domingo, 30 de setembro de 2012

Sem força nem vontade

Sem qualquer força nem vontade para fazer a crónica do jogo de ontem, que tive oportunidade de ver em Alvalade. E foi de forma algo semelhante que, na maior parte do tempo a equipa do Sporting jogou. Muito diletante, parecendo demasiado confiante de que, mais tarde ou mais cedo, acabaria por vir ao de cima a superioridade que a distancia da equipa estorilista. Mas essa superioridade ontem pouco se viu porque, colectivamente, o Estoril, ainda até mesmo já em inferioridade numérica, foi mais equipa, demonstrou mais vontade e força interior para lutar pelo jogo. 

É-me difícil ajuizar as opções de Sá Pinto sem saber se o que muito que ontem falhou não é apenas das opções tácticas ou  do treino, embora esses factores também tenham que merecer reflexão. Mas, antes disso, está a vontade de vencer os jogos que, no Sporting, não pode começar depois de disputada mais de uma hora de jogo. Porque se os jogadores tivessem partido desde o inicio do jogo com a intensidade que demonstraram nos 20 minutos finais, dificilmente estaríamos hoje a lamentar mais uma perda de pontos com equipas que lutam para permanecer na primeira divisão.

Como sabemos, é com estas que se perdem os campeonatos. Não é como diz o Rui Patricio que há muito campeonato pela frente, porque muito deste começa já a ficar para trás, alienando o maior capital que uma equipa tem juntos dos adeptos: a esperança. A menos que o muito campeonato pela frente de que fala seja o da próxima época...

Os mais de 35 mil espectadores ontem presentes mereciam muito mais do que lhes foi oferecido. 

Ficha do jogo:

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os aquecedores de AG´s

Não é um fenómeno apenas de agora, mas nos últimos dias o Sporting tem dado muito jeito como cortina de fumo para desviar as atenções de problemas noutras paragens. Habituados anos a fio a ouvir falar nas suas contas, na falência técnica, quando se sabe que há quem mereça pelo menos igual destaque. Ultimamente é Sá Pinto que tem sido servido em pratos para os mais variados gostos. Há até  um jornal que se lembrou de o mencionar como um "aquecedor da AG" da SAD que hoje se realiza. Tendo em conta que o Sporting Clube é o principal accionista da SAD isto é no mínimo ridículo. O mesmo jornal, numa politica editorial difícil de compreender, consegue remeter para segundo plano o sucedido na AG do SLB. Um petardo jornalístico que rebenta nas penas dos seus responsáveis.

Já quanto à AG de domingo, e a despeito de todas as tentativas que se farão no sentido de inflamar ânimos ou de procurar o contágio do sucedido na AG do vizinho de cima da frente do Colombo, tenho a certeza que os sócios do Sporting saberão perceber a importância do momento, decidir com responsabilidade e as implicações das decisões a tomar, aceitando com espírito democrático as decisões da maioria. Todos os momentos são bons para, na prática, demonstrarmos a diferença tantas vezes proclamada.

É assim que tenho encarado as decisões tomadas em AG, eleitoral ou não, onde muitas delas - especialmente as que foram tomadas sobre o património - foram opostas à minha percepção do que era melhor para o nosso clube.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A balada dos bois mansos

Lembrava muito bem ontem aqui o Bruno Martins o comportamento da APAF e seus associados, em meados de Agosto de 2011, reagindo a “notícias” (apenas isto) que davam conta da indignação dos dirigentes leoninos quanto à nomeação de João Ferreira para o Beira-Mar – Sporting. 

Peço desculpa por voltar ao tema, mas parece-me importante:

Vejamos então o que foi agora dito por dirigente de viva voz e respectiva reacção:

Declarações de Rui Gomes da Silva no site da TSF:


O dirigente encarnado sustenta, numa conversa com a TSF, que o Benfica e Vitor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, «já tinham sido avisados do que podia acontecer ontem à noite em Coimbra». Por isso, apela a que se investiguem as nomeações dos árbitros em Portugal, já que os prejuízos são «sempre para os mesmos».

«Quem dirige a arbitragem» deveria impedir a escolha de nomes como Pedro Proença, Olegário Benquerença, Carlos Xistra, Soares Dias, João Capela, Hugo Miguel e Rui Silva para os jogos dos encarnados. «Nos últimos 5 anos prejudicaram sempre a mesma equipa», afirma Rui Gomes da Silva.

Quanto a premeditação ou não, na forma como Carlos Xistra ajuízou os lances, «o que se passou Coimbra é difícil de explicar. As duas únicas oportunidades da Académica de Coimbra foram criadas pelo sr. Carlos Xistra», referindo-se Rui Gomes da Silva aos dois penalties assinalados a favor dos «estudantes».

Rui Gomes da Silva não tem mesmo dúvidas em classificar a atuação de Carlos Xistra como «um roubo...de Vaticano», usando uma expressão que recebeu sob forma de mensagem no telemóvel pouco depois do jogo terminar.

Este membro da direção encarnada lembra ainda o episódio em que Ricardo Santos, o assistente de Pedro Proença que não validou o célebre fora de jogo a Maicon no Benfica - FC Porto da época passada e que admitiu ter errado nesse lance específico, quando esteve presente numa homenagem da Associação Futebol do Porto, recentemente.

Resposta do presidente da APAF no site Sapo:

«São críticas que nós, após termos consultado o árbitro e a própria APAF ter reunido e analisado algumas questões do fim de semana, pensamos que atingiram o limite do razoável. Não passou daí, não puseram em causa a equipa de arbitragem, no seu sentido de honestidade ou idoneidade, apenas têm uma divergência de opiniões em determinados lances»

Recordando um dos lances que motivou alguma contestação por parte do treinador do Benfica, Jorge Jesus, à arbitragem do albicastrense Carlos Xistra no encontro de domingo, que terminou com um empate 2-2, o presidente da APAF considerou-a como uma divergência técnica.

«Para essas pessoas o lance é fora da área, para a equipa de arbitragem é dentro. É uma divergência de opinião técnica e não passou disso. Penso que não nos merece uma ação que não seja o de, mais uma vez, pedirmos aos agentes desportivos que tenham contenção nas palavras e não prejudiquem o futebol português com estas críticas», sublinhou.
E o que pensa FPF do assunto:
A Federação Portuguesa de Futebol solicitou à Liga de Clubes uma investigação às denúncias feitas pelo dirigente encarnado sobre Carlos Xistra. O caso foi entregue à Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga com o intuito de serem averiguadas as acusações feitas ao árbitro do jogo Académica – Benfica.

