sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Que estratégia para a equipa B?

Se tivesse que definir numa palavra apenas o que, da minha posição de observador, vem sucedendo desde o inicio de época no plantel da equipa B ela seria: turbulência. Se  tivesse que adicionar uma adjectivação ela seria: excessiva.

Ainda no inicio dos trabalhos já aqui me havia referido a algumas opções de acerto mais do que duvidoso. Volto agora a algumas delas, a que junto outras de forma avulsa e que resultam de ideias que voltaram à agenda recentemente.

Problemas com o talento
Começo por realçar um notório problema com o talento e com jogadores que até agora não se conheciam problemas de empenhamento ou disciplinares: 


(i) A facilidade com que se prescindiu de Farley, um dos melhores, mais promissores e mais evoluídos do lote de recém-chegados a seniores. 

(ii) O súbito ocaso de João Mário, que de quase opção de reforço da equipa principal passou a aquecer o banco da B. 

(iii) O recente exílio de Tobias Figueiredo, um dos melhores na sua faixa etária e posição a nível nacional, para um clube que é mais conhecido pelas performances no hóquei em patins, não pode deixar de me espantar.

Gosto pelo ares do mercado
A tremenda facilidade de recorrer ao mercado contratando jogadores que acabam por fechar o espaço à progressão dos que já se encontravam em Alcochete, sem que a sua qualidade o justifique. Hugo Sousa, Sambinha, Dramé, Enoh. 


Um procedimento em tudo idêntico ao seguido pela gestão anterior com os resultados que se conhecem. Todas estas compras mesmo que a "custo zero" representam despesa. 

Não seriam por exemplo melhor aproveitados os recursos se continuassem a oferecer aos Sportinguistas a possibilidade de ver os jogos da equipa B em casa?

Dar os de fora o que não se concede aos da casa
O Sporting parece disposto a oferecer aos de fora o tempo e a paciência que vai negando aos que cresceram no seu seio. Veja-se a chegada de Enoh e o empréstimo de Betinho.
Veremos que produção atinge o primeiro e quantos minutos terá o segundo. Ou o de Tobias Figueiredo, que o Sporting estava disposto a trocar por um jogador que acabou por preferir a Académica. 

Elevador em constante sobe e desce
Mexidas constantes no lote de jogadores já no decurso da competição, com subidas de juniores do primeiro ano, acumuladas com descidas de elementos do plantel principal, num vaivém constante.

Que papel o de Abel?
Não posso deixar de falar em Abel, o actual treinador. Como é óbvio é muito fácil culpar o treinador mas depois do que foi dito acima é também injusto olhar para ele como único réu. É muito difícil de construir o que quer que seja quando a não existe estabilidade e se prescinde de jogadores de evidente qualidade em favor de outros cujo valor está ainda por provar. 


Mas quem vê a esta equipa B jogar facilmente percebe que há muita coisa a melhorar nos seus processos de jogo. Este não potencia o valor dos jogadores, não os tem feito evoluir, de tal forma que não se afigura com muita facilidade que alguns destes jogadores possam vir a constituir opção válida – isto é, sem grande perda – para Leonardo Jardim no próximo ano.

Politica de renovações chapa 5
Foi aqui também objecto de análise em post anterior. Tendo oferecido a quase todos os jogadores que acabaram de subir a seniores um prolongamento da ligação por mais 5 anos, sem distinções de valor,  o Sporting ver-se-á em breve a mãos com um problema:  falta de espaço para incorporar novos valores que saiam dos juniores, tendo em simultâneo que “aguentar” alguns dos “renovados” que, tendo contrato, não têm qualidade para jogar no Sporting. E são vários… 


Quantos jogadores dos juniores poderão subir em cada ano  à equipa B? Das duas uma: ou quase nenhum ou a equipa B terá nos anos que se seguem plantéis bastantes numerosos, ou, ou…

A maldição da braçadeira
Para o fim mas não menos importante o “caso Reis”. Dizer que foi emprestado é uma figura de estilo. Um jogador com o passado dele no clube e nas selecções, a que se abre a porta de saída sem se lhe ter concedido uma real oportunidade e ainda por cima se põe uma clausula de compra de ridículos 500 mil euros é dizer-lhe adeus e felicidades.

Já quase ninguém se lembra das reacções do ano passado aquando da venda de dois jogadores de qualidade (e pelo menos um de idade) por provar ao Barcelona por cerca de 1,8 milhões de euros.


Essa falta de memória tem uma grande componente selectiva porque não deve ser muito agradável ser-se confrontado com a ideia de quase se ter imolado pelo fogo de indignação por 2 jogadores que quase não jogaram desde que saíram. 

O que dizer agora de Reis ?

Há uma estratégia para a equipa B? Se há ela não é muito fácil de entender.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Últimos desenvolvimentos: Shikabala pode abalar sem chegar a aterrar

O empresário do jogador confirmou há pouco à Antena 1 que o jogador pode não chegar a embarcar para Lisboa. A exigência, feita pelo Sporting, de não querer receber o jogador sem que este resolva por completo o litígio com o seu ex-clube é a razão por trás deste aparente retrocesso e o motivo que o levou a não ter embarcado hoje para Lisboa.

O mesmo empresário adianta que, tendo em conta o que resta para o mercado fechar, talvez não haja tempo suficiente para concluir as negociações. 

Recordo que o atleta tinha rescindido por falta de pagamento e o Zamalek está agora fazer exigências consideradas incomportáveis.

A manter-se o impasse Shikabala pode abalar sem sequer chegar a aterrar.

Actualização:

O jornal "A Bola" dá conta de versões contraditórias entre Jorge Teixeira, empresário português, e Samir Abdel Tawab, ambos reivindicando direitos de representação do jogador. As declarações ao jornal do empresário português:

"Não sei com quem é que o Sporting está a negociar, nem como, nem quais foram os contornos do negócio. Há todo o interesse em trazer Shikabala para Portugal e o jogador tem muito interesse em vir para Portugal, mas acho que o processo não foi conduzido da melhor maneira e, na minha opinião, o Sporting, que também já foi informado de quem seria o agente oficial do jogador, ainda não fez nenhuma diligência para apurar os reais responsáveis pela gestão da carreira do atleta. Neste momento ninguém pode dar qualquer garantia. A negociação no Zamalek está a complicar-se e a saída de Shikabala, conforme tínhamos estabelecido, pode ter outro tipo de contornos, e, em função do tempo que nos resta, não sei se vamos a tempo de concretizar a transferência".

