quinta-feira, 31 de outubro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O meu melhor do Mundo

A polémica com Blatter e a proximidade da atribuição anual do galardão de melhor do Mundo levam-me a escrever as linhas deste post. 

Mas antes de passar ao tema não posso deixar passar em claro e triste prestação do responsável do órgão máximo do futebol. Tendo visto e revisto o vídeo a conclusão é inevitável: é olhando para a triste figura de Blatter que sou confrontado com o medo das consequências de não saber envelhecer. Infelizmente exemplos não faltam, incluindo no nosso lindo mas depauperado rectângulo.

O melhor do Mundo no meu coração
O coração é demasiado pequeno e simultâneamente tão importante para poder albergar mais do que Ronaldo. A escolha feita pelo afecto supera as diferenças que nos podiam distanciar e realçam não apenas o facto de ser o mais notável fruto da formação do clube que amo, mas também trajecto meteórico que o arrancou de um ponto minúsculo no Atlântico para ser conhecido em todo o mundo. E obviamente pelo que faz em campo há mais de 10 anos consecutivos, estilhaçando recordes e contrariando por vezes até os mais optimistas. Também pela sua dedicação à profissão, que é um exemplo, porque não o impede de parecer ser de carne e osso como um de nós. 

O melhor do Mundo pela razão
Dos que vi jogar Messi é provavelmente o melhor jogador de sempre, já hoje. Quando as dúvidas se instalam olha-se para os números e eles dizem quase tudo. Mas seria criminoso procurar nas estatísticas e ignorar a magia e arte que espalha em campo. Futebol sinfónico, de riqueza plástica, já se devem ter esgotado os adjectivos e expressões idiomáticas para o qualificar. 

O melhor do Mundo este ano
Vamos ter oportunidade de o ver em breve num campo demasiado perto de nós. Demasiado perto para as aspirações de achamento do caminho futebolístico para o Brasil. Falo, claro está, de Ibraimovic. Talvez o seu carácter o tenha impedido de chegar mais longe, ou apenas o destino quando o colocou fora do melhor Barcelona de sempre. Ou ambos. Mas, pelo fez este ano e porque o futebol não o deveria deixar desapertar os atacadores das chuteiras sem o distinguir, seria o meu eleito deste ano.

Remato considerando-me um privilegiado. Não só por poder desfrutar da classe dos nomeados, mas também por não me deixar infectar por questões completamente laterais à qualidade indiscutível de todos eles. Por isso, se esse dia chegar, poderei contar aos meus netos as suas proezas,  eles que se juntam numa galeria onde figuram Maradona, Ronaldo, Ronaldinho, Figo, Romário,Van Basten, Johan Cruyf, Franz Beckenbauer. Mas sempre com lugar especial reservado para Ronaldo. Porque é o do coração.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Antes de depois do Clássico: o discurso do Presidente, os Casuals e outras violências

Algumas notas sobre alguns eventos à volta do clássico no Dragão e que me parecem merecer referência. As minhas desculpas pela extensão do post. O vídeo e a foto que o ilustram são da página Alma Verde.

O discurso e exposição mediática do presidente
Tal como aqui já havia referido anteriormente entendo que o Sporting não se deve encolher por uma qualquer razão sempre que o clube seja visado por terceiros, seja eles quem forem. Se é o presidente que deve estar à cabeça, se a resposta deve ser dada através de comunicados já merece outro cuidado. Mais cuidado ainda deve merecer o conteúdo das respostas, que não pode nunca dar a impressão de ser descuidado, falar por falar.

Por outro lado parece-me tão desajustado ficar calado como dizer tudo e mais alguma coisa a propósito de tudo e de coisa nenhuma. Critério, objectividade, e as sempre distintivas marcas de inteligência e classe, porque a isso estamos obrigados quando falamos pelo Sporting, são imprescindíveis.

Dito isto não parece que as últimas intervenções do presidente tenham sido pautadas pela objectividade, oportunidade e acerto. As respostas que verdadeiramente contam dão-se em campo. Um discurso que depois não cole com a exibição e particularmente com o resultado expõe-nos. 

De tal forma é assim que até o Josué  se achou no direito de nos dar lições no final do jogo. Quem é o Josué? Não fora o futebol e não passaria de um sério candidato a indigente a engrossar o número de dependentes de RSI, e que me perdoem quem a vida cortou todos os outros caminhos.

Também não gostei que tivesse centrado o seu discurso de sábado num ponto de vista meramente pessoal, quando o que estava em causa era o Sporting, um jogo da sua equipa mais representativa e os adeptos que a acompanhariam. Confesso que não gosto desta tendência de sujeição do "nós", isto é o Sporting Clube de Portugal ao "eu" Bruno de Carvalho.

Nunca é demais lembrar que na curva norte do antigo estádio das Antas um adepto do Sporting foi esfaqueado, com a conivência das forças que deviam ser da autoridade. Veja-se o que sucedeu desta  feita com as faixas e bandeiras da Juve, algo que nunca se viu em mais nenhum estádio, creio. Quando há violência os adeptos são sempre a infantaria, a carne para canhão.

E não foram rigorosas no que diz respeito à casa onde haveria de ser recebido e ao tratamento que lá se dispensa aos presidentes e demais dirigentes dos clubes visitantes: Jorge de Brito já não está entre nós, mas ainda há dirigentes do SLB (não sei se do Sporting também) com "saídas à general", camuflados em ambulâncias e já bem "quentinhos", que o testemunham.

Mas se já não havia sido feliz nas respostas a Pinto da Costa ainda o menos o foi quando respondeu a Rui Moreira. Não creio que o devesse fazer por 2 razões essenciais, descontando logo à partida o teor que foi esparso, para ser simpático:

- O presidente do Sporting não responde a comentadores de jornais, ou corre o risco de baixar o seu cargo ao mesmo nível. Outra coisa seria se Rui Moreira tivesse falado como presidente de câmara eleito, o que não foi o caso.

- O presidente do Sporting deve evitar temas fracturantes e procurar um discurso agregador. Descair o comentário em temas de cariz politico-partidário - como foi o caso da resposta a Rui Moreira- religião e outros, é um erro de palmatória, porque obviamente divide. Deve ter sido assim que se sentiram os apoiantes do actual presidente da C.M. do Porto e que acumulam essa característica com a sua qualidade de Sportinguistas.

Rui Moreira acusou-o de "populista"? 

Mas que credibilidade merece essa acusação vinda de alguém que há 30 anos tem um presidente como Pinto da Costa? Ele que no inúmero rol de títulos tem o de uma teia organizada de corrupção? Quando Rui Moreira se debruçar sobre isso talvez se coloque em posição de criticar o presidente do Sporting e então merecer a sua atenção.

Quanto à acusação propriamente dita (populista) estou à vontade para falar sobre o assunto. A minha ligação ao Sporting não depende da pessoa que ocupa a cadeira da presidência. Não vou aos jogos apenas quando a equipa triunfa, vou sempre que a minha vida me permite. Por isso já estive em bancadas repletas como em outras que os dedos que nos são concedidos em todos os membros dariam para contar os adeptos. 

O futebol é "um negócio" de emoções (talvez sem aspas...) e assim um presidente tem que o perceber e agir em consonância. É preferível um presidente populista a um presidente distante, mas sempre dentro dos limites que o bom-senso impõe.

Para rematar o tema concluiria que um presidente que tem sido elogiado - interna e externamente - pelo que faz não devia fragilizar-se e expor-se pelo que diz, especialmente num pais em que muita gente diz muita coisa mas faz muito pouco. Porque o que é importante não é "o que" ou "quem" ele é, mas "o que" e "quem" representa. Sei que a minha apreciação está longe de ser consensual, mas considero-a premente, especialmente neste momento, que é também de aprendizagem e ajustamento.