Depois de concluídas as averiguações, ouvidas as testemunhas e elaborado um processo irá competir ao Conselho de Disciplina da FPF o poder de decisão em torno do processo.

Mas não é só. Hoje o Correio da Manhã noticiou uma reunião secreta entre dirigentes do FCP e Vitor Pereira, presidente do Conselho da Arbitragem, com o objectivo de vetar diversos árbitros.

O presidente da APAF já veio dizer que ""Essa reunião poderá ter existido mas não tenho conhecimento dela e que seja uma reunião nesses termos de vetar árbitros não acredito que assim seja..." 

Enquanto tudo isto decorre os jornais desviam as atenções como podem: faz algum sentido noticiar que o Conselho Leonino ia decidir o que quer que fosse sobre a situação do Sá Pinto?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ataques cerrados


Quando, no início da época passada, um conjunto significativo de árbitros decidiu fazer boicote aos jogos do Sporting, foi aberto um novo capítulo na falta de vergonha do futebol português. Em meados de Agosto de 2011, reagindo a “notícias” (apenas isto) que davam conta da indignação dos dirigentes leoninos quanto à nomeação de João Ferreira para o Beira-Mar – Sporting, esta pessoa recusou-se a arbitrar o jogo, contou com o apoio institucional da pandilha do apito e com o pancadismo-nas-costas de Vitor Pereira e de Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, que disse, e cito, “nunca se viu um ataque tão cerrado aos árbitros”, e, por isso, “estava na hora” da pandilha “tomar uma posição”. Nos labirintos da língua de Camões, “cerrado” serve de metáfora para apor a “ataque”, mas também serve para classificar, literalmente, os punhos de alguém que agride outra pessoa. Neste sentido, curiosamente, um “ataque cerrado” está muito mais perto de caracterizar uma agressão (literal) como a de Luisão a um árbitro alemão, do que, metaforicamente, uma agressão à dignidade de alguém da pandilha. No pós-peitaça do “grande profissional” Luisão (cito o árbitro Proença), ninguém da pandilha falou em ataque cerrado.

Acontece que o adjectivo homófono “serrado” se aplica aos canos de espingardas, aquelas que disparam e ferem e matam. Neste caso, e metaforicamente, subindo na escala da gravidade dos adjectivos, as palavras do vice-presidente da agremiação de Carnide no pós-empate de Coimbra deste fim-de-semana, “tinham-nos avisado que isto podia acontecer”, constituem – mais do que um ataque cerrado – um tiro de espingarda de canos serrados na credibilidade e na honestidade e no profissionalismo da pandilha – que, curiosamente, continua, um ano passado desde o boicote, a ser constituída por gente que tem filhos e família. Palavras do supracitado Carlos Esteves, há um ano atrás, justificando o boicote ao Sporting: “O árbitro é um ser humano como os outros. Tem família e filhos e não tem prazer em errar”.

Não restam dúvidas a ninguém de que as declarações daquele vice-presidente referem que a má arbitragem do jogo de Coimbra foi premeditada. As declarações pressupõem que os dirigentes daquela agremiação acreditam – e não têm vergonha nem pejo nem receio de o dizer – que os erros do Xistra, pai de família, foram premeditados, e que ele errou de propósito. Eles não têm medo nem pejo nem receio porque sabem que nada vai acontecer. E não é porque vozes de burro não chegam ao céu (pelo simples facto da pandilha não estar por lá); é porque eles sabem que, na vergonha infinita do futebol português, no próximo fim-de-semana, lá estará mais um representante da pandilha, pai de filhos, a arbitrar o jogo deles, como se nada se tivesse passado. Fico contente que esse pobre infeliz não se cruze com o profissional exemplar Luisão, porque arriscava-se a mais ataque cerrado. Mas também lhe digo que não vá antes ao Colombo, e que olhe à volta à procura do diabo de Gaia, porque para as bandas de Carnide os ataques cerrados chovem de todo o lado.


Nota: post editado.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Até vencer, Sporting Allez!!!!


Grande vitória ontem! pequena vitória hoje. O jogo de ontem é daqueles que nos faz perceber porque somos apaixonados pelas nossas cores. Tudo para perder, tudo para ganhar, incerteza, nervos, emoção a rodos e no final a sensação grata da vitória conquistada, resgatada a ferros a um adversário inferior, mas que, como todos os que vamos enfrentar até Maio, não dá nada a ninguém.
 A vitória de ontem foi um grito de revolta, como diz Capel, grito que estava calado e impotente na garganta do Sporting. Após o jogo com o Rio Ave pedi “fome” à nossa equipa, ainda não foi ontem que a vi da parte dos jogadores, mas Sá Pinto deu o mote com aquela substituição louca, sai Xandão entra Carrillo aos 61 min., falta meia-hora de jogo, tempo mais que suficiente para em condições normais, um treinador no seu estado emocional normal temporizar os riscos.
Com aquela substituição Sá Pinto deu um murro na mesa, somos o Sporting e hoje vamos ganhar! Não há consciência, nem equilíbrio, nem coisa nenhuma, ou marcam um golo ou de seguida tiro o Patrício. Tenho a certeza que os jogadores sentiram esse arrepio, não há espaço para desculpas, é para ganhar! A equipa está toda desequilibrada, tenho que ser solidário com os meus colegas, tenho de lutar por todas as bolas, temos de ganhar, não há desculpas!
Sá Pinto não meteu toda a carne no assador, meteu a cabeça e o grupo percebeu isso e conquistou uma vitória que deve estar a render sorrisos pela face de todos os que trabalham na Academia Sporting hoje.
Mas é uma vitória pequena, vale 3 pontos, uma gota de água no que é necessário para encher a alma Sportinguista. O estímulo para vencer tem de ser mais permanente, tem de existir naturalmente no seio do grupo sem ser necessário a loucura táctica para despertar a fome.
Vocês, os 11 que têm a honra de vestir a camisola riscada a verde e branco, são Sporting! Vocês, são os melhores do mundo, são Sporting! Vocês, têm de provar isso na cara de cada adversário, são Sporting! Vocês, querem vencer, são Sporting! Vocês, não conhecem limites, são Sporting! Vocês, conquistam o respeito do adversário em campo, são Sporting! Vocês, não admitem a derrota, são Sporting! Vocês, são vencedores, são Sporting!
Uma vitória, em casa, contra o Gil Vicente, para vocês, não é nada é uma vírgula na história que podem criar. Sim, vocês podem fazer história, podem ser eternos, não há nada nem ninguém que vos possa impedir, nem autocarros, nem apitos, nem adversários.
Vocês, são Sporting! Até vencer, Sporting Allez!!!!

