segunda-feira, 29 de abril de 2013

De Bruma até Ronaldo, passando por Ilori, Adrien, Jesualdo, Labyad, 30 mil à borla e os 100 mil sócios

Deixo algumas reflexões que o jogo de ontem me suscitou, começando pelo futebol, com algumas individualizações:

Bruma: Acabou por ser o homem do jogo, Não é o mesmo que dizer que foi o melhor em campo mas, por ter estado ligado aos 3 golos dificilmente desmerece o titulo. É um jogador em foco pelo que se diz das suas qualidades e pela sua situação contratual. Tem qualidades suficientes para fazer uma boa carreira profissional mas está nitidamente inflaccionado face ao seu valor actual. 

Para isso muito tem contribuído o seu empresário, ao colocá-lo no centro das noticias de forma quase diária. Essa postura prejudica o jogador,  o que acaba também por prejudicar o próprio empresário, soubesse ele percebê-lo. Não tenho dúvidas que todos ganhariam mais dinheiro - Sporting, jogador, empresário - se Bruma continuasse a sua aprendizagem e evolução no Sporting, até porque os próximos anos - por força do que as circunstâncias impõem - serão particularmente favoráveis para tal.

Bruma tem ainda muito para aprender. Não o digo pelo erro que cometeu mas pelo que Bruma faz em campo. A velocidade é a sua melhor arma  e é por ela que tem dado nas vistas. Essa é fácil de contrariar, e maior parte das equipas da Liga especializaram-se a fazê-lo. Faltam-lhe outras qualidades, algumas das quais deveriam ser inatas. A falta delas pode ser remediada com a formação, que não terminou com a ascensão a sénior. Saiba Bruma ter a humildade de o perceber para continuar a progredir.

Illori- Sempre me interroguei porque razão diversos treinadores - Domingos, Sá Pinto, Vercauteren(?) e sobretudo Jesualdo)  - lhe deram a primazia das apostas em face de outras opções que me pareciam mais seguras. O miúdo tem sabido responder em campo às minhas dúvidas. É talvez o jogador que mais cresceu, de acordo com o que parecia ser o seu potencial relativo. E não apenas do ponto de vista técnico, mas sobretudo do ponto de vista mental e de concentração no jogo. E conseguiu-o de forma discreta, com pés de veludo. E esta apreciação tem muito pouco a ver com o corte vistoso que efectuou pois, como muito bem assinalou quem percebe mais disto do que eu, o lance nasce de uma falha dele, ao ir  de forma descoordenada com Rojo ao lance, quando devia ter ficado em contenção. Foi o melhor em campo, porque foi o que esteve em melhor plano em todo o tempo do jogo.

Adrien - Está em péssima forma física e eventualmente emocional. Se todos os jogadores perderam com a época em curso, talvez tenha sido ele o que mais perdeu, por força do que foram as expectativas criadas pela belíssima época realizada em Coimbra, quer pela rábula da renovação do contrato. Não sei a quem favorecem as noticias plantadas nas comunicação social, dando conta da "rota de colisão" com o clube, pelo facto de ser dos mais bem pagos e ser dos que mais tem decepcionado.  Mas sei que o jogador tem valor para fazer muito mais e melhor e que, vendido agora, será inevitavelmente muito abaixo do que pode valer. Ajudará pouco fazer cair todo o odioso da questão sobre o jogador. Ajudará pouco o Sporting, bem entendido, porque o jogador continuará a sua carreira noutro lugar.

Labyad - É um bom exemplo do que é a diferença entre ter uma boa formação - que é a que geralmente o Sporting aos seus meninos - e ter uma formação qualquer. Não é por falta de qualidade individual que Labyad não mostra mais do que uns tímidos arranques e uns remates, quase sempre mal direcionados. É por falta de compreensão da dimensão colectiva do jogo, e isso aprende-se na escola. É essa falha que não lhe permite perceber que rematar não é a única coisa a fazer nos últimos 25 metros do campo, assistir os colegas melhor posicionados também o é. Talvez por isso que Labyad não percebe que recuar para oferecer uma linha de passe é por vezes mais importante do que correr para o meio dos defesas, mas onde o portador da bola não o consegue ver. Não sei se ainda irá a tempo, mas não lhe faria mal aproveitar o estágio no banco para ver o que faz André Martins.

Jesualdo - Infelizmente parece neste momento apenas com um pé em Alvalade, que é o que lhe fará ficar até ao final de época. Assim o depreendo quando disse o que disse, da forma que o disse, na conferência de imprensa, em particular sobre Bruma. Ou foi um "lapsus linguae" ou foi um recado, e só manda recados quem não tem possibilidade de dialogar olhos nos olhos. Se assim for é uma pena. Jesualdo tem mais de futebol no lóbulo frontal que toda as cabeças da SAD juntas. E o mesmo era válido para a SAD anterior. Não será um homem fácil ou conveniente, mas talvez por isso mesmo pudesse ser um homem importante para o presidente e sobretudo para o clube.

30 mil em Alvalade / 100 mil sócios / Ronaldo sócio 100 mil - Pouca gente para futebol à borla e a boas horas. O que inevitavelmente nos obriga a repensar das estratégias, de tão complexa que é a situação que envolve o clube e o País em geral.

O número de presentes remete-nos para o número mais ou menos semelhante de sócios pagantes. Obviamente que o Sporting não se pode/deve fechar à conquista de novos associados, mas ficará um buraco por preencher se não conseguir recuperar os que entretanto deixaram de pagar quotas. Ao contrário dos nossos rivais não queremos ser apenas os maiores, queremos ser os melhores.

Por isso mais do que campanhas para os que estão talvez seja bom perceber porque se ausentaram os que em tempos já demonstraram vontade de pertencer. Não faltarão razões para o afastamento, a ausência de sucesso não é um chamariz, e será talvez a explicação para o grosso dos números. Mais importante seria apurar quais, de entre estes, são os que gostariam de estar e não podem. Em concreto os desempregados, uma realidade crescente no País e que veio para ficar. Além da suspensão do pagamento de quotas, a entrada grátis aos agregados familiares nestas circunstâncias ajudariam a minorar o sofrimento, cumprindo com nobreza uma função social, cuidando também dos seus. 

Se o Sporting se lembrar deles neste momento de particular fragilidade eles reforçarão as razões para não se esquecer do clube. Em particular os mais novos, investindo assim também no futuro. Neste âmbito - terá que ficar para outra ocasião uma reflexão mais profunda - está também a possibilidade de o Sporting usar a sua fundação, em conjunto com a sua disseminação pelo tecido empresarial nacional, como forma de dinamizar sinergias para ajudar os sócios apanhados no turbilhão da crise. 

Excelente a (re)captação de Ronaldo para o seio do Sporting. Essa é a nota mais importante. Para outra altura ficará a discussão sobre o muito que há a fazer na Academia relativamente a esta matéria. Com uma certeza à priori: o ser sócio do Sporting deverá ser sempre um acto voluntário e nunca uma obrigação.

domingo, 28 de abril de 2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tenham nojo, muito nojo!


Nojo pela canalha blogohistérica
Na sequência de uma conversa sobre o despedimento de Manuel Fernandes concluiria concordando com o diagnóstico do meu interlocutor: o Sporting é uma máquina trituradora. Não dos seus adversários em campo, não dos seus inimigos, que também os temos, mas quase sempre uma máquina trituradora de si mesmo. 

A forma como a discussão do despedimento de MF foi lançada e depois mantida envergonha-me como Sportinguista. Começo pelo salário. Que se saiba ninguém viu o respectivo recibo, mas todos os que se pronunciaram sobre o tema deram como dado adquirido que o valor avançado era o real. É muito duvidoso que tenha partido do próprio Manuel Fernandes a divulgação do valor do seu vencimento, pelo que será no mínimo legitimo perguntar a quem interessava que aquele fosse o valor sobre o qual se estabeleceria a discussão sobre a decisão do despedimento.