Os Casuals
Reprovo à partida qualquer mensagem ou acto que incite à violência, por ser essa a minha natureza. Se esse é o caso fica já aqui a minha posição. No que ao futebol diz respeito, cresci a ir sozinho ao futebol, a ser levado pela mão por desconhecidos e regressar a casa feliz da vida por poder ter assistido a uma partida de futebol.

Mas não vou tão longe ao ponto de afirmar que "isto não é o Sporting" quando hoje se conhecem(?) as consequências da sua acção. Seria negar a realidade - sabemos no que isso dá... -  e negar-lhes uma condição - a de Sportinguistas - que mesmo que corresponda a um sentimento mal orientado, é factual.

Porém, sem conhecer o ponto de vista dos envolvidos, que me parece a forma mais adequada de formar uma opinião. Acrescento a propósito do tema algo que escrevi no mural do FB de um amigo: 

"Também podíamos falar de outros Casuals como os árbitros auxiliares extra. Como é o caso do Paulinho Santos, André e outros que se sentam estrategicamente num banco ao lado do banco de suplentes insultando os jogadores adversários e pressionam os verdadeiros (?) auxiliares a levantar a bandeirinha sempre que necessário e de forma conveniente. Ao ponto de sermos levados a pensar que têm um tique ou são todos descendentes de guardas de passagem de nível da CP. 

Bem, no que diz respeito às manobras do FCP tínhamos tanto que falar que o Zukemberg tinha que fazer um novo FB apenas a elas dedicadas. Mas isso tem algum interesse mediático/jornalistico comparado com os casuals, apesar das décadas já assim passadas?"

Os Stewarts
A gravidade da actuação desta gentalha é ainda mais extrema que a dos Casuals. Ao contrário destes, eles existem para zelar pela segurança. Provocar as claques, roubar adereços (bandeiras, faixas) que depois foram vistos numa claque rival é muito mais do que irresponsabilidade, é comportamento incendiário. Quando tal aconteceu estava ainda poucos elementos das claques. O que teria sucedido se fosse uns minutos mais tarde, já com todos no estádio? 

O comunicado e a recepção
Não fiquei surpreendido com o que foi descrito no comunicado do Sporting. O que lá vem é apenas uma versão soft-core do que ali se passa sempre que acontece algum jogo importante. O presidente não havia dito que uma recepção hostil era sinal que incomodávamos? Então é sinal que estamos a fazer algo bem feito e, mais do que nos queixarmos, é saber responder em conformidade, em devido tempo. 

Diga-se a propósito que, para quem passou os últimos anos a puxar o lustro a uma conversa bafienta e a querer arrogar-se o direito de representar uma zona do País, esta forma de receber é justamente a oposta à que representam as nobres tradições populares ou aristocratas da região. É o mesmo sintoma de abastardamento de quem, pelo comportamento reiterado, acha que para ganhar até pode vender ou comprar a verdade. Ou o que mais preciso for.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sair do clássico com uma derrota clássica

As estatísticas comprovam-no, pontuar no estádio do Dragão deve ser um dos resultados mais difíceis de conseguir para o Sporting. Para o Sporting e não só, levando em linha de conta que o FCP não perde em casa há 5 épocas. Ressalve-se no entanto, em relação ao historial recente, termos terminado com a equipa completa e sem que a arbitragem tenha sido um dos factores de desequilíbrio.

O(s) momento(s) do jogo
Julgo ser consensual identificar o momento do jogo. Esse ocorreu com o segundo golo dos anfitriões, quase momento subsequente ao golo do empate de William Carvalho e quando o Sporting, já na segunda metade do jogo, estava a conseguir algum ascendente sobre o adversário. Ascendente que estava a obrigar o FCP a reagrupar atrás da linha da bola e a deixar as bancadas dos seus apoiantes em silêncio. 

Elejo um segundo momento em que poderia devolver o Sporting ao jogo, quando Montero, num lance muito semelhante em que havia conseguido o golo no derby, desta feita permite a defesa de Helton. Este havia de ser decisivo ainda ao defender um bom remate de Piris. O Sporting acusaria o toque e já não voltaria ao mesmo nível que começou na segunda metade.

Superioridade em tons de azul e branco
O resultado talvez tenha um golo a mais (não revi ainda os lances na TV, mas pareceu-me haver fora-de-jogo na movimentação de Jackson) mas premeia a melhor equipa em campo. E foi-o porque tem os melhores jogadores, que custam muito mais dinheiro - só Danilo, o autor do segundo golo, custa tanto como o nosso actual orçamento anual - e porque em termos colectivos está alguns níveis acima do que podemos fazer neste momento. 

Superioridade que se reflecte na melhor gestão emocional dos diversos momentos e que foi ontem ampliada pela sorte do jogo associada a erros nossos em momentos decisivos do jogo. Foi assim que chegaram por duas vezes à vantagem: um erro infantil de Maurício daria o penalty num momento em que o jogo não tinha dominador claro e uma perda de bola de Adrien apanha a equipa em desequilibro e incapaz de responder à incursão ao centro de Danilo. 

No confronto de treinadores Paulo Fonseca acabou por levar a melhor. A pressão permanente sobre o portador da bola a condicionar as decisões, as movimentações de Lucho e Josué foram um constante quebra-cabeças para a nossa linha média. Varela deu muitas vezes largura e comprimento que não conseguimos evitar, com Carrilo a ajudar Cédric apenas com os olhos na maior parte das vezes. Sobretudo na primeira parte tivemos um tempo de posse de bola sempre muito curto, quase sempre perdida na saída para o ataque, muita dificuldade em circular a bola até aos sectores mais avançados da equipa, muito por força de Carrillo e Wilson Eduardo passarem grande parte do tempo escondidos, sem se darem ao jogo.

Jardim não quis alterar a forma de jogar, optando por um eventual reforço da linha de meio-campo, para aí tentar assegurar alguma segurança, nem tentou recuar as linhas estacionando o autocarro em frente à área. Preferiu manter-se fiel aos seus princípios e, perder por perder, como quase sempre tem acontecido ali, prefiro assim. Se a equipa reler o jogo de ontem e dele souber retirar os devidos ensinamentos, perdemos apenas três pontos, mas pode dar passos em direcção à sua consolidação.

Análises individuais  
Patrício - Sofreu três golos sem poder fazer nada para os evitar.

Cédric - teve o jogador mais activo do adversário do seu lado sem grande ajuda.

Maurício - O penalty foi a nódoa que manchou o facto de ter praticamente secado Jackson.

Rojo - Não revi ainda o jogo mas parece-me que não foi por ali.

Piris - É muito provável que Jefferson regresse ao lado esquerdo da defesa, o que porá o lugar de Cédric em perigo, uma vez que não é provável que Jardim interrompa sem mais as boas prestações que vem realizando.

William Carvalho - Falta-lhe ainda algum nervo, provavelmente será sempre assim, mas tornou-se um jogador fulcral no Sporting de Jardim. Como a evolução possível lhe amplamente é favorável tem tudo para se tornar um caso sério.

Adrien - Não vi as estatísticas mas no estádio ficou-me a ideia de ter sido dos mais responsáveis pelas perdas de bola, imperdoável a do segundo golo, quando era importante salvaguardar a vantagem emocional que o empate e uma relativa superioridade sobre o jogo que então detínhamos. Apesar de não virar cara à luta, não teve um jogo feliz.

