o poria a salvo de errar neste ou naquele jogador, mas porque, a este nível (internacional, a jogar na Premier League), a possibilidade de acertar é maior.

- Que o clube não se tenha conseguido ainda blindar, após sucessivas revelações de documentação que deveria estar a salvo, permanecendo na praça pública todo e qualquer acto administrativo à mercê do olhar exterior. Se o segredo é a alma do negócio, quem quer negociar com um sociedade que não é capaz de guardar os seus melhores segredos?

terça-feira, 15 de março de 2016

"Quem é o Inácio?"

Cá está uma boa pergunta que certamente muitos gostariam de ver respondida. Esqueçamos por ora (ou lembremos, como quiserem) o passado, mas quem é o Inácio hoje no clube? 

- Que méritos se lhe descobriram para o elevar à condição de "responsável das relações internacionais?

- Que formação especifica tem para  função (que línguas domina, etc) ?

- O que tem feito pela "prospecção, desenvolvimento e operacionalização de protocolos com clubes estrangeiros, sobretudo na área da cooperação técnica”, tal como foi descrito no comunicado no momento da sua nomeação?

- Como é que a sua função (remunerada) na SAD - que em principio deveria pressupor viajar com frequência - pode ser compatível com a de paineleiro na SIC, com compromisso semanal, ao fim-de-semana?

- Se as funções são compatíveis, porque não faz pelo menos o trabalho de casa, de forma a não se expor ao ridículo?

Não se pense que a resposta dada pelo Júlio César aconteceu por acaso. Como eu gostaria de ter ouvido várias vezes perguntar, por parte do meu clube, quem é fulano, sempre que figurinhas amestradas viessem propagar o eco dos seus mentores.

Foi o Inácio que deu o flanco e que a comunicação do rival aproveitou para dar a resposta que nós deveríamos ter dado a muitos paineleiros e comentadeiros da praça. Precisamente num programa onde o próprio se arvorou em defensor do clube e exortava outros a seguirem o seu exemplo. 

Infelizmente julga-se que responder à letra a todo o bicho careta é defender o Sporting. O mais que se tem conseguido é a promoção da idiotice e da vozearia e dos seus autores à condição de "artistas da bola".

sábado, 12 de março de 2016

Estoril - Sporting: Do luxo da abertura à agonia do epílogo

A entrada de leão do Atlas foi a chave para a nossa vitória. Slimani, foi o mestre de cerimónias, abrindo e fechando os primeiros quarenta e cinco minutos com grande mestria. Leia-se classe no primeiro golo e sentido de oportunidade no segundo. Uma vitória conseguida com grande dificuldade, primeiro por força do enorme desperdício de oportunidades e depois da perda do controlo do meio-campo e da total incapacidade de ter a bola no pé. O jogo terminou com o Sporting à mercê da sorte e do que o adversário pudesse conseguir.

Adrien deve ter sido o nome que mais vezes deve estar na cabeça dos adeptos que assistiram ao jogo, especialmente depois do estouro, tal como de uma castanha em dia de S. Martinho, de Aquilani. Mas não só. Em grande parte da segunda metade a equipa do Sporting parecia - ou estava mesmo?... - completamente perdida em campo.

Defensivamente os laterais estiveram desastrados, especialmente Zeeglaar, que  nunca percebeu como se posicionar ante Mendy. O treinador do Estoril cedo percebeu que do lado de Coates era tempo perdido e desde que mandou o possante avançado encostar à esquerda, a vida de nosso lateral, e por consequência de Semedo, havia de se complicar tremendamente. Não por acaso, o golo de Bonatini foi mesmo por ali.

Várias vezes aqui tenho dito que a época que esta equipa tem estado a realizar é digna de registo, face às suas limitações. Sem dúvida que muito deste registo se deve ao treinador. Mas é também evidente que o plantel não foi bem construído e que Jesus continua a revelar algumas obsessões que penalizam o rendimento da equipa. Ruiz está morto. Não tanto pela condição física, mas pelo esgotamento competitivo. Hoje terá feito dos piores jogos que lhe vimos este ano e quando foi para o meio desapareceu. Teo, capricho de Jesus, joga vinte minutos (quando joga) e depois desaparece. Bruno César entrou tão bem, após a abertura do mercado, e tão depressa como se tornou quase insignificante.