Este grupo está todo esfrangalhado


Este grupo está esfrangalhado


Os futebolistas estão cansados do treinador, o treinador acumula problemas com os futebolistas.
Sá Pinto está sem apoio da estrutura e isolado

Sá Pinto está por um fio

Sá Pinto é uma aberração da natureza
 

Tudo isto foi alimentado estes dias por adeptos, até "paineleiros sportinguistas, passando por três diários desportivos, a tentar lidar diariamente contra a sua óbvia inutilidade." 

Mas quem julga que os rumores ficarão por aqui, que se desengane. Ainda ontem foi desmentido, por Sá Pinto, o boato de que Elias tinha abandonado o estádio quando soube que não fazia parte das opções do treinador, quando afinal tinha ficado durante o jogo e estado no balneário com a equipa a comemorar a vitória no final do jogo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Assim é impossível ganhar!

Liiiiiindo!
Quem tem Xandão pode perder um jogo em qualquer ocasião

Com adversários que marcam na primeira oportunidade de golo é sempre mais dificil de ganhar, especialmente quando se vivem momentos de angústia.

Com perdas de oportunidade consecutivas 

Com Sá Pinto a abdicar de tudo o que estava a fazer bem para se lançar na pior das vertigens: pensar que um jogo se pode ganhar porque se joga com muitos avançados, esquecendo-se que, sem ter quem lhes faça chegar a bola, só com muita sorte se chega ao golo. E essa, diga-se também não que nada connosco.

Uma louvor para os jogadores, não jogaram sempre bem mas deram tudo o que o fisico permitia.

Hã, que é isto? Perguntarão os meus caros. 

Pois era isto o que tinha escrito na minha cabeça a partir das substituições feitas na segunda parte. Sá Pinto arriscou e ganhou, poucas vezes o conseguirá desta forma. Mas ele mais do que ninguém merecia e esta vitória permite-nos entrar num novo capitulo neste campeonato.

E agora vou ali vomitar o jantar e chorar as lágrimas que consegui travar desde o golo de Wolfswinkel. Com aquele grito imortal: eu te amooooo meu Sporting!

Equipas: 

Sporting:
Rui Patrício
Cédric, Xandão (Carrillo), Rojo, Insúa
Pranjic (Labyad), Rinaudo, Izmailov, Capel
Viola (Jeffrén), Wolfswinkel


Gil Vicente:
Adriano
Luciano Amaral, Cláudio, Halisson, Daniel (Éder)
Luís Manuel, André Cunha, Tiero
Luís Carlos (Djalma), Pedro Pereira (Leonardo), Brito

Marcadores: Luís Carlos (6'), Capel (75'), Van Wolfswinkel (84')

2 Desabafos. E manhosos há muitos!

Foto retirada do perfil FB da Cortina Verde
Desabafou o Tiago, aqui na caixa de comentários:

É curioso que a experiência de Sá Pinto nao era um problema no dia a seguir à vitória sobre o City ou sobre o Athletic. Também é curioso que quando perguntado sobre a experiencia de Mourinho, AVB ou Guardiola, a única justificaçao dada seja sobre a experiencia de Mourinho ou AVB. Podíamos também falar de Frank de Boer, por exemplo.

Mas o pano de fundo é o julgamento pelos resultados e este ciclo, em que o tempo para implementar ideias e vê-las dar resultados é sempre inferior ao que um grupo crescente e incentivado por vários quadrantes, desde paineleiros sportinguistas a três diários desportivos, a tentar lidar diariamente contra a sua óbvia inutilidade, está disposto a dar.

Vítimas e artífices de uma cultura futebolística de merda em que os paradigmas de êxito sao Pinto da Costa e Mourinho, andamos aqui num loop de sebastianismo em que todos sabemos o que o clube precisa e isso  nunca é mais tempo a quem está mas sim ao salvador que virá.

E já chega de tratar quem defende esta equipa técnica e estas ideias assim como mais tempo para elas como acrítico, conformista ou, pior, comprometidos com a direcçao ou com interesses ocultos. Nao basta ter gente desde esses tais quadrantes a fazerem de todos parvos e alguns ainda temos que aturar algo entre o paternalismo e a calúnia de outros consócios ou adeptos?

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Quem também desabafou ontem foi Sá Pinto. Recomendo em particular estes sete minutos

O que vi deixa-me sentimentos mistos: 

1- O treinador revela humildade, reconhecendo a existência de problemas, o que é sempre a primeira condição para os resolver e evoluir. Isso deve ser relevado, tendo em conta o que vem sido dito e escrito sobre o seu discurso. 

2- Por outro pareceu-me angustiado e abatido, estados de espirito que retiram a indispensável clarividência e serenidade.

O ataque de vários quadrantes não custarão tanto a Sá Pinto como os que lhe foram dirigidos de dentro. Por isso estranho que muitos que “esquartejaram” já o treinador agora se indignem tanto com o vergonhoso artigo de Querido Manha. Manhosos há muitos e nem todos estão fora do Sporting

Muito se tem falado sobre a ausência de protecção de Sá Pinto por parte da estrutura. Julgo que o ontem foi dito pelo treinador revela haver identificação de estratégias. Mas não me parece a mais adequada, já deveria de havia de ter havido uma tomada de posição relativamente a pelo menos mais uma das aberrações jornalísticas com o que o referido jornalista brindou  Sá Pinto. Percebo o descontrolo emocional que é capaz de o ter motivado: mais 530 milhões de deficit é muito dinheiro, mesmo a dividir por 6 milhões.