Mas não só. Não é apenas a divulgação do valor em causa. Dito assim a cru, de forma isolada do contexto em que se insere - que é a extensa folha salarial do clube e da SAD - e num momento em que a generalidade dos Sportinguistas estão expostos às contingências da crise, o valor afigura-se quase pornográfico. Junta-se-lhe a insinuação soez de não se "saberem exactamente quais eram as suas funções" para tornar a dispensa da mais louvável racionalidade. Para torná-la um acto da mais elementar justiça aponta-se-lhe esse "crime" de ter sido chamado a funções por Godinho Lopes.

Tem a coerência do catavento do meu quintal  quem, de entre os que usam estes métodos e o próprio despedimento, andou a exigir a necessidade da transmissão dos valores e da mística, apontando-se a ausência de antigos símbolos, e ver o que agora dizem sobre a saída Manuel Fernandes. Seriam os mesmos que espumariam as entranhas se estas medidas tivessem ocorrido alguns meses antes.

Esta metodologia não é apenas censurável do ponto de vista da ética e do apreço que uma figura como Manuel Fernandes merece de todos os Sportinguistas. É também muito pouco inteligente porque fazê~la nestes termos é abrir uma caixa de pandora: em breve estaremos também a discutir os vencimentos a atribuir aos recém-eleitos. Vamos ver o que então se dirá.

Como é óbvio, neste raciocínio não se nega o direito do presidente escolher com quem trabalhar ou que ele deriva da incapacidade de aceitar os resultados eleitorais, vulgo azia. Esta  argumentação é simultaneamente indigente e totalitária, que não me merece mais do que estas linhas. 

Esta era discussão que deveria ter lugar: as funções que lhe atribuíram estavam de acordo com o seu perfil e com as suas competências pessoais e profissionais? Ele era competente?

O resto é o óbvio: Manuel Fernandes não era um problema, era uma mais valia tê-lo no clube, naquele lugar ou noutras funções. Um símbolo como ele, estatuto até há dias consensual, não se usa como arma de arremesso numa qualquer estratégia. Ou então entende-se que Manuel Fernandes é um vulgar oportunista, que é o que muitos insinuaram e outros entretanto afirmaram.

Nojo pela Comunicação Social
Não menos indignação - nojo até - me provocou a forma como a generalidade da comunicação social tratou e continua a tratar o Sporting, na sequência do que foi a mais vergonhosa arbitragem que vi desde os anos 80. Primeiro era o critério largo, depois era a distância pontual que separava as equipas no final do jogo, mas todos ignoraram a réplica dada pelo Sporting à que é considerada, de forma que me parece justa, a melhor das equipas da competição. Ao fazê-lo ignoraram o quanto a nossa equipa cresceu, apesar de envolta num incomensurável rol de adversidades. É que, ao contrário do que JJ pretendeu de forma desonesta e que a CS deixou passar em claro, o Sporting não jogou como a Académica, de linhas recuadas e temerosas. O Sporting jogou no campo todo desde os primeiros minutos como poucos o fizeram naquele estádio este ano, jogos da CL incluídos.

Esta é a mesma CS que tanta atenção devota à reestruturação financeira e organizativa em curso no Sporting. Que tanta atenção deu aos ordenados em atraso no Sporting. E fecha os olhos aos despedimentos em curso há mais de um ano no FCP SAD e clube e, que, no mesmo tempo já registou o mesmo problema com o pagamento atempado dos vencimentos dos seus funcionários e atletas e até já pôs termo a uma das suas modalidades, o basquetebol. É também a mesma que fecha os olhos ao que é hoje o futebol português: uma coutada onde 2 "senhores" caçam de forma desregrada e despudorada os seus troféus.

Nojo pela impunidade no futebol português
Roubar em Portugal deve ser uma actividade terapêutica e profilática. Os envolvidos no caso BPN roubaram o País e declaram-se inocentes e de consciência tranquila. O mesmo para  o caso BPP e outros actos semelhantes ou de má gestão dos dinheiros públicos. Por isso não admira que Capela, por interposta pessoa - o representante dos que roubam e se submetem a quem rouba a credibilidade ao futebol português, a APAF - tenha vindo declarar de consciência tranquila. Como certamente estará o observador que lhe deu nota de Bom.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Um leão de cravo ao peito

Apesar do tempo muito curto não quero deixar passar em claro a data que hoje se celebra.

Começo pelo País que hoje somos, passados que estão 39 anos após a Revolução dos Cravos. As muitas desilusões, enganos e até os retrocessos não desmentem o essencial: 

valeu a pena! 

Mesmo não ignorando os indicadores de desenvolvimento humano e social que atestam a validade da demanda dos jovens oficiais, o facto simples, mas sem preço, de me poder exprimir de forma LIVRE obriga-me a dar este testemunho. A mim com maior responsabilidade, pois conheci o que éramos e o que hoje somos.

Acabo de forma inevitável debruçando-me sobre o meu SPORTING CLUBE DE PORTUGAL. Só alguém de espirito muito mesquinho e enviesado pode pensar que o meu clube "tem um estigma" por ter nascido da vontade de pessoas à época consideradas "nobres". 

O Sporting tornou-se na maior potência desportiva nacional, que é muito mais do que ser apenas o melhor no pontapé na bola - por mais que me doa não o ser, certamente dói muito e muito mais a muitos mais que assim sejamos - porque é um clube transversal, interclassista, na sociedade portuguesa. 

É assim que se explicam os seus muitos milhões de seguidores, entre adeptos  e sócios por esse mundo fora. Fosse apenas um clube de viscondes ou de "gente de consoante dobrada" o Sporting não seria hoje muito mais do que a memórias de tempo que não voltam mais. 

Para os que duvidam lembro que o Sporting nasceu em 1906. 4 anos depois haveria de suceder uma dramática viragem politica e social, consubstanciada na implantação da República. Apesar das suas ligações de origem à classe dominante de então, cujos direitos e privilégios seriam colocados em causa e até abolidos, o Sporting, ainda de tenra idade, haveria de, mais do que sobreviver, prosperar. 

O mesmo haveria de suceder na Revolução de Abril. Apesar de ter, nos seus dirigentes à época, ligações com o poder instalado, o Sporting fez uma transição pacifica para a democracia, conhecendo com o João Rocha, um presidente eleito antes da revolução, talvez um dos seus períodos mais prósperos e pujantes.

O Sporting é um clube de elite, é assim que eu o vejo. Não no sentido do privilégio ilegitimo,  mas da elite representada na nobreza da sua missão e e dos seus ideais. É esse o Sporting que me conquistou e que, aos meus olhos continua a ser possível. Mesmo que, entre muitos de nós se sinta, aqui e acolá, tiques que apontam para uma semelhança cada vez maior com os nossos adversários e rivais. 

Foi a nobreza e exclusividade da sua mensagem e ideais que construiu a história que hoje conhecemos. Sem aqueles somos cada vez mais parecidos com todos os outros e por isso faremos cada vez menos sentido.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Uma coisa é sanear, mandar Manuel Fernandes embora é outra


Sanear uma instituição é torná-la mais apta para cumprir os propósitos para que foi criada. Visa eliminar ou minimizar as suas   imperfeições como organização, extirpando os excessos e reparando insuficiências. Fazê-lo num momento de retracção, como é o caso do Sporting, é fazê-lo no pior momento, mas infelizmente é uma tarefa que não é opcional mas imperativa.

Julgo que todos os Sportinguistas têm presente os fortes condicionalismos que impendem sobre a nova administração e que implicarão medidas dolorosas. Assim como não surpreenderá ninguém que, independentemente da necessidade marcada por esses condicionalismos de ordem económico-financeira, haja desperdício, ordenados absurdos face ao mercado, departamentos ou funções redundantes que requeiram, independentemente daqueles, racionalização.

