terça-feira, 30 de junho de 2015

William e as ilusões de óptica - O SLB e a crucificação de Jesus - O colinho vai ser sorteado

William e as ilusões de óptica
O que vou dizer sobre William aplica-se a quase todos os jogadores talentosos da nossa equipa das quinas que hoje pode alcançar um título inédito, fazendo assim história no futebol português. E há vários jogadores talentosos nesta selecção de quem dificilmente não ouviremos falar nos próximos anos sempre que o tema seja selecção nacional. Muitos deles farão carreira internacional, alguns, poucos, poderão chegar a grandes clubes europeus.

Não espantará ninguém o destaque a que William Carvalho tem sido sujeito entre os seus pares. Não apenas dos seus colegas de selecção mas de todo o campeonato. O destaque é inteiramente merecido, mesmo concedendo que o valor do jogador só foi possível observar-se em plenitude no último jogo com a Alemanha. Parece-me indiscutível que o jogador cresceu com a equipa e que a equipa também cresceu com ele.

Sem consultar as estatísticas, posso cometer a veleidade de afirmar que William deve ser dos jogadores do presente campeonato com mais jogos já disputados ao mais alto nível, acumulando presenças em jogos nacionais e internacionais (Champions League, selecções ). Tal facto, associado ao seu talento indiscutível, confere-lhe uma superioridade entre os seus actuais pares de competição, com quem partilha também a idade e, por isso, os aproxima dos níveis físicos e mentais. Muito diferente seria se este campeonato fosse disputado um nível acima, a selecção A. Não que não tenha valor para o fazer, bem antes pelo contrário, mas onde encontraria dificuldades acrescidas para se impor. 

O mesmo diria relativamente à possibilidade de William Carvalho dar o salto, por exemplo, para Liga inglesa ou espanhola. Creio que chegará lá mais tarde ou mais cedo, mas também acredito que lhe faria muito bem deixar-se estar mais um ano em Alvalade e aprender o resto que lhe falta - porque falta - directamente da palavra do senhor que é Jesus. Digo-o obviamente no meu interesse pessoal, como sportinguista, e como um admirador confesso do jogador.

O SLB e a crucificação de JJ
Bernardo Silva tem sido outro jogador em destaque e também com inteiro merecimento, o seu valor é inquestionável e é um prazer, para quem gosta mesmo de futebol, vê-lo jogar. Porém, ao contrário de William, Bernardo Silva nunca jogou no seu clube de formação que, pelos vistos, também é o do coração.

Imputar unicamente as responsabilidades deste facto a JJ pode ser muito conveniente para os dirigentes e adeptos do clube da Luz, até porque o seu treinador já lá não está e saiu para onde saiu. Aceito perfeitamente a discussão se o jogador deveria ou não ter tido outro aproveitamento, mas é preciso ter presente que a política desportiva seguida no clube esteve longe de privilegiar o crescimento dos seus jogadores de formação na equipa principal, sem paciência para esperas, visando o resultado imediato. Estes até foram conseguidos e se não perceberam a importância que JJ teve no processo, não perceberam nada do que lhes aconteceu nos melhores anos da sua história recente. 

O colinho vai ser sorteado 
Devo ser dos poucos não benfiquistas que acha que houve muito mérito na forma como o SLB chegou ao título. Especialmente do treinador, que sem o manancial de oferta dos anos transactos, soube criar a equipa mais orientada para o resultado, talvez mesmo cínica, de todo o seu consolado na Luz. Mas, como também não sou ingénuo, não descarto que, em momentos cruciais, não faltou a, umas vezes mais outras vezes menos, discreta "mão que embala o berço" para que a "criança não desatasse aos berros". Para bom entendedor...

Ontem, os clubes que compõem a Liga, decidiram alterar a forma de nomeação dos árbitros, passando estes a serem sorteados. A proposta foi feita inicialmente pelo Sporting e vê-la suceder é mérito indiscutível de quem o dirige. Conseguir reunir o número de votos suficientes para o consenso é aquilo que tantas vezes aqui tenho reclamado, ao invés do percurso isolacionista que tem sido preferido. O que agora foi conseguido prova que, sendo difícil, é possível mudar.

O sorteio trará mudanças substanciais? Não sabemos. O facto de o FCP o ter votado favoralmente significa que o poder que anteriormente detinha havia mudado de mãos, pelo que não sabemos se vai voltar ou não ao seu poiso original. 

Mas há um pelo menos um facto que permite ter alguma esperança no próximo campeonato. Quando Roquette primeiro, de forma tímida, e Dias da Cunha da Cunha depois, de forma veemente, começaram a reclamar contra o "famigerado sistema" e este teve que acolher o sorteio dos árbitros, o sorteio vigorou durante três anos, entre 1999/2000 e 2001/2002. Só por curiosidade, registe-se o nome dos vencedores dos respectivos campeonatos:

1999/2000 – Sporting
2000/2001 – Boavista
2001/2002 – Sporting 

Já agora, mais uma curiosidade. Quando em 2004/2005 se quis voltar a impor o sorteio, o SLB podia ter votado a favor e votou contra. Sabe quem foi o campeão nesse ano?...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sobre a expulsão de Godinho Lopes

Sem surpresa, o eco principal resultante da A.G. de ontem, e que ainda ressoará por muito tempo, será a expulsão de sócio de um ex-presidente do clube. Essa aliás parece-me ter sido uma intenção deliberada dos corpos sociais, como se percebe pela ofensiva mediática feita nas vésperas da reunião, com vários jornais a reproduzirem em primeira mão matéria da auditoria, que deveria ter chegado em primeira mão aos associados. Esse privilégio deveria estar reservado pelo menos para aqueles que dispuseram do melhor do seu tempo para participar na reunião. 

Infelizmente matéria importante como por exemplo o orçamento do próximo ano, o plano de actividades e o indispensável parecer do Conselho Fiscal não foram dados a conhecer previamente. No entanto este registou uma aprovação a roçar a unanimidade, sendo  por isso legitimo interrogar qual o grau de consciência e conhecimento real das suas implicações que presidiu à decisão de cada um dos votantes. Um procedimento tantas vezes repetido ao longo dos anos, com os resultados que hoje se conhecem. Não me impressionam as unanimidades. Roquette também as teve e também foi aplaudido de pé.

Sobre a expulsão de Godinho Lopes
É fácil neste momento assistir à expulsão de sócio de um ex-presidente, como é o caso de Godinho Lopes, aplaudir ou ficar calado. Não será o meu caso. Sou manifestamente contra este procedimento, que julgo não honrará a história do clube. 

Não se pense que advogo qualquer tipo de impunidade para quem tenha praticado actos lesivos para o Sporting. O que entendo sobre esta matéria é que avançar para este procedimento deveria ser o último passo, estribado em factos absolutamente incontestáveis e irrefutáveis. Parece ser opinião generalizada, apoiada pelo discurso dos órgãos sociais, que terá havido não apenas uma manifesta e reconhecida incompetência na gestão do clube, mas também aproveitamento pessoal. Tal justificaria a expulsão de Godinho Lopes. Ora isto está ainda por provar, pelo que advinha-se o arrastar do nome do Sporting pelos tribunais, jornais. Não pela conquista de títulos, mas por disputas que têm muito ar de ajuste de contas pessoal ou de facção.

Quem acha que se assim se inicia um "tempo novo" no Sporting tem razão, porque é factual que se inicia agora um caminho nunca visto. Falta saber se este é um caminho de razão e o que mais favorece os interesses do Sporting.

Um caminho perigoso
Há cerca de dois anos, quando de certa forma já previa este desfecho, escrevi um post (À atenção de Bruno de Carvalho), por ocasião do aniversário de Nelson Mandela, então honorável sócio 31.118. Nele se comparava as situações herdadas quer por Bruno de Carvalho quer por ele que, salvo as enormes diferenças, de certa forma poderiam ser comparadas.

Dizia então:

Neste momento o presidente beneficia de uma base de apoio que se manteve estável de há dois anos para cá, a que viu acrescer o número suficiente para ganhar as eleições com algum conforto. Além desse apoio expresso beneficiará de outro mais tácito, o chamado beneficio da dúvida, a que se somarão também as desconfianças e rejeições também evidentes. Numa contabilização mais ou menos intuitiva, entre apoios e dúvidas e antagonismos, creio que a maioria dos Sportinguistas estão com o seu presidente, mesmo que muitos aguardem por sinais mais claros para perceber melhor o caminho que escolherá.
Pode sentir-se tentado ao conforto de gerir o clube a favor de um núcleo duro que o apoiará sempre "porque sim" a que chamaria os "bruninguistas". Aprenderam pouco com o passado, têm exactamente os mesmos tiques dos que, durante muito tempo, foram incapazes de dizer uma palavra sobre os erros cometidos por direcções anteriores. Alguns terão que ser os mesmos, pois os 90% de votos da eleição de Bettencourt e o seu discurso "anti-terrorista" não podem ter sido extraídos de Marte. A favor leia-se usando a mesma retórica binária dos verdadeiros contra os falsos sportinguistas. Foi sobretudo a pensar neles que terá saído o célebre "O Sporting é nosso outra vez" na noite das eleições. Foram muitos os que o secundaram no grito, mas muito poucos, se tido em conta o universo Sporting.