Felizmente hoje ainda tivemos João Mário (saiu porquê, se era o único que ainda tinha discernimento de procurar ter bola?), como sempre tivemos Patrício, São Coates e, claro, Slimani. Esperar que sejam Mané ou Gélson a pegar no jogo e dar a tranquilidade que hoje faltou  é ser muito mais que optimista.

Para o final, o melhor do jogo, o resultado. Era bom que, sempre que as coisas corressem mal como a segunda parte deste jogo, tudo pudesse acabar tão bem como acabou hoje.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Sporting em modo planfetário

Já não bastavam os cartazes, hoje em Lisboa começaram a circular panfletos "contra" Bruno de Carvalho. As aspas não aparecem por engano, porque esta forma anónima e cobarde de actuar serve apenas para reforçar a posição do visado. De igual modo deixa pelo menos chamuscada à partida qualquer futura candidatura que se venha a perfilar no futuro, uma vez que o seu principal trabalho vai andar à volta da tentativa de se descolar destas iniciativas. Por tudo isto e pelo momento em que ocorre isto é um péssimo serviço prestado ao Sporting. Tenho mesmo sérias dúvidas que por trás disto esteja algum Sportinguista.


quinta-feira, 10 de março de 2016

Como olhar para o dificil calendário que o Sporting tem pela frente

Não faltam por aí análises sobre o que esperam as três principais equipa nacionais na actual Liga. É dado como certo que o calendário do Sporting é o pior dos três, o que, em teoria, sou forçado a concordar. Porém se há característica indissociável do futebol é a sua imprevisibilidade, há qual ninguém escapa. É impossível saber quem onde e quando cada uma das equipas grandes vai perder pontos, mesmo que o trajecto realizado até agora por cada uma delas permita perceber com alguma segurança as suas principais fragilidades. 

Contudo um campeão apura-se pelo somatório de todos os pontos obtidos no confronto de todas as equipas entre si. A ordenação dos jogos assume mais que tudo uma importância psicológica, uma vez que ninguém se pode furtar a jogar com este e com aquele outro. Repetir vezes sem conta que o nosso é o pior calendário é sobretudo útil para complicar ainda mais a nossa tarefa.

Quem quer ser campeão, mais do que olhar em perspectiva de médio ou longo prazo tem que pensar em ganhar o jogo seguinte. Como se estivesse perante uma enorme escadaria e, ao invés de se assustar com perspectiva, deve apenas concentrar-se no próximo degrau. Ultrapassá-lo é o meio para atingir o seguinte e todos eles o de chegar lá cima. Talvez seja esta a melhor forma de encarar o que está pela frente. Como dizia no último post, não é fácil, mas se era para ser fácil então escolheram o clube errado.

O próximo jogo é com o Estoril mas não é Praia

O Sporting caiu em casa ante o seu maior rival de sempre. Se se vai levantar e como se vai levantar vai definir o lugar desta equipa na história deste campeonato. Nada está ainda perdido embora, como repetidas vezes aqui foi já dito, deixamos de depender apenas de nós para poder chegar ao titulo. Mas muito ainda pode ser perdido caso o Sporting não mantenha pelo menos o lugar que ainda ocupa na classificação. 

Em futebol não há obrigação de ganhar, mas no Sporting haverá sempre o dever de lutar pelo melhor que está ao seu alcance. É essa a missão desta equipa até ao final do campeonato: manter o lugar que actualmente ocupa e, ganhando, pressionar o actual líder. Qualquer jogo seria especialmente difícil, por ser o seguinte a uma derrota que pode deixar marcas psicológicas nos jogadores, pela injustiça do resultado e pelas suas consequências. Antevejo um regresso difícil para os jogadores, mas se era para ser fácil escolheram o clube errado.