O agente egípcio por seu turno garante que o jogador estará amanhã em Lisboa.

Sporting encontra nos saldos artigo de primeira

Ao exercer antecipadamente o direito de opção sobre Montero e pelo valor de 2 milhões de euros (900 mil pelo empréstimo, 1,1 milhão pela totalidade do passe) o Sporting assegura a contratação de um artigo de primeira pagando por ele um valor de artigo de saldo. Um excelente negócio!

Mahmoud Abdel Razek Fadlallah: para que lado sairá a bala egipcia?

Mahmoud Abdel Razek Fadlallah chega hoje a Lisboa e, ao que tudo indica, deverá assinar um contrato que o ligará ao Sporting ao que resta desta época e mais as 4 que se seguirão. Nome de guerra: Shikabala!

Trata-se de um jogador talentoso, aquele tipo de jogador capaz de fazer "coisas diferentes". Talento esse que é confirmado de forma muito mais segura do que o simples visionamento do Youtube, onde qualquer perna de pau pode aspirar com facilidade ao estatuto de craque. Dizem-no os analistas e confirmam-no 2 treinadores portugueses que se cruzaram com ele no Zamalek e Al Ahly, se bem que em circunstâncias diferentes. 

Isto dito, concluio que o Sporting identificou bem as necessidades mais prementes do seu plantel: precisava de alguém com o que vulgarmente se chama capacidade de explosão, criatividade e improviso, de forma a contornar os autocarros ou a demolir os muros que os adversários constroem à frente das suas balizas.

Infelizmente Carrilo precisa de mais tempo, sou incapaz de desistir do seu talento, até porque está ali à mão de semear. Wilson Eduardo é um pouco como o comboio do Zeca Afonso: vai de Queluz à Cruz Quebrada, mas se for preciso deixar-nos em Entrecampos já é mais difícil. Capel está a fazer a sua pior época desde que chegou a Alvalade e o seu futebol perdeu fulgor e influência. Carlos Mané tem ainda pela frente muitas piscinas e alguns inevitáveis pirolitos pela frente.

O que pode então trazer Shikabala que não tenhamos ainda no plantel? 

A possibilidade de colocar essa capacidade de improviso tanto numa ala como no centro do terreno, como um 10 clássico. Sendo um esquerdino, é capaz tanto de conduzir a bola em diagonais a partir da direita ou em profundidade,  como de a colocar à distância, embora as decisões de carácter individualista levem a primazia. É um bom executante de bolas paradas e um remate poderoso, sendo capaz de executar belíssimas assistências. A aceleração de que é capaz de imprimir aos lances é por vezes letal.

Mas a fama de troublemaker aterrou primeiro que ele em Lisboa e esse é o primeiro obstáculo que Shikabala terá que superar. As versões variam consoante o emissor. Cajuda tem uma versão diferente de Manuel José. Entende que ele foi vitima da disputa entre o Zamalek e o Al Ahly, o que acabaria por contribuir para se ver impedido pela FIFA de jogar durante 9 meses. Porém, e isso é pelo menos um bom sinal, ambos concordam que se trata de um jogador com qualidades acima da média. 

Mais preocupante do que as consequências que teve que enfrentar pela refrega entre os 2 clubes mais poderosos do Egipto é o seu próprio carácter. Pelo menos se for verdade o que Manuel José afirma: "criou um estatuto de vedeta, do qual não se consegue libertar. Perdeu a humildade e arranja problemas permanentemente. O problema dele é que se 'endeusou' muito cedo, convenceu-se que era ele e mais dez, sem se preocupar com a equipa e pensando que todos tinham de lhe desculpar os erros cometidos. Esse é o problema dele". Tudo o que um plantel aparentemente tão coeso e focado como o actual dispensa de bom grado.

Se o talento do jogador parece ser consensual, as dúvidas sobre o seu carácter e as suas condições endógenas para triunfar também não parecem suscitar dúvidas. Mais do que ninguém, terá que ser o próprio, pela sua postura e comprometimento, a desmentir um passado que nos diz que, com 27 anos e talento, tem ainda muito que provar. 

É uma luta contra o tempo que também não será muito no que resta da época. Com a recente eliminação da Taça da Liga o egípcio tem apenas 1.260 minutos à sua disposição para demonstrar que merece o talento que recebeu e a oportunidade que o Sporting agora lhe concede. Isto partindo do principio que se encontra em condições físicas para poder constituir opção imediata para Jardim. 

O Sporting foi ao souk futebolístico do Cairo comprar uma bala de aparente bom calibre, falta saber se sairá pelo cano da espingarda ou pela culatra, como parece tem sido frequente.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Perceber o tamanho do monstro antes de o combater


Muito se tem falado do plano apresentado pelo Sporting para a reorganização do futebol português. Decorrerá seguramente muito tempo antes que qualquer um desses pontos venha a ser discutido, burilado e constituída uma qualquer versão final para votação. 

Tenho sérias dúvidas que o futebol português queira enveredar por um caminho de auto-regeneração e por isso não me espantaria que a actual direcção do Sporting complete o seu mandato sem ver uma única alínea de qualquer regulamento alterada por força desta iniciativa. Uma afirmação categórica como esta apoia-se no histórico recente ou longínquo de operações semelhantes. 

Quem não se lembra do processo que conduziu às alterações dos estatutos actualmente vigor, que se arrastou por meses e colocou em causa o reconhecimento da própria FPF pelos organismos internacionais UEFA e FIFA? 

Se alguém pensa que o poder que o FCPorto actualmente detém nasce debaixo das pedras da Invicta, ou é produto de qualquer conspiração dos deuses no nevoeiro que se levanta frequentemente entre a famosa muralha fernandina e as praias da Foz e Matosinhos mais a sul, é provável que ainda acredite no Pai Natal. Não é esse o caso certamente daqueles que acompanham, mesmo que à distância, o futebol português. 

