quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fecho do mercado: os últimos sonhos de verão

Estão em vias de se resolver os problemas do Sporting, a avaliar pela onda de entusiasmo provocado pelo anúncio da saída de Djaló e possivelmente de Postiga. O futuro encarregar-se-à de demonstrar que a questão - os maus resultados - não é assim tão simples de resolver, embora seja meu entendimento que, com a recuperação física de Jeffren e Bojinov, a subida de forma Capel acabassem por remeter ambos os jogadores para segundas escolhas, Djaló em primeiro lugar. Continuo a pensar que, com bons resultados e subida da qualidade de jogo colectivo, o Sporting teria nos dois jogadores boas opções para alguns jogos com determinadas características. A sua saída acaba por ser benéfica, sobretudo para os jogadores, que têm direito a procurar melhores condições de trabalho. 

A ditadura imposta pelas bancadas é porém um péssimo sinal. Quando se fizer a avaliação do que foi esta época o papel dos adeptos no inêxito deste arranque não pode deixar de ser considerado. Alvalade tem sido por estes dias um paraíso para os adversários e um inferno para os nossos, não há como escamotear essa realidade, e assim é muito difícil sequer pensar em ganhar.

A esquizofrenia instalada faz com que a entrada de Elias aproxime os discursos de alguns adeptos e adversários do Sporting. Não deixa de ser curioso ver benfiquistas, portistas, e Sportinguistas exibirem as mesmas preocupações seja com o preço, seja com a qualidade do jogador, a origem do dinheiro, comparações absurdas com Pongolle, etc e tal, esquecendo que o jogador até podia estar a jogar no SLB (aí seria um golpe de mestre, substituindo Ramires por um jogador de valia semelhante, realizando ainda por cima mais-valias) e sobretudo que é um craque e que as equipas precisam é de jogadores assim para que o seu jogo suba de qualidade. Enquanto isso ninguém no FCP ou no SLB se preocupa com as aquisições dispendiosas de Danilo, Defour e Witsel porque são craques. Ai Sporting!...

Indo para a dimensão prática do negócio Elias ele significa desde já que à sua entrada terá que corresponder uma saída, que poderá ser de Pereirinha, Turam ou Martins. A hipótese de Turam rodar num clube estrangeiro parece estar em cima da mesa. Na minha opinião, e com o objectivo de procurar uma real integração deste jovem promissor, fazia mais sentido que rodasse em Portugal. Onde? No Beira-Mar por exemplo, que agora ficou sem André Marques.

Nos mentideros continuam-se a falar em novas entradas com o nome de Amauri à cabeça. Se ele mantiver intactas as qualidades e a ambição seria uma enorme contratação. Desde o jogo com a Juventus, e depois de saber a estranha disposição de Conte de o encostar, que, na minha condição de treinador de bancada, imaginava a sua contratação, não fora a costela de adepto realista pensar o quanto seria difícil de lhe pagar a cada fim do mês. Mas depois de ver chegar Elias qualquer sonho parece ser possível. Até ao fecho do mercado este é outra vez o paraíso dos adeptos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Elias, o mais caro de sempre, pode até ser barato

O Sporting acabou por adquirir o jogador mais caro de sempre, desembolsando quase 9 milhões de euros pela totalidade do seu passe. Porém, ao contrário do que era habitual quando o clube desembolsou verbas significativas (lembro-me do caso de Tello e mais recentemente de Pongolle) o Sporting contrata um jogador que é um valor seguro e num bom momento da sua carreira. A atestá-lo está a sua presença na lista de convocados da selecção brasileira, que joga este fim-de-semana em Londres.

Desde a saída de Moutinho que o Sporting penava no seu meio-campo por um camisola 8 de categoria e muitas das dificuldades na organização do seu jogo também têm passado por aí. Elias foi um jogador que esteve nas cogitações do nosso rival SLB quando este teve necessidade de substituir Ramires quando este foi para o Chelsea. A alcunha de guerreiro diz muito da forma como Elias está em campo, revelando total disponibilidade física e mental para o jogo. Para lá disso o brasileiro é um jogador com boa meia-distância e capaz de dar uma grande verticalidade ao jogo interior quer executando passes a solicitar os avançados, coisa que tanta falta nos tem feito, como se encarrega ele mesmo de criar desequilíbrios com as suas rápidas incursões nos espaços entre os defesas centrais e laterais, sempre mais preocupados com as movimentações dos avançados. 

O video que coloco a seguir é um exemplo dessa característica de Elias. Naturalmente que quem coloca estes vídeos se preocupa muito mais com os golos esquecendo tudo o resto. Por isso a jogada do primeiro golo só exibe o final de uma jogada tipica de Elias, pelo que o melhor exemplo sucede a partir do minuto 2:46 em que o jogador organiza o ataque, com um passe a solicitar Ronaldo, que havia descido a dar apoio para criar a linha de passe, acabando Elias  por finalizar na zona central, surpreendendo os defesas contrários. Ah, e o momento anterior tem o seu quê de hilariante com o médio a marcar sem querer, coisa que, convenhamos também nos daria muito jeito...


Elias é uma grande aposta do Sporting, é o jogador mais dispendioso mas não será necessariamente caro. Basta para tal que consolide o seu valor, que o faça crescer aos olhos do mercado tarefa que não é apenas da sua incunbência. Tem a palavra Domingos e, já agora todos nós.


Individual e colectivo


Deixei um comentário a meio num post anterior do LdA para fazer este upgrade. Ainda estou em transe com o resultado do jogo de domingo, por razões pessoais, não pude acompanhar todas as incidências do jogo, só vi com atenção a primeira meia hora e aquilo que vi foi suficiente para durante o restante tempo do jogo que acompanhei pelo canto do olho ir mantendo a confiança que mal ou bem iríamos ganhar. Caí na real a poucos minutos do fim com o terceiro golo do Marítimo.
Não será propriamente uma surpresa sofrer golos de canto ou bola parada, mas é uma imensa surpresa sofrer golos do Marítimo a poucos minutos do final de um jogo. Contra o Marítimo ou seja contra quem for, para se vencer um jogo e mais ainda, para se vencerem jogos regularmente tenho de conseguir manter o controlo do jogo sempre. As equipas que o conseguem fazer não só estão mais perto da vitória como são muito difíceis de vencer.

Se o Sporting tivesse já essas características no seu jogo não iria permitir lances de perigo junto da sua área no final dos jogos, mesmo que lhe fosse impossível vencer a bola estaria sempre em posse incapaz de nos prejudicar.

A pergunta do momento é de quem é a culpa!?!?

A culpa, esta culpa, tem muito pai e muita mãe. Os problemas que afectam o Sporting de alguns anos a esta parte são colectivos e não individuais. Contudo todas as soluções que se têm aplicado são individuais e não colectivas, as soluções individuais implementadas desmoronam sempre perante o problema maior que teima em ser deixado vivo e a florescer.

Não faltam candidatos a apresentar soluções mágicas para resolver de vez os problemas do Sporting, as últimas eleições são bem exemplo disso, mas gente disposta a ajudar quando os problemas surgem já são sempre muito menos. Não há organização com maior número de incompetentes por metro quadrado do que o Sporting mas basta a essas horríveis criaturas afastarem-se e integrarem outras estruturas para brilharem no seu contexto profissional.

