quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pergunta(s) a Bruno de Carvalho

Se Bruno de Carvalho entende que o Sporting não é atractivo para investidores como é que explica que, num espaço de mais ou menos um ano apresentou 2 fundos dispostos a investir no Sporting, um russo (50 milhões) e um americano (70 milhões) , no valor total de 120 milhões de euros? Convém lembrar que, em nenhum dos momentos, Bruno de Carvalho negociou estando respaldado pela representação de uma instituição centenária como é o Sporting, mas apenas como um candidato ou associado do Sporting.

Sendo público que o Sporting está à procura ou em negociações com investidores* que impacto causam este tipo de afirmações junto de quem está (será que há?...) disposto a investir no Sporting,?

Se Bruno de Carvalho entende que esta direcção é nefasta para o Sporting porque é que, ao invés de esperar que "caia de podre", não segue o que prevêem os estatutos e convoca uma AG com o objectivo de a destituir?

*A questão dos investidores é outra que me afasta de Bruno de Carvalho e obviamente do actual CD. Sou já demasiado velho para acreditar que nos vai cair no colo alguém com vontade de abrir os cordões à bolsa sem ter o próprio uma palavra decisiva no modelo de negócio. Se esse alguém fosse Sportinguista teria que, ainda assim equacionar. Não sendo,  parece-me uma operação muito difícil de montar, de forma a que o clube não veja adulterada a sua matriz.

Nota: apesar de várias vezes aqui o citar e a ele me referir nada tenho contra Bruno de Carvalho. Por norma as intervenções que aqui faço não são de índole pessoal, mas reacções às suas intervenções. No período que antecedeu o acto eleitoral tive oportunidade de ouvir em directo as suas intervenções e foram precisamente essas que me afastaram da sua candidatura, apesar de me rever em algumas das suas criticas e à necessidade de mudança em relação ao passado recente do Sporting, como poderão comprovar pelo histórico deste blogue, onde escrevo há sensivelmente 3 anos. Acontece que,na minha qualidade de associado, não não o acho capaz de ser o autor dessa mudança. Um direito que me assiste como é bom de ver.

Notas sobre os equipamentos

Circulam há pouco tempo imagens daquilo que dizem ser os equipamentos da época que aí vem. Ainda sem confirmação oficial já surgiram as primeiras reacções de quem os viu. Provavelmente deveria aguardar também eu pela sua apresentação em Alvalade para emitir opinião definitiva, mas avanço desde já que os da época agora finda me agradaram mais e mais rapidamente. Aguardemos então.

É sempre assim em cada ano, as alterações acontecem de forma um pouco aleatória, replicando-se na generalidade das equipas fornecidas pela marca, ao arrepio de uma linha mais tradicional, que seria mais consensual, mesmo tendo em conta que estamos a falar do Sporting. Trata-se de uma concessão que a generalidade dos clubes foi fazendo em busca de maiores receitas, mesmo aqueles com imagem mais forte e globalizada. 

Confesso que as minhas camisolas preferidas são as que mantêm uma ligação mais vincada com as imagens vintage, por ser aquelas que me fazem lembrar o tempo em que fui conquistado pelo meu Sporting. O fenómeno actual de todos anos haver novo equipamento não é por isso o mais sedutor, mas compreendo-o à luz da necessidade acima identificada. O mesmo sucede com a publicidade nas camisolas, uma intromissão que todos fomos mais ou menos tolerando mas que facilmente dispensaríamos.

E falando em publicidade, e fazendo fé nas referidas imagens parece que, mais que o design das novas camisolas, o que vai provocar mais celeuma voltará a ser o "Azul TMN". Tal como anteriormente o afirmei aqui, "E se o nosso patrocinador for a McDonald?"este é um assunto que merece uma abordagem mais cuidada do que a rejeição liminar. Se é verdade que o Sporting oferece a sua camisola como veículo que divulga a marca TMN, também é verdade que esta se pode reservar o direito de exigir que ela aconteça de forma fiel à imagem corporativa que pretende, dentro das metas que estabeleceu. E não há muitos patrocinadores com vontade de investir seja onde for, futebol inclúido. Os tempos mudaram, como há dias me lembrava alguém com responsabilidades numa equipa da I Liga, com as contas em ordem, mas que praticamente vê desertar a cada dia TODOS os seus patrocínios.

Infelizmente quem se havia atravessado, garantindo que este ano esta questão não se voltaria a colocar, foi Carlos Barbosa que entrou e saiu com a mesma velocidade, não sem antes ter feito  promessas desbragadas que nos expuseram ao ridículo. O que nunca explicou foi como ia fazer, sem ter em conta o que pretendia a TMN e, caso esta se opusesse, que outra solução teria para cumprir o que, de forma ligeira, prometeu.

Consigo perceber os mais ortodoxos, por defenderem uma dos valores mais simbólicos de um clube, como é a sua camisola. Já se a questão do azul é pelo facto de fazer lembrar as cores do FCP, tratar-se-ia da importação de uma forma de estar lampiónica, tão contra-natura à postura diferente em que nos revemos e que gostamos de apregoar. 

Quanto ao fornecedor, a Puma, cujo contrato foi renovado recentemente por apenas 1 ano e termina no final da época, a maior critica que lhes faço, descontando as questões estéticas, cuja avaliação varia consoante quem as produz, tem a ver com aquilo que me parece uma diferença de tratamento. A minha reclamação  tem a ver com os modelos já desactualizados de algumas peças do nosso vestuário oficial, sobretudo dos vulgarmente chamados "kispos" ou "parkas", como fui constatando ao longo da época, por comparação com outras equipas fornecidas pela mesma marca e que as fotografias documentam.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vamos lá (brincar) às eleições!

Esta fotografia tem pouco mais de um ano mas parece que vai haver 1 igual todos os anos
O Sporting é um clube triste
Quando digo que o Sporting é um clube triste refiro-me ao estado de espírito dos adeptos, com razões mais do que justificadas para se sentirem pesarosos pela forma como terminou uma época na qual foram depositadas grandes esperanças. Fica por precisar se algumas delas eram desmedidas face às dificuldades impostas pela realidade e não são elas as responsáveis pela desilusão. Mas bem sabemos que o futebol é alimentado pela paixão dos adeptos.

2011/12 época do quase nada
A época encerra com zero na parcela da contabilidade dos títulos conquistados e dos objectivos alcançados. Mas uma avaliação justa do que foi a época tem que registar que esta não foi igual às 2 que a antecederam, mesmo que parodoxalmente tenhamos ficado um lugar abaixo na classificação. Basta para isso lembrar que, mesmo sem registar conquista de troféus, a época que agora findou estendeu-se até ao seu final e não ficamos a ver os outros a jogar a partir de Outubro. Se o campeonato ficou pelo caminho após o empate com o FCP e a derrota seguida em Braga, a Taça esteve ao nosso alcance bem como uma participação honrosa e que podia ser mais feliz na Liga Europa. 

Se a dor é inevitável o sofrimento é opcional
É fácil dizer que um clube como o Sporting tem que ambicionar a mais do que isto, no que todos obviamente  concordamos. Mais difícil é perceber como podemos retirar deste desfecho negativo os alicerces para sermos melhores e mais competentes. A carreira da equipa nas diversas competições bem como o valor individual dos jogadores que a compõem permitem pensar numa evolução positiva. É desse quase nada que fica que é preciso partir, que é muito mais do que tínhamos há um ano, ou até mesmo há 2 épocas. Basta ver os jogadores que constam frequentemente das convocatórias dos seus países, ou do apetite que despertam ao mercado. Gostar do Sporting é também conseguir olhar de forma imparcial para o que fica de bom e não apenas em função do que é mais conveniente para a análise do momento, em função da agenda, da facção ou das simpatias/antipatias pessoais. É importante apurar as responsabilidades pela falta de resultados mas é dispensável o ajuste de contas.

Eleições ontem, já, ou daqui a um bocado
Julgo que seria com base em premissas de responsabilidade mas também de esperança que deveria estar o foco dos Sportinguistas neste momento. Mas não parece ser assim. Mesmo que entretanto negado mais vezes e com mais incómodo do que Pedro negou conhecer o Messias, esse é um cenário que foi colocado em cima da mesa pelas dissensões internas no CD do clube, despoletado pelo caso PPC. Ao que parece as feridas não só não sararam como infectaram e supuram.

A necessidade de legitimação da direcção como razão de fundo é uma falácia, mais ainda se atendermos que, em recente AG, e no assunto que prometia polémica e divisão, o CD viu a sua proposta acolhida com mais de 70% dos votos. Os senhores do CD não se suportam? Mas ninguém lhes pedem que sejam amigos, apenas sportinguistas responsáveis e que cumpram o mandato que pediram e que lhes foi confiado pelos sócios para, em 3 anos, devolverem o Sporting ao caminho de onde nunca devia ter saído.  Pedir eleições agora porque descobriram passado um ano que não são compatíveis é a admissão de incompetência na hora de escolher, razão para os Sportinguistas desconfiarem da possibilidade de se voltarem a enganar.