Cada vez que se fala em mudar uma simples virgula num qualquer regulamento, as respectivas implicações são radiografadas, dissecadas. Depois de apurados os benefícios e eventuais prejuízos que as putativas alterações podem significar no seu status quo, ou respectiva replicação em cascata no dos seus apoiantes, a luz verde pode até nem surgir por mera demonstração de força.

A este poder tem o SLB tentado ripostar, com alguns frutos, mesmo que pouco evidentes. A tentativa falhada de eleger Fernando Seara revelou pelo menos que já conta com apoios suficientes para abrir a discussão. Fica ainda por perceber porque puseram um pé apoiado nos patins de Fernando Gomes, que viria a ser eleito. 

O Sporting conta com alguns dirigentes eleitos nos órgãos federativos como adeptos confessos - p.ex. Vítor Pereira e Hermínio Loureiro - mas aqui o verbo contar tem seguramente outro significado que nem o novo Acordo Ortográfico consegue explicar. O Sporting viveu os muitos últimos anos a olhar-se ao espelho, demasiado preocupado consigo mesmo, incapaz de se adaptar à realidade, tornando-se numa presa fácil de contrariar. Esse distanciamento é agora muito difícil de contrariar porque o poder e quem à volta dele vive e gravita não gosta de vazios.

Para se ter uma ideia do que representa fazer alterações em regulamentos no futebol português é preciso lembrar que existe a Liga Portuguesa de Futebol, uma entidade de génese corporativa, que congregava os "patrões" do futebol português e que, por força da entrada em vigor da nova Lei de Bases, perdeu grande parte do seu protagonismo e influência. 

Grande parte do seu poder escorreu novamente para a FPF. Agora já sem o poder despótico das associações que vigorava nos anos 80, com os Pintos do Porto - o já falecido Adriano e o agora Lourenço - sem poderem lançar os seus tão famosos como abjectos xitos. Ainda assim para se fazer passar qualquer mudança de virgula nos actuais estatutos e regulamentos - muito do que o Sporting quer passa por aí - o clube teria que ter do seu lado 50% dos votos dos delegados de uma A.G: federativa. 

E quem são os delegados? Por inerência de funções são os abaixo descritos:

Os presidentes das 22 Associações regionais de futebol;

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP);

A Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF); 

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF);

O  Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF);

Associação Nacional dos Dirigentes de Futebol (ANDIF);

Associação Nacional dos Enfermeiros Desportivos e Massagistas de Futebol (ANEDAF); 

A Associação Nacional dos Médicos de Futebol (AMEF)

Estes, cada um com direito a 1 voto, encarregam-se de eleger mas 55 delegados, num processo que passa por longas negociações, que mais não são do que trocas de cadeiras por favores.

Para quem então não se apercebeu as supracitadas ANTF, ANDIF, ANEDAF, AMEF são associações criadas sob emanação superior de um tal gabinete da torre das Antas, assim que se conheceram as mudanças que a nova lei de bases iriam implicar e existem apenas como esteios complementares.

Lembro que o Sporting até agora falou apenas com a (i) direcção da FPF, (ii) os clubes de futebol da Liga que se quiseram fazer representar em Alvalade, (iii) com os partidos com representação na A.R. Ficaram de fora toda imensidão de pequenos clubes dos campeonatos não profissionais que, sendo mais, conseguem comandar as respectivas associações. Da APAF nem vale a esperar o que quer seja embora eu entenda que o Sporting deveria auscultar a sua opinião uma vez que eles são os agentes directos da actividade. O mesmo se aplica às restantes, embora muitas delas não sejam muito mais do que um endereço postal.

Convencer metade mais um de todos estes votos para decisões simples -  as mudanças estatutárias são mais complicadas - é o trabalho que o Sporting tem pela frente. Para muitos deles não basta convencê-los que é bom para o futebol em geral mas para eles em particular. 

De fora ainda ficam todas as alterações legislativas que teriam que ser aprovadas na Assembleia da Répública, onde certamente muitas destas matérias estão longe de ser prioritárias, até porque algumas delas foram objecto de pronunciamento no ano que acabou de findar.

É este o Adamastor que o Sporting tem pela frente. Creio que demorará muito até se mudar o nome para Boa Esperança.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A praxe que vitimou o Sporting e o comunicado que vai longe de mais

A actualidade nacional tem andado marcada nos últimos dias pela polémica das praxes e pela tragédia do Meco. O post de hoje vai fazer um paralelismo com essa realidade aplicada ao futebol nacional e em particular as factos que conduziram ao afastamento do Sporting da Taça da Liga.

Mais uma vez praxados
Enquanto o Sporting andava entretido com os seus próprios problemas e com a divulgação do seu guião para a reforma do futebol português, os dux's veteranorum do futebol português arquitectavam mais uma das muitas praxes em que o futebol português tem sido pródigo e o Sporting uma vitima predilecta. De costas para a onda que se ia formando, os responsáveis pelo departamento de futebol do Sporting não repararam que em breve iriam ficar em desvantagem e numa situação delicada que levaria a sua equipa principal a ver afogadas as pretensões de continuar na competição. 

Ao longo dos anos praxes como estas visam não só demonstrar quem realmente detém o poder mas também enfraquecer o Sporting. Um clube grande como o nosso tem nas vitórias o seu oxigénio, quem nos praxa sabe que sem esse precioso recurso, e tendo que correr em apneia, a nossa força diminui. Por isso elas surgem sempre que o clube se reergue e demonstra o seu pundonor e inconformismo com o destino que lhe querem impor.

Uma onda com duração de de 94 minutos de altura
Como já foi assinalado aqui na caixa de comentários e noutros locais, a desvantagem dos famigerados quatro minutos de atraso de que o FCPorto deliberadamente beneficiou foram apenas os derradeiros e uma margem de segurança bastante ténue, que o decurso dos acontecimentos acabou por ampliar. Na verdade, a vantagem decisiva já a havia conseguido ao beneficiar da vantagem de jogar noventa minutos da 2ª jornada da competição  sabedor do resultado que o Sporting alcançara precisamente perante o Maritimo. Por sinal nessa vantagem de um golo há que incluir um golo de legalidade duvidosa, mas isso é apenas um "pormaior". 