Sá Pinto tem razão quando fala em ataques pessoais e em ataques ao Sporting. Há com certeza muitos de nós que têm todo o direito de não acreditar no que Sá Pinto propõe, a mim parece-me ainda demasiado cedo para ilações definitivas. O tempo, se o houver, verá quem tem razão. Mas, quer dentro que fora do Sporting, há muita gente que já percebeu que a queda de Sá Pinto constituiria um indiscutível revés para o clube, mas um excelente instrumento para muitas estratégias.

sábado, 22 de setembro de 2012

O Sporting já está a perder o jogo com o Gil Vicente

O pretenso encostar às cordas de Sá Pinto, o proliferar de declarações of the record, oficiais, para-oficiais, - do PMAG, a quem parece não chegar todo o tempo de antena, até esse modelo de sportinguista, o Fernando Mendes, faltando apenas ouvir o Emplastro... - e todo o ruído que se instalou à volta da equipa será, na próxima segunda-feira o melhor jogador do Gil Vicente e um peso nas botas dos nossos jogadores. 

Infelizmente aprende-se pouco com os erros do passado, incluindo obviamente nesse julgamento o comportamento do adeptos, que não se podem furtar à responsabilização pelos seus actos. Este era o momento de cerrar fileiras, os dentes e a boca e não de dizer a primeira coisa que vem à cabeça.

Desde o inicio do campeonato que tenho manifestado as minhas dúvidas sobre a forma como Sá Pinto vem construindo o seu modelo de jogo, pelo que me sinto completamente à vontade para afirmar que, pesados todos os prós e contras, o Sporting perderá mais com o seu despedimento imediato do que com a sua manutenção. E lamento profundamente que hoje não haja a mesma paciência para com Sá Pinto, um de nós, como a que houve no passado para com outros, mesmo após pesadas derrotas e humilhações, coisa que não aconteceu com Sá Pinto. 

Neste momento prefiro reter as palavras de João Mário: 

"O Sá Pinto, até ao momento, foi o melhor treinador que já tive. Como homem é tal e qual aquilo que demonstra, gosta de ganhar. A sua maior qualidade é a maneira como nos transmite os valores do clube. Como treinador é a forma como nos consegue motivar e mudar a nossa mentalidade". 

A importância de Sá Pinto está muito acima dos resultados (maus) obtidos até agora. Um clube sem valor e sem identidade é um clube qualquer e infelizmente, nos últimos tempos, o Sporting tem optado quase sempre em mais uma fuga para frente, sem se concentrar em perceber porque  falha tanto, mesmo quando se parece que se trabalha bem. Nesse sentido a imolação de Sá Pinto é apenas o aumentar do rol de vitimas e não um progresso para um momento melhor.

PS- Esta é uma "é o "lose-lose situation" para a direcção que se sentirá refém do que sucedeu o ano passado com Domingos, quando recebeu o voto de confiança para ser despedido no dia seguinte. Se não diz nada abstêm-se quando devia dar a cara na defesa do treinaodr, se diz está a dar o tal "voto de confiança" que significa o despedimento a curto prazo.

PPS- Nenhum clube pode estar refém de um treinador e  nenhum destes profissionais está isento do escrutinio dos resultados imediatos. Apenas não me parece que este seja o momento para se fazer a contabilidade e muito menos de nos distanciarmos do treinador, isolando-o. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sporting 0- Basileia 0: Lei de Murphy

Julgo que é mais ou menos assim: "Se alguma coisa pode dar errado, ela dará." E o jogo hoje com o Basileia não ando muito longe disto. O Sporting precisava de ganhar para, dessa forma, poder estabilizar e progredir no seu jogo mas acabou por dispor apenas de 45 minutos para o fazer. Com a expulsão de Xandão, (erro infantil, falta de concentração e de jeito) logo no inicio da segunda parte ficamos demasiado limitados para disputar os 3 pontos em jogo.

Não foi uma primeira parte deslumbrante mas, na primeira meia hora, foi possível ver alguma evolução relativamente aos jogos anteriores, muito por mérito de Pranjic (à espera de o ver mais à frente, é uma grande aquisição) e do regressado Izmailov que, do lado esquerdo, foram criando alguns lances de perigo. Pena foi que Capel e Carrillo não estivessem tão disponíveis para o jogo. Com a única oportunidade de golo dos suíços a equipa foi perdendo fulgor, até chegar o intervalo.

Sobre a 2ª parte ficou quase tudo dito. Os suíços têm um equipamento à Barcelona (na verdade, é capaz de ser o inverso, dado que, Juan Ganper, fundador do colosso catalão, foi atleta do clube suíço e julga-se estar aí a origem do equipamento do Barcelona) mas não são nenhum papão. Mas sabem pelo menos o suficiente para, a jogar com mais um, ir dividindo o jogo. Mas a festa que fizeram no final e, sobretudo, o não arriscarem um milímetro em vantagem numérica, de forma que Patrício esteve quase sempre como espectador, diz bem o respeito que têm por nós.

O momento é sem dúvida delicado,não apenas pela produção da equipa, mas sobretudo pela descrença, pessimismo e muita falta de juízo que se vai instalando. Felizmente, e pelo menos hoje, não pareceu afectar a equipa. A reacção à desvantagem na 2ª parte é pelo menos um sinal de carácter do grupo de trabalho. Foi aí que se conseguiu ver a equipa fazer o que tornou Sá Pinto conhecido: não desistir de nenhum lance. Com um pouco de sorte poderíamos ter marcado. 

Eu também não desisto. Há neste plantel talento para fazer muito melhor e continuo a confiar em Sá Pinto.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Sporting tem os direitos limitados? E quando deixou de ser grande?

Bastaria um sopro para os rios de tinta que correm desde domingo à noite sobre o empate do Sporting na madeira terem sido poupados. Agradeceríamos todos os Sportinguistas em particular e os portugueses em geral, atendendo ao estado depauperado da economia. 

E que sopro faria tamanha diferença? O do Carlos Xistra no apito, validando o golo nascido a remate de Capel. Se dúvidas houvesse basta ver a fotografia do lance no Record e lembrar que o guarda-redes maritimista antes de parar a bola em cima da linha ainda faz um movimento final, tirando-a por isso dentro da baliza.
Alguma dúvida?
O lance é de difícil juízo e passível de erro? Sem dúvida mas isso não invalida um golo. 

O árbitro estava mal colocado e o respectivo assistente tinha a linha tapada? Mas isso também não tira a bola dentro da baliza. 

Mas a história não fica toda contada neste lance uma vez que o golo do Marítimo, que dá o empate, surge de uma falta inexistente. Este sim, foi um lance que o árbitro podia e devia ter ajuizado melhor e se não o fez foi pelo menos incompetência. Vindo do artista Xistra, que há precisamente um ano nos deu mão e mais tudo o resto que não lhe pedimos diz muito. 
Só estranho é que porque não jogamos bem haja quem entenda que não temos o direito de reclamar. 