Quem não olha às dificuldades são os adeptos. Lá estarão em grande número no Coimbra da Mota porque não desistem e se tiverem que ver cair as suas ilusões, fá-lo-ão ao lado da sua equipa. Por isso, para todos os que tiverem a possibilidade e o interesse de estar no Estoril o Solar do Norte (LINK), bem como o núcleo de Vila do Conde/Póvoa de Varzim (LINK) e de Famalicão estão a organizar excursões para essa deslocação. Ao momento em que escrevo ainda há alguns lugares disponíveis, pelo que os interessados ainda estão a tempo de conseguir um lugar.

quarta-feira, 9 de março de 2016

O que é que realmente mudou depois de sábado passado?

"Apenas" o lugar que ocupamos na tabela classificativa.

De resto, para o que falta da época, tudo ficou igual. Temos de continuar a vencer os jogos que faltam (já era assim antes), temos de ser superiores a todos com menores recursos (já era assim antes), temos uma deficiente finalização (os jogos ganhos com golos ao cair do pano não foram um acaso), temos uma excelente defesa (já era assim antes).

A nossa capacidade vai ser medida pela pressão que colocarmos no actual lider, se não definharmos e nos deixarmos afectar pela derrota num jogo de tripla, tudo é possível. Se, pelo contrário, formos carpir lágrimas de frustração e culpar o destino por erros e méritos que são só nossos, os adversários vão ter a vida facilitada.

Para a recta final do campeonato ainda faltam 9 jogos e é ai que se vai ver se as pernas tremem e quem se assume como vencedor.

Se o Sporting mantiver a distância que tem hoje e o adversário não quebrar, parabéns a ele e a nós, é porque foi um campeonato fortíssimo com ambas as equipas a ficar num registo próximo dos 90 pontos...

Que não se gastem já as lágrimas todos, sábado próximo vamos já ser chamados a mostrar de que massa somos feitos e se tudo correr normal voltar a ser líder à condição, depois os outros que também façam a parte deles ou deixem para nós que ninguém atirou toalha nenhuma ao chão.

Estas são as palavras do meu amigo LMGM deixadas na sequência do derby do passado fim-de-semana e com as quais concordo no essencial. Num próximo post tentarei perceber como se chegou a esta situação, mas esta parece-me ser a hora para não baixar os braços. Como dizia no post de antecipação ao dérby:

 "Quem perder fica arredado da luta?

Não. Parece que vamos ter uma luta a três até ao fim. Uma vez que este é um dos três resultados possíveis, a derrota deve ser encarada como uma possibilidade. Não atirar a toalha ao chão e manter o foco vai ser determinante. A atracção pelo ajuste de contas com o treinador, com o jogador que falha ou com a direcção e o presidente pode ser grande. Mesmo que útil e necessária não se deve sobrepor ao amor pelo clube e enquanto a competição tiver lugar terá que aguardar pelo tempo certo.

Lembro-me do que aconteceu em 2005 com Peseiro onde, de ganhar tudo, caímos para o terceiro lugar e não quero viver isso outra vez. As nossas hipóteses em caso de derrota ficarão consideravelmente diminuídas, mas com vinte e sete pontos por jogar tudo é possível"

terça-feira, 8 de março de 2016

És um palerma, ou és um palerma?

Se o campeonato se jogasse no facebook, ninguém duvida que o Sporting já estaria afastado da luta pelos 1ºs lugares. Felizmente o futebol ainda se joga com a cabeça (em sentido pouco literal) e com os pés. Aí, a natureza infeliz do presidente do Sporting não afecta (que se saiba) o trabalho do treinador e dos jogadores.
Não fazem muito sentido os pedidos para que o presidente do Sporting deixe de escrever diariamente no facebook. As pessoas agem de acordo com aquilo que são e o presidente do Sporting não é excepção.

Conheço sportinguistas, belenenses, benfiquistas e portistas. Já «falsos sportinguistas» é uma forma de sujeito inexistente. Surpreende-me pouco que Bruno de Carvalho não o saiba.