André Martins - Fez o jogo possível, sempre emparedado entre Fernando e Herrera, mas tem o lugar ameaçado porVitor.

Vítor - Entrou talvez um pouco tarde, a segurança de posse e visão de jogo que podia dar outro fôlego ter sido mais úteis.

Wilson - Passou ao lado do jogo.

Carrillo - tem um estilo sempre enervante. Umas vezes enervante para os adversários outras vezes para os adeptos. Ontem foi assim também, sendo que a maior parte das vezes calhou-nos a nós fava. Precisa de outra intensidade e participação no jogo. 

Capel - Entrou tarde e quando já decaímos, ainda assim conseguiu dar outro comprimento ao jogo, mas por pouco tempo, o jogo morria pouco depois.

Montero - Podia ter sido decisivo, quando o tem sido quase sempre, mas não foi.

Magrão - É certo que já estávamos encomendados quando entrou mas não justificou a chamada.

O melhor do Sporting
Sem dúvida nenhuma que o melhor jogador do Sporting foi o 12º jogador. O que jogou na bancada, que cantou, gritou. O que voltou a dar naquele estádio a lição que a demonstração de grandeza se faz também pelo fervor clubistico e pela capacidade de mobilização que a mensagem de uma colectividade consegue alcançar no meio em que se insere, apesar das vicissitudes do momento que atravessa.

E agora, depois da primeira derrota?
A resposta cabe à equipa, que na próxima jornada vai encontrar um inseguro Marítimo, com o lugar de treinador em causa. Para eles será um jogo de tudo ou nada, com as implicações que isso tem. Cabe também aos adeptos que, apesar do resultado decepcionante de ontem, não têm quaisquer razões para estarem decepcionados com a trajectória da equipa. Dos melhores classificados do ano passado falta-nos apenas jogar com Paços de Ferreira, que não é hoje o que foi ontem. O Estoril será o osso mais duro de roer pelo que vem jogando e a deslocação a Guimarães é, como sempre, difícil. Contudo estamos na segunda posição. Quem diria?

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

¿Cuánto dura una sorpresa? - O que dizem de nós do outro lado da fronteira

Partilho hoje com os leitores um artigo interessante sobre o arranque da nossa equipa de futebol. Da autoria de Brais Touriño, para o portal Sphera Sports, é uma análise sobre o nosso arranque na Liga Zon Sagres. Mantenho o castelhano original pois é perfeitamente perceptível.


¿Cuánto dura una sorpresa? Este próximo fin de semana se disputa en Portugal la octava jornada de la Liga ZON Sagres, tras el parón motivado por la selección y la Taça. Tras siete fechas ya disputadas, no deja de sorprender ver al Sporting Clube de Portugal ni más ni menos que en segundo lugar. Y a tan solo dos puntos del líder, el Porto.  

Indudablemente, como esté un equipo en la jornada siete es poco más que circunstancial, pero es difícil mantener la calma en la mitad sportinguista de Lisboa, quienes hace años no pelean de tú a tú con Benfica y Porto. Y es que el club franjiverde, no supera a alguno de ellos desde la temporada 2008/09 cuando fue segundo y no conquista la Liga Portuguesa desde la temporada 2001/02. Y eso, para un sportinguista, es demasiado tiempo.

Tras el descalabro de la temporada pasada, con un banquillo por donde pasaron cuatro entrenadores (Sá Pinto, Océano, Vercauteren y Jesualdo Ferreira), una economía bajo mínimos, y la peor clasificación histórica en la Liga (7º), es entendible que la ilusión de los Leões esta campaña sea máxima.

La temporada empezó con una goleada (5-1) en el Jose Alvalade allá por mediados de agosto, ante el recién ascendido Arouca. Y ahí, pese a ser el primer partido de la temporada, pudimos ver ya una de las claves, sino "LA CLAVE" de la buena racha del Sporting esta temporada: Fredy Montero. El colombiano [cedido por el Seattle Sounders de la MLS previo pago de 1 millón de euros], hizo un hattrick "perfecto" (un gol con cada pie y otro con la cabeza) poniendo ya algunos focos sobre su figura.  

Pero es que a la semana siguiente, contra el Académica, se impuso en Coimbra por 0-4, y ahí la curiosidad dejó de serlo. La siguiente jornada, la tercera, llegaba al Alvalade todo un Benfica, en el derbi clásico de Lisboa. Y el Sporting no solo aguantó, sino que a punto estuvo de hacerse con el encuentro. Aún así, el empate a uno contra sus vecinos ricos, con abono histórico para ganar la Liga ZON Sagres, tuvo aires de victoria, aires de poder pelear con la bicefalia. ¿Quién marcó? Claro, Fredy Montero. Jornada tres, cinco goles.

Jornada 4, tras la hazaña de la semana anterior, la revelación de la Liga mantuvo su push ganando fuera en el campo del Olhanense. La siguiente semana, concedió un empate al Río Ave.

En la sexta jornada, el Sporting viajaba al siempre complicado campo del SC Braga de Ruben Micael. Tras cinco partidos, el equipo estaba invicto con tres victorias y dos empates. Y a los cuatro minutos del pitido del árbitro, Montero ya había puesto el primer gol en el marcador. Antes de la media hora, Alan empató el encuentro, pero cuando todo olía a empate, otra de las sensaciones del equipo, Cédric Soares, desnivelaba el encuentro, dándole los tres puntos a los lisboetas.

Ya de vuelta al Alvalade, en la última jornada, goleada 4-0 al Vitória Setubal que les colocaba líderes provisionales. Y dos goles más de Montero, que ya suma 9 en liga.

Ahora, espera el FC Porto en el Estádio do Dragao, donde puntuar y aguantar el pulso en Liga al conjunto de Fonseca, sería un gran golpe de efecto y toda una declaración de intenciones. Y lo cierto es que no es una locura pensar en ver a los franjiverdes puntuando en el fortín de los dragones.

¿Cuáles son las claves de este Sporting?

- Sin duda, la más importante es Fredy Montero. Velocidad, presencia, instinto, el delantero total. Máximo goleador de la ZON Sagres. Siete jornadas y nueve goles. El equipo ya lo ha adquirido en propiedad y a poco que mantenga su nivel, va a ser complicado que lo mantengan el próximo verano el la plantilla. Y además el peruano Carrillo es un gran socio para el colombiano, juntos, son tendencia en Portugal.

- Solidez defensiva. Además de ser el conjunto más goleador (19), el Sporting es también el equipo menos goleado (4). Y eso es gracias a un bloque defensivo asentado, liderado por Rui Patricio, sin duda el mejor portero de Portugal y líder total del equipo. Acompañan al meta luso la pareja de centrales formada por Mauricio y el argentino Rojo aportando solidez, y en los laterales, dos de las sensaciones del principio de temporada, el ex-Palmeiras Jefferson en el carril izquierdo y el recientemente debutante con la "seleçao" Cédric Soares en la derecha. En el medio campo, otra grata sorpresa es William Carvalho, recuperador incansable que tras una enorme pretemporada, es un fijo para el entrenador.

- Filosofía. Y la culpa es de su entrenador, Leonardo Jardim. El ex entrenador del SC Braga,  tras su aventura griega en el Olympiacos, está devolviéndole al club la confianza depositada en él. Más allá de exhibir un fútbol vistoso, que explota las bandas en toda su plenitud, no ha dudado en darle la alternativa a jóvenes con mucho futuro. Como ejemplo valga que el mediocampo más recurrente en los Leões lo forman William (21), Andre Martins (23) y Adrien Silva (24).Un equipo con mucho futuro, apoyado en un dato demoledor; la media de edad del equipo es de 22,29 años. Y hasta ahora, están comportándose como verdaderos adultos.