Por acaso quem não joga bem tem os seus direitos diminuídos? 

Quantos campeões são feitos e desfeitos nas primeiras jornadas por lances como o que descrevi acima? 

Exemplos não faltam. O mais lamentável em tudo isto é que o PMAG, representante de todos os Sportinguistas, venha hoje na sua crónica dar o flanco - ou abrir as pernas? - considerando que não temos razões de queixa da arbitragem.  Se houvesse um campeonato da ingenuidade éramos decacampeões de 10 em 10 anos!

Por falar em PMAG já devem ter reparado, quem vê a TVI, que anda por lá um fulaninho ( que é representante do Braga)  que não sossega a passarinha enquanto não achincalha o nome do Sporting via Eduardo Barroso. Para quem dúvidas basta olhar o tom no mínimo provocatório com que, ufano, anunciava no seu perfil de Facebook, a sua participação no programa de segunda-feira passada:
O "anúncio" de Jorge Sequeira
Deixo de lado mais uma vez as considerações sobre a participação de um PMAG ( o Sporting nisso é original, os 2 últimos em funções cumularam a nobre função de representar os adeptos Sportinguistas com a de vulgares paineleiros )  em programas da estirpe do da TVI ou SIC. Volto ao paineleiro representante do Braga, cuja argumentação se baseia quase sempre na repetição da ideia de que o Sporting já não é um grande. 

Percebo a estratégia, em tudo semelhante à de Pinto da Costa quando chegou ao Porto. O primeiro grande adversário foi o Sporting para hoje ser quem é. É por isso que o Braga, cujo mérito no seu crescimento é indiscutível, mas que está longe de poder ser considerado um grande - e títulos? - não pode ser negligenciado. Porque vale o que sabemos que vale e mais ainda por, por esse valor, poder ser instrumental na estratégia dos que sabem que quanto menos comerem do bolo maiores são as fatias disponíveis...

Enquanto assistia à participação do triste fulano - por acaso, uma vez que cheguei a ela num zapping - que, de forma vil, não se escusava a usar dados falsos para estribar as suas intervenções, tendo sido desmentido em directo e obrigado a pedir desculpa de forma patética, dei comigo a constatar que ele usava mais menos os mesmos argumentos e dúvidas que durante o dia tinha visto Sportinguistas proferir por causa do empate na Madeira. Senão vejamos:

 " Já não somos um grande", "Qualquer merda vem jogar sem medo a Alvalade", "Com esta mentalidade vamos longe vamos...lutar para não descer" "Ser-se Sportinguista neste momento, é ser-se burro".

Quando as dúvidas começam em casa é difícil fazer valer os argumentos fora dela. Para esses lembro que o Sporting é um grande clube com mais de cem anos de história, com grandes campeões e grandes conquistas que não serão apagadas nunca por momentos menos bons. 

As instituições, tais como as pessoas, têm momentos grandes e pequenos e é a forma como os vivem que os distinguem dos outros. As piores derrotas acontecem dentro de nós, quando nos sobram as dúvidas e nos falta a convicção.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mudar ou não mudar (treinador, direcção) é sempre a mesma questão

Estamos apenas nas 3 primeiras jornadas do campeonato e perdemos já 7 dos 9 pontos em disputa. Os Sportinguistas - TODOS, convém lembrar - estão cansados, desiludidos, amargurados. Anos a fio sem ganhar parecem ter esgotado a paciência e a resiliência de muitos, por isso não falte quem vire as costas, porque se perdeu o poder de encaixe. Há os que, não o fazendo, protestam e apontam todo o tipo de soluções, o que é sempre a tarefa mais fácil, dado que nenhuma dessas propostas é testada pela realidade. E depois há os outros, muitos outros e muitas outras reacções.

Dentro das reacções mais comuns é apontar-se o treinador como principal culpado, logo seguido por quem o escolheu: a direcção. Ou ambos, como também se ouve. E  a solução apontada mais comummente é o baralhar e dar de novo: novas eleições, ou novo treinador, ou até as duas. Aceito qualquer uma das soluções ou até ambas, desde que me garantam que a mudança trará os resultados que TODOS queremos. Alguém o pode fazer?

Não me parece que esta seja a hora de colocar em causa o lugar de Sá Pinto mas os que o decidirem fazer conseguem garantir que outro, no seu lugar garantirá os resultados que não surgem?

E se os que entendem que devemos mudar de direcção agora o que dirão se para o ano  enfrentarmos mais ou menos os mesmos problemas? Mudamos novamente tudo outra vez?

Sei que é impossível ter esta discussão de forma saudável sem voltarmos aos velhos chavões, do "isto não é o Sporting" até chegarmos ao inevitável "roquetismo". Ainda ontem Abílio Fernandes declarava que ""as últimas duas décadas foram uma tragédia no Sporting". Mas e os outros vinte antes, dos quais ele foi dirigente em alguns deles? Quantas vezes se ganhava? Que estádio tínhamos? Que pavilhão?

Se é verdade que o projecto Roquete esteve longe de chegar à terra que fora prometida, é bom não esquecer que uma das razões para a mudança então verificada, adoptada a nosso reboque pelos nossos rivais, foi o esgotamento de um modelo de gestão, já completamente anacrónico e obsoleto da forma de gerir um clube que movimentava milhões. Uma verdade não pode excluir a outra.

Não há receitas mágicas, menos ainda quando os resultados têm que ser alcançados através da forma mais aleatória possível como é um jogo de futebol. Mas o que também se constata é que não é por falta de mudanças que o Sporting não ganha. Pinto da Costa desde que chegou a dirigente do seu clube já conheceu dez presidentes e um número infindável de treinadores leoninos. Luis Filipe Vieira, que chegou muito depois, já se cruzou com quatro.

O momento é delicado, não tanto porque o atraso seja irrecuperável, mas sobretudo pela antecipação do que pode vir a acontecer, se os resultados e exibições actuais se mantiverem. Talvez o mais aconselhável nestas alturas, em que se navega em águas agitadas, seja não fazer balançar ainda mais o barco. Sem prejuízo de, em altura mais aconselhável, se fazerem as devidas contabilidades.

