terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Perguntas sobre o caso Djaló, responda quem souber

Quando o Sporting vendeu Yanick Djaló ao Nice alienou os direitos desportivos que tinha sobre o jogador. 

Tem meios legais de impedir que este assine por outro clube, uma vez que ele se desvinculou do Nice?

Podia o Sporting fazer o negócio sem alienar os direitos desportivos? (está de fora a figura do empréstimo)

O Sporting podia/devia prever o que sucedeu após a venda do jogador (falha na inscrição, da responsabilidade do Nice e do jogador)? 

Quantos casos idênticos são conhecidos?

Pode o Nice eximir-se ao pagamento do acordado com o Sporting só porque o jogador rescindiu?

A FIFA parece lavar as mãos do assunto, remetendo para o Sporting o esclarecimento da relação laboral com o jogador, que, quanto me parece, já não existe. Mas não se devia pronunciar sobre o valor em dívida da parte do Nice?

O Sporting podia/devia ter agido de forma diferente relativamente ao jogador, a partir do momento em que este ficou livre, após rescisão do contrato com o Nice?

O Sporting tem a haver direitos de formação sobre o jogador?

Faz sentido que aqueles que repetiram "ad nauseam" que Yanick "não valia nada" (versão mais favorável) venham agora também exigir que o Sporting seja ressarcido?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Djaló já não mora aqui

O rumor do fim-de-semana é agora noticia, Djaló assinou pelo SLB. Djaló já não é do Sporting e já não era desde o final do verão passado. Mas, depois de um expedição mal sucedida no sul de França, transita para o outro lado da segunda circular. Acima de tudo é isto que não gosto na noticia, mesmo não sendo a primeira vez, nem com certeza a última, que tal sucede. Não gosto de ver jogadores da casa com as camisolas dos rivais, muito menos do arqui-rival.

A partir de hoje o seu sucesso ou o inverso ser-me-à indiferente. Enquanto "cá" esteve, começou por ser um dos jogadores que mais me irritavam até me parecer poder ser mais importante do que foi. Julgo que os treinadores que o tutelaram sentiram o mesmo, ao darem-lhe, quase sempre, a titularidade. Carvalhal foi talvez quem tenha percebido melhor o seu potencial, isto depois de Boloni lhe ter augurado grande futuro. Mas Carvalhal teve pouco tempo e Djaló voltou depressa ao seu normal.

Julgo que Djaló não vai para o SLB por acaso, depois de poder ter recusado sair para a Alemanha. O facto da mulher estar grávida certamente pesou na decisão, mas julgo não me enganar que, ao preferir atravessar a estrada, o jogador quer o ajuste de contas pela forma como foi obrigado a sair de Alvalade. 

Pelo meio estará um imbróglio legal pelos direitos económicos do jogador. Seja qual for o valor que o Sporting tenha a receber será infinitamente inferior às possibilidades que chegaram a estar em aberto no passado, e isso será outro aspecto a lamentar e a merecer reflexão.

Sou dos que não teme o seu sucesso pois, além de não ter assobiado, não estou certo que não nos pudesse continuar a ser útil, como foi em algumas, poucas, ocasiões. Pensar que tal se deve apenas à categoria (ou falta dela) do jogador, parece-me redutor. Desde que se fixou nos seniores, quantos mais tarimbados ( e muito mais dispendiosos...) ficaram pelo caminho?

A sorte do Sporting nos pés Rinaudo

31 a 6
Já era comum ouvir os adeptos suspirarem por Rinaudo, ontem chegou a vez de Domingos. Parece que a panaceia para todos os males se resume à ausência/regresso de Rinaudo, o que me parece uma falácia. Isto porque reduzir os problemas de uma equipa de 11 à ausência de 1 jogador é já si admitir que algo está a funcionar mal. E é também injusto para o jogador uma vez que, por muito bom que seja, não conseguirá estar à altura do que dele se espera. Rinaudo é de facto bom, mas nem sequer é genial, não fazendo por isso qualquer sentido esperar-se assim tanto dele. E admiti-lo, como ontem fez Domingos, além de parecer a leste dos reais problemas, confessa um mau planeamento, como se pode ver pela ausência de um jogador ou um plano que substitua Rinaudo. Renato Neto, que não cresceu naquele lugar, é um erro infeliz, acumulado com a embirração com André Santos. Até a dormir faria melhor que o Neto, mesmo não sendo o ideal para o lugar.

O que poderia ser diferente com Rinaudo?
Quando rebobino os jogos recentes do Sporting pergunto-me o que poderia o argentino, com as funções que tem habitualmente atribuídas, melhorar a prestação da equipa onde ela tem sentido mais dificuldades, que é na organização ofensiva. Isto porque o problema não me parece ser deste ou daquele jogador mas sim da concepção do jogo. 

Como jogamos com os mais pequenos?
O Sporting sai normalmente para o ataque através do central (Polga e ontem Rodriguez) que ou opta pelo passe médio/longo por endossar a bola ao lateral, que avança enquanto pode para entregar ao extremo. Em norma este procedimento, há muito identificado pelos adversários, redunda num regresso da bola atrás, até ao central ou eventualmente ao 6, que varia de flanco, até encontrar as mesmas dificuldades. Raras vezes o 6 é chamado a intervir no processo e quando o faz encontra os companheiros de sector muito distantes, vendo-se obrigado a efectuar lançamentos de mais de 15/20 metros, ou devolver a bola ao central. Se a bola chega ao destinatário este encontra-se de costas para o jogo e tem dificuldades em prosseguir verticalmente, vendo-se pois obrigado ou a fazer regressar a bola ao ponto de partida ou a arriscar voltar-se para a baliza, elevando o risco de perda de bola. Quando tal não acontece faz o passe demasiado pressionado, com elevada percentagem de poder vir a falhar ou fazê-lo de forma menos assertiva, criando um problema para quem vai receber a bola. Com isto, chegar às imediações da área é mais difícil do que dobrar o cabo das tormentas e o ponta-de-lança um parente afastado.

Talento à deriva
Pode Rinaudo mudar tudo isto? Não creio e quem o faz pode vir a ter uma grande desilusão… Daí o titulo do post, uma vez que sendo o futebol o miocárdio do clube, qualquer enfarte ou bloqueio faz perigar a sua saúde, como se vai notando em alguns movimentos oportunistas… O mesmo acontece já relativamente à forma como é olhado o valor dos jogadores, dos quais Elias é o melhor exemplo. O mesmo sucede com Ribas, de quem é dificil, ao fim do terceiro jogo, fazer uma avaliação. Alguém se lembra de um momento em que foi bem servido nestes 3 jogos? Podia dizer o mesmo de Capel, cuja importância para a equipa vem decaindo, parecendo-me que falta quem, da equipa técnica, lhe elucide o óbvio: ficar colado à linha à espera do jogo faz dele um “sitting duck”. E receber a bola e correr numa paralela à linha lateral não só serve de pouco, como foi chão que deu uvas. Repararam há quanto tempo não vemos sequer um centro “à Capel”? Mesmo que Ribas seja um exímio cabeceador (parece-me mais do que isso, embora sem a mobilidade de Wolfswinkel) como o vai poder demonstrar?

Des(confiança)
Como Domingos já declarou que “não vai mudar nada” vejo com pessimismo o futuro imediato do Sporting nas 2 competições onde ainda pode fazer alguma coisa, que são as taças da Liga e de Portugal. Porque quer Gil Vicente quer o Nacional ( a quem temos mesmo que ganhar ou empatar por mais de 2 golos) são equipas que já nos viram jogar e são capazes de nos fazer a vida negra. Os resultados são fundamentais, mas jogando bem está-se sempre mais perto de ganhar, o que não vem acontecendo. Duvido que, com as dificuldades sentidas, a vitória de ontem tenha reforçado a confiança da equipa.

Os resultados não todos iguais
Os resultados nem sempre dizem tudo. Lembro-me dos jogos com o Olhanense, um adversário acessível mas com o qual perdemos 4 pontos. Quando empatamos em casa na primeira volta fiquei convencido que, jogando como o fizemos, ganharíamos quase todos os jogos com equipas abaixo dos outros 2 rivais. Ao ver o jogo da jornada passada em Olhão pareceu-me que, ao contrário, iremos sofrer muito na 2ª volta, onde teremos que discutir os pontos renhidamente. O que não me parece fazer muito sentido face ao talento disponível e que me parece cada vez mais desperdiçado.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Regresso pouco feliz às vitórias

Estava longe de pensar que o Sporting iria apenas conseguir a primeira vitória de 2012 já nos últimos dias de Janeiro. Depois de conquistados os primeiros 3 pontos da 2ª volta do campeonato não será de todo injustificado pensar que a ausência de vitórias pode muito bem não ser obra do acaso. É que, finalizados os 90 minutos, nada mudou no jogo do Sporting, antes se acentuou a incapacidade de construir jogo e até de o controlar. 