Quem perdeu não foi o Schaars, o Carriço, o Domingos ou o Carlos Freitas, foi o Sporting e perdeu não só por questões técnico/tácticas mas por todo um histórico de evolução que tornou o nosso futebol uma estrutura pouco competitiva. Transformar esta mentalidade vai ser o trabalho difícil que Duque, Freitas e Domingos têm pela frente, não somente comprar um ponta-de-lança-que-marque-golos.

A resma de defesas laterais que o Sporting já comprou, ao longo dos tempos, é apenas um sintoma, um sintoma que se explica simplesmente. Se hoje se demitir toda a estrutura do futebol e amanhã, eu, for empossado dessa responsabilidade, só com 24 horas para fazer compras, se calhar também vou tentar comprar mais três ou quatro caramelos para ver se assim resolvo um problema que nem sequer conheço.
Na última década quantos presidentes teve o Sporting? Quantos directores tiveram cada presidente? Quantos treinadores? E por fim quantos jogadores? Eram todos maus? Eram todos tão maus para produzir os piores resultados de sempre? São os actuais maus?

Temos de implementar em Alvalade uma época de estabilidade, porque só com ela há responsabilidade e só assim é possível oferecer aos profissionais condições de confiança para surgirem as suas qualidades, por oposição seremos apenas uma máquina trituradores e pessoas, sem distinção alguma entre os competentes e os incompetentes.

Julgo que não restam dúvidas sobre a revolução que está em marcha em Alvalade, imagino o que seja chegar de férias no dia um de Setembro e encontrar 17 companheiros novos no trabalho, mais novos líderes e formas de liderança e ter isso a render num mercado onde a cada semana posso ser líder de mercado ou micro-empresa.

Há tempo? Não, não há tempo, este grupo terá de ser um árbitro para Pinto da Costa, heróis, para aguentarem a crítica e o insulto individual que os seus erros colectivos vão criar. Se sobreviverem a esta provação pode ser que estejam criadas as condições para uma nova era de sucesso no Sporting, se não será apenas mais um capítulo das trevas.

Por alguma coisa dizia por alturas das eleições que o melhor Presidente seria aquele conseguisse ter condições e vontade para fazer vários mandatos consecutivos. Venha de lá o próximo jogo e depressa que qualidade não falta no Sporting e sem resultados será impossível evoluir e atacar o exterior do Sporting.

Uma prenda mais do que merecida II

O Sporting decidiu recompensar os sócios do inegável apoio que estes têm prestado à equipa e que tem tido equivalência quase nula em termos de resultados. Esta foi uma sugestão aqui deixada ontem e por isso muito nos apraz registar que ela tenha sido acolhida pelos corpos sociais. Não por nós, mas porque os sócios de um clube são o seu activo mais precioso e inalienável. E também porque os miúdos  merecem jogar num estádio composto de acordo com a importância do momento (a NextGen Séries é o lançamento de uma espécie de Champions League para a formação) e de acordo com o valor estratégico que representam para o clube. 

Assim todos os sócios que tenham disponibilidade e quotas em dia têm amanhã um bom motivo para acorrer a Alvalade e apoiar um grupo de miúdos que tão bem nos representou à cerca de um mês em Liverpool.

Em frente Sporting!

Quando o azar se opõe ao sucesso

Estranhei a ausência de André Marques no alinhamento do jogo do Beira-Mar. Tinha-o visto em Aveiro, num jogo de má memória para nós, mas que foi uma boa exibição deste nosso jogador emprestado, pleno de acerto e confiança. Várias vezes me perguntei, no decorrer do jogo, o que teria levado a investir os 3 milhões no Evaldo que André Marques não pudesse fazer igual e mais barato.

A resposta à minha perplexidade chegou com toda a violência: André Marques fez mais uma ruptura de ligamentos, continuando o seu calvário de lesões. A imagem é bem elucidativa do desespero do lateral-esquerdo, certamente já à espera do pior. Com 24 anos e com qualidades para fazer bem a posição apenas as lesões se têm oposto à sua afirmação definitiva. Com o contrato a terminar no final da presente época, André Marques merece não ser deixado à sua sorte, é afinal um dos nossos. À atenção do departamento de futebol. Boa recuperação e que o azar te deixe em paz.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Uma prenda mais do que merecida

Chamou-me à atenção a forma como o Arsenal resolveu aplacar o sofrimento dos adeptos depois da copiosa derrota em Old Trafford que, por muito tempo, será lembrado pelos gunners como o palco de um dos seus maiores pesadelos. 

Tendo em conta o sucedido a direcção do clube de Londres decidiu indemnizar os adeptos presentes em Manchester, comprometendo-se a custear as despesas de uma próxima deslocação.

Um prémio mais do que merecido porque uma das imagens mais fortes de todo o encontro e que, como adepto, me comoveram foi o facto de grande parte dos apoiantes do Arsenal terem permanecido até ao final do jogo ( o que pode resultar de uma obrigação por razões de segurança) altura em que exibiram orgulhosos as suas cores. Eles sabem que a história de um grande clube se escreve de glórias e fracassos e estes não apagam um passado glorioso, são as cicatrizes que ficam das refregas. Uma boa lição para mim, que há 2 épocas, e por muito menos, abandonei o Dragão sob o peso da irritação que me provocava mais do que a derrota, o desmazelo que a ela conduziu.

Com apenas 3 jogos disputados os adeptos Sportinguistas vivem dias de angústia pelo futuro imediato do Sporting no presente campeonato. Sofrimento esse que é agravado pelo contraste entre a expectativa criada de este poder ser um ano melhor e uma realidade que a desmente, de forma atroz, como se tivéssemos aprisionados, qual prisão perpétua, a um estado de incapacidade permanente. Sei que já estamos em cima da hora mas julgo que seria uma medida a considerar abrir as portas de Alvalade no próximo jogo da NextGen Series a todos os adeptos e sócios ou pelo menos a estes últimos. O jogo é na próxima quarta-feira e seria um rebuçado para adoçar as amarguras leoninas. Desse modo premiar-se-ia igualmente os nossos jovens jogadores, que tão bem se portaram em Liverpool, levando mais longe e mais alto o nome do Sporting ao permitir-lhes jogar num estádio com uma moldura humana mais de acordo com os jogos grandes.

Elias (o profeta?) e os sermões aos peixinhos

Não foi assim como tinha previsto (leia-se desejado) foi mais assim:


(Para quem não gostar do género tem aqui uma versão ligeira).

De tal forma que pouca ou nenhuma vontade ficou para escrever mas acabo por o fazer porque, apesar da desilusão e do desespero (ou até por isso mesmo),  é necessário não perder a perspectiva. Neste momento são tão inúteis como desadequados à realidade e aos interesses do Sporting os que encolhem os ombros como se nada se passasse como os que, mais uma vez, espumam sedentos de sangue. Desconheço a verdadeira dimensão dos últimos mas são pelo menos os mais notórios e turbulentos.

É conhecida de todos aquela sensação de que os jogadores quando chegam ao Sporting parecem perder valor. Trata-se, na maior parte dos casos, de um erro de paralaxe, que o caso de Evaldo é um bom exemplo. Nem era tão bom como parecia, beneficiou duma boa época da sua equipa, nem é tão mau como agora dizem que é. O mesmo se parece passar agora com Domingos. De besta a bestial foi um ápice, embora a bestialidade que se lhe atribui não chega aos calcanhares de comentários como este e que podem ser lidos em qualquer caixa de blogues do Sporting, neste em particular, no post anterior: “O Domingos é um tripeiro ferrenho e um pau mandado pelo PdC para vir acabar com o nosso clube. Se não forem tomadas medidas sérias, coerentes e responsáveis o quanto antes, este ano descemos de divisão.” Com amigos destes o Sporting nem precisa dos árbitros nem de outros inimigos.