E destes papagaios nada a dizer?
Tal como aconteceu durante a época sempre que os resultados pioravam os candidatos a candidatos esticam-se para que os olhares se voltem para eles. 

Bruno de Carvalho sempre esteve "no activo" e tem-se desdobrado em iniciativas e em actividades que o mantenham na linha objectivas. Por muito que me esforce não consigo perceber como é que quase chegou a presidente do Sporting. Ainda ontem, ao espreitar a iniciativa da Cortina Verde no Facebook, não só não me satisfizeram o conteúdo e substância das respostas dadas (embora perceba a dificuldade do meio) como a forma como o fez, especialmente com os que declaradamente a ele se opõem. Está ali muito do desrespeito pelos opositores que tanto se aponta ao "roquetismo" e a ainda não se sentou na cadeira. Estranho, ou talvez não, que o tom de critica usada para com o actual CD seja posto na gaveta quando se ouvem as propostas que apresenta, tendo em conta que algumas delas são muito idênticas às que Godinho Lopes tem apresentado. Ambos têm apontado para investidores que ninguém conhece e mais surpreendente é que não haja uma diferença de modelo substancial que justifique tanto antagonismo. 

Pedro Baltazar tem sido mais discreto e de discurso que  me entra mais facilmente nos ouvidos, manifestando-se disponível para uma solução mais abrangente, que a actual situação do Sporting justificaria. Mas noto-lhe a mesma inconstância que havia descortinado nas eleições, quando diz que "Estou muito incomodado com os fracos resultado desportivos e com a saída de Domingos, mesmo concordando com a escolha em Sá Pinto". Para depois dizer a outra fonte "Felizmente houve Sá Pinto, porque se o projecto Domingos tem continuado nem íamos à Liga Europa". Enfim...

Como muito bem me lembravam num comentário no blogue, hoje em dia o Sporting é visado a torto e a direito e por tudo e por nada pelas redes sociais fora, sem nos perguntarmos se muitos dos que aí intervêm não têm muito maior e mais frequente exposição mediática que os notáveis a quem chamamos papagaios. Quantas vezes nos perguntamos se não produzimos na vida e saúde do Sporting o mesmo efeito nefasto que aqueles que tanto criticamos? Qualquer um de nós, que escreve e fala diariamente no Sporting, quantas vezes nos perguntamos, fazendo também menção a outro comentário no blogue, se quando falamos ou escrevemos: 

- Eu preciso mesmo de falar?
- O momento é oportuno?
- O que eu tenho para dizer vai ser positivo para o meu clube?

Quantos não se promovem à conta do Sporting, medindo o sucesso e alcance pelas métricas das audiências e RT´s e desligados das repercussões para o Sporting?

Mas não é afinal o Sporting, esse grande clube que todos dizemos ser o nosso grande amor, o resultado das acções e omissões de todos nós, dirigentes adeptos e sócios?

Ok, vamos lá brincar às eleições, vamos lá brincar aos clubes, vamos lá brincar ao Sporting!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Rumor de mercado:Jeferson do Botafogo ou Jefferson do Botafogo?

No espaço de 2 dias 2 jogadores do Botafogo viram os seu nomes associados ao Sporting. O primeiro foi o guarda-redes Jefferson, que assim estaria na linha directa para a substituição de Rui Patrício, a quem tem sido associado o interesse de vários clubes estrangeiros. Muito querido pela torcida do clube do bairro homónimo, é um  internacional brasileiro com elevada cotação, considerado em 2010 e 2011 o melhor na sua posição no campeonato carioca, foi também campeão mundial de sub-20 em 2003. Tem agora 29 anos e uma boa estampa física para a função, 1.88m, tendo já jogado na Europa, mais precisamente na Turquia. Estando convocado por Mano Meneses a sua cotação está em alta e sem a definição do futuro de Patrício é pouco provável que o Sporting avance para a sua contratação. 

Hoje o Record, que há dias tinha também avançado a noticia do interesse no guarda-redes, avança com outro Jeferson, neste caso o Paulista. Jogador a quem se antevê futuro tem o seu lugar tapado por Elkeson, conhecido entre os adeptos por Elkshow, e é um jogador já sinalizado na Europa. Jeferson, que joga a 10, posição onde foi campeão carioca de júniores em 2011, como capitão de equipa está longe de ser ainda um valor seguro pelo que a sua aquisição faria sentido enquadrado no projecto da equipa B. Está a cumprir o primeiro ano de sénior.

Provavelmente ambos não passam disso mesmo, rumores. O facto de terem o mesmo nome pode porém indicar que a possibilidade existe (não costuma haver fumo sem fogo...). A noticia da partida de Jeferson, não o guarda-redes mas o cento-campista foi ontem já avançada pela Rádio Globo. Aguardemos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Vender jogadores da formação e a sua integração nos seniores

A formação do Sporting continua a ser fonte de controvérsia entre os Sportinguistas, pese embora seja o sector do clube que, quer em visibilidade quer em títulos alcançados mais se aproxima do que consideramos ser "normal" para um clube indiscutivelmente grande como é o Sporting.

Recentemente, ao serem conhecidas as vendas de Edgar Ié e Agostinho Cá, muitas foram as vozes que se levantaram a proclamar a indignação pela venda de mais "umas pérolas da Academia". E, quando neste fim-de-semana a selecção (número normalmente inflacionado, se atendermos a que, por exemplo, Custódio veio de Guimarães fazer apenas a última época de júnior) se apresentou no particular ante a Macedónia, lá se voltou à habitual contabilização de jogadores que a compõem e têm origem na nossa formação e dos quais não retiramos muito proveito.  Em comum ambos os factos são apontados como "problemas por resolver no Sporting". 

Começando pelos manos Ié e Cá os valores envolvidos no negócio estão longe de poderem ser considerados maus, se atendermos ao estado actual das suas carreiras, ao seu potencial, as dúvidas sobre a sua idade e até à vontade dos jogadores, que parecia ir no sentido de querer sair. 800 mil, num negócio que poderá ir até aos 3 milhões, e detendo ainda nós direito de preferência sobre os jogadores. O Sporting, mesmo com o projecto da equipa B a arrancar, não pode ficar com todos os jogadores que forma e é pelo menos razoável que, entre a voracidade dos clubes concorrentes e dos representantes dos jogadores, vá retirando alguns dividendos.

Relativamente ao número de jogadores que compõem o lote de seleccionados para o Europeu a situação é bem diversa. Se jogadores como Ronaldo, Quaresma, Nani seriam impossíveis de manter nos nossos plantéis, praticamente todos os outros poderiam ainda jogar de leão ao peito. E também é verdade que quase todos eles, com excepção de Nani, e eventualmente Veloso, pouco conforto nos deram aos depauperados cofres.Por regra atribui-se aos dirigentes as culpas dos maus negócios, o que faz sentido, tendo em conta que são eles que tomam as decisões e assinam os contratos. Mas convém não esquecer o papel desempenhado pelos adeptos nessas tomadas de decisão. 

Dizia Quaresma no final do jogo com a Macedónia que está habituado a ouvir assobios desde os 17 anos, e todos sabemos em que clube jogava então o jogador. O mesmo passou Nani, talvez até um pouco mais. E certamente nos lembramos do sucedeu com Veloso, como saiu Custódio ou, o pior exemplo de todos, o que penou Rui Patrício e o que ainda sofre Pereirinha. Ou que sucedeu com Adrien.

Tudo isto para dizer que é urgente um novo olhar e consequente novo relacionamento com a formação e os jogadores que ajudamos a crescer. A grande virtude da nossa escola não está tanto em descobrir jogadores excepcionais como Figos, Ronaldos ou até Quaresmas, mas em formar bons jogadores em quantidades muito razoáveis, preparados para, quase todos eles, jogarem ao mais alto nível da nossa liga e, eventualmente, em ligas no exterior. 

O momento crucial nas suas carreiras não é quando jogam nas camadas de formação contra jogadores em iguais circunstâncias, onde normalmente se distinguem pelas suas qualidades inatas, potenciadas pela nossa capacidade em formar, tão justamente elogiada. O que decide o destino profissional de quase todos eles é a sua integração no futebol sénior, onde encontram a concorrência de jogadores mais experimentados e fisicamente consolidados e para quem perdem por comparação. Não será por acaso que esse é o momento em que os nossos jogadores mais sofrem no difícil tribunal de Alvalade.