Porque foi essa a ordem dos jogos e  não a inversa? 

Alguém  acha que foi casual que, numa competição em que o factor primordial de desempate era o número de golos marcados, o FCPorto joga a precisamente a segunda jornada sabendo quantos golos precisava para ficar em vantagem na jornada final?

Quem foi responsável ou responsáveis pela marcação dos jogos com essa ordem? 

Porque é que no Sporting ninguém se apercebeu da desvantagem, que se revelaria fatal, em que acabava de ser colocado, lavrando desde logo o seu protesto? 

Alguém se esqueceu de fazer os trabalhos de casa. Tal permitir-nos-ia agora uma posição mais confortável, cortando pela base os argumentos de que a nossa reacção é mero mau perder.

Comunicado que vai longe de mais
Concordo com a quase totalidade do comunicado ontem emitido pelo clube. O Sporting deve fazer tudo o que está ao seu alcance para lutar pelo que entende o que é seu de direito e no sentido de desmascarar quem entende que todos os meios são legítimos para atingir os seus fins. Mas não posso concordar com a vontade nele expressa de, em caso de decisão que não favoreça as suas pretensões, o clube, para o ano, não se apresente na sua máxima força na Taça da Liga ou em qualquer outra competição.

Legitimidade
As razões da minha oposição estribam-se desde logo na questão da legitimidade. Do ponto de vista institucional e do respeito pelos estatutos do clube - que nem sequer fui consultar - não me surpreende que a direcção da SAD ou do clube esteja mandatada para tomar uma decisão como a de apresentar uma equipa menor. Já a de não se inscrever na prova tenho sérias dúvidas. Mas para lá do que é a estrita legalidade, não me parece curial a tomada de uma decisão deste teor e importância sem auscultar a opinião dos associados.

Coerência
Igualmente não me parece que o Sporting dê de si mesmo uma imagem de coerência quando ainda há dias criticava o Marítimo por se apresentar com segundas escolhas e coloque a si mesmo a hipótese de imitar este comportamento. 

E depois porque não faz o mesmo nas outras competições, em que não foi prejudicado apenas uma vez mas várias? 

Porque não preconiza o mesmo para a Taça de Portugal, de onde foi afastado como sabemos no jogo da Luz?

Porque não se propõe fazer o mesmo na Liga Zon/Sagres onde colecciona os lances mais ridículos da arbitragem e que, a não terem existido, o colocariam neste momento na posição de líder?

O que é afinal o espírito leonino?
Como dizia umas linhas acima um clube grande como o Sporting alimenta-se de vitórias. Na situação em que o Sporting se encontra, isto é, sem vencer uma competição há 4 épocas, não me parece que possa escolher qual é quer ganhar, antes sim querer ganhar todas e qualquer uma. 

Abandonar a Taça da Liga é concorrer para diminuir as suas próprias hipóteses, ao fim e ao cabo uma auto-mutilação. 

Não é isso o que procura precisamente quem se nos atravessa ao caminho? Uma decisão como estas está longe de ser pacifica e uma fonte de controvérsia interna que necessariamente enfraquecerá o clube. Infelizmente o comunicado já divulgado coloca o Sporting numa posição de não retorno e tal, por si só, já concorre para nos fragilizar e deixar muita gente a rir-se de satisfação.

O Sporting em que me revejo é um Sporting que, contra tudo e todos se for preciso, não desiste mesmo sabendo da desigualdade de meios, da iniquidade implacável que caracteriza os seus inimigos,  luta sempre para ganhar. 

E há vitória mais saborosa do que gritar "VENCEMOS" na cara dos que nos vão espalhando óleo pelo caminho?

domingo, 26 de janeiro de 2014

Futebol português: Os anjos, os demónios e o palhaço


4 minutos que o futebol não precisava
Confesso que prefiro falar do futebol que se joga nos relvados mas infelizmente acabo por ter que dividir as atenções também com o futebol de bastidores. Infelizmente os episódios do último sábado acabam por determinar mais uma descida aos subterrâneos do futebol português. Os tais quatro minutos de atraso que se registaram no jogo do Dragão e o penalty já nos minutos finais, que acabaram por ditar o apuramento do FCPorto, foram acontecimentos que reforçaram a descredibilização do futebol português e, por isso, eram totalmente dispensáveis.

O palhaço
É feio pontapear alguém que está no chão, como é caso de Paulo Fonseca. Não o faria não se tivesse ele metido com o Sporting. As suas afirmações foram tão ridículas como o nariz vermelho, os sapatos e fato sobre-dimensionados daqueles personagens que estamos habituados a ver no circo. Só que em vez de me fazer rir fizeram-me sentir pena. Pena pelo seu esforço inglório em se colar a uma forma de estar e falar "à Porto" quando o máximo que consegue é fazer os adeptos azuis ter saudades do mal-amado Vítor Pereira. Pena porque,tal como aos palhaços, já ninguém lhe dá muito crédito naquele lugar.

Depois de ter passado um mau bocado ante a reservas do Marítimo e sobretudo perante os apoiantes da sua equipa, apareceu impante ante as câmaras. Ao invés de explicar o que tinha corrido mal, preferiu atirar-se ao Sporting e a uma pretensa festa, que não teve lugar. Quando o repórter teve a ousadia (que lhe pode sair bem cara, como já sucedeu a outros colegas de profissão) de lhe perguntar como tinha visto do banco a festa do Sporting, alegou tratar-se de informações prestadas. 

Os informadores deviam mesmo estar atentos ao que se passava com o Sporting em Penafiel, pois ninguém o avisou que, com o golo de penalty, estava apurado para as meias-finais. Se o tivessem feito tinham evitado que Paulo Fonseca fizesse a figura de parvo de mandar a equipa rapidamente de volta para o seu campo, precisamente o contrário do que deviam fazer perante uma situação como aquela. Voltou a mentir de forma desajeitada na conferência de imprensa e foi infeliz com o "isto foi uma vitória à Porto!". Pela dupla interpretação da frase e por lembrar as dificuldades para bater em casa as reservas da equipa que sofre mais golos na Liga.

Demónios
Não vou perder tempo a discutir a legalidade do lance da grande penalidade. Não porque não tenha opinião sobre ele, mas porque a minha opinião é muito menos importante que todos os factos que envolveram o lance.