Pode sentir-se tentando a governar contra os que o hostilizam de forma deliberada, os "não, porque sim", que também os haverá. Seria ceder a uma tentação primária, redutora para a sua magistratura, o que o tornaria tão igual a esses e a uma clique que lhe é próxima, também reduzida, mas muito participativa nas redes sociais, que procura "sangue e justiça".

Há outro caminho. O de olhar para o Sporting e cuidar de potenciar o seu maior património, os Sportinguistas. Considerar cada um como o último reduto, o bem inalienável, porque sem Sportinguistas não há Sporting. Ser inclusivo, abrangente, transparente e verdadeiro mas sem se deter na procura  de consensos paralisantes, porque há muito caminho para ser feito. Algum dele doloroso, mas necessário. Como é necessário esventrar a terra para novas sementeiras ou podar a vinha para esta rebentar outra vez e proporcionar colheitas memoráveis.

O que então disse julgo que hoje se aplica ainda com mais acuidade. O caminho que agora se abre é perigoso, as razões que estão por trás da expulsão de sócio de Godinho Lopes podem-se aplicar a praticamente todos os ex-presidentes do clube e não apenas aos que o foram após Roquette. Até onde se quer ir?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Sporting e Marco Silva parecem a União Europeia e a Grécia

Parece que os jornais combinaram as "caxas" de primeira página no que ao Sporting diz respeito. A recusa de Marco Silva em aceitar a rescisão proposta faz o pleno em todos eles. 

Não vale a pena retornar aos já estafados argumentos que conduziram à situação actual. Fica apenas um paralelismo entre o caso que opõe o clube e o seu antigo treinador e o que dirimido entre a União Europeia e a Grécia. 

Quem realmente toma as decisões na UE já deita os gregos pelos olhos e até está disposto a "pagar" para se ver livre deles. Sabe contudo que a saída dos gregos é já muito mais uma questão estratégica do que económica. O posicionamento geográfico daquele país confere-lhe um importante papel, entre outros, na contenção dos interesses de dois blocos - o islâmico e o russo - cada vez mais agressivos em relação às nações ocidentais. Por isso, continuidade da Grécia, com a concessão do imprescindível financiamento, é a factura que se percebe vai acabar de ter que ser paga. Ou isso ou a possibilidade de, no limite extremo, a UE ver encurtadas as distâncias para o inimigo russo, que assim anularia o efeito de tampão turco no Mar Negro. Os dirigentes europeus sabem que, a acontecer, teriam que arcar com custos imprevisíveis e de variadíssima ordem, daí que prefiram um acordo à situação incontrolável e imprevisível que se seguiria.

Ora o Sporting também não quer Marco Silva, mas também não o quer ver treinar nenhum dos adversários. Melhor dito, não se importaria de o ver treinar, mas não quer pagar a "factura política" que lhe seria cobrada em caso de triunfo. Acresce que a factura económica também não é de todo negligenciável: o Sporting está ciente da fragilidade do seu caso em sede de disputa jurídica, ou não abriria mão de forma tão rápida das razões que lhe levaram a invocar a justa causa. E tem justificado receio que essa factura possa vir a ter custos acrescidos, por impedir que o seu ex-treinador aceite as propostas que lhe venham a ser feitas, pelo que o acordo é melhor que a falta dele.

Há ainda mais duas facturas: a desportiva e as de danos de imagem. Enquanto não rescindir o contrato que ainda o liga Marco Silva o Sporting não pode inscrever o nome de Jesus nos seus quadros como técnico principal. Não faltarão outros expedientes para que JJ se possa sentar no banco, porém o seu recurso só fragilizaria ainda mais a imagem do clube, já de si bastante desgastada ao longo de seis meses de guerrilha interna entre a SAD e um dos seus principais activos.

Marco Silva é o Syrisa deste caso. Está disposto a fazer concessões porque, como treinador em inicio de carreira, sabe que parar não a favorece. Mas, tal como o governo grego, parece estar disposto a abrir mãos de alguns direitos, mas pouco interessado em sair completamente humilhado para poder seguir em frente. Curiosamente parece que o seu destino é precisamente a Grécia, mais precisamente o Olimpyakos, clube que não é conhecido pelas permanências longevas dos seus treinadores. Um sitio ideal para um treinador que seguramente continua com a ambição de triunfar no seu próprio país. Pois, é isso mesmo que todos estamos a pensar...

Nesta conformidade, o que parece é que é do interesse de todos - Sporting/Marco Silva UE/Grécia - que entendimento surja o mais rápido possível. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Em terra de cegos nem quem tem olho é Reis

Nuno Reis interrompe uma ligação de doze anos ao Sporting e vai jogar no Metz, que milita actualmente na segunda liga francesa. Quando se fala de Nuno Reis tanto se fala de um jogador promissor, que chegou a capitanear a selecção nacional sub-20 que foi vice-campeã do Mundo em 2011, como se aponta para um jogador que se dizia agora que "estagnou", "não evolui", etc. 

No entanto, se se analisarem a as oportunidades reais que foram proporcionadas ao jogador comparando-as com a quantidade e qualidade de jogadores que se contrataram para a posição que o jogador ocupa desde a sua subida a sénior é forçoso questionar se seria possível realizar um percurso diferente do que registou. 

Resta desejar ao jogador boa sorte e agradecer-lhe os serviços prestados.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O contrato assinado por Danilo - Assembleia Geral - Equipamentos

O contrato assinado por Danilo
Os jornais de hoje colocam duas noticias contraditórias: uma, dando conta da que deve ser a versão do Sporting, onde se afirma que os clubes rubricaram entre si um acordo. Outra, que deve ser a versão do Marítimo, de uma redacção prévia que não foi devidamente assinada pelas partes. Não me parece que haja contrato assinado, mas se houver o Sporting terá que procurar reclamar os direitos que terá adquirido até às últimas consequências.

Não se falou contudo do que sucedeu com o jogador. Qual será a vontade dele? Se ele quisesse vir para o Sporting não poderia já ter-se comprometido com o clube, jogando assim uma cartada determinante? Porque não fez?

É que esta história, que já começa a cheirar mal, parece-me muito mal contada. O presidente do Marítimo tem obrigação de zelar pelos seus melhores interesses. Espero que não se lembre apenas do Sporting para quando lhe dá jeito umas vezes para nos esmifrar uns cobres por jogadores sem interesse, ou servirmos de lebre, inflaccionando-lhe as vendas dos melhores jogadores.

Assembleia Geral
O presidente da AG concedeu uma entrevista à RTP abordando temas como a possibilidade de o Sporting vir a expulsar vários sócios ou dados da auditoria que está a decorrer. Já sobre a matéria ordinária da respectiva reunião não apanhei uma única palavra. Como sócio preferia que quem ocupe o cargo revele maior isenção, equilíbrio e equidistância, como deve competir a quem ocupa o cargo. 

A medida extrema de expulsão carece de apreciação do Conselho Fiscal e Disciplinar, o PMAG é ainda representante de TODOS os sócios, dos que concorda, dos que discorda, dos que não gosta e dos que sente mais próximo, pelo que estas declarações são extemporâneas e pouco avisadas.

Quanto à auditoria e dos dados que revelou, não me surpreendem de todo. O que julgo que é importante apurar é aqueles resultam de incompetência ou de acção dolosa. Isto aliás deveria ser feito antes de, como responsável, comentar o assunto de forma avulsa, contribuindo para o ruído e para os rumores. Porque a diferença entre ser incompetente ou criminoso é muita.

Por último não deixo de lembrar que o actual PMAG foi conselheiro leonino. Não me lembro de, nos momentos em que se discutiu a venda do património, a construção do estádio e outros negócios que hoje estão sob o escopo da auditoria, em algum momento os ter ouvido questionar ou pedido sequer esclarecimentos sobre os procedimentos. Adoptar agora um discurso justicialista não pode apagar a responsabilidade de todos quantos assistiram de cadeirão e, tendo tido voz, preferiram calar-se.

Os equipamentos
Já são conhecidas imagens dos novos equipamentos ou pelo menos as que se dizem que vão ser. Com mais ou menos arrebiques, continuo a preferir a Stromp, continuando sem perceber que conjunção cósmica se alinha quando se decide inventar equipamentos alternativos como o que parece estar a caminho, que se junta a alguns outros que já vimos no passado. Além de fazer pouco sentido que se proponha como alternativa a um equipamento às riscas um equipamento... às riscas.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O segredo para contratar Danilo e outros Brumas

O segredo para contratar Danilo é precisamente o segredo, que é a alma deste ou de qualquer negócio. Ora, sendo verdade o que diariamente tem aparecido nos jornais, parece que as negociações estão a decorrer numa sala de vidro transparente, com os pretensos pormenores a escorreram para a comunicação social. 