Demonstrar consideração pela nossa escola de jogadores é saber perceber esse momento definidor que é potenciado ou ameaçado pelas características individuais dos jogadores, como sejam as suas características físicas, a personalidade e o carácter. De pouco serve acarinhar os jogadores nas escolas, achá-los os melhores, para depois, precisamente quando eles mais precisam, sová-los com criticas demolidoras e assobios. O tempo, quando os voltar a colocar ao mesmo nível que os demais, encarregar-se-á de os colocar outra vez em lugares de destaque.

P.S.- Voltando à selecção, é no mínimo intrigante que Paulo Bento seja precisamente o mesmo treinador que abdicou de Varela, Carlos Martins e preferiu Angulo a Hugo Viana e agora, com um leque maior para escolher os tenha convocado. Maior mistério do que esse só a não convocação de Moutinho para o Mundial da África do Sul, nos meses que antecederam a sua saída, da forma que se sabe.

sábado, 26 de maio de 2012

Entrevista de Godinho Lopes a "ABola"

 Godinho Lopes concedeu hoje uma importante e extensa entrevista a "ABola" falando sobre quase todos os assuntos candentes no Sporting.A prestação da equipa nas diversas competições em que esteve envolvida a equipa de futebol, a relação dos clubes com os associados, a situação financeira e a necessidade e que tipo de investidor prefere como parceiro da SAD, relações institucionais e entre Liga e FPF, a arbitragem, renovações e contratações, incluindo a recente renovação com Sá Pinto para finalizar com o regresso ao caso PPC.

Para lá do muito que se pode dizer nesta entrevista é este o assunto nela inserto que me provoca a reacção mais negativa. Um presidente não discorda em publico de um vice seu. Se considera que a decisão de demissão é um acto individual, aceita-o como tal, mesmo que com tal discorde, não expondo o seu vice. Se entende que a continuidade desse elemento é negativa para a sua liderança ou para o clube, demite-o ou, perante a oposição deste, retira-lhe a confiança. O que não deve fazer é, pela enésima vez, vir a público manifestar discordância com a sua actuação. 

Vejo Godinho Lopes como um presidente com uma situação difícil entre mãos, mas com uma enorme vontade de alterar o presente estado de coisas e com igual dedicação e capacidade de trabalho, que já pude testemunhar. Mas temo que o caso PPC tenha contribuído para uma cisão irreparável no CD do clube e que necessariamente precisará de uma clarificação. Se o meu raciocínio estiver correcto isto são más noticias para o Sporting, esperando que todos os envolvidos saibam pensar acima de tudo no que é mais importante para os interesses do Sporting do que para os seus umbigos, ambições ou agendas pessoais. A seguir as cenas dos próximos capítulos.






sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sporting propõe troca de Capel por Falcão

Para acabar de vez com as especulações sem sentido - Capel por Micael mais 3 milhões euros - o Sporting responde à altura:

"As notícias que têm saído em Espanha e têm tido eco em Portugal não têm fundamento. Primeiro, Capel não é negociável e tem uma cláusula de rescisão. Segundo, não acreditamos que o Atl. Madrid tivesse o desplante de fazer uma proposta ao jogador sem nos contactar. Terceiro, Ruben Micael já teve a sua hipótese de representar o Sporting e por respeito a uma anterior administração não iríamos mudar a nossa posição. Quarto, se essa ideia passar pela cabeça do At. Madrid a nossa contrapartida chama-se Falcão." 

In Record

 Quanto ao crime de lesa-pátria pela venda de 2 jogadores ainda júniores falamos daqui a uns anos. Mas vendê-los pelo preço que nos custou o Schaars não me parece mal.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

As saídas de João Pereira, Capel, Wolfswinkel e quem mais?

João Pereira foi vendido ao Valência por 3.684.210,00 euros, podendo ainda ultrapassar ligeiramente os 4 milhões se o clube espanhol se qualificar para a Champions no final da época. A este valor terá de se subtrair ainda os 20% alienados a um fundo.

Do ponto de vista desportivo este é o momento certo para efectuar o negócio: o Sporting tem neste momento, nos seus quadros jogadores à altura para o desempenho das funções de lateral direito e até em excesso (Cedric, Pereirinha, João Gonçalves e Arias, por esta ordem nas minhas preferências), embora todos eles percam para J. Pereira no que convencionou chamar "experiência". A idade do jogador recomendaria também o negócio nesta altura ou então a renovação com perspectiva de continuidade da carreira no Sporting. Esta segunda opção parecia-me a pior, tendo em conta o acima dito e a produtividade de João Pereira. De entrega inatacável ao jogo, faltava-lhe quase sempre qualquer coisa (discernimento?) na definição das jogadas, desbaratando o esforço realizado. Isso é, quanto a mim,o que separa João Pereira de condição de um grande lateral direito. Mas será provavelmente essa entrega ao jogo que contribui para a sobreavalição do jogador pelos adeptos.

Do ponto de vista económico parece-me curto o valor a pagar pelo clube espanhol para o considerar um bom negócio, ficando aquém daquilo que seria expectável. Mas tendo em conta a prestação da equipa do Sporting esta época também não terão ajudado. O argumento de que estamos às portas do Euro e que aí o jogador se poderia valorizar é tão válido como o seu contrário, mais ainda se atendermos a que, tendo os adversários que Portugal tem, João Pereira poderia não fazer mais de 3 jogos, partindo do principio que seria titular. 

Não faltará também quem não resista a comparações com Bosingwa, Paulo Ferreira ou até Fábio Coentrão. Não será por acaso que os seus compradores estão patamares acima do Valência e todos os jogadores foram transaccionados após épocas de grande fulgor individual e conquistas colectivas, hiper-valorizados. E, convém lembrar que, tal como João Pereira, Bosingwa e antes Paulo Ferreira, foram adquiridos por Abramovich antes da disputa das fases finais que a selecção iria então disputar. O risco é tão válido para quem compra como para quem vende...

Quanto a Capel a história é outra e provavelmente não passará disso mesmo. É no entanto um jogador sinalizado em Espanha, onde já foi considerado uma das grandes promessas. Seria um jogador mais dificil de substituir, particularmente pela ligação com os adeptos. Mas é natural que, tendo a época sido boa para ele e disso se tivesse dado conta no País vizinho,que aguce o apetite, particularmente ao Atlético de Madrid, a quem daria jeito ter Capel a enviar misseis teleguiados para Falcão. Aí o negócio teria que envolver outras verbas e com muitos mais zeros.

Fala-se também hoje na disputa entre os colossos de Manchester por Wolfswinkel. Dou-lhe pouco crédito atendendo  que o dinheiro que têm disponível lhes permite apontar mais alto.

O adeus de Polga e os papagaios

O adeus de Polga
Polga disse hoje adeus ao Sporting numa cerimónia dedicada ao efeito e que marca o fim de uma ligação de cerca de 9 anos (327 jogos oficiais pelo Sporting, 2 Taças de Portugal e 2 Supertaças, finalista vencido da Taça UEFA) e com a dignidade devida. O facto de no passado não se ter procedido de igual forma com jogadores cuja ligação afectiva dos adeptos mais justificaria não seria razão para agora se proceder de igual forma. Erros não se corrigem com a acumulação de novos erros.

Polga será dos jogadores cuja relação com a bancada será das mais difíceis, por razões que a racionalidade nem sempre conseguirá explicar. Olhando para o seu trajecto e o realizado pelo clube nestes anos em comum resta a sensação de que quer Polga quer nós como instituição desportiva ficamos aquém do que poderíamos ter alcançado. Pensar que Polga é o "culpado" (ou um dos) por muitas das decepções que coleccionamos é uma visão demasiado individualizada dos erros da qual não partilho e que apenas contribui para errar nos diagnósticos e, por isso, na cura. Como mais adiante se verá, e o primeiro golo sofrido com o Braga na última jornada é apenas um vislumbre, o Sporting continuará a sofrer golos "difíceis de explicar". Argumentos como a falta de golos para qualificar o central (quantos marcou Ricardo Carvalho na sua carreira?), tendo em conta que a missão principal de um defesa é não os sofrer são sintomáticos.

Do lote jogadores que por ora  mantêm ligação ao clube era, para mim, juntamente com Carriço, os que me pareciam os melhores, se bem que não gostasse de ver jogar em simultâneo. Isto dito, quer dizer que, do meu ponto de vista, sem ir ao mercado, o Sporting ficará pior num sector ao qual foram dirigidas muitas criticas. Estas nem sempre tiveram em conta que sofrer golos ou marcá-los depende não exclusivamente de quem defende ou ataca, mas de todo um processo colectivo que deve envolver os 11 jogadores. 