No entanto não ilibo o treinador do momento que o Sporting vive. Porque acredito no seu valor confesso que Domingos me tem deixado perplexo. Mas também sei perceber que, para lá dos erros que tem cometido, e que tentarei identificar mais adiante, é evidente que, com erros como os de ontem a defender bolas paradas – não devemos ter acertado uma, quase todos os lances do género resultaram em perigo na nossa área – e com arbitragens a errar sempre contra nós é difícil ganhar um jogo e sobretudo ganhar confiança, logo estabilidade. Sem que isso funcione como desculpa o Sporting não pode ignorar os erros constantes contra nós em TODOS os jogos até agora disputados e quase todos eles em momentos cruciais do jogo. Se é verdade que, com uma equipa que defende tão mal como vimos ontem, é difícil ganhar também é verdade que, com arbitragens inclinar o campo constantemente também não é fácil.

Mas quem vê o Sporting jogar não vê no seu jogo as qualidades que se distinguiam nas equipas de Domingos, as do Braga em particular. Uma das diferenças que mais me pareceram óbvias ontem foi o aparente desconhecimento do adversário e a leitura de jogo a partir do banco. Tenho dúvidas da eficácia deste  4x3x3 em geral e para ontem em particular. Sem entrar na histeria demente que se apossou da maioria dos Sportinguistas, não me parece que Postiga seja o homem para jogar sozinho na frente, mas não tenho dúvidas que não há elemento ideal para jogar àquela distância do jogador mais próximo. 

Continuo a pensar que o problema maior continua a residir no meio-campo. Ontem, com uma unidade a menos nesse sector (o Marítimo jogou com 4) a equipa jogou sempre partida, revelando muita dificuldade em ligar o seu jogo, sintoma que vem de trás, tornando-se por isso preocupante que Domingos não consiga mudar a tendência. É também preocupante, desesperante até, que, ao invés dos progressos sejam notórios os retrocessos. Preocupação que se agrava ao verificar que, quando quis mexer na equipa, mexeu sempre fora desse sector, não resolvendo com isso nada. Pior, a saída de Capel, Postiga e Djaló apenas acentuou a fractura exposta, mesmo que os que clamam pelo linchamento dos dois portugueses se esforcem por não reparar. Mas eu não sou santo, nem padre nem Vieira e por isso não me vou pôr a dar sermões aos peixinhos. Concluo apenas que, tal como disse sempre, e ontem ficou mais evidente, o Sporting não tem um problema com Djaló ou com Postiga, senão não teria problemas sequer.

Não me surpreende que o Sporting se vire agora para Elias, que, do que conheço do jogador, é uma excelente aquisição. Revela também que Domingos e a estrutura para o futebol continuam atentos e diagnosticar bem os problemas, como se viu aliás com a aquisição de Ínsua, esperando que tenham acertado também agora na prescrição. Sem Matias, Aguiar, com Izmailov a não arrancar, (fez 2 golos no campeonato mas as suas actuações têm sido sofríveis), Schaars, Capel e Rinaudo idem, aspas, e Jeffren coxo continuaremos com muitas dificuldades. Elias poderá dar uma ajuda preciosa, mas que se tornará inútil se os problemas que são colectivos persistirem.

A paragem do campeonato, que era vista por mim como benéfica, no actual quadro ganhou contornos de fundamental. Além do tempo extra para análise de processos, de estratégias e de cura para lesões cria-se espaço para esvaziar alguma da muita pressão que a desilusão que depressa se instalou e se transformou na amargura auto-fágica que nos caracteriza e que constitui um dos nossos problemas endémicos. Doença essa que se contagia à equipa e que também me parece estar a desestabilizar Domingos.

P.S. - Para os que insistem que Domingos deveria jogar com mais novos jogadores quem podia ter jogado ontem no lugar de Patricio, João Pereira, Polga (ou Carriço) Evaldo, Izmailov, Yanick ( a lesão de Jeffren confirma-o)? 

P.P.S. - Se o problema do Sporting é a altura da defesa porque é  que Baba, da altura de Carriço e Polga marcou o terceiro golo? E porque é que o SCBraga de Domingos, com uma defesa sensivelmente com uma média de altura semelhante, consentia poucos golos?

domingo, 28 de agosto de 2011

Os erros de sempre

Os nossos erros, quer dos jogadores - 3 golos oferecidos, dois de bola parada e uma oferta de João Pereira - e do treinador - Domingos leu sempre muito mal o jogo -  os da equipa da arbitragem (golo limpo anulado, um golo do adversário marcado com o ombro, penalty por marcar, expulsão perdoada) a que se juntou a tradicional falta de sorte, com a lesão de Jeffren no momento imediato ao lance do empate. E está tudo dito, e que já é muito mais do que me apetece dizer.

Ficha do jogo:



Logo vai ser assim


Logo vai ser assim, suor, empatia, comunhão, acerto.

"Then I guess I'll just begin again
You say can we still be friends"

Lista de convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo;
Defesas: Daniel Carriço, Polga, Onyewu, Evaldo e João Pereira;
Médios: Schaars, Izmailov, Capel, Jeffren, Carrillo, Rinaudo, André Santos e André Martins;
Avançados: Bojinov, Wolfswinkel, Yannick, Postiga e Rubio

sábado, 27 de agosto de 2011

A preciosa ajuda de Pinto da Costa ao Sporting

Com o fim da absurda greve dos árbitros terminou mais uma batalha do Sporting contra o sub-mundo do futebol português, com uma vitória em toda a linha do  nosso clube. A guerra essa está longe de se poder considerar ganha e seguirá com certeza nos tempos mais próximos e cujos efeitos serão visíveis nos relvados e em todos os locais onde os interesses do Sporting estejam em causa.

Foi com uma saída pelas portas dos fundos e com o rabo entre as pernas que Luís Guilherme deu por encerrado o boicote. Tendo começado a falar grosso, exigindo desculpas públicas quando deveria ser a classe que representa a retratar-se, acabou por retirar-se mudo para os bastidores, meio onde se movimenta com maior à vontade, menor exposição e resultados mais profícuos.

Mas não são só os árbitros e os seus representantes que saem chamuscados de um incêndio sem qualquer justificação, a não ser para os Neros que pululam pelo futebol português. Em todo este processo nunca se ouviu a voz de um clube que se solidarizasse, o presidente da Liga preferiu a actuação discreta evitando a condenação pública  mais que obrigatória por quem tem obrigação de proteger a indústria, e até a imprensa especializada, que vive do fenómeno, preferiu a desinformação ao rigor. O texto de Luís Sobral, do MaisFutebol, será um exemplo que fica para o futuro do quão rasteiro e primário se pode produzir a troco não se sabe muito bem de quê. E atente-se na capa do Record dos dias que antecederam os dias do jogo com o Beira-Mar e o silêncio sobre o assunto que vê na sua primeira página de hoje. Só "ABola" faz hoje referência ao facto no canto superior direito da sua capa.

Valha a verdade que para ter a certeza da justeza da luta encetada contra afronta de João Ferreira, e sobretudo dos motivos obscuros que a fomentaram não precisávamos do apoio de terceiros. Nem o Sporting pode ficar à espera que tal aconteça. O que era contudo inesperado é que o Sporting recebesse a preciosa ajuda de Pinto da Costa e do seu lacaio madeirense Rui Alves. Ao declararem-se a favor dos árbitros mais não fazem do que confirmar  que o Sporting está do lado justo da questão.