Como o Sporting tem menos argumentos financeiros para convencer jogadores, clubes e empresários, fica logo com uma posição fragilizada relativamente à concorrência. Que, diga-se, tanto pode ter interesse real no jogador como pode estar apenas a marcar território para encarecer a operação. Foi essa a impressão/dúvida com que fiquei quando dei de caras com a fotografia de Antero Henrique ao lado do empresário (ou um dos?) do jogador. Nada naquele registo fotográfico aconteceu por acaso.

Vamos ver como tudo isto acaba, ao que parece o jogador está mesmo de malas feitas para a Invicta. Devo confessar que não contratar Danilo está longe de significar um grande revés para o Sporting. Mesmo sem saber ainda da continuidade de William, pelo valor e pelo preço que se diz o Marítimo está a pedir pelo jogador, o que não faltam são jogadores para cumprir o lugar com igual ou superior competência que o Danilo ofereceria.

Já a saída de Jefferson em troca do regresso de Bruma já me parece interessante. Jefferson tem mercado e está longe de ser insubstituível e Bruma, não sendo o Nani e nem sequer um Carrilo, é uma solução com um potencial interessante. Especialmente se, nos anos que passaram, o jogador estiver agora mais maduro. 

Na sequência das negociações com o Marítimo aventa-se agora a ideia de que o Sporting tem uma cláusula de preferência sobre Marega, avançado do clube insular. Sendo rápido, possante e com técnica individual q.b., parece mais adequado a equipas que, jogando mais em transição, potenciem essas qualidades, o que é dizer que é duvidoso tratar-se de uma aquisição que recomendaria. Mas como tem algumas semelhanças físicas com um ilustre desconhecido que passou em Portugal para se tornar goleador em Inglaterra - Jimmy Hasselbank - já não digo mais nada.

E que dizer da hipótese Bruno Alves? Bom, estaríamos a contratar um grande profissional e um jogador experiente, características que indiscutivelmente necessitamos no plantel. Acresce o facto de ser um líder, daqueles capazes de se destacar e erguer a voz de comando quando tudo à volta parece estar a abanar. Quanto é que isto vale em pontos no fim do campeonato ninguém sabe exactamente mas que é necessário é. Essa é a única razão pela qual, se se confirmar, lá terei que fazer como se faz às crianças para tomar um remédio amargo: tapar o nariz para abrir a boca.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cédric e a gratidão

Cédric acaba de se vincular ao Southampton, deixando assim o Sporting, depois de 17 anos de clube. Ao fazer estas contas não deixei de me perguntar que idade tem ele hoje. Pois, apenas 23, completará 24 em Agosto próximo. 

Sei que as opiniões de dividirão quando se falar do seu valor como jogador e que discutirá se o valor a receber (no máximo 6,5 milhões) é ou não um bom negócio. Eu, que sempre gostei do jogador, mesmo reconhecendo-lhes as falhas que o seu jogo ainda revelava, vejo com pena que apenas lhe falta o título de campeão nacional sénior no curriculum. 

Mas há algo que é caro a qualquer adepto e que não oferece discussão: para lá de ter sido sempre um profissional exemplar soube escolher o caminho que entende ser o melhor para ele não sem antes deixar uma impressionante manifestação de gratidão e respeito pelo clube e pelos adeptos.

Da sua página no Facebook, de onde também foi retirada a fotografia do post:

Obrigado Sporting!
Obrigado por me teres formado.
Obrigado por me teres tornado na pessoa que sou hoje.
Obrigado pela oportunidade.
Obrigado por me ajudares a concretizar os meus sonhos
Obrigado a toda a estrutura da formação e do futebol profissional, a todos os técnicos de equipamentos, enfermeiros, medicos, fisioterapeutas, treinadores que me ajudaram a evoluir, e permitiram chegar onde estou hoje.
Obrigado ao Presidente,
Obrigado aos meus colegas de equipa e amigos com quem tive o prazer de jogar.
Obrigado a todos os adeptos, sócios e simpatizantes que me apoiaram, vocês são muito importantes. Continuem a dar o maior apoio à equipa, eu vou continuar a apoiar e a torcer pelo clube do meu coração!
Obrigado pelos fantásticos 17 anos de leão ao peito!

Obrigado Cédric e boa sorte!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O caso Doyen: porquê fechar as portas dos Fundos?

O Sporting expõe por estes dias os seus argumentos no caso que a opõe à Doyen. Como é hoje sabido por todos, o conflito entre o clube e a referida empresa remonta à venda de Rojo ao Manchester United, envolvendo simultaneamente os direitos económicos sobre Labyad, que ainda se mantém como nosso jogador.

A estratégia poderia ter sido outra?
O caminho seguido pela administração neste caso, à semelhança de outros, foi de elevado risco. Vencendo, recolherá os louros de uma vitória muito importante para a sua estratégia. Sendo derrotada, terá que arcar com as consequências que se estenderão para lá das importantes repercussões económicas. Porque, como não é difícil de adivinhar, a derrota terá um significado importante na já de si sempre atribulada vida interna do clube.

Veremos se o risco assumido compensa. Mas afigura-se-me muito difícil de prevalecer o argumento de apenas devolver o dinheiro investido por um parceiro, ficando o clube com a totalidade dos lucros. Argumento já repetido no que parece ser o futuro caso Carrilo.

No meu entender, tendo em conta as consequências que uma decisão negativa pode representar para a recuperação económica da SAD, seria mais avisado deixar extinguir a validade e acção dos contratos deste género e, uma vez que a SAD os entende como perniciosos, deixar de recorrer a eles, o que me parece que tem sido seguido. Mas também é verdade que me falta o conhecimento total dos contratos, dos argumentos das partes e, mais importante que tudo o mais, competência jurídica para os apreciar. Estimo que a decisão se tenha estribado em sólidos argumentos dessa natureza e que tenha sido tomada após cuidada reflexão interna.

A árvore e a floresta 
Foi a partir deste conflito de interesses que o Sporting, através do seu presidente, encetou uma luta não apenas com a Doyen mas com toda a forma de partilha de direitos dos jogadores por entidades externas aos clubes, conhecida hoje pelo acrónimo TPO's (third party ownership).

É muito provável que as razões de desconfiança relativamente à Doyen sejam mais que justificadas. E que, por exemplo, o valor inflacionado que nos foi pedido pelo Abubakar, relativamente ao valor que o FCP acabou por pagar pelo mesmo jogador, seja apenas uma das pontas de um enorme iceberg, do qual conhecemos muito pouco do que fica abaixo da linha de água. 

A recente promoção feita pela empresa em Madrid foi o que se pode chamar de verdadeiro tiro pela culatra para os interesses dos próprios. A falta de abrangência dos convidados, o atabalhoamento e falta de argumentos capazes de contestar os que são geralmente apontados como os principais defeitos chegou a raiar o confrangedor. Parece-me contudo que se confundiu aqui apenas uma das árvores com toda a floresta.

A enxurrada proibitiva é apenas destrutiva, não regula.
Ora a Doyen é apenas uma das muitas operadoras no mercado. O Sporting lidou com algumas delas e o recente resgate de parte dos passes de alguns jogadores em condições favoráveis e sem conflito é a prova de que o relacionamento é possível como pode ser interessante para todas as partes. 

Mas quando se fala de TPO's esquece-se que não existe apenas a possibilidade do uso de entidades financeiras e fundos de investimento como parceiros de negócio. Há uma diversidade de outras possibilidades, algumas das quais são usadas por clubes cujas circunstâncias e contextos se assemelham em muito aos do nosso clube. 

Um bom exemplo disso são os clubes holandeses: embora o país produza mais riqueza que o nosso (o PIB deve situar-se num valor perto do quadruplo do nosso) as limitações impostas pela demografia (menos de 17 milhões) reduzem-lhe o mercado alvo, impedindo-os de competir com os mais ricos (alemães, espanhóis, ingleses e italianos).

Detendo uma forte imagem de grande capacidade de formação, os clubes holandeses, para contrariar a saída precoce dos seus talentos, tem usado uma ferramenta que julgo que o Sporting não deveria ter desdenhado. Por exemplo o Ajax, cujas possibilidades económico-financeiras os impede de oferecer salários superiores a um milhão de euros anuais, tem oferecido aos seus jogadores, nos momentos de negociação de novos contratos, um valor percentual dos seus passes. 

Ora isto não só permite, no momento de uma futura venda dos passes, uma compensação justa para os jogadores, como os co-responsabiliza pelo seu sucesso. Por isso não é de estranhar que um dos responsáveis do clube holandês se tenha referido recentemente à extinção generalizada dos TPO's, numa entrevista à Bloomberg, como devastadora para os interesses particulares do seu clube e generalizado aos dos clubes que vivem em circunstâncias semelhantes.