Rodriguez é um caso extraordinário, deve ter mais tempo de jogo pela selecção do seu país, onde está mais uma vez, do que pela equipa do clube que lhe paga os honorários. Onyewu é tão importante no jogo aéreo como é limitado com os pés. Xandão tem ainda muitas limitações mas a idade permite a esperança de ainda poder aperfeiçoar-se. Falta contudo um elemento (ou 2?) de categoria indiscutível.

Os papagaios
Para alguém como eu, que quase todos os dias tem "alguma coisa" a dizer sobre o Sporting, é-me difícil de chamar papagaio a quem, Sportinguista como eu, se pronuncia sobre o Sporting. Não falta porém quem o faça, não sei se o terei feito no passado, mas julgo que para se ter autoridade para tal é necessário que cada um faça o indispensável exercício de introspecção e com a devida humildade, sem descurar de avaliar se o que diz e escreve prejudica ou beneficia o Sporting.

É muito comum dizer-se que os dirigentes do Sporting não resistem a um microfone, ávidos de notoriedade. Certamente não será esse o caso de Ângelo Correia e muito menos de Santana Lopes, como já não havia sido no passado de Carlos Barbosa, a quem o ACP era já tribuna bem vistosa.

É também muito comum dizer-se que só no Sporting é que sabe quem é o roupeiro, o tratador da relva ou o motorista, como exemplo para um clube que tem demasiadas vozes, revelando falta de liderança. Importa contudo perceber que poucos são os clubes que se possam gabar de poder contar nos seus órgãos sociais com elementos com o percurso de muitos dos citados, ou outros que compõem os actuais corpos directivos do clube. A questão, parece-me, é saber reverter o potencial de todos de forma a criar sinergias que aproveitem ao clube e isso sim é que me parece um problema. O problema por isso não me parece tanto em falar mas quando o fazem e o que dizem.

As declarações de Santana Lopes são as de qualquer adepto Sportinguista que faz um balanço sobre uma época que começou e acabou mal, desiludindo-nos a todos. Inócuas, embora seja estranho que se pronuncie desde Maputo, o que até pode ser aceite, tendo em conta que, como ex-presidente e adepto os jornalistas lhe coloquem a questão.

Diferente é o caso de Ângelo Correia. Como PMAG da SAD fala como representante dos accionistas mas o seu discurso acaba por sair desse espectro. Não falou de questões importantes para os que detém titulos, como poderia ser a questão do financiamento, da dispersão em bolsa, etc, etc. Preferiu abordar questões como a do caso PPC, o que, atendendo a toda a envolvente e estado do caso, é uma auto-flagelação evitável. Pior parece-me é a contradição em que cai, o que num homem experimentado como ele, é um erro quase infantil.

Ângelo Correia diz que os entendidos são Carlos Freitas e Luis Duque, em quem confia. Mas logo a seguir não inibe de distribuir conselhos ou de imiscuir em actos anteriores, indo longe de mais ao pronunciar-se sobre jogadores que ainda são do Sporting e que podem muito bem continuar a ser na próxima época. Se isto é compreensível num adepto anónimo convenhamos que a exigência tem que ser maior para um PMAG.

Apesar de tudo há um ponto da entrevista concedida à RR que me merece saliência e motivo de reflexão para todos em particular neste período. O PMAG da SAD diz que "o Sporting precisa de estabilidade para criar valor. É uma questão de arrumação. Godinho precisa de apoio e de tempo". (Acrescentaria já agora que também precisa de espaço para se afirmar e que a descuidada entrevista de Ângelo Correia veio tirar o foco da carta que Godinho Lopes escreveu aos associados. Desnecessariamente se considerarmos que na próxima semana ou seguintes o efeito seria o mesmo).

Não posso concordar mais. Não porque é Godinho Lopes, como podia ser Bruno de Carvalho ou Dias Ferreira, ou outro. Porque é o presidente do Sporting, porque a situação deixada pelo seu antecessor é difícil  e só um Sporting estável e agregador poderá fazer da força de cada um dos Sportinguistas uma força colectiva respeitada e vencedora.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O que faria Manolo Vidal hoje?

Manolo Vidal estava lá no último titulo
Manolo Vidal é uma das figuras do universo leonino que reunirá maior consenso, podendo por isso ser considerado uma referência. Na história recente do nosso clube o seu nome está ligado a praticamente todos os grandes êxitos alcançados, como sejam os campeonatos de de 1979/80, 1999/2000 e 2001/2002, um ano em cheio, em que acumulamos o titulo, a Taça e a Supertaça. Como ex-dirigente da formação , onde começou a sua carreira de dirigente, certamente terá exultado com a inauguração da Academia.

Apesar do seu curriculum, que é bom lembrar grande parte dele foi realizado "pró-bono", no seu trajecto de dirigente e depois de ter regressado à condição de adepto, pautou a sua postura e declarações, poucas, por um profundo amor ao Sporting e pela humildade de quem sabe que ninguém é campeão sozinho.

Apesar do tom conciliatório e cordato com que tratava os adversários, Manolo Vidal não temia o confronto com os que se atravessavam no caminho do Sporting, batendo-se pelos interesses do clube, sabendo por os nomes aos bois, como soe dizer-se. Reportando-me aos dias de hoje, tenho sérias dúvidas que Manolo Vidal se mantivesse calado com a prenda dada por Vitor Pereira a Paulo Baptista pela greve selvagem registada no inicio de época, uma provocação nítida ao Sporting.

Num momento de profunda desilusão e de perturbação causada por mais uma época sem títulos importa perceber o que aqueles que temos referência fizeram para serem hoje os termos como exemplos. E o que o trajecto de Manolo Vidal denuncia é um profundo amor ao Sporting, a quem deu muitos anos de trabalho sem remuneração. Não tendo ganho sempre foi em momentos como os que hoje vivemos que nunca o vimos desistir ou deixar de acreditar num Sporting vencedor. Tão pouco o vimos alijar culpas a terceiros ou a não assumir as suas responsabilidades. Muito menos ouvimos dizer que o Sporting não tem uma "cultura de vitória" que é um "clube moribundo" e outras pérolas que os Sportinguistas brindam o clube se brindam entre si.

É na adversidade que se revelam os espíritos vencedores, é seguramente desses,como o foi Manolo Vidal, que o Sporting precisa hoje e é com eles que o Sporting voltará a vencer.

Frases que ficam de Manolo Vidal:

Sobre Simão Sabrosa:
“Apenas conseguimos que se tornasse num bom jogador (Simão Sabr, porque pelos vistos falhámos na sua educação. Temos pois de nos penitenciar por isso” 

Sobre Pinto da Costa que se havia referido a ele em castelhano:
"Apreciei as suas frases em espanhol com um ligeiro sotaque siciliano."

terça-feira, 22 de maio de 2012

Adrien, um erro de Sá Pinto e Paulinho

Não precisei de ver as boas exibições com a camisola da Académica para ver qualidades em Adrien Silva, como se poderá ler aqui, chamando à atenção para os comentários que se seguiram então. O jogador completou com distinção o estágio em Coimbra, terminando a época como o melhor jogador em campo na Taça de Portugal, parecendo quase natural o seu regresso ao plantel principal do Sporting. Plantel ao qual já havia pertencido, talvez cedo demais, mas onde evidenciou qualidades suficientes para evitar dispêndios mais ou menos inúteis com jogadores como Maniche e Zapater, por exemplo. E pode agora, estou em crer, desempenhar papel semelhante em importância que alguns dos que estamos habituados a ver a titulares, sendo mais barato.

O percurso que parecia natural está agora assombrado pela reacção de alguns  à qualidade do seu desempenho como profissional na final da Taça, pelo regozijo natural da sua reacção à vitória, que ganharam mais relevo por causa da chamada de atenção de Sá Pinto na conferência de imprensa que antecedeu a final. Estas foram para mim um erro de Sá Pinto, uma precipitação causada pela vertigem de um vitória anunciada que não se concretizou. 

Tenho sérias dúvidas que seja legitimo limitar as declarações de um jogador que, mesmo pertencendo-nos, representa outra camisola. Mas, concedendo de barato essa legitimidade que me parece estranha, também me parece inadequada a censura pública nas circunstâncias em que ocorreram. Isto porque me parece avisada a velha máxima "elogios públicos, criticas privadas", sabendo como sabemos que o mais pequeno caso depressa pode ser transformado num dramalhão de proporções épicas. Se Adrien desrespeitou códigos ou ordens expressas, se excedeu nas declarações, o assunto devia ter sido resolvido dentro de portas, estou certo que Sá Pinto e os demais elementos da SAD concordarão com o método.

Também me arrepio em ler declarações de um jogador que nos pertence e tem ainda por cima muitos anos de casa dizendo quer ganhar. Mas é possível esperar outra coisa? Ficaria bem pior imaginá-lo a facilitar-nos um jogo ou fazer o que achamos que muitos fazem quando defrontam a casa-mãe, lesionando-se subitamente. Mais estranho ainda é ler os lamentos dos Sportinguistas relativamente ao empenho dos nossos jogadores da final e ver que alguns não querem aquele que durante os 90 minutos foi o melhor exemplo do que deve ser a entrega de um profissional em campo.