O conceito de sanear está também muitas vezes relacionado com o conceito politico. Quando muda uma gestão é mais ou menos comum seguir-se a tradicional vassourada. Podemos discutir se o conceito deve ou não ser aplicado num clube da mesma forma que se aplicam nos ministérios e direcções gerais quando muda um governo e, no momento em que escrevo, não sei se é isso de que se fala desde ontem, com mais de 15 nomes sobre os quais de diz impender o despedimento.

É sempre um risco comentar sobre noticias dos jornais, tantas são as vezes que as mesmas são desmentidas pelos factos. Mas como, no rol dos nomes em causa, há situações completamente díspares, pelo tempo e pelos serviços prestados, parece-me que o assunto pode ser discutido desde já.

Não me surpreendem a nomeação de Mário Patrício e Diogo Matos, eram da lista oponente, poderão subsistir questões de confiança, espero que seja apenas isso. Ambos têm muito tempo de ligação ao clube. Estarão, como todos nós, longe de ser insubstituíveis. Do trabalho de Mário Patrício conheço pouco, pelo que não faço mais comentários.

De Diogo Matos já conheço mais qualquer coisa, em particular o que foi a estratégia de desenvolvimento da marca “Academia Sporting” e que pôs o clube no patamar superior do que melhor se faz no mundo. E o trabalho altamente meritório de Diogo Matos não se ficou apenas pela divulgação da marca mas também pela obtenção de receitas importantes. E nesta matéria há que ter a noção de que muitos dos benefícios a colher serão muito mais de importância quase geracional e não imediatos, como a célebre caricatura que tornou Futre novamente célebre pretendia. Os charters podem vir, mas há que semear pacientemente.

Seria uma pena que mais uma vez o Sporting tivesse sido o primeiro a chegar e o último a colher. Passou despercebido a muita gente que, na recente deslocação à Índia de uma comitiva oficial do governo português, o SLB estivesse representado e celebrado um contrato para a construção de 5 (!) academias e o Sporting, coma direcção  demissionário e em período eleitoral nem presente esteve, quando já tem uma Academia e um protocolo em vigor.

Não posso também esquecer Mário Casquilho um nome com ligação de décadas ao Sporting, julgo que desde os tempos de João Rocha. A ser verdade a dispensa anunciada que esta aconteça com dignidade.

Para fim a ferida. Se no passado recente da nossa história havia matéria a carecer de uma mudança radical a forma como os nosso símbolos eram tratados era uma delas.

Manuel Fernandes é história viva do Sporting, um símbolo, não é um furta-cores qualquer. Não é por isso saneável. E os símbolos preversam-se custe o que custar. Aliená-lo com base em razões de ordem económico-financeira seria uma aberração. Diz hoje o DN que Manuel Fernandes chorou ao saber da noticia. A ser verdade, quem deve chorar somos nós.


terça-feira, 23 de abril de 2013

"Fruta" & "Vitaminas" (Para memória futura)

(Retirado daqui.)

Walter Casagrande, antigo jogador do F.C. Porto (época 1986/87), garantiu no programa de Jô Soares ter recorrido a doping durante a sua estadia em Portugal.

O brasileiro fala de um jogador que o aconselhou a tal. «Quando cheguei à Europa, no dia em que me estreei pelo Futebol Clube do Porto, um jogador chegou ao pé de mim e avisou-me que ia jogar. Mas depois ele disse-me «tens de passar ali atrás, que tem ali um negócio para usar». Fui lá e usei. Usei umas quatro vezes.»

«É aquilo que mais me envergonha, que menos gosto de lembrar. Era algo injectável no músculo. Dava uma disposição acima do normal. Antidoping? Não tinha», acrescentou Casagrande.

Esta confissão de Walter Casagrande não surpreende. Enquadra-se na perfeição na filosofia adoptada de ganhar custe o custar do clube que representou.

As surpreendentes reacções de alguns adeptos benfiquistas à deplorável actuação do João Capela no derby do passado fim-de-semana ficamos a saber que aquele clube, ou pelo menos uma parte considerável, já sucumbiu à mesma disposição. 

É com estes adversários que temos que contar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Wrestling



Bruma: um dos bravos...

Para a semana vou a Alvalade, foda-se...

Sinto uma necessidade urgente em agradecer ao vivo àqueles putos! (Também muito devido à cortesia do capela de ausência capilar).

Sei que será mais uma jornada de Wrestling, com um qualquer careca de amarelo a dar 'espectaculo'*. Mas pura e simplesmente vou ignorar a parte da 'luta livre' denominada por Liga Zon Sagres. Vou lá para ver, aplaudir e incentivar aqueles bravos miúdos vestidos de verde e branco. E para rigorosamente mais nada.


*Nota - O S.C.P. ainda pode apurar-se para a Liga Europa, pelo que há que continuar a contar com o inestimável duelo contra a apaf. Vai ser uma luta, sem quartel, até ao fim...

Derby: choque frontal com a verdade

Começando pelo que me parece a mais importante ilacção do jogo de ontem: o Sporting, mesmo depois de do downgrade que se viu forçado a fazer no mercado de inverno tem valor individual mais do que suficiente para poder lutar pelo último lugar do pódio do campeonato nacional. Faltou-lhe quase sempre valor colectivo, que o trabalho de Jesualdo tem conseguido aportar. 

O Sporting está longe de ser uma equipa acabada, há ainda um grande caminho a percorrer, mas só por uma conjunção de circunstâncias excepcionalmente negativas se encontra ainda a lutar por um acesso à Liga Europa. E, apesar de impender a necessidade de reduzir os custos com o plantel, se houver prudência, mestria e alguma sorte, o Sporting pode abrir mão de alguns dos jogadores com mais peso na folha salarial ganhando competitividade relativamente à época em curso. Este será um tema para um próximo post.

Muito se falará hoje dos penalty´s que Capela não assinalou. Erros graves que mudaram o curso do jogo. Mas essa é ínfima parte de um todo que foi um completo “desastre” técnico e disciplinar. Maxi Pereira fez faltas suficientes para ser expulso pelo menos duas vezes, mas terminaria sem 1 único amarelo. Por muito menos jogadores do Sporting seriam amarelados. 

O rol imenso de erros a cortar o jogo a meio campo, em particular nos melhores períodos do jogo, com faltas por marcar, e erros apenas a penalizar o Sporting não podem ser considerados apenas incompetência, um árbitro não é apenas incompetente a ajuizar os lances de uma equipa.

Não o digo apenas como sócio do Sporting, mas sobretudo como amante do futebol: uma arbitragem destas é uma traição à modalidade. E quem a trai de forma tão soez não deveria ter lugar no seu seio. Não está em causa a superioridade do SLB no campeonato, será quase por certo um justo vencedor entre as duas equipas que actualmente o disputam.  A impunidade com que se “praticam” estas arbitragens anunciam que o problema está longe de ser resolvido faltando o essencial: vontade para o fazer.

O que o futebol tem de mais bonito e talvez a razão da atracção de tantos milhões de adeptos é a imprevisibilidade. Poucos contariam que o Sporting se apresentasse ao nível que se apresentou, pelo menos até sofrer o golo. Os penalty´s podiam não ter sido concretizados mas teriam impacto no jogo, tendo em conta as acções disciplinares que se impunham. As faltas por marcar teriam permitido outra continuidade ao nosso jogo. Todo o jogo que ontem vimos foi uma mentira e essa é infelizmente uma das verdades incontestáveis e quase sempre presente em muitos campos onde se joga o  futebol português.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Um derby muito especial

Imagem Wiki-Sporting

1939. O Sport Lisboa e Benfica via-se sem casa, ao ser expropriado do seu campo das Amoreiras. A alternativa era o campo das Salésias, creio que então em uso pelo Clube de Futebol “Os Belenenses”. Lisboa não oferecia aos seus cidadãos de então a mobilidade que hoje oferece e a utilização daquele espaço ditaria um afastamento do núcleo onde nasceu.