Tenho todo o respeito pelas instituições desportivas que são os nossos rivais e por muitos dos seus adeptos, com quem tenho relações de amizade que muito me orgulham. Mas sem bem quem é quem no futebol português e por isso muito me agrada que o mesmo que o ano passado se referia a nós como "os seus amiguinhos" hoje se declare sem perceber qual é a nossa estratégia. Pinto da Costa não gosta de futebol gosta apenas de si em primeiro lugar e depois do clube que preside. Por tudo aquilo que já fez ao futebol português e em particular ao Sporting, só podemos estar em lados opostos. Assim ao afirmar, com evidente agaste, que "“até há um mês, os responsáveis do Sporting diziam que não falavam de arbitragem. Agora só eles é que falam. Não compreendo a estratégia.” Pinto da Costa presta-nos um pequeno mas significativo favor.

Ah, e depois da choradeira de ontem aqueles que continuamente desrespeitam o Sporting a última coisa que nos podem chamar é calimeros... Para esses lembro o que dizia um célebre arquitecto, aguentem...

Será desta?


O 15.º reforço do SCP 2011/2012.

Finalmente o Insua parece vir resolver uma lacuna que dura desde que o Rui Jorge saiu do plantel do SCP. Mesmo contabilizando o Rodrigo Tello que, como se sabe, foi adaptado ao lugar. A verdade é que se deixou fugir o chileno e, desde então, só apanhamos com cromos caros na lateral canhota. Oxalá o 15.º reforço de 2011/12 consiga impor-se na titularidade. Seria bom sinal.

Boa sorte ao Emiliano Insua.


PELO SPORTING, SEMPRE!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O que diz a Europa

Clique na imagem para ampliar
Lázio, Zurique e um ignoto Vaslui foram-nos atirados ao caminho pelo sorteio da UEFA. Uma equipa difícil e duas acessíveis é a  minha interpretação pessoal do que nos coube em sorte. Faltando ainda conhecer o ordenamento dos jogos, não espero outra coisa que não seja o apuramento do Sporting para os 16 avos de final da competição.O calendário também não é propriamente desfavorável:

15/9 - Zurich - Sporting
29/9 - Sporting - Lazio
20/10- Sporting - Vaslui
3/11 - Vaslui - Sporting
1/12 - Sporting - Zurich
14/12- Lazio - Sporting

Assim, deslocamo-nos à Suiça entre a quinta e a sexta jornada ( Rio Ave fora, Setúbal casa) recebemos a Lázio antes da deslocação a Guimarães, na sétima jornada, evita-se uma deslocação tardia à Roménia, que ocorrerá entre a nona e a décima jornada (Feirense fora, Leiria em casa), tendo já jogado em casa com os romenos antes de receber o Gil Vicente na oitava jornada. A recepção ao Zurich far-se-à depois do derby dos derbys da décima-primeira jornada. O último jogo de apuramento, em casa dos italianos ocorrerá depois da recepção ao Nacional.

Ainda na Europa os leitores mais atentos ainda se lembrarão do que aqui escrevi quando dando conta que o a apresentação do novo treinador do FCP poderia significar uma clarificação para o futebol português. Era obviamente uma brincadeira mas, a avaliar pelo que se vê no AS, talvez não seja tanto assim. Cliquem na imagem para ampliar:

Campanha Sportinguista "JÁ ERA" a favor da ISENÇÃO E VERDADE DESPORTIVA NO FUTEBOL PORTUGUÊS

Vitimas da nossa performance desportiva que esperamos ver melhorar já neste domingo mas, agora com maior clarividência perante todos, vítimas de um vil e cobarde ataque por parte de um determinado sector da arbitragem que entende ter mais força que o Sporting Clube de Portugal!

Há mais de dez anos que vêm brincando e “gozando” com o clube e com os sportinguistas, coadjuvados com a tradicional postura institucional expressa no "somos diferentes".

Esqueceram-se, porém, dos quatro milhões de adeptos do Sporting Clube de Portugal...da força e do contributo deste clube centenário no desenvolvimento desportivo do país. Da importância deste clube na vida desportiva de cada português. Na luta que todos os sportinguistas se revêem e acreditam na prossecução da verdade desportiva, da isenção, da competência e responsabilização.

Equivocaram-se quando não contemplaram a realidade dos quatro milhões de adeptos do Sporting Clube de Portugal serem igualmente consumidores de diversos produtos e serviços no seu quotidiano.Produtos e serviços, que alguns patrocinadores da Liga oferecem...

É importante a clareza de solidariedade entre todos os sportinguistas este momento crucial. A capacidade de reacção e pró-actividade de cada sportinguista colocada ao serviço do clube, de forma aglutinadora e sentida.

Nesta luta pela verdade que colocará de cócoras, não o Sporting Clube de Portugal, mas todos aqueles que têm, e tiveram, a veleidade de nos afrontar.

O tempo do leão adormecido...JÁ ERA!
O tempo do conformismo em Alvalade...JÁ ERA!
O tempo de respeitar quem não nos respeita, em Alvalade...JÁ ERA!
O tempo da vida facilitada em Alvalade para árbitros e adversários...JÁ ERA!

O tempo das cadeiras vazias em Alvalade...Já ERA!

Este Domingo tem uma cadeira à sua espera em Alvalade! Solidarize-se apoiando a equipa e corra para ocupar o seu lugar no Estádio!
Se perder muito tempo...Já ERA!

Sporting SEMPRE!

Associação de Adeptos Sportinguistas

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os dias de cão não terminaram.

Antes da análise breve ao jogo permitam-me uma nota pessoal. Voltei a ver um jogo do Sporting com o  nervosismo de outros tempos e ao contrário dos últimos anos, em que me sentava no sofá meio resignado com o que o jogo desse. E esse nervosismo deve-se ao facto de acreditar nesta equipa e por perceber que as incidências dos jogos anteriores iriam condicionar a actuação nesta partida.

Dificilmente encontraremos uma partida que fique tão bem condensada no que sucedeu nos primeiros dez minutos de jogo. Domínio sufocante da parte do Sporting, pontuado por deficiente capacidade de concretização mas que começa com um descuido que tornaria a tarefa obrigatória de passar a eliminatória num suplicio. Foi assim que seria disputado praticamente todo o jogo, acabando o resultado por ser injusto face ao volume e à qualidade de jogo produzido. 

Não posso terminar sem mencionar os grandes derrotados da noite, os profissionais do assobio que estiveram em Alvalade. Infelizmente todas as famílias têm os seus elementos menos dotados intelectualmente e o Sporting não é excepção. Se se entende que Dajló é mau acham que assobiando ele joga melhor? E logo hoje que foi dos avançados mais produtivos? O mesmo serve para os que assobiaram Patrício nas reposições de bola. Só quem tem uma visão redutora do futebol pensa  que o pontapé de baliza é apenas para mandar a bola para frente.

Apesar de a produção ter melhorado muito não se pense que os dias de cão ficaram para trás. Quem vos diz isto é alguém que acredita no valor desta equipa. Domingo há mais.

Em frente Sporting!

Ficha do jogo:

 

Preparados para as surpresas?