Esse sim é um caminho, o do recato e da reflexão, poucas vezes seguido nestes momentos e como nunca foi testada, talvez merecesse agora uma oportunidade. Pior do que está não será com certeza.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Como olhar o resultado, a exibição e o futuro

É muito difícil escrever a seguir a um resultado como o de ontem, na Madeira. Antes de o começar a fazer perguntava-me a mim mesmo, num exercício que procuro fazer sempre que escrevo, "e se tivéssemos trazido os 3 pontos, como podia ter acontecido, escreveria a mesma coisa?". Provavelmente não, embora pela forma como decorreu o jogo, subsistiriam razões para o fazer.

Como olhar para o resultado
Quando se deixa fugir uma vitória a 3 minutos do fim, seja qual for a prestação da equipa durante os 87 minutos anteriores, é inevitável o sentimento de frustração. Olhando para o jogo em abstracto, e levando em linha de conta o histórico recente com o Marítimo de Pedro Martins (perdemos 6 pontos o ano passado!), e as dificuldades que poderá também fazer sentir aos nosso rivais, o empate seria tudo menos um resultado inesperado, por mais difícil que seja "engoli-lo". Mas é impossível não olhar este jogo carregado pelo passivo acumulado de maus resultados no campeonato, onde continuamos sem vencer, acrescido do facto de perdermos 2 pontos ao bater do gongo.

Como olhar para a exibição
De duas formas distintas, pois foram assim as 2 partes do jogo. O Marítimo não foi surpreendente, mas foi eficaz na forma como condicionou a construção do jogo na primeira parte. Com uma clara linha de 4 em frente aos nossos defensores e Elias mais Gélson que, para este momento do jogo, não conta muito. Com isso isolou Adrien e Izmailov, e só não fez o mesmo com Carrilo porque o peruano é o jogador em melhor forma e com confiança para arriscar no um para um. Mas, no computo geral, pouco soube o colectivo aproveitar. 

A segunda parte foi melhor porque Sá Pinto fez Adrien descer para se encontrar ao meio com Elias, unindo um pouco mais as pontas soltas do primeiro tempo. Infelizmente não foi tão feliz nas substituições, onde deu uma no cravo - André Martins - e outra na ferradura - Capel. Não tanto por este ter falhado infantilmente um golo feito, mas por não ter trazido a segurança de posse de bola que necessitávamos e por ser muito mais inconsequente nas suas acções do que Carrilo. A entrada de Carriço era necessária, no momento, face à colocação dos 2 avançados encostados aos centrais  por Pedro Martins. Carriço acabaria por poder ter desfeito o empate, na última oportunidade de golo do jogo.

Como olhar o futuro próximo
Há dias perguntava aqui se, após o fecho do mercado e a paragem do campeonato, estaríamos mais fortes ou menos fracos? Talvez nem uma coisa nem outra. É óbvio que tem havido uma grande infelicidade em alguns resultados (ontem e com o Rio Ave), mas também me parecem que os problemas detectados desde o inicio da época permanecem por resolver. 

Decorrido todo este tempo, e agora que entramos num período em que, com jogos de 3 em três dias, praticamente não se treina, é de esperar mudanças substanciais? É muito pouco provável que tal venha a acontecer, a menos que, uma série de vitórias venha dar alento e permitir gerar um acréscimo de confiança capaz de superar os problemas. Mas aqui já estamos no campo do wishful thinking. Para ganhar um campeonato é preciso muito mais do que isso.

As maiores dificuldades continuarão a ser sentidas nos jogos nacionais. Creio que, com maior ou menor dificuldade, "isto" vai chegar para esta fase da Liga Europa.

O que está a correr mal?
Não são apenas os resultados, são também as exibições. Ontem, no computo geral, com um adversário mais difícil que os anteriores, a equipa pareceu ter subido um pouco de nível, mas continuam a subsistir os problemas na construção do jogo e na manobra ofensiva. Deixo de fora, para uma segunda observação, as transições defensivas do jogo de ontem, tendo em conta que o Marítimo é especialista a causar dificuldades neste tipo de acções. Mas são evidentes alguns problemas cruciais: 

1- A falta de dinâmica na movimentação dos jogadores, com poucos apoios para progredir. Na primeira parte não conseguimos praticamente uma única jogada com principio, meio e fim.

2- Uma estranha propensão para centrar, e por vezes rematar, de qualquer forma e de qualquer lugar. O voluntarismo pode servir o Marítimo, mas não serve ao Sporting.

3- A tendência da equipa ficar partida em 5 de um lado, (defesas e dois médios) e 4 do outro.

As atenções estão concentradas em Sá Pinto. O mesmo treinador que, o ano passado, em circunstâncias difíceis, percebeu muito bem o que poderia e onde deveria mexer. Mas que este ano ainda está longe de demonstrar a mesma clarividência perante um desafio maior mas também com mais e melhores condições: mais tempo, ajustamentos do plantel segundo as suas ideias. Nada está perdido mas o cenário é cada vez menos prometedor. Se dúvidas houvesse basta olhar para o plantel de ponta a ponta e, à excepção de Carrillo, todos estão a milhas do melhor do seu potencial.

domingo, 16 de setembro de 2012

Encalhados na Madeira

Julgo que ninguém achava que seria fácil ganhar na Madeira. Mas se a primeira parte confirmou as mais que expectáveis dificuldades, a segunda parte demonstrou que a vitória era perfeitamente possível. Mas o que conta para a história é que no final, acabamos por empatar um jogo. Podemos dizer que a falta que dá origem ao golo, a 4 minutos do fim, não existiu, mas também é verdade que podíamos ter sentenciado a partida por mais do que uma vez. E o futebol costume punir exemplarmente quem hesita na hora da verdade. Foi , mais uma vez, o que aconteceu hoje.

Ficha de Jogo:

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

E porque os adeptos são imprescindíveis a sua opinião conta

Inquérito europeu de opinião: problemas actuais do futebol

A Associação de Adeptos Sportinguistas (AAS) é parte integrante do projecto internacional “Improving Football Governance through Supporter Involvement and Community Ownership” (Melhorar a governação do futebol através do envolvimento dos adeptos e da propriedade associativa dos clubes) que é financiado pela Comissão Europeia e que é coordenado pela organização britânica Supporters Direct (http://www.supporters-direct.org/).