Não quero euforias nem depressões, mas agrada-me ver que já ficamos tristes quando perdemos! Essa é uma mudança de mentalidade que assusta os nossos rivais e os falsos sportinguistas.

domingo, 6 de março de 2016

Sporting 0 - SLB 1 - o dérby do "Ai Jesus, e agora?"

É relativamente fácil resumir o que se passou ontem em Alvalade e em poucas linhas. Provavelmente bastaria até apenas uma única palavra: eficácia. Enquanto a equipa rival conseguiu chegar ao golo, numa jogada em que nem sequer foi intencionalmente responsável pela criação da oportunidade - há muito mais demérito nosso - nós não conseguimos concretizar nenhuma. O falhanço de uma delas - ja lá iremos - constitui um momento quase pornográfico.

Sendo inteiramente verdade que o resultado é injusto é porém inútil realçar este facto, uma vez que o rectângulo de jogo é tudo menos um tribunal, sendo frequente verem-se aí proferidas sentenças injustas. Essas são por vezes particularmente penalizadoras para as equipas que não aproveitam o que conseguem construir para si. Ontem presenciamos mais um desses casos.

Também me parece inútil perorar sobre a qualidade do jogo do adversário. O facto importante a retirar após o apito final do árbitro é que, apesar da pouca atractividade e mesmo qualidade da sua prestação, não apenas conseguiram ganhar - objectivo primordial de qualquer jogo - como ficaram numa posição que era nossa e que certamente preferiríamos manter.  

É verdade, tal como Jesus afirmou no final do jogo, que este talvez tenha sido o pior SLB dos quatro jogos que com eles fizemos. O que também me parece verdade é também ontem foi o pior Sporting dos quatro desses jogos.

Ao contrário também do que JJ havia referido em tempos, a nossa equipa não melhorou nesta segunda volta, bem antes pelo contrário. Um indicador muito claro desse facto e que explicam a perda de pontos com a consequente descida abrupta na classificação são os jogos a zero, isto é, sem concretizar. No campeonato este é o segundo consecutivo e a explicação da perda de cinco pontos em duas jornadas.
Não mudei de opinião relativamente aos méritos do treinador e muito menos em relação à responsabilidade que tem na nossa subida de nível competitivo, facto que a mera observação estatística comprova.

Mas esta equipa parece estar próxima do esgotamento psicológico, ao ser incapaz de variar o seu jogo, ao ponto de o tornar previsível e por isso presa fácil quer dos melhores adversário quer dos caprichos em que o jogo é fértil. As lesões em cascata parecem também apontar que a época longa começa a cobrar os seus dividendos.

É indiscutível que esta equipa do Sporting, no seu jogo, é a mais madura e consistente. A exibição de ontem, pela forma como remete o adversário a um recuo permanente e anula os seus melhores jogadores parece demonstrá-lo de forma inequívoca.

Na maior parte do tempo a equipa controla o jogo quase em absoluto mas o futebol é imprevisível e lances fortuitos podem alterar completamente o destino de um jogo. Foi o que aconteceu ontem quando a bola foi parar aos pés de Mitroglu. Por falar no grego, veremos se, quando se escrever a história deste campeonato, o desfecho final da sua contratação não ficará também associado à sorte dos clubes cujas as equipas ontem se confrontaram.
Reconhecer a responsabilidade de Jesus na  forma como rapidamente encostámos aos nossos rivais, sendo até mesmo a equipa mais consistente até ao momento em que ocorre esta troca de líderes parece-me um acto de justiça. Parece também justo dizer que a estreia da equipa vermelha no comando do campeonato era um facto até há poucas jornadas praticamente inesperado, até para os próprios. E também o é reconhecer, como aliás várias vezes aqui foi dito - que faltam neste plantel jogadores com capacidade de explosão e cuja criatividade ofereça aquilo a que o jogo colectivo não consegue chegar.

Mas também me parece inevitável reconhecer que JJ teve ontem o seu jogo mais infeliz desde que está entre nós. E talvez fosse o pior jogo para o ser... As suas substituições foram de todo infelizes. Quando vi Teo a aquecer deixei logo sair uma frase tão assassina como premonitória: "JJ é tão teimoso que até quer ganhar ao SLB com apenas dez jogadores em campo." Tirar Adrien e João Pereira foi acabar com a nossa equipa. Uma decisão que só o próprio poderá entender.