Adrien no Sporting ou noutro lugar qualquer será um jogador de quem se falará no futuro, assim tenha a sorte indispensável. Com apenas mais um ano de contrato o assunto não devia ser outro que não o "renova Adrien" ao invés do "no Sporting nunca!"

Sobre as palavras de Paulinho relativamente a Domingos, compreendo o desabafo caso as coisas tenham ocorrido como ele as pôs, mas preferia que não tivessem ocorrido. Domingos tem respeitado o silêncio sobre o Sporting e creio que o Sporting deveria fazer o mesmo em relação ao ex-treinador. Como em qualquer divórcio o melhor é o silêncio sobre o passado, todos ganham. Neste caso concreto preocupa-me o Sporting obviamente,  onde já há ruído em excesso.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

O luto de Sá Pinto, que é também o nosso

Foto "ABola"
Desde que abandonei ontem o estádio nacional fiz os possíveis para evitar o mais ténue indicio que me obrigasse a reviver qualquer dos  momentos que seguiu ao tempo em que abandonei a zona do Parque 3. Até aí valeu o memorável convívio entre Sportinguistas, que estava longe de anunciar o que se seguiria.

A entrada no estádio foi caótica e poderia ter sido trágica e o jogo acabou por quase me ter parecido patético em face das expectativas que tinha construído. A decepção foi grande e ainda mais dolorosa quando, há medida que o jogo decorria, se percebia que a equipa não seria capaz de dar a volta ao golo madrugador que tinha deixado a Académica como um estudante na Queima das Fitas, isto é, no seu território mais confortável.

O esforço feito para não me "cruzar" outra vez com o jogo da Taça foi infrutífero pois é quase impossível, nos dias que correm, não tropeçar nas noticias do dia e essa foi incontornavelmente a festa da cidade de Coimbra. Festa essa inteiramente merecida pelo que a sua equipa jogou e acreditou, em nítido contraponto com a do Sporting, que não só tinha mais obrigação como mais argumentos que, por várias razões, não soube utilizar em seu favor. 

O meu azedume pelo sucedido ontem não é por isso por falta de fair-play, mesmo considerando que a Académica não leu esse compêndio, a avaliar pelo anti-jogo que praticou nos noventa minutos. Convém porém lembrar que nós fizemos o mesmo com o Man City quando nos deu jeito e até onde de nos deixaram ir. E o azedume já nem sequer tem origem na arbitragem colaborante com o anti-jogo a que juntou uma sábia gestão do apito no sentido de, sempre que possível, deixar os academistas respirar, interrompendo o jogo, ou nos diferentes critérios disciplinares. No fim do deve e haver o que conta é que o Sporting perdeu uma final que não podia perder e isso deve-o sobretudo a si mesmo.

Nestas alturas é muito comum as reflexões sobre o Sporting, o que até é natural, não fora o facto de serem quase sempre os mesmos (José Eduardo foi o primeiro) a porem-se em bicos de pés ou a querem sangue. No imediato a sorte do Sporting muda, mas muda pouco. Mas o mesmo aconteceria caso tivéssemos ganho e manda por isso o bom-senso não comentar "dando de beber à dor".

Mas há perdas menos imediatas, das quais daremos conta mais adiante, e que estão além deste soco bem na boca do estômago do nosso ego. Desde logo o não apuramento directo para a Liga Europa, com a obrigação subsequente de, pelo terceiro ano consecutivo, termos que começar mais cedo, quando ainda falta compreender as consequências que tal facto tem na relação com os demais concorrentes da Liga, em particular os rivais mais directos. E essas perdas estendem-se à ausência da Supertaça, competição que pode muitas vezes ser a pedra de toque anímica no lançamento de uma época. Estou-me a lembrar do começo de época de Villas Boas no FCP, por exemplo.

Falei do óbvio, ficando no entanto no ar algo que, não sendo tangível, não é por isso menos decisivo  no presente do Sporting. Falo do presente do Sporting que começou ontem da forma que sabemos e o que podemos esperar da próxima época. Que forças têm os adeptos para mais uma vez se levantarem e fazerem ao caminho? E que danos tem uma época sem títulos e com desaires traumáticos (Bilbau/Taça) num grupo que, por ser recém-formado, gozava da virtude de não estar ligado aos desaires dos anos anteriores, e que tanto marcou (e ainda marca...) a relação dos adeptos com alguns jogadores?

Posta já alguma distância sobre o jogo, julgo que ele acaba por retratar bem os problemas do Sporting no que ao seu futebol diz respeito, e que tem a ver com o seu modelo de jogo. Foi assim no tempo de Domingos e acabou por terminar assim já com Sá Pinto e, juntamente com outras questões que agora não soariam a mais do que desculpas, são responsáveis pela época realizada. Mais, sem eles resolvidos, podemos esperar pouco mais da época que aí vem.

Falo em concreto na dificuldade em ultrapassar equipas que se sabem fechar bem atrás, isto é, a maioria das equipas nacionais que em regra, o fazem muito melhor do que a maioria das que nos cruzamos nos compromissos internacionais. Como disse aqui em post anterior, a produção atacante do Sporting é muito inferior às equipas que disputaram este ano o campeonato, embora o que diz respeito à segurança defensiva ela já se enquadre nesses valores.

É nessa perspectiva que o jogo da Taça não poderia ser melhor exemplo. Tivemos mais de 90 minutos para sequer empatar o jogo e não só não conseguimos criar oportunidades em qualidade e quantidade, como passamos a maior parte do tempo a jogar aquilo que eu chamo de "jogo limpa para-brisas": a bola circula de um lado para outro mas raramente penetra onde faz doer: pelo centro. E a maior parte das jogadas pelas laterais criam perigo até ao último passe, acabando este quase sempre nos pés dos defesas contrários, por falta de rigor de quem o faz e também por falta de presença na área.

A discussão sobre o Sporting ganhará relevo nos próximos dias, é quase fácil de adivinhar. Mas, por mais considerações que se façam sobre as finanças, o presidente, a direcção, os investidores, etc. etc. sem resolver este problema o Sporting continuará apenas a oferecer desilusões. Repare-se no caso do nosso rival: o presidente é o mesmo, que coleccionou asneiras atrás de asneiras, que o fizeram gastar fortunas atrás de fortunas, para ficar quase invariavelmente atrás de nós e até de outros, até ter encontrado o seu Messias: Jorge Jesus. Este, apesar de já levar o segundo ano desaires, mais pela sua soberba do que por falta de saber, vale muito mais do que LFV e demais entourage. 

É dentro desse raciocínio que as atenções se concentram no trabalho de Sá Pinto para a próxima época. A fase em que pegou na equipa não lhe deu tempo suficiente para, através do treino, alterar rotinas viciosas, tendo agora uma parte fundamental da época - a chamada pré-epoca - para lançar as bases do seu trabalho e as suas ideias. Por estas e pela forma como decidirá construir o próximo plantel teremos os primeiro indícios até chegarmos ao pontapé de saída. 

Sá Pinto está de luto, fazendo fé nas suas palavras e na sua condição de Sportinguista e com ele estamos, por isso, todos nós. Quem fez o diagnóstico que ele fez (Estava à espera de uma equipa que fosse agressiva quando não tivesse a bola, dominadora quando a tivesse (...) Devíamos ter tido mais paciência, devíamos ter sido mais agressivos sem bola e ter outra postura com bola) está mais perto de descobrir o caminho. Cabe também a todos nós saber fazê-lo de forma adequada, sabendo fazer aquilo que se espera sempre de um Sportinguista: colocar acima dos seus interesses, e neste momento particular de dor, os interesses do Sporting. Eu faço o meu desde ontem.

Nota Importante: 
Provavelmente poucos se aperceberam mas esteve ontem iminente uma tragédia nos momentos que antecederam o jogo. Fruto da má organização do jogo, de responsabilidade da FPF, a hora que antecedeu o jogo acumulou milhares de pessoas na única entrada de acesso destinada à maioria dos adeptos que era a superior. Se o pior tivesse sucedido não faltaria agora quem imputasse responsabilidades às condições deficientes do recinto. Mas se todos os estádios deste país adoptasse os mesmo critério, velhos ou novos, todos teriam os mesmos problemas.

Quem estava do lado onde me encontrava pode presenciar momentos de pânico, envolvendo mulheres e crianças, que só não resultou em algo que estaria agora muita gente a lamentar, por mero acaso e algum bom senso, pese o pânico dos envolvidos. Bom senso de que estiveram arredadas as autoridades, que a tudo assistiam de forma complacente. Com tudo isso o que resultou de mais visível foi que milhares de adeptos perderam quase toda a 1ª parte, mas podia ser pior.