O exemplo acima é apenas um dos muitos que poderiam ser dados. E um dos vários de que o Sporting poderia socorrer-se como forte argumento negocial, particularmente com os jovens que querem tanto ganhar dinheiro - aspiração tão diabolizada como justa - como gostariam de poder continuar a evoluir tranquilamente no clube que escolheram para se formar.

O que UEFA e a FIFA tomaram foi uma não-decisão baseada no ruído de fundo
Sem grande convicção e enfermando da mesma escassez de conhecimento da realidade e de argumentos, ambas as organizações muniram-se de um machado legislativo para cortar o mal pela raíz, invocando quase sempre o mesmo argumento: a falta de transparência. Ora estas entidades estão longe de poder ser consideradas um modelo de virtudes neste âmbito e muitos outros. Por norma, abstêm-se do uso do seu poder regulador, sendo pouco pro-activos e mais reactivos e permeáveis à força da opinião pública. 

Por isso, estou em crer, que a atenção agora devotada aos TPO's, surge muito por causa do ruído de fundo construído à volta do caso Rojo, quando já de trás se ouviam muitos zunzuns. Mas como por enquanto não há barulho sobre os tão confidenciais mas duvidosos verdadeiros seguros de derrota que alguns clubes já deitam mão para se prevenirem das perdas por ausência da Liga dos Campeões, ambas as organizações assobiam para o lado.

O medo como argumento
Muito desta campanha foi fabricada sobre a irracionalidade que o medo e a ignorância provocam. No Sporting particular e algo justificadamente, depois de duas experiências que, tendo começado com o inefável e infeliz exemplo de Pongolle, se saldaram por resultados desastrosos. Exemplos não faltam, até ao nosso lado, de que era possível ter feito outro caminho. Ora este resultado não se deveu tanto pelo uso dos fundos em si, mas pelo total falhanço por parte da administração desportiva propriamente dita. Se bem que considere que a discussão sobre a quantidade e extensão do seu uso seja não só plausível como obrigatória. 

Olhando para os jogadores adquiridos com recursos aos fundos, não deixo de me perguntar o que seria se o Sporting tivesse conseguido juntar-lhes estabilidade e algum dos três últimos treinadores. Ou melhor, o que seria na próxima época o Sporting se JJ tivesse ao seu dispor os recursos que Domingos teve na sua primeira época. Nunca saberemos.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Vox Pop (#1): Marco Silva deveria ser nomeado para treinador do ano?

O Sporting já anunciou quais são os profissionais nomeados para treinadores do ano. Marco Silva, apesar da vitória na Taça de Portugal, não figura no lote. Ao que parece existe um artigo, o 15º, que impede que alguém em litigio com o clube possa ser nomeado. Falta saber se Marco Silva está em litigio com o clube ou é o contrário. Mas, adiante. O que me interessa mesmo saber é a sua opinião sobre a matéria. 

E, já que estamos em maré inquisitiva, acha que, com esta ausência do lote de nomeados, BdC está a faltar à promessa feita no momento do anúncio de JJ no Sporting, de que "Marco Silva não será apagado da nossa história nem das fotografias do clube"?

Para terminar, "líder campeonato equipas B's". Não se arranja nada de mais meritório para justificar a nomeação?

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Godinho/Doyen - Inácio - Rui Vitória - Futsal, o habitual - As heranças de BdC

Godinho Lopes ao lado da Doyen
Quando li noticia onde se dava conta que Godinho Lopes seria testemunha da Doyen pensei tratar-se de especulação jornalística. Esta foi porém já foi confirmada pelo próprio. Assim, a incredulidade dá lugar à estupefação. Só por motivos de força maior - como defesa da honra, de direitos, ou semelhantes - concebo a ideia de um sócio estar do lado oposto ao do clube numa barra de tribunal, o que, manifestamente, não me parece ser o caso. 

Tratando-se de um ex-presidente o caso torna-se ainda mais grave e ainda mais difícil de compreender. Só posso ver aqui uma tentativa de ajuste de contas entre o próprio e o actual presidente, sem qualquer cuidado com os danos que esta atitude possa infligir ao clube que, como é razoável perceber, tem neste processo já uma posição frágil para defender os seus interesses. Inaceitável, inqualificável e embaraçoso, com a agravante de, nesta acção, aparecer ao lado de Pinto da Costa, Filipe Vieira e outros "grandes amigos" do Sporting.

Inácio director de Relações Internacionais
Uma das consequências da entrada de JJ é já conhecida: a descida da cadeira cadeira de Director Geral para Director de Relações Internacionais. Trata-se de um "fato" desenhado, cortado e cozido à sua medida, uma vez que não existia antes. Não esperava nem fazia sentido que Inácio, sendo o braço direito do presidente, deixasse de o ser por causa da chegada de um treinador, mesmo que ele seja JJ. 

Ora sabido que é que Inácio e JJ são, de há muito tempo, um dos muitos exemplos de treinadores "água e azeite", era avisado tudo fazer para que os caminhos de ambos não se cruzassem muitas vezes. Fica por saber qual o conteúdo funcional do cargo e se, tendo descido na hierarquia, mantém o mesmo vencimento. Muitas dúvidas sobre as aptidões e méritos que o próprio possui para o desempenho da função, quando o mercado de trabalho está inundado de profissionais com competências e curriculum sólidos. Não seria mais natural uma nomeação menos pomposa mas mais de acordo com as funções que exerce?

Rui Vitória treinador do SLB
Está finalmente confirmado e será apresentado hoje. Rui Vitória é treinador do SLB. Uma noticia que nos diz respeito de forma indirecta, pela importância que o cargo de treinador tem sempre na competitividade de um dos nossos rivais.

Rui Vitória tem a seu favor o facto de ser um homem da casa e uma carreira pautada pelo facto de praticamente sempre cumprir os objectivos propostos, muitas vezes em circunstâncias adversas ou pouco favoráveis. Quem viu jogar as suas equipas vê com dúvida que o seu modelo possa vir a significar o sucesso num clube com as responsabilidades como o que agora terá a cargo. Partilho das dúvidas mas recordo o exemplo do recente triplete do Barcelona, em que o sucesso é alcançado num registo bem diferente do que era habitual. Além disso já se percebeu que LFV está capaz de apostar as fichas todas na remodelação da equipa, para que os adeptos não lhe possam cobrar o fracasso  que a saída de JJ para o Sporting representou na sua estratégia. Ora um treinador com bons jogadores está sempre mais próximo de poder ter bons resultados. Essa é a medida do sucesso na profissão.

Foi-se o tri no futsal
Os jogos desta fase de apuramento de campeão em futsal acabaram por confirmar a superioridade evidenciada pelo SLB o longo do ano. Como o actual modelo da competição não premeia a regularidade, tinha ainda uma secreta esperança que, nestes jogos finais o Sporting conseguisse reencontrar-se com o que de bom já havia conseguido fazer. As mesmas dificuldades mantiveram-se. Jogadores longe do melhor que já mostraram ser capazes, incapacidade de Nuno Dias arquitectar uma estratégia que contrariasse a boa organização que Joel Rocha construiu. Apesar de tudo, seria a descarada dualidade de critérios na hora do desempate de grandes penalidades a acabar por decidir o jogo crucial de ontem. Ficamos por saber o que poderia acontecer se o resultado obrigasse à disputa da "negra". O que vimos ontem não foi colinho, foi mesmo de liteira acolchoada.

As heranças
Bruno de Carvalho indignou-se com actuação da equipa de arbitragem, o que foi bem visível ainda no pavilhão, após o jogo. Na sequência da final produziu um comunicado no Facebook, onde lembra vários episódios recentes em diversas modalidades em que fomos prejudicados por decisões de arbitragem. Aí chamou-me particular atenção a menção a "mais uma herança das últimas décadas de gestão no nosso Clube" como razão para a recorrência destes fenómenos.

Ninguém poderá negar essa evidência. O Sporting não tem qualquer força ou influência e, na dúvida, as decisões pendem a favor de que as tem. Acontece que não se vê, na estratégia que o clube tem adoptado, como é que esta situação poderá ser mudada nem sequer no médio prazo. O Sporting permanece isolado, não sendo crível que, dessa forma, possa mudar o que quer que seja.

Ora, sendo verdade que BdC recebeu em mãos alguns dossiers de dificil resolução, não é demais lembrar que se apresta para entrar no terceiro ano de mandato. Por exemplo, a relva em Alvalade permanece um problema por resolver que depende apenas de nós. Nestes e noutras matérias um dia a herança recebida não será mais do que uma desculpa.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Que mudanças trará Jesus?

Por certo muitos Sportinguistas não se importariam de ficar mais velhos um mês no imediato, de forma a que os dias que ainda nos separam do inicio dos trabalhos da equipa de futebol tivessem passado. Dessa forma já poderíamos estar a constatar quais serão as grandes diferenças que a chegada de Jesus representará no desempenho da equipa, em particular na resposta aos diferentes momentos que um jogo de futebol coloca.