Uma das características que torna o futebol numa das modalidades desportivas mais apreciadas pelo mundo inteiro é a sua imprevisibilidade. Estatisticamente as melhores equipas ganham mais vezes às piores mas, de quando em vez, as surpresas acontecem.

Logo, quando o Sporting disputar com o Nordsjaelland o acesso à fase de grupos da Liga Europa, apenas não será surpresa a normal a qualificação do nosso clube. Mas mesmo esta, que estou confiante que irá ocorrer, poderá ser recheada de acontecimentos inesperados. Desde a qualificação fácil, pontuada com vários golos, até à decisão nos últimos momentos da eliminatória. Por isso é bom que, quem for a Alvalade se prepare para qualquer eventualidade. Inclusive a de uma boa exibição do Sporting. Hoje são precisos corações fortes e quem não puder ajudar pelo menos que não atrapalhe.

P.S.- As recentes afirmações de Rui Alves podem permitem perceber melhor que tipo de forças se alinham para a disputa do lugar mais apetecido do futebol português. E tendo ele o que disse só confirma, se preciso fosse, que o Sporting está do lado bom da questão.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Caso João Ferreira: o que saiu da reunião de Luíses

Não deu em nada a reunião patrocinada pela Liga e que juntou à mesma mesa o presidente da APAF, Luís Guilherme e o presidente do Sporting, Luís Godinho Lopes. E dificilmente poderia dar algum resultado, a não ser que o Sporting se submetesse a uma exigência sem sentido de quem o chantageou, como seria a apresentação de um pedido de desculpas.  

Sabíamos que o futebol português em muitas matérias e em alguns episódios rivaliza com o que há de melhor na ficção mas este caso passou todas as marcas. Os árbitros tomaram uma decisão injusta, precipitada e ilegal e agora, para corrigirem o acto, exigem a quem prejudicaram uma reparação pública. Tendo em conta  o que a classe representa para a história do Sporting das últimas 4 décadas isto seria mais ou menos o mesmo que uma organização mafiosa exigisse um pedido de desculpas a uma sociedade que se declarasse farta de ser continuamente flagelada. Com a agravante de nem sequer darem indicações de contrição ou de intenção de interromper a actividade.

Este comportamento da classe seria sempre altamente censurável, fosse praticado por quem fosse, mas é agravado pela peculiaridade das funções em que os árbitros são investidos. São-lhes conferidos poderes excepcionais que exigem igualmente comportamentos exemplares, distantes do vulgar adepto ou dirigente do futebol. Ao invés, no futebol português, confundem-se os polícias e os juízes com os ladrões. 

Não foi por acaso que o único que tenha falado até agora após a reunião tenha sido o representante dos árbitros. E também não é surpreendente que, tendo falado, tenha piado mais fininho do que anteriormente, mantendo, no entanto, o tom surreal do seu discurso. Exige Luís Guilherme que que o Sporting reconheça que não há premeditação nem má fé por parte dos árbitros”. Ora o que tresanda deste caso precisamente, com todos os seus contornos, é que os árbitros premeditaram e concertaram uma actuação de má fé, pensando que sairiam impunes porque o clube era o Sporting. 

Pouco interessa agora saber se tudo isto se insere numa luta pelo poder que em breve irá ser distribuído por força das eleições federativas, que ocorrerão em breve. Quem quer ver as águas do futebol português despoluídas tem neste caso surreal uma soberana oportunidade para o conseguir. E para tal nem precisa de construir uma dispendiosa depuradora. À força de tanta impunidade são os excrementos que dão à tona da água, desmascarando-se. Como se preciso fosse… (vide casos Guímaro, Calheiros, Apito Dourado, e o presente...)

Falta apenas em tudo isto perceber como é que o Sporting quer jogar os trunfos que sempre teve e os que agora lhe saíram do baralho. Não é a hora de subtilezas. É altura de jogar todas as cartas. Não falta no acervo de sócios e adeptos do Sporting nomes com peso social e institucional capazes de dar visibilidade a esta luta que é justa e que devia ser de todas as pessoas de bem, que não apenas dos Sportinguistas. A nós, que o somos, só nos acrescem as responsabilidades.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Caso João Ferreira: o show das marionetas

Prosseguiu ontem, com a reunião marcada de urgência pela APAF em Leiria, a mais recente novela do futebol português em que o Sporting se viu envolvido, sem direito a opção ou sequer um simples casting. Para os que estão menos atentos aos episódios anteriores recomendo a leitura dos posts anteriores sobre o assunto: "O caso João Ferreira ou quando as máscaras caem" e a "Hora de soltar o Leão! Ou porque o Sporting está mais forte".

As noticias mais recentes indicam que não há unanimidade no seio da arbitragem,  o que permite entrever um raio de bom senso no seio de uma classe que, ao longo das últimas 4 décadas, se tem portado como simples marionetas nas mãos de quem detém o poder, arruinando por muitos anos a sua própria credibilidade. Que ninguém tenha dúvidas: terá que passar pelo menos uma geração de gente com carácter e impoluta para que o comum dos adeptos aceite sem suspeição os erros inevitáveis dos homens do apito e das bandeirinhas. E como essa renovação ainda não começou a era da suspeição está para lavar e durar e branquear…

Continuando com o que nos dizem hoje os média, a Liga procurará intermediar uma solução para o impasse em que João Ferreira e a sua associação de classe nos mergulharam. A associação de clubes parte, no entanto, fragilizada na sua posição de mediadora deste conflito que, convém lembrar uma vez, é unilateral. Para essa fragilidade concorre a divulgação pública da comunicação feita pelo presidente Fernando Gomes a recomendar maior contenção verbal aos clubes, num nítido tomar partido pela causa dos árbitros e contra aqueles que devia defender. Passaram apenas 2 jornadas e as decisões tomadas em campo, revelando critérios à medida de uns e contra outros, inquinam já a verdade desportiva. Perante o acto injustificado de João Ferreira o mínimo exigível era a condenação pública e não um comunicado pífio. A falta de solidariedade dos restantes clubes – ninguém tomou posição pública, revelando solidariedade, certamente com medo de represálias, mesmo sabendo – diz bem da luta difícil que o Sporting tem que empreender.

Como sócio do Sporting revejo-me num Sporting disponível para se sentar à mesa visando esclarecer a sua posição mas intransigente porque nada tem a negociar. O Sporting tem o direito de achar, pelo histórico, que os árbitros são incompetentes e se os árbitros não gostam que arbitrem melhor, ao invés de se portarem como virgens ofendidas. E quem salta de cama em cama, encostando-se a quem lhes pode favorecer, como têm feito os árbitros ao longo dos anos, não pode vir agora reivindicar tal estatuto.  Essa convicção de incompetência é até insuficiente face ao que representa o sentir de uma enorme maioria dos adeptos, seja de que clube for. Essa censura pública é que deveria afligir os árbitros e que funciona como uma nódoa gordurosa e feia nas camisolas que vestem.

Dito isto espero não só  que o Sporting não recue um milímetro, mesmo que tenha que venha a sofrer retaliações, como se prepare para uma luta que será sem quartel mas tem que ser feita, e só peca por tardia. Chega de desrespeito por uma das instituições desportivas incontornáveis neste País. E nem a nossa menor produção futebolística nos deve tolher porque aquela não pode ser dissociada do que aconteceu logo na primeira jornada e o que vem acontecendo nos campos onde jogam os nossos adversários, onde a vergonha continua. Nesse sentido só posso ter como ingénuas o contentamento geral pela arbitragem de Fernando Martins em Aveiro. Não só o processo que conduziu à sua selecção é mais do que dúbio, assim como também, e perdoando algumas minudências, as decisões tomadas durante o jogo não revelaram os mesmos critérios que beneficiaram alguns concorrentes. Basta ver o lance do Hulk, nas Antas e o de Wolfswinkel em Aveiro.