Quantas vezes mais o Sporting terá a possibilidade de ganhar um jogo em que praticamente não criou jogadas de golo? Preocupante, até porque Domingos já tinha assumido na conferência de imprensa que antecedeu o jogo que não mudaria nada. E assim o fez na preparação do jogo, na disposição dos jogadores e nas substituições.

FICHA DE JOGO

sábado, 28 de janeiro de 2012

Yanick vermelho, Liedson azul

São apenas rumores mas é impossível que eles não suscitem uma reacção aos sportinguistas. Confesso desde já o meu incómodo se algum deles ou ambos vierem a ser confirmados.

No caso de Yanick por ser um jogador formado no Sporting, e cuja ligação iniciada aos 15 anos foi interrompida de uma forma que não prestigia o clube. Yanick foi escorraçado aos assobios de Alvalade, declarado culpado sem qualquer remissão por um "crime" do qual estava longe de ser o autor e mentor. Se Domingos o punha a jogar, como aliás tinham feito todos os antecessores, o que poderia ele fazer se não jogar? Compreendendo a situação embaraçosa em que estava colocado e em que deixava o treinador, acabou por tomar a iniciativa de abandonar. 

O episódio rocambolesco da sua transferência só faz sentido por estarem envolvidos o clube que era (o Nice) e o jogador. Se o destino fosse um clube de top europeu o desfecho teria sido obviamente outro.

No entanto a noticia do ingresso no SLB levanta-me enormes dúvidas. Não vejo como Yanick possa lutar em pé de igualdade com os jogadores da frente de ataque da equipa de Jesus. A menos que o jogador deixasse as intermitências que o caracterizavam e seja "apenas" o melhor Yanick que conhecemos e que nos lembramos dos jogos com o mesmo SLB (5-3) Everton (3-0) e FCP (3-0), por exemplo. 

Liedson é um caso diferente. Saiu também por sua iniciativa do Sporting com o que parece ter sido o intuito de ser profeta na sua própria terra, o que conseguiu, ao ser peça fundamental no título do Corinthians. Mas, ao contrário de Djaló, era um ídolo em Alvalade, quase porta-estandarte de uma época carregada de sinais contraditórios,  entre taças ganhas e campeonatos perdidos, passando por uma final europeia. 

A possibilidade de representar o FCP dependerá, acima da capacidade negocial de PdC e da abertura do Corinthians, do lugar que quiser ocupar na história do Sporting e sobretudo na memória daqueles que o idolatravam.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A crise de resultados. O que está a falhar?

Muitos têm sido os diagnósticos sobre as causas da crise de resultados que assola o Sporting e que alguns identificam como tendo começado no início do presente ano. Hoje deixamos o espaço livre à análise dos nossos leitores, deixando alguns tópicos que obviamente não os obrigam:
  • A SAD não criou as condições necessárias para o sucesso, nos meios humanos e condições de trabalho disponibilizados.
  • A culpa é dos adeptos que (i) gerem mal as expectativas criadas (ii) pressionam excessivamente o treinador e/ou os jogadores., e (iv) não apoiam a equipa como seria necessário.
  • Domingos não tem sabido (i) lidar com a pressão de treinar um clube grande, (ii) criar um modelo de jogo eficaz (iii) (iv) lidar com as adversidades. (v) A preparação física é deficiente e a análise e conhecimento dos adversários deixa muito a desejar.
  • O problema centra-se na (i) excessiva juventude do plantel, (ii) no desconhecimento dos respectivos elementos, (iii) necessidade de adaptação a novas realidades ou (iv) falta de qualidade individual.
  • O azar do número excessivo de lesões, que impede a consolidação aptidões adquiridas no treino.
  • Falta de sorte em alguns jogos.
  • As arbitragens e outras "particularidades" do futebol português.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O regresso de Liedson

A passagem de Gilmar Veloz por Lisboa pôs a circular o rumor de um hipotético regresso de Liedson ao Sporting ou até a um dos rivais. Algumas reacções avulsas a que tive acesso de adeptos iam num tom comum de regozijo caso a noticia se viesse a confirmar. E recordaram-me reacções semelhantes, lidas em grupos de sportinguistas no Facebook, nos melhores momentos de Wolfswinkel, em que se perguntava o que seria o Sporting se pudesse juntar ambos na frente de ataque.

A resposta à questão nunca a saberemos, assim como julgo que Alvalade só voltará a ver Liedson "à civil". A questão técnico-táctica nem a discuto. Não sabemos o que faria Domingos se pudesse contar com o antigo 31, sendo que, todos sabemos que isolado na frente - portanto, no actual 4x3x3 - estava longe de produzir o seu melhor, como se viu na selecção e também no Sporting. Do ponto de vista "ideológico" julgo que o regresso pouco aproveitaria. O Sporting é, de há muito tempo, um clube excessivamente virado para o passado, talvez porque aí residam os seus grandes feitos. Mas, se a história gloriosa já ninguém no pode retirar, urge partir à conquista do futuro que lhe esteja à altura. E isso dificilmente se consegue olhando para trás.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Veja como Eusébio morreu

Eusébio insiste em desbaratar o estatuto invulgar de figura nacional. Depois de se ter envolvido em declarações polémicas acerca do Sporting Clube de Portugal, sintoma nítido de algum problema de consciência mal resolvido, (e que foram prontamente desmentidas por contemporâneos seus), vem agora dar conta pública do sua participação fraudulenta num jogo de futebol. A ligeireza e desfaçatez com que o faz roça o escabroso, num espectáculo triste que preferia não ter assistido.

A infeliz história conta-se em 2 penadas rápidas, como exige a higiene: já no final da carreira o jogador, então no Beira-Mar, tinha que defrontar o seu clube de coração, o SLB. Depois de se ter negado a participar, acabou por anuir, não sem antes ter entrado na cabine respectiva e ter afirmado que faria apenas figura de corpo presente. Não fora ter ouvido e visto o próprio, numa preview do programa que passa mais logo na RTP1, e julgaria tratar-se de uma anedota de gosto duvidoso. 

Para quem cresceu a ouvir o nome de Eusébio associado a magníficos feitos, a servir de exemplo de abnegação e superação para as novas gerações e a admirá-lo como atleta de qualidades ímpares, bem gostaria de ser poupado a este suicídio em frente a uma câmara de televisão. Para mim Eusébio, o imortal, morreu hoje. Veja logo na RTP1 como foi.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Uhh, the pressure! I like it!



Estamos de regresso às dúvidas e incertezas. Num post anterior do LdA discutia com o MM a estabilidade do Sporting, hoje depois de mais um jogo de desilusão quer no resultado, quer na exibição, já não é a estabilidade que se questiona, é tudo, desde a decoração até ao profissionalismo dos funcionários do Sporting.

Quando discutia com o MM a conversa derivou para factos recentes, referia ele que esta direcção e esta equipa técnica beneficiaram de uma estabilidade como já não se conhecia em Alvalade. Discordo. O Sporting é por sua natureza um clube instável, temos de recuar talvez até João Rocha para encontrar um período de maior estabilidade e para quem tenha memória dessa época lembra-se da forte contestação que mesmo a vencer existia.

Muito do nosso futuro passará de como vamos sobreviver a mais esta crise. Aguentamos a pressão de ver um projecto falhar? Vamos re-re-re-construir tudo de novo? Existe em Alvalade carpinteiro que volte a injectar calma e confiança nos profissionais? O LdA referiu e bem num post anterior as imediatas declarações de ex-Presidentes, ex-treinadores, ex-qualquer coisa que de imediato florescem em Alvalade quando a barra fica pesada. O sentido de solidariedade nos corredores de Alvalade é um bem escasso. O Sporting não é um papado como Domingos estava habituado quando era campeão.

Felizmente aqueles que maior razão têm para reclamar têm sido poupados de “bocas”, de todos os que com maior ou menor responsabilidade no momento actual prestam declarações, todos sem excepção têm agradecido aos adeptos, têm reconhecido o apoio que em Alvalade ou em qualquer campo em Portugal tem existido a esta equipa. Este facto só por si é já uma óptima notícia.

E agora? Vamos todos bater palminhas e sorrisos no domingo para Alvalade? Não. Há erros, há que assumir que estamos mal e num mau caminho, há que inverter. Obviamente que devemos apoiar a equipa, mas ela tem de retribuir em campo. Patrício merece uma ovação como nunca teve, ele simboliza bem como se sobrevive a momentos péssimos ao sucessivo enxovalho de quem o devia ajudar, demonstra que a equipa pode dar a volta e crescer em caracter, em coragem, em qualidade.

Tem a palavra o cepo das marradas, Domingos, nunca gostei de jogadores cuja característica principal fosse a polivalência, no fundo todos o são e se provas fossem necessárias, ver Oceano na baliza, Patrício a marcar golos e Eto’o a defesa direito, seriam provas suficientes que todo e qualquer jogador é capaz de desenrascar qualquer posição. Isso não quer dizer que eu os ponha nessas posições ao início do jogo... A equipa que entrou ontem em campo foi uma imensa trapalhada e bastou colocar jogadores certos nos lugares certos para a dinâmica aumentar.