Poucos não se lembrarão do impacto que aquele que é nosso actual treinador provocou na equipa do eterno rival logo à chegada e até de forma mais abrangente no futebol nacional, conquistando um campeonato em que não apenas venceu como o fez com elevada nota artística. Será possível conseguir repetir o mesmo feito, agora na equipa do seu coração? É tão impossível não o desejar como responder com segurança a esta pergunta. Mas é quase certo que, independentemente dos resultados, as diferenças serão notórias.

Que Jesus é este agora?
O Jorge Jesus que chega agora ao Sporting é um treinador no zénite da carreira. A ambição é a mesma de sempre, as responsabilidades são agora ainda maiores, devido ao estatuto adquirido. Algumas derrotas inesperadas e até dolorosas conferiram-lhe algum realismo e atitude mais cinica, provavelmente fundamentais no titulo acaba de conquistar.

Responsabilidade total
Uma das alterações imediatas é o afastamento de Inácio. O até agora responsável do departamento tem uma velha incompatibilidade pública com o novo treinador. Outra diferença radical relativamente ao que sucedeu nos dois anos anteriores será a responsabilidade no recrutamento de jogadores. Dificilmente Jorge Jesus assumirá a total responsabilidade na escolha quer dos jogadores a dispensar como a adquirir. Depois do muito que se disse sobre o novo treinador e a formação será particularmente curioso de observar o destino de alguns dos jogadores sobre os quais se reclamavam oportunidades na equipa principal. Ou que impressão causarão em JJ jogadores que, tendo chegado o ano passado com o selo de reforços, se ficaram pela desilusão. Algum deles terá direito a uma ressurreição?

442 ou 433?
Muito se fala já na possibilidade de a equipa abandonar o 433. Não me parecendo importante a disposição mas sim o equilíbrio e a eficácia é natural que para a escolha seja determinante os jogadores à disposição de JJ.

-Muita curiosidade para perceber quem chegará para o centro da defesa com estatuto de titular indiscutível e quem lhe fará companhia. Nomes como o de Bruno Alves causam alguma perplexidade, pela idade e pelas limitações, embora se trate de um bom profissional. Toda a equipa terá que defender, mas será com os elementos do sector que trabalhará mais até apurar das melhores armas das suas equipas, determinantes para o seu modelo de jogo, muitas vezes asfixiante para o adversário, que é a  transição e organização defensiva. O controlo da profundidade será um conceito que terá que ser completamente compreendido e dominado por uma equipa que jogará quase sempre em cima do meio-campo adversário.
-Se a escolha recair no 442 é muito natural que Adrien e William tenham de reciclar as funções até agora desempenhadas, habituando-se a jogar de forma ainda mais coordenada. Adrien poderá ser um dos jogadores que melhores benefícios poderá recolher, para tal terá que melhorar a qualidade das suas decisões quer no que diz respeito à condução e entrega da bola quer no posicionamento e reacção à perda. Que oportunidade terá André Martins para se afirmar?
- A qualidade individual dos elementos mais criativos é outro factor fundamental nas equipas de JJ. É ela a responsável por desmontar os tradicionais autocarros do nosso campeonato. Criatividade e velocidade de execução serão palavras que veremos mais vezes pronunciar. Para que tal aconteça é importante não falhar na escolha do substituto de Nani assim como a permanência de Carrillo. Este não só poderá manter a preponderância no nosso jogo como registou este ano pelo número de assistências como antecipo que possa ainda crescer no número de finalizações.
-Sendo também de esperar a chegada de um novo homem para o centro do ataque, será também curioso de perceber qual o perfil escolhido. Optará JJ pelo homem de referência no ataque, à semelhança do que fazia Cardozo, ou a escolha recairá numa dupla menos posicional? Quem será o segundo nome do ataque é outra das questões a atrair a atenção. Fala-se muito em Montero, também em João Mário. Não descartaria a possibilidade de Labyad, conseguindo este debelar muito rapidamente as suas debilidades no momento de decidir, vir a ter um papel de destaque. E não me surpreenderia que João Mário recuasse no campo.
- Uma mudança que se estima venha a ocorrer e que poderá ter importância decisiva em alguns jogos é uso de jogadas estudadas, o que se convencionou chamar bolas paradas. São uma marca nas equipas de JJ.

Num campeonato cujos potenciais vencedores ficam quase sempre definidos nas jornadas que levam o campeonato até ao Natal, falta saber quanto tempo precisará JJ para montar uma equipa à imagem e semelhança do melhor que já foi capaz.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Os melhores amigos de Bruno de Carvalho

Quem chegasse agora a Portugal com origem num qualquer país distante onde não houvesse acesso a noticias e olhasse para o momento que o Sporting está a viver não acreditaria que o clube estava a acabar de terminar um longo jejum sem títulos e acabava de resgatar o melhor treinador do campeonato, acabado de se sagrar bi-campeão. A menos que o recém-chegado fosse Sportinguista, aí ele seria bem capaz de concluir: "isto é e sempre foi o Sporting".

No centro da polémica está a saída de Marco Silva e as reacções que se seguiram e que levaram ao ressurgimento de protagonistas da história recente do clube. Dessas destaco as declarações intempestivas ou até insultuosas de Dias da Cunha e muito pouco avisadas de José Roquette. Estas excedem em muito o direito à opinião que qualquer associado detém, agravadas pelo facto de serem proferidas por ex-presidentes do clube versando o presidente em exercício. E são pouco ou mesmo nada inteligentes por não perceberem que o contexto recomendaria neste momento pelo menos algum recato. Fazê-lo desta forma é tornarem-se nos melhores amigos de Bruno de Carvalho, uma espécie de certificado de garantia para o presidente em exercício poder usar por comparação como o que foram os respectivos mandatos.
A reacção pavloviana da larga maioria dos adeptos também me parece excessiva. E o argumento de que quer Dias da Cunha temem os resultados da auditoria é irracional. Se assim fosse estariam calados, tentando passar despercebidos, ao invés de concitarem as atenções gerais.

Por muito que doa reconhecer José Roquette, Dias da Cunha e Soares Franco não representam apenas um passado de déficits acumulados e má gestão. Eu, como não sou do Sporting apenas desde 2011, sei o que era o clube que a geração Roquette encontrou. Em termos de infraestruturas o Sporting era já um clube em perda, com um estádio decrépito e sem condições de treino para as muitas equipas dos diversos escalões. O pavilhão não o era menos, encafuado numa solução de recurso por baixo de uma bancada. E os títulos em futebol estavam ausentes há quase duas décadas.

Entretanto construia-se um estádio moderno, mas cheio de erros de concepção, e interrompeu-se o longo jejum. Repetiu-se o titulo passado dois anos e o sonho de "três titulos em cinco anos" estava ali à distância de um dedo. Roquette era aclamado em qualquer jornal, revista, canto e esquina e os clubes, mesmo os rivais, procuravam perceber junto dele os segredos do que parecia ser a pedra filosofal da gestão moderna dos clubes. Dias da Cunha inaugura o estádio como presidente, depois de fazer a dobradinha, seguindo-se uma aziaga e premonitória final europeia, a segunda da história. Soares Franco tenta reequilibrar as contas enquanto se desfaz do pouco que resta do património. 

Ao contrário do que é cómodo hoje para generalidade dos Sportinguistas, todas as decisões, mesmo as mais gravosas que contribuíram para o actual estado do clube, não foram tomadas apenas pelos presidentes e demais acompanhantes nos órgãos sociais. Todas elas mereceram largas taxas de aprovação pelos sócios o que faz de nós todos co-responsáveis, seja por acção ou omissão.  Um célebre revolucionário dizia que "ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética". O mesmo se pode dizer relativamente aos anos do agora chamado "roquetismo": quem não o foi então não era bom sportinguista, era então terrorista como agora é croquetista, lambuças, sportinguense, etc, quem ousa discordar de Bruno de Carvalho. Ora se estamos aqui é precisamente pela ausência de atenção e critica e parece que há muita gente capaz de repetir o mesmo erro.

Poucos foram os que então se atreveram a constestar o caminho seguido. Mas houve quem o fizesse em devido tempo. Não posso deixar de referir Abrantes Mendes, com quem não concordei sempre mas tenho que lhe reconhecer coerência. Contestou o despesismo, as clientelas, o alienar do património, a deriva comercial contra o associativismo, etc. Por isso além do inalienável direito à opinião tem a autoridade conferida pelo seu passado. Não me lembro de nenhum dos elementos dos actuais corpos sociais, incluindo o presidente, alguma vez ter levantado a voz antes do actual estado do clube ser uma evidência aos olhos de todos.