Valha a verdade que também não havia muito por onde escolher. É fácil dizer sempre que era melhor tirar este e por aquele, quando se conhece o resultado das decisões tomadas e não se pode provar factualmente que de outra forma seria melhor. Mas, esgotados todos os ângulos de análise e argumentação, não há nenhum técnico capaz de nos fazer felizes quando os jogadores acumulam falhas como as que vimos estas duas últimas jornadas.

É aqui que chego a Ruiz. Talvez o azedume seja excessivo mas no fundo ele explicou-nos de forma pratica como é que um jogador de grande talento como ele tem uma carreira semi-obscura. Talvez porque nos momentos em que podia ser decisivo, chegou atrasado, não estava lá, ou em cima da linha mandou para a bancada.

Uma palavra final para os adeptos. Vou falar em causa própria, mas julgo ainda que com o distanciamento suficiente. É difícil encontrar adeptos que amem tanto o seu clube e de forma incondicional. Tal como eu, muitos milhares devem ter tido esta noite uma relação difícil com os lençóis da cama, ao ponto de pensar escrever este post às quase três horas da manhã, quando cheguei a casa, e em quase todas as outras que passaram até me sentar em frente ao portátil.

O que se viu ontem nas imediações do estádio deveria ser suficiente para fazermos a nossa equipa ganhar. Se por acaso o Sporting não for campeão não será seguramente por causa dos seus adeptos. Será, isso sim, um duro castigo em que também muitas vezes o futebol é fértil. 

Pois, ai Jesus, e agora? Agora ainda há nove jornadas e muito campeonato para disputar. O Sporting não apenas perdeu a liderança. Perdeu também a mão no seu destino, passando a depender de outros para poder ser campeão. E passa a ter sob ameaça também o segundo lugar onde agora está.

De forma racional parece-me que ficar em primeiro só acontecerá caso conseguíssemos um final de prova imaculado, ganhando todos os nove jogos. É possível mas muito improvável.

Mas porquê deitar a toalha ao chão antes do gongo soar? É-nos permitido outra coisa, em nome do amor por este clube, por tudo o que já demos, por tudo o que estamos dispostos ainda a dar, que não seja acreditar até ser impossível?

sexta-feira, 4 de março de 2016

Configuração mental para o derby (e para o que restará do campeonato)

Em jeito de perguntas e respostas aqui fica aquela que é a configuração mental para o dérby de amanhã e aquela que me parece desejável para o que restará do campeonato:

Quem é o favorito?
Como é evidente para todos, mesmo para os menos experientes nestas andanças, não há favoritos num dérbi. Quando o árbitro apita para inicio do jogo este ganha uma vida própria impossível de antecipar.

Quem está mais forte?
É uma pergunta de resposta difícil. Recorrendo aos números, verifica-se que o Sporting malbaratou grande parte da distância pontual que havia amealhado. Tendo como referência o último dérbi (Taça de Portugal), o Sporting detinha então sete pontos de vantagem sobre o rival. Só que de lá para cá o Sporting perdeu a invencibilidade de forma inesperada (U. Madeira fora) e cedeu três empates (Tondela (c) Rio Ave (c) e Guimarães (f). Foi ainda eliminado das restantes competições, enquanto o SLB perdeu apenas uma vez (FCP (c) e ainda luta para continuar na Liga dos Campeões.

Tudo dependerá da forma como o recente empate em Guimarães estiver a ser digerido pela equipa e se este lhe provocou ou não danos na confiança. Os primeiros minutos do jogo ou quem inaugurar o marcador poderão aqui ter uma grande importância, uma vez que Sporting detém aqui uma importante vantagem anímica, conferida pelo pleno de resultados favoráveis nos três jogos anteriores. Ao contrário do rival, que nos jogos grandes colecciona apenas desaires. A questão anímica, a gestão das emoções, tem sempre um grande peso nestes jogos.