O projecto envolve a participação de 9 parceiros internacionais em vários países, e destina-se a estabelecer e expandir uma rede europeia de adeptos que pretendem envolver-se nos processos de decisão dos seus clubes, reforçando a dimensão associativa dos mesmos. Nestes tempos de clubes como PSG e Manchester City, mas também de Glasgow Rangers e tantos outros, a Comissão Europeia entende ser esta uma boa forma de desenvolver os laços entre o fenómeno do futebol e a sociedade, o que acabará por se reflectir positivamente na organização e na governação deste nosso desporto. A AAS é a única organização portuguesa que participa neste consórcio europeu, em relação ao qual se pode encontrar mais informações nestes links: página da AAS http://www.aasporting.org/improving-football-governance/ e página da Comissão Europeia http://ec.europa.eu/sport/preparatory_actions/documents/annexe-i-034.pdf. 

Uma parte importante deste projecto é, precisamente, perceber qual é a realidade actual no que diz respeito a estes temas. Para isso, está a ser feito um inquérito europeu pretendendo captar as percepções dos adeptos acerca da sua participação no dia-a-dia dos seus clubes e acerca de problemas transversais ao futebol nacional e europeu. O inquérito pode ser encontrado aqui http://www.aasporting.org/inquerito-online/, e solicitava a todos que o preenchessem e o divulgassem, dando a vossa opinião acerca dos problemas do futebol europeu em geral e do português, em particular. Quanto mais participarmos e nos envolvermos nos nossos clubes, mais difícil será ignorarem que o futebol é, foi, e será, um desporto para os seus adeptos.

Post de autoria de Bruno Martins

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Estamos mais fortes ou apenas menos fracos?

Um post breve procurando reflectir sobre o valor da equipa do Sporting sob 2 perspectivas:

1) No curtíssimo prazo, tendo em conta a longa paragem do campeonato e 2) sobre o nosso valor relativo, tendo em conta a importância das mexidas no plantel dos nossos competidores directos.

1) Já me perguntei vezes sem conta que importância terá para a evolução das prestações da equipa a paragem prolongada do campeonato, tendo em conta que 2 semanas de treino permitirão aprofundar estratégias e rotinas colectivas, cuja necessidade tinha ficado expressa nas exibições registadas desde o inicio de época. Por outro lado, a vitória na Liga Europa, não sendo propriamente retumbante, permitia o regresso de alguma serenidade que, pelo que se tinha visto no jogo com o Rio Ave, era também necessária, não apenas no relvado mas também no banco.

É difícil, neste tema, ser categórico. O treino, especialmente se foi usado para fazer algumas rectificações, ou até alguma reflexão da equipa técnica sobre estratégias, metodologia e operacionalização adoptadas, é fundamental. Mas o mesmo se pode dizer da competição e, na maior parte das vezes, as vitórias fazem mais por uma equipa que algumas dias de treino não conseguem, especialmente quando se trabalha bem, mas os resultados não surgem. Mas quase duas semanas sem competir - não me apercebi de um jogo treino sequer - não me parece ser vantajoso para o ritmo da equipa.

2) Não vejo como seja possível afirmar que as saídas registadas nos nossos concorrentes directos não venham a ter reflexos nas suas prestações no futuro. Hulk, Witsel, Javi e Lima - é preciso não deixar de fora o Braga, que nos últimos 3 anos ficou há nossa frente 2 vezes - eram não apenas dos melhores, mas também não deixaram descendência nos planteis a que pertenciam. Isto quer dizer que, para colmatar a sua ausência, os respectivos treinadores serão obrigados a corrigir as suas ausências com jogadores de nível individual neste momento inferior e/ou a fazer ajustamentos na sua estratégia de jogo. 

Qualquer uma das soluções a adoptar aproxima-nos dos que estavam à nossa frente, (SLB, FCP) e distanciam-nos dos que estavam atrás (SCB). Para que isso tenha alguma expressão na tabela classificativa é também importante que nos apresentemos nos próximos compromissos mais fortes do que estivemos desde que se iniciou a época. Nesse sentido o jogo na Madeira terá uma importância crucial.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Só nos saem Duques

A condenação de Luís Duque (e Rui Meireles) por crime de fraude fiscal, acto cometido enquanto dirigentes do Sporting, é grave e indiscutivelmente uma má noticia. E é grave porque, por mais que se discutam os fundamentos e até a justiça da decisão tomada, e mesmo que esta venha a ser contrariada por uma instância de apelo, o que prevalecerá nos próximos tempos na opinião pública, interna e externa ao clube, será a condenação em si mesma. Não faltará quem dela se aproveite para a usar contra o Sporting.

Como sócio e adepto do Sporting acompanhei desde o inicio este caso, que sempre me pareceu muito estranho. 

1-Desde logo o facto de ter partido de uma denúncia anónima o que indicia, mais do que um objectivo claro de desejo altruísta de justiça, o objectivo de atingir os viriam a ser constituídos arguidos no processo: José Veiga, João Pinto e o Sporting. Ou um em particular ou todos por atacado é o que falta saber. 

2-Estranhei também o envolvimento do nome do Sporting tendo em conta que não foi o clube que fugiu ao pagamento de impostos, como inicialmente se tentou fazer crer.  A menos que o Sporting tivesse decidir, em conluio com o jogador e empresário, facilitar a fuga ao fisco. Para daí retirar que outras vantagens que não apenas meter-se em sarilhos? 

3- Ou que o Sporting estivesse ligado à empresa sobre a qual recaíam as suspeitas, com desconhecimento do empresário. Este negou enquanto pôde, sendo desmentido pelas provas produzidas em tribunal pelo Sporting e, por isso, obrigado a confessar o que já era bem claro para todos. 

4- Do lado de Luís Duque agradou-me o facto de não se ter querido furtar ao julgamento, ao jeito de quem não deve não teme, mantendo desde o inicio a sua posição sobre o assunto: como dirigente do Sporting nunca cometeu nenhuma ilegalidade. Sobra, relativamente ao actual vice-presidente da SAD e a "velha" questão: deve-se demitir ou permanecer no cargo? Essa é uma questão que em primeira instância deve ser respondida pela consciência do próprio. A mim parece-me que ela deveria ter sido colocada à priori: deveria Luís Duque ter aceite o cargo antes do cabal esclarecimento de todo o caso? Neste momento os danos causados ao Sporting pela decisão tomada, dificilmente poderão ser maiores.

Como contribuinte com as contas com o fisco em dia, algumas delas prestadas de forma antecipada, tenho a a autoridade que a muitos falta para falarem sobre o tema. Tendo havido crime, que me parece mais do que óbvio, só me posso congratular com a condenação de quem o exerce. Pena é que faltem nesta contabilidade muitos outros nomes. Refiro-me concretamente a clubes e agentes que gravitam na sua órbita já que para o que diz respeito à sociedade portuguesa em geral este não é o local apropriado para falar sobre o tema.