Por isso não deixei de sentir como uma provocação o já habitual aparato policial quando no final do jogo os mastins (não me refiro aos pobres animais de 4 patas...) da policia de intervenção se alinharam na frente da curva onde estavam os adeptos Sportinguistas, num ritual de caserna absolutamente ridículo. 



domingo, 20 de maio de 2012

O jogo da minha vida



Tem sido um ano estranho desportivamente com sobressaltos nas emoções, um verdadeiro electrocardiograma com picos de euforia e desespero. Neste corrupio de emoções confirmou-se um dos meus sonhos de menino, em 20 de Maio no Jamor encontram-se os meus amores. A final da Taça de Portugal é o meu jogo favorito, há um perfume de festa, um cheiro a Primavera que torna o jogo mágico. Nada mais perfeito para mim do que encontrarem-se os dois clubes que detêm o meu coração.
Quando a Académica eliminou o Porto no seu caminho para a final fiz, no post do LdA, apenas um comentário “Querem ver…”, os astros pareciam estar a orientar-se para me oferecer este jogo. Como se pode ver pela imagem que escolhi para ilustrar este post, a Académica já jogou de camisola listada. Sim é verdade, podem ler a legenda, naquela foto não está representado o Sporting, é a Académica que joga com listas horizontais. Este ano por estranhos desígnios da UEFA foi concretizado outro dos meus sonhos que pensava ser impossível, vi o Sporting a jogar de camisola preta com o leão rampante no peito. Agora o jogo perfeito.

Para os Sportinguistas haverá, para todo o sempre, uma memória negra, ali naquele campo mítico foi assassinado um dos nossos, mas foi também nossa a primeira vitória, o campo foi inaugurado com um derby e a vitória na Taça Império foi conquistada por 3-2 primeira das muitas vitórias e finais que se seguiram. Para a Académica a memória da conquista da primeira Taça de Portugal, a luta estudantil de 69, a tradição de ir alimentar o leão ao Marquês com um belo fardo de palha.

Vai ser uma imensa festa. Nas lutas pelo lugar de 4º grande há um factor que corre a favor da Briosa e que é permanentemente esquecido, a Académica é um clube com implantação nacional, enquanto os seus rivais nesse título são fenómenos de sucesso regionais. Não tenho a mais pequena dúvida que a massa adepta da Académica esgotaria por si só o estádio nacional não tivesse o Organismo Autónomo de Futebol caído a nível directivo para o submundo do futebol nacional e outra força seria demonstrada pelos academistas.

Sou de uma família com fortes ligações ao FCPorto, a paixão pela Académica nasceu de criação entrou-me no sangue sem eu saber como e foi depois alimentada como atleta, ultra e sócio, sofri as mais variadas influências para escolher um grande, na verdade eu desconhecia que existiam grandes para mim só existia a Briosa e nós jogávamos sempre para ganhar. Para finalizar essas pressões dizia, “Só gosto de equipas que equipem de preto.”. Quando o Clube Académico de Coimbra (primeira versão da AAC que conheci) subiu à primeira divisão fui surpreendido conscientemente pelos “grandes”.

O Sporting foi o clube que escolhi, o calção preto ajudava a não perder a palavra, não sou Sportinguista por influência do divino, sou por escolha consciente, desportiva e por completa aversão aos outros dois, um só tinha carroceiros (por cada Cubillas havia um Frasco e um Rodolfo), o outro eram papoilas saltitantes com Néné à cabeça, como é que alguém consegue ser do clube do Néné…

Sou do Sporting porque sou da Académica, sem um não existia o outro. Já me habituei a ouvir que sou verde entre pretos e preto entre verdes, sinceramente não me incomoda adoro os dois títulos, sou preto, verde e branco. Hoje vou viver um sonho imenso, ver os meus amores a disputar um título, uma final no palco mágico do Jamor. Como adepto o Sporting Clube de Portugal vai-me dispensar vou estar na bancada oposta a dar tudo em apoio da Briosa, hoje o Sporting não precisa de mim, hoje vou ser (já sei) o verde no meio dos pretos mas também sei que poucos me darão lições de academismo.

Hoje vou ter um sorriso imenso que nenhum resultado vai conseguir apagar, hoje é dia da minha Festa!!!!!! Até já Sporting!

sábado, 19 de maio de 2012

Orgulho e festa leonina a caminho do Jamor

Este fim-de-semana será marcado pela festa do futebol, com a disputa da final da Taça de Portugal no seu palco de eleição: o Jamor. Quem acha que a afirmação peca pelo exagero desconhece a grandeza da romaria que levará adeptos de todos os quadrantes de Portugal às matas que circundam o estádio nacional e cujos preparativos começam já hoje.

Pelo seu estatuto o Sporting terá que se degladiar não apenas com um dos históricos do futebol português mas também com a obrigação de ganhar que lhe é conferido por esse estatuto. Depreciar o valor dos academistas ou sentir em demasia o peso da obrigação será a pior das tácticas. Para quem vai ao Jamor e quer realmente apoiar o Sporting não deve deixar de ter em linha de conta que não há jogos antecipadamente ganhos e que terá sido essa a postura que levou a que o ainda titular da competição, o FCP, saiu com 3 na pá de Coimbra.

Serei um dos muito adeptos que acorrerão ao Jamor com esperança de participar numa enorme festa que só ficará completa com o erguer da Taça, em reconciliação tão ansiada por todos nós com as grandes vitórias. Mas essa é também a altura para recordar um de nós que, imbuído do mesmo espírito festivo viu a sua vida interrompida num acto inqualificável que nunca seria devidamente punido, nem sequer dentro do que a lei, quiçá demasiado branda, previa.  Aliás a autoridade do Estado continua a ser ridicularizada não apenas por deixar escapar entre os dedos o autor da nódoa mais vil num palco de festa como o Jamor, mas também por fechar os olhos à existência da organização fantasma a que o seu autor pertencia.

Que haja Taça, que haja festa e que o orgulho leonino viva amanhã um grande dia. Como ponta-de-lança de eleição Ronaldo marcou já hoje o primeiro golo ao confessar o seu apoio ao "seu" e nosso Sporting. 

Em frente Sporting!
 


quinta-feira, 17 de maio de 2012

A "estranha" reunião e o caso Cardinal

A tão anunciada reunião dos órgãos sociais (ou apenas do Conselho Directivo?) do Sporting tem hoje lugar. Em cima da mesa poderão estar assuntos tão diversos como os resultados da viagem de Godinho Lopes à China na procura de investidores e das condições em que se daria a entrada de capital da SAD, até ao tal cenário de eleições após o jogo da Taça. Este, apesar de negado de forma oficial, continua a estar na ordem do dia na comunicação social.

Antes de ir propriamente dito à agenda da reunião não posso deixar de estranhar que o (i) o Sporting continue a ser demasiado transparente para a comunicação social, sem o ser a quem o deveria ser em primeiro lugar, que são os associados. Isto é, o clube não comunica de forma oficial a agenda mas a generalidade da comunicação social chega até ela de forma oficiosa. É também no mínimo estranho que o (ii) Sporting continue a ser o único dos 3 grandes cujas reuniões despertam um voraz apetite. Por outro lado é no mínimo discutível, e por isso também (iii) estranho que, não conseguindo o Sporting estancar a informação (ou contra-informação...) em torno de assuntos tão melindrosos marque uma reunião para vésperas do encontro que lhe pode dar o único troféu da época, não se parecendo importar ou saber defender das consequências que a mesma possa vir a ter.

Quanto à agenda certamente não faltarão temas que justifiquem a reunião. Muito se tem insistido na "questão Paulo Cristóvão" como sendo o factor de cisão no actual CD, apontando-se como uma facção os vice-presidentes Nobre Guedes, Rui Paulo Figueiredo e Aureliano Neves dispostos a apresentar a demissão. Sem dados que comprovem tal teoria, bem como a vontade de Godinho Lopes em ver-se livre de PPC (o que não me parece muito real) desejo que o encontro seja no mínimo clarificador e se encerre de vez o assunto, tendo em conta, acima dos egos e interesses pessoais, os interesses do Sporting.

Amanhã, ou talvez ainda hoje, quando a reunião terminar, as noticias na comunicação social revelarão a consistência dos órgãos sociais e "sentido de estado" dos intervenientes: se o relato da reunião aparecer escarrapachado ao público, como em vezes anteriores, será um sinal pouco tranquilizador sobre o futuro mais próximo.

