quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sabe a quem pertencem os jogadores do Sporting?

(Clique para ampliar)
Artigo publicado no Público. Aconselho, a propósito do mesmo assunto, a leitura do artigo aqui publicado "A bomba deste verão"
 
A questão é actualíssima, pelas questões que levanta, e que vão desde a transparência à concorrência leal. Para o Sporting, e como adepto, interrogo-me se, face ao que fazem há muito os nosso rivais, se podíamos ficar de fora por muito tempo. Que alternativas podíamos explorar?

Há jogadores do FC Porto que estão parcialmente nas mãos de empresas holandesas, luxemburguesas, inglesas e maltesas. Há 20 jogadores do Benfica no fundo de futebolistas criado pelo clube e o Sporting cedeu percentagens dos direitos económicos de 15 jogadores ao seu fundo e de sete a um fundo sediado na Irlanda. Esta é uma realidade cada vez mais frequente no futebol português e, numa altura, em que se discute o recurso a este instrumento que serve para obter liquidez, o PÚBLICO fez um levantamento dos principais parceiros dos três "grandes" (ver infografia).

Um dos negócios mais curiosos envolve João Moutinho. O FC Porto comprou o passe do médio ao Sporting em Julho de 2010 por 11 milhões de euros e três meses depois vendeu 37,5% a uma empresa holandesa chamada Mamers B.V, por 4,125 milhões. Segundo os dados obtidos pelo PÚBLICO na base de dados de empresas D&B, esta sociedade é detida por uma fundação (Stiching Mamers), cujos corpos directivos são o empresário português António Fernando Maia Moreira de Sá e o filho Flávio Moreira de Sá. António Moreira de Sá é um empresário do Norte do país com interesses na construção civil e também membro suplente do conselho superior do FC Porto (um órgão consultivo do clube).

O PÚBLICO questionou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para saber se existe alguma incompatibilidade, algo a que o órgão regulador respondeu negativamente: "Nessa data, António Fernando Moreira de Sá não integrava os órgãos sociais da Futebol Clube do Porto - Futebol SAD." O PÚBLICO também tentou obter uma explicação do FC Porto (que recusou responder a perguntas) e de António Moreira de Sá, que não se disponibilizou para falar.

As movimentações em torno do passe de João Moutinho, porém, não ficaram por aqui. A dado momento (entre Outubro de 2010 e Agosto de 2011), esses 37,5% dos direitos económicos de Moutinho foram cedidos ao Soccer Invest Fund, um fundo registado na CMVM cujos nomes dos accionistas não são conhecidos publicamente (só o regulador sabe quem são). Este fundo é gerido pela MNF Gestão de Activos, uma empresa que tem entre os seus administradores João Lino de Castro, que à data da venda de Moutinho ao FC Porto era secretário da mesa da assembleia-geral do Sporting e em Setembro de 2010 foi cooptado para a administração da SAD leonina, então presidida por José Eduardo Bettencourt. Em Agosto de 2011, o Soccer Invest Fund vendeu 22,5% do passe de Moutinho ao FC Porto, por 4 milhões de euros, ficando com 15%.

Também aqui a CMVM recusa a existência de qualquer incompatibilidade, até porque "na data em que foi comunicada esta transacção entre o Soccer Invest Fund e a Porto SAD, João Lino de Castro não integrava os órgãos sociais da Sporting SAD." O PÚBLICO também tentou ouvir o ex-administrador leonino, mas não foi possível.

Que fundos?

Na cada vez mais comum partilha de direitos económicos de futebolistas com terceiros podemos distinguir dois tipos de parcerias: uma são os fundos de jogadores registados na CMVM e as outras são negócios pontuais com empresas nacionais ou estrangeiras.

O Benfica e o Sporting constituíram fundos próprios, que são supervisionados pela CMVM e ambos geridos pela Espírito Santo Activos Financeiros (ESAF), uma empresa do BES. Publicamente não são conhecidos os investidores nestes dois fundos, embora a ESAF e a CMVM saibam quem são.

No caso do Benfica Stars Fund (40 milhões de euros), o relatório e contas revela que há seis investidores, um com mais de 25%, quatro com quotas entre 10 e 25% e um com uma parcela abaixo dos 2%. Oficialmente sabe-se apenas que clube da Luz detém uma parcela de 15%.

Paulo Gomes, membro do conselho de administração da Ongoing Internacional, admitiu ao PÚBLICO, em Outubro de 2009, que a empresa detinha uma participação no fundo do Benfica. "Temos uma participação razoável, mas não somos o maior", afirmou o administrador - fonte do mercado estimou que a participação rondará os 15 a 20%. Joe Berardo também confirmou ao PÚBLICO a sua participação, afirmando que investiu inicialmente um milhão de euros e que não tem a certeza se reforçou essa parcela. "Só sei que não vendi. É um investimento cultural."

Pouca informação

No caso do fundo do Sporting (15 milhões de euros), não se conhece nenhum investidor e o número de participantes só será divulgado no primeiro relatório e contas. Já o FC Porto cedeu os passes de alguns jogadores ao já referido Soccer Invest Fund, que tem apenas um investidor, segundo o último relatório e contas.

Fora da alçada da CMVM, embora o regulador supervisione os negócios efectuados pelas SAD, há várias parcerias. O Sporting cedeu parcelas dos passes de sete jogadores a um fundo sediado na Irlanda, que está ligado a Peter Kenyon, antigo director-geral do Chelsea e Manchester United.

O FC Porto, no entanto, é quem tem mais ligações ao exterior. Segundo os dados recolhidos pelo PÚBLICO, o clube portista tem, ou teve, parcerias com empresas sediadas na Holanda, Luxemburgo, Malta e Inglaterra. Em muitos casos, sabe-se pouco sobre estas empresas e o clube também não fornece dados sobre os parceiros. Questionada pelo PÚBLICO sobre se investigou as empresas que têm sido parceiras das SAD portuguesas, a CMVM respondeu que "não se pode pronunciar sobre esta matéria".

A Pearl Design Limited, sediada em Inglaterra, tem 25% do passe de Walter e é gerida por um empresário português, Mário Jorge Queiroz Castro, igualmente administrador de várias empresas em Espanha e Portugal. A agência Bloomberg chegou mesmo a noticiar que a UEFA estava a investigar este negócio, algo que foi depois desmentido pelo organismo que gere o futebol europeu.

O parceiro mais recente do FC Porto é o Doyen Group Investments, uma empresa sediada em Malta, que adquiriu 33,3% dos passes de Mangala e Defour. Esta empresa está ligada ao Doyen Group, a quem o PÚBLICO perguntou quem são os seus accionistas, mas não obteve resposta. O Doyen Group patrocina as camisolas de alguns clubes espanhóis (Getafe, Atl. Madrid e Gijón), tendo igualmente, segundo o diário espanhol El País, adquirido parcelas de jogadores como Pedro de León, Negredo, Reyes ou De Gea. O presidente do Getafe chegou a dizer publicamente que este fundo é gerido por empresários portugueses, mas não se sabe quem são. De outras empresas, como a Gol Luxembourg (que comprou 35% de James Rodríguez), a Maxtex (que deterá 5% do passe de Hulk) ou Jazzy Limited (que teve metade de Ramires), não foi possível recolher muita informação, mesmo em bases de dados de empresas.

Lucros?

O recurso a fundos e parcerias é, acima de tudo, uma forma de obter liquidez, numa altura em que o crédito bancário escasseia. No que diz respeito a lucros, há negócios e negócios. O Sporting, por exemplo, lucrou com a passagem de Jeffren, Capel e Rinaudo para o seu fundo. Por exemplo, o clube de Alvalade comprou o passe de Jeffren em Agosto de 2011 por 3,75 milhões de euros e vendeu 25% ao fundo, em Setembro, por 1,375 milhões - se fosse ao preço de compra, um quarto do passe valeria somente 937.500 euros.

Em sentido contrário, o Sporting pagou 8,850 milhões de euros por Elias, mas a metade vendida ao fundo Quality Football Ireland valeu apenas 3,850 milhões (e não 4,425 milhões). O FC Porto, por exemplo, vendeu 37,5% de Moutinho por 4,125 milhões de euros em Outubro de 2010 e quase um ano depois, quando recomprou 22,5%, já o fez por quatro milhões, bem mais caro do que havia vendido.