Bruno de Carvalho não lida bem com a critica, já todos o percebemos. Por certo já não se lembra do tempo em que as fazia quase diariamente, o que é pena. O seu discurso recente em Alenquer foi triste pela contradição em que caiu, porque não se pode reconhecer um Sporting perdedor, como deu a entender, e reclamar-se como "a maior potência desportiva nacional". Não menos infeliz é forma como criticou Pires de Lima, ao invocar um discurso fracturante, como são as questões político-partidárias. E preocupante por transparecer um homem acossado, quando, não há razões objectivas para tal. Apesar de alguma critica injusta, muita dela tem sido sido promovida pelo seu discurso, algumas vezes contraditório. 
Por exemplo, o presidente do Sporting não pode dizer que não sabe qual vai ser o orçamento numa semana e na semana seguinte dizer que não faltam recursos para pagar ao treinador mais caro do país e montar a equipa que aquele deseja. Por explicar ficam também a travagem a fundo na austeridade, num ano em que nem dinheiro havia para as deslocações de vésperas da equipa B, para proclamar uma inversão de marcha numa estratégia amplamente sufragada e tantas vezes elogiada. E o que representa a súbita conversão de Ricciardi de grande satã em aliado estratégico sobretudo na percentagem da SAD detida pelo clube. Os Sportinguistas lembram-se que estão a pagar ainda súbitas inflexões  de estratégia semelhantes.

Convém que Bruno de Carvalho se lembre que o Sporting sempre foi assim e que se ambição dele é a unanimidade e o silêncio este é o clube errado. O actual momento deveria constituir também uma boa oportunidade para reflectir sobre o que tem sido feito no sentido de pacificar o clube. Talvez não seja essa uma prioridade e, se assim for, a última coisa que poderá fazer é queixar-se das consequências.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Da jogada de mestre à derradeira sacanice

Imagem roubada ao Rui Malheiro
Foram dois eventos que marcaram e continuarão a estar no topo da actualidade e das conversas dos Sportinguistas: a contratação de Jorge Jesus e a acção de despedimento por justa causa movida a Marco Silva. Serão esses os temas do post de hoje.

O regresso de Jorge Jesus pela porta grande
Era já quase um mito urbano a ideia de Jorge Jesus ser Sportinguista. O facto de o pai o ser e por aí ter nascido o amor pelo clube, até a imagens do treinador ainda jogador ou no meio de adeptos do Sporting numa final do Jamor foram alguns dos vários exemplos apontados para confirmar a sua preferência clubista. Essa é contudo uma questão lateral no momento em que chega a Alvalade. 

Seguramente que, apesar do destaque dado pelo próprio na conferência de imprensa, não foi por isso que Bruno de Carvalho se lembrou de o ir buscar ao eterno rival. Jorge Jesus é um excelente treinador, daqueles cuja a acção pode mudar o curso da história que, reconheça-se, foi o que ele fez nos seis anos que esteve à frente do SLB. É por isso que ir buscar Jorge Jesus é uma jogada de mestre.

Haverá muito tempo para falar de JJ e do que a sua chegada representará para o clube mas é claro que o Sporting ficará mais forte. 
- Será mais forte em termos absolutos porque passará a contar com o melhor treinador nacional, que sabe tudo sobre o nosso futebol. 
- Conhecido como mestre da táctica JJ é muito mais do que isso, é treinador com a melhor ideia de jogo e o que a melhor operacionaliza nos treinos e na competição.
- A possibilidade de ser mais forte também em termos relativos é bem real, por ter retirado a um rival directo o principal alicerce da sua força. Para o confirmar teremos que ver como reagirá o rival.
- É de esperar também que o departamento de futebol veja as suas competências reforçadas, e que tão necessário é para nos aproximarmos dos dois principais rivais.
- Conhecida que é a ambição do treinador intui-se que o nível de rigor e exigência aumentará para todos, desde a SAD, aos jogadores e a todos que trabalham directamente no futebol do clube.
Jesus é caro?
Muito se falou do dinheiro que custa ter um treinador como JJ ou do que a sua chegada representará para a formação. Sobre os custos é óbvio que ter um treinador cuja folha salarial já aparecia entre os mais bem pagos do continente representa um importante desafio para qualquer clube nacional. Mas é bom lembrar que o Sporting consumiu importantes recursos na época passada com aquisições de jogadores dos quais não retirou quase nenhum proveito. Isso sim é que é que é demasiado dispendioso para o clube.

A formação
Sobre o impacto na formação não posso deixar de estar optimista. Imagino que, em condições normais (sem acidentes, lesões ou problemas contratuais) jogadores como Iuri Medeiros, Wallyson, Palhinha, Chaby, Mané, Esgaio,João Mário, Tobias, Semedo, para citar só alguns, poderão ter a oportunidade de fazer vingar o talento que possuem. Cédric, André Martins, Adrien, William estarão mais próximos de consolidar o seu estatuto de titulares no clube e de nomes incontornáveis na selecção nacional. Ora isto é depende tanto de JJ como da direcção da SAD, é bom que se perceba. O anúncio do presidente de que irá chegar mais experiência deverá no entanto ter deixado de sobreaviso muitos dos jovens que se ligaram recentemente ao clube com contratos extensos. Que pelo menos se encontrem soluções que lhes permitam continuar a adquirir competências é uma obrigação do clube.

O lado B
Mas também é bom que se perceba que a chegada de JJ não é garantia absoluta de vitória porque essa, em futebol, não existe. Esse é o perigo principal, o da gestão das expectativas, e como reagirá a massa adepta às primeiras contrariedades que inevitavelmente surgirão no caminho. Do lado B há ainda a considerar o anúncio de mais recursos, o que certamente tornará mais exigente (leia-se mais caro) a renovação ou contratação de novos jogadores. Não menos importante é o facto de JJ vir encontrar uma equipa que ganhou alguma coisa, o que, associado ao já anunciado reforço de meios, será o inevitável contrapeso em futuras avaliações.

A derradeira sacanice
Pouco antes da final da Taça de Portugal Marco Silva fez referências a "algumas sacanices" que lhe foram deixando pelo caminho. Apesar da indignação que terá causado junto da SAD e em alguns adeptos hoje percebe-se melhor que elas existiram.

Afinal a noticia do jornal "A Bola" de 23 de de Dezembro era verdade, apesar de todo o spin que se seguiu para negar a evidência e apaziguar a reacção de incredulidade e revolta entre os adeptos do clube. Afinal José Eduardo era mesmo um porta-voz autorizado, um fiel papagaio, a quem só falta entregar na próxima Gala Honóris o prémio de sócio do ano para a ópera bufa ter um epilogo à altura. Afinal era mentira que o entendimento entre o presidente e o treinador eram verdade, enquanto se coligiam apontamentos para as 400 páginas de acusação.
Faltava agora a derradeira sacanice: deixar Marco Silva atado a um contrato que não se quer que cumpra por que, exercido neste momento, o impede de dar curso à sua carreira. Ora isto assemelha-se mais a um ajuste de contas pessoal do que a qualquer outra coisa.

Não sou ingénuo ao ponto de alcandorar Marco Silva ao altar de santo e mártir. Ficará por saber o que poderia ter sido o trabalho dele sem se sentir permanentemente acossado desde muito cedo. Imagino que no decurso desta tortuosa passagem pelo Sporting se teve que valer de todos os expedientes para se aguentar no lugar e sobretudo não ver beliscada a sua autoridade como líder de um grupo de trabalho. Mas foi justamente nas raízes dessa determinação que nasceu o espírito de corpo que valeu a reviravolta no Jamor. Essa vitória é de todos mas em especial dele e dos jogadores. 

É também uma importante lição para todos aqueles que acreditam que os sócios e adeptos têm sempre uma palavra importante a dizer. Foi por eles que a chicotada psicológica de Dezembro não se consumou com o resultado que hoje se conhece. E são eles que, condenando o tratamento dado a Marco Silva, não se deixam intoxicar pelo miserável spin diário à volta das qualidades pessoais e morais do treinador. Não basta agitar 400 páginas de acusações num cocktail com os tradicionais ingredientes (fundos, empresários, etc) para cada um prescindir do seu próprio juízo.

O Sporting fez uma grande jogada ao contratar Jorge Jesus, tão grande como é pequenina e baixa a forma como decide terminar a relação com o treinador que acaba de lhe oferecer uma Taça de Portugal e finalizar um jejum de sete anos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Sobre Jorge Jesus e Marco Silva

 
O que tem sido dito nas últimas horas por reputados(?) opinadores nos 'media' e, através dos mesmos 'media', por oficiais do mesmo ofício, no caso o de treinador de futebol, tem sido caracterizado pela subjectividade dos comentários produzidos, matizados por considerações de ordem ética mais apropriadas à boca e ao punho de putas virgens ofendidas em dia em que, até à altura, o seu 'azeiteiro' resolve fazer um 'upgrade' do produto que coloca no mercado.

Primeiro e alvo principal, desde logo, Jorge Jesus.

JJ que, na boca de João Gabriel que com ele privou seis anos e tirou montes de 'selfies' reluzindo a plumagem do típico papagaio do pirata, chegou agora à conclusão que o treinador tri-campeão só pensa no seu umbigo e na sua conta bancária. De compreensão lenta, no mínimo, este director de comunicação(?).