Após pedido de várias famílias (leia-se influências de toda a origem e espécie) o Sporting acedeu ao empréstimo do espaço que alugara por 15 anos à C.M. de Lisboa, conhecido como Campo Grande 412, sem qualquer contrapartida.

O campo acima referido  - Campo Grande 412 - estava desactivado, em estado que obrigava a obras. Estas só haviam de ser concluídas na época de 1940/41. Até lá o já então nosso rival fez 1 jogo nas Salésias, 5 jogos no Lumiar-A (Unidos FC) e, note-se 10 jogos no Lumiar, que era então a casa do Sporting e onde haveria de nascer o primeiro esboço do estádio José Alvalade.

A 5 de Outubro de 1941 o Sport Lisboa e Benfica inauguraria o seu estádio do Campo Grande, num derby muito especial. O Sporting foi o convidado e o resultado cifrar-se-ia em 3-2, favorável aos da casa.

Os tempos eram outros e as comparações com os actuais não farão muito sentido. Mas estes foram os tempos em que o Sporting construiu a sua identidade e nobreza do gesto de então contribuiu seguramente para a imagem que hoje vigora do Sporting como um clube diferente. O Sporting de facto não é um clube qualquer, é um clube muito especial, de gente muito especial. Foi acreditando nisso que me fiz Sportinguista e assim permanecerei enquanto esse sentimento vigorar.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Este derby não o conseguimos ganhar

O derby já começou. Joga-se na comunicação social, de pontapé para frente em qualquer noticia que possa incomodar. Romances de cordel – o das marionetas –  em co-autoria com apelidos consagrados (Roth), e fados do treinador esquecido e desgraçadinho. É um derby que não podemos ganhar, talvez nem o possamos jogar sequer. Concentremo-nos no de domingo, que dão os 3 pontos que contam.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A comunicação do novo Sporting


É declaradamente intencional a vontade da nova direcção marcar a agenda mediática. Só assim se entende que todas as semanas haja alguém dos corpos sociais a prestar declarações aos diversos meios de comunicação social. O tema já aqui havia sido referenciado anteriormente, as criticas que então me foram dirigidas foram muitas, hoje parece ser quase consensual que a matéria carece de reflexão e de ajustamento.

A intenção pode-se justificar, atendendo à importância da comunicação na projecção da imagem da instituição. No caso concreto do momento do Sporting é ainda mais premente: há uma imagem que os novos corpos sociais querem construir e projectar a nível interno - junto dos sócios e adeptos – e a nível externo – e a nível externo – junto dos adversários, parceiros, instituições etc, etc.

Já o modelo escolhido está longe de me parecer o mais adequado. Falar todas as semanas é correr o sério risco de, não sendo particularmente criterioso e selectivo nos temas a abordar, o Sporting banalizar a mensagem, levando a que o público alvo lhe dê cada vez menos atenção e importância.

Grosso modo, é isso  que vem acontecendo, com o repisar dos mesmos temas, sem que a estes corresponda uma evolução pratica. É o caso da auditoria interna, constantemente referida, sem que até ao momento seja conhecida qualquer evolução. Como, quando e por quem será conduzida é matéria ainda desconhecida dos associados.

Mesmo falando bastas vezes continua a escassear a informação sobre o acordo recentemente alcançado com a banca. Matéria de tamanha relevância deveria chegar aos sócios de forma privilegiada e não a conta gotas, através dos meios de comunicação social. À luz desse direito, dificilmente se compreende a realização da pretérita conferência de imprensa, para não se dizer praticamente nada, e até agora estejam por saber os moldes em que a reestruração será levada a cabo.

A relação entre os temas abordados e o mensageiro também não me parece a mais adequada. Ontem o vice-presidente para as modalidades veio-se pronunciar sobre futebol, anteontem já o presidente do conselho fiscal já o havia feito. Lamentavelmente o vice para as modalidades já falou diversas vezes desde que foi eleito mas nunca versando as matérias sob sua alçada. E até não faltariam razões e assuntos para abordar. Não só merecem referência diversas modalidades a acumular bons resultados – natação, andebol, fustsal, por exemplo – como seria muito mais útil perceber as ideias base que quer contratualizar para o seu mandato.

Os temas do futebol deveriam ser preferencialmente abordados pelo presidente, ou elementos ligados á SAD. O tema da arbitragem, pela importância e susceptibilidade, deveria ser exclusivo do presidente e treinador. Ao invés, já ouvimos quase toda a gente a referir-se sem grande oportunidade e conteúdo.

Se há um pelouro que ao longo das últimas direcções tem sido unanimemente objecto de reparo e criticas, quase sempre justificadas, tem sido o da comunicação. Quer a interna quer a externa. Ao contrário da formação do plantel ou do equilíbrio económico-financeiro, por exemplo, o dinheiro não é aqui tão importante como a ponderação e o indispensável conhecimento e profissionalismo. E nesta área, como em muitas outras áreas de actividade, não faltam profissionais de referência que também são Sportinguistas.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A importância de Jesualdo. O que é querer a manutenção de Jesualdo?

Muito se tem falado da continuidade de Jesualdo Ferreira como treinador do Sporting. Com contrato de mais uma época o tema só se justifica pelo facto do cargo ser um lugar de confiança - logo, com a mudança de direcção esta pode não querer a sua continuidade - e pelo estatuto do próprio treinador, que quase lhe permite escolher onde e com quem quer trabalhar. Infelizmente o Sporting tem tido poucos treinadores em situação análoga...

Diz-se que a direcção recém-eleita pretende continuar a contar com os seus serviços. Se assim for só posso congratular-me com a decisão. Com os condicionamentos de ordem económico-financeira a marcarem a próxima época a margem de erro na organização da próxima época é ainda menor do que a habitual. Quem melhor do que Jesualdo poderá iniciar a próxima época mais perto de capitalizar o valor dos jogadores à disposição e planificar os próximos anos? 

O que será então, na prática, contar com Jesualdo? 

Sem ter que estar refém da vontade do treinador, é importante que a direcção lhe ofereça um lugar no futuro organigrama da SAD que lhe reconheça a importância dando-lhe capacidade de decisão e intervenção. Mais do que as condições financeiras deverá ser esse um dos pontos mais importantes na tomada de decisão do treinador.

Dou agora o devido destaque ao comentário de um leitor sobre o tema aqui deixado na semana passada. Deve ser lido à luz dos momentos em que foi escrito.

E se falássemos de Jesualdo Ferreira?


Ainda há muito caminho por fazer. Aliás, nem sabemos o que se passará nas próximas horas. Mas, nestes dias velozes que nos correm pelas mãos, há uma zona de estabilidade no Sporting: o Departamento de Futebol liderado por Jesualdo Ferreira. Apesar de toda a incerteza e confronto que decorre no nosso Clube, Alcochete parece um oásis. Prepara-se afincadamente o derby.


Sabemos que os nossos futebolistas profissionais podem rescindir com justa causa. Os salários estão em atraso. Conhece-se quem manobra na sombra prometendo este mundo e o outro a alguns jogadores. A maior parte é jovem, outros são estrangeiros. À primeira vista seria como faca na manteiga! Fácil! E, no entanto, nada se passa. A equipa prepara-se afincadamente para o próximo jogo.


Na minha opinião, o comportamento dos jogadores do Sporting decorre essencialmente da acção de liderança e do carisma do seu treinador. É ele que os acompanha diariamente, que conversa, interpela, responde, esclarece, motiva…


Jesualdo Ferreira, aos 66 anos, está confrontado com um desafio histórico: contribuir para que o Sporting Clube de Portugal continue a ser uma referência do futebol nacional. Não é sportinguista, sabemos, mas cresceu conhecendo e respeitando a história do clube de Alvalade. Adolescente sabia que o Sporting era o grande rival do clube do seu coração. Sendo professor, é um pedagogo. Ensina, transmite conhecimentos, ideias, objectivos…


Com teimosia e resiliência, arrogância e bonomia, competência e carisma conduz um grupo de jogadores de futebol que acreditam nele e no seu percurso de vida. Um percurso de vida feito de estudo e de trabalho. De derrotas e de vitórias. Ele é um ser humano, que numa altura inesperada da sua vida se confronta com o destino: não se lhe exige ser campeão, mas contribuir activamente para resgatar um clube histórico!