Percentagens sem dono conhecido
Na análise que fez aos relatórios das sociedades anónimas desportivas (SAD) do Benfica, FC Porto e Sporting e aos comunicados enviados à CMVM, o PÚBLICO deparou-se com algumas dúvidas sobre o paradeiro de partes de passes de jogadores dos três "grandes". É o caso de 5% de Hulk e 10% de James Rodríguez (FC Porto), 30% de Nélson Oliveira e 15% de Matic (Benfica), bem como de 20% de Rui Patrício, 20% de João Pereira e 25% de Matias Fernández (Sporting). Vamos por partes. O FC Porto detinha 90% de Hulk mas no último relatório anual aparece apenas 85%. A explicação é que os restantes 5% terão sido cedidos à empresa Maxtex, embora o clube não comente oficialmente. No caso de James Rodríguez, o FC Porto comprou 70%, depois vendeu 35% e recomprou 30%. Ou seja, deveria ter 65% e não os 55% que constam do relatório. No Benfica, o clube esclareceu que agora possui 100% de Maxi Pereira (antes só tinha 70%), mas não fez comentários sobre Nélson Oliveira e Matic. O clube da Luz tem 45% do passe do português, o fundo de jogadores tem 25%, mas não se sabe de quem são os restantes 30%. Já no caso de Matic o Benfica só tem 85%. Jardel também era uma das dúvidas (o clube da Luz tem 50%), mas um responsável da Traffic explicou ao PÚBLICO que a outra metade é do Desportivo Brasil, um clube detido por esta empresa que também administra o Estoril Praia e agencia vários jogadores. Já no caso do Sporting, o clube detém 80% dos passes de João Pereira e Rui Patrício, desconhecendo-se de quem são os restantes 20%. O mesmo acontece com Matias Fernández. Em Junho, o Sporting tinha a totalidade dos direitos económicos e no relatório do primeiro trimestre desta época comunica só ter 75%. O PÚBLICO tentou obter uma explicação da SAD leonina, mas não foi possível. A CMVM, por seu lado, diz que as SAD não são obrigadas a comunicar ao mercado as partes dos passes que não detêm. Ela só é feita quando a transacção tem impacto nas contas da SAD H.D.S.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Última hora: O triunfo dos porcos

 
Noticia Antena1:

O Boavista vai regressar à Liga principal do futebol português. O Tribunal administrativo de Lisboa anulou a decisão de despromover o clube axedrezado. O tribunal não reconheceu a existência de qualquer reunião do Conselho de Justiça e juridicamente, como tal, não existe decisão. Assim sendo, O Boavista volta à primeira Liga.

Que objectivos estão ainda ao alcance do Sporting?

Imagem retirada do blogue Loving Sporting
Falta agora um terço para terminar o campeonato. 10 jornadas, portanto. Com o Braga muito próximo de replicar a grande época de há dois anos, e desta vez com a companhia do FCP, o terceiro lugar é apenas uma miragem? Miragem não será, mas será uma tarefa bem difícil de alcançar, se atendermos ao desperdício de pontos em que caímos, após o derby na Luz. Vejamos então:

Uma coisa é irrefutável: para alcançar o terceiro lugar, de importância crucial para o futuro a curto prazo do clube, o Sporting já não depende apenas de si mesmo. Para lá chegar precisa que o SCB baixe a sua produção, que neste momento se cifra numa média de 2,3 pontos por jornada, contra os nossos magros 1,9. 

Isto quer dizer que, nesta média, que anda muito perto da sua melhor performance de sempre (2,36 por jornada, e que dificilmente poderá ser superada) o SCB pode chegar aos 69 pontos. O Sporting, mantendo a média actual, ficaria pelos 57 pontos. Para chegar aos 70 pontos o Sporting precisaria de somar mais 32 pontos aos 38 que já possui. Mas tem um problema: nas dez jornadas que faltam só estão 30 pontos em disputa!

Fica pois muito claro que se o SCB mantiver o nível actual resta ao Sporting lutar pelo 4º lugar. É difícil para o Braga manter a actual performance, mas está longe de ser impossível, pois  tal significaria perder apenas 7 pontos nos próximos 10 jogos, em que tem que jogar com FCP em casa, Sporting e SLB fora. Mas, tirando a próxima jornada, com a deslocação ao Nacional e os 3 jogos referidos, o Braga joga com as equipas da parte inferior da tabela, quer em casa quer fora (5 jogos em cada condição).

É pois claro que só uma ponta final de excepção e de grande superação pode levar o Sporting ao último lugar do pódio no presente campeonato. Um excelente desafio que, a ser alcançado, serviria para catapultar o Sporting para uma boa época 2012/13. Felizmente que o futebol não é uma mera contabilidade estatística. E há ainda a Taça, que é para ganhar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Da lição polaca dar uma lição de amor

Foi algo embaraçosa para todos a lição dada pelos suportters polacos no jogo da passada quinta-feira. Durante quase todo o jogo o clamor do seu apoio abafou o das varias claques, dando a sensação que jogariam em casa e estariam em número mais elevado que o nosso, o que não era obviamente verdade.

Esse embaraçoso fenómeno não foi registado em Alvalade pela primeira vez. Quem assiste aos jogos com os nossos maiores rivais (FCP e SLB) ou com equipas com alguns pergaminhos na Liga (SCB e VSC) decerto já o pôde constatar, especialmente quando as coisas correm mal e o ânimo esmorece. Ora precisamente quando a equipa mais precisa, o que anula ou minimiza o factor casa. A explicação é óbvia: tal sucede pela distribuição das claques pelo estádio, fazendo com que os incitamentos se sobreponham e até se confundam por vezes. O que devia ser sincronizado e poderoso resulta numa desagradável cacofonia, fazendo cair por terra o principal objectivo: apoiar e dar força aos jogadores.

No inicio da época foram feitas algumas tentativas da direcção no sentido de juntar as claques. Ouvi alguns reparos em relação à abordagem feita, ouvi também as habituais razões que todos lhes julgam assistir para manter a situação actual. Não será fácil fazer convergir o interesse de todas as partes para que o interesse do Sporting prevaleça.

A questão resolver-se-à precisamente por aqui: assim que se coloque o interesse do Sporting acima dos interesses pessoais, das mágoas, dos antagonismos pessoais estará dado o primeiro e essencial passo para tornar Alvalade uma casa forte para nós. Uma lição de amor que o Sporting merece, até porque ele é, na sua essência, aquilo que nos une. Muito mais poderoso, estou certo, que o que nos separa.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma jóia do Czar por este Rio acima

O Sporting continua a remar contra a corrente e, não o fazendo ainda com o sincronismo desejável, continua pelo menos a cerrar os dentes para não ir corrente abaixo. Continua a ser verdade que do lado das exibições não se vêm ainda progressos mas do lado dos resultados somamos hoje a terceira vitória consecutiva. Para o campeonato foi a segunda, facto que não se registava desde Novembro e que explica porque estamos demasiado longe para poder agora aproveitar os deslizes alheios.

Julgo que as análises confluem todas no sentido de dividir o jogo pelos 2 períodos de 45 minutos. 

Na primeira parte, e beneficiando do Rio Ave não ter subido com o autocarro pelo túnel, o Sporting foi conseguindo ligar algumas jogadas, que podia, a primeira delas, terminado em golo. Este viria a suceder num quadro pintado superiormente por Izmailov, digno de figurar num qualquer Hermitage futebolístico. Saliente-se o facto de o golo e os respectivos 3 pontos saírem de uma jogada individual o que diz muito do que ainda (não) conseguimos fazer.

Na segunda parte voltamos ao "período Domingos". Apesar do jogo ter estado controlado, seja lá o que isso for em futebol, a equipa esteve sempre demasiado longe da baliza, em particular nos 20 metros frontais, onde o perigo criado fica sempre mais perto de ser transformado em golo. Muita pressa do portador da bola em desfazer-se dela e seguramente que muita fadiga acumulada do jogo intenso com os polacos, disputado 72 horas antes, contribuíram para perdidas em posse quase infantis.

Notas individuais para Marcelo que, sempre que tem sido chamado tem cumprido e isso é o melhor que se pode dizer de um guarda-redes suplente. Exibição segura dos centrais, onde Xandão também tem cumprido, revelando que, ao contrário de Onyewu, tem pés. Jogo muito importante de Elias, nitidamente com outro andamento que dos restantes colegas. E obviamente mais um preciosa jóia do Czar, que voltou hoje a jogar um jogo quase completo. Mau momento de Wolfswinkel, não por ter falhado golos, uma vez que não teve chances, mas a perder quase todas as bolas quando recuava à procura de participar no jogo.

FICHA DE JOGO

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O que Marinho Neves se esqueceu de dizer a Dias da Cunha?