Es complicado saber hasta donde puede llegar el Sporting, si realmente aguantará la competencia con el FC Porto y con un Benfica que, al final, es complicado no imaginárselo ahí arriba peleando la Liga ZON Sagres. Por ahora, nos queda disfrutar del fútbol del conjunto de Jardim y dejar que pasen las jornadas, y si las cosas siguen así, quizá un tercer contendiente anime el final del campeonato.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Não somos candidatos...


 
... ao titulo. Somos candidatos a vencer todos os jogos! Há uma diferença abissal entre estas duas condições. Claro que o nosso estatuto obriga, sempre, o Sporting a lutar pela vitória, seja qual for o campo, seja qual for o adversário, sejam quais foram as condicionantes que num determinado tempo vivemos. Somos candidatos a vencer todos os jogos e o próximo não é excepção.
 
Não vamos invadir o campo do actual campeão nacional com sede de vitória, por soberba, megalomania ou sequer desrespeito pelo adversário. Vamos para vencer porque a isso estamos reduzidos, são estas as probabilidades que temos para sobreviver, lutar sempre para vencer. Felizmente este ciclo terrível da nossa história não termina domingo, independentemente do resultado do próximo jogo os nossos objectivos não se alteram. Até final do ano não há como recuar, só podemos ir a jogo, a todos os jogos, esquecer as dúvidas e os receios, fixar os olhos no Leão Rampante que ruge no nosso peito e lutar pela vitória.
 
Fruto da ausência das competições europeias o Sporting apresentou-se para disputar as competições nacionais com um grupo muito reduzido de jogadores, um risco assumido mas que limita a ambição natural de candidaturas a títulos. A performance da equipa tem sido extraordinária e é visível o modo sério como encara o seu objectivo, as vitórias foram duramente conquistadas e o profissionalismo idêntico fosse o rival o simpático Alba ou o nosso eterno rival.
 
Nada justifica que se mude de discurso ou se alterem percursos, nem a vitória no domingo, que será apenas mais uma das dezenas que temos de conquistar. O nosso treinador, o nosso Presidente, todo e qualquer elemento dos órgãos sociais ou personalidade mais ou menos mediática do universo Sporting (neste aspecto somos um universo muito fértil) continuará a ser metralhado pela comunicação social com a pergunta da moda – O Sporting é candidato ao título? – as respostas serão o espelho da imensa diversidade que a massa adepta representa. Eu responderia, “O Sporting só quer vencer. Sempre!”, isto se estivesse bem disposto, caso contrário diria qualquer coisa como, “Você não tem nenhum 4º grande para ir chatear com essa pergunta?” ou “Eu achava que tínhamos umas hipóteses, mas agora que vi jogar o Cavaleiro... ficou tudo muito mais difícil.”.
 
A conjugação da ausência das competições europeias e da maturidade e exibições que a equipa tem produzido em campo, pode trazer algumas surpresas vindas dos nossos rivais, pelo menos, todos parecem aflitos para nos imitar e serem afastados dessas competições o mais rápido possível. No caso do nosso eterno rival o meu conselho era que não o fizesse, basta ser eliminado à 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Simples.
 
Voltando ao jogo de domingo e falando agora propositadamente para os nossos adeptos, se para a equipa é apenas mais um jogo que tem de vencer, para vós é uma jornada brutal! A curva esteve em longas obras e pelos estádios nacionais já poucos se lembram do que é a nossa força do início ao fim do jogo. Segundo li no post do LdA, fomos todos convocados e os que marcam presença no estádio têm dorsal atribuído, serão o 12, aquele que nunca se cansa, aquele que nunca abandona, aquele que nunca se cala, pelo que assisti nos últimos jogos posso duvidar de muita coisa, mas há uma que tenho a certeza.

 Tu vais vencer!

Taça de Portugal - Podemos pedir um Roberto?

Para lá de todas as considerações sobre os ditames do sorteio - também me parece demasiado cedo ir à Luz pois qualquer adepto do Sporting sabe que há sempre 3 resultados possíveis - há uma missão a cumprir nesta eliminatória: levar o bom futebol ao estádio dos rivais, que tão ausente tem estado por aqueles lados. 

Ah, sim o Artur não está mal, mas dava jeito o Roberto...

Vou querer uma destas

Ora cá está uma medida de marketing inteligente:

Segundo noticia hoje o Record: "a camisola 12 passa a ser de uso exclusivo dos adeptos e associados do Sporting. A decisão assumida pelo conselho diretivo presidido por Bruno de Carvalho é extensiva a todas as modalidades do clube e aplicável a todas as categorias."

Vou querer uma destas. E desejar que à medida corresponda a venda de muitas camisolas com o número 12 estampado.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vacilar Gouveia

Uma pequena nota para o presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, Bacelar Gouveia: Se não puder ajudar o Leonardo Jardim (a gerir as expectativas dos adeptos e sobretudo dos jogadores) pelo menos não estorve. Da próxima vez que vir um microfone não vacile, fale do tempo ou como a outra: sei lá!
E já agora dê uma vista de olhos aos estatutos.


Artigo 58°
(Competências do Conselho Fiscal e Disciplinar)

 
1 – Compete ao Conselho Fiscal e Disciplinar.


a) dar parecer sobre qualquer assunto a pedido do Conselho Directivo relativo à gestão do Clube;


b) dar parecer  sobre as propostas de orçamento anual e orçamentos suplementares elaborados pelo Conselho Directivo;


c) dar parecer sobre o relatório de gestão e as contas do exercício e demais documentos de prestação de contas;


d) dar parecer sobre as propostas do Conselho Directivo relativas ás matérias referidas nas alíneas i, l) e m) do número 1 do artigo 42º, antes da sua submissão à Assembleia Geral ou ao Conselho Leonino; 


e) dar parecer sobre os demais assuntos que expressamente lhe sejam cometidos nos estatutos;


f) fiscalizar  os actos administrativos e financeiros do Conselho Directivo, procedendo ao exame periódico dos documentos contabilísticos do Clube e verificando a legalidade dos pagamentos efectuados, assim como das demais despesas;


g) dar parecer relativamente aos empréstimos e outras operações de crédito que sejam da competência do Conselho Directivo e que representem pelo menos dez por cento das receitas orçamentadas para o respectivo exercício;


h) proceder à análise de participações ou queixas que lhe forem apresentadas pelos outros órgãos sociais, ou por, pelos menos, dez sócios efectivos, contra qualquer sócio do Clube, mesmo que o visado seja membro de  qualquer dos órgãos sociais em exercício. Proceder, por iniciativa própria ou no seguimento das participações ou queixas, a instauração de processo disciplinar, deliberando, por maioria de, pelo menos, dois terços dos membros em efectividade de funções, no que respeita à aplicação da sanção. Caso o arguido seja membro do Conselho Fiscal e Disciplinar, não poderá participar na instrução do processo disciplinar, nem na votação da sanção, não sendo considerado para a determinação da maioria de dois terços referida nesta alínea;


i) obter do Conselho Directivo, ou de qualquer dos seus membros, as informações e esclarecimentos que tenha por necessários sobre quaisquer operações de relevância económica ou financeira, realizadas ou em curso, desde que, na sequência da fiscalização e análises efectuadas, como preceituado na alínea f) deste número, tenham surgido dúvidas quanto à sua adequação aos interesses do Clube;


j) participar ao Conselho Directivo quaisquer irregularidades, ou indício delas, que tenha detectado no exercício das suas funções e que sejam susceptíveis de imputação a empregados ou colaboradores do Clube, para que o Conselho Directivo ordene as averiguações necessárias à confirmação e identificação dos autores, e promova o que caiba para a devida responsabilização.