Custa-me ter que me referir assim a um sócio cinquentenário mas Vitor Pereira, peça incontornável em todo este processo, tem-se portado como uma marioneta. Na sua condição de Sportinguista que, ao que julgo saber, foi proposto pelo seu progenitor, o que lhe pedíamos era isenção. Tão só. Ao invés, o que lhe temos visto é o papel de homem de mão de interesses que não só colidem como são hostis aos do nosso clube. A sua posição face ao sucedido é um contraste gritante como o que fez num passado recente. O apoio público a João Ferreira é não só contra o bom senso como contra o direito, com muito bem lembra Manuel Meirim. Sei bem que o Sporting surge aqui como peão de brega na disputa pelo poder que as próximas eleições representam no futebol português. Fechar os olhos à humilhação a que nos querem sujeitar é renunciar ao compromisso mínimo que qualquer adepto, mesmo que muito distante, não pode prescindir. Como presidente do Conselho de Arbitragem demitiu-se já ao descartar o problema para a Federação.

Não termino sem tocar dois pontos sensíveis.

Saúdo o regresso de Dias da Cunha à luta, ele que bem sabe do que estamos a falar, parafraseando Octávio. Mas achei infeliz a referência a Nolito, porque para além de não concordar com o essencial, não esqueço que, com mesmo critério que o espanhol beneficiou, Postiga já teria um golo e, sobretudo, não estaríamos  nem na mesma posição na tabela classificativa e sobretudo tão pressionados.

Por outro lado lamento os timings de Bruno de Carvalho, assim como também as suas declarações. Não que não ache pertinente a análise ao fundo recentemente criado e que não lhe reconheça o direito a pronunciar-se sobre o clube, como sócio que é. Mas lamento que pouco ou nada tenha a dizer sobre a questão candente da arbitragem, quando o seu clube está sobre um ataque inédito e cerrado, ficando-se por um anémico "Não me parece caso para tanto alarido, para boicotes ou para reuniões sobre o assunto, (…)". Um erro de perspectiva pensar que se pode ficar pelo acento tónico na gestão de Godinho Lopes, retirando dividendos do mau momento desportivo e esquecer-se de sair a terreiro contra quem ataca o Sporting. Na devida altura alguém se encarregará de lhe lembrar...

Em anexo segue o comunicado da A.A.S., que pode ler, clicando em cima das imagens:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sob o signo da frustração

Festa estragada 
Aveiro foi ontem em tudo um jogo em casa, da relação de espectadores do Sporting com os adversários, do apoio destes à equipa, à cor das cadeiras, e até o fosso estava lá. Não semelhante ao que conhecemos de casa mas o que ainda separa a actual equipa de ser uma grande equipa. Mas a festa inicial depressa esmoreceu e foi sob o signo da frustração que os milhares de Sportinguistas que acorreram ao estádio de Aveiro debandaram para as suas casas. Os comentários que se podiam ouvir entre a multidão espelhavam-na, bem como a perplexidade e a desorientação. À perca irreversível dos dois pontos soma-se agora o risco da debandada, podendo as bancadas de Alvalade e dos estádios onde o Sporting se desloca voltarem a pertencer aos poucos do costume. O espírito geral de ontem em tudo se assemelhava ao que vivi em Paços de Ferreira há cerca de um ano, apesar de lá termos saído com uma derrota. 

Estaremos assim tão iguais? 
Pelo menos nos resultados, que é para onde a generalidade dos adeptos olha, estamos até pior, uma vez que coleccionamos 2 empates quando, no ano passado, tínhamos 1 vitória e uma derrota. Mais um ponto portanto. 

Frustração gera frustração 
Mas a frustração não parece circunscrever-se apenas às bancadas, parecendo também estender-se até ao banco dos suplentes. É pelo menos assim que vejo a dupla substituição operada por Domingos, com a retirada simultânea de Djaló e Matias que me pareceu precipitada. Quando elas ocorrem já a equipa parecia ter acordado e a imprudência acabaria por custar caro a Domingos, quando Rodriguez foi obrigado a abandonar por suspeita de lesão muscular, deixando-o sem poder mexer na equipa na 2ª parte. É nas alturas de maior pressão que se pede sangue frio na cabeça do treinador, não podendo este sucumbir às tentações de um mero treinador de bancada como somos todos e cada um de nós. Se o jogo não estava talhado para as características de Djaló,  a verdade é Izmailov pouco trouxe de melhor. O que me leva a concluir que aquilo que sempre tenho afirmado por aqui faz sentido: o problema do futebol do Sporting não é deste ou daquele jogador, mas sim da sua organização do seu jogo, um problema colectivo portanto.



(Des)confiança 
Não me parece também de descurar o problema de confiança que parece afectar a equipa e que acaba por ser uma pescadinha de rabo na boca. Foi notório que a uma boa entrada nos primeiros momentos do jogo se seguiu a desorientação, perante a readaptação do Beira-Mar. A ausência de golos não só retira a confiança e logo o discernimento, tolhendo a capacidade individual. Por isso da bancada os nossos jogadores tornam-se mais parecidos em valor com os jogadores dos nossos adversários menos dotados.  Quebrar esta espiral descendente não se afigura fácil, tornando o próximo jogo num pesadelo antecipado vezes sem conta na cabeça de adeptos e jogadores.



Desligados 
Daquilo que tenho observado desde o inicio da época, e  que ainda ontem constatei, o problema do Sporting começa precisamente no momento da construção do seu jogo de ataque. Rinaudo e Schaars, geralmente muito competentes a recuperar a bola, não mantêm o mesmo nível no passe, ficando a ligação com o sector dianteiro afectada. O argentino é mais popular que o holandês mas a sua eficácia tem-se resumido à recuperação de bolas, sendo muitas as ocasiões que perdia a sua posse por descuido. E ambos estão demasiado agarrados às suas posições, não criando desequilíbrios nem oferecem apoio. Matias não estava a ter um jogo muito feliz mas também é verdade é que nem nunca foi muito solicitado nem ofereceu muitas linhas de passe, caindo na marcação cerrada que lhe foi movida. 

Sem jogo interior que nos permita fazer chegar a bola e jogadores às zonas frontais o golo vai continuar a ser uma miragem. Capel, muito esforçado, pouco mais fez do atirar bolas da linha lateral para a molhada e, sempre que flectiu para o interior, nunca contou com apoios próximos que lhe oferecem-se uma tabela, ficando a defesa do Beira-Mar quase sempre confortável com o nosso jogo. Ao invés, Wolfswinkel era um  peixe fora de água e, nestes moldes, depressa substituirá Postiga no coração dos adeptos… Ele ou qualquer outro que tenha que fazer aquele lugar nestas condições. E convém salientar que, mais uma vez, o Sporting não usou a meia-distância como arma.