Correram como fogo em palha seca as recentes declarações de Marinho Neves sobre o tempo que trabalhou para o Sporting, na presidência de Dias da Cunha. Ufano, declara-se peça incontornável no título alcançado em 2001/2002, por sinal o último do Sporting. Parece esquecer-se que dois anos antes o Sporting, sem saber quem ele era, havia sido campeão nacional, por sinal com Luís Duque como responsável do futebol, a quem ele parece agora querer chamuscar.

Convenhamos que não há aqui nada de novo, uma vez que o que agora se disse já havia sido proferido anteriormente, quer no blogue que entretanto fechou, quer em entrevistas anteriores. Mas compreendo o enfoque dado, tendo em conta a gravidade do relatado, apesar de não dever surpreender ninguém, depois das pornográficas gravações, hoje do conhecimento público, do Apito Dourado.

Não sou ainda velho - isto não é consensual, particularmente para a faixa etária abaixo dos 25 anos...- mas vivi já o tempo suficiente para também saber ler nas entrelinhas. Mas também não sou tão novo com gostaria - desde que pudesse saber o que sei hoje - para não me lembrar do que se passou no tal período em que Marinho Neves trabalhou no Sporting. E isso leva-me a algumas considerações:

1- Onde estava Marinho Neves na época 2004/05, quando o Sporting foi prejudicado em diversos jogos, que culminaram com as nomeações de Paraty para o jogo do título e de António Costa para o jogo com o Nacional, que haviam de ditar, em duas penadas, do afastamento do título e do apuramento da Liga dos Campeões? O que é que ele se esqueceu de dizer a Dias da Cunha para o Sporting ter sido, mais uma vez, apanhado entre dois fogos?

2- Qual foi outro resultado prático da aliança de que que foi mentor, feita por Dias da Cunha com Luís Filipe Vieira*, que não fosse o ódio que ainda hoje a classe arbitral dedica ao Sporting e o permitir ao presidente do SLB poder dizer na sombra que "pode ser" este ou aquele?

3- Que objectivo tem Marinho Neves ao proferir afirmações que não prova e sem nomear os autores**? 

4- Não me parece inocente o momento escolhido, antes sim me parece mais um que se junta ao que, de dentro e de fora, procuram isolar Luis Duque e Carlos Freitas, por serem, goste-se ou não, pilares importantes do futebol do Sporting, num momento de fragilidade após a saída de Domingos. O tratamento dispensado por ele a Carlos Freitas parece fazer resvalar a questão mais para pendor pessoal que profissional, embora ambos tivessem sido jornalistas.  

5- Tendo trabalhado no Sporting, Marinho Neves sabe como poucos que alimentar o monstro que há muito consome o Sporting, que é a luta "contra o inimigo interno"  é, de há muito, a forma mais prática de enfraquecer o Sporting?

4- Marinho Neves não é do Sporting. Não é do Porto. Não é do Boavista. Então de clube é ele?

*A primeira coisa que fiz, foi convencer Dias da Cunha de que devia fazer uma aliança com o Benfica se queriam conquistar o poder. Sempre disse que o inimigo do Sporting não era o Benfica, mas o Porto e o Boavista da altura. Consegui. Dias da Cunha fez uma aliança com Luís Filipe Vieira e foi à televisão dizer que as cabeças do sistema eram Pinto da Costa e Valentim Loureiro. Forneci documentos que provavam isso mesmo.

**a conquista do campeonato desencadeou uma série de invejas dentro do próprio clube e quando dei por ela estava a lutar contra gente que estava a ser paga pelo clube, mas que queria que este perdesse para conquistarem o poder e poderem fazer os seus negócios

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Parece que é a descoberta do século...

Parece que de repente toda a gente descobriu que o Sporting não está a jogar nada. Ora é bom lembrar que, antes de Sá Pinto tomar conta da equipa esta ia com a seguinte série de resultados: 

Liga Zon Sagres: DEVD
Taça da Liga: EED
Liga Europa: DVD 

Não vale a pena especular o que teria acontecido com Domingos ainda ao comando do Sporting. Vale a pena, isso sim, reconhecer que Sá Pinto pegou numa equipa com problemas evidentes de confiança mas acima de tudo no seu modelo de jogo e, mesmo assim, sem grandes exibições, tem conseguido resultados. 

O Sporting está neste momento num limbo: não tem o melhor do tempo de Domingos que, convenhamos, era ainda assim, manifestamente insuficiente para as necessidades do Sporting. E não se percebe ainda ao que vem Sá Pinto, nem se podia perceber com, entre treinos e viagens, menos de uma semana de treino.

Mas, no essencial, está mais ou menos na mesma, mesmo que há semanas atrás déssemos a ideia, com o recurso às correrias pelas laterais e ao futebol directo de superior capacidade de fogo. Mas se atentarmos a quantas vezes a bola chegava então jogável a Wolfswinkel e chegou ontem, depressa concluímos que não há grandes diferenças. 

Mas enquanto não se percebe o que quer fazer Sá Pinto há que perceber que sem resultados não há estabilidade emocional para se poder alcançar progressos. O resultado de ontem permite-nos seguir em frente e convém não minimizar nem o adversário nem o que sucedeu ontem em Alvalade. O Légia está longe de ser um colosso europeu mas, pelo seu poderio físico e pelo conhecimento que o seu treinador revelou ter sobre nós, em particular das nossas fragilidades, criou dificuldades que apenas a total entrega ao jogo por parte dos jogadores conseguiu superar. 

Mais do que proclamar o que poderia ser esta equipa com os recursos existentes a principal virtude de Sá Pinto tem sido o bom-senso de perceber o que ela pode fazer e o que está ainda fora do seu alcance e, balizado nesse realismo, conseguir manter a equipa à tona de água.

Hoje todos batem no Sporting e elogiam o S.C.Braga pelo bom jogo realizado. Mas, fosse ao contrário, o Braga tivesse jogado mal e passado e nós, tendo dado um recital, perdido, não faltaria quem hoje desse vivas à nossa eliminação. É bom não esquecer estes pormaiores...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não houve ópera, houve operários

Não sei se alguma vez conseguiremos ver o Sporting de Sá Pinto a fazer grandes exibições mas, num momento caótico como é o de uma chicotada psicológica, tem pelo menos conseguido resultados. E hoje,num jogo difícil, frente a uma equipa polaca poderosa fisicamente, que desde o primeiro minuto procurou partir o jogo, deu uma lição de querer e de capacidade de sofrimento.

Falta ainda muito comprimento ao nosso futebol mas também é verdade que a partida esteve quase sempre controlado até surgirem três lesões consecutivas, que fizeram a equipa abanar, deixando-a entregue à sorte do jogo. Isto porque do lado polaco a força nunca suplantou o saber.

A dúvida que fica agora é o que poderá Sá Pinto fazer em 15 dias para esta equipa crescer, do ponto de vista táctico mas também do ponto de vista fisico. Muito pouco obviamente, e isso poderá ser decisivo, tendo em conta a dimensão física do jogo defensivo dos Citizens. Julgo que neste momento não restam dúvidas que o plantel está completamente nas cordas, sendo mais próprio esperar que o tónico necessário venha dos resultados positivos do que dos treinos.

FICHA DE JOGO

Sá Pinto luta contra o(s) cancro(s)

A expressão é demasiado infeliz para não merecer reparo e inadmissível quando aplicada a jogadores que viveram toda a sua vida desportiva e se tornaram profissionais com a camisola do Sporting vestida. Falo, como já devem ter percebido, da utilização da palavra "cancros" aplicada a jogadores como Pereirinha, Carriço e André Santos, tal como já tinha sido utilizada com Djaló, Moutinho e Veloso. 

Não é preciso construir um mundo virtual para perceber que aqueles 3 elementos que ainda fazem parte do plantel actual ainda não confirmaram o que deles se esperava, vivendo abaixo do que prometiam e do melhor que já conseguiram fazer. Mas atribuir-lhes a responsabilidade pela degeneração do nosso futebol, como se esta se estabelecesse, por responsabilidade deles, de forma metastática, é não só injusta como desprovida de sentido. 

Para chegar a essa conclusão nem é preciso ser um expert em futebol, basta usar um pouco do senso comum para perceber que poucos conseguiriam sair incólumes de entre as rodas dentadas da trituradora que tem sido o futebol profissional do Sporting nos últimos anos. Se nelas pereceram jogadores experimentados, porque o mesmo não haveria de acontecer com os que, em fase inicial das suas carreiras, gostariam de evoluir ao invés de estagnar? 

Não é o mesmo Sporting que tem falhado aos adeptos que também lhes tem falhado a eles e que agora parece querer afectar, pelo mesmo processo, jogadores que há 2 meses eram unanimemente considerados bons, como Elias ou Wolfswinkel, por exemplo? Não sucede a eles o mesmo que a qualquer profissional que, numa empresa mal gerida, vê as suas esperanças de evolução profissional soçobrarem?