Adiante e sigamos para os factos.


A JJ foi-lhe proposta, e bem, por Luís Filipe Vieira, uma renovação de contrato por valores mais baixos e consentâneos com a realidade económico-financeira do clube e do futebol português.
Como profissional e homem livre JJ decidiu não aceitar e partir para outra.
Que crime é que JJ praticou?...
Qual a conduta ética que o mesmo atropelou?...
Nenhuma, nada, népia.
Ponto.



JJ terá sido abordado pelo rival da 'segunda circular', negociou com BdC, e chegaram a acordo.
Quem me garante e aos 'moralistas' de aviário do momento que JJ não se terá despedido de BdC com uma simples frase:
"Ok. Resolva lá o problema com o Marco e, nos termos que acabámos de acordar, diga-me quando e onde quer assinar o contrato."...
Ponto.

Marco Silva.
Uma pessoa que assinou livremente um contrato com BdC revelou-se, para mim, um profissional competente, zeloso dos interesses do clube que representa(va) e acima de tudo um homem íntegro, pese a sua juventude e inexperiência no meio.

Ora se, BdC não partilha desta minha apreciação - está no seu pleno direito e dispõe de informação que eu não tenho - só tem um caminho como Presidente de um Clube de bem: chamar Marco Silva, comunicar-lhe que mudou de opinião, de política, de banqueiro, o que entender, acertar as contas com o mesmo, pagar-lhe e desejar-lhe muita sorte.

Não pode e não deve é, BdC, andar a ou a mandar 'plantar' contra-informação nos jornais acusando MS de ser um Torquemada moderno, ingrato e mau profissional, tentando assim abrir a porta a uma rescisão unilateral com justa causa, logo, sem a correspondente indemnização. Isso, sim, seria mais do que pouco ético. Seria um comportamento miserável.

No futuro próximo, Jorge Jesus e Marco Silva serão avaliados pelos êxitos que, ou não, conseguirem ao serviço do emblema que os contratar.

Luís Filipe Vieira e Bruno de Carvalho serão julgados na altura própria pelas massas associativas encarnada e verde pelos títulos, ou não, que trouxeram para as vitrines dos respectivos museus.
Tudo o resto não passa de falsa beatice.

Ponto final.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Obrigado Marco Silva!

Já se tinha percebido que a coabitação entre  Bruno de Carvalho e Marco Silva há muito que se tinha tornado impossível pelo que a separação era o destino anunciado. Que esta podia ter ocorrido de forma mais prestigiante para o nome do clube, não tenho dúvida nenhuma.

Contratar um treinador para o lugar, com todo o folclore mediático que o processo despoletou, com aquele a ser "o último a saber", era perfeitamente evitável. Já escolher a justa causa como justificação não só é surpreendente como me parece muito difícil de sustentar em sede de julgamento com proveito para os interesses do Sporting.

Resta-me agradecer a Marco Silva a quota parte que lhe cabe pelo regresso aos títulos passados sete anos, em particular os momentos inesquecíveis que se seguiram à conquista da Taça de Portugal. Fiquei com impressão positiva não apenas do trabalho que realizou como a forma como representou o Sporting sempre que foi chamado a pronunciar-se publicamente. Desejo-lhe boa sorte sempre e quando ela não seja incompatível com o nosso sucesso.
Comunicado da SAD do Sporting:
O Conselho de Administração da Sporting Clube de Portugal, Futebol - SAD, informa que foi accionado o processo de rescisão do contrato de trabalho com o treinador Marco Silva invocando justa causa. 

Nesse sentido, foram dadas indicações expressas aos órgãos competentes para de imediato desenvolverem os necessários procedimentos, tendo hoje, Marco Silva sido informado desta decisão com efeitos imediatos. 

Lisboa, 4 de Junho de 2015

O que se sabe até agora sobre a contratação de Jorge Jesus

Até ao lavar dos cestos é vindima ou o célebre o que hoje é verdade amanhã é mentira aplica-se na perfeição ao momento que se vive no futebol português, em particular com a anunciada contratação de Jorge Jesus pelo Sporting. Até que ela esteja confirmada manda a prudência que os comentários sejam apenas os necessários. Mas, ainda com tanta poeira (entenda-se surpresa e assombro) no ar o melhor é ficarmo-nos por ora pelo que diz a imprensa. A selecção recaiu sobre  "A Bola", que desde Dezembro parece estar muito bem informada das movimentações ao mais alto nível em Alvalade.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"Jorge Jesus vai ser treinador do Sporting"

Notícia Diário de Notícias :

O DN sabe que o técnico bicampeão pelo Benfica tem tudo acordado para se mudar de armas e bagagens para Alvalade.

Está garantido. O DN sabe que Jorge Jesus vai ser treinador do Sporting na próxima época. O acordo foi alcançado nas últimas horas. Curiosamente, o treinador vai estrear-se oficialmente pelos leões frente ao Benfica na Supertaça Cândido de Oliveira.

Jesus, o Salvador, ou a repetição de uma longa tradição?

Este artigo estava já escrito ontem, antes de a capa de "A Bola" que ilustra o post ser conhecida.No entanto, como se verá, não era preciso conhecê-la para o escrever.

Jesus o Salvador?
As imagens que se sucederam à vitória no Jamor são bem elucidativas do que (não) são as relações entre Marco Silva e Bruno de Carvalho. Ora, neste momento, isso é um problema muito maior para o presidente do que para o treinador. Para o despedir o presidente teria que encontrar não apenas uma explicação para o acto, mas sim várias. Pelo menos duas de elevada dificuldade para merecerem aceitação da generalidade dos adeptos:

- Porque despede o treinador que pôs fim a um enorme jejum de títulos?
- Se existe a convicção de que o treinador não serve e sobre ele impendem graves acusações* sobre o seu carácter, porque não foi ele despedido logo em Dezembro?
É aqui que a contratação de Jesus entraria como mel. A contratação do melhor treinador em Portugal, que ainda por cima se acaba de sagrar bi-campeão no rival de sempre, reduziria consideravelmente as criticas. O valor do treinador e a componente psicológica associada  ao resgate do principal artífice da recuperação do clube rival - que, recorde-se, até à sua chegada, gastava rios de dinheiro para ficar atrás de nós - teria um efeito anti-inflamatório notável sobre abcesso que criaria o despedimento de um treinador que a generalidade dos adeptos reconhecem ter feito um trabalho pelo menos suficientemente meritório para continuar a cumprir o contrato.

Marco Silva, o fiel de duas balanças
Neste momento tudo leva a crer que ambas as situações - a continuidade JJ no SLB e o assumir do divórcio do Sporting com Marco Silva - possam estar ligadas e que será a segunda (o despedimento de Marco Silva) a ignição que falta para que tudo se clarifique. Uma jogada de elevado risco porque o final está longe de poder ser garantido. No pior dos cenários o Sporting poderia ver o seu actual treinador transitar uns quilómetros acima e ver JJ levantar voo para outras paragens. Esta teoria conspirativa justifica-se, atendendo às forças em confronto. A última coisa que o Sporting deverá fazer é menosprezá-las.

Acreditar em Jesus não é fácil
Não se pense contudo que a contratação de JJ, a ser possível, resolveria todos os nossos males e significaria o sucesso imediato, ao virar da esquina. Contratar o actual bi-campeão significará também um enorme desafio para a SAD do clube, uma vez que é facilmente intuível que JJ não se contentará com os mesmos meios que foram oferecidos a Jardim e a Marco Silva e muito menos assistirá mudo e quedo, sem ter uma palavra a dizer, sobre as aquisições e dispensas a efectuar. Não o imaginar é não lhe conhecer a ambição ou não antecipar problemas semelhantes aos que sucederam com Jardim e agora com Marco Silva.

Repetição de uma longa tradição em curso?
A jogada por trás de uma possível contratação de JJ é ousada mas até é compreensível, pelo valor do treinador em causa. Falta saber o que será Marco Silva no futuro, com condições que não teve agora. 

Não é por acaso que muitos Sportinguistas assistem com alguma perplexidade à actual indefinição sobre a sua continuidade e receiam estar em curso uma já longa tradição no nosso clube: quando parece haver condições para que, sobre alguma estabilidade, o clube possa prosperar, decisões precipitadas, incompreensíveis e sem atender aos superiores interesses do Sporting, empurram-nos para a estagnação e o retrocesso.

