quarta-feira, 29 de abril de 2015

Que planeamento está ser feito para o futebol do Sporting?

Existe um projecto para o futebol do Sporting?

Quais são as suas linhas orientadoras?

Que tipo de planeamento é feito? Atende-se apenas ao imediato, cujo horizonte é a época a decorrer ou procura-se fazer uma projecção a curto/médio-prazo?

Estas são algumas das muitas questões que por vezes ocorrem a um adepto que, de longe, vai observando as decisões tomadas, procurando percebê-las, em particular as motivações que as regem e os resultados que com elas se pretende obter.

Antes de escrever este post estive a reler algumas das comunicações mais recentes do presidente Bruno de Carvalho, nomeadamente as que foram proferidas por ocasião do segundo ano de mandato, não tendo encontrado nelas linhas orientadoras que respondessem a este tipo de perguntas. Nada é dito sobre questões estruturantes como, por exemplo, o número de jogadores nos plantéis, a escolha das equipas técnicas, respectivos critérios e objectivos, etc, etc.

Assim, procurei fazer a minha própria interpretação, deixando para a caixa de comentários a possibilidade de cada um aduzir os seus argumentos à discussão. Nela incluirei os temas que me parecem ser os mais importantes para esta análise, feita de forma breve e não tão aprofundada como deveria ocorrer: O treinador, o plantel e a formação.

O treinador
A escolha do treinador não é apenas a escolha de um homem só, mas de uma equipa técnica multidisciplinar, bem como das respectivas ideias, organização e metodologia. Por isso considero uma questão estruturante.

Tendo esse aspecto em conta, bem como "politização" que a questão atingiu, é difícil que o tema não se arraste pela próxima época, especialmente se a decisão for a do afastamento e a este não sucedam melhorias evidentes na performance desportiva. Assim, considerada a importância do cargo e o facto acrescido da próxima época ter inicio cedo e aparentar particular exigência, é muito mau sinal se os rumores da decisão estar a ser protelada forem verdadeiros.

Ora, só o facto de se discutir a permanência do treinador, que foi contratado por quatro anos, ao fim de quase o mesmo número de meses de permanência, é razão suficiente para questionar  o planeamento feito. É também importante saber se, no momento da celebração do contrato, a permanência do treinador ficou indexada a algum "serviço mínimo" que não está a ser cumprido, como por exemplo a conquista de um troféu ou uma determinada posição na tabela.

Considerando, para avaliação do trabalho do treinador, três parâmetros - resultados/classificação nas competições, performance exibicional e liderança - a minha avaliação é favorável. É sempre possível melhorar mesmo até quando se triunfa mas, numa avaliação genérica, e atendendo a todas as circunstâncias e limitações que nos são próprias, não só me parece que o trabalho desenvolvido está a ser aceitável, como não me parece haver razões que demonstrem ou indiciem que evoluir para nível superior não é possível.

Quanto aos resultados/classificação nas competições considero que se cumprirão os objectivos mínimos.

Na Champions League foram vários os factores a oporem-se a melhor destino, o que, de certa forma, também se aplicará à Liga Europa. Neste capítulo, não me parece que não tenhamos feito melhor por culpa do treinador.

No campeonato, apesar de considerar que podíamos ter conquistado mais pontos, parece-me que estamos demasiado dependentes das falhas alheias, quase tanto como obrigados a performances irrepreensíveis para alcançar melhor. Isto é o mesmo que dizer que fazer melhor é possível mas, nas actuais circunstâncias, terá carácter excepcional.  

A conquista da Taça merece tratamento próprio. Dadas as características da competição, não me parece que a sua conquista ou perda devessem ser determinantes para a continuidade do treinador.

Olhe-se para o exemplo de Sá Pinto, quando perdeu a Taça com a Académica, levando um voto de confiança, para depois se verificar a hecatombe que se seguiu. Na outra face da moeda o exemplo de JJ, numa época em que perdeu tudo, para no ano seguinte ganhar com relativa facilidade o campeonato.

O trabalho de um treinador deve ser avaliado de forma muito mais abrangente que o resultado de um jogo de uma final de uma competição como a Taça de Portugal.

A qualidade das exibições deixa-me sentimentos mistos. Não sendo de estranhar numa época longa, foi precisamente com os adversários tidos como mais fracos que coleccionamos reveses mais difíceis de suportar. Mas nem por isso mais difícil de percepcionar.

Ser campeão em Portugal tem a ver precisamente precisamente com a capacidade de somar o maior número de pontos com os não-candidatos ao título, que por norma joga com blocos muito baixos ou genericamente em acentuada posição defensiva. Se a importância das ideias do treinador é fundamental, a qualidade individual dos jogadores não é menor. É ela que ajuda a encontrar as soluções em espaços sobrelotados e com pouco tempo para decidir.

Quanto à liderança do treinador, parece-me a adequada, como parecem indicar quer a ausência de casos de indisciplina - O caso Jefferson não é da sua esfera - quer mesmo, de uma forma geral, as indicações dadas pelos jogadores.

O plantel
O trabalho de um treinador está dependente da qualidade dos jogadores que compõem um plantel. A responsabilidade da sua formação tem estado a cargo da SAD, pelo que esta não se pode excluir das responsabilidades nos êxitos ou dos fracassos.  

É meu entendimento, como anteriormente aqui afirmei, que a composição do plantel principal deveria estar sempre articulada com o da equipa B. E que o número devia ser reduzido, de forma a que os jogadores não estejam privados de competir por largos períodos. A dispensa de vários jogadores a meio da época é a admissão tácita desse facto e poderia ter ido até mais longe. 

Ao número excessivo de jogadores que impeça uma maior rotação, acresce ainda um número considerável de jogadores cujo valor e mérito para fazerem parte dos quadros de um clube com as ambições e estatuto do Sporting é muito duvidoso. Nesse sentido, o planeamento da próxima época constitui um enorme desafio, atendendo ao número de excedentes que vai ser necessário colocar, aos que são importante manter, bem como a quantidade e valor dos jogadores a ingressar. Será determinante não cometer o mesmo género de erros que se observaram nas duas épocas anteriores.

A formação
Não tem sido um ano bom para a formação. Não tem sido bom quer pelos resultados, onde parece muito difícil a possibilidade de alcançar títulos, quer pelo nível das exibições. E as prestações internacionais foram deprimentes, em contraste com o passado recente e com o que os nossos adversários/rivais alcançaram. 

Ao contrário do que parece agora ser conveniente dizer, o Sporting não tem tido resultados apenas na formação de jogadores. O Sporting construiu também uma hegemonia de títulos sobre os seus rivais, como testemunham quinze títulos na "era Academia". O FCP alcançou nove e o SLB oito.