Diz Domingos que faltam golos, é verdade, eu até diria que faltam remates, em 39 ataques o Sporting ontem rematou 10 vezes, curto diria eu, mesmo se fosse o acaso de termos vencido. Prefiro sempre um júnior rotinado numa qualquer posição do que uma adaptação, domingo é isso que espero, ver os jogadores voltarem às suas posições naturais e se Domingos se por acaso ler estas palavras e me quiser levar à letra que ponha o João Mário no lugar de Carriço.

Com todas as contrariedades que têm existido a equipa hoje é uma manta de retalhos e a pressão aumenta para quem tem responsabilidade. Faz parte da profissão haver pressão, os melhores e eu não duvido da capacidade de Domingos de ser melhor, olham para a pressão e dizem, que bom é assim que um treinador ou um jogador de top quer trabalhar. Houve ontem uma recuperação de atitude relativamente ao jogo contra o Moreirense, bastará agora “arrumar” o grupo táctica e psicologicamente e ir para a luta. Para o bem e para o mal nós lá estaremos, nós estamos lá sempre para vos pressionar a fazer melhor.

Gostam de pressão? Provem em campo.

ChoraMingos

Quantos grandes há?
Já me haviam chamado à atenção para as palavras de Luís Duque, uma vez que depois de sair do estádio Axa em Braga não ouvi as suas declarações na íntegra. Refiro-me quando o administrador da SAD afirmou que o Sporting este ano se queria “juntar aos 2 grandes”. Consegui ouvir as declarações posteriormente e, confirmando-as, concluí tratar-se de um infeliz “lapsus linguae”. Bondade minha, sou levado a depreender, depois de ouvir Domingos voltar ontem à carga, afirmando tranquilamente que “os objectivos passavam por competir com os dois grandes”. Então, para Domingos, o Sporting é o quê? E se este “downgrade” passou já do administrador para o treinador, quanto tempo levará para passar ao balneário e daí para as bancadas? Capitular sem lutar e apurar responsabilidades não é a forma mais indigna de ser derrotado?

Quais são os nossos objectivos?
Domingos, na triste conferência de imprensa após o jogo em Braga, deu a entender não concordar com a ideia transmitida pelo presidente, e sentida pela generalidade dos sportinguistas, que a classificação e sobretudo a distância pontual da equipa estava abaixo das expectativas. Ontem acabou por redefinir os objectivos da época, atirando com um terceiro lugar como objectivo actual. Se por um lado esta declaração é o reconhecimento implícito do fracasso, que estava já à vista de todos, não posso deixar de lembrar que a jogar assim e com 5 pontos de atraso para um Braga mais equilibrado não passa de uma divagação. Isso e a passagem à final da Taça de Portugal porque, nesta toada, não vejo como possamos eliminar o Nacional. Por isso nem lhe posso agradecer o realismo uma vez que esse diz-nos que estamos a lutar por nos agarrarmos ao quarto lugar.

Chega de desculpas
Domingos está-se a tornar um especialista em desculpas ao invés de apresentar soluções, que é para isso que foi contratado. Ninguém lhe exigiu ser campeão ou sequer vencer qualquer competição. Pedia-se-lhe um trabalho que ressuscitasse a empatia dos adeptos com a equipa e orgulho destes. Julguei, julgamos muitos, que pelo menos isso estaria alcançado. Mas bastaram surgir as primeiras contrariedades, entre lesões e resultados comprometedores e melhor conhecimento dos nossos adversários para a equipa derrapar por um plano inclinado até a um patamar onde não se vislumbra saída. É nestas alturas que se vêm os treinadores. É natural, perante uma crise de resultados, que surjam momentos de indefinição na procura das melhores soluções. Mas para tudo há um tempo razoável e esse está a esgotar-se para Domingos. Ao invés de apresentar soluções, escuda-se nas desculpas e nenhuma delas reveladora de capacidade auto-critica, o que em significa que a mudança para melhor ainda vai ter que esperar.

Quanto tempo leva a formar uma equipa?
Quanto tempo é necessário aguardar por uma equipa de forma consistente e autoritária pelo menos contra os adversários mais fracos? Tenho visto tecer muitos elogios ao Braga de Jardim, mas lembro que não foi ele que apanhou o Sporting mas sim o Sporting que desceu ao nível do Braga. Para o constatar basta perceber que a distância da equipa minhota para os da frente não foi reduzida. Mas falando de Jardim este viu ingressar um número idêntico de jogadores, viu-se obrigado a refazer por 2 vezes a defesa mas está dentro dos objectivos delineados para a época. E, estando 5 pontos acima de nós, quantos dos jogadores à sua disposição entrariam de caras na equipa do Sporting? Provavelmente nenhum. Isso diz muito do que não valemos como equipa e do valor individual que desperdiçamos. A quem devem ser pedidas responsabilidades?

Venham as soluções
De pouco adianta agora a Domingos desculpar-se com o número de jogadores que recebeu, ou das idades deles, porque foi solidariamente responsável pela decisão de os contratar. É a hora da SAD chamar Domingos à razão. Porque é a falta dela, antes da sorte e do azar, que nos atirou para este atoleiro e ameaça comprometer a época e assim arruinar o esforço feito para levantar o clube. Se já é difícil perceber as suas opções em relação a Renato Neto – lançado em 2 jogos e remetido de seguida para o banco – à preferência imediata por Ribas em detrimento de Bojinov para agora confessar que o uruguaio está sem ritmo – perdeu-o depois de 2 jogos ou já não o tinha? -  e a colocação de Jeffren a 9 (!!!) e a respectiva justificação ("uma estratégia para tentar fazer desmobilizar os dois centrais e não dar um homem à marcação") mais difícil é entender como pretende fazer o Sporting regressar aos golos com este modelo e estratégia para os jogos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não bato mais no ceguinho

Quando, na sequência do jogo com o Nacional, decidi não fazer a crónica não foi pelo facto do resultado ter sido desfavorável. Aliás este acabou até por ser lisonjeiro face ao sucedido. As verdadeiras razões para não escrever uma linha que fosse sobre o jogo expliquei-as no dia seguinte.A jogar como o vinha fazendo o Sporting hipotecava o seu futuro imediato, prognóstico facilmente conferido nos jogos lamentáveis que se seguiram, e que culminou na actuação vergonhosa de hoje.

Não vale a pena bater mais no ceguinho. Ceguinho é uma classificação que assenta perfeitamente a Domingos, sem dúvida o principal responsável pelo actual estado de coisas. Domingos deixou de "ver" as coisas e revela, nas suas decisões, e cada vez que fala nem perceber o que se passa à sua volta. E fico-me por aqui, para não estragar...

Ficha de Jogo

Liga Zon Sagres: 16ª jornada
Estádio José Arcanjo, Olhão
Árbitro: Vasco Santos (AF Porto)

Olhanense
Fabiano Freitas; Mexer, André Pinto, Maurício e Ismaily; Rui Duarte, Fernando Alexandre e Cauê (89'); Salvador Agra (83'), Yontcha e Wilson Eduardo (79').
Suplentes: Bruno Veríssimo, Regula, Toy (79'), Djalmir, Jander, Dady (83') e Vasco Fernandes (89').
Treinador: Sérgio Conceição.

Sporting
Rui Patrício; João Pereira, Anderson Polga, Oguchi Onyewu e Emiliano Insúa; Daniel Carriço, Renato Neto (64') e Matías Fernandez (75'); Andre Carrillo, Jeffrén (64') e Diego Capel.
Suplentes: Marcelo Boeck, André Santos (74'), Evaldo, Pereirinha, André Martins (64'), Ribas e Rubio (64').
Treinador: Domingos Paciência.

Revolução, evolução ou continuidade?

Desculpem-me os que, atraídos pelo título, vinham à procura do eterno tema na nação sportinguista, e que foi o mote incontornável nas pretéritas eleições. Tema esse que é convenientemente ressuscitado sempre que os resultados se "engasgam". Foi assim no inicio da época, voltou a ser agora e continuará a ser sempre. Uma pena que assim seja, isto é, que o espírito critico só se acenda quando o comboio parece querer descarrilar e não haja quem o preveja a tempo de o evitar.

Que valor têm esses prognósticos depois do jogo? Muito pouco para mim. Da blogosfera a anteriores presidentes os maus resultados têm o condão de soltar as línguas e as penas, mas quase sempre com intuito de ajustar contas pessoais antigas, exercícios que ao Sporting Clube de Portugal aproveitam muito pouco.

É isso que vejo nas palavras de Dias da Cunha e replicadas em muitas outras opiniões semelhantes. 

Que diferença faria que a "cambada de tolos" (palavras de Dias da Cunha sobre os actuais dirigentes do Sporting) ao invés de serem os que lá estão agora fossem outros nos jogos com o Nacional ou com o Moreirense, que, sendo da Liga Orangina, jogou com apenas 3 titulares? 