*Sobre as acusações ao carácter de Marco Silva é no mínimo inqualificável que se utilize este tipo de expediente como justificação para despedir o treinador e depois se afirme o Sporting como um arauto de valores e mudança. Que se use precisamente os instrumentos da Cofina, como hoje se vê no Correio da Manhã e Record é não ter memória nem amor próprio. Isso é revelador de neste momento qualquer meio é considerado legitimo para se atingir o fim que se pretende.
Sobre as qualidades humanas Marco Silva tem um passado curto mas que fala por si. Quer o testemunho de todos os que trabalharam com ele no passado, quer a trajectória conseguida este ano, apesar das dificuldades evidentes para todos, o confirmam. Do ponto de vista da valia técnica é bom lembrar que Marco Silva conseguiu alcançar sempre ou até superar os objectivos a que se propôs nos quatro anos que leva de carreira. E Marco Silva tem apenas 37 anos de idade. 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Depois da ascensão no Jamor é preciso preparar a aterragem

Ainda com uma miríade de imagens da final do Jamor povoarem a nossa cabeça e a fazerem-nos levitar, é importante que o caminho da trajectória descendente se inicie de forma que a aterragem na realidade seja o mais suave possível. Isto porque as dificuldades da próxima época serão ainda maiores do que as já vividas este ano e estas começarão bem cedo:

- A obrigatoriedade de disputa de uma pré-eliminatória já representa um nível de dificuldade acrescida. Infelizmente, como quase sempre, o Sporting não pode contar com a sorte, uma vez que, para poder ser cabeça de série teria que beneficiar da eliminação simultânea de Shaktar e Ajax. Mesmo que o fosse a tarefa já seria difícil, não o sendo a possibilidade de encontrar um "predador implacável" (Man. United, Valência) é muito real.

- Esgaio, Oliveira, Tobias, William, João Mário, Mané e Medeiros dificilmente comparecerão no inicio dos trabalhos, que deverão ocorrer sensivelmente daqui a um mês. Correndo bem a campanha da selecção no Europeu da categoria, poderão estar retidos até 30 de Junho, data da final. Destes só Esgaio e Medeiros não estão ainda confirmados no plantel.

- O primeiro jogo oficial será a 9 de Agosto, com a disputa da Supertaça ante o SLB, no que se seguirão jogos a um ritmo de quase dois por semana até ao final desse mês, num total de seis em três semanas. Falta ainda saber o nome dos adversários que teremos pela frente para que se possa ter a compreensão integral das dificuldades que nos esperam.

Ora o Sporting neste momento tem praticamente tudo por definir: local de estágio, adversários de pré-época e respectivas datas. Além disso há muitas decisões, quase todas, a tomar sobre a composição do plantel, entre renovações, dispensas e aquisições. As próximas semanas serão cruciais e seguramente que repletas de novidades. Porém a maior dúvida centra-se na continuidade ou não de Marco Silva. Não é preciso ter nascido com dons adivinhatórios para perceber que esta poderá tornar-se na questão de toda uma época.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Taça de Portugal: Carrossel de emoções para o final de um grande jejum

Tive o privilégio de ontem ter assistido no Jamor ao regresso do Sporting aos títulos, interrompendo um jejum que há sete anos se havia iniciado precisamente no mesmo local. Já quase tudo deve ter sido já dito e escrito sobre o sucedido pelo que deixo uma análise pessoal resumida por tópicos sobre este momento que teve tanto sofrimento e amargura como de paixão e alegria desmedida.

Jamor mítico e ultrapassado
Não há em Portugal um lugar como o Jamor para fazer a grande festa do futebol português que é a final da taça. Porque a final da taça não é apenas o jogo que se joga num estádio com uma atmosfera única. É também muito o que acontece nas muitas horas que o antecedem. 

Mas não se deve escamotear a realidade de um palco que acabou ultrapassado no tempo e que hoje, no que diz respeito ao conforto e sobretudo à segurança dos adeptos, está longe dos mínimos desejáveis.  Por razões puramente aleatórias, que se prendem com a conjugação de resultados que determinam os finalistas, os "3 grandes" não se têm encontrado neste local. Veremos o que sucede quando tal acontecer.

Apesar do esforço que se tem feito, de forma pouco convicta, os principais problemas permanecem. E estes são vários, como por exemplo o número reduzido de entradas/saídas que, numa situação de emergência nunca até agora verdadeiramente testada, transformará o local numa armadilha fatal. Sendo este talvez o aspecto mais preocupante, realce-se com outro exemplo o episódio caricato da rega do relvado de forma manual e de alcance reduzido que todos tivemos ocasião de presenciar.

Mas convenhamos que pior que as condições que são mais dificeis de mudar são as decisões incompreensíveis da organização que obrigam os adeptos a permanecer mais de uma hora em filas intermináveis, onde se acumulam tensões e situações de perigo potencial para todos, para que os autocarros das equipas possam passar. Isto já depois de estarmos a meio da segunda década do século XXI e até os miúdos parecem melhor habilitados para fazer uso de toda a panóplia de meios de comunicação...

Grande triunfo em jogo pequeno
De forma sucinta pode-se resumir o encontro a um jogo de ofertas onde o esforço e o erro predominaram sobre a táctica e o talento. O jogo parecia ter ficado decidido muito cedo, com duas falhas monumentais na mesma posição, mas com protagonistas diferentes (Cédric e Miguel Lopes). A forma como ambos abordam os respectivos lances e as decisões que tomam são manifestamente deficientes para jogadores do seu nível e no jogo desta importância. 

A desvantagem numérica e no resultado provocou danos anímicos evidentes na equipa do Sporting levando o jogo para a zona de conforto do Braga, que ficou a viver da procura do erro para lançar as suas habituais transições. O Sporting ficava em grande sofrimento para contornar a superioridade numérica arsenalista, que lhe permitia controlar o jogo.

Talvez tenhamos tido ontem a sorte que tantas vezes parece faltar nos momentos das grandes decisões. Parece-me contudo que a forma como empurramos a decisão para as grandes penalidades foi tanto o justo prémio para a forma abnegada com os jogadores se entregaram, mesmo que muitas vezes com reduzidas doses de discernimento compreensível face às circunstâncias adversas, como castigo para o Braga não fazer muito mais que deixar correr os ponteiros do relógio, pensando que a decisão estava consumada.

Vitória saiu do banco e do inconformismo
No estádio, após a expulsão de Cédric, preconizei precisamente a mesma substituição  que Marco Silva realizou. Essa viria a ser particularmente infeliz, como agora se sabe. Convenhamos também que o cenário era particularmente difícil para gerir a partir do banco. Mas a entrada de Mané e depois de Montero seriam determinantes para que, nos minutos finais, se chegasse ao empate. Mané esteve melhor a fechar o corredor direito que os que aí o haviam antecedido e a presença de Montero entre os defesas arsenalistas foi o factor de desequilibro que afectou a segurança de execução que até aí vinham revelando. Juntamente com o inconformismo dos jogadores, e o acerto de Patrício nos momentos finais do prolongamento e nos penalty's, foram os catalisadores para a explosão de felicidade que se viveria momentos depois.

Momentos de felicidade indescritível
Todas as imagens de felicidade indescritível que se viveram aquando da obtenção do empate e sobretudo quando a nossa vitória foi confirmada, ficaram apenas registadas na memória, apesar de poder ter realizado as filmagens e fotografias de uma vida. Tendo ficado no topo norte, junto ao novo acesso norte, havia espaço para dar largas à alegria e foi isso que fiz e presenciei. Gente que se desconhecia a cair em longos abraços, lágrimas de felicidade (pronto, ok, também deixei lá algumas...), gritos esfuziantes de adeptos a correr sem direcção definida, pessoas abraçadas a rebolar pelo chão ou de joelhos no chão e braços abertos para o ar, agradecendo aos deuses do futebol que tantas vezes parecem esquecerem-se de nós nos momentos importantes. 

Uma felicidade sem adjectivos que contrastou com o espectáculo deprimente de descrença e o desânimo nas centenas que ainda muito cedo começaram a virar costas à sorte da equipa, encaminhando-se para as  portas de saída. A minha leitura sobre este episódio confrangedor não tem maior severidade que constatar que em jogos de final da Taça grande parte do público não é o que habitualmente frequenta os estádios, estando ali presentes por razões que ultrapassam em muito o apreço pelo jogo e ligação ao clube.

Fim de um embaraçoso jejum
Um clube como Sporting, para quem o futebol é sua modalidade mais representativa, não pode estar sete anos a coleccionar zero conquistas. Que o final de um embaraçoso jejum represente o inicio de um paulatino e sustentado regresso à normalidade que tanto ansiamos. Que os passos seguintes, nomeadamente  no que à preparação da nova época diz respeito, sejam cumulados de sabedoria acerto. 

Não finalizo sem agradecer a todos sem excepção  que trabalharam para tornarem possível os momentos inolvidáveis que ontem tive oportunidade de viver. E também a todos com quem tive o privilégio de partilhar todas as emoções: o Bancada de Leão, companheiro de muitos quilómetros, alegrias e desilusões, ao Solar do Norte, local de fervor clubista sem igual, a todos os desconhecidos que me e a quem me abracei, ao Bruno Martins e Hugo Malcato, companheiros de blogue, e Pedro Faleiro a quem voltei a rever, ao fim de muito tempo. E finalmente ter tido a oportunidade de conhecer o Ben Shave himself!

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