Não deixa também de ser curioso que amanhã se encontrarão a defesa menos batida  - Sporting (14) SLB (17) - contra o ataque mais produtivo - SLB (65) Sporting (49). Estes números são de certa forma auto-explicativos das qualidades de ambas as equipas. O Sporting é mais equilibrado colectivamente nos vários momentos do jogo, mas a qualidade que o SLB tem na frente de ataque tem-lhe permitido resolver os jogos, mas até agora apenas com equipas ditas mais fracas.

Dérby é decisivo?
É sempre porque, como se costuma dizer, é um jogo de seis pontos. É até mais do que isso, se atendermos ao peso da rivalidade. A vitória é importante para ambos, sendo que, à vista de hoje (pelo trajecto das equipas e pelo que o calendário ainda reserva a cada uma delas), ela parece ser mais importante para nós.

Quem ganhar vai ser campeão?
Não, mas fica com uma preciosa vantagem que poderá vir a ser determinante.

Quem perder fica arredado da luta?
Não. Parece que vamos ter uma luta a três até ao fim. Uma vez que este é um dos três resultados possíveis, a derrota deve ser encarada como uma possibilidade. Não atirar a toalha ao chão e manter o foco vai ser determinante. A atracção pelo ajuste de contas com o treinador, com o jogador que falha ou com a direcção e o presidente pode ser grande. Mesmo que útil e necessária não se deve sobrepor ao amor pelo clube e enquanto a competição tiver lugar terá que aguardar pelo tempo certo.

Lembro-me do que aconteceu em 2005 com Peseiro onde, de ganhar tudo, caímos para o terceiro lugar e não quero viver isso outra vez. As nossas hipóteses em caso de derrota ficarão consideravelmente diminuídas, mas com vinte e sete pontos por jogar tudo é possível. Neste acaso a nossa maior fragilidade adviria do facto de não voltarmos a jogar com o clube que passaria para a frente, deixando por isso de depender apenas de nós. 

Que importância terão os treinadores e a táctica?
Toda. Acontece porém que em campo não estará apenas o trabalho dos treinadores mas também a qualidade individual de que cada um tem ao seu dispor. Aqui é Rui Vitória que sai beneficiado, mas é indiscutível que a equipa do Sporting é a melhor trabalhada e daí que esteja onde está: em primeiro lugar. Vale a pena também lembrar que desde que disputa dérbys (2009) Jesus perdeu apenas um, em 2012. Acresce que JJ conhece muito melhor quase todos os jogadores do SLB, embora também seja verdade que a actual equipa de Rui Vitória é muito diferente da que encontrou nos três embates anteriores. A táctica terá sempre uma importância crucial, pelo menos até que um acidente ou incidente em que o futebol é pródigo (golos, erros dos intervenientes, expulsão, lesão, etc) se encarregue de escrever a história do jogo.

Quem deve jogar?
Jorge Jesus deve ter ainda várias dúvidas na cabeça para resolver. A pior de todas prende-se com a utilização de Adrien. Trata-se de um jogador nuclear e cujas caracteristicas são quase únicas no meio-campo: grande combatividade, excelente reação à perda, fundamental no reequilíbrio da equipa, especialmente na constituição de maiorias tão do agrado de Jesus nos locais onde a bola se disputa. Por isso o meio-campo é o sector em maior stress neste momento, também pelo facto de William estar a tardar mostrar o seu lado melhor. Porém, em Guimarães, já deixou a promessa que parece estar para breve.

Há males que vêm por bem e o amarelo a Semedo é uma tentação a menos para Jesus. Num jogo onde o controlo emocional é fundamental um jogador como ele ainda é hoje pode ser uma fragilidade com custos elevados. João Pereira, Coates, Ewerton e Zeeglaar parecem ser os que oferecem melhores garantias. Isto porque sendo Jefferson importante a fornecer bolas para a cabeça de Slimani, tem sido pelo lado dele que os treinadores adversários têm descoberto o caminho para o nosso último reduto.