Quando factos como estes acontecem e ameaçam ser inultrapassáveis devemos convocar eleições ou questionar o modelo de jogo? 

E se, ainda nas palavras de Dias da Cunha «o actual maior valor do Sporting é Domingos» a quem deve ser dado o crédito da sua contratação senão ao "conjunto de espertalhões" que o contratou? 

Goste-se muito ou pouco de Godinho Lopes e da actual direcção do Sporting, esse é um exercício incontornável e cuja resposta é muito fácil de encontrar, a não ser para quem não é honesto do ponto de vista intelectual.

Infelizmente o Sporting está outra vez mergulhado numa crise que tem a sua génese nos resultados. E se estes permanecerem no actual registo serão a gasolina numa fogueira, (muitas vezes apenas de vaidades pessoais, pontuada por muita ignorância do que é o jogo de futebol), que queimará o muito que de bom foi feito nos últimos tempos e que tinha devolvido o orgulho dos sportinguistas na sua equipa. Daí a minha pergunta e inquietação, centrada no jogo de logo no Algarve.

Será possível uma revolução no jogo do Sporting, que desfaça a impressão de estagnação e retrocesso nos métodos que a equipa utiliza e já por todos percebidos e contrariados? 

É difícil que tal aconteça, mas uma evolução não só é desejável como imprescindível. Que obviamente não passará unicamente pela entrada de Jeffren, de quem substituirá Elias ou quem jogará a 6. Os lamentos de Domingos, queixando-se das tácticas ultra-defensivas dos adversários, são quase tão absurdos como queixar-se das listas verde e brancas nas nossas camisolas. Essa é a forma de os nossos adversários nos renderem homenagem, reconhecendo a nossa superioridade. Saber contrariar essa disposição é factor imprescindível para o sucesso de qualquer treinador que ambicione treinar o Sporting e não deveria nunca servir como lamento! 

Dito isto o que menos se espera é a continuidade dos mesmos processos, tão evidentes no jogo com o Moreirense. Fazendo sempre tudo igual é difícil de obter resultados diferentes.


Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo
Defesas: Rodriguez, Daniel Carriço, Polga, Oniewu, Evaldo, Insua e João Pereira
Médios: Schaars, Matias Fernandez, Pereirinha, André Santos, André Martins e Renato Neto
Avançados: Capel, Jefrén, Carrillo, Sebastian Ribas e Diego Rubio

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Depois de Bojinov quem ajudará Domingos?

Bojinov ajuda Domingos
Ao impor a sua vontade em marcar o penalty e de seguida falhar Bojinov acabou por ajudar Domingos ( e quiçá a Matias, caso este tivesse marcado o penalty e, como ele, falhado). Hoje o foco estará nesse momento quase tragicómico e, mais uma vez, se desviará do que realmente importa: como é que o Sporting não ganha o jogo a uma equipa da Liga Orangina, que se apresentou em Alvalade com apenas 3 titulares? Por quanto tempo mais os erros individuais desviarão a atenção do essencial?

Castigo para Bojinov
Que necessidade tem o Sporting de tornar público o processo disciplinar ao jogador, para apurar o que sucedeu à vista de todos, que não seja servir a cabeça do búlgaro uma bandeja aos que espumam por sangue, ou aumentar o ruído à sua volta? O castigo para Bojinov, para lá de uma multa pecuniária pesada, deveria ser jogar já em Olhão. Fora de casa e longe dos adeptos, o búlgaro teria a oportunidade de ajustar a factura que ontem deixou em aberto.

O que é que se quer castigar?
A menos que, no lugar de se punir a desobediência se queira punir o falhanço. Aí então o Sporting recorre a mais uma originalidade, das tais que nos fazem "infelizmente diferentes", da qual sairá indubitavelmente a perder. Nesse caso use-se o mesmo processo para apurar as responsabilidades de Polga no empate com o Nacional e a Onyewu, João Pereira e Rodriguez na derrota em Braga. Levante-se um processo disciplinar a Onyewu e João Pereira para apurar onde estavam no golo Ghilas ontem e por aí fora.

Como sair do buraco
"Agora mais que nunca devemos estar unidos. Força Sporting!!!" A receita não é minha, foi dada por Jeffren ontem através de uma das redes sociais. Essa deveria ser a receita de Domingos, para lá de apurar e punir inevitável mas justamente  as responsabilidades de Bojinov. Não desistiria para já de nenhum jogador, Bojinov incluído, porque o plantel do Sporting tem jogadores de muito valor e nível. Ao invés de dividir reuniria. Isolar o plantel e proteger Domingos, de si mesmo e da comunicação social é o trabalho para Pedro Sousa, Duque e Godinho Lopes. Mais do que nunca o silêncio é necessário.

Teste à liderança
Lembro-me de um episódio sucedido com Domingos, quando foi preterido numa convocatória de Humberto Coelho. Reagindo ao que considerava uma injustiça, declarou que o então seleccionador "não tinha unhas para o Ferrari vermelho" que lhe tinham oferecido. Devo dizer que concordava com Domingos, quer quanto à injustiça, quer quanto às aptidões do seleccionador. Hoje Domingos tem em mão um problema semelhante. O Sporting pôs-lhe nas mãos um conjunto de peças de boa qualidade para montar um bólide. Depois de se ter visto algumas voltas em bom estilo, o carro passa mais tempo encostado às boxes. Passado 7 meses o mecânico diz que desconhece as peças? Repetir sempre os mesmos processos até à exaustão resolverá o(s) problema(s)? 

Por muito perniciosas que sejam as criticas, não são elas que treinam os jogadores e dão a táctica. Os fados do João "Guimarães" Braga podem ser desafinados, os bisturis dos cirurgiões rombos, os carpinteiros não destingirem uma plaina de de uma régua, mas têm muito pouco a ver com a forma como a equipa (não) joga.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

DesLigados

Não me surpreenderam as dificuldades sentidas hoje perante o Moreirense. Já as esperava até, uma vez que as diferenças entre as equipas da Liga Orangina e as do fundo da tabela da liga maior são muito poucas. E não sou dos que entende que mudar este ou aquele jogador traria mudanças substanciais. 

Este foi talvez o jogo em que ficou evidente que a somar aos problemas de ordem técnico-táctica se somam agora questões do foro emocional, o que só vem complicar ainda mais o cenário de crise instalada. Para adensar ainda mais o que já de si era complicado surge o episódio Bojinov. Quando se julga que já se viu tudo, o Sporting não para de nos surpreender.

A propósito do búlgaro, não somo a minha voz ao coro dos que pedem a sua cabeça. É-me ainda difícil de perceber completamente a sua qualidade, tendo em conta os jogos que tem jogado e as próprias circunstâncias. Mas, pelo que se viu de Ribas em Braga e hoje, e que já se vinha vendo com Wolfswinkel nos últimos jogos, o problema está longe de se esgotar no valor dos avançados. 

Ao assumir a marcação do penalty num momento dificil para ele e para a equipa, revelou  coragem e, assim o entendo, vontade de alterar a sua sorte, a da equipa e a relação com os adeptos. Não foi feliz e ninguém pode garantir que outro,no seu lugar, seria mais do que ele. Isto não invalida dizer que, se o búlgaro desrespeitou alguma indicação do treinador, se deve sujeitar às consequências.

O dia em que Domingos vestiu a camisola

A conferência de imprensa de Domingos ontem será um marco na sua passagem pelo Sporting. Ao afirmar que é muito fácil bater no Sporting o treinador juntou-se aos muitos sportinguistas que há muito o constataram. Mas fê-lo pela motivação, no momento e em tom errados, embora sem fugir às suas responsabilidades.

As criticas que incidem sobre o seu trabalho são, na generalidade, tão justas como foram os elogios quando os resultados eram os melhores.

O momento não me parece o adequado para balanços e estes, a existir, não podem ser muito diferentes daqueles que foram feitos por Luís Duque e Godinho Lopes. Não vejo como contornar o óbvio: a primeira volta terminou aquém das expectativas e do que a equipa provou ser capaz. Tentar contrariar a realidade é um mau prenúncio.

O tom emotivo, ou até mesmo acossado, revelam um Domingos distante da serenidade que era a sua imagem de marca. A mesma imagem que já havia deixado ficar no inicio de época, por exemplo, no jogo com o Marítimo e Paços de Ferreira. 

Em muitos dos aspectos da conferência de imprensa de ontem recuei aos piores momentos de Paulo Bento no Sporting. Com uma grande diferença: como bem nos lembramos todos, PB, com os seus defeitos e virtudes, estava sempre ou quase sempre sozinho, fosse contra árbitros, jornalistas ou até contra os moinhos de vento, se preciso fosse. E Domingos é, das bancadas aos gabinetes, um treinador respaldado e benquisto.