É essa a primeira impressão favorável que me deixa Sá Pinto e que, espero, não seja também o seu primeiro ponto de fricção com a bancada. Foi nesse primeiro embate com a opinião mais truculenta e por vezes histriónica que Domingos deu os primeiros ares de hesitação que haveria de terminar em desnorte, inevitável em que prescinde das suas convicções. 

E como são precisas convicções para alterar o estado em que Sá Pinto encontrou o futebol praticado pelo Sporting! Porque a mudança tem que ser feita em andamento, obtendo resultados, que são os únicos que conferem para a opinião pública, contabilidade feita, a justeza das opções tomadas. Se tiver êxito, como todos desejamos, Sá Pinto curará os tais cancros. Os dos jogadores e também das opiniões mal formadas. 

P.S.- É um sinal de esperança em melhores dias quando se percebe, pelas palavras de João Pereira(1), que a mensagem de Sá Pinto já começa a ser assimilada pelo balneário. Ainda no mesmo tom é também bom perceber que, até agora, o treinador tem sabido comunicar(2) ao nível que é exigido a alguém na sua posição e nas circunstâncias, pessoais e as que envolvem a instituição, em que assumiu o cargo.

(1)Ainda tivemos pouco tempo de trabalho, estamos a assimilar novos processos. Demora algum tempo. Estamos a tentar fazer, dentro de campo, aquilo que nos foi transmitido. Principalmente assumir a nossa personalidade e não ser levados a jogar de determinada maneira por aspetos exteriores, principalmente por influência do público. Às vezes sentíamo-nos um pouco pressionados; parecia que a bola picava nos pés e batíamos logo na frente. Agora não, temos a nossa personalidade. Mesmo que as coisas corram um pouco mal, somos homens e temos de assumir os erros e tentar praticar melhor futebol.

(2)A atitude ou situações pontuais em termos de demonstração de insatisfação, não é por [os adeptos] não estarem com a equipa. Compreendo que exista alguma impaciência e tristeza por não verem a equipa a conquistar os resultados que eles gostariam que tivéssemos alcançado até agora. Não vejo que não queiram apoiar a equipa, agora, se houver uma circulação lenta ou uma perda de bola, gostariam de estar lá dentro e poder ajudar, ou dizer para não fazerem isto ou aquilo. É um aspeto emocional; eu próprio, quando estou na bancada, fico mais nervoso. É normal. Os jogadores não sentem que o público não está com eles; sentem que ele está. Mas é um facto que se houver um ambiente continuo de desconfiança, com assobios... se o sentirem, isso não vai ajudar. Por isso digo para os adeptos acreditarem, apoiarem, para terem alguma benevolência em relação a tudo o que nos envolveu.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Por o Sporting com dono?

Adensam-se os rumores de que o Sporting desperta o interesse de diversos investidores estrangeiros, com o DN a avançar hoje com um nome concreto, o do bilionário russo Mikhail Prokhorov. Antes de ir ao perfil do alegado investidor, alegadamente convidado por Peter Kenyon, cuja holding detém grande parte de percentagens de passes de jogadores do Sporting pergunto-me? 

1- O que levará alguém, sem qualquer ligação afectiva ao clube dispor-se a abrir os cordões à bolsa para nele investir e em que condições estaria disposto a fazê-lo, sabendo-se que a actividade é de alto risco, e que não faltam ligas com promessas mais lucrativas ?

2- Tradicionalmente associa-se o nome de um magnata à entrada de grandes jogadores. Apesar de o modelo coleccionar mais insucessos que sucessos continua em franca expansão. Ora isso significa, grosso modo, ter uma folha salarial com uma média de vencimentos superior a 250 mil euros por jogador. No City, no PSG é possível que haja receitas de monta que, não suportando os investimentos na aquisição, certamente ajudam  a custear os vencimentos. Nos moldes actuais isto significaria colocar no Sporting quase 100 milhões anualmente. Haverá alguém disposto a fazê-lo? Por quanto tempo? E como será o day-after?

3- Até onde estão os Sportinguistas dispostos a abrir mão da SAD que afinal é dona da actividade mais representativa do clube? (Por exemplo fala-se do regresso de Carlos Queiroz, por pretensa exigência de um grupo de investidores. Pessoalmente também não me é agradável a ideia do regresso de alguém que tem pautado a sua actuação por um profundo desrespeito pela instituição. Mas faz sentido contestar as exigências  de quem "vai pagar o pato" ou o modelo propriamente dito?)

4- Goste-se ou não do modelo, faz sentido deter uma SAD quase na totalidade, com dispersão quase nula de capital, quando esta necessita tanto de liquidez como do ar que respira? Que outros modelos deveria o Sporting explorar, que não a de “por a SAD com dono”?

5- Inevitavelmente os Sportinguistas, a confirmar-se o cenário de alienação de parte substancial do capital da SAD, serão chamados a pronunciar-se sobre o assunto. Sabendo que a situação actual é insustentável, bastará dizer “não, porque não” ou não seremos responsavelmente obrigados a apresentar alternativas válidas?

Quem é Mikhail Prokhorov?

Mikhail Prokhorov é tido como o terceiro homem mais rico da Rússia, com uma fortuna avaliada em 13 biliões de euros. Fundador do Grupo Onexim, cujos vastos interesses são marcados por negócios no sector financeiro, nos média e tecnologia. 

Nascido em Moscovo em 1965, estudou no Instituto de Finanças de Moscovo, onde se tornou presidente do Banco Onexim em 1993, até o transformar no grupo que é hoje. 

Para lá dos interesses profissionais Prokhorov é conhecido pela participação cívica na sociedade russa, sendo notória a, como líder, do partido Causa Justa, tido como pró-Kremlin. A sua candidatura à presidência do colosso de Leste ainda não está totalmente descartada pelos analistas políticos, numa estratégia denunciada pela oposição como manobra de diversão e tentativa de Putin de não perder totalmente as simpatias liberais. 

Podem existir muitas dúvidas sobre o seu perfil para accionista do Sporting, mas o mesmo não se poderia dizer se estivéssemos a falar de um jogador de basquete. Mikhail Prokhorov tem mais de 2 metros de altura, onde foi buscar a alcunha de girafa. 

A fundação de uma revista cor-de-rosa de nome SNOB e ligação do seu nome a um escândalo com o agenciamento de prostitutas por ocasião de uma festa particular nos Alpes franceses contribuíram para um tratamento, por parte dos média, semelhante ao dispensado a uma pop star. Tratamento que se acentuaria aquando da aquisição dos New Jersey Nets, o que o tornaria no primeiro proprietário estrangeiro, o que num russo é digno de nota.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Domingos levou com ele toda a Paciência?

Foram ténues as diferenças notadas no jogo, em particular no momento da construção do jogo, com Elias e Schaars a serem chamados a participar mais activamente. Parece-me uma boa ideia, que certamente obrigará a ter mais paciência dos adeptos, porque a equipa demorará mais a chegar à baliza mas privilegiará a posse de bola. Não estavam fartos dos pontapés para a frente?

Mas as alterações são ainda insuficientes para produzir alterações de monta na qualidade exibicional, faltará ainda muito até, pelo que se viu hoje. Mas o resultado foi na linha dos melhores dos últimos tempos, como o foi o resultado de quinta-feira em condições adversas, e isso não deveria deixar de ser retido como o mais importante do jogo de hoje. 

Estranhamente ouviram-se mais assobios hoje do que nos jogos anteriores o que se torna difícil de compreender. A impaciência revelada parece-me incompreensível atendendo a que não foi hoje que as dificuldades do Sporting começaram e não era provável que, em menos de uma semana, elas terminassem. Se 7 meses eram pouco para Domingos, uma semana teria que ser mais do que suficiente para Sá Pinto?

Saliência  para a prestação de Schaars, de volta aos bons jogos e sobretudo de Patricio, mais uma vez o garante dos 3 pontos.




Ficha de Jogo:


A primeira do Sá Pinto

Quem, após o episódio com Liedson, imaginaria que Sá Pinto estaria hoje sentado no banco de suplentes, ostentando a braçadeira de treinador da equipa principal do Sporting só poderia ter uma imaginação muito fértil. Mas Sá Pinto, tal como conseguiu superar os efeitos produzidos pelo soco num seleccionador nacional, conseguiu não só sobreviver ao triste episódio Liedson (então se não o mais carismático pelo menos mais aclamado jogador do Sporting), como "regressar à vida" num lugar de maior destaque. O inconformismo que era sua imagem de marca em campo parece ser também a sua forma de estar na vida. 