Quem jogará atrás de Slimani? Aposto em Teo, pela tradicional teimosia de Jesus. Mas essa seria a última das minhas opções, mais ainda por o jogo ser em casa, onde o colombiano tem ainda muito que fazer para apagar uma imagem de descomprometimento com o grupo e com o clube. Daí que  minha aposta incidiria em Ruiz, até João Mário (já jogou aí contra o SLB este ano) ou mesmo Barcos.

Nas alas, outro sector onde perdemos para o rival e onde a criatividade tem estado muito curta, Gélson e Bruno César. O brasileiro porque é importante nos equilíbrios, em particular quando os laterais sobem, como lhes é pedido. O miúdo, apesar do pouco acerto recente, porque a sua velocidade é um bom veneno para manter Eliseu e André Almeida preocupados.

O ambiente exterior é importante?
O ambiente das bancadas é especialmente importante para os nossos jogadores. Pior que o silêncio dos sarcófagos só o ruído afiado dos assobios, quando as coisas não correm bem. Essa é nossa parte. 

Já a "sanha postativa" no Facebook servem apenas para expor ao ridículo o nosso presidente, tamanha é a falta de noção do quanto é fraca a prosa, de quem representa e de quem devem, por isso, ser os seus interlocutores. Alguma coisa está muito mal quando o presidente do Sporting se sente na obrigação de responder a todo o bicho careta e ainda por cima insiste em envergonhar-nos, disputando com eles o titulo da futilidade, falta de educação e boçalidade. Quem assim procede não precisa de inimigos, ele mesmo se encarrega do seu próprio mal.

Resultado final
Espero que seja um grande jogo e que no final ganhe o Sporting, sendo o melhor. Mas quando o Sporting joga o meu desportivismo entra em saldos: se o jogo for mau e o Sporting o pior, quero que no final ganhe o... Sporting! Como todos os Sportinguistas que conheço, quero sempre que ganhe o Sporting, claro!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Lixo televisivo na Sporting TV

Aquando do anúncio da entrada em funcionamento da Sporting TV a  minha reacção dividiu-se entre o regozijo e o receio. Regozijo pelo facto de aquela poder ser uma ferramenta importante na aproximação do clube aos adeptos, em particular dos muitos que, como eu, vivem afastados de Lisboa. Receio pelo facto das conhecidas restrições orçamentais poderem condicionar a qualidade do projecto. 

No tempo que já leva de emissão, o meu grau de tolerância e compreensão relativamente ao canal do clube não podia ser maior. Valha a verdade que, passado o impacto inicial, o recurso ao canal acabou por se resumir às transmissões televisivas dos eventos desportivos, uma vez que era reduzido o interesse pessoal pela generalidade da programação habitualmente difundida. Apesar disso percebia a importância na divulgação do universo Sportinguista e no papel que o canal deve ter na criação do necessário espírito de corpo.

A minha tolerância porém  não é ilimitada e extinguiu-se rapidamente quando se começou a dar carta branca à boçalidade da qual o Carlos Dolbeth é o expoente máximo. Há um par de dias foi agora a vez de um tal Milhafre Orlando ganhar tempo de antena, colocando, pela confrangedora peça "humorística"  o canal do clube abaixo do rating de lixo televisivo. Pior ainda, a  Sporting TV ameaça transformar-se num ápice numa emissão satélite da Benfica TV, tantas são as vezes que o seu nome e os seus símbolos são aí invocados e até exibidos. 

Não tenho uma visão elitista para o canal do clube, nem sequer me oponho a que os clubes rivais sejam nele particularmente visados, sempre que tal se justifique. E isso tanto pode ser feito de forma oficial, oficiosa ou com recurso ao humor. Porém, qualquer que seja o meio ou a forma escolhida há padrões mínimos de qualidade e até de urbanidade de manutenção obrigatória a ser mantidos. Se por acaso estivesse num local público a assistir qualquer uma destas rubricas é muito provável que sentisse vergonha pelo que estava a ser exibido.