Muitos de nós, sportinguistas, desconfiamos dele. É o Juju ou o professor Pardal que inventou que o Dier é médio ou que o Rojo é defesa central. Andou pelo Benfica e foi campeão pelo Porto. Para muitos sportinguistas estará vendido a um ou a outro. E, no entanto, todos os dias, apesar de desconfianças e da falta de pagamentos (sim, também ele) volta a treinar, a insistir nos procedimentos do jogo, a persistir nos movimentos individuais e colectivos com o entusiasmo e a motivação de quem está a começar a sua carreira.

Muitos sportinguistas sonham com Rui Faria, Bielsa ou outro na moda. No entanto, ninguém faria o que Jesualdo Ferreira está realizar no nosso Clube pelo seu conhecimento histórico e pela vivência pessoal. E por ser quem é. Agora, o Sporting transformou-se no desafio da sua vida!

sábado, 13 de abril de 2013

O acordo com os credores e os que vivem dos rumores

O Sporting comunicou ontem à CMVM o acordo com os seus principais credores. Desse facto e a perspectiva do oposto, a ruptura, nasce a satisfação pelo significado que encerra: há condições para continuar a projectar o futuro, a esperança de o fazermos melhor do que hoje é o combustível imprescindível para o árduo e longo caminho que temos pela frente.

Os termos do acordo não são ainda conhecidos pelo que é provável voltar ao tema no futuro. A nossa posição negocial era desvantajosa pelo que é fácil de concluir que haverá menos recursos. O realismo com que isso deve ser encarado não equivale a nenhuma capitulação. A inteligência, ponderação e sobretudo  o imprescindível suporte de todos quantos amam o clube serão as melhores aquisições para enfrentar as muitas dificuldades que nos esperam. 

É uma primeira vitória dos órgãos sociais recém-eleitos. E de importância capital porque era uma batalha que não podia ser perdida, sob pena de fragmentar as condições minimas para o exercício do mandato. E o comunicado emitido projecta ainda maiores responsabilidades, quando assume ter conseguido mais do que havia sido alcançado nos 17 anos precedentes. Mesmo sem perceber o seu total significado e não ter dados para avaliar a justeza do que é afirmado, este elevar da fasquia só pode ser acolhido com agrado.

Dos dias que antecederam o acordo agora alcançado ainda pairam no ar a imensidão de boatos, informações contraditórias, contra-informação.

Contestei aqui alguns dos rumores sobre a matéria. Vejo com satisfação que não me enganei. Afinal o Sporting não capitulou perante os credores. O acordo foi alcançado sem ter que aceitar a imposição de administradores delegados.  Não se confirmam os apetites da banca pela SAD, a auditoria de gestão realizar-se-á  e Godinho Lopes não comprou a SAD.

Estes eram apenas alguns dos muitos rumores que então circularam, a quase totalidade com origem em blog's, foruns e redes sociais geridos ou promovidos por adeptos do Sporting. Muitos deles são capazes de, com a maior da desfaçatez  e cara de pau, estar hoje a cantar vitória. Infelizmente essas vitórias medem-se em número de visitas, de comentários, de uma aparente ideia de capacidade de influência que a realidade ainda não confirma ser minimamente aproveitável pelo clube. Continua muita gente a promover-se usando o nome do Sporting como degrau. 


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Afundar ou refundar, eis a questão

QUEREMOS QUE O SPORTING SEJA UM GRANDE CLUBE, TÃO GRANDE COMO OS MAIORES DA EUROPA!

A esta frase histórica, que se transformou na missão de todos nós, de todos os dias, José Alvalade juntou o verde, cor da esperança. Refundar o Sporting é lutar por isto, apontar mais alto. Projectar um Sporting nos campeonatos regionais é afundá-lo.

O Sporting é dos resistentes, não dos desistentes! Eu já escolhi a minha t-shirt!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Negociações com a banca: o que se pôde perceber depois de um dia de muita ansiedade

Os Sportinguistas despertaram com noticias preocupantes sobre o estado das negociações entre os credores e o clube e quase todos terão esperado com ansiedade a conferência de imprensa agendada para o fim do dia. É difícil não concluir que, quer do lado do Sporting, quer do lado dos credores, houve uma batalha mediática procurando marcar posições numa negociação em que ninguém quererá perder a face. 

A conferência de imprensa foi pouco conclusiva. Mas não foi de todo decepcionante como seria se tivesse sido o veículo para a comunicação de uma ruptura sem retorno. 

Ao contrário do que parece ser uma corrente de opinião não vejo qualquer vantagem que o Sporting não faça tudo para continuar a ser visto como uma entidade de bem ao invés de caloteira. Que o Sporting tudo faça para manter o seu estatuto de grande entre os maiores do que arrastar o nosso emblema pela poeira dos regionais. Não honrar os seus compromissos significa o fim do Sporting como o que recebemos de legado do trabalho de muitas gerações. O Sporting elegeu uma direcção recentemente, não uma comissão liquidatária.

Sim, obviamente que seria um grande rombo para os credores, mas a história já nos ensinou que para esses rombos há sempre liquidez. 

Não se confirmou também a ameaça de demissão do presidente ante os credores, o que seria um absurdo sem limites. O mandato que tem foi-lhe conferido pelos sócios, é perante eles que tem que prestar contas.

Ficou também confirmada a "auditoria de gestão" embora provavelmente a maior parte das pessoas que se referem ao tema pareçam confundir com um tribunal plenário ou um acto plebiscitário. Tal confirma o que tinha dito no post anterior. Porque, também ao contrário do que parece ser a opinião geral, o que daí venha a resultar será mais ou menos indiferente aos bancos, Já ao Sporting certamente não será.

Fica do dia também mais um "episódio edificante" de Carlos Barbosa. Absolutamente lamentável vindo de  um individuo que da sua passagem pelo Sporting não tenha deixado mais do que um tapete de declarações ridículas e ridicularizantes. Pena, muita pena mesmo, que muita gente só hoje o tenha percebido. Quem passou os últimos dois anos a insultar o então presidente do Sporting fica-lhe muito mal vir agora com moralismos bacocos.

Com mandatos mais ou menos felizes a figura do presidente do Sporting, por ser a que  representa o Sporting junto dos adversários, dos credores, dos patrocinadores e demais parceiros, devia ser sempre protegida. Independentemente de ser ou não a nossa escolha. Foi isso que fiz nos dois anos anteriores, é isso que procurarei fazer no actual mandato.

O que eu espero, para lá dos rumores e dos boatos, das negociações com a banca

Sem grande surpresa, adensam-se os rumores de uma ruptura entre os recém-eleitos corpos sociais e os principais credores do Sporting, neste caso o BCP e BES. Para lá dos rumores e boatos, seria um mau sinal que a ruptura se confirme e tenha ocorrido em tão curto espaço de tempo, tendo em conta o volume dos créditos que detêm e a importância que assumem na vida do Sporting. 

Não sei que crédito me merecem estas noticias mas é óbvio que, tendo em conta a situação real do clube, da economia e dos próprios credores é necessário uma dose maciça de bom-senso. Os actuais corpos sociais têm uma dura missão pela frente e muito do futuro imediato passa pelo sucesso destas negociações. Nessa dura tarefa têm a obrigação de defender os interesses do Sporting. Que tanto são a obrigatoriedade de não capitular perante toda e qualquer exigência como a de não deixar o clube entregue a uma insolvência num curto prazo. 