Mau sim, péssimo não 
Os mais descrentes dirão que está tudo mal mas, depois dos dois jogos para o campeonato, parece-me que defensivamente a equipa está mais segura. Dizer que o adversário não conseguiu pôr a nossa defesa à prova é não reconhecer as diferenças para o ano passado, em que grande parte dos jogos acabava por ser divido. Tornando o campo mais curto mantém-se a bola mais longe da nossa área e, não sendo remédio para todos os males, põe problemas suficientes aos adversários menos cotados como Olhanense, e Beira-Mar. Não será por acaso que, em 270 minutos de jogos oficiais, não devamos ter consentido uma mão cheia de remates na nossa área. Não me parece ser casual que o Sporting tenha apenas sofrido 1 golo, resultante de um único remate no jogo em causa. 

À atenção de quem for a Alvalade 
Quando as coisas correm mal fica-se sempre sem saber o que será melhor. Se seria melhor haver um intervalo maior, por forma a corrigir os erros. Ou jogar logo no dia seguinte de forma a não dar azo a que as desconfianças dêem à luz adamastores. O calendário resolverá o dilema na próxima quinta-feira. A bola está do lado da equipa e quando digo “equipa” não refiro apenas os jogadores. Grande parte do que é necessário fazer compete-lhes a eles. Não tem sido por falta de apoio que as vitórias não surgiram ainda mas sem ele será mais difícil. A ínfima parte que nos cabe como adeptos pede nervos de aço porque, a manterem-se as actuais dificuldades (não creio que seja apenas a eficácia, porque todo o jogo ofensivo continua muito débil, produzindo poucas oportunidades por jogo) o jogo pode arrastar a decisão da eliminatória até aos últimos momentos.

Saber esperar e poder esperar


Ao fim de três jogos oficiais, o novo Sporting não se aproxima minimamente daquilo que os adeptos e apoiantes pretenderiam. Um golo em três partidas oficiais é deveras escasso para uma equipa que pretende desfazer o fosso existente com os seus rivais.

O descontentamento que corre o risco de generalizar é perfeitamente natural face às expectativas criadas e sucessivamente alimentadas. Depois da penúria de épocas anteriores, o ataque ao mercado nesta época e os primeiros resultados da pré-época deixaram antever um "novo" leão. Mas as boas exibições não tiveram seguimento...

Julgo não mentir quando afirmo também que este Sporting caminha ainda sobre gelo muito fino depois dos resultados das últimas eleições. O despique verificado, as dúvidas em torno de resultados e a frustração no contraste vencidos-vencedores ainda vinca algumas trincheiras e não leva ao desejo de queda do Sporting, mas sim o desejo de insucesso de alguns, ficando uma vez mais no meio o nosso clube.

Existem queixas de arbitragem - não no jogo com o Beira-Mar, onde amadores arbitraram melhor que semi-profissionais - tanto nos nossos recintos como nos recintos dos adversários, pois as suas falhas também naturais no início de época acabam camufladas pelo mesmo tipo de erros que nos prejudicam mas apontar o dedo nesta direcção não pode ser suficiente.

É certo que temos um plantel quase novo e existe o desafio de saber reaproveitar ou fazer sobressair as qualidades "escondidas" daqueles que por cá ficaram e como tal, há muito trabalho a fazer. Porém, devem também existir padrões mínimos de exigência e saber reconhecer: Este Sporting está a jogar mal e tem de produzir mais.

Não quero com isto criticar ou duvidar do trabalho de quem está à frente do clube, quero sim, como que colocar os pontos nos i's sendo directo e frontal. Face a tudo o que tem acontecido e todas as novidades e contratempos, poderemos ter de saber esperar mas há medida que se espera, o retorno terá de ser incremental como que uma recompensa pela paciência e esperança depositados.

Possa Domingos ter a estabilidade que outros mereceram mas possam também os adeptos ver os resultados que merecem. Cedências de parte a parte, mas com ganhos para ambos os lados.

Algo que não apresente estes moldes, será naturalmente, mais do mesmo...

EM FRENTE SPORTING

domingo, 21 de agosto de 2011

Boicote aos golos

O árbitro Fernando Martins (à esquerda da imagem) foi o protagonista.


São 18:15 horas. O início do jogo atrasa-se. Cortesia da APAF, do Conselho de Arbitragem da LPFP e da própria FPF. Parabéns pela imagem de organização transmitida que corresponde, efectivamente, à nossa realidade: uma palhaçada crónica que grassa na Liga… profissional do futebol tuga. Os cerca de 15 minutos de atraso sobre a hora inicialmente prevista para o começo da partida justificam-se, já que Beira-Mar e Sporting tiveram que chegar a acordo sobre qual dos árbitros disponíveis iria recair a responsabilidade e a mediatização, acrescente-se, de arbitrar este jogo. Fernando Martins, da Associação de Futebol de Aveiro, foi o eleito.

O Sporting começa prometedor com Diego Capel endiabrado pela esquerda. Mas são cartuchos de pólvora seca e rapidamente esgota a munição.

Começam a notar-se as primeiras ausências. Rinaudo, aquele que tem aparecido neste início de época, não se vê. Ou melhor vê-se com falhas de intercepção da bola… graves. Wolfswinkel e Matias também não se notam.

Yannick com boa iniciativa individual foi o primeiro a rematar à baliza. Estavam decorridos 28 minutos.

Sai Yannick e Matias aos 35 minutos. Entram Izmailov e Postiga. Altera-se a disposição táctica da esquipa que deixa o 4-3-3 e passa para um 4-1-3-2. Logo a seguir nota-se uma jogada de futebol envolvente que termina com remate forte mas torto de Schaars. Seria o segundo do Sporting durante os primeiros quarenta e cinco minutos. Logo a seguir termina uma primeira parte soporífera com muito poucos lances junto às áreas. Os remates escassearam e as oportunidades de golo foram inexistentes.

A segunda parte começa novamente bem. Num canto Daniel Carriço, acabado de entrar, acerta pela primeira vez na baliza, mas o remate de cabeça sai fraco e à figura de Rego. Cinco minutos depois seria Postiga a rematar de primeira à entrada da área e após excelente jogada pela direita de Izmailov. A bola sai por cima da baliza. O jogo parece querer aquecer. A seguir é Wolfswinkel que falha de cabeça, em boa posição com Izmailov novamente a cruzar. Aos 59’, o holandês ganha novamente de cabeça, desta vez após cruzamento de Evaldo, mas a bola sai por cima. O Sporting aperta… mas o nulo mantém-se.

À entrada para os últimos 20 minutos Postiga atira à figura de Rego depois de livre cobrado por Schaars. À entrada para os últimos 15 é o espanhol Diego Capel que falha de forma claríssima… A falhar golos destes é difícil vencer. À entrada para os últimos 10 minutos as forças começam a faltar aos leões. Rui Bento refresca a sua equipa e segura o nulo. Apito final de Fernando Martins... Domingos levanta-se impacientemente do banco.

Para a história deste campeonato ficam os dois pontos perdidos pelo SCP e o boicote da APAF e de... GOLOS. Sobre a arbitragem a pergunto que deixo é: afinal qual é a diferença de nível, ou melhor dito, de categoria entre árbitros internacionais e os árbitros, esses sim amadores, dos escalões dos regionais do nosso futebol? Fernando Martins e auxiliares tiveram erros, nomeadamente no julgamento de foras-de-jogo, ainda assim, bem menores que muitos associados da APAF…

Ao Sporting faltou uma primeira parte condizente e golos na segunda metade do encontro.



Estádio: Cidade de Aveiro

Resultado Final: Beira Mar - Sporting, 0-0Marcadores: 
não houve.