E em termos de estratégia parece-me errado abrir uma frente interna ao apontar o dedo a João Braga e Eduardo Barroso, mesmo que se lhe reconheça razão. Não sendo médico nem fadista, serei com certeza um dos "carpinteiros" a quem se referia Domingos. Mas durmo tranquilo porque as criticas que lhe faço me parecem justas e razoáveis.

Como todos já sabíamos a camisola do Sporting, com todos os prós e contras, é mesmo muito mais pesada que a do Braga, ou até mesmo da AAC. 

Paradoxalmente a conferência de imprensa caiu bem na generalidade dos adeptos e será por isso também um marco na sua passagem pelo clube. Compreendo as razões, afinal Domingos falou como um de nós. 

Pessoalmente talvez preferisse um treinador mais sereno e objectivo, a pensar que estamos apenas no intervalo e o que contará para a história não é a primeira volta mas sim quando aparecer a letras grandes a palavra FIM e de preferência com final feliz. Porque para gritar, cantar, chorar estamos lá nós, que de treinos e tácticas percebemos pouco e por isso não nos podemos substituir à acção do treinador.

Nota: Eu gosto de Domingos e continuo a acreditar nas suas qualidades profissionais e humanas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Quanto tempo demora a fazer um campeão?

Quanto tempo é necessário para formar uma equipa campeã? Esta deve ser a pergunta que muitos sportinguistas fazem estes dias, ou, se quisermos, os sportinguistas interrogam-se qual é o tempo que ainda vão ter que esperar para voltar a ver o seu clube campeão. Não há ninguém que possa responder a esta pergunta com uma razoável probabilidade de acertar porque, para o conseguir, tem que levar em conta que o Sporting não luta apenas com as suas armas e as suas fraquezas, tem de contar também com os adversários. Por exemplo, como bem nos lembramos, o Braga de Domingos teria sido campeão se não tivesse encontrado o SLB de Jesus (e se tivesse o mapa dos túneis…).

Olhando para os últimos títulos alcançados pelo Sporting verificamos que todos eles ocorreram com a chegada de um novo treinador. Foi assim com Allyson, Bolloni e, antes do romeno, com a dupla improvável Matarazi/Inácio. Mas é bom lembrar que, salvo o titulo de Big Mal, todos os outros campeonatos contaram com uma concorrência algo debilitada, precisamente o oposto que acontece no presente ano e que torna por isso, improvável o titulo este ano. Será coincidência o Sporting ter sido campeão apenas no ano de estreia dos técnicos? Talvez não. O que não será certamente coincidente é o facto dos 4 treinadores envolvidos apenas Boloni tenha completado a 2ª época no comando da equipa.

Olhando para os adversários para recolher exemplos vejo-me obrigado a retirar o FCP das opções da análise. Por diversas razões, nem todas meritórias, as transições no comando técnico para os lados do Dragão são notoriamente mais pacificas, sendo Vitor Pereira uma excepção que confirma a regra que parece vigorar. Mas Jesus conseguiu ser campeão logo no seu primeiro ano e após 5 anos sem ver a Luz ao fundo dos túneis… O mesmo havia acontecido já com Trapattoni, e em muitos outros clubes por esse mundo fora, o que de certa forma demonstra que a mudança técnica não é, por si só, limitativa na corrida ao título. Em muitas ocasiões é até a pedra de toque para a mudança. 

O que fez Jesus quando chegou à Luz? Manteve a espinha dorsal da equipa que já toda a gente tinha muito mais talento que as unhas de Quique Flores , juntando-lhe Ramirez, Saviola e Xavi Garcia. Pelo meio gastou ainda dinheiro sem grande proveito em Patrick, Shaffer, Weldon, Keirrison, Filipe Menezes, Kardec, Airton, Éder Luis, Luís Filipe e Spesi. Mas a dinâmica imprimida ao jogo transfigurou a equipa e jogadores, tornando quase impossível qualquer referência ao passado.

É inevitável pois perguntar porque não conseguirá Domingos proeza semelhante. O que falhou? Parece-me ainda cedo para responder a essa pergunta porque a época não se resume apenas a uma prova, embora seja óbvio que o campeonato era, de todas, a mais apetecida. Mas mesmo aí, mesmo com hipóteses muito residuais, o Sporting tem ainda uma palavra a dizer porque não pode ficar no lugar onde se encontra actualmente, nem terminar a uma distância pontual galáctica em relação ao comandante da prova.

A sensação de fracasso e frustração nesta viragem de campeonato reside precisamente neste ponto: a distância pontual para os da frente, uma vez que o 4º lugar é tudo menos uma fatalidade. Quem viu o Sporting jogar contra o SLB e FCP ficou com a sensação, face a épocas anteriores, de ter encostado aos da frente, mas isso não aparece espelhado na tabela classificativa. Quem viu o Sporting ganhar à Lázio e viu o Sporting jogar com o Nacional, por exemplo, apenas identificaria a equipa pelas camisolas. 

O Sporting quebrou nos últimos jogos e com isso hipotecou grande parte das suas aspirações no campeonato e fragilizou as suas aspirações que na Taça de Portugal quer até na Taça da Liga. Perceber o que sucedeu nesse período é crucial para fazer regressar ao campo uma equipa que já demonstrou ser capaz de estar à altura das nossas ambições.

Julgo que todos tiveram sempre presente que o campeonato seria sempre uma possibilidade mas sempre muito difícil de alcançar. E era-o assim como sempre será num clube que deixou de ganhar há algum tempo. Mais ainda num clube que optou por uma ruptura quase total e em simultâneo: na direcção, no comando técnico e no plantel. Do trabalho da direcção parece ser hoje consensual que foi assertivo e até feliz. O plantel é recheado de bons jogadores, quase todos internacionais, jovens e promissores, facto que é reconhecido pela generalidade dos analistas e até pelo apetite do mercado.

Quase todos hoje identificam a ausência de Rinaudo com o momento da derrapagem. Provavelmente assim será. Mas a perda de um jogador só é fatal quando ele é genial, (o que não é o caso, pese a sua qualidade) mas sobretudo quando o colectivo é deficiente. Podia exemplificar com o Barcelona, e a forma como superam as ausências de Xavi e Iniesta, ou até Messi, mas isso seria quase batota, porque o exemplo do Barcelona é apenas aplicável de La Masia a Nou Camp. É certo também que as lesões simultâneas (Jeffren, Izmailov, Rodriguez, Matias) condicionaram a evolução da equipa. Assim como também me parece que o elevado número de jogadores novos e de diferentes origens impede uma evolução mais acelerada. Mas tudo ponderado não parece justificável tanta perda de ponto e descida de nível competitivo.

Dizia há dias que a bola parecia do lado de Domingos. Continuo a pensar dessa forma. É difícil de lembrar um treinador que tenha sido tão bem recebido em Alvalade e com um capital de esperança tão elevado. Para que estas condições favoráveis ao seu sucesso subsistam é necessário que Domingos volte a ter em campo uma equipa em que os Sportinguistas se revejam. Não foi isso que aconteceu nos jogos com o Rio Ave, Nacional e Braga e até com o FCP.E sem jogar bem está-se sempre mais longe de ganhar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sporting, um caso a estudar

São pouco importantes grande parte das dissertações sobre o momento do Sporting por, em grande parte, serem superficiais. Ou se baseiam em dados históricos ou em mera contabilidade estatística, fugindo assim ao que é importante. Isto talvez porque poucos, sobretudo na comunicação social, percebem o jogo que é o futebol, limitando as suas análises ao deve e haver que qualquer merceeiro de bairro, se ainda os houver, é capaz de fazer. Parar para ler 2 linhas que seja ou pior, dar-lhes eco é apenas perda de tempo.

O mesmo não se poderá fazer com o que dizem e escrevem os sportinguistas uma vez que sabê-lo é sentir o pulsar do coração leonino. A comparação com aquele órgão parece-me fazer todo o sentido pois facilmente se detectam os comentários “pobres em oxigénio e ricos em dióxido de carbono”, dos quais o clube não retirará qualquer proveito. E depois há os que circulam no sentido inverso, no que penso ser uma clara maioria, que se preocupa com as consequências dos maus resultados, mesmo que o diagnóstico para a sua ocorrência divirja.

Notório é o (re)aparecimento da  vontade em comentar, desabafar, diagnosticar e até dar palpites, muito superior ao momento em que a equipa viveu o seu melhor período esta época. Por vezes fica a ideia que há sportinguistas que só se conseguem expressar ou ganhar vontade de o fazer perante o insucesso. Um verdadeiro case-study!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E agora Domingos?

O futebol é o momento e o lugar comum que a frase representa adequa-se como uma luva ao momento do Sporting. Nos últimos 5 jogos para a Liga Zon/Sagres o Sporting conseguiu apenas 5 pontos em 15 possíveis. Conseguir apenas um terço da pontuação em disputa atirou a equipa para o 4º lugar deitando fora uma recuperação galvanizante e elogiada por muitos. Talvez muitos dos que agora se aprestam a dizer que está tudo mal.