Mas não é apenas o bom senso a ter que imperar. É necessário uma dose ainda maior de realismo. Qualquer um de nós que tem créditos na banca sabe como é duro renegociá-los em busca de melhores condições, mesmo sendo um cliente cumpridor. Ora o Sporting não só não tem cumprido os seus compromissos, como tem sido sustentado (o "seu modo de vida") pela banca. 

A irresponsabilidade é mutua, mas infelizmente nós é que a temos de pagar. A sua posição negocial é por isso muito frágil. Como seria a minha ou a de qualquer um de nós, que se apresente a fazer exigências na sua dependência bancária, quando esta é que, além de não receber as prestações da casa, ainda  me pagasse a roupa que visto, o carro e gasolina, a comida e tudo mais.

Não sei se a conferência de imprensa de mais logo ajudará a esclarecer a situação. Estimo que sim. Porque as noticias que desde ontem começaram a circular são contraditórias. Fala-se num puxar de tapete por parte dos credores, bloqueando o financiamento com novas exigências. Mas em simultâneo também é referido um pedido de reforço de verbas significativo em relação ao que estaria previamente acordado, cerca de 25 milhões. Se há mais verbas a envolver não é natural haver também novos termos para um acordo?

Segundo fonte do Sporting citada pela Lusa, existem os tais investidores, só que estes só darão a cara perante o concretizar da reestruturação financeira. Ora isso contradiz o que foi dito em campanha, onde tal não foi referido. O que foi dito foi que, tal como ontem aqui referi, foi que:

“Chegámos a um entendimento que nos permite estar descansados em relação às necessidades de tesouraria até ao final da época. No imediato, poderão entrar entre 15 a 20 milhões de euros."

A vontade dos credores terem elementos por si nomeados na administração da SAD não me surpreende. Tendo em conta o volume de créditos parece-me natural a vontade de controlarem a gestão, defendendo os seus interesses, portanto. Cabe ao Sporting defender os seus, garantido uma gestão que assegure o rigoroso cumprimento do que for acordado, como entidade de bem, mas sem abdicar da forma como entende ser a melhor forma de lá chegar.

As noticias que referem a vontade da Banca controlar a maioria da SAD ou obrigar o presidente a abdicar dela parecem-me absurdas. A banca não tem outro interesse que não seja receber os seus créditos, não tendo qualquer apetite por uma sociedade em pré-falência, cujos lucros estão hipotecados ao pagamento do passivo para as próximas décadas.

A ideia de que os bancos querem evitar uma auditoria de gestão ou interferir directamente em decisões de natureza semelhante é absurda e nem me parece ser digna de outro comentário.

Ninguém esperava que este processo fosse fácil e disse-o aqui ainda em campanha eleitoral. A facilidade com que se falava de milhões para cima e de milhões para baixo era completamente absurda face à realidade. Este é apenas um pequeno relance do que se espera para os próximos tempos.

Os Sportinguistas, outra coisa não é de esperar, saberão estar com quem se dispõem a defender o clube. Assim como saberão perceber o que é verdade e o que é mera demagogia, que oculte falta de soluções e desrespeito com as promessas assumidas em campanha. Esta direcção foi eleita porque a maioria dos sócios que votou acreditou nas suas propostas. Estas passavam por oferecer novas soluções e não adensar os velhos problemas já existentes. É isso que eu espero.

PS: Os que propõem a insolvência e a refundação podem começar já hoje. Mas do zero, porque eu não abdico de um minuto da história do Sporting, com todas as suas glórias e as suas desilusões. Porque não abdico de nenhum titulo ou troféu, como não fujo à responsabilidade que me cabe cada uma das dificuldades que nos espera para voltar a por o Sporting nos lugares que merece. É essa a responsabilidade que têm os que aceitaram o desafio de tornar o Sporting num dos maiores da Europa, é essa a responsabilidade que nos cabe por pertencermos à maior potência desportiva nacional.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Da credibilidade do Correio da Manha


Desde então que deixei de dar crédito a qualquer noticia com origem naquela folha de couve. (Obviamente que com isto não quero fazer qualquer comparação com o nome genérico atribuído às diversas plantas da mesma família - a que curiosamente pertencem a mostarda e os nabos... - e que tanta falta fazem numa boa alimentação.)

Por isso vou manter o mesmo critério relativamente a esta noticia, (onde se afirma que o BdC não tem investidores e que solicitou um empréstimo no valor de 80 milhões ) como no passado ignorei outras com a mesma origem e com nítida intenção de vender jornais, independentemente dos danos que causaram à imagem do Sporting e dos seus dirigentes. O que continua a vigorar são as garantias dadas pelo actual presidente do Sporting, então como candidato:

“Chegámos a um entendimento que nos permite estar descansados em relação às necessidades de tesouraria até ao final da época. No imediato, poderão entrar entre 15 a 20 milhões de euros."

"O caminho necessário (para a sustentabilidade, n.d.r.) passa pela reestruturação, única e definitiva e que permita alarga o prazo de pagamento da dívida para mais 40 a 60 anos."

"Os investidores estão definidos, não vou dizer a nacionalidade, tudo terá de ser aprovado pelos sócios. Há dois anos apresentei investidores e a nacionalidade transformou-se num adjectivo”.

Entretanto, por ser mais importante, vou ver se consigo acabar um post que estou a redigir desde o fim-de-semana, e que resulta em grande parte da análise das diversas reacções após o resultado das eleições.

PS: eh pá, desculpem lá, acho que me esqueci de fazer a acentuação no título...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sem memória e sem vergonha!

Não há memória nem vergonha no futebol português e este não tem qualquer vontade de se credibilizar. É o que depreendo da recente decisão de alargar o número de clubes para 18, servindo-se do pretexto de uma decisão de um tribunal. Ora esta decisão do tribunal refere-se aos recursos do Boavista de duas decisões da Comissão Disciplinar (CD) da LPFP, que, em Maio de 2008, ditaram a despromoção dos "axadrezados. 

Mas existe ainda um terceiro recurso relativo a um jogo com o Belenenses. Desse recurso resultou a absolvição dos arguidos na decisão referente a esse jogo mas foi mantida a decisão, de  "‘baixa de divisão’ à arguida Boavista Futebol Clube, SAD", devido a "coação de equipa de arbitragem" nos jogos com Académica e Benfica. O Boavista não recorreu desta decisão e os prazos para o fazer já se encontram há muito caducados.

Tenho a maior simpatia pelo clube do Bessa e sinto-me particularmente solidário com os seus adeptos anónimos que viram abater sobre o clube uma conjunção de factores que o empurraram para um inferno do qual não se vislumbra como possa sair tão cedo. Porque não foi apenas a ligação simbiótica  da família Loureiro à máquina de fazer títulos montada por Pinto da Costa desde o final dos anos 70. São também as muitas dúvidas sobre o que foi feito do património imobiliário do clube, situado numa das zonas mais caras da cidade do Porto, que se parece ter esfumado sem retorno visível nos cofres do clube axadrezado. Por isso restam ainda muitas dúvidas que o Boavista consiga reunir as condições mínimas exigíveis para se inscrever na Liga do próximo ano. O que torna ainda mais precipitado este alargamento.

Ora isto ocorre justamente quando se "comemoram" dez anos sobre o eclodir do célebre "Apito Dourado" que teve o mérito deixar às claras a forma como foi construído o império do FCP no futebol português. Contudo o conhecimento e condenação públicas são insuficientes. Por muitos recursos e expedientes legais usados este é também uma mancha da mais gordurosa ignomínia nos símbolos da justiça portuguesa comum e desportiva, por ter deixado incólumes aqueles que foram os principais artífices e beneficiários dos efeitos de uma rede em tudo semelhante a qualquer prática mafiosa.


Mesmo a justa condenação do Boavista deixa no ar a ideia de uma manobra de diversão. Porque, mesmo tendo em conta que foi beneficiando destes expedientes que chega ao único titulo da sua história, não deixa de ser óbvio que apenas se alimentou das migalhas que sobraram do grande banquete montado a partir das Antas.