Jogavam-se os últimos minutos de um jogo cujo inicio foi deliberadamente adiado para terminar mais tarde. O penalty está longe de ser claro e é peremptoriamente marcado pelo mesmo árbitro que, semanas antes, esteve envolvido num lance decisivo que prejudicaria um concorrente directo.

Num outro país qualquer estes factos não passariam de coincidências. Em Portugal é preciso ter nascido ontem ou ser muito mais do ingénuo para não estabelecer entre eles uma relação de causa e efeito. Ninguém atrasa um jogo deliberadamente quatro minutos se dele não pretender tirar vantagem. 

Num jogo tão imponderável como é o futebol como é que alguém age desta forma se não está seguro de poder controlar não apenas esses imponderáveis como também de poder determinar o curso dos acontecimentos?

Falta a última das coincidências, talvez a mais importante de todas. O clube envolvido é mais uma vez o FCPorto. Os últimos 30 anos estão pejados de exemplos de batota, hoje conhecidos de todos, com contornos semelhantes aos do jogo do passado sábado, e tendo sempre como actor e beneficiado comum: o clube de Pinto da Costa. Porque é que ontem poderia ter sido diferente?

Pois até pode ter sido. Pode ter acontecido apenas futebol, mas esta é mais uma das muitas vitórias que o clube azul arquiva no seu palmarés com nódoas e cheiro a trapaça. Esse é o selo que o tempo de Pinto da Costa deixará na passagem pelo clube azul e que se vislumbrará como uma marca de água em cada troféu conquistado. Infelizmente essa suspeição contaminou há muito o futebol português também, tornando-se num dos seus maiores problemas.

Anjos
O Sporting tomou uma posição publica sobre os acontecimentos através do seu presidente. Já foi vastamente mencionado por muitos comentadores de  que o clube poderia ter feito muito mais do que apenas queixar-se do atraso registado no jogo do Dragão. 

Concordo. Mais do que queixar-se o Sporting deve agir e tomar consciência que está envolvido numa guerra. Guerra que escolheu, e quanto a mim bem, ao afrontar a generalidades dos interesses instalados e directamente o FCPorto. Tendo no seu núcleo duro um elemento como Inácio, que conhece por dentro o modus operandi - fez parte do FCPorto como jogador, treinador-adjunto e principal no período em que este, lançando mão de todos os meios hoje conhecidos de todos, consolidou o seu poder - só por distracção, negligência ou ingenuidade poderia achar que os todos os "poderes" do Dragão não seriam usados.

Não creio que pudesse haver um resultado muito diferente, face aos acontecimentos. O Sporting não se devia ter alheado não apenas do inicio do jogo no Dragão - recordo que a equipa do Sporting entrou para o terreno de jogo, após o intervalo, ainda o Penafiel estava no balneário - mas sobretudo da marcha do marcador. Não foi assim. A dada altura, e até pelas substituições de Jardim, pareceu dar-se a tarefa por concluída. E teria bastado um simples golo, perfeitamente possível ante o Penafiel, para hoje os sorrisos serem nossos.

Que se tenha aprendido a lição. Ninguém nos vai oferecer nada, muito menos nos será entregue em badeja de prata em Alvalade. O que nos aconteceu na Taça da Liga é o que nos espera no que resta do(s) campeonato(s). Que, como bem sabemos, está "destinado" a ser divido apenas por dois... Temos que ser melhores dentro e também fora de campo.

sábado, 25 de janeiro de 2014

E saímos da Taça da Liga de Mota

O tal penalty
Não fizemos grande jogo na primeira parte e na segunda só começamos a fazer alguma coisa depois de começarmos a colocar a bolinha no chão e pô-la a circular. Ainda chegamos a ver as meias-finais ao longe, até o Mota, (nosso velho conhecido, o tal que não teve dúvidas em anular o golo limpo ao Slimani) não ter dúvidas em transformar uma falta fora da área num penalty. É dos tais que nunca tem dúvidas, apita conforme quem é o clube que tem na frente, mas "engana-se" muitas vezes.

As opções do Marítimo afogam a verdade desportiva

O Sporting joga hoje o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga. Para o conseguir tem que marcar tantos golos como o FCporto no Dragão com o Marítimo e ainda mais dois. Um para igualar o deficit da jornada anterior e outro para o superar. O Maritimo teria ainda uma remota hipótese, tendo para isso que golear o anfitrião em casa, o que obviamente não está ao seu alcance num dia normal. 

O decidiu o Pedro Martins? Isto que "A Bola" relata na sua edição online:


Perante o cenário de afastamento da competição, não constitui, por isso, surpresa a chamada de vários jovens e, acima de tudo, de alguns jogadores que habitualmente atuam na equipa B, nomeadamente Wellington, Bauer, Brígido, Amar e Edivândio. Estes dois últimos, foram, aliás, chamados pela primeira pelo treinador Pedro Martins.

Se em termos defensivos apenas há a registar uma ausência de vulto (Gegé), isto em relação aos últimos jogos, é na linha ofensiva que se vão notar maiores diferenças na formação madeirense. Isto porque o habitual trio de ataque, formado por Derley, Heldon e Sami, ficou na Madeira, os dois primeiros por opção técnica e o último devido a lesão. Perante tanta alteração na lista de convocados, o onze a apresentar por Pedro Martins no Dragão tem pouco daquele que habitualmente atua no Campeonato.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Zero para Vitor Pereira no ping pong com o Sporting

Vítor Pereira assistiu calado à apresentação das propostas do Sporting relativas ao sector da arbitragem. Comportamento que nada tem de repreensível, atendendo a que era suposto estar a ouvi-las pela primeira vez. Mas o mesmo já não se pode dizer dos comentários feitos em público. Desta forma é indelicado com o Sporting, clube promotor das medidas, e desrespeita institucionalmente o seu superior hierárquico, o presidente da FPF, que liderava a instituição na reunião. Este comportamento é totalmente reprovável e também revelador do condicionamento psicológico do líder da arbitragem nacional. 