Há momentos assim na vida das instituições. Não bastava a noticia de ontem que deu origem ao presente post como ainda nos vemos agora envolvidos na retenção de verbas por parte da UEFA por pretensa violação das normas de fair-play financeiro. Sobre este caso é no mínimo estranho que no site do clube não apareça, ao momento em que escrevo o presente artigo, uma noticia sobre o assunto que permita tranquilizar os adeptos, ou pelo menos esclarecê-los, quando já existem "reacções" em órgãos de comunicação social.

Este será um caso de resolução mais rápida (até ao final do mês) enquanto o anterior se arrastará por alguns anos pelas instâncias de apelo. Depois de algumas boas noticias, como por exemplo a deste link parece que só nos saem duques.

sábado, 8 de setembro de 2012

Relatório & Contas: 45,947 milhões de preocupações

Perante o impacto do anúncio de novas medidas de austeridade que irão onerar grande parte das famílias portuguesas (que já se encontravam sobrecarregadas com medidas anteriores) parece quase ridículo vir falar das preocupações causadas por um relatório e contas de uma SAD de um clube. Acontece que para alguns milhões de contribuintes que agora vêem a sua vida mais complicada existe um cordão umbilical ligado a esse clube e, para alguns milhares desse universo de milhões, o Sporting faz parte da sua vida diária. Para esses em particular, o contacto com a realidade dos números expressos no relatório de contas anual significa um significativo agravamento das preocupações. Neste caso, e transpondo para a moeda actual a célebre frase de que "um escudo é um escudo", estes 45,947 milhões de euros prejuízo equivalem a igual número de preocupações, que vêm a acrescer a um passivo que também é motivo de preocupação.

Os números não deveriam constituir particular surpresa se atendermos ao número de jogadores adquiridos no período em causa e o respectivo aumento de despesas com pessoal, que passou de números inferiores a 30 milhões/ano para mais de 42 milhões actuais. Qualquer Sportinguista responsável não deixará de se interrogar se esta estratégia expansionista será a correcta, quando o clima económico aconselha a prudência e retracção. A magnitude dos números ofuscam pontos positivos do exercício que, noutras circunstâncias, mereceriam outro destaque.

Manifestar surpresa, como me parece ser a reacção generalizada, me parece fazer pouco sentido: senão estes números exactos mas pelo menos a tendência estavam já pré-anunciados de há um ano a esta parte(ver entrevista de 26/05/12 aqui): A SAD comprou com dinheiro que não tinha e praticamente não vendeu, pelo que não deveria haver lugar a qualquer surpresa. Pese a diferença quantitativa, isto não é mais nem menos do que acontece na economia doméstica com que todos temos que lidar no dia a dia.

É difícil dissociar estes números de duas outras variáveis que também merecem consideração: os resultados desportivos e os resultados da concorrência. Do ponto de vista desportivo o dinheiro gasto e os resultados alcançados produzem uma sensação de desperdício: não é preciso gastar tanto dinheiro para ficar em 4º lugar, o que, grosso modo, representa um retrocesso em relação ao ano anterior. Por comparação, o Braga precisou de gastar muito menos para nos superar na classificação. Ainda sobre a concorrência, é inevitável que muitas das análises sejam feitas sobre o recente sucesso alcançado nas transferências de Hulk, Witsel e Javi Garcia, que nos parecem uma miragem. É ainda face a estes resultados que se verifica o intenso escrutínio sobre o vencimento dos administradores da SAD.

Outro item a suscitar polémica são as percentagens dos passes dos jogadores detidas pela SAD e as entretanto alienadas. Ao contrário da opinião geral, não diabolizo essa alienação. Julgo que se olha apenas para o lado negativo da questão, não se levando em linha de conta o facto de os fundos servirem também como parceiros no esforço do investimento e do próprio risco inerente à compra de passes de jogadores, sempre tão contingente. Ao abrir o plantel ao investimento de terceiros o Sporting não antecipa apenas receitas, está também a partilhar o risco de alguns desses jogadores não se valorizar como o esperado, facto tão comum no futebol e cujos exemplos são vários. Se há alguma coisa a lamentar é que o Sporting tenha chegado a esta realidade muito tempo depois dos seus principais competidores.

Como sair deste ciclo vicioso? 

Para a solução não contam os que apenas gritam e esperneiam, são estes os que mais atrapalham numa situação de emergência. 

A resposta parece-me óbvia: tem sido o futebol a tirar tem de ser o futebol a dar. E por isso é necessário melhorar as prestações desportivas a dois níveis: desde logo a produção da sua equipa de futebol.  O Sporting pode até não conseguir títulos, mas a sua equipa mais representativa tem de estar a um nível muito mais elevado e mais consentâneo com os pergaminhos do clube e da tradição do clube. Subindo esse nível o Sporting promove os seus activos mais importantes que são os jogadores, estando assim mais perto de realizar as tão necessárias mais-valias para a sustentabilidade do negócio da sua SAD. Dessa forma estará também mais próximo de alcançar os resultados desportivos que tanto necessita para satisfazer a sua enorme falange de sócios e adeptos, factor essencial para manter e alargar a sua base social de apoio. Sem isso é impossível sair do actual estado e, se tal acontecer, a actual estratégia constituirá um factor agravante da nossa condição actual.

Falamos pois de dois factores essenciais e complementares- desempenho desportivo e realização de mais-valias com passes de jogadores - para o indispensável "potenciar a marca e aumento de receitas". Esta deverá ser a preocupação primordial dos actuais corpos sociais, porque nos últimos anos temos assistido ao movimento inverso, com a marca Sporting a sofrer uma considerável depreciação aos olhos do mercado e da sua falange de apoio. Essa é a única obrigação destes ou de qualquer outros corpos sociais, uma vez que, em alta competição, não há ninguém que possa garantir a conquista de títulos. E, conseguindo, estaremos sempre mais perto de ganhar.

Olhando para o que é hoje o plantel do Sporting e comparando com o de anos anteriores não tenho dúvidas que estamos muitos níveis acima do registado em anos anteriores. Não sendo por si só garante de melhores resultados é pelo menos um factor de esperança na inversão da actual conjuntura que, não há que escamotear, é potencialmente perigosa aos mais diversos níveis.

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