Sobre a hipótese de eleições já aqui deixei a minha opinião no post anterior. Como é óbvio elas serão preferíveis a um estado de ingovernabilidade, mas não deixarão incólumes todos os que concorreram para que tal acontecesse. Julgo interpretar correctamente o sentimento da maioria de todos nós ao achar esta possibilidade um absurdo de que estaríamos longe de imaginar poder suceder, pelo menos pelas razões de que se fala (caso PPC). Se tal ocorrer, mais uma vez os adeptos sportinguistas estarão privados de viver um momento importante da vida do clube (a final da Taça) em plenitude, sem olhar para trás e para os lados, com receio do que aí pode estar para chegar.

Para terminar, e ainda neste âmbito, não estranho que indivíduos como Rui Oliveira e Costa - que semanalmente se abotoam a chorudas verbas à custa dos dislates que proferem, e ainda por cima envergonhando-nos das mais variadas formas (na postura, no forma e no conteúdo) sob a pretensão de representar a opinião Sportinguistas -  seja favorável à provocação de eleições "já na terça-feira".

P.S.- Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação diz que a sorte de Cardinal foi ter ido ver o saldo da sua conta ao multibanco. Suponho que logo a seguir ao tal alegado depósito de 2.000 euros. Merece o prémio "morde aqui a ver se eu deixo" e Cardinal o prémio do sentido de oportunidade. Decididamente esta história ainda tem muito que contar...

terça-feira, 15 de maio de 2012

As eleições no Sporting e o saco de gatos

Os rumores já circulam há algum tempo mas havia prometido a mim mesmo não os alimentar. Hoje, com a generalidade dos meios de comunicação social a darem-lhes espaço e com o "O Jogo" a fazer deles capa o assunto torna-se incontornável.

Como é bom de ver é de esperar que os rumores não sejam mais do que isso mesmo e venham na continuidade de noticias mais ou menos do mesmo género e que aparecem sempre antes dos compromissos importantes. Já foi assim antes do jogo com o Bilbau, antes do derby e agora antes da final da Taça. 

Caso sejam mais do que rumores e as noticias de eleições venham a ser confirmadas trata-se de mais um episódio lamentável, difícil de qualificar e inaceitável para a generalidade dos Sportinguistas, acabando por confirmar o que se dizia desta lista no momento eleitoral de Março de 2011 e que tanto Godinho Lopes se esforçou por contrariar: um saco de gatos sem consistência para zelar pelos interesses do Sporting.

Provocar eleições em vésperas do inicio de uma temporada em que os Sportinguistas depositavam fundadas esperanças, é não só hipotecar a preparação da época e o seu desenrolar, mas também uma traição não só aos adeptos mas também a todo um grupo de trabalho liderado por Sá Pinto pelo ruído que viria a introduzir. Isto sem ignorar que num ápice pertencer ao plantel passaria de desejo de qualquer profissional - pelo valor que o grupo possui já e pelo que promete - a um pesadelo que qualquer se quer esquivar.

Pior, eleições nesta altura poderia ser o repasto ideal para todos quantos não gostam verdadeiramente do Sporting, sportinguistas ou não, com o clube partido em trincheiras. No limite poderíamos ver a degladiarem-se em facções opostas membros da actual direcção, com a roupa suja exposta na praça pública.

Vinco novamente o meu desejo de que tudo não passe de rumores. Mas, a ser verdade, ver-me-ei obrigado a repensar a minha relação com o clube. Não na minha condição de sócio e de adepto Sportinguista, que em todo lado me orgulho de exibir, mas na proximidade com que o faço. É que já estou cansado de ver à frente do Sporting reputados profissionais, gente com nome na praça, mas que a partir do momento em passam as portas de Alvalade não são capazes de levantar os olhos do próprio umbigo.

Talvez o Sporting em que eu acredito, de gente capaz de assegurar a vontade e legado dos nossos fundadores, e que nos tornou numa referência nacional e internacional no meio desportivo, não passe já de uma elaboração mental sem qualquer correspondência com a realidade.


Acredito que haja dissensões e pontos de vista diferentes, isso é um percurso normal na vida de uma instituição. A forma como se sai desses impasses revela a estatura dos seus intervenientes.

Se quer seguir o Euro FootyTwits é indispensável

Com a chegada do Euro 2012, a FootyTwits decidiu lançar uma aplicação mobile para todos os adeptos de futebol.

Para além das características "normais" deste tipo de aplicações (calendário, resultados em directo, classificações, plantéis, notícias), a aplicação permite seguir "tweets" relacionados com todas as selecções em tempo real, sem ser necessário a abertura de uma conta Twitter. Os utilizadores podem também filtrar os tweets para que vejam as mensagens enviadas das contas dos próprios jogadores que participam no Euro 2012.

A possibilidade de seguir os "tweets" em tempo real permite, por exemplo, seguir um jogo em directo com comentários vindos de adeptos de todo o mundo e é uma experiência fantástica para qualquer verdadeiro adepto de futebol.

Em dias que não há jogo, a aplicação permite-nos ver reacções dos adeptos a notícias, conselhos tácticos, e, claro, as inevitáveis piadas sobre as selecções adversárias, entre outros tipo de comentários.

Resumindo, a aplicação FootyTwits permite uma experiência totalmente diferente para os verdadeiros adeptos do futebol no telemóvel. Faz download, experimenta e passa a palavra!
 
FootyTwits 
 
A versão iPhone será lançada em breve.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O destino de Patricio

Muito se tem especulado sobre o destino de Rui Patrício, sabendo-se como se sabe que o seu contrato expira em 2013 e que a titularidade da selecção o espera no campeonato da Europa que aí vem. Depois do jogo de sábado é natural que a especulação recrudesça, tendo em conta a volta ao relvado de Patrício, embora a saída certa seja apenas uma das interpretações possíveis, tal como poderá ser o agradecimento aos adeptos pelo apoio prestado durante a época.

Longe vai o tempo em que em Alvalade se ouvia um surdo burburinho cada vez que a bola se aproximava das imediações da nossa baliza. Ao ultrapassar com distinção todas as provações, sabendo superar de forma superior os seus erros e os alheios, Patrício revelou não apenas grandeza de espírito como um enorme carácter, próprio de um campeão. E o seu percurso servirá também para fazer reflectir muitos adeptos, cujos libelos acusatórios precipitados não só crucificam os atletas como prejudicam, em última análise, o clube. É que nem todos têm o arcaboiço do Rui, mesmo que não sejam desprovidos de talento. 

Dizer hoje que Patrício é bom tem, para quem sempre lhe negou o futuro e o talento,  tanto mérito como dizer que o sol nasce todos os dias. Se o seu exemplo servisse para proteger e aligeirar o peso da camisola dos demais as suas privações não teriam sido em vão.

Seja qual for o destino de Patrício fica a certeza que saberá procurar merecer a indispensável sorte para triunfar. Oxalá consiga um clube que esteja à altura do seu valor humano e profissional. Que a sua escolha não seja apenas feita em função de um salário mensal fora do alcance do Sporting, mas também por um projecto desportivo que lhe dê o destaque e proporcione sucessos. A possibilidade de continuar de leão ao peito, num plantel ambicioso e cheio de valor deveria continuar a ser uma hipótese em aberto. E convenhamos que, apesar de tudo, não há muitas clubes que coleccionem presenças assíduas nas competições europeias e lutem por títulos e que simultaneamente precisem de um guarda-redes. 

E quando se começar a falar em valores de transferências não me parece crível, na actual conjuntura, que haja quem esteja disposto a pagar a cláusula de rescisão (20 milhões). Além de que esse valor é irrealista face ao valor de Patrício. Talvez seja a altura de lembrar que, tirando as loucas excepções de Buffon, Peruzi e mais recentemente de De Gea, as grandes transferências de atletas daquela posição raras vezes excedeu os 10 milhões de euros. Perceber isso é fundamental para não alimentar expectativas que estão irremediavelmente condenadas a serem defraudadas.

sábado, 12 de maio de 2012

Saudades do que podia ter sido,confiança no futuro

O Sporting despediu-se hoje dos seus adeptos com uma vitória categórica, precisamente sobre a equipa que o antecederá na classificação. Foi um jogo marcado pelos simbolismos,digno de uma (ou várias?) despedida:

1-Sendo o último jogo do campeonato ficou marcado pela arbitragem que,tendo concedido um penalty disparatado, não permitiu que o marcador tivesse a expressão justa de 2 golos de diferença.

2- Pese embora os resultados abaixo do esperado, os adeptos não deixaram de comparecer, proporcionando aos jogadores e responsáveis o reconhecimento pela entrega. Terá sido também uma manifestação de confiança na categoria do plantel e treinador bem como, certamente, uma responsabilização para o futuro próximo. Não sei se o novo José Alvalade terá assistido a tanto entusiasmo e comunhão com a equipa como este ano.