No futebol, como em quase tudo na vida, num mundo cada vez mais mediatizado imediatizado, o que conta é como acaba e, para o Sporting, a 1ª volta acaba no 4º lugar, com a equipa a descer de produção, perdida nas suas melhores referências, que a levaram a ser considerada como uma séria candidata ao título. Por isso o que se ouvirá nos próximos dias até à exaustão é que o Sporting de Domingos, e depois de um avultado investimento e possuindo muito mais valor no seu plantel tem exactamente os mesmos pontos que o de Paulo Sérgio, Injusto, se atendermos o que foi a época passada e o que estava a ser a presente, mas uma verdade que os números não deixam desmentir.

Haverá com toda a certeza muitas explicações para a revisitação dos nossos piores momentos e fantasmas. Não me parece que ela resida apenas na explicação dada por Domingos, ao apontar o dedo ao sub-rendimento de alguns jogadores. Como responsável principal da equipa e como ex-atleta Domingos tem de se desviar do comportamento do comum adepto que, em norma, selecciona alguns para expiar a culpa que deve ser repartida por vários e da qual o treinador dificilmente se consegue eximir. Domingos terá pois que perceber porque não rendem tanto como gostariam alguns dos jogadores que aponta sem nomear, ciente que estará que não há jogador que jogue mal porque quer ou porque sim. Assim como deve reflectir sobre as suas decisões, não só pelos maus resultados, mas por serem reveladores de algum desnorte perante adversidades indiscutíveis, mas que têm de ser encaradas como normais no decurso de uma época.

Faz pouco sentido resgatar Renato Neto para o atirar tão rapidamente para a titularidade – ainda por cima no clássico – e daí para a bancada, quando a solução estava em Schaars, como ontem se viu. Ou jogar com o Braga com Evaldo e Insua e, na substituição, optar por deixar ficar o primeiro em campo em detrimento do argentino. Preferir Ribas a Bojinov para durante o jogo voltar atrás. Não ter acautelado um modelo de jogo alternativo e sobretudo ter desistido daquelas que foram as melhores indicações da equipa no inicio da época ao que parece “apenas” por maus resultados. Sendo verdade que o jogo de estreia em Alvalade foi traumatizante é também verdade que jogos como contra a Juventus e a Olhanense, este já para o campeonato, espelhavam princípios que nos pareciam ser os mais indicados para uma equipa com as nossas pretensões: equipa compacta, com proximidade entre sectores, pressão alta, recuperação agressiva da bola, tudo características que fomos perdendo jogo a jogo, como quem, numa hemorragia, vai perdendo as suas forças até à anemia.

Ao contrário do que parece, não creio que a equipa esteja mal preparada fisicamente, antes sim me parece esgotada psicologicamente por não conseguir resolver os problemas que, logo no inicio do jogo os adversários lhe colocam. Ao contrário do que certamente muitos “descobriram” ontem, ou à medida que os maus resultados foram aparecendo, o Sporting não fez tudo mal ao preparar a presente época. Como fui dizendo ao longo dos últimos tempos, e foi reconhecido por muitos, foi até surpreendente que o clube, na actual conjuntura conseguisse reunir os atletas que fazem parte do actual plantel, pelo seu valor individual e humano e conseguisse contratar o treinador que contratou. Isso não muda por causa da terrível sequência de resultados. Ainda ontem Luis Duque deixou um sinal inequívoco de que para o bem e para o mal, há gente em Alvalade que assume as responsabilidades pelas suas decisões. Assim o saibam fazer também os adeptos.

A época ainda não terminou e dela tem que se fazer a ponte para o futuro. Esse sempre me pareceu o objectivo primordial para 2011/12 e esse objectivo parece-me intacto. É por isso importante a forma como terminará esta época e não apenas o campeonato, ou a a 1º volta deste. Para que a transição se faça com ganhos são imprescindíveis resultados, obviamente. E esses terão que ser o 3º lugar a uma distância “saudável” dos lugares da frente, a Taça tornou-se obrigatória face às circunstâncias e a Taça da Liga, face à possibilidade dada pelo sorteio de ganhar uma competição de forma directa a um dos rivais, ganhou relevo também. 

A bola está do lado do treinador e da sua equipa, mais do que nunca.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Liga por um canudo…

Braga por cima...

SP. BRAGA - 2 ; SPORTING CLUBE DE PORTUGAL -1

Ao virar da primeira para a segunda volta, cai o Sporting do pódio e diz, definitivamente, adeus ao título. Há que ser realista, neste momento voltamos a lutar… para recuperar o terceiro lugar. Depois de observar este jogo, mesmo esse objectivo não se afigura fácil. O Braga foi (é) hoje uma equipa superior ao SCP. Demonstrou-o ao longo de quase toda a primeira parte, com um jogo colectivo e apoiado que o Sporting não conseguiu obstaculizar e raramente pôde… imitar. Os minhotos entraram ambiciosos e tiveram um primeiro quarto-de-hora em que encurralaram autenticamente os leões. O Sporting foi reagindo e equilibrou. Oportunidades de golo não foram muitas, tendo Matias desperdiçado a ultima num remate fora da área muito perigoso, mesmo à beira do intervalo. Curiosamente, ou talvez nem por isso, numa rara combinação realizada pelo centro do terreno: Schaars descobre o chileno desmarcado junto à grande-área bracarense com um passe vertical realizado magistralmente. É necessário multiplicar este tipo de lances, para o Sporting criar muito mais perigo do que aquele que vem conseguindo pelas… laterais.

A segunda parte começa como o final da primeira, com Matias a protagonizar lance individual muito perigoso. Desta vez, já dentro da área, o chileno fica com a baliza de Quim à sua mercê, mas acerta no poste. Depois foi o descalabro… Quando, finalmente, o Sporting dava mostras de querer superiorizar-se, surgem erros defensivos inadmissíveis: Onyewu e Pereira deixam incrivelmente escapar uma bola dentro da pequena área permitindo a Hélder Barbosa todo o tempo do mundo para abrir o marcador. Depois, em mais uma saída de um dos centrais leoninos para o ataque, uma perda de bola de Rodriguez apanha a sua equipa desequilibrada e num contra-ataque rápido, o bracarense Lima isola-se, superando João Pereira em força e velocidade, batendo Rui Patrício pela segunda vez. Domingos mexe, entra Carrillo, mas o Sporting acusa o golpe e leva tempo a reagir. Foi preciso Quim falhar para os leões entrarem na disputa por equilibrar novamente o resultado. Faltou arte e engenho no resto do tempo disponível de jogo e dobramos a Liga sentados num modesto quarto lugar.

Domingos tem tido tudo: estabilidade directiva, jogadores talentosos, resultado de um investimento como há muito não se via no SCP, até o apoio incondicional dos adeptos leoninos, cuja união tem sido notória graças ao esforço que notou na novel equipa directiva. O reforço da equipa de futebol e as disposições que procurou adoptar de forma a melhorar o ‘ambiente’ no seio da família leonina e, consequentemente, proporcionar mais e melhores condições de sucesso, têm que ter outra correspondência. É certo que o início do campeonato foi trágico, resultado duma desastrosa e persecutória arbitragem, trazendo um atraso pontual mas levando as ‘tropas’ a unir-se ainda mais. Depois, surgiu a recuperação que nos permitiu acreditar... Mas, à onda verde seguiu-se onda de lesões, o melhor conhecimentos dos jogadores e do futebol do SCP por parte dos adversários, situações às quais Domingos não tem conseguido dar resposta positiva. Eis-nos a onze pontos da liderança e em risco de desbaratar o que de positivo vinha sendo conseguido. Hoje, pela primeira vez, Domingos tentou mudar algo no sistema táctico que vem preferindo. Recuou Schaars e Elias, mas a equipa voltou a cometer os mesmos erros do passado, isto é, a atacar encostado às linhas laterais onde facilmente os adversários nos vêm anulando. É natural que hábitos adquiridos e vícios repetidos custem a esquecer e sejam reparados, assim, de um jogo para o outro.

E depois do Adeus?

A conquista da Liga passou a ser uma utopia, mas como afirmei anteriormente há mais para conquistar nesta época. Outros títulos estão em disputa e há que apostar no crescimento desta equipa, melhorar o seu desempenho e continuar a apoiar. Se assim for, se nos mantivermos unidos, estou certo de que este (péssimo) momento será ultrapassado.

E destaques individuais? Não vale a pena crucificar Ribas, por praticamente não se ter dado por ele, pois não? Nem João pereira por continuar a defender de forma displicente e a errar frequentemente nas suas opções, pois não? Nem Rodriguez pelo erro, quando a única opção de passe que tinha era tremendamente arriscada… Nem Onyewu por falhar os charutos que Polga falhava… Nem Rui Patrício por teimar em apanhar bolas dentro de área resultado de ressaltos nas coxas dos colegas… Nem Capel por não procurar jogar e combinar mais com os colegas situados no miolo do relvado… Nem… Caros, o mal é colectivo… E depois do Adeus? Perguntava à pouco… Cabe a Domingos responder.