O que poderia ser mais estranho nesta decisão dos clubes da elite do futebol português é o facto de apenas 3 clubes - nos quais vejo com orgulho o nome do Sporting - se terem oposto à decisão de reconduzir o Boavista. Não o número, porque, ainda em consequência de ter ficado por fazer uma desinfestação do futebol português, os clubes mais pequenos temem a assumpção de posições mais temerárias, como vêm no alargamento mais uma possibilidade de se manterem no convívio com os maiores. Logo mais perto de assegurarem a sobrevivência. 

O estranho é não ver o nome do nosso eterno rival e vizinho SLB, nos últimos anos auto-provido a paladino da transparência, como oposição ao prémio agora concedido a quem personifica a batota instituída como meio para triunfar. Será que os adeptos daquela instituição de revêm nesta tomada de posição?

Talvez não seja assim tão estranho. Para quem está atento ao que se vem passando o SLB é hoje apenas uma outra face da mesma moeda que é o tal "sistema" do futebol português. Por isso a APAF já nem fino pia quando os dirigentes do clube da Luz levantam suspeições, tal como já haviam ficado calados anteriormente. Ora não é preciso lembrar o barulho que se fez há dois anos por causa de uma noticia semelhante. 

Para quem tem memória há que lembrar como foram os anos de construção do hoje consolidado império de Pinto da Costa. Há que reconhecer que tal foi conseguido à custa da sua própria sagacidade e esperteza, de modo a nunca ter de disputar 2 guerras em simultâneo, manobrando habilmente a rivalidade genética entre os grandes da capital. 

O seu primeiro alvo foi o Sporting de João Rocha, com quem disputou acesas batalhas. João Rocha foi talvez o único presidente do meu clube que lhe percebeu os intentos e o perigo que representava e que esteve à altura do desafio. Nessa cruzada contra "os mouros" de Alvalade foi crucial a aliança com nem mais nem menos do que com o SLB de Fernando Martins que havia de culminar no convite para inauguração do "novo" estádio das Antas, depois do rebaixamento efectuado em 1986.

Há na história recente do meu clube histórias análogas que por negligência, como o do auxilio prestimoso de Fernando Martins, ajudaram Pinto da Costa a chegar onde chegou. Em alguns aspectos até tenhamos ido mais longe e mais tempo.

Espero que a nova direcção saiba não só interpretar o sentir dos adeptos que representa como comece um trabalho de fundo pela desratização do futebol nacional. Não com medidas mais ou menos populistas e mediáticas mas insignificantes, como sentar ou não nos camarotes, mas visando a representação do Sporting nas estâncias de decisão. Porque essa tarefa tem de ser feito a partir do interior e não mandando umas bocas para o lado de lá da muralha.

60 segundos


“Isto é tudo uma merda!”. Este grito ecoou na bancada silenciosa de Alvalade aos 92 min. minutos do último jogo. Momentos antes a bola tinha rasado a nossa baliza em mais um livre lateral idêntico ao que tinha dado o segundo golo ao Moreirense. A bancada tinha gelado e o espectro de mais um empate idiota em Alvalade ganhou vida. Para o companheiro de bancada que gritou aquela frase foi o fim. Levantou-se, dirigiu-se à boca de saída e aproveitou o silêncio para gritar a sua despedida de Alvalade naquele sábado. “Isto é tudo uma merda!”, encheu o silêncio, bateu no meu peito e colou-se, até hoje na minha memória.
Felizmente o jogo não parou, “The show must go on.” Sempre!. No campo a ansiedade estava nos níveis máximos, a bola queimava o pensamento estava enevoado, a estratégia era correr, bombear para a área e rezar pelo acaso.
 60 segundos durou esta tragédia. Um jogo que tinha sido de sentido único, o primeiro em Alvalade depois de uma vitória arrancada a ferros em Braga estava a fugir pelas nossas mãos. Bola bombeada, Wolfswinkel ganha a frente ao central adversário e assiste para o coração da área e Viola, o companheiro de emergência do nosso habitualmente solitário ponta de lança toca para a baliza. Não sei quanto tempo demorou a bola a beijar as redes, mas para mim foi uma eternidade, câmara lenta, um segundo, um minuto, uma hora, entrou!
Explosão do alegria! Golo! Golo! Golo! Abraços! Sorrisos! Aplausos! Vitória!!!!!!!!!!!
Toda a “merda” que existia 60 segundos antes desapareceu na cabeçada de Viola. Mas o grito, aquele grito não me sai da cabeça. Como disse no meu post anterior, vamos ter muito trabalho pela frente. O caminho escolhido, mais por falta de alternativas do que por opção, parece ser o mais difícil. Vamos apostar no melhor que o Sporting tem, a sua juventude, a sua formação, a Academia que não pára de nos surpreender com putos de uma maturidade muito acima daqueles que compramos. Sim, Viola, Labyad, Carrillo, são putos para somar a Cedric, Eric, Tiago, André, etc..
O resultado do jogo podia ter sido ingrato por ainda não existir consistência no nosso grupo. No sábado, como em Braga, o problema não foi controlar o jogo para vencer, foi a ansiedade do sucesso, o controlar a vantagem tão bem construída que ameaçou o bom trabalho dos nossos profissionais (miúdos e graúdos). Nos próximos anos vai ser esta a nossa realidade.
O que vamos fazer? Sentenciar a “merda” a cada tropeção infantil ou atacar os nossos adversários com apoio constante aos nossos e pressão permanente sobre os outros?
Tem a palavra os Sportinguistas. A distância entre o inferno e o paraíso são 60 segundos...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Passado, o Futuro


E o peso incomensurável do presente. Passei por este período eleitoral perfeitamente a leste dos acontecimentos, era para mim perfeitamente irrelevante quem seria o Presidente eleito e mais importante (e mais grave) do que isso, qual era o seu programa. O Presidente do Sporting Clube de Portugal, hoje, como nos últimos largos anos, não é uma personalidade independente. Não tem possibilidade de agir segundo a sua vontade ou de livremente implementar estratégias em que acredita para recuperar o clube. Esta evidência é para mim um facto, muito acima de qualquer luta de personalidades.
Hoje, como ontem, acredito que o melhor que pode acontecer ao Sporting é que estes órgãos sociais tenham longa vida e cumpram mandatos sucessivos. Só este simples pormenor já é uma tarefa hercúlea para qualquer direcção que viesse habitar nas instalações do Sporting e a gerir uma instituição onde há sempre alguém disponível para gritar e pouca para ouvir.
A situação do Sporting é profundamente grave, qualquer que seja o ponto de vista ou aspecto da vida do clube que se analise, o passado tem uma majestática característica que é ser imutável. Como ele posso aprender, encontrar inspiração, enaltecer as glórias e ir buscar as referências, mas não posso apagar os erros, as oportunidades perdidas os ónus que pesam no presente e transitam para o futuro. Não será possível à actual direcção alterar o passado, pode sim construir o futuro.

O futuro tem essa magia, é desconhecido, pode-se ter uma ideia de como vai ser, pode vislumbrar-se a concretização de um objectivo, o crescimento de uma equipa, de um projecto, mas quando finalmente o futuro se transforma em presente é raro que a imagem que criamos do que ia ser e do caminho que íamos trilhar para a concretizar seja idêntico à realidade a que chegamos.
O Sporting precisa de ganhar o futuro, corrigir o passado e aguentar o presente. Parece fácil... Temo que a excelente equipa B que estávamos a formar vá engrossar o rol de oportunidades perdidas por urgência do presente. É uma pena, mas não vem daqui grande mal ao Sporting se o foco continuar a ser o futuro.

É obrigatório trabalhar para ter sucesso desportivo. É obrigatório trabalhar para ser campeão nacional de futebol. Tudo o resto é acessório, este terá de ser sempre o foco principal e sobrepor-se a qualquer outro desafio.
Se as tarefas de que falei antes já eram difíceis, este objectivo basilar supera todos os outros em desafio e dificuldade. A ambição do Sporting não tem limites, mas devemos ter a humildade de reconhecer as dificuldades dos objectivos que queremos trilhas e celebrar cada passo dado nesse sentido. Não podemos andar a ridicularizar presenças em finais, desprezar segundos lugares ou presenças na Champions, há muitos anos que não temos vida para isso.