2 – Quando estiver em causa irregularidade imputada a membro do Conselho Directivo, e sem prejuízo do competente processo disciplinar, o Conselho Fiscal e Disciplinar participará o facto ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral.


3 – Os membros do Conselho Fiscal e Disciplinar são pessoal e solidariamente responsáveis com o infractor pelas respectivas irregularidades, se delas tiverem tomado conhecimento e não tiverem adoptado as providências adequadas.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A fruta pôdre no caminho de Jardim

Moutinho:

«Espero um grande jogo, entre duas equipas que atravessam um bom momento, e que o F.C. Porto ganhe»

É perfeitamente legitimo o desejo de Moutinho. Num individuo que nasceu benfiquista, jurou amor ao Sporting e agora prefere que o FCP vença esta afirmação tem até um valor muito residual. Mas como adepto que testemunhou durante anos o carinho que lhe foi dispensado, as honras imerecidas que lhe foram concedidas, não posso deixar passar em branco.

Por isso, se eu fosse o Leonardo Jardim explicava aos elementos do plantel que não conhecem o percurso deste bandalho - vai-se usar agora... - explicava a todos como, depois do que ele disse, se tornou ainda mais importante para todos nós vencer o próximo jogo no Dragão.

Depois afixava a frase no balneário de Alcochete, no encosto de cada banco no autocarro e no espelho de cada quarto do hotel onde a equipa pernoitará na véspera do jogo com o FCPorto. No final do jogo, independentemente do resultado, enviava-lhe uma camisola suada dos noventa minutos do jogo e um dicionário onde constaria apenas a página onde está a palavra "gratidão".

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Taça de Portugal: algumas notas do festim leonino

1- Merecem-me a primeira nota de respeito o público presente em Alvalade. Não apenas o público Sportinguista, que deu o seu já habitual recital, mas também os apoiantes do Alba. Estimam-se em mais de 2.000, número a fazer inveja a muito clube com mais pretensões e corar de vergonha outros que se dizem grandes mas que mais não fazem do que exibir as suas limitações. 

2- Lição de respeito e seriedade foi dada também pela equipa do Sporting. Respeito pela profissão, respeito pelos adeptos. É verdade que nem sempre que um jogo corre mal se possa acusar os jogadores de menos empenho ou vontade de ganhar. Muitas das vezes as dificuldades são também sinónimo de acerto táctico do adversário. É também verdade que o adversário não podia fazer muito mais do que fez mas tal sucedeu pela conjunção das suas limitações com a postura da nossa equipa, que levou o jogo até ao final do tempo regulamentar e não apenas quando se tornou claro o resultado do jogo.

3- Nota também para as ideias de Leonardo Jardim reveladas na forma como geriu o plantel. Ao contrário dos seus congéneres dos rivais, Jardim tem que lutar com o abrandamento do ritmo imposto pelas selecções. André Martins e Cédric tiveram direito a passeio patrocinado pelo seleccionador nacional, algo que já havia sucedido com Adrien recentemente. Se a memória não me atraiçoa Rojo e Carrilo jogaram pela Argentina, Patricio e William Carvalho por Portugal e o resto do plantel esteve parado. Isto seguramente que tem custos no ritmo dos jogadores, pelo que as opções de Jardim em constituir a equipa que abordou um jogo com uma maioria significativa de habituais titulares se justifica. Descontando naturalmente Boeck, apenas 3 mexidas para dar minutos a Piris, Magrão e Vitor.

Algumas notas individuais:

Boeck: Infeliz no golo e no próprio jogo. No golo reparte culpas com Ruben Semedo, mas não deixa de confirmar que chá de banco é pior inimigo para a boa forma de qualquer jogador, em especial de quem joga numa posição tão especifica.

Piris: Ficaria com imensa pena de ver interrompida a afirmação de Cédric, que até já o levou, mesmo em circunstâncias especiais, à convocação para a selecção principal. Por outro lado estar ali Piris deixa Jardim e os adeptos mais ou menos confortáveis com a eventual necessidade de o chamar a jogo.

Magrão: Quanto mais joga mais evidencia as suas dificuldades, mesmo levando em linha de conta que a lateral-esquerda da defesa não é da sua preferência. Dificuldades que não são técnicas mas físicas e também de integração numa filosofia de jogo que exige muito mais intensidade que ele parece poder dar.

Rinaudo: Provavelmente a maior surpresa da época, como consequência da titularidade de William Carvalho. Se Jardim conseguisse fazer a osmose de ambos, dando ao mais novo a fibra e capacidade de reacção do argentino e a este o sentido posicional e a forma como sai da pressão  tínhamos provavelmente os melhores "6" do campeonato.

Vitor: O mesmo que foi dito sobre Piris/Cédric aplica-se a Vitor/André Martins. Só lhe peço que se for titular no dragão que não falhe uma oportunidade como a de ontem. De resto que jogue o que sabe.

Slimani: Ainda não vi o suficiente deste jogador para formar uma opinião. Falhou um golo feito que o próprio parecia ter tornado fácil, mas marcou nos 20 minutos que esteve em campo. Diferente de Montero e o Sporting teria tido muita sorte em ter contratado dois matadores como o colombiano. A rever.

Montero: Chega ao Dragão com o ponteiro da confiança completamente a fundo. Correndo normalmente só precisa que lhe dêem umas bolitas que ele faz o resto.
Infografia MaisFutebol

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Jogo no Dragão: estar onde é preciso!

O jogo do próximo dia 27 no Dragão está a despertar enorme expectativa e particular interesse entre os adeptos sportinguistas. De tal forma que muitos não vão querer ver o jogo noutro local que não seja nas bancadas e a apoiar a equipa. Assim, todos os que queiram adquirir um bilhete para o jogo e que não queiram ou não possam deslocar-se às bilheteiras de Alvalade o Solar do Norte estará a funcionar como uma extensão virtual, bastando para isso seguir o link abaixo:


Para os que vivem longe da Cidade Invicta e que, adicionalmente, precisem de boleia ou tenham lugar disponíveis sugiro um novo site, o Boleia.net, um projecto novo que pode ser usado para qualquer outro efeito mas que disponibiliza um link próprio para o jogo:

Boleia para o jogo FCPorto - Sporting Clube de Portugal

Pormenores a ler aqui: Bola 2.0

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Premiar a incompetência, perpetuar a subserviência

No site do Público:

"A profissionalização do árbitros portugueses já está em marcha. A direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deliberou esta quarta-feira atribuir 150 mil euros para a primeira fase do projecto, que deverá estar concluída no final da presente temporada.


Este é o passo inicial para a concretização de uma medida há muito aguardada pela classe. Depois do lançamento da Academia de Arbitragem, a FPF, sob a liderança de Fernando Gomes, avança para o terreno com um projecto que tem sido defendido com unhas e dentes por Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem (CA)."

Em teoria a profissionalização dos árbitros é uma boa medida, inevitável até. Serão os últimos, ou dos últimos, a permanecer amadores ou semi-amadores num mundo altamente profissionalizado e em que cada agente é compelido a especializar-se ou ficar a ver os comboios a passar. Mas não é por essa circunstância que a arbitragem se deve profissionalizar, antes pela exigência da própria actividade. Que ninguém duvide, julgo que ninguém o faz, que tomar centenas de decisões em 90m de jogo requer aptidões excepcionais, além da vocação e talento específicos, que têm de ser considerados como pré-requisitos.