Um caso merecedor de atenção e até, quem sabe, de estudo, até porque o agora treinador do Sporting está longe e ser um menino querido da comunicação social e outros capazes de promover e destruir aplicando critérios difíceis de perceber à vista desarmada.

Mas o que poderá o Sporting ganhar agora com a chegada de Sá Pinto ao banco? Quase todos apontam na emulação da "raça", da "vontade" que, enquanto jogador, demonstrava em campo. Já um pouco farto do chavão desgastado, perguntava-me o que pensaria o próprio sobre o assunto.Detive-me no que disse ontem o treinador:

Tem apontado a garra como a imagem de marca das suas equipas. Esse será o seu lema?
Sem dúvida que é a minha vontade. Mas não dissocio a garra da qualidade, têm de estar juntas. Não é só correr, é saber correr, como correr e quando correr. Para isso é preciso qualidade e atitude para os objectivos colectivos serem atingidos.

Depois de me aperceber disto só tenho razões para ficar um pouco mais tranquilo. Haja tempo para implementar novas ideias, haja a sorte sempre necessária e que nunca falte garra.

P.S.- A chegada de Jorge Castelo à equipa de Sá Pinto, muito mais que a inclusão de Porfirio, é um elemento digno de nota. Sendo um académico ligado à operacionalização do treino, a sua chamada revela pelo menos o reconhecimento de uma necessidade, o que é o primeiro passo para a resolução de um problema. Este foi um aspecto que deixou muitas dúvidas no trabalho de Domingos, por aquilo que equipa foi e sobretudo não foi fazendo em campo. 

Não posso, por desconhecimento, contribuir para a discussão sobre o acerto da escolha do ponto de vista da capacidade técnica, como o fazem o Lateral Esquerdo e a Bancada Nova. Mas não deixo de a abalizar pelo menos do lado do senso comum. Numa equipa técnica marcada pela juventude, a inclusão de um elemento mais velho pode introduzir algum equilíbrio. Porque somos os mesmos mas não somos iguais aos 20, aos 30 ou aos 40 anos...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Domingos e a peçonha do Sporting

NOTA PRÉVIA
A vida colocou-me fora de jogo no momento em que ocorreu o despedimento de Domingos. O que acabou por confirmar, no que a este blogue diz respeito, que ele é muito melhor quando pode contar com o contributo de outros que não apenas o meu.

Sei que a questão foi já aqui debatida e bem escalpelizada quer pelo Virgílio quer pelo LMGM e com a indispensável colaboração dos leitores. Mas, mesmo assim, não resisto em voltar ao tema, deixando a opinião de alguém que viveu o episódio como outsider, grande parte em diferido e com quase total afastamento emocional, dadas as circunstâncias em que me encontrava.

A peçonha do Sporting
A quase unanimidade dos cronistas, "fazedores de opinião", e até a, pasme-se!, comentadores políticos mais ou menos ébrios, tenderam a considerar o Sporting, "máquina trituradora de treinadores", como o responsável pelo falhanço (quanto a mim mais que óbvio) de Domingos à frente do Sporting. Até mesmo os que, simultaneamente consideravam que a imprensa era, em regra, benévola para ele. Para isso não hesitaram, no que está está entre uma falácia bem urdida e de quase total ignorância do que é que é o jogo de futebol, em misturar o exemplo do despedimento de Robson com o actual, com se fossem comparáveis. No fundo quiseram colar ao Sporting a peçonha de um clube permanente derrotado interiormente, o que está longe ser verdade e nada tem a ver com os factos que conduziram ao afastamento do treinador. Tentou-se fazer de uma questão de competência um karma ou até uma condenação perpétua. Infelizmente são muitos os Sportinguistas que caem neste tipo de patranhas, que, em última análise, produzem os efeitos pretendidos: minar a auto-estima e a confiança, por os Sportinguistas a acreditar que é preciso um milagre para voltar a ganhar. E como por estes tempos há muito que não se vêem milagres...

O que podia fazer o Sporting?
Peço desde já a quem lê este parágrafo um favor difícil de pedir a um Sportinguista: que esqueça os nomes dos actuais dirigentes do Sporting, tal é a "politização" das conversas sobre o tema . Fosse o actual presidente Manuel ou António, o que se  deveria fazer perante a derrocada da equipa, espelhada na despedida do campeonato, a esquálida prestação na Taça de Portugal e, pior, o rotundo falhanço na Taça da Liga, perante adversários tão frágeis? Mais, o que fazer perante exibições a denunciar um paupérrimo trabalho técnico-táctico?

É legitimo pensar que Domingos seria capaz de fazer um reviralho no infeliz momento em que a equipa caiu, tal como o seu contrário. Ambas as crenças são legitimas, mas não o são mais do que isso: crenças que carecerão de prova. Obviamente que quem tomou a decisão descreu das condições de Domingos para o fazer. Disso ou da possibilidade do treinador executar a tarefa em tempo útil. Isto porque o grande objectivo da época não era única e exclusivamente ser campeão, mas semear o terreno para futuras conquistas, reduzindo a diferença para os da frente.

Ora o que estava a acontecer era algo de muito diferente, para pior: depois de um enorme investimento, dando a Domingos o que a muitos foi negado, o Sporting não só não colou aos da frente como ficou atrás dos que habitualmente só nos vêem as costas na tabela classificativa. Como a percepção deste facto escapa à maior parte dos cronistas e analistas eu até compreendo, mas como escapa aos Sportinguistas é que me é difícil entender. O Sporting pode perder o actual campeonato mas não pode perder o futuro. E que treinador do Sporting beneficiou de retaguarda mais forte, dos gabinetes à bancada, que Domingos?

A decisão de despedir Domingos foi tudo menos confortável para a SAD, obviamente. Ter-lhe-ia sido mais fácil ficar "atrás" do treinador. Há evidentes perdas financeiras associadas. Há a leitura "politica" e a correlação de forças internas, nunca negligenciáveis. Mas a continuidade de Domingos, e a continuar esta série de resultados, significaria uma evidente mensagem de desresponsabilização para o balneário, inadmissível num clube como o Sporting. Significaria que os objectivos traçados não passariam de enunciados miríficos sem qualquer colagem ao mundo real e cuja contabilidade ficaria sempre em aberto para redefinição em função dos resultados, o principio para tornar a derrota suportável e cómoda. Isso seria o mesmo que abdicar de uma presença condigna na Liga Europa e manter a equipa numa letargia que poria desde já meia Taça de Portugal a caminho de Coimbra.  

As direcções elegem-se também para tomar decisões difíceis e se, como parece mais do que óbvio, Domingos não estava a ser capaz, e se isto se tornou evidente para os dirigentes, estes não fizeram mais do que a sua obrigação. Até onde era admissível deixar o Sporting cair?

A Domingos o que é de Domingos
Ninguém poderá tirar o mérito do trabalho de Domingos, que o levou a ser considerado o melhor treinador para o actual Sporting. Ou mesmo negar-lhe vitórias futuras noutros lados. Fui um dos seus defensores e, à luz do que sabia então, voltaria a fazê-lo. Mas foi também Domingos que me desmentiu. Não o considerarei o único culpado, termo que considero de todo desajustado ao futebol e aos factores aleatórios que lhe estão ligados.

Mas é, de forma que me parece difícil de desmentir, um dos principais responsáveis pela actual situação do Sporting. Responsabilidade que obviamente deve ser repartida por todos os que construíram o actual plantel, especialmente por nele estarem incluídos jogadores que eram considerados pilares - Rodriguez, Izmailov, Jeffren e Bojinov - e que não estavam em condições físicas de o ser. Mas isso, por si só, não explica as demais lesões musculares, que afectaram quase todo o plantel, a falta de respostas para as dificuldades impostas pelos adversários, a falta de um modelo de jogo que servisse as necessidades de uma equipa que tem a obrigação de vencer quase todos os jogos. O Sporting, mesmo nos seus melhores momentos, quase nunca conseguiu ser uma equipa dominadora e autoritária.

O Domingos visto noutros lados, especialmente em Braga, raras vezes foi visto em Alvalade. A verdade também é que o Sporting, por muito que queiram transformá-lo, ainda não é o Braga, como o demonstram semanalmente os adversários, pela forma como escolhem jogar connosco. O Domingos sereno perdeu-se, quanto a mim, em 2 momentos cruciais da época: quando levamos 3 secos no jogo de apresentação e após a derrota com o Marítimo em casa. Domingos, que anteriormente tinha posto a equipa a jogar como devia ser contra a Juventus e até contra a Olhanense, hesitou e abdicou do que pareciam ser as suas convicções, parecendo tomar o caminho mais fácil, que era ir de encontro à opinião da bancada. 