Há vários sinais perturbadores a indiciar a perda de competitividade, quando a hegemonia recente parece já uma miragem. Dois exemplos aleatórios: 

1- Na recente convocatória para a selecção sub-19 o Sporting contou apenas com três convocados, mas este número ascenderia a nove se jogadores que recentemente faziam parte dos nossos quadros - Alexandre Silva (Guimarães), Flávio Silva (SLB), Gilson Costa (SLB), Dálcio (CFB), Gil Dias (Mónaco) José Turbo (Inter Milão) -  ainda estivessem entre nós. Se se aceita com naturalidade que alguns optem por seguir as suas carreiras noutros clubes, já se torna mais difícil de entender como tantos o fazem quase em simultâneo, especialmente considerando o estatuto que tanto se invoca para a nossa formação.

2- Os resultados comparativos de alguns escalões, mais nuns que noutros, indiciam uma abrupta perda de competitividade face ao que conseguiam ainda recentemente face aos mesmos adversários, a que se soma uma inédita ausência de uma fase final.

Um ano é muito pouco para deliberar sobre fim dessa hegemonia, mas os sinais são no mínimo inquietantes.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Moreirense-Sporting: o regresso do Cónego Montero e do Abade Martins

Só o facto de não haver perigo de danos na classificação impediu que assistisse ao jogo de ontem com alguma apreensão. O Moreirense é uma equipa bem orientada, uma das que, do seu campeonato, deixou melhor impressão este ano em Alvalade.

Foi um jogo bom para recentrar  as conversas sobre a equipa e o trabalho do treinador, isto depois de, após o jogo cinzento com o Boavista se terem registado criticas catastrofistas sobre uma e outro. Tal como então afirmei, creio que se extrapolou em demasia, ao não se ter em conta a especificidade de algumas circunstâncias que ocorreram durante o referido jogo.

Curiosamente o jogo em Moreira de Cónegos haveria de começar também com um golo cedo, isto sem que antes não tivéssemos sido sujeitos a um enorme susto, que, a ter acontecido o pior, teria com certeza resultado numa crónica bem diferente.

Do lado das notas coincidentes, saliente-se a ocorrência, pela enésima vez este ano, de mais um golo patético, desta feita ao nível dos distritais. Uma equipa que sofre golos "do nada" é uma equipa condenada a jogar sempre sobre brasas, ou pelo menos inquieta. A excessiva rotação dos centrais pode ajudar a explicar alguns deles, mas está longe de explicar tudo. Um sério problema para uma equipa com as nossas ambições.

Para terminar as notas coincidentes fica a dificuldade revelada pelo Sporting em controlar o jogo, apesar da marcha favorável do marcador não por em causa o resultado. Este facto tanto se deveu a mérito do adversário, como em grande medida em demérito nosso em controlar as movimentações, especialmente de João Pedro.

Outra nota importante importante resultante deste jogo foi o ingresso de quase meia-equipa, apenas um (Tobias) resultante de impedimento, sendo por isso quatro de opção do treinador. Carrilo ficou fora certamente para descansar, atendendo às dificuldades reveladas no final do jogo anterior. O mesmo se aplicará por certo a Adrien. João Mário andava mesmo a pedir banco, uma vez que há vários jogos anda muito distante do que sabemos que pode fazer. Montero foi opção de Marco Silva, e em boa hora o fez.

A inclusão do colombiano acabou por me deixar ultrapassado pelos acontecimentos, uma vez que, se o tempo me tivesse permitido, era minha intenção ter escrito um post sobre o que me parece ser a incompatibilidade de Slimani com os restantes avançados, Montero e Tanaka. Sem querer ser injusto com o argelino, não me restam dúvidas que as suas características e limitações parecem recomendar o seu uso em modo "single" e que as caracteristicas dos outros dois tendem a complementar-se melhor, concorrendo para um melhor entendimento entre eles e, com isso, com melhor aproveitamento.

O caso do Montero já havia aqui inclusive merecido análise do Cantinho, na crónica do jogo com o Boavista. O regresso de Montero aos jogos e aos golos parece-me muito natural, atendendo à qualidade do seu jogo e o que pode oferecer à equipa. E se o seu companheiro tivesse mais um bocadinho que "apenas um bom pé esquerdo", ou seja, se o seu entendimento do jogo se aproximasse mais do registo do colombiano, este poderia revelar-se tão importante como parece poder ser. Isto é, importante sem tantas e tão demoradas intermitências. Um bocadinho mais de agressividade sobre os lances e menos "diletantismo" também lhe fariam muito bem. 

Uma palavra final para André Martins. Está sem ritmo, consequência de demoradas passagens pelo banco e até pela bancada. Ainda assim o que jogou é o suficiente para questionar se o ostracismo a que foi sujeito além de o prejudicar a ele, não encurtou desnecessariamente as soluções disponíveis para a equipa, especialmente nos momentos de maior cansaço, em que uma maior rotação parecia ser necessária.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A MINHA HOMENAGEM

Foto: www.sapo.pt

Dia 26 de Abril de 2015.

Uma data marcante, um dia triste. Ontem faleceu o meu Tio Zé. Partiu demasiado cedo e vai deixar imensas saudades.

É nestas situações, quando a emoção mais aperta, que a tendência para dissertar sobre o sentido da vida mais se reflecte e nem sempre obtemos respostas válidas. Com esses pensamentos surgem as recordações do ente querido que vemos partir.

O meu Tio Zé era especial para mim, como, estou certo, para muitos dos seus amigos, colegas e familiares. Dele apenas guardo memórias gratas o que, pensando uma segunda vez sobre tal facto, é caso bem raro. Pelo menos é-o comigo. A imagem que dele mais recordo, a sua “imagem de marca”, era o seu sorriso, que surgia genuíno sempre que nos cruzávamos, fossem esses encontros esperados ou espontâneos. Era um daqueles sorrisos mágicos que me acolhia de imediato, ainda antes de confirmar da sua boca as palavras sempre meigas que tinha para oferecer. O efeito era pronto e ainda antes de iniciar a conversa com ele, sabia, de forma instintiva, que quando terminasse o nosso diálogo estaria mais satisfeito, mais… pacificado. Há pessoas assim, que têm o dom de transmitir uma espécie de paz interior àqueles em que esta teima em fugir constantemente.