Ora condicionamentos psicológicos é do pior que se pode constatar de quem se espera e exige isenção e distanciamento. O mesmo condicionamento que já vimos há poucos dias na reacção à contestação de Pinto da Costa à arbitragem no SLB x FCP, na condenação pública do árbitro Soares Dias e que não lhe permitiu o mesmo tratamento às falhas mais clamorosas registadas até agora na Liga: o penalty sonegado ao Sporting a minutos do fim do jogo com o Rio Ave - o jogo acabaria empatado - e no roubo do tamanho de uma manada de bois de raça barrosã por parte de um talhante de Braga ante o Nacional. 

Todos os três clubes se podem queixar de terem sido prejudicados e mutuamente apontarem-se uns aos outros como beneficiados. Mas nenhum pode juntar a esta discussão erros tão óbvios como estes de que o Sporting foi vitima. Mas ainda assim erros não suficientemente grandes para Vítor Pereira ter alguma coisa para dizer.

Porém isto não invalida que algumas coisas que Vítor Pereira disse não devam ser levadas em linha de conta. No que à arbitragem diz respeito há muita matéria que não é passível de ser mudada, mesmo que os clubes estivessem todos de acordo, o que será muito difícil de acontecer. Mesmo a formação de maiorias simples capazes de alterar os regulamentos será muito difícil de obter.

Por exemplo, o recurso a tecnologias tem de ser autorizado pela FIFA e não me parece que se caminhe nesse sentido nos anos mais próximos. Sabendo de todas as dificuldades que lhe vão ser estendidas ao caminho como se tapete de flores se tratassem o Sporting deveria procurar apurar o documento, extirpando-o de generalidades e boas intenções e procurando dotá-lo de maior objectividade. Isto dito mesmo tendo em conta que se trata de um documento de trabalho aberto a discussão e passível de ser melhorado.

Por exemplo e e forma um pouco avulsa não faria mal repensar a necessidade do papel dos observadores e outros amanuenses do regime. 

Como se chega ao cargo? 

Quem são e quem os elege? 

Faz algum sentido propor a continuidade desta intermediação na avaliação dos árbitros, que é feita a olho nu, quando se propõe simultâneamente o recurso às tecnologias?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sporting não é só o melhor mas também o principal fornecedor do futebol português

Os últimos anos, no que à convocatória das principais selecções de futebol diz respeito, foram marcadas pelo número maioritário de jogadores formados pelo Sporting. Tal revela a qualidade da formação e o valor de mais do que uma geração de futebolistas. 

O facto tem originado os mais variados artigos de cariz elogioso, em Portugal e no estrangeiro, sobre o trabalho que vem sendo realizado em Alcochete, o que naturalmente enche os Sportinguistas de orgulho. Julgo também que estas menções honrosas, além de significarem um justo reconhecimento do trabalho de muita gente, a maior parte da qual não aparece nos jornais, é também o fruto estratégia ou politica há muito seguida pelo Sporting e que não nasceu apenas com a construção da Academia. 

Não é demais lembrar que a geração de Figo que foi campeã do Mundo de júniores é ainda anterior a Alcochete. E que, por exemplo, já nos anos 80 a equipa campeã em 1981/82 era composta tanto de grandes jogadores com outras origens - Meszaros, Eurico, Oliveira, Jordão  - como também de jogadores formados no pelado que circundava o antigo estádio José Alvalade - Inácio, Ademar, Mário Jorge, Lito, Carlos Xavier e Freire, para citar apenas alguns.

O que artigo publicado no sitio do Mais Futebol e que aqui reproduzo, vem agora também comprovar que a capacidade de recrutamento e formação do Sporting tornam-no no principal fornecedor do futebol português também em quantidade. Os cada vez menos portugueses que conseguem vagas nos clubes da Liga são maioritariamente originários na nossa formação. 

Ora isto não significa apenas "mero" orgulho tem outro resultado bem mais palpável: cada vez que um jogadores desses é transferido e há verbas envolvidas, o Sporting capitaliza os valores que são seus de direito como clube formador. 

Este estatuto representa também uma responsabilidade. Representa o trabalho de muitas gerações que se tornou numa referência incontornável e a cuja manutenção estamos obrigados. O que leva muitos anos a atingir pode ser perdido em apenas um ou dois de más decisões.

O artigo é publicado aqui apenas parcialmente. Seguindo o link abaixo pode encontra-lo na sua versão integral.

Afinal, de onde vieram os portugueses da Liga?



Dependente dos grandes clubes, dos centros urbanos de Lisboa e Porto e ligeiramente inclinada a Norte. É este, na atualidade, o retrato robô da formação na Liga portuguesa, usando como medida de aferição a proveniência dos 174 jogadores portugueses que já atuaram nesta edição da prova.

Sem surpresa, o Sporting surge como o pólo formador mais importante: 27 jogadores portugueses da nossa Liga (15 por cento do total) passaram pela formação leonina entre os 16 e os 19 anos – a fase final da formação, que determina a passagem a profissional. Os outros dois grandes vêm a seguir: 20 jogadores nacionais registaram passagem pela formação do Benfica (11,5%) e 19 (11%) passaram pelo FC Porto nesse período. Em conjunto, os três grandes são responsáveis pelo aparecimento de quase 40 por cento dos jogadores nacionais da Liga.

A seguir, na influência formadora, vêm o V. Guimarães (12 jogadores, 7% do total) e o Belenenses (10, ou 6%), a distância significativa dos outros clubes do escalão principal. Olhanense e Arouca são os únicos emblemas que não registam a passagem de qualquer juvenil ou júnior atualmente a jogar no primeiro escalão da Liga.

Clubes com mais jogadores formados*

Sporting, 27
Benfica, 20
FC Porto, 19
V. Guimarães,12
Belenenses, 10
V. Setúbal, 8
Académica, 7
Penafiel, 7
Leixões, 6
Sp. Braga, 5
Marítimo, 5
Boavista, 5
Varzim, 4
Nacional, 3
P. Ferreira, 2
Rio Ave, 2
Estoril, 1
Gil Vicente, 1

* Portugueses com minutos jogados nesta Liga e que tenham passado pelos escalões de formação, no mínimo uma época, entre os 16 e os 19 anos.