Se o fez por causa dos resultados ou por descrer dos jogadores que tinha para o que pretendia não sei. Mas o Sporting com a defesa bem subida e com os sectores mais próximos e ligados não mais se viu. Os esgares de Domingos, a sua linguagem corporal, revelavam um homem acossado e sem capacidade de discernir, como se ia concluindo pelas hesitações com que geriu as dificuldades que lhe foram surgindo. Muito longe do homem tranquilo que vimos anteriormente. Quando decidiu, algures em Dezembro, disparar para dentro do Sporting, depois de o ter feito em tudo que "mexia" contra si nas opiniões publicadas, apenas declarou que o fim do seu ciclo estava a chegar.

As suas conferências de imprensa tornaram-se um espectáculo deprimente, bem como as suas alegorias. Depois da papa Cerelac e outras, só faltava depois de mais uma derrota, (e desculpem-me o meu francês...) atirar com "perdemos que os fodemos". Tenho a melhor impressão de Domingos como pessoa, mas não quero o Sporting no relvado a tratar os seus adversários como se fosse o seu mordomo.

Nenhum treinador está a salvo dos maus resultados, mas Domingos não coleccionou apenas estes. Há mais de dois meses que àqueles foi adicionando exibições tristes juntamente com um ar de descrença em si próprio e nos seus comandados. Jogar mal e não conseguir resultados é uma mistura explosiva que raras vezes não produz os seus efeitos. Isto é igual para ele como será para Mourinho ou Guardiola, que disputam justamente entre si o titulo de melhor do mundo na sua classe. Porque é que no Sporting haveria de ser diferente? "Só" porque não ganha há muito ou porque no passado despediu quando não devia? Repito: Até onde era admissível deixar cair o Sporting?

NOTAS AVULSAS
1- Também não acreditei que o motivo da despedida de Domingos fossem os seus encontros com dirigentes do FCP. Até porque nos dias de hoje quem precisa de se encontrar pessoalmente para conversar? Mas depois de Pinto da Costa desmentir, passei à acreditar. Quando ele desmente a realidade encarrega-se normalmente de fazer o seu contrário.

2- O comunicado da Lusa sobre os pretensos encontros é mais uma prova das armas desiguais com que o Sporting luta e que não se restringem às suas próprias limitações. Quando é que já se viu jornalistas disporem-se ufanamente a divulgar as suas fontes?

3- Bruno de Carvalho não conseguiu evitar tentar coleccionar apoios, tentando, mais uma vez, retirar dividendos de um momento infeliz. Natural para um candidato, mas um tiro que lhe pode sair pela culatra se um dia os Sportinguistas lhe confiarem a maioria dos seus votos. É que nunca se sabe se terá um dia que ser chamado a despedir um treinador. Julgo eu que não gostaria de ver o Sporting a perder indefinidamente. Ou continuava a acreditar em Domingos?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A primeira pera de Sá Pinto

Quem esperava grandes mudanças, fosse na constituição da equipa ou na forma desta evoluir em campo, teria obrigatoriamente que dar o seu tempo por perdido. Não havia tempo para Sá Pinto introduzir alterações substanciais e o estado do relvado e a temperatura contribuíam para adensar os problemas, atenuando a vantagem que detínhamos no confronto dos valores individuais.

Mas o novo treinador do Sporting acabaria por ter uma participação fundamental no desfecho da partida, pela forma como soube ajustar a equipa às necessidades especificas que o jogo foi colocando. Melhor foi terem resultado desses ajustamentos precisamente os golos que nos iluminam agora o caminho para a passagem à eliminatória seguinte. Era importante iniciar este novo ciclo com um resultado positivo que não só recuperasse o ânimo da equipa e oferecesse a esperança em dias melhores. É para isto que servem as chicotadas psicológicas. 

Em termos individuais saliência para a prestação importante de Patrício que, em momentos cruciais, evitou uma hecatombe  parecia iminente.

FICHA DE JOGO

Estádio: Pepsi Arena, em Varsóvia.

Legia Varsóvia-Sporting, 2-2.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores: 1-0, Wawrzyniak, 37 minutos. 1-1, Daniel Carriço, 60. 2-1, Janusz Gol, 79. 2-2, André Santos, 88.

Légia: Kuciak, Jedrzejczyk, Zewlakow, Wawrzyniak, Komorowski, Gol, Vrdoljak, Rneznicjak (Wolski, 71), Zyro, Ljuboja (Hubnik, 82) e Rybus (Kosecki, 61). (Suplentes: Skaba, Kielbowickz, Astiz, Wolski, Hubnik, Kucharczyk e Kosecki).

Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Polga, Onyewu, Insúa, Rinaudo, Schaars (Pereirinha, 46), Matías Fernandez, Izmailov (Daniel Carriço, 46), Carrillo (André Santos, 74) e Van Wolfswinkel.

(Suplentes: Marcelo, Carriço, Xandão, Evaldo, André Santos, Pereirinha e Ribas).

Árbitro: Matej Jug (Eslovénia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Oneywu (44), Wolfswinkel (45), Kosecki (81), Insúa (86) e Vrdoljak (90+2)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Handicap


Ricardo Sá Pinto, o nosso Coração de Leão, traz na sua bagagem um handicap elevado. São por demais conhecidas todas as suas dificuldades temperamentais, do episódio com Artur Jorge até Liedson (como colega e dirigente) Sá Pinto sabe que esses factos o marcam e que muitos estão ansiosos e a aguardar a primeira oportunidade para lhe apontar de novo o dedo e afirmar “Eu sabia que ia dar nisto!”.

Nada a fazer contra factos. Nunca gostei de desculpas, principalmente quando o erro é grave, as desculpas servem para coisas menores, perante asneira da grossa o erro é assumido pelo próprio,
a penalidade, a existir, é cumprida e siga a vida de preferência tirando as devidas lições daquilo que se perdeu com o erro e corrigindo no futuro.

Assisti in loco ao cumprimento entre Sá Pinto e Artur Jorge no seu primeiro encontro em pleno relvado após o final do processo judicial. Foi uma demonstração de carácter de ambos, um gesto
de homens que sabem o que querem da vida e ultrapassam os episódios menos felizes com naturalidade. Foi um simples aperto de mão, naquilo que este gesto simples tem de mais simbólico. Estender ao outro a mão aberta, limpa de ressentimentos e aceitar o gesto igual como que a selar em definitivo os problemas anteriores. Nunca serão amigos, apenas homens de corpo inteiro.

Sá Pinto, se pretende ter sucesso numa das actividades com maior pressão mediática que existe tem em definitivo de baixar o seu handicap. Tem pela frente um ano e meio de primeiro teste para o fazer. O momento em que entra na equipa é complicado e vai-lhe colocar desafios e conflitos suficientes para verificar se a sua capacidade de controlo aumentou. Vão ser-lhe colocadas armadilhas a cada túnel que atravessar, obstáculos bem mais graves que qualquer papel de parede, mas que terão rios de tinta à disposição de quem gosta de águas turvas e onde ele será sempre o maior prejudicado independentemente dos factos reais.

Para já na urgência dos jogos que se advinham a opção pelas soluções simples e directas será a melhor. Deve expor-se ao grupo com todos os seus handicaps, deve mostrar que ninguém melhor
que ele sabe como um erro inconsciente pode prejudicar um grupo, não deixando que o grupo o possa acusar um dia de ele ter feito o mesmo e nunca o ter referido. Com o tempo, pode criar cúmplices na equipa técnica ou na equipa que o possam ajudar a não ser obrigado a mostrar o pior de si.

Em termos de futebol, pouco mais há a fazer na próxima semana que motivar, espicaçar o ego individual, colocar os jogadores nas suas posições correctas e apresentar profissionalismo. Há
muito ainda para ganhar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ricos meninos




O Sporting é um clube de originalidades, uma das principais será a facilidade com que troca de camisa. Estamos a viver mais uma demonstração de que seremos provavelmente um dos clubes mais ricos do mundo. Hoje, tal como já aconteceu bastas vezes no passado, estamos a acumular custos de 3 equipas técnicas, a que se foi para a Escócia, a que se suspeita para onde vá e aquela que acabou de entrar.

Os 37 treinadores que foram acumulados nos últimos 30 anos são prova da nossa imensa riqueza. Se somar, pontas de lança, defesas esquerdos/direitos e restantes flops, somos verdadeiros multimilionários. A culpa obviamente é de um tal de “projecto Roquette”, do qual guardo o documento original, apenas para verificar o quanto ele estava correcto e como foi possível desbaratar algo tão simples de edificar.