Na prática a profissionalização pouco ou nada irá curar a doença crónica de que padece a arbitragem: a suspeição. E sem eliminar as razões da infecção não se eliminará a doença. Por isso antes de se passar à profissionalização, ou até em simultâneo, mais do que sinais de desinfecção dever-se-iam tomar medidas muito concretas na eliminação da opacidade envolventes, afinal o caldo de cultura para todas as bactérias e parasitas que se alimentam do meio.

O Apito Dourado, como qualquer oportunidade perdida, ao ínvés de criar um novo regime, só veio acentuar a desconfiança em torno da arbitragem, criando nos adeptos, perante as evidências, a ideia de impunidade. Os actores são mais o menos os mesmos, os procedimentos também pouco mudaram. Saber que Lucílio Baptista viu os seus recitais premiados com um lugar de vogal no conselho de arbitragem não ajuda a credibilizar o meio, antes pelo contrário. Não saber quem são, como e porquê são recrutados os observadores também não. Mas estes são peças fulcrais na classificação dos árbitros e que por isso influenciam quem sobe e desce, logo quem chega a internacional. O mesmo é dizer quem ganha mais, provavelmente o cerne da questão.

Os próprios árbitros também continuam a ser os mesmos, esses que durante anos foram incapazes de fazer uma denúncia ou sequer uma nota de protesto contra pressões a que estiveram sujeitos. Pior, foi por serem coniventes e não o fazerem que hoje alguns conseguiram chegar a internacionais. Esta subserviência, este beijar a mão do dono, é a raiz da sua própria descredibilização aos olhos dos adeptos. Reconhecida a subserviência generalizada, há que apontar a incompetência pura e dura. João Ferreira, Capela, Paulo Baptista, são-o, isto para citar apenas alguns.

(Há dias tomei conhecimento de um dado curioso e que escapa à generalidade dos adeptos, mesmo dos que "consomem" futebol diariamente. Jorge Coroado, à época talvez o melhor árbitro, seguramente um dos melhores, esteve 6 anos sem arbitrar um jogo que fosse do FCP. Este dado só não é estranho porque se sabe que, para lá da sua propensão para a azia, era conhecido por não ser pressionável. O resto cada um que julgue por si.)

Mas será que os árbitros portugueses são piores que os outros? Não creio, antes pelo contrário. Afirmo isto no que à apreciação técnica diz respeito e pelo que vejo nas suas actuações em competições internacionais. Mas das suas actuações nos rectângulos do nosso rectângulo com vista para o mar é como se víssemos outros. Aqui os critérios são de geometria variável, adaptando-se em função da cor da camisola de quem quem faz a falta, de quem mete a bola à mão, ou o inverso. Afinal o mesmo que se verifica com as decisões do Conselho de Disciplina na apreciação e consequente punição de uma cuspidela e que leva os adeptos a pensar que ainda vão ter que esperar pelas melhorias da doença que infecta o futebol português.

Resta esperar que Fernando Gomes e sobretudo Vítor Pereira consigam impor uma nova ordem, a que  é imprescindível uma limpeza prévia e consequente abertura e transparência em todos os actos. Que contarão sempre com a reacção corporativa e de quem tem na arbitragem o seguro de vida para o estatuto que actualmente detém no futebol português.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Os clássicos ganham-se com mais golos e não com mais conversa

É um bom sinal que Pinto da Costa fale mais no Sporting, é sinal que estamos a fazer alguma coisa que o incomoda. E esse alguma coisa pode até nem ser apenas uma melhor prestação da nossa equipa. Esse mais qualquer coisa pode muito bem ser o acordar da nação Sportinguista ao fim de demasiado tempo de hibernação. Ele sabe, todos o sabemos, que esse é o primeiro passo para o Sporting crescer e ocupar o lugar que é seu.

Deve o Sporting, no caso mais concreto, o seu presidente, responder cada vez que Pinto da Costa escolhe o Sporting para os seus jogos florais, onde se sente como peixe na água?

Não consigo dar uma resposta conclusiva. Mas ocorrem-me várias, uma genérica e outra contextualizada na presente "troca de recados".

Genericamente diria que o Sporting não tem que se encolher perante ninguém e por nenhuma razão. Não deve ter medo de ir à luta, mas quando vai tem de ir para ganhar, exactamente o  mesmo espírito que deve estar presente nas nossas equipas na hora de disputar qualquer jogo, de qualquer modalidade.

Não me parece que tenha sido esse o caso nas últimas declarações do nosso presidente, que não achei particularmente felizes, especialmente quando envolvem referências ao progenitor e, dessa forma, a qualquer sportinguista octogenário.

A Pinto da Costa não se responde de qualquer maneira, preferencialmente responde-se uma vez, de forma pensada e contundente, mas sem nunca baixar o nível, porque o fazemos em nome do Sporting Clube de Portugal. Somos diferentes, mesmo que isso seja constatar que o nosso caminho por isso é mais difícil de fazer. Há patamares abaixo dos quais não descemos.

As vitórias que interessam ganham-se com mais golos no campo, onde aí, face à disparidade de recursos - que não apenas os económicos ou os técnicos... - também nos espera uma tarefa mais árdua. No campeonato das diatribes nunca se ganha completamente, fica-se sempre ao sabor de um critério subjectivo. Se, na sua sequência se perde no campo, abre-se o caminho à chacota. 

A Pinto da Costa ganha-se no campo que é onde lhe dói mais. Por mim Bruno de Carvalho só tinha uma coisa para lhe dizer. Essa seria no domingo após o jogo e após termos regressado às vitórias num campo onde dificilmente nos deixam ganhar: 

"Agora o Sr. Pinto da Costa já viu jogar o Sporting. Boa noite meus senhores!"

sábado, 12 de outubro de 2013

Paulo Bento: o problema de não jogar com o baralho todo

Portugal, num registo muito semelhante ao que tem pautado esta qualificação, lá fez mais uma exibição sofrível que, contudo, lhe permitiria a vitória, não fosse o aparentemente tão consensual erro de Patrício. Devo dizer que não me surpreendeu o resultado nem algumas das opções de Paulo Bento, muito menos as conclusões. Alguém tem que pagar o pato, a factura está a ser apresentada a Patrício e Paulo Bento. Discordo deste tipo de avaliações sumárias, o tempo que levo a ver futebol diz-me que as derrotas excepcionalmente ocorrem apenas de uma falha individual, em regra são resultado de várias falhas de um colectivo. 

A falha de Patricio
Não é passível de ser escamoteada, é indiscutível e é aqui muito bem analisada pelo Cantinho, a quem convido darem os parabéns pelos seus 20 anos de sócio. Mas falhou também quem lhe deu a bola para o pé direito e quem não lhe ofereceu uma linha de passe. 

As falhas do seleccionador
Muito se fala dos interesses de terceiros a superiorizarem-se na hora das convocatórias. Hoje é muito comum, sobretudo com a importância que as redes sociais ganharam - onde se pode dizer o que se quiser sem nenhum "fact check" - julgar-se sumariamente o carácter das pessoas. No caso de Paulo Bento poderei até a estar a ser ingénuo mas, até sólida prova do contrário, tenho Paulo Bento como um homem íntegro e impoluto. Se a selecção é composta por uma maioria de jogadores de Jorge Mendes não me parece que a "culpa" seja do seleccionador, mas sim da acção do próprio empresário, que, diga-se, se movimenta como ninguém e sabe zelar pelos seus interesses. 