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FICHA DO JOGO

Estádio AXA, em Braga

Árbitro: João Capela (Lisboa)
Árbitros assistentes: Nuno Roque e Tiago Rocha
4.º árbitro: Jorge Sousa.

Ao intervalo: 0-0

Sp. Braga: (1) Quim; (25) Salino, (5) Ewerton, (44) Douglão, (20) Elderson, (27) Custódio, (45) Hugo Viana, (30) Alan (cap.), (8) Mossoró (Luís Alberto (88), 68 m), (10) Hélder Barbosa (Carlão (83), 78 m) e (18) Lima (Paulo César (9), 87 m).
Treinador: Leonardo Jardim.
Suplentes não utilizados: (32) Berni; (6) Vinicius, (11) Rivera e (21) Nuno Gomes.

Sporting: (1) Rui Patrício; (47) João Pereira (cap.), (5) Onyewu, (2) Rodriguez, (6) Evaldo, (8) Schaars, (77) Elias (André Martins (28), 71 m), (14) Matías Fernandez; (11) Capel, (48) Insúa (Carrillo (18), 53 m) e (32) Ribas (Bojinov (7), 67 m).
Treinador: Domingos Paciência
Suplentes não utilizados: (12) Marcelo Boeck; (3) Carriço, (4) Polga e (25) Pereirinha.
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Elias (28 m), Rodriguez (35 m), Insúa (49 m), Hugo Viana (52 m) e Paulo César (88 m).

Golos: Hélder Barbosa (51 m), Lima (64 m) e Carrillo (74 m).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Braga não será por um canudo

O momento do Sporting, pela perda de pontos consecutivos e pelos sintomas de falta de apetite do nosso jogo, é de alguma apreensão. Não só não se pode perder mais pontos para que a distância para os da frente não aumente, como é necessário voltar a por o Braga a 3 pontos de distância.

Nestas circunstâncias o melhor lugar para ver este jogo é mesmo na Pedreira. É um estádio óptimo para jogar e ver futebol, o local indicado para voltarmos às vitórias. Eu vou estar lá, onde, com um bocado de sorte, e face às baixas temperaturas, até poderia nevar... golos verde e brancos. Com ou sem Wolfswinkel.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Daqui ainda não se vê o Jamor

Não me enganei quando, após o sorteio que definiu o Nacional como adversário nas meias-finais da Taça, disse que “daqui ainda não se via o Jamor.” E por isso ainda ontem deixei aqui vincado, tendo como destinatários principais os que pretendiam deslocar-se a Alvalade, que a eliminatória era a duas mãos e não me parecer que esta pudesse ficar resolvida ou bem encaminhada ontem.  (Quase que me enganava pois o Nacional, se mantivesse os 2 golos de diferença, tê-lo-ia conseguido). 

A previsão era fácil de fazer: havia visto o jogo do Nacional para a Liga e tenho visto todos os jogos do Sporting e é fácil de perceber que o nosso modelo de jogo encalhou e a equipa está em sofrimento para resolver os jogos. Não fora a superior qualidade individual dos nossos jogadores e não teríamos conseguido resolver ou minimizar os problemas que nos saem ao caminho.

É inútil Domingos reclamar contra os autocarros que os adversários colocam em campo. Cada um joga com as armas à sua disposição e, de forma mais ou menos evidente, era mais ou menos essa a estratégia que usava quando treinava a AAC, por exemplo. A Domingos cabe-lhe resolver os problemas que os adversários lhe colocam em campo, e a melhor forma de o fazer era antecipá-los, criando soluções alternativas de forma a tornar-nos menos previsíveis. E não é isso que tem acontecido. O nosso jogo é lido de cor pelos adversários, o que nos obriga a esforços redobrados.

Para as pretensões de uma equipa grande a bola chega poucas vezes e sempre com muito ruído e muito pouco redonda ao avançado. E pouco adianta que ele se chame Bojinov ou Wolfswinkel. Mas no caso do búlgaro as dificuldades aumentam, não tanto pelo seu valor, ou pelas suas características, como muitos apressadamente parecem concluir. Domingos “esqueceu-se” do búlgaro assim como de Rúbio e não é crível que, decorridos 6 meses do inicio da época e quase sem jogar possam entrar para resolver e precisamente quando o nosso jogo perdeu o fulgor. Esse problema já sentia Wolfswinkel e, mantendo-se o actual cenário não será Ribas a resolver.

Tal como muitos adeptos, não adianta a Domingos embirrar com alguns jogadores, como parece ter acontecido com André Santos. Por no seu lugar Renato Neto, que deixou evidente em ambos os jogos que precisa de tempo para poder fazer o lugar, é arriscar-se a perder ambos os jogadores. O problema não reside apenas neste ou naquele jogador, é um problema de organização colectiva. Excessivo isolamento do número 6, elevada distância entre os sectores, embarrilamento do jogo pelos flancos, falta de presença na zona central do  terreno (entre o semi-circulo do meio campo e a grande área)  são as causas da estagnação e depreciação dos valores individuais que no inicio do ano eram emergentes e promissores.

Não foi pois pelo jogo de ontem ou pelo seu resultado que não me apeteceu escrever a crónica do jogo. Foi antes pelo impacto que mais um jogo triste e desordenado pode ter no futuro imediato do Sporting. Futuro esse que não pode ser o vislumbre do passado ontem visto. Domingos conseguiu parir uma equipa, dar-lhe de mamar e pô-la a Cerelac. O que se lhe pede neste momento é que lhe faça crescer os dentes e pô-la rapidamente a morder e de forma letal. Ou arrisca-se a deitar a criança fora junto com a água do banho.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Taça de importância nacional

Apesar da frustração pelos resultados recentes, que nos fizeram perder 7 pontos em 9 possíveis, o campeonato está longe de ter perdido importância para o Sporting. Sendo realista, era já muito difícil superar 2 adversários com um registo de regularidade superior ao nosso e agora, com as derrapagens recentes, as possibilidades ficaram ainda mais remotas. Mas não há nenhuma razão para deixar de lutar por uma presença condigna na competição mais importante do nosso futebol e sempre à espreita das oportunidades que surjam.

O campeonato é longo e, tal como nós, os que nos precedem têm ainda muito que andar, quer nas competições nacionais quer nas competições da UEFA. Até porque está em causa o futuro e também o orgulho dos sportinguistas, face ao descalabro que foram os últimos anos. Atrasos como os dos últimos campeonatos são completamente inadmissíveis e apenas aceitáveis se trocados por uma vitória internacional, o que, como se sabe, ninguém pode prometer para dar à troca.

É neste quadro que os jogos da Taça de Portugal, como o que logo se disputa, ganham ainda maior importância. Mas, face à eliminação dos principais rivais, o risco do Sporting na Taça aumenta: não ganhando a competição, onde é a equipa com mais argumentos para o conseguir, esse facto só poderá ser encarado como um fracasso rotundo. Ganhando-o, tratar-se-á de uma vitória “natural e obrigatória”.

É essa percepção que não deverá escapar aos sportinguistas. A Taça de Portugal é, como outra competição, de importância nacional, quer pelo valor da conquista, quer em termos de futuro imediato, uma vez que o vencedor encontrar-se-á na Supertaça com o titular do campeonato do presente ano acabado de conquistar.

No caso concreto do jogo de mais logo é bom não perder de vista o facto de as equipas estarem agora obrigadas a jogar as meias-finais a duas mãos. Parece-me claro que tal, em condições normais, beneficia as melhores equipas, que, devido ao seu superior valor, têm na 2ª mão a oportunidade de se refazerem de um mau jogo, coisa que, no formato anterior, era impossível e muito contribuiu para o famoso “factor taça”.

Acredito que, a menos que surja um “daqueles resultados”, a passagem à final ficará decidida apenas na Madeira, no jogo da segunda mão e, claro, a nosso favor. Que isso esteja bem presente no espírito dos sportinguistas presentes logo em Alvalade, onde prevejo um jogo muito disputado. Não me parece fazer sentido exigir, por isso, que tudo fique hoje resolvido. Passar a eliminatória, além de nos proporcionar o prazer de voltar ao Jamor, será sempre acrescido do regozijo de afastar a equipa do “viscoso” Rui Alves, uma das eminências pardas do sistema, com quem temos sempre contas a ajustar.

Nota para o regresso de Jeffren e para a estreia de Seba Ribas na lista dos convocados:

Convocados:
Rui Patrício e Marcelo Boeck;
João Pereira, Arias, Rodriguez, Polga, Onyewu, Evaldo e Ínsua;
Schaars, Capel, Matias, Jeffrén, André Martins, Renato Neto e Elias;
Bojinov, Wolfswinkel, Carrillo e Ribas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Estamos sempre convosco!