Era especial para mim também porque foi com ele que vivi alguns episódios marcantes. Um deles, em especial, definiu-me também naquilo que sou hoje. Foi com ele que iniciei, a sério, o meu sportinguismo, numa ida a um jogo de andebol do Sporting no pavilhão gimnodesportivo Afonso de Paiva, em Castelo Branco. A minha primeira experiência ao vivo. Na minha estreia era ele que se encontrava ao meu lado. Quando décadas mais tarde, no advento da blogosfera, dei inicio ao meu primeiro blogue, um dos primeiros posts desse blogue relata esse episódio. Foi com a emoção, o entusiasmo e o nervosismo dele; com a racionalidade, às vezes mesmo pessimismo, do meu Padrinho; a contenção e os sofridos silêncios do meu Pai e os comentários, celebrações e desilusões partilhados com o meu irmão e os meus primos que cresci e se moldou a maneira como me manifesto e sinto o SCP hoje em dia. Não há reunião familiar sem que o tema Sporting não venha à baila. Será, talvez, o nosso tema comum preferido. Ainda hoje, para ver ocasionalmente o meu primo Filipe, são os desafios de futebol transmitidos na Tv que servem de pretexto para nos juntarmos no café. Isto tudo porque ontem também foi um dia histórico para o SCP ao conquistar a meia dúzia de troféus europeus no Hóquei em Patins, a nossa segunda Taça CERS e eu quero pensar, acredito mesmo nisso, que não foi apenas uma coincidência e que nesta mais recente e gloriosa conquista de Igualada, a jogar a final-four na Catalunha contra dois adversários catalães, há dedo dele… Do meu tio Zé. De certeza…Não lhe passaria em claro… Logo a ele que adorava desporto tendo sido dirigente desportivo por muitos anos, inclusivamente presidente de direção de um clube ecléctico e com vocação e actividade predominantemente formativa, o Desportivo de Castelo Branco.

E o Sporting ao conquistar este título, homenageia também um devoto e fervoroso adepto leonino. Uma honra especial a um entre muitos milhões de leões. Na sua despedida.

Quanto às respostas que menciono no inicio do post e que todos filosoficamente procuramos, a procura pelo sentido da vida é contínua, mas hoje, para mim, um pouco menos, porque tive o privilégio de ter tido enquanto Tio um ser humano (e sportinguista) excepcional. A vida, quando partilhada com gente que nos faz (fez) feliz, só pode valer a pena.



NOTA: peço desculpa aos leitores se o tom do post for excessivamente pessoal e também pela sobreposição do post do LdA.

Taça CERS, a vitória do sonho, do inconformismo e da dedicação

As vitórias do Sporting são de todos mas há algumas, pela história que lhes está associada, são mais de uns que de outros. A conquista da Taça CERS ontem é um feito notável para o universo do Sporting Clube de Portugal mas é sobretudo o triunfo do sonho, da perseverança, do inconformismo e da dedicação ao clube e à modalidade de um Sportinguista Extraordinário: o Engº Gilberto Borges.

Breve resenha histórica
A história do hóquei em patins no clube é feita de grandes conquistas, muitas delas pioneiras para a modalidade e para o desporto português. Mas é também constituída por momentos de completo ocaso e até extinção. Para não recuar muito no tempo, lembramos o abrupto desaparecimento da modalidade em meados da década de 90 (94-95), depois dos anos de ouro, em que o clube conquista tudo o que havia para conquistar, como foi aqui lembrado no post anterior.

Segue-se uma tentativa de ressuscitar a modalidade que, novamente de forma abrupta, foi interrompida após seis épocas. A meio da época de 2004/05 fica-se a saber que a modalidade iria ser extinta. Diga-se em abono da verdade que foram anos de agonia em divisões secundárias e, quando finalmente alcançamos a primeira divisão, foi tão surpreendente como decepcionante ver desaparecer novamente o hóquei em patins.

2010/2011 a época do renascimento
Inconformado com a extinção, ante os pergaminhos da modalidade no clube, o Engº Gilberto Borges constitui uma equipa que vai reconstruir pedra sobre pedra a escada que permitiu ao Sporting voltar a a inscrever ontem o seu nome nos titulares das grandes competições internacionais de clubes. Em 2010/2011 o Sporting volta a competir a nível sénior, depois de desde 2005 o fazer em escalões de formação, acumulando até à meteórica subida à primeira divisão os títulos nas divisões secundárias.

Foi nessa altura, por ocasião de uma tertúlia realizada no Solar do Norte, que tive a ocasião (deve ler-se HONRA, sim, em maiúsculas) de conhecer o mentor do projecto, assim como alguns dos miúdos que o acompanharam. 

Se me dissessem que, passados poucos anos, estaríamos a viver o momento que ontem tivemos ocasião de desfrutar, provavelmente considera-lo-ia um exagero do momento, provocado pelo intenso fervor clubistico que os eventos deste tipo suscitam. Mas pelo, pouco que tive ocasião de observar, o Engº Gilberto Borges não é um homem de promessas, é um homem de feitos e de convicções fortes. E de uma simplicidade contagiante que quase passa despercebido. Hoje por mais que queira e assim o sua natureza o reclame, é impossível não o lembrar e agradecer-lhe cada segundo que roubou a si e aos seus para nos oferecer este momento tão especial e saboroso. Que, aposto, na cabeça dele, já está quase encerrado, estando já a congeminar como fazer mais e melhor. 

Obrigado Eng.º Gilberto Borges!

Uma excelente medida, porém ainda incompleta
Tive a oportunidade de aqui elogiar a medida tomada pelo actual Conselho Directivo, por ocasião do IX Congresso Leonino, de fazer regressar a modalidade ao seio do clube, depois de anos de incompreensível "incubação externa". O êxito agora alcançado é o fruto apetitoso que agora se pode saborear, e também um exemplo e um ensinamento.  Não só para o que é o caminho a seguir noutras modalidades (por exemplo a Associação de Basquetebol tem as nossas camisolas a disputar um titulo nacional) mas também no próprio hóquei em patins, onde os escalões de formação continuam ainda em incubação externa ao clube.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dois grandes passos de regresso à história


A imagem que ilustra o post refere-se ao dia 19 de Julho de 1977. Uma multidão preenchia as varandas do aeroporto da Portela e muitos mais aguardavam cá fora pela equipa campeã europeia de hóquei em patins. A equipa de Ramalhete, Sobrinho, Chana, Rendeiro, Livramento, treinada pelo mago José Torcato. 

Foi primeira equipa portuguesa a conseguir um titulo europeu e logo o titulo máximo. A este feito associar-se-iam os titulos de 1984 (CERS) e de 1981, 1985 e 1991 (Taça das Taças). 

Quando o Sporting começar a disputar a final four da Taça CERS no sábado, pelas 19.30 (hora portuguesa, transmissão na SportingTV), está a retomar o seu caminho natural, depois de uma longa hibernação, da qual foi necessário ressuscitar a modalidade.

O futsal é uma modalidade mais recente, mas é actualmente dominada internamente pelo Sporting. Hoje, pelas 21.30 (transmissão Eurosport), no Meo Arena, o Sporting luta pela consagração internacional.