Se falhas há em PB, nosso velho conhecido e a quem devemos os melhores e alguns dos piores momentos dos últimos anos, elas parecem-me estar na sua própria personalidade. Mesmo não deixando de lembrar que sempre disse o que pensava - revelador de coragem e independência - é um treinador conservador, pouco ousado, e, frequentemente, casmurro. É dentro desse perfil que enquadro a preferência por Almeida no lugar de Cédric, que, no entanto, não terá sido a principal causa do meio naufrágio de ontem. 

Quanto a mim ele deveu-se sobretudo ao elevado número de ausências registadas de jogadores que poderiam ser titulares e que emprestariam outra qualidade ao nosso jogo. Postiga, Coentrão, Meireles, Bruno Alves, João Pereira e Danny não só têm um coeficiente de experiência (que vale o que vale...) como, sobretudo, são melhores do que os substitutos e jogam há muito tempo juntos. Faltaram muitos trunfos no baralho de Paulo Bento. Baralho que, diga-se, dá já de si um ar de muito uso e a necessitar de renovação. Um jogador com a classe de Ronaldo merecia muito melhor companhia. As razões das suas fracas aparições de quinas ao peito começam por aí: há uma distância muito grande entre ele e os outros e quem perde mais é ele. 

Cédric, André Martins, Adrien e William Carvalho

Os três jogadores mais falados como potenciais convocados e/ou titulares. Logo antes do inicio do jogo, surpreendido mas não muito pela escolha de Almeida para o lugar que devia ser de Cédric, disse que o melhor da opção de PB era que o nosso jogador ficaria pelo menos a salvo de um possível naufrágio, o que veio a acontecer em parte. A opção não me surpreendeu, aceitaria melhor se tivesse recaído em Ricardo Costa, (disse-o aqui, mas quem acertou foi o Cantinho)por já ter sido assim no passado. Embora dos três, Cédric me parecesse o que daria maior qualidade à necesssida de uma lateral mais profunda e melhor companhia a um desinspirado Nani. Mas também com o amorfo Almeida não é fácil escrever poemas...

O seu substituto é um jovem que tem beneficiado de boa imprensa e de jogar numa equipa que, pese a forma patética como terminou a época, esteve sempre em níveis muito elevados e envolvida em lutas e competições de grande destaque. Beneficia também de jogar ao lado de alguns dos melhores jogadores da nossa liga. 

Precisamente o oposto do caminho que Cédric tem feito. Com a agravante de que o nosso lateral nem é particularmente querido entre os seus´(leia-se bancada), o que para mim é daqueles mistérios insondáveis de uma espécie de sportinguismo. A revolta e o riso que me provocou ver no inicio de época ver Wélder, sem dar um chuto que se visse, ser considerado o titular indiscutível por muitos.

Não sei o que PB vê em Ruben Micael que Adrien não tenha. Do que tenho visto dos jogos do Braga tem sido dos melhores mas nada que Adrien não tenha feito, embora compreenda que baixou de forma, precisamente quando andou a passear com a selecção sem jogar. Martins está em grande forma e poderia ter entrado, PB preferiu Josué. Não creio que tivesse feito muito mais do que o portista, porque a selecção já se tinha afundado e não seria um ou outro que a resgataria. 

William Carvalho poderia ter vindo agora, na primeira convocatória ou quando Custódio veio para o lugar de Meireles? Continuo a pensar que é-lhe mais favorável fazer o seu percurso natural, onde ainda tem muito que evoluir. Custódio é um underdog, mas é um jogador muito capaz para as necessidades destes dois jogos em particular. Concordo com o presidente Bruno de Carvalho, o William tem que ir para ficar e não para tapar buracos. O mesmo para os outros, o que nos casos acima abordados me parece que, sem casos anormais ou lesões, é uma questão de tempo.

Gosto da selecção como representante do meu País, de que me orgulho pertencer. Faço algum paralelismo entre o momento nacional e o do nosso clube. Apesar das circunstâncias em que nos encontramos não vejo razões para não nos orgulharmos do que conseguimos em quase 900 anos de história. Precisamos agora de redescobrir um novo lugar, uma vez que a glória dos descobrimentos não voltará a ser possível. Vejo com muita apreensão o que o presente projectará para o futuro, mas isso são outros quinhentos que não cabe aqui abordar. 

Felizmente o prognóstico para o Sporting é muito mais favorável. Acredito que temos dimensão, vontade, e a indispensável paixão para continuarmos a merecer a honra de nos afirmarmos Sportinguistas e com isso abraçar a responsabilidade de colocar o clube que amamos no lugar que merece.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A candidatura do Sporting e a euforia dos Sportinguistas

Afinal somos ou não somos candidatos? 

Claro que somos! Aquando da inscrição da sua equipa principal na Liga o Sporting faz a sua candidatura ao titulo, juntamente com as restantes equipas. Todas elas são candidatas, apenas uma pode vencer. A história conta-nos que só em situações excepcionais o vencedor não sai de um lote de 3 crónicos candidatos, a dos últimos anos em particular diz que o FCP é quem vence mais vezes. 

É má estratégia assumir a candidatura?

Depende dos termos que ela seja feita. Há uma fasquia que não pode ser levantada para, por baixo dela, se passar a ideia de um Sporting qualquer, se se quiser, um Sporting à Paços de Ferreira, que o ano passado e de forma  tão cedo irrepetível, chegou ao terceiro lugar. Os adeptos não se revêm nessa forma de estar, os jogadores não querem vir para o Sporting se for isso o prometido. Pior, os jogadores têm que sentir o peso certo da camisola que vestem. Esse peso não lhes pode tolher os movimentos mas também não pode ser tão ligeiro quanto desresponsabilizador. Pede-se realismo sem perder a ambição.

Mas, para lá das condições genéricas, somos reais candidatos?

Claro que somos! "Basta" para isso que os que se apetrecharam melhor (SLB e FCP) e o que ganha mais vezes (FCP) falhem. É pouco provável porém que falhem os dois em simultâneo, pelo que a nossa candidatura perde força perante a deles. 

Porque parece interessar tanto à imprensa a candidatura do Sporting?

Desde logo por uma questão comercial. A carreira da equipa tem surpreendido até os mais optimistas, sendo por isso natural que ela mereça destaque. Daí a dedicarem-nos capas já são outros quinhentos, especialmente quando os títulos são desmentidos, de forma desavergonhada, pelos conteúdos. Falo do Record.

Pois, é isso, quando a esmola é muito grande o pobre tem que desconfiar, ainda por cima quando estamos em tempo que nem esmolas há... É impossível baixar a guarda perante tanto "carinho". É sabido que o Sporting não goza de especiais afectos, mais do que em jornais em concreto junto de alguns cronistas, directores e quejandos, pelo que este súbito carinho trás água no bico. 

Se alguém tiver dúvidas que faça um pequeno "roll-back" ao que eram, por esta altura, na época passada, as capas dos jornais. Muitas eram também já nossas, mas do acento tónico ao mais circunflexo, serviam para nos lembrar, frame by frame, todos os particulares escabrosos de uma crise que se anunciava e nos viria a atingir com estrondo. 

Por agora dá imenso jeito colocar as luzes da ribalta sobre o verde-e-branco, evita-se assim debruçar sobre a palidez e a incerteza em que se debatem outras cores. Ou, a ter que apontar os focos na sua direcção, é de forma tão ligeira que ofende a inteligência dos leitores. Falo da capa de "A Bola", que, de forma que não acredito seja inocente, promove de atacado a "wag" e a marca comercial associada ao SLB, de uma penada só.