O fim-de-semana passado estava preparado para ser uma enorme festa. A juntar ao clássico Sporting-Porto tinha adquirido bilhetes para ver o espectáculo do Cirque du Soleil no Pavilhão Atlântico na sexta-feira, podia assim fazer o fim-de-semana lúdico que a minha mulher há tanto tempo reclamava. Saída dia 6 após o almoço, passeio por Lisboa, espectáculo, revisitar o Lisbon by night, acordar com pequeno-almoço de hotel, de novo usufruir dos soberbos espaços da capital, almoçar tarde na margem esquerda e ao fim da tarde, enquanto a minha cara-metade visitava os saldos, encontro com a rapaziada para ir à bola.

Na terça passada tudo desmoronou! Durante o meu desporto semanal, pressão agressiva sobre o adversário, movimento lateral de acompanhamento e “plack” o sr. Aquiles resolveu entrar em rotura comigo e com os meus planos. Visita directa aos HUC e saída com um belo pé de gesso pelas 2 da madrugada. No dia seguinte, enquanto tentava saber quem seria a alma caridosa a emprestar-me um par de canadianas veio a pergunta fria:

- “Como é que vamos fazer no próximo fim-de-semana?”

- “O próximo fim-de-semana! Meu deus! Sporting-Porto! Não posso falhar!”

- “Não. O Cirque du Soleil, já temos hotel?”

- “Já, marquei ontem mas vou já anular! Arranjas alguém para ir contigo?”

- “Se vais à bola também vais ao espectáculo!”

- “…Vais trabalhar à tarde, não vais? Eu trato disso…”

O tempo, esse bem perecível, tornou-se de imediato escasso.

Primeiro, anular hotel, segundo saber como se procede para entrar nos dois espectáculos sendo PDM (pessoa com dificuldade motora). Pavilhão Atlântico, tudo bem, há entrada, acessos e soluções para esse efeito. Estádio José Alvalade, pânico, por razões de segurança não podem entrar no estádio pessoas com gesso ou canadianas, porque não conseguem garantir a evacuação em caso de emergência.

Entretanto via facebook, sms, etc., a “gozação” começava, “Estás pior que o Izmailov!”, “Dá-me a tua gamebox!”, “Só eu sei porque ficas no sofá!”, não podia ser, respondendo rápida e inconscientemente aos andrades garanti, “É mais certo eu ir a Alvalade que vocês entrarem em campo para vencer o jogo!”.

Quinta – feira, há que tomar medidas drásticas, aprofundar contactos, acalmar a esposa, garantir apoio dos amigos e subitamente uma luz ao fundo do túnel. A única hipótese é ter bilhete de acesso para o sector dos incapacitados motores!

Tudo bem! Por mim até posso ir para o túnel de acesso dos balneários ao campo! Já sei que vou ficar atemorizado com as fotografias mas desde que veja o jogo “in situ”, vamos embora! Só então comecei a pensar na logística, as mãos já doíam, subir a escadaria até ao escritório era um tormento, o pé afectado não pode poisar no chão porque está a 45 graus, as paragens têm de ser frequentes e o jeito para andar de canadianas é nulo (é a minha estreia!).

Seja o que deus quiser! Vou avisar as tropas que para um Leão cair é preciso mais que uma rotura no Aquiles! Sexta-feira, bilhete no bolso, indicações de como entrar no estacionamento do estádio, onde são os acessos às entradas para incapacitados motores, partida, largada, fugida, aqui vou eu!... Sexta-feira à noite, terminada a primeira odisseia no Pavilhão Atlântico, onde tudo era um bocado mais complicado do que fui informado, cheguei finalmente arrasado ao hotel, perna inchada, mãos doridas, o pé bom a perguntar que mal tinha ele feito. O conselho feminino veio frio como a anterior pergunta:

- “Não é melhor amanhã ir para Coimbra e dás a gamebox a alguém?”

- “Amanhã vê-mos isso.” – foi a ultima coisa que disse antes de dormir, o corpo estava de acordo com a minha mulher, mas o espirito não queria admitir a derrota.

Sábado, dia lindo de Inverno como só Portugal sabe oferecer, Lisboa brilhava sedutora mas o primeiro contacto com as canadianas fez acordar a realidade, porque raio não arranjei eu uma cadeira de rodas… “Vamos passear?”, não, a pergunta não congelou o ambiente foi feita com um sorriso malandro, trocista mas cúmplice. “Siga! Temos de fazer horas até às 17.00 e eu estou a morrer por um café.”.

As horas foram passando e a minha malta chegou dos mais variados destinos, a cerveja foi infelizmente proibida (obriga a muito movimento!). Papéis em cima da mesa, preparar a estratégia, vamos embora, objectivo conquistar Alvalade de muletas! Todos os que ajudaram a esta empreitada ser possível me deram o mesmo conselho – Vai cedo! – a primeira tarefa foi deixar o carro no estacionamento do estádio, depois de quase atropelar uns elementos da policia de intervenção lá descobrimos a entrada para o piso -1.

Surge agora o grande dilema, vamos para o lado Norte ou Sul? A porta de entrada não vem mencionada no bilhete e tínhamos de explicar aos seguranças a cada passo que era uma situação pontual de possibilitar a entrada de um “difícil de mover” para um sector reservado a “incapacitado de mover”. Utilizamos a lógica (observada por um dos meus companheiros) que tínhamos de ir para Norte porque todos os sectores ímpares são situados no lado norte do estádio e os pares do lado sul, assim fizemos e acertámos. A entrada foi feita pelo Pavilhão multiusos o que me permitiu conhecer mais este pedaço de Sporting e ver “in loco” a azáfama dos atletas das modalidades de combate, só mais tarde descobri que eles iam estar presentes no relvado antes do jogo e durante o intervalo, excelente ideia por sinal, cruzar-me com uma série de personagens públicas do Sporting e até ter recebido o cumprimento fugaz de Isabel Trigo Mira pela fisga do elevador.

Claro que chegar cedo foi fundamental, claro que manter a calma e a simpatia de cada vez que tinha de explicar a situação também ajudou (e foram muitas). Invariavelmente, na primeira abordagem, me diziam que não era possível entrar, aprendi (à terceira) que o melhor era deixar os seguranças mostrar o seu pleno conhecimento dos regulamentos e só depois de lhes dar toda a razão explicar o porquê da minha situação. Chega finalmente o momento da última etapa, são 18.30 H, os seguranças estão “fresquinhos”, subir o elevador até ao piso 2 e ser de imediato barrado por três seguranças, conversa para cá, conversa para lá, chamar o “chefe” tudo em ordem e sou encaminhado para o meu lugar. Magnifico! Devo ter sido, talvez, a vigésima pessoa a entrar, missão cumprida, Alvalade estava aos meus pés e eu tinha mais uma loucura cumprida.

O jogo decorreu como já foi por demais debatido, queria apenas acrescentar alguns pontos, primeiro sobre Polga e os seus já famosos passes longos, enuncia José Mourinho que passes com mais de 10 metros têm uma percentagem de sucesso próxima dos 30 % e isto independentemente de ser Polga ou outro qualquer jogador mundial a executá-lo, o problema não está nele, está na necessidade que a equipa tem de utilizar esse recurso (onde se perde a bola, em média, 70 por cento das vezes). Seguinte, Capel e o seu abaixamento de forma, o Porto defendeu as laterais com quatro ou cinco jogadores contra Capel/Insua/Scharrs ou JPerreira/Carrillo/Elias, normalmente eram dois contra cinco. Há um lance na segunda parte já com Izmailov em campo em que ele recebe a bola junto da linha do meio campo e tem um rectângulo de quatro jogadores do Porto na sua frente e nenhuma opção de passe ofensiva. Os adversários já perceberam que a nossa força actual está nas laterais e encheram aquelas zonas de gente! Por fim, Wolfswinkel, sem jogo nas laterais, sem bolas a fluir para a área ou pelo menos para o centro não há golos, seja com o nosso lobo seja com Jardel. Fernando Santos ao serviço do Estrela da Amadora, provou como era fácil marcar Jardel, bastava não lhe ligar nada e apenas impedir Drulovic e Sérgio Conceição de centrar… Ficam as notas à atenção de Domingos.

Mau resultado, num jogo quezilento na relação dos jogadores com a bola. A saída do estádio correu ainda melhor que a entrada, partilhei o elevador com dois culés um deles com uma cadeira de rodas de fazer inveja a muitos carros, provando mais uma vez que só fica em casa quem quer! Temos realmente um estádio 5 estrelas que permite a todos usufruir de belos espectáculos ao vivo!

Não quero terminar sem deixar alguns agradecimentos, primeiro à minha mulher por aturar as minhas pancadas, depois à AAS – Associação de Adeptos Sportinguistas na pessoa do nosso Hugo Malcato por terem dado um apoio inexcedível sem o qual esta aventura não seria possível.

Obrigado a todos e venha o próximo jogo. Estamos sempre convosco!

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