A história do “projecto Roquette” contada do início até hoje é o maior catavento de estratégias, revoluções, mudanças e reviravoltas que a cada aflição foram sendo adoptadas. Estes piparotes têm o grande defeito de terem custos grandes para unir aos prejuízos anteriores. Como nunca duram suficiente para terem rendimento são coitos interrompidos que nunca geram fruto nenhum.

Vamos para uma medida já nossa velha conhecida, em caso de emergência procura-se no interior do nosso armário e salta uma figura com grande carisma na massa associativa e vai de tapar o buraco. Directamente das camadas jovens para a equipa principal vieram os dois monstros que embelezam este post, Juca (que se veio a tornar o treinador mais jovem em Portugal com 33 anos) e Fernando Mendes. Ambos foram campeões, ambos foram depois afastados para contratar um “truta” que ia resolver todos os problemas.

Foi assim também com Paulo Bento que não sendo campeão trouxe luta pelo título e taças, foi assim também com Marinho (nunca para treinador principal) ou falando de situações de recurso
encontradas fora do Sporting, foi assim com Manuel Fernandes e Inácio.

É engraçado verificar que essa medida, aproveitar os da casa, várias vezes teve sucesso, rendeu títulos. Não sei o que vale Sá Pinto como treinador de seniores (é uma empreitada muito superior a juniores) independentemente disso verifico que é uma medida que observando a história tem lógica, é barata mas que acabou em desgraça (quantos querem de volta Inácio, Paulo Bento ou Manuel Fernandes?) pouco tempo depois.

Já que gostamos tanto de mudar de estratégia a cada esquina do campeonato não seria este um filão a explorar? Fazer o inverso, a estratégia é não mudar de estratégia. Em vez de apostar tudo em trutas nacionais e estrangeiras (normalmente caras) dar oportunidades aos da casa que ficam mais baratos e estão ligados aos sucessos mais recentes do clube?

Se calhar não, nós somos ricos e a culpa é do “projecto Roquette”.

P.S.- Não me canso de repetir. Boa sorte Sá Pinto.

Palavra chave para o falhanço: liderança

Diz que lhe Chamam dinâmica de grupo


O reinado de Domingos no Sporting pode, na minha perspectiva, ser separado por três períodos muito diferentes:

O primeiro marcado por uma incrível sucessão de erros arbitrais e por um histerismo apocalíptico em jeito de assobio que o prejudicou (e à equipa) e do qual não se lhe pode apontar o dedo com ênfase, até porque Domingos estava, nessa altura, a arrancar com uma equipa nova… Que obviamente ainda não conhecia. Mas, os princípios de jogo e até a qualidade do futebol mostravam-se presentes, com excepção de um jogo fraco em Aveiro. Houve, claramente, máfia e histeria a mais e demérito a menos de Domingos Paciência, nessa primeira fase.

O início do segundo período deu-se após o clique de Paços de Ferreira. Um pequeno milagre quando uma mais que previsível derrota se transformou, num ápice, numa vitória redentora: a quinze minutos de acabar o encontro e com três golos de rajada. Depois da tempestade inicial, vinha a bonança, que chegou a apresentar dias de um sol radioso. O calendário facilitou, as arbitragens acalmaram a ânsia persecutória, e a sucessão de êxitos tomou uma dinâmica que se alimentava a ela própria, tipo bola de neve que descia pela ribanceira abaixo… Mas que o primeiro obstáculo a sério, na Luz, veio travar. É certo que a paragem surge entre desperdício próprio e fortuna alheia, com, novamente, decisões do juiz controversas pelo meio. No entanto, começava nesse clássico, aquele que seria o período de trevas e durante o qual Domingos seria colocado, realmente, à prova.

A fase final do percurso de Domingos no Sporting, a etapa mais difícil e complicada, veio revelar um treinador impreparado, hesitante, inseguro, em muitas ocasiões mesmo perdido e injusto para com quem comandava… E, se é nos momentos problemáticos que se contempla quem são os verdadeiros líderes, então Domingos falhou… E fracassou, estrepitosamente. Venho, já desde há longo tempo, afirmando que mais do que i) a errática gestão do plantel, com atitudes incompreensíveis para quem assiste na bancada (ou na tribuna…), mas mais grave ainda para quem se vê alvo delas (os futebolistas do SCP) e que os confunde, que lhes retira confiança, que chega a desmotivá-los; ii) mais do que a táctica ou o principio de jogo adoptado que se revelou, a partir de Vaslui / Belenenses, completamente ineficaz e aborrecidamente previsível; iii) mais do que a mediana preparação física demonstrada por vários jogadores do Sporting em diversos momentos; iv) mais do que a fraca leitura de jogo, cujas substituições e/ou alterações no decorrer dos encontros raramente adicionaram vantagens ao jogo do SCP e v) ainda mais que os resultados negativos, o que verdadeiramente me preocupava e onde considero que Domingos realmente falhou nem terá sido tanto na falta de conhecimentos técnicos, onde falhou, repito, foi vi) na liderança do seu grupo. Não é preciso ser-se muito perspicaz para perceber que a falta de solidariedade de um líder para com os seus seguidores tem efeitos altamente nefastos.

Coloco o caro leitor perante a seguinte situação:

Imagine-se parte integrante duma equipa de trabalho nova que tem vários objectivos comuns para alcançar. Eis o propósito: pretende-se vender 4 projectos a um cliente importante. O caro leitor é incumbido, pelo líder da equipa de trabalho que integra, para executar determinadas tarefas que visam contribuir no alcançar dos objectivos traçados. Claro que para as cumprir tem que estabelecer relações com os seus colegas e também com o líder. Ao princípio as coisas não encarrilam muito bem... É natural, já que estão, todos os membros da equipa a conhecer-se uns aos outros. Com o tempo o conhecimento entre todos vai-se consolidando e o ritmo de trabalho melhora. Imagine que cumpre as tarefas que lhe confiaram da melhor forma que consegue, com esforço, com empenho e galhardia, seguindo as indicações do seu líder, mas, por alguma razão e a partir de certo momento, os resultados não se mostram em conformidade com o esperado, ou seja, não se obtém o sucesso espectável. O primeiro projecto, aquele que renderia maior lucro à empresa onde trabalha, perde-se a meio do caminho. O segundo, bem mais fácil, por alguma razão que lhe escapou e que, possivelmente, até é alheio à sua resonsabilidade, também vai pelo cano abaixo. Entretanto a desconfiança cresce no seio do grupo. O terceiro e quarto projectos, ainda em curso, transformam-se num stress contínuo, e o prazer e a determinação com que encarou o desafio inicial vai-se transformando num peso e numa angústia crescente. O seu líder, perante o aumento da pressão, reage retirando-o da tarefa que lhe tinha preconizado numa semana - substituindo-o por outro colega - voltando a colocá-lo na sua execução na semana imediatamente seguinte, sem que perceba bem o porquê de tais acções… Olha para o lado e nota que o mesmo acontece com outros seus colegas… As trocas e baldrocas sucedem-se, sem razão lógica aparente. Perante este cenário caótico e quando apertado pelo 'patrão' ou pelo cliente, o seu superior hierárquico, sacode a água do capote e, afim de salvar a própria pele, aponta-lhe publicamente o dedo a si ou aos seus colegas… Agora, imagine-se a ver essa acusação repetida consecutivamente… Umas vezes mais implícita, noutras mesmo explicitamente. Como se sentiria? O que pensar dum líder assim?

Agora imagine a situação contrária. Que apesar dos falhanços colectivos, que emanam da acção conjunta do grupo e que, como tal, é difícil de quantificar individualmente, o seu líder assume as consequências, assume como sua a responsabilidade do falhanço. Como agiria de seguida, caso fosse dada outra oportunidade ao seu chefe de continuar a liderar a equipa que integra?

Continuo a dizer… Domingos falhou. E muito.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sai Domingos, entra Sá Pinto



Segundo noticia de última hora, Domingos Paciência já não é treinador do Sporting, sendo promovido para o seu lugar Sá Pinto. Todos os treinadores são refens dos resultados, mas sinceramente não vejo que os nossos males se resolvam nesta troca.

Abre-se assim um novo capitulo de desculpas, de reformas, de esperança num futuro que nunca chega. Já não há cheques, mas a vassoura teima em não ficar quieta.

Boa sorte Sá Pinto.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Uma questão de... pitons

Mais uma escorregadela...