A euforia dos Sportinguistas

Nós somos assim e se ainda não nos conhecem já era tempo. Euforia como sinónimo de alegria, bem-estar, entusiasmo é perfeitamente natural. Não sei o que isso possa surpreender tanto analista. Já incomodar os adversários compreendo, mas é a vida.  

O Sporting é paixão com toda a grandiosidade e violência que a palavra encerra. É ela que nos faz correr, saltar, gritar, viver em qualquer lado onde haja um pouco de Sporting, seja um jogo ou um mero quadradinho de jornal.  É dela que nasce a pele de galinha hora de guardar o cachecol e camisola de mil uma recordações. É também por causa dela que morremos um pouco a cada contrariedade, derrota, desilusão. Mas porque é grande demais para caber num peito morto, é ela que nos faz ressurgir renovados, reforçados. Não nos peçam para chorar quando o nosso Sporting está a ganhar!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Jardel recuperou a memória, mas alguém no Sporting a perdeu



Depois de Cadete, agora Jardel.

Jardel diz na primeira página do Jornal do Sporting que nunca se esquecerá da forma como foi tratado pelos adeptos. Ainda bem que recuperou a memória que parece ter perdido subitamente no verão de 2002, em que se borrifou completamente para forma principesca como foi recebido e tratado  enquanto vestiu de verde-e-branco. 

Como a qualquer outro ser humano desejo-lhe muita saúde e prosperidade, mas não deixo de lamentar o destaque que lhe é dado, esquecendo a forma como saiu do clube e quanto isso nos prejudicou. Há seguramente no universo leonino quem mereça muito mais o espaço e o tempo que lhe é dedicado.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Outono do nosso contentamento

Após uma época em que em todas as estações do ano foram igualmente cinzentas para nós é um prazer assistir à onda de alegria contagiante no Universo Sportinguista. As razões estão expressas nos números abaixo:

Melhor ataque da Liga, 19 golos marcados: Sporting Clube de Portugal

Melhor defesa da Liga  4 golos sofridos: Sporting Clube de Portugal (ex aequo com o FCPorto)*

Melhor marcador 9 golos marcados (apenas 1 de penalty) Freddy Montero Sporting Clube de Portugal

Jogo com mais espectadores até ao momento: Sporting - SLB 46.109 espectadores

Clube com maior número de espectadoresSporting Clube de Portugal 139.872 espectadores.

O que falta aqui? Ir ao Dragão jogar para ganhar e chegar ao primeiro lugar!


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os criminosos voltam sempre aos locais dos crimes

Passado um ano, Pinto da Costa voltou hoje a Gondomar. Novamente para ser homenageado pelo seu compagnon de route, cujas conversas telefónicas ficaram como testemunho de um tempo no futebol marcado pela batota, do qual o homenageado foi mentor e guia espiritual. Gastar um cêntimo do nosso depauperado erário público a voltar a homenageá-lo deveria ser considerado crime.

Foi também em Gondomar que decorreram os julgamentos de ambos no processo "Apito Dourado" e a ausência de condenação face às evidências é em si mesma um crime, cuja nódoa viscosa ensombrará por muitos anos a justiça portuguesa.


domingo, 6 de outubro de 2013

Arte de Freddy "Krueger" Montero: semeia o terror e espalha alegria

O destaque deste curto post - p tempo não me permite uma análise mais detalhada - vai inteirinho para Freddy Montero, em parte pelo número de golos alcançados e outro tanto pelo sentido de oportunidade e pela arte que tem nos pés. 

Mas a vitória de ontem é sobretudo a vitória de um colectivo sólido - de onde emergem outros nomes como Adrien, Martins, Carvalho e a promissora estreia de Piris - que soube merecer com distinção a sorte que teve no momento em que o jogo é desbloqueado por uma infelicidade de um adversário. 

O jogo terminaria até com alguns pormenores de nota artística e com as bancadas incendiadas de alegria. Mais um grande recital da Curva, a fazer morrer de inveja e saudade todos os que não podem estar em Alvalade.

Equipas:


Sporting - Rui Patrício; Cédric, Maurício, Rojo e Piris; William Carvalho e Adrien (Gerson Magrão, 77’); Carrillo, André Martins (Vítor, 63’) e Wilson Eduardo (Carlos Mané, 83’); Montero.



Suplentes: Marcelo Boeck, Vítor, Slimani, Gerson Magrão, Dier, Rinaudo e Carlos Mané.

Vitória de Setúbal - Servin; Pedro Queirós, Vezo, Cohene e Nelson Pedroso; Dani, Paulo Tavares (Ney Santos, 77’) e Tiago Terroso (Diogo Rosado, 63’); Rafael Martins (Bruno Sabino, 55’), Cardozo e Ricardo Horta.



Suplentes: Kieszek, Frederico Venâncio, Miguel Pedro, Marcos Acosta, Diogo Rosado, Ney Santos e Bruno Sabino.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vem aí o jogo mais importante da época!

É uma daquelas banalidades em que o discurso futeboleiro é pródigo: "o jogo mais importante é sempre o próximo". No caso do nosso próximo jogo com o Setúbal a importância é exacerbada  por uma série de factores que me parece não poder deixar passar despercebidos:

- O jogo infeliz com o Rio Ave, o último jogado em casa, requer a devida exorcização para que perder pontos em casa não se torne numa obsessão para jogadores e adeptos.

- Algumas semelhanças do adversário de amanhã com o Rio Ave e as características habituais das equipa de José Mota: futebol duro, canela até ao pescoço, futebol directo, a explorar as brechas de quem, como nós, tem obrigação de ganhar e para tal tem que atacar mais vezes, mais tempo. Mota precisa de pontos e não tem receio de jogar tudo num pontinho que seja.

- A lesão de Jefferson. Nenhuma lesão é oportuna, mais ainda num plantel curto, muito menos será a de um defesa que fez todos os jogos e é importante na manobra ofensiva da equipa. A solução que me parece mais óbvia e sensata é a deslocação de Rojo para a esquerda e regresso de Dier ao centro. Até porque terá que ser provavelmente a mesma solução para a jornada seguinte, no Dragão. Contudo é difícil não prever que se perderá alguma dinâmica deste lado.

- Uma das poucas vantagens de renovar completamente a equipa a cada ano futebolístico é quase não haver jogadores que se lembrem do curriculum de Duarte Gomes. Desde as peitadas em Alvalade a vergonhosas prestações como no Dragão ainda no tempo de Paulo Bento. Resta esperar, até porque mais não podemos fazer, que a anormalidade da jornada passada se repita: o Paulo Baptista, nosso velho conhecido, deu lugar ao que deve ser sempre  um árbitro de futebol, eficaz e discreto.

- Por último, mas não menos importante: a vitória com o Setúbal põe-nos no Dragão a lutar pelo primeiro lugar. É difícil que este facto não perpasse na cabeça dos jogadores. É nestas alturas que se fala do estofo. É nestas alturas que se nota a diferença entre as grandes equipas e as outras. Um jogo difícil também porque é nestes jogos que fica decidida grande parte da sorte do jogo seguinte, o tal "mais importante". Esperemos que não haja intervenções cirúrgicas tendentes à amputação dos nossos melhores membros...
 
Nota: Não me parece que o Sporting mesmo ganhando os próximos dois jogos e chegue ao primeiro lugar deva mudar o discurso. Não apenas porque ninguém leva a sério quem fala ao sabor das circunstâncias. Não apenas porque há quem tenha gasto muito mais e esteja melhor apetrechado e por isso se tenha que assumir e puxar dos galões. E, finalmente, porque a procissão ainda vai no adro. Mas é importante que esta equipa ainda jovem se habitue a pisar o espaço coberto pelo palio da procissão do futebol português.

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