Este está longe de ser o único critério para aferir a eficácia da formação de cada clube. Muitos, por exemplo, contabilizam passagens curtas de jogadores que acabam de ser formados em outras paragens. Neste sentido, vale a pena ponderar que fatia desses três anos decisivos (entre os 16 e 19) coube a cada clube. Mais uma vez, sem surpresa, o Sporting surge na frente, com 14 por cento do total de épocas, mas a fatia de Benfica (9%) e FC Porto (8%) desce de forma nítida, sugerindo uma aposta menos continuada em jogadores que vêm de trás e, por outro lado, uma prospeção mais atenta a juniores de último ano.

Sporting e V. Guimarães mantém o talento em casa

No que se refere ao aproveitamento que é feito da formação, e voltando a incidir a análise nos clubes do primeiro escalão, Sporting e V. Guimarães voltam a ser exceção, utilizando cada um, nesta edição da Liga, sete jogadores formados em casa. Quase metade das equipas da Liga usou até agora um, ou nenhum, jogador proveniente dos seus escalões de formação.

Jogadores formados pelo próprio clube*:

Sporting, 7
V. Guimarães, 7
Marítimo, 5
V. Setúbal, 5
Benfica, 4
Nacional, 3
Belenenses, 3
Académica, 2
Sp. Braga, 2
FC Porto, 1
P. Ferreira, 1
Gil Vicente, 0
Arouca, 0
Olhanense, 0
Rio Ave, 0
Estoril, 0

* Portugueses com minutos jogados nesta Liga e que tenham passado pelos escalões de formação, no mínimo uma época, entre os 16 e os 19 anos.

O "empréstimo" de 60 milhões e outros ajustamentos

Os clubes continuam a aproveitar a abertura do mercado para fazerem os seus ajustamentos e o Sporting não é excepção. Labyad, João Mário, Rinaudo e mais recentemente Salomão e Cissé já treinam nas suas novas equipas e outros se podem seguir. Os casos de Labyad, Rinaudo e João Mário já aqui foram comentados fica um breve ponto da situação e alguns comentários sobre o que se vai dizendo sobre os restantes. 

Diogo Salomão - regressa ao Coruña sem ter justificado a renovação de cinco anos. Não o justificou agora nem o seu histórico o justificava. Salomão já conheceu vários treinadores no Sporting e não conseguiu mais do que aparições esporádicas, acabando por não justificar ainda as razões da sua contratação. Poder-se-á dizer em seu favor que também conheceu os piores anos da história recente do clube, o que lhe pode ter limitado a evolução. A renovação por cinco anos dá-lhe o conforto de nem ter que se esforçar muito para chegar à pré-reforma. Mais tarde ou mais cedo tenderá a ser mais um problema para resolver do que uma solução.

Cissé - Acaba por lhe ver oferecida uma boa solução: um clube de primeira divisão e um treinador que já o conhece. Dificilmente lhe poderia acontecer melhor, uma vez que precisa acima de tudo de jogar e em Arouca tem as condições ideais para o fazer e atingir bom rendimento. Não tem grande concorrência e tem uma linha média muito capaz de lhe proporcionar oportunidades para fazer o que se pede a um jogador na sua posição: marcar golos. É bom lembrar que Cissé não tem escola e jogou muito pouco até hoje a um nível elevado. Mais do que uma certeza é sobretudo uma aposta, sendo difícil por isso de justificar a cláusula de 60 milhões. A menos que ele venha a evoluir de forma meteórica, aquele valor será ou não um problema para ele mas constituirá numa futura negociação/dispensa uma referência que deixa o clube exposto, como aliás já se viu agora no empréstimo. 

Jeffren - Tem-se falado muito no Rayo Vallecano como uma possibilidade de empréstimo/cedência definitiva. Como é óbvio nem jogador nem clube ganham nada com a actual situação. A capacidade negocial do clube está consideravelmente reduzida pelo histórico recente do jogador. Também não ajudou nada o facto de estar encostado sem uma justificação, contribuindo para o adensar dos rumores sobre o seu profissionalismo. Ora, como se imagina, tal não constitui propriamente um chamariz para clubes compradores.

Betinho - Desde ontem que circula a noticia de um possível empréstimo. Uma boa solução, uma vez que o jogador vai dando indicações de precisar e merecer novos e mais exigentes desafios. Que só fazem sentido se lhe proporcionar tempo de jogo. A não ser assim mais vale que continue a jogar na equipa B. Estes comentários são a propósito da possibilidade de Betinho ir para Setúbal. A equipa de Couceiro tem um dos melhores pontas-de-lança dos "não-grandes" (Cardoso), e foi buscar há dias Zequinha. Setúbal será mesmo uma boa solução para Betinho?

Nuno Reis - Continua-se a falar na sua saída e mesmo a titulo definitivo. A confirmar-se fica alguma perplexidade pela sua falta de afirmação no clube onde se formou e onde tem um curriculum muito bom, gozando também de uma boa imagem como homem e profissional. Tudo isto sem que se lhe tenha dado uma verdadeira oportunidade. Fica a interrogação. Quem diria que a promessa de grandes centrais por muitos anos, quando olhávamos para ele, Pedro Mendes, Illori, Dier, Tobias Figueiredo parece cada vez mais difícil de concretizar?

Ricardo Esgaio - Um dos nomes mais falados como possibilidade de ascender ao plantel principal. A acontecer, tal sucederá muito mais pelo que Leonardo Jardim projecta dele do que pelo tem andado a fazer. Tal como disse aqui a semana passada, o futebol da B, pese a boa carreira que a classificação geral espelha, está longe de encantar pelo futebol jogado, não havendo talvez por isso qualquer jogador digno de destaque ou que denote grande evolução.

Elias: Já depois de redigido o post (ontem) a noticia de hoje (confirmada na Bola, geralmente muito bem informada do que se passa no seio do Sporting actual) é a conclusão do negócio com o Flamengo por 6 milhões de euros/50% do passe. A confirmar-se seria o negócio do século. Não porque o jogador não tenha valor, mas porque estas verbas não são muito comuns de registar em movimentos de regresso de jogadores brasileiros aos clubes do seu país.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A revolução que o Sporting propõe

  

















O jornal "O Jogo" dá hoje destaque à proposta do Sporting Clube de Portugal de alteração de diversos regulamentos e procedimentos. Ela será hoje apresentada a um número estimado de metade dos clubes da primeira e segunda linha em Alvalade, depois de, na semana passada ter sucedido o  mesmo junto dos partidos que compõem a Assembleia da República e da FPF. Fica aqui para divulgação, análise e comentário, se assim o entenderem. 