Em nenhum dos referidos torneios o Sporting parte como favorito. Como aliás não o era em 1977 quando quebrou a hegemonia espanhola no seu próprio reduto. Mas ao estar presente nas respectivas decisões, o Sporting cumpre os requisitos indispensáveis para poder lutar pela vitória. 

Foi assim, estando presente nos grandes momentos, que se construiu a história dos grandes clubes, dos quais o Sporting Clube de Portugal é um nome incontornável.

Créditos da foto para o Armazém Leonino

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O que é estranho no caso oferta de jogadores por atacado

Há mais de um mês que a noticia circulava em alguns círculos mais ou menos restritos, tendo agora chegado ao conhecimento do grande público, através primeiro do Jornal de Noticias e, passado cerca de uma semana, pelo jornal online MaisFutebol. Segundo a mesma, o Sporting teria concedido autorização para, em seu nome, alguns empresários apresentarem a diversos clubes jogadores do clube em pacotes para possíveis transferências.

Inicialmente pensei tratar-se de mera especulação, achando por isso que seria prudente não a comentar sem esperar novos desenvolvimentos. Essa prudência era ainda mais recomendada pelo facto de não haver qualquer reacção do clube, reforçando a ideia de contudo a noticia de ontem do MaisFutebol contém alguns pormenores que merecem um pouco mais de atenção. 

Na referida noticia o empresário cujo e-mail está no centro da polémica nega estar mandatado pelo clube, afirmando que se trata de uma "iniciativa da minha agência, única e exclusivamente.". Isto é desmente-se a si mesmo, o que já nos diz alguma coisa sobre o próprio e a natureza da sua "iniciativa". 

Mas ainda mais estranho é o jornalista, tendo tido a oportunidade de o fazer, não o confrontar com a contradição. Tive oportunidade de colocar a questão ao referido jornalista mas não me foi dada qualquer explicação. Foi-me dito apenas que a noticia antes de ser publicada foi várias vezes verificada junto de diversas fontes, como aliás mandam as regras da profissão, não tendo eu motivos para duvidar desse facto. Aliás a impressão mediática do referido jornal online e de muitos dos profissionais que nele editam é a melhor. Tal não invalida a pertinência da questão que levantei uma vez que do seu esclarecimento resultaria muito melhor compreensão do que realmente está a acontecer.

Do outro lado está a reacção do clube que, até agora, não passou de um desmentido informal ao mesmo jornalista, sem que se conheça outra reacção que a esta negação na terceira pessoa. Atendendo à importância da matéria, parece-me pouco. 

É muito pouco até, uma vez que o Sporting deixa que terceiros usem o seu nome para se apresentar como mandatados sem o devido reconhecimento por parte do clube. Além de uma falsa declaração, trata-se de uma interferência perigosa e abusiva  sobre um dos maiores patrimónios da SAD - os passes dos jogadores - e por isso tendente a lesar os seus interesses. Acresce ainda que o próprio se ufana de "ter boas relações com o Sporting".

Fica por avaliar os efeitos que este tipo de noticias produz no espírito dos jogadores e respectivos representantes ou no valor que o mercado atribuirá a este tipo de acções. Por exemplo, o JN (ver peça acima) dá como este imbróglio como o principal motivo para a falha na transferência de Jefferson em Janeiro e a subsequente altercação com Bruno de Carvalho.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Scheiße happens, ou mais um funeral em Munique

Quando ontem assistia à hecatombe do FCP em Munique ocorreu-me, em jeito de brincadeira, que os alemães enganaram os portistas com um velho truque de futebol de rua: quando uma equipa de bairro alcança a superioridade relativamente aos seus vizinhos acaba por ter dificuldade em arranjar adversários. Para conseguir resolver esse problema vai aos bairros dos vizinhos jogar propositadamente mal para, depois, na volta sová-los na sua casa, apanhando o adversário confiante que é possível ganhar. Não foi isso que aconteceu, claro está.

Acidente de percurso?
Desenganem-se os que pensam que o que ontem aconteceu na capital da Baviera foi um acidente. O acidente tinha acontecido uma semana antes, com o Bayern a dar 3 borlas de avanço, o que abriu a porta do sonho dos portistas. Um sonho que afinal era apenas a premiere de um pesadelo, que pode ocorrer com uma larga maioria de equipas que se cruzem com os alemães. Já sabemos o que isso é, já tivemos o nosso quinhão. Nestas matérias não há bandeiras imaculadas, e quem ri por último pode ser apenas o próximo a ser o alvo do riso alheio. Com tantos anos de futebol há quem ainda não tenha percebido isto...

Há perder e há sair derrotado
Perder com o Bayern ou mesmo ser eliminado com uma grande diferença de golos é uma ameaça real da qual não há nenhum clube que se possa considerar a salvo. E perder, por mais desagradável que seja, é um dos três resultados possíveis em qualquer jogo de futebol. Já sair dobrado sobre o peso de uma goleada, sem quase nada ter feito para o contrariar, transidos de medo e petrificados ante o espectro da derrota é o maior sacrifício a que pode ser sujeito um adepto de futebol. É também a punição severa mas correcta para quem abdica da sua identidade e dos melhores princípios, deixando-se à mercê dos acontecimentos. Como adepto, são estas as derrotas mais difíceis de superar. 

É a táctica estúpido, ou o como o dinheiro não é tudo 
O poder económico dos clubes explicam grande parte das diferenças conferidas pelos resultados. Mas não explicam tudo. Ninguém duvidará que o FCP podia ter feito muito melhor, com estes mesmos jogadores, especialmente depois da improvável vantagem alcançada na primeira mão. Ou que o dinheiro aplicado em alguns deles poderia ter tido melhor uso. Os fundos voltarão à liça, mesmo que na semana passada os seus mais acérrimos detractores estivessem particularmente amnésicos. Contudo, independentemente da fonte e do montante, tão ou mais importante do que ter dinheiro continua a ser saber gastá-lo.

Por o dinheiro não ser tudo é que o PSG, com orçamento descomunal, perdeu a eliminatória com o Barcelona por uma diferença de 5-1. E o City e outros gastadores já lá não andam há algum tempo e não é por falta de talento dos seus jogadores. Ou que, por exemplo, o Brasil não é campeão do Mundo mais vezes. O papel dos treinadores é cada vez mais diferenciador.

domingo, 19 de abril de 2015

Sporting- Boavista: manobras de auto-motivação

Manobras de auto-motivação
O jogo de hoje teve circunstâncias demasiado especiais para se poder associar a uma conjuntura em que parece haver um decréscimo na qualidade exibicional. Mas ainda assim vou fazê-lo, parecendo-me que a principal razão está num aparente relaxamento, hoje agravado por um golo demasiado cedo e o conhecimento antecipado da derrota do que parece ser o único rival na luta pelo último lugar do pódio. 