Aos Sportinguistas é dada neste momento grande responsabilidade, os próximos anos vão ser duros e provavelmente sem títulos para adoçar a boca, mas depende muito mais de nós, da nossa presença e do nosso apoio, a revitalização do Sporting do que de qualquer acção directa dos órgãos sociais. Somos individualmente muito mais independentes para ajudar o Sporting do que qualquer órgão eleito. 
O potencial desportivo que existe e é transversal no Sporting é de tal modo grande que basta a uma direcção detectar esse talento e dar-lhe apoio para que cada degrau rumo ao sucesso comece a ser superado. Mas para tal ter um mínimo de condições para ser executado com eficácia não podemos estar permanentemente a enaltecer os erros e a ridicularizar os feitos. Sim, por muito que não se goste ou não se queira ouvir, o Sporting ter acesso a uma Champions é um feito, um enorme feito que jamais deve ser celebrado per si, mas garantir que é saudado como mais um passo no rumo certo para o sucesso.

Até amanhã em Alvalade!

Daniel Sampaio, entrevista para memória futura

Breves notas, editadas já depois de publicada a entrevista:

Esta entrevista enquadro-a em parte como uma resposta à entrevista dada por PPC à RTPi, onde acusa Daniel Sampaio de ser líder de um golpe para derrubar GL.

Se o que ele diz é verdade ou não não sei, espero para ver se alguns dos visados irá reagir, para poder comparar versões e tirar conclusões.

Algumas das coisas ditas não me surpreendem. O distanciamento dos dirigentes em relação ao plantel é uma espécie de tradição maldita no Sporting e que nos tem custado muito caro. Há no entanto declarações de Rinaudo em Vila do Conde ou a presença de GL no aniversário de Wolfs que de certa forma desmentem. Como há de outros jogadores que entretanto sairam (Onyewu, Pranjic) que falam em anarquia.

Outras, que a terem acontecido como vêm aqui relatadas, consideraria escabrosas.

Não deixo passar em claro também o discurso marcadamente "ideológico" nitidamente encostado a uma tendência que me faz pensar se DS tem e teve a equidistância que devia ter alguém com as funções que acaba de exercer.

Como absolutamente lamentável, e isto para ser simpático, considero as alusões que fez ao caso da vigilância dos jogadores. Um caso exemplar do que só pode acontecer no Sporting.

Já deixo de fora a ingenuidade de quem afirma "que o que lhe interessa é que os jogadores joguem bem" como se não importasse o que os jogadores fazem antes e depois dos jogos.

Na ânsia do ajuste de contas com PPC Daniel Sampaio não se escusa de fazer referências a um "caso extraconjugal" no seio do plantel.

Quantos dos jogadores que ainda constituem o plantel têm hoje as suas relações sob escrutínio das esposas, familiares e até da comunicação social?

Que ganha o Sporting com isto?



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Um presidente no banco, no balneário, na relva, sim ou não?

É na sequência da leitura deste comentário e do impacto que teve na comunidade Sportinguista e na comunicação social a actuação de Bruno de Carvalho como presidente do Sporting nos momentos que rodearam o jogo em Braga que nasce este post.

Como o comentário do Virgílio se encarregou de assinalar não é a mesma coisa ir para o banco nos jogos, ir ao balneário nos momentos que os antecedem ou acompanhar a equipa de forma quase permanente. Como diria o outro uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Começando pelo que é evidente (e por isso não oferece dúvidas) falemos do acompanhamento da equipa. O histórico do Sporting aponta para muitas falhas a este nível, especialmente quando as coisas correm mal. Mas sabendo que os resultados de uma equipa de futebol pautam a saúde de um mandato, um presidente quer goste muito ou pouco, perceba muito ou nada de futebol, tem de estar o mais próximo possível da equipa ou delegar competências em alguém da sua confiança para o desempenho do papel. 

A delegação de competências tem riscos, como ainda vimos recentemente com o sucedido entre Godinho Lopes e Luís Duque. O homem forte para o futebol teve carta branca, comprou, dispensou, despediu e, quando as coisas ficaram mesmo feias bateu com a porta de uma casa a arder, deixando GL com a criança nos braços. O resto da história todos a conhecemos. 

Nos rivais vemos que Pinto da Costa optou por um modelo bipartido entre ele e um homem da sua confiança que, nos mais de 30 anos, conheceu apenas 3 nomes: Teles Roxo, já desaparecido, Reinaldo Telles e, depois deste cair em desgraça, Antero Henrique. No SLB Vieira já correu e saltou até ter acertado na contratação de Jesus e por isso é hoje mais ou menos indiferente que esteja lá Rui Costa ou Carraça a fazer figuras de corpo presente porque tudo passa pelo controlo do treinador.

Bruno de Carvalho fará a sua escolha, mas dificilmente o vejo a decidir-se por um papel ao jeito de rainha de Inglaterra. Como é expectável ter pela frente um mandato deveras complicado também não é provável que possa estar em todos os fogos. Por isso é provável vê-lo a liderar o acompanhamento do departamento de futebol profissional e, sempre que impossibilitado de o fazer, delegue em Inácio ou Virgílio as funções, mas sempre de forma pontual. Do que conheço das dinâmicas internas dos plantéis, muitos dos êxitos e dos inêxitos constroem-se nas noções que estes fazem das lideranças que os superintendem.

A presença no banco ou no balneário não sendo uma questão eminentemente técnica, deve ser tratada como tal. Se o presidente é o líder do clube o treinador tem que ser o líder do balneário e do banco. A presença de um presidente sobretudo no primeiro só deve acontecer em situações excepcionais, que não constituam regra sob pena de se esvaziar ou ser conflituante com o que compete ao treinador.

Soube ainda no fim-de-semana da decisão do presidente de se sentar no banco. O primeiro pensamento que me surgiu no imediato ao conhecimento da noticia foi a de uma decisão de risco. Não gostaria de ver o presidente do meu clube exposto ao poder discricionário que os árbitros usam quando tomam decisões que envolvem o Sporting, e que podiam, no limite, ir até a humilhação de uma expulsão. Podia ter acontecido na segunda-feira e é nestas alturas que descubro que de todas as qualidades e características que me faltam para ser presidente do meu clube, a de poder estar ali sem constituir uma bomba relógio é apenas uma de muitas.

Percebo a decisão como excepcional,  que tem a ver com o momento da equipa, pela necessidade de lutar com todas as forças por um lugar europeu, por este ser um momento para a sua própria afirmação quer junto da equipa quer dos adeptos em geral. Para lá da excepcionalidade não gostava de o ver colado a uma imagem que notabilizou Pinto da Costa, por entender que o Sporting tem uma matriz completamente diferente e sempre encontrou caminhos distintos para a materializar. 

Ainda decorrente da presença no banco ficou nos olhos de todos e mereceu destaque a invasão eufórica no relvado.  Fica um registo que pareceu espontâneo e genuíno e que equivale ao realizar de um sonho que é de cada um nós e que BdC pôde realizar por direito próprio, temperado por uma vitória que parecia marcada para não acontecer. O Sporting e os adeptos em particular também precisam deste "sacudir".

Não sei se o presidente foi ao balneário ou não e se, tendo estado lá, se chegou sequer a intervir. A ter acontecido, os jornais dizem que sim, o que não é necessariamente um facto, espero que decorra da excepcionalidade acima mencionada. Porque não conheço nenhum treinador, e conheço alguns, que aprecie a invasão deste espaço. 

Quando se fala em criar condições para Jesualdo se sentir confortável e tomar a decisão de ficar estas questões também têm que ser tomadas em linha de conta.

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