E à 18.ª jornada mais um trambolhão do (no) Ca(l)deirão. O SCP escorregou, literalmente, durante os 90 minutos do jogo que terminou à momentos no Funchal perante o Marítimo e caiu para o 5.º lugar da classificação geral da Liga Zon Sagres. De facto, viu-se ultrapassado pelo adversário de hoje, trocando de lugar. A actual posição é um ‘prémio’ justo se tivermos em conta a qualidade do futebol que esta equipa do Sporting pratica. Chega a ser penoso ver jogadores tão categorizados a tentar jogar cada um por si, sem que consigam, colectivamente, produzir uma jogada digna desse nome. Cai, também por terra o mito de que com Rinaudo o SCP não perdia… De que com Rinaudo tudo seria diferente (para melhor, supunha-se). Para além de ser falso (provam-no os factos do passado), este jogo vem provar à evidência, se mais uma vez tal fosse necessário, de que o mal não é individual. O mal está entranhado e não resulta da ausência do argentino, ou de outro colega de Fito. Qualquer que ele seja. Não confundamos: Fito é um excelente jogador, como é Schaars, ou Elias, ou Matias, até o jovem Carrillo. Como são outros que hoje nem sequer se sentaram no banco… Recordo-me de André Martins, que sempre que jogou deu nas vistas.

A crónica do jogo de hoje é muito fácil de relatar: nunca se sentiu que a equipe leonina conseguisse fazer mossa à defesa madeirense, pelo que a vitória esteve sempre demasiado longe. O Marítmo vulgarizou o SCP e foi-lhe sempre superior, mesmo quando no decorrer da segunda parte baixou as suas linhas e permitiu a iniciativa aos inofensivos ‘leões’. A estratégia funcionou na perfeição e acabaram com o jogo cedo. A consequência desta derrota, a quarta consecutiva fora, também é ela fácil de determinar: a ausência da próxima edição da Champions League. Perante tamanha diferença de SC Braga e Sporting Clube de Portugal, quer ao nível do momento, quer da própria qualidade das duas equipas, o apuramento do SCP será pouco menos do que um milagre. E milagres não acontecem com tanta frequência assim. Dêmo-nos por satisfeitos com o portento de nos termos apurado para a final de 20 de Maio. Aliás, é extremamente complicado comparar Sporting com Braga, quando o esforço de memória que tem que se fazer para recordar um jogo em que o SCP tenha produzido melhor futebol que o seu adversário, qualquer um da principal Liga lusitana (esqueçamos por momentos os reservas do Moreirense…) ao longo dos 90 minutos, é já considerável.

Claro que para Domingos, só falta ter paciência. Para mim falta muito mais, falta, por exemplo, arranjar uns pitons de jeito para as chuteiras dos jogadores leoninos e acabar com os escorreganços. É que a cada escorregadela é preciso levantar a cabeça (e o resto do corpo também convém…).

Acaba o périplo pela Madeira, tal como começou: em crise. Acentuada. De futebol e de resultados.

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FICHA DO JOGO:

Futebol – 18.ª jornada do Nacional
2012-02-11 Estádio dos Barreiros (Madeira).
Árbitro: Cosme Machado (Braga).
Árbitros assistentes: Alfredo Braga e Nuno Eiras.

MARÍTIMO, 2

(1)Peçanha; (21) Briguel, (16) Roberge, (44) João Guilherme e (18) Luís Olim; (8) Roberto Sousa, (25) Rafael Miranda e (81) Benachour; (20) Heldon, (17) Sami e (30) Danilo Dias. Treinador: Pedro Martins.

Substituições: 71 m – Saiu Benachour e entrou João Luís (28); 82 m – Saiu Heldon e entrou Fábio Felício (48); 89 m – Saiu Danilo Dias e entrou Robson (3). Suplentes não utilizados: (77) Salin, (22) João Diogo, (29) Tchô e (35) Fidelis.

Disciplina: cartões amarelos a Benachour (18 m) e Heldon (50 m). Golos: Benachour (20 m) e Danilo Dias (59 m).

SPORTING, 0

(1)Rui Patrício; (19) Santiago Arias, (5) Onyewu, (93) Xandão e (48) Insúa; (21) Rinaudo, (77) Elias e (14) Matias Fernandez; (25) Bruno Pereirinha, (18) Andre Carrillo e (9) van Wolfswinkel. Treinador: Domingos Paciência. Substituições: 45 m – Saiu Carrillo e entrou Marat Izmailov (10); 45 m – Saiu Bruno Pereirinha e entrou Schaars (8); 62 m – Saiu Rinaudo e entrou (32) Seba Ribas. Suplentes não utilizados: (12) Marcelo Boeck, (6) Evaldo, (4) Polga e (31) Renato Neto. Disciplina: cartões amarelos a Onyewu (19 m), Insúa (32 m), Xandão (39 m), Elias (76 m),

Resultado ao intervalo: 1-0.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cinco Rinaudos




O universo Sporting ganhou um novo ídolo, Rinaudo. Muito se tem falado do que seria esta equipa no caso de Rinaudo não se ter lesionado num jogo da Liga Europa onde nada se decidia.
Associo muito mais a nossa quebra de rendimento à lesão de Mátias no campo das gaiolas do que à ausência de Rinaudo, mas realmente prejudicial tem sido a sequência de lesões e recuperações que contribuíram para um corrupio de opções e à perda de referências no onze base.

Independentemente disso considero a qualidade na posição 6 como fundamental para uma equipa confirmar em campo a sua candidatura a títulos. A euforia que atravessámos confirma, cheira a títulos, não sei se eles chegaram já este ano mas o grupo que está formado tem características que irão devolver a glória a Alvalade.

Fazendo uma retrospectiva dos nossos últimos títulos é evidente a qualidade com que aquela posição foi preenchida, tal como em oposição os flops que foram existindo quer em qualidade, quer em afirmação na equipa. Houve para mim um momento chave o desvio de Paulo Assunção. Peseiro que apresentou o mais belo futebol que vi após Jozic tinha perfeita noção das carências da equipa e do que era necessário para o seu equilíbrio. O problema é que outros aliam os caminhos negros do futebol nacional a conhecimento profundo do jogo. Pinto da Costa sabia que Paulo Assunção iria catapultar o Sporting para uma série de vitórias não porque houvesse falta de qualidade em Alvalade mas porque iria oferecer equilíbrio a essa qualidade.

Para lá de outras estrelas, o nosso sucesso está marcado por grande qualidade na posição 6, sempre que ela existiu vencemos títulos, Miguel Veloso, Paulo Bento, Aldo Duscher, Peixe e Oceano, marcaram os últimos títulos sem beneficiar do estrelato de outros nomes.

Um bom jogador na posição mais recuada do meio campo permite à equipa crescer uma boa dezena de metros no ataque e manter durante mais tempo a bola junto da área adversária. Do mesmo modo a defesa ganha tempo de posicionamento e de correcção de desequilíbrios. Aos laterais é permitido recuperar, aos centrais posicionarem-se para uma dobra, uma marcação ou até diminuir ou alargar o campo conforme necessidade da equipa.

Rinaudo, depressa ganhou os nossos corações não somente pela sua qualidade, que julgo poder ainda evoluir bastante, mas principalmente pela garra e tenacidade. Falta afinar em definitivo no plantel quem será o seu escudeiro, quem o pode substituir sem que a sua falta se sinta de forma tão acentuada.

Neste momento resta-nos apreciar os próximos jogos com a certeza que a equipa vai crescer.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jamor tem mais encanto a preto, verde e branco

A final inédita que juntará no Jamor a Académica e Sporting é boa para o actual momento do futebol português.
  • Juntam-se dois clubes que mantêm boas relações pelo que a atenção devera estar concentrada no que se vai passar dentro das 4 linhas e não do lado de fora. Espera-se também que as jogadas de bastidores se restrinjam às nuances tácticas de ambos os treinadores.
  • É bom para a tradição da própria competição tendo em conta que se encontrarão 2 grandes do futebol português. Se é verdade que a AAC nunca ganhou nenhum campeonato nacional o seu histórico e a simpatia quase transversal que o clube recolhe na sociedade portuguesa tornam-no num grande.
  • Ainda no âmbito da tradição é bom para o Jamor, estádio que vive acossado pelo provincianismo pacóvio de uns e pela negligência de outros. Se perguntarem aos portugueses onde gostam de ver disputada a final é quase certo que a resposta maioritária recairá sobre o Jamor.
Mas as vantagens não se limitam ao futebol português. A avaliar pelas reacções matinais a qualificação do Sporting para a final do Jamor foi também proveitosa para as farmácias portuguesas, que devem ter esgotado os stocks de anti-ácidos e outros medicamentos facilitadores de digestões difíceis.

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