Parece assim que equipa vai arranjando alguns motivos para ter que se empregar a sério, sofrendo uns golos patéticos e expulsões de cariz semelhante. É possível que na cabeça dos jogadores esteja já apenas a final do Jamor. Se tal pode ser de certa forma compreensível, é particularmente perigoso. O baixar do nível competitivo pode ser fatal, uma vez que a final são 90 ou no máximo 120 minutos, onde tem que se estar no melhor nível, o que não sucede de um abrir e fechar de olhos. Fica o aviso.

O que vai na cabeça de Marco Silva?
Tendo em conta o que foi dito no parágrafo anterior, são difíceis de perceber as opções de Marco Silva. A saída de Miguel Lopes foi a única obrigatória, já manter Rosel e Tanaka para deixar Slimani (ou até mesmo Montero) e William só se compreendem ou por menor condição fisica dos preteridos ou avaliação para o futuro dos preferidos. O problema é que ambos os escolhidos dão muito menos ao nosso jogo, a que se juntou o facto de João Mário e Nani estão muito longe do seu melhor. O primeiro andou grande parte do jogo escondido e sem conseguir pegar no jogo e o segundo está à vários jogos sem conseguir criar os desequilíbrios de que tanto precisamos. Tem sido Carrilo a assegurar o liquidar da factura.

Laterais em queda 
Quando o construção do nosso jogo passa muito pela procura de amplitude, com o aberturas para os laterais carrilarem o jogo para combinações com os extremos, este ressente-se quando esse caminho é barrado pelos adversário. Pior ainda quando a essas acções acrescem uma incapacidade quase total para se opor à estratégia adversária ou criar alternativas. Se de Cédric há pouco a apontar no momento de defender, Jefferson foi quase sempre displicente e desconcentrado nesse capítulo. Ambos quase nada de positivo fizeram no ataque. Com tanta gente no centro do terreno e com João Mário a revelar o problema acima aludido, era óbvio que não seria fácil dar a volta à ameaça do décimo empate que pairava no ar.

Tó Tó Bias?
Que dizer da segunda expulsão de Tobias em Alvalade? Que foi o último a falhar, mas nem por isso o principal culpado. Parece-me apenas que a falta seria escusada, tendo em conta a proximidade de Patrício. Se assim não foi o sacrifício pessoal pelo colectivo não pode deixar de se realçado, uma vez que a ser golo, ficaríamos numa situação muito complicada. Já da displicência de Jefferson só se pode dizer que a fazer-se ao lance com este nível de empenho nem nas peladinhas das praias do Brasil tem lugar.

Os pormenores
1- Para quem quiser perceber a importância de ter ou não um central com capacidade de construir jogo convido a ver a segunda-parte, quando entrou William Carvalho. Se o que virem não chegar, olhe-se para a estatística: apesar de jogar apenas metade do tempo, foi o nosso terceiro jogador com melhor percentagem de passes (88%) o que não seria nada de especial se não se associasse o número conseguido: 30! Mas ao contrário de Paulo Oliveira (90% - 48) ou Cédric (91% - 31) não foram meros passes para o colega mais próximo. Foi muito por aqui, com as bolas que saiam dos pés de William a rasgar as linhas compactas do Boavista, que o nosso jogo melhorou no segundo tempo.

2- Continuo a pensar que lhe falta qualidade técnica, mas é visível uma evolução, em particular a forma como estica o nosso jogo, pela forma como lhe dá profundidade. Falo de Slimani, hoje mais uma vez a apontar um golo decisivo.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

3 ideias depois da vitória do FCP sobre o Bayern

A vitória do FCP sobre o Bayern não deixou ninguém indiferente muito pelo seu carácter excepcional: foi a primeira vez que o colosso bávaro perdeu em Portugal e, como se tal não bastasse, os alemães sofreram nesse jogo tantos golos como haviam sofrido em todos os jogos anteriores por aqui disputados. O carácter excepcional desse resultado merece aqui meia-dúzia de linhas agora.

Começando justamente por aí, pelo carácter excepcional, é minha convicção que o azuis e brancos beneficiaram de uma conjunção de factores que tonaram possível uma vitória que, pelos números verificados, dificilmente assistiremos à sua repetição. As lesões de jogadores determinantes na frente de ataque e três golos literalmente oferecidos foram alguns desses factores.O mérito, que não pode ser diminuido, esteve em saber aproveitar as circunstâncias. Deu seguramente muito trabalho a ter a sorte que teve.

Aparentemente a vitória do FCP não tem nada a ver com o Sporting, mas tem. Como aliás têm todos os resultados que as equipas portuguesas conseguem nas competições europeias. A rivalidade que resulta de apenas um clube poder ser campeão todos os anos choca com o interesse comum em conseguir o maior número de pontos nas competições europeias. É a forma de garantir a presença do maior número de equipas no ano seguinte na Liga dos Campeões, competição que não apenas confere prestígio como o suporte financeiro para manter a competitividade. 

Essa necessidade é mais premente em clubes de países como o nosso, com pouca capacidades de expandir o público alvo e este tem reduzida capacidade económica. Não somos apenas poucos, são poucos os que podem acorrer as vezes que gostariam ao futebol e ao dispêndio que lhe está ligado. A isso soma-se uma Liga pouco atractiva, para lá dos clássicos e derbys. As receitas obtidas internamente são insuficientes para permitir o mínimo de competitividade internacional e a ideia de nos termos que circunscrever ao nosso pequeno rectângulo futebolístico é contrariar a ideia de grandeza que acalentamos para os nossos clubes.

Do rescaldo da vitória inesperada do FCP e do que disse acima deixo três ideias para reflexão e discussão:

- Há ou não necessidade de uma estratégia comum para o futebol português, de forma a criar uma base de entendimento para uma reflexão critica sobre os quadros competitivos, desde as formações de base até às seniores? Temas como o número de equipas, como contornar os efeitos da Lei-Bosman, por exemplo, são obrigatórios. 

- Os fundos. A vitória do FCP ante o Bayern, ou sobretudo as finais do SLB e Braga, mais a conquista da Liga Europa nos últimos anos devem relançar a questão sobre que alternativa há para contrariar a cada vez maior distância para os grandes clubes europeus. 

- O dinheiro não é tudo, os jogadores e os treinadores continuam a ser os actores principais. Os melhores são os mais caros e os que falham menos. É essa a explicação para a eliminação com o Wolsburgo, que ontem foi sovado em casa pelo Nápoles. Como então disse, teria bastado o Jackson para estarmos na eliminatória seguinte. E já não vale a pena falar sobre o jogo de Maribor...