Ainda sem ler o documento original e sem reflectir sobre as mudanças propostas - mérito, exequibilidade, p.ex - não posso deixar de olhar para estas propostas como uma proposta de revolução, tantas são as áreas onde se propõe intervir.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Confirmação da existência de muitos interessados em Slimani


"Há muitos interessados em Slimani". As palavras são do agente do próprio jogador e  julgo que as posso confirmar: para já, e contas por alto, devem ser mais de três milhões de Sportinguistas. Em particular um que, ao meu lado no dilúvio de Arouca, o tratava carinhosamente por Arafat.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Primavera árabe anula efeitos do dilúvio

Jardim e Slimani, ontem talvez os homens mais importantes
Regresso ao Portugal profundo
Uns pequenos parágrafos para contextualizar o que os adeptos do Sporting foram ontem encontrar na viagem a Arouca. Embora eles escapem ao foco habitual de um espaço como este, creio que estas linhas farão sentido por um sem número de razões, entre as quais o facto de ser a estreia do clube pelas faldas da Serra da Freita. 

Quem acaba de sair da moderníssima mas deserta A32 e se depara com uma estrada estreita e sinuosa em direcção a Arouca, inicia uma viagem no tempo ao Portugal pré-UE e dos fundos comunitários que retalharam o país de alto abaixo com AE's,IC's, IP's e outros acrónimos. O mais estranho é que a tal A32, de 3 largas faixas termina quando mais era precisa e não deixa de nos fazer pensar que menos um corredor em cada sentido aproximaria Arouca e vizinha Vale de Cambra do centro de administrativo que é o Porto ou Aveiro. Um planeamento(?) difícil de compreender. 

Diga-se contudo que os arouquenses não se parecem ter tornado mais amargos com o facto de terem que pagar, como todos nós, sem poder gozar em plenitude das "virtudes" do Portugal moderno e são gentes hospitaleiras. De tal forma que, quando paramos para pedir informações, arriscamo-nos a entabular conversa que nos retiraria da razão pela qual empreendemos a viagem: ver o Sporting. E antes do inicio do jogo o speaker não se esqueceu de dar as boas-vindas aos adeptos Sportinguistas, desejos que não me lembro de ver expressos em qualquer outro campo.

Desporto de inverno
Os defensores de que o futebol é uma modalidade inverno tiveram no jogo de ontem uma excelente ocasião para reforçar a teoria. Mas certamente quando dedicaram o seu precioso tempo a elucubrar a teoria não o fizeram sob chuva gelada e impiedosa. Absolutamente inadmissível que a Liga e a FPF permitam que se cobrem 20€ pelo bilhete mais barato e ainda se obrigue os espectadores a aguardar à chuva longos minutos para poderem entrar, por haver apenas um torniquete e este estar avariado.

Sporting de chinelos de pelica
Entramos muito mal na primeira parte e foi de inteira justiça que o Arouca se tenha adiantado no marcador. O Sporting demorou todos os 45m para se entender com a bola, o terreno e sobretudo com as marcações. Bruno Amaro, (uma das nossas bestas negras pois, faz-nos golos quase a cada encontro) e Simão, com costas bem protegidas por Serginho, ensaboavam o juizo a Adrien, metiam Martins no bolso, e faziam William dar fraca conta de si. Sem saber muito bem como, descontando o facto de o golpe de cabeça de Rojo ter sido notável, conseguimos aquilo que não parecia estar ao nosso alcance: anular a vantagem dos locais e assim descer aos balneários.

Primavera árabe
A entrada de Slimani, por troca do inexistente Capel, provocaria a reviravolta no sentido do jogo. A sua presença permitiu esticar o nosso futebol uns bons metros em direcção à baliza de Cássio. O argelino lançaria o tumulto no extremo reduto amarelo a cada jogada, tratando a bola de forma bem mais eficaz que o seu jeito desengonçado permite adivinhar. Mas faria muito mais que isso, ao apontar o golo que nos daria a vitória, num lance pleno de intenção e com carimbo de ponta-de-lança. Nessa altura, e como a chuva não só persistia como ia engordando, já duvidava que conseguíssemos sair daquele lamaçal com os imprescindíveis 3 pontos.

Destaques
Do ponto de vista táctico, enquanto este aspecto tão importante do jogo não se afundou no dilúvio e na falta de jeito do árbitro, saliente-se a boa prestação de ambos os técnicos. Pedro Emanuel estudou bem a nossa equipa e armou a sua de forma a criar-nos dificuldades, como se viu. Jardim soube responder e até de forma ousada, especialmente quando abdicou de William Carvalho. No momento pensei tratar-se de um equívoco de quem segurava a placa, depois receei o pior. Adrien acabaria por dar razão a Jardim, o seu futebol mais simples não era menos eficaz e comportava muito menos riscos para a equipa. Uma lição que William fará bem em aproveitar, percebendo que o facto de estar a ter uma carreira acima das perspectivas gerais e até provavelmente as suas, não fazem dele insubstituível. 


Leões que sabem nadar
Numa equipa que se bateu como a nossa é difícil e quiçá injusto fazer destaques. Grande lição de querer e garra a premiar os adeptos que não se amedrontaram com a chuva. Mas parece-me que Rojo, Jefferson, Adrien e Slimani o merecem. Rojo estava a ser enorme, já tinha marcado e ameaçado marcar outra vez até o árbitro cair na parvoíce de querer compensar o excesso da expulsão de Tinoco com outro excesso. Jefferson foi responsável pela assistência do segundo golo e não foi por ali que houve grandes ameaças. Adrien esteve imperial e imperturbável quando a equipa cresceu e depois quando precisou de músculo e serenidade. De Slimani já foi quase tudo dito, espero que nos obrigue a voltar a escrever mais sobre ele em breve. Mas, no geral, a aplicação de todos sem excepção foi inexcedível.

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