Se estes valores mínimos não são devidos a quem está do outro lado da barricada, ele são obrigatórios manter por aquilo que é a imagem institucional do Sporting e que demorou mais de um século e muitas gerações a construir. A exibição de argumentos que esquecem o combate de ideias e a racionalidade nos argumentos para os trocar pela arruaça, berros e o achincalhamento, atacando-se os defeitos físicos dos oponentes, é a sua negação e o seu aviltamento.

É sabido de todos que a contratação de Jorge Jesus ainda não está digerida do outro lado da estrada. E que, desde que tal sucedeu, o Sporting ficou debaixo de fogo, sendo esse ataque constante e em todos os meios ao alcance do rival: comunicação social, instituições ligadas ao futebol, etc. Infelizmente a reacção deste lado nem sempre tem sido a melhor.

Se o recrudescimento da rivalidade entre adeptos é compreensível e até desejável - pelo menos como sinal de que estamos a incomodar - do ponto de vista institucional a reacção tem deixado muito a desejar e os piores exemplos têm vindo de cima. A afirmação das ideias e do nome do clube não pode transformar-se numa luta na lama, ao ponto de os rivais até se sentirem no direito de nos dar lições de moral.

terça-feira, 1 de março de 2016

Sporting no principio da incerteza

Sosseguem os leitores que não vou dedicar as próximas linhas a analisar o enunciado da mecânica quântica que tornou Werner Heisenberg famoso. Deixarei para depois a mecânica das coisas que nos trouxeram até ao derby com apenas um ponto de vantagem, mas ainda assim na liderança. Hoje falarei um pouco do ambiente que se vive entre os adeptos.

Em primeiro lugar, isso mesmo: o primeiro lugar, a liderança. O Sporting chega ao derby no primeiro lugar e só perdendo perde o  lugar tão invejado É certo que o que vai ficar para história é o nome do clube que aí estiver colocado na última jornada do campeonato, mas tal comportamento até agora é revelador de consistência, condição imprescindível para ser campeão.

Num campeonato renhido, onde a componente anímica pode ser determinante, as desilusões podem ter um efeito desmobilizador. Ontem, a eclosão de alguns comentários derrotistas ou a denunciar falta de confiança,  fazem temer o pior, especialmente especialmente com um dérby à porta, de resultado imprevisível e onde os adeptos, jogando a partir das bancadas, poderão desempenhar um papel importante. Alvalade no sábado tem de ser mesmo o décimo segundo jogador!

Pelos vistos o empate de ontem teve o condão de assustar muita gente, o que só pode acontecer a quem vive afastado da realidade. Ao contrário do que até vi escrito, mesmo que ganhássemos o jogo de ontem e de seguida o dérby, o Sporting não teria o caminho aberto para o título. Continuaria a ser uma luta a três particularmente difícil e incerta.  É lamentável que tantos anos de observação do futebol e ainda não se perceba o seu carácter profundamente imprevisível, e se façam profecias cuja única utilidade é iludir os adeptos das reais dificuldades. 

É certo que o empate de ontem provoca uma alteração de monta, isto caso o resultado do dérby seja uma derrota, o que implicaria a perda da liderança. No mais, o Sporting continua com necessidade de o ganhar, para se reconfortar com alguma distância. Mas ela, a necessidade, é muito maior por parte do SLB porque, não a conseguindo, não só não consegue ganhar-nos nenhum jogo esta época - o que, convenhamos, é altamente desprestigiante - como pode ver em causa o lugar que agora ocupa. 

A ideia de que o Sporting é o único que está pressionado é por isso absurda, e se ela é "naturalmente" expressa por alguns jornais e comentadores, ao jeito de oráculos sibilinos, é lamentável que ela seja assim entendida a partir de dentro, como se tudo estivesse já perdido.

Saber viver bem com a incerteza é uma virtude dos campeões, aos outros normalmente treme-lhes as pernas, com os resultados que se conhece. É certo que são os jogadores que jogam, mas também os adeptos, especialmente nos grandes momentos, têm que demonstrar estofo de campeões. É isso que se espera de nós até ao fim do campeonato. Quem tem medo fica em casa.

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