- O Sporting tem recebido mais do que tem dado, uma vez que tem retirado mais do que tem contribuído para o ranking dos clubes portugueses. Certamente que não há nenhum Sportinguista que se reveja neste quadro. A actual estratégia desportiva e económica é a mais adequada para nos aproximarmos dos dois rivais?

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A propósito do regresso do ciclismo

Por ocasião do dia das mentiras, há cerca de duas semanas, alguém se lembrou de ressuscitar uma noticia que ainda não o é: o regresso do ciclismo ao Sporting. A noticia gerou algum entusiasmo, até se ter feito a imprescindível verificação de calendário. Na altura lembrei-me de escrever duas linhas a propósito, o que vou fazer finalmente hoje, um dia bom para falar de modalidades, no dia seguinte à qualificação da equipa de andebol para a final da modalidade, a disputar com o FCP.

Sobre a possibilidade do regresso do ciclismo ao clube tenho uma opinião que é capaz de não estar em linha com a da maioria. A modalidade foi das que primeiro me pôs em contacto com uma camisola do clube, ao tempo em que a rivalidade entre nós e o rival acima da estrada se estendia também às estradas. Tive a felicidade de ver Joaquim Agostinho de verde e branca vestida, enfrentando o rival de então, Fernando Mendes. Sorte que se havia de repetir uns anos mais tarde, com o final trágico que hoje se conhece. 

O ciclismo, nas décadas do século passado, cumpria uma função que o futebol não lograva. Este, por se circunscrever aos estádios, era muitas vezes vivido em diferido e era o ciclismo que levava as camisolas dos clubes e respectivas emoções quase até à porta das pessoas, especialmente as que viviam longe dos grandes centros. Como certamente aconteceu com muitos da minha geração acabei por me tornar um adepto da modalidade, coisa que há muito deixei ser. Aos poucos foi nascendo em mim a convicção que os campeões nesta modalidade são os que conseguem fugir ao controlo antidoping e a paixão pela modalidade desvaneceu-se. Para quem gosta de ficções a oferta é hoje não só farta como diversificada. 

Tudo isto para dizer que se a ideia de fazer regressar mais modalidades ao seio do clube preferia que a escolha recaísse noutras, que não o ciclismo. Por exemplo, uma das que clama a nossa atenção é o basquetebol, que joga com as nossas camisolas, mas vive da carolice de meia- dúzia de apaixonados pela modalidade e pelo clube. A Associação de Basquetebol do Sporting Clube de Portugal foi criada fez no passado dia 14 três anos e conta já com mais de um cento de atletas federados, entre séniores femininos - a equipa mais representativa e que se qualificou para a fase final do respectivo campeonato da primeira divisão - até às escolas em ambos os sexos, Sendo uma modalidade de pavilhão e ainda por cima com uma tradição de grandes campeões e vitórias, quem sabe a construção do tão desejado pavilhão não seria a altura para reparar a injustiça que se cometeu quando se obrigou os sócios a escolher entre ela e o andebol. 

Os custos são muitas vezes apontados como o principal óbice à aposta nesta ou naquela modalidade. Ora, fazendo bem as contas, o que por vezes se gasta num perneta para dar uns pontapés na bola mas que nem merece a água do banho dava e sobrava para devolver alguma da grandeza que muitos de nós já tivemos a sorte de presenciar.




segunda-feira, 13 de abril de 2015

O jogo em Setúbal foi um aviso premonitório ou mero acidente de percurso?

Como dizia ontem, o jogo de Setúbal foi tudo menos brilhante. Este veio-se juntar a outros jogos menos conseguidos. Inevitavelmente o foco das atenções volta-se novamente para Marco Silva, o responsável técnico da equipa. Há quem peça a cabeça do treinador por razões meramente politicas - o que deixou de ser novidade em determinados sectores desde Dezembro - ou porque acham que o seu papel esgotou no que ao crescimento da equipa diz respeito.

A questão é importante, sendo claro, neste momento, que a equipa se afastou do melhor futebol que já praticou na época que ainda decorre. Da análise das causas desse afastamento, especialmente da que for feita por quem tem a capacidade de decidir, será definida a continuidade ou extinção da ligação do treinador ao clube. Atendendo à importância do cargo será uma das decisões sobre as quais se construirá grande parte da sorte da próxima época.

A primeira pergunta que me parece importante colocar é que importância atribuir ao jogo de ontem em Setúbal, no contexto da época e no que foram jogos com equipas de valor e registo futebolístico semelhante. Se atendermos às melhores exibições da época, pode-se dizer já que há uma matriz:

- quase todas se registaram com adversários de grande valor (Shalke, Wolfsburgo, FCP, SLB), registando-se maiores dificuldades em fazer valer uma hipotética superioridade com equipas mais pequenas, incluindo com o Maribor, na Liga dos Campeões. 

Daí que não me pareça ser precipitado concluir que o jogo com o Setúbal se veio juntar a tantos outros desta época, não havendo grande novidade por esse lado.

Onde estamos a falhar então?

- na escolha do adequado modelo de jogo para superar as dificuldades especificas que este tipo de adversários coloca?

- na incapacidade dos jogadores se auto-motivarem para estes jogos, especialmente agora que a equipa tem os horizontes praticamente limitados ao lugar onde se encontra?

Não tendo uma capacidades adivinhatórias, prefiro esperar mais algum tempo para emitir uma opinião sustentada sobre o trabalho de Marco Silva. Neste momento é óbvio que existe uma pressão mediática sobre o seu trabalho, cujas razões são diversas e conhecidas de todos. Dai que prefiro  aduzir a esta discussão aquilo que me parecem ser questões muito especificas do jogo em Setúbal e que me parecem estar a ser negligenciadas na respectiva apreciação:

- A habitual dificuldade em jogar com equipas muito reactivas e pressionantes sobre a construção do nosso jogo, especialmente quando a bola saia do central para o lateral, para o qual não me parece haver ainda uma solução alternativa válida. Essa alternativa é perfeitamente possível de ser trabalhada e construída, mas obrigará certamente a pensar se ela é possível com jogadores muito macios ao contacto e pouco talhados para sofrer à procura da bola como alguns que ontem jogaram (Rosel, João Mário, Tanaka, Carrilo e Mané) em simultâneo.

- Num plantel como o nosso não é exactamente a mesma coisa jogar com William, Nani e Slimani e substitui-los de uma assentada por Rosel, Mané e Tanaka e esperar que os respectivos efeitos não se façam sentir no jogo. As comparações são inúteis, tão notórias são as diferenças. Porém a ausência do ponta-de-lança argelino, num jogo formatado para a sua presença, foi gritante. Na brincadeira dizia eu quando o Jefferson mandou "um centro para o quintal": "olha ele está à procura do Slimani". Não é muito fácil "mudar o chip" colectivo para necessidades tão diversas como meter a bola na cabeça do Slimani ou fazê-la chegar pelo chão a Tanaka, por exemplo.