3- Sem saber ainda quantos destes jogadores se manterão no próximo ano (a volta de Patricio foi premonitória?) podemos confiar que, com este grupo de trabalho e com o espírito revelado no campo e nas bancadas o futuro pode ser encarado com esperança e com uma pontinha de ansiedade.  A ansiedade boa quando se esperam coisas boas.

Ficha do jogo:

Sporting recupera titulo nacional de juniores

O Sporting recuperou hoje o titulo nacional de júniores, vencendo o Vitória de Guimarães em Alcochete, por 3-1. Um grande feito, se tivermos em conta que grande parte destes jogadores são ainda júniores de primeiro ano e tiveram que suportar aquilo que poderíamos chamar de uma chicotada psicológica ao contrário, quando perderam Sá Pinto para os séniores, o seu treinador e líder. Parabéns por isso também para Abel, que parece ter sabido aproveitar o trabalho feito e, claro, a todos os jogadores e demais envolvidos no departamento numa época de elevado nível, que incluiu a excelente participação na Next-Gen Séries.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Explicação para o fim do negócio Hugo Vieira?

Domingos, ex-treinador do Sporting, esteve em Atenas a negociar com o Olympiacos, onde poderá substituir Ernesto Valverde. Se as partes chegarem a acordo o treinador pretende levar alguns jogadores que conhece do nosso campeonato e à cabeça estarão Anderson Polga, Hugo Viana, Castro e Hugo Vieira. a seguir com atenção nos próximos dias, até porque o nome de Domingos consta ainda da folha salarial da SAD do Sporting.

Fonte: RR.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mercado: quem chegou, quem não vem, quem fala, quem pode voltar

Olha quem não vem
Não fiquei nada surpreendido com a noticia de hoje relativamente a Hugo Vieira. Nem sei se de facto houve contactos entre jogador e o Sporting mas a forma como Fiúza falou sobre o negócio deixou-me "a pulga atrás da orelha", daí ter escrito aqui que anteontem que o caminho dele era capaz de ser por outro(s) lado(s). Quem falou com o desdém que Fiúza falou sobre o Sporting, nos momentos a seguir ao jogo em Barcelos não poderia, passado pouco tempo, aceitar com todo o fair-play que o Sporting lhe fosse buscar um jogador a custo zero. 

Perdemos ou ganhamos com este desfecho? Só o tempo o permitirá perceber em pleno. Mas, tendo em conta a qualidade de clube formador, parece-me claro que o Sporting só deveria contratar jogadores nesta faixa etária que correspondam (i) a um acréscimo de valor, (ii) colmatar lacunas nos ciclos de formação, (iii) ou por negócios oportunos. Hugo Vieira parecia enquadrar-se no terceiro ponto, poderia até ser um jogador para rodar mais uma época fora de Alvalade, preferencialmente num projecto futebolístico que complementasse as deficiências de formação.

Olha quem fala
De repente que volta a aparecer foi Luís Aguiar. Em discurso para adepto ler Aguiar revela-se disposto a voltar e disposto a "esquecer comentários negativos" à cerca de sua pessoa. Espero contudo que, caso tal suceda, o Sporting não se esqueça do processo disciplinar que lhe instaurou ou ele se retrate das graves acusações que fez a Eduardo Barroso, dizendo que o cirurgião o operou ao lado errado da pubalgia. É caso para perguntar se, caso volte a precisar dos serviços do médico, vai prescindir da anestesia e ficar em vigília... 

Olha quem pode voltar
Adrien fez uma excelente época na Académica e parece pronto para integrar o plantel principal. Com ele o Sporting não precisa de Luis Aguiar e ganha um bom elemento para secundar aqueles que me parecem continuarão donos do meio-campo como sejam Rinaudo, Elias Schaars. Mas, numa época que se pretende longa, mesmo que com menos lesões, oportunidades não faltarão.

Wilson Eduardo é também apontado como estando na porta de entrada para o fim do seu estágio. Tal como também afirmei aqui não seria mau para ele estar pelo menos mais um ano a jogar continuamente do que "ir fazendo uma perninha" de vez em quando.

Dominguez é apontado como o nome me cima da mesa para treinar a equipa B. Se tal acontecer será por certo pela ligação que tem com Sá Pinto e será também um regresso, depois de ter sido jogador. Depois de se ter falado em Van der Gaag, cujo trabalho na equipa B do Marítimo foi bastante elogiado e do qual o clube insular parece estar a agora a retirar dividendos, esta escolha é crucial neste novo projecto. Estamos ainda recordados do insucesso do "projecto Real Massamá", que tinha todas as condições para ter resultado melhor, e que começou a falhar logo na escolha de Filipe Ramos, próximo de Paulo Bento e Pedro Barbosa, à época respectivamente treinador e director desportivo.

Quem já chegou
Labyad já está em Lisboa e espantado pelos mais de 30 graus com que a cidade o recebeu. "Delicioso este tempo aqui .... 30 graus mmmmmm" dizia ele hoje na sua conta no Twitter. Estamos nós à espera que nos delicie ele agora.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O amor à camisola

Não discuto o mérito de quem ganhou a Liga Europa e tão pouco quero especular sobre o que poderia ter sido diferente caso pudéssemos ter estado hoje a fazer frente ao Atlético de Madrid.

Aproveito apenas para render a minha homenagem aos jogadores do Atlético de Bilbau por, além de terem feito tudo que estava ao seu alcance para contrariar um adversário que esteve sempre por cima do resultado, me terem feito lembrar o que é sentir a camisola que se enverga.

A maioria dos jogadores do plantel, quase todos eles muito jovens, conheceu apenas aquelas cores e não são apenas profissionais de futebol, são também, e talvez antes de tudo, desde sempre, adeptos do clube onde jogam. Não espanta por isso que fossem tantas as lágrimas nas bancadas como as que corriam no final do jogo no relvado.

Não termino sem falar nos vencedores, que abriram alas para render a merecida homenagem aos vencidos. O futebol é muito melhor quando se afasta da lógica do circo romano, onde alguém tem que morrer para que outros ganhem.

Hoje é o dia da tal final

Julgo que não devo ser o único Sportinguista que ainda olha para a final da Liga Europa como aquela que podia ser nossa. Uma meia-final disputada renhidamente e resolvida por apenas um golo em desfavor, acrescida do trabalho de um árbitro que terá deixado Angel Villar, (ex-atleta do Atlético de Bilbau, mas também vice-presidente da UEFA para a arbitragem) muito satisfeito. 

Olhando ainda retrospectivamente para o jogo de Bilbau ocorre-me que talvez tenhamos tido demasiado respeito/receio pelo adversário e, quem sabe, um pouco intimidados pelo ambiente infernal de San Mamés. Isso ter-nos-á sido fatal, até porque as debilidades do adversário estariam precisamente nos espaços que concede atrás, que conseguimos explorar tão bem em Alvalade, e que quase nunca, especialmente na segunda parte de Bilbau, atingimos.

De certa forma o jogo de hoje poderá ajudar a esclarecer melhor estas dúvidas em torno do valor relativo do nosso ex-adversário e quais seriam os nossos argumentos para trazer o caneco para o nosso museu. Porque se dói sair numa meia-final da forma que saímos perder uma final é algo que nunca mais se esquece.

Mas apesar da sensação de podermos ter chegado mais longe e podermos estar hoje, sem qualquer favor, no lugar do Atletic, o que conta é que é não somos nós que disputaremos a final. Mas as cores do Sporting estão em Bucareste pois, pelas informações que recolhi, vários adeptos bascos fizeram questão de se apresentar com os cachecóis que trocaram com adeptos leoninos. 

Como é óbvio isto não apaga a tristeza pelo revés nem deve ser encarado como uma vitória moral. Mas não pode também ser desvalorizado o seu real significado, sobretudo se atendermos ao orgulho exclusivo com os bascos honram as suas cores.

terça-feira, 8 de maio de 2012

TPC sobre o PPC

Paulo Pereira Cristóvão: vice-presidente para o património do SCP


Fica o aviso: nos últimos dias dei conta de muita ‘tripalhada’ e alguns 'lamps' a frequentar este blogue, mas este ‘trabalho para casa’ tem como propósito auscultar os sportinguistas. É, exclusivamente, essa opinião a que me interessa... Aqui vai:


1. Após longo período de investigações, o Hulk, o Sapunaru, o Cristian Rodriguez, o Fucile e o Helton, vão ser JULGADOS em Tribunal, acusados de agressão... Uma vez que enquanto estiveram sob investigação não o fizeram, não seria melhor eles afastarem-se do futebol até o caso do ‘túnel da Luz’ ser decidido?

2. Porque é que somos tão lestos a culpabilizar (até ver, sem provas concretas) os nossos e a esquecer ou a desvalorizar os outros?

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