- O jogo de Setúbal não deixa porém de constituir alguns aviso que seguramente são desnecessários, tamanha é a evidência e que voltamos a repisar:

- A ausência de Nani  vai ser notada, especialmente a do melhor Nani do inicio de época, que ainda não voltamos a ver de forma consistente. A sua substituição tem tudo para ser dolorosa. Poderá ser um pouco como termos que nos habituar a andar no carro do costume depois o tio rico nos ter emprestado o Aston Martin durante um ano. Contudo fica um caminho aberto para a esperança que a solução passe por um colectivo melhor articulado e consistente e menos dependente de soluções individuais milagrosas.

- Será muito difícil manter o nível se, à saída de Nani, corresponderem também a saída de Carrillo e William.

Ainda sem conclusões definitivas, é minha convicção que esta equipa, na sua configuração actual - plantel e treinador - tem ainda por onde crescer. Esse crescimento passa em muito pelo amadurecimento que resulta da acumulação da experiência e da estabilidade. A falta traquejo nos momentos decisivos foi notória por exemplo, na tremideira da recente segunda-mão da meia final da Taça de Portugal.

domingo, 12 de abril de 2015

V. Setúbal - Sporting - o regresso de Olegário

O Sporting cumpriu sem grande brilho a obrigação de ganhar hoje em Setúbal. Não foi brilhante porque encontrou um adversário determinado em contrariar-nos, muito reactiva e bem preparada para o nosso jogo. Após um começo dificil, sem conseguirmos ligar o jogo, acabamos por nos impor e chegar à posição de um confortável 2-0 ao intervalo. Vantagem pouco duradoura, que terminaria com um belo golo adversário, mesmo que algo consentido. Depois apareceu Olegário, a fazer uma prova de vida, quando já muitos não nos lembraríamos dele. Ganhamos, apesar dele.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Os grandes temas desta Primavera / Verão: investidores, renovações, publicidade, caso Doyen, etc.

A noticia que é hoje capa no jornal "O Jogo" será com certeza um dos principais temas de conversa dos próximos meses. Está em causa a estrutura accionista da SAD e no limite a perda da maioria do capital. Não sabendo ainda o crédito que a noticia merece, fica a constatação do óbvio: o mistério à volta do(s) titular(es) dos dezoito milhões são o principal combustível das especulações, que certamente não ficarão por aqui. 

Confesso que o meu maior temor neste tema não é ainda a perda da maioria da SAD - que não é bem a mesma coisa que a perda do controlo - mas sim que a solução que venha a ser encontrada para cobrir aquele capital seja apresentada de forma dramática, sem aparente alternativa, ao jeito de "ou isto ou caos".

Este será um dos grandes temas desta Primavera / Verão que alimentará seguramente grandes e acaloradas discussões. A ele juntar-se-ão com toda a certeza as renovações de alguns dos jogadores mais influentes do actual plantel (e obviamente as contratações e dispensas), a continuidade de Marco Silva, a publicidade nas camisolas, o caso Doyen / Rojo (inicio do julgamento aprazado para Maio), entre os principais. Que nenhum deles supere em interesse a tão desejada festa no Jamor é o meu desejo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

Perceber a contestação a Marco Silva


A minha amiga Ana, "companheira" de inúmeras discussões blogosféricas, resumiu muito bem, num comentário na sua página do Facebook, um dos aspectos cruciais na contestação que se seguiu à derrota em Paços de Ferreira. Escusam de corrigir, há empates que sabem a derrota e o ocorrido na última jornada foi um deles. Diz então a Ana (que cito com a devida autorização): 

Há muita gente que não perdoa o facto de o Marco Silva ter ganho em popularidade quando o presidente decidiu auscultar a mesma junto dos adeptos com o triste episódio de Dezembro. Num jogo em que poderíamos ter ganho por muitos e que acabámos por empatar à custa de falhanços incríveis dos jogadores, o que leio por aí é que a culpa do desaire foi do treinador... Tirar o Slimani? Sacrilégio! O mesmo Slimani que se fartou de entregar bolas ao adversário e que o único golo que marcou até eu o conseguiria concretizar. Foi só encostar. É que nem havia hipótese para atirar à figura do guarda-redes, ao lado, à trave ou ao poste. O único destino possível da redondinha só podia ser mesmo o fundo das redes. Claro que esta gente toda sabe que se ele tivesse ficado em campo, teríamos marcado os que a equipa toda falhou durante os 75 minutos que ele esteve em campo. Cada vez menos pachorra para as discussões da bola...

Como dizia acima, este será um dos principais motivos para a contestação ao treinador: a clivagem que ficou entre os mais fervorosos apoiantes de Bruno de Carvalho e o treinador. Como dizia na altura sobre o episódio de Dezembro, aludido pela Ana, resultou claro que ficou algo por resolver. Quando assim é, o mais natural é que as respectivas consequências venham a surgir nas curvas do caminho, isto é, quando os resultados não são os esperados.

Um dos pontos mais criticados, e também muito bem desmistificado pela Ana, é a substituição de Slimani, pelo que não vou voltar aí. Fácil é também invocar o nome deste ou daquele jogador para o lugar deste ou daquele, porque um jogador que não joga “pode” ser sempre melhor dos que os que jogam, especialmente quando não se ganha. Infelizmente não há jogadores que estivessem de fora dos convocados – Adrien estava castigado – com potencial para emprestar à equipa um acréscimo exponencial de valor, como por vezes se pretende.

Quanto às substituições em geral, cuja importância, na minha opinião, é frequentemente inflacionada, raras vezes elas provocam alterações substanciais ao curso de um jogo, e muitas delas resultam do carácter aleatório do jogo do que da intervenção directa do treinador. Claro que, quando um jogador acabado de entrar marca um golo no primeiro toque que dá na bola, é fácil transformar o treinador num visionário, mas vejo isso muito mais como um acidente do que propriamente como sabedoria. Raras vezes assistimos à viragem do curso de um resultado de um jogo pela acção directa das substituições mas, quando tal acontece, não podemos falar apenas de um golo marcado ou sofrido, temos que haver muito  mais a referir do que apenas isso.


Não sou dos que acho que Marco Silva tem de estar acima de toda a critica. Aliás, de todos os treinadores que “conheço” com muito maior curriculum que o nosso actual treinador, e mesmo entre os que prefiro, não conheço nenhum que não tenha cometido erros que tenham prejudicado as equipas que dirigem ou dirigiram. Mas, com é óbvio, e como a Ana muito bem salienta, o jogo de Paços de Ferreira não deveria ser o motivo para contestar o trabalho do treinador, quando os pontos perdidos resultaram de falhas individuais de jogadores de campo, algumas delas imperdoáveis, mas fora do âmbito do trabalho de um treinador.

Que pode fazer o treinador ante falhas como as que assistimos em frente à baliza do adversário ou à displicência de João Mário no lance que resulta no golo sofrido?

Farei na altura própria o balanço do trabalho de Marco Silva. Neste interim recordo-me de várias  exibições e resultados que me surpreenderam pela qualidade como de outros onde penso que o trabalho do treinador poderia ter ajudado a conseguir melhores resultados. Peso esse misto de sentimentos com a análise do valor dos adversário que nos precedem na classificação e tendo a concluir que, mais ponto menos ponto, superá-los dependia muito do nosso mérito como do seu próprio demérito.

domingo, 5 de abril de 2015

Paços de Ferreira - Sporting Master Class de desperdicio em jogo "diferente"

Aprenda a desperdiçar o que pode ser uma vitória fácil, tornando-a num empate castigador, poderia ser outro título para o post sobre o jogo de ontem na Mata Real. Um jogo estranho ou paradoxal do Sporting, por se ter afastado daqueles que me parecem ser os melhores princípios já exibidos esta época - gestão da posse de bola e respectiva circulação - e mesmo assim ter construído oportunidades de golo suficientes para golear um adversário com valor. A testemunhar esta estranha opção estão as estatísticas: O Paços de Ferreira ficou atrás de nós no número de cantos e oportunidades de golo mas acabou por cima em tempo de posse de bola, embora se deva também salientar que, em termos atacantes fez de Rui Patrício um espectador com vistas privilegiadas para o jogo.

O jogo foi de tal forma paradoxal que um dos que poderia ter saído como um dos seus "heróis", caso a goleada possível tivesse sido alcançada -  o treinador Marco Silva -  acaba chamuscado por um desperdício de mais dois pontos e por uma substituição - Slimani - que só se pode entender caso a condição física do argelino pudesse fazer perigar a sua participação no jogo com o Nacional, na segunda mão da meia-final da Taça, na próxima quarta-feira. Um resultado lamentável, em que acabamos por fazer a triste figura de inocentes cordeirinhos pascais, quando podíamos e devíamos ter "morto a presa" nas tantas ocasiões em que a tivemos à disposição. 

Não termino sem antes desejar uma boa Páscoa para todos.





quarta-feira, 1 de abril de 2015

3 ideias para o plantel do próximo ano: manter, aumentar, reduzir.

Começam a surgir as primeiras noticias sobre possíveis movimentações  - entradas e saídas - relativas à formação do plantel do próximo ano. Algumas delas não passarão de especulação pura, provavelmente a maior parte delas, mas há um fio condutor comum a quase todas, que é o que dá conta da eventualidade de o número de jogadores a entrar e sair ser considerável.

Independentemente da credibilidade dos rumores, o tema tem interesse e será por isso aqui hoje analisado. Para tal escolhi três ideias centrais que me parecem dever ser observadas para que o plantel do Sporting possa melhorar o seu nível competitivo: manter, aumentar e reduzir. À priori parecem que estas ideias são antagónicas, julgo que perceber-se-á no final que não.

Manter
O primeira ideia tem a ver com a estabilidade e vai em contra-ciclo com os rumores que apontam para grandes mexidas. O Sporting só tem a ganhar se mexer pouco na estrutura que suporta o plantel há duas épocas. A saída de Nani está já anunciada e é inevitável. Daí que o esforço pedido para que os jogadores que têm formado o núcleo duro dos 18 jogadores mais utilizados tenha que ser maior. E maior porque, como sabemos, alguns dos jogadores que compõem esse lote aproximam-se rapidamente do final do contrato, o que obriga a renovar ou a negociar os seus passes.

Compreender-se-á por isso que alguns deles saiam, até pela necessidade de realização de mais-valias que sustentem uma boa saúde financeira, menos aceitável será a debandada geral. Tal obrigaria a reconstruir a equipa, num ano em que seria desejável e até exigivel um inicio ao melhor nível, por força do que se espera venham a ser os compromissos de qualificação para Liga dos Campeões.

Na mesma linha parece-me incluir-se a manutenção do treinador. Isto porque é minha opinião que ela, não sendo obrigatória ou indispensável, seria desejável. Tal como uma maior articulação com o treinador na formação do treinador, o que notoriamente não aconteceu no ano anterior. Mudar de comando técnico e efectuar mudanças estruturais no plantel é certamente um risco que desejavelmente se deveria evitar.

Aumentar
Subir de nível competitivo é não apenas desejável como obrigatório para que o clube possa alcançar mais do que ficar estacionado indefinidamente abaixo dos dois lugares cimeiros. Para que isso aconteça melhorar a competitividade interna e acrescentar qualidade é imprescindível, parecendo insuficientes em alguns pontos cruciais.

A este nível parece-me faltar um elemento ao centro da defesa, que possa não só aportar mais qualidade à já existente, como oferecer luta pelo lugar a Tobias, Oliveira e Ewerton, se este permanecer. 

No  meio-campo muita coisa poderá acontecer, pelo que o exercício é mais difícil sem saber que elementos irão permanecer. Na actual configuração talvez falte sobretudo mais rotatividade, tendo sido notório que alguns elementos acusaram o esforço pedido de forma consecutiva. É meu entendimento que Martins e Wallyson poderiam ter intervido mais com ganhos para todos.

Nos três lugares da frente será muito difícil substituir Nani e muito mais será se Carrillo também sair. Mantendo-se o peruano será bom dar-lhe concorrência. Onde o upgrade é necessário é no centro do ataque, porque é cada vez mais claro que Slimani e Montero não têm tudo o que é preciso.

Reduzir
Um clube que tem na formação uma das fontes primordiais de recrutamento tem de ter canais abertos para a circulação de jogadores desde a base. Até por razões motivacionais, porque sem horizontes de promoção a acomodação dos jogadores é quase inevitável. Daí que não faça muito sentido planteis extensos, com mais de dois jogadores por posição, sendo as falhas por lesão ou castigo supridas pelos jogadores do escalão inferior. Da A pela B e desta pelos júniores. Plantéis curtos promovem a competição interna e tendem a fornecer mais oportunidades a todos os jogadores.

Obviamente que, para que tal suceda sem grandes perdas, é necessário que na formação dos respectivos plantéis os critérios de selecção sejam muito mais rigorosos do que o mero preenchimento numérico. O número actual de jogadores sobre contrato, alguns deles bastante prolongados, seria um dos grandes principais óbices à obtenção deste objectivo.

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