Beira Mar: Rui Rego, Pedro Moreira, Tavares, Hugo (cap), André Marques, Rui Sampaio, Nuno Coelho, Nildo, Artur (Dominic Reynold), Zhang (Balboa, 79) e Cristiano (Joãozinho, 62). 


Sporting: Rui Patrício, João Pereira (cap), Anderson Polga, Rodríguez (Daniel Carriço, 46) , Evaldo, Rinaudo, Schaars, Matias (Izmailov, 35), Yannick (Postiga, 35), Wolfswinkel e  Diego Capel. 

Árbitro: Fernando Martins coadjuvado por Fábio Silva, Nuno Simões e Nuno Soares (A. F. Aveiro).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Pedro Moreira (64), André Marques (80), Artur (84)

Assistência: cerca de 15.000 espectadores.



Hora de soltar o Leão! Ou porque o Sporting está mais forte

Os Sportinguistas têm razão para estar apreensivos perante os últimos resultados e também com as exibições, em particular com a última, na Dinamarca. Os mais pessimistas afirmam já que continuamos tão ou mais fracos do que nos encontrávamos nos anos anteriores. A mensagem vai lançando sementes entre as nossas hostes alargando o leque dos descrentes. Já aqui estivemos vezes suficientes para saber que é inútil qualquer tentativa de demonstração que há razões para pensar o contrário. Confesso que até eu, que abordo esta época com maior optimismo, nos piores momentos sou assaltado por dúvidas.

Mas se não há razões para confiarmos uns nos outros há que olhar para o que os outros pensam de nós. Reparem que uso “pensam” e não “dizem”. Fiz já esse exercício, ponderação que foi despoletada por uma conversa de final de tarde com um Sportinguista cuja opinião muito considero. E, exercício feito, é inevitável concluir que o Sporting está mais forte. Não fora isso que sentido faria a tentativa de emparedamento, feita logo à nascença da época, de que o Sporting está a ser vítima, de forma conjugada, dos sectores mais retrógrados e obscuros que continuam a subsistir à custa da credibilidade futebol português.

Quem pensar que a recusa de "João pode ser Ferreira" e as subsequentes reacções de Vitor Pereira, da APAF, da FPF (e até de alguns jornalistas como o inefável Luís Sobral) acontecem por acaso não sabe o que é o futebol português, em particular o seu sub-mundo. E é desprovido de memória, porque nem é preciso ir tão longe. Todos nos lembramos das conferências de imprensa de Jesus e de Villas Boas, ou até das fotografias no balneário de Jacinto Paixão, em Braga, que nunca mereceram qualquer tomada de posição das virgens que subitamente se ofenderam com a indignação, mais que justa, do Sporting pela arbitragem de Xistra. Este, a avaliar pelo relatório do observador, foi também comido pelo Xistrema, que assim protege um dos seus diletos homens de mão, José Cardinal. 

Toda esta cáfila tem o habitual problema: os factos. A tomada de posição de "João pode ser Ferreira" antecede a conferência de imprensa de Godinho Lopes e esta, como se poderá ver abaixo, - e que deixo para muitos jornalistas que escreveram sobre ela sem terem visionado um segundo que fosse - não conteve qualquer afirmação que assim o leve a supor. Contrariamente ao que certamente pensa o presidente do Sporting chegou até a afirmar que não acredita que haja erros intencionais. Se disse que os árbitros são incompetentes limitou-se a conferir a impressão generalizada de quem acompanha o fenómeno. 

Lembro-me da apresentação do Sporting aos sócios e da impressão que causou um leão enjaulado e em espaço exíguo. Para se libertar daqueles que nos querem por o pé na cabeça sempre que tentamos respirar talvez um dia o Sporting se tenha que “esquecer” de deixar a jaula aberta na cabine do árbitro, no camarote de alguns visitantes, na Liga, em casa dum certo sócio cinquentenário, na federação ou até em algumas redacções de jornais. Enquanto esse tempo não chega resta-nos soltar o leão que há em cada um de nós. É isso que hoje farei em Aveiro.


sábado, 20 de agosto de 2011

SCP vs APAF & Postiga vs Yannick






Estão em curso duas guerras. Uma justa, outra estúpida e fratricida. Numa pugna-se pela verdade desportiva, pela equidade, pela justiça, pela decência no futebol. Noutra, dois jogadores leoninos disputam o ‘título’ de jogador mais odiado pelos próprios sportinguistas.

Na primeira o meu lado é inequívoco, já na segunda nem sequer consigo tomar partido.

Não sei qual é que vamos privilegiar, o que sei é em qual é que EU me vou focar e empenhar com todas as minhas forças.

O Sporting atravessa um momento decisivo. A sua força está a ser colocada à prova. E temos, todos aqueles que adoram este clube, de tomar uma posição. A próxima batalha já está marcada para amanhã, em Aveiro, a partir das 18:15H.

Resta saber de que massa é feita o povo leonino.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O caso João Ferreira ou quando as máscaras caem

Estava longe de imaginar, quando escrevi o post "a insustentável leveza de Luís Duque", que as reacções à tomada de posição por parte do Sporting, que aí advogava,  tivessem consequências imediatas como a escusa de João Ferreira em arbitrar o jogo com o Beira-Mar.

E tinha razões para assim pensar pois, ao contrário do que muita gente possa estar a pensar agora, e como a imprensa hoje quer fazer crer, não foi a conferência de imprensa dada pelo presidente Godinho Lopes que fomentou tão estranha reacção. A decisão de João Ferreira já havia sido comunicada ontem, conforme hoje fez saber o seu presidente de corporação. E não podia nem deveria ser a supracitada conferência porque, além daquela ter decorrido em ambiente cordato, sem qualquer declaração inflamada, o que foi defendido pelo Sporting vai de encontro ao que há muito pedem os árbitros: a profissionalização e uma série de melhores condições que habilitem a classe a melhores desempenhos.

O que pode ter levado então João Ferreira a tomar tal atitude? Ainda segundo o seu presidente de corporação, terão sido as declarações proferidas durante a semana, após o conhecimento da sua nomeação. Acontece que durante a semana o que se soube foi obtido de forma oficiosa e anónima que, até prova do contrário, não constitui vínculo à instituição. Daí também me inclinar para a opinião do Presidente da AG, Eduardo Barroso: o capitão "pode ser Ferreira" tem um enorme peso na consciência.

Perante isto, ou seja perante esta "coisa nenhuma", (uma vez que o Sporting nada disse que se assemelhe a pressão), poderíamos indagar sobre os atributos pessoais de João Ferreira para exercício a sua difícil profissão de militar, mas deixo isso para a caserna. O mesmo não poderá fazer a Liga, sob quem está a tutela da arbitragem. Infelizmente no futebol português campeiam os exemplos de pressões sobre os árbitros - basta lembrar o que foram os 2 últimos campeonatos - ou até o achincalhamento da classe por quem a tritura em proveito próprio e de que as escutas não deixam esquecer.

Não fora sabermos bem o que a casa gasta e acrescentaria que, mais uma vez, a APAF foi tão expedita a levantar-se em defesa do seu associado. Associação que há dois anos, pelo menos, nunca comenta as nuvens de fumo que LFV lança para esconder fracassos. Ou que nunca teve uma palavra a dizer sobre a forma como PdC e respectivos capos manobraram como marionetas aqueles a quem cabia à APAF defender, soterrando os que, por carácter,  não se vergaram ante a pressão e o nepotismo.

O Sporting precisa de mais e merece melhor

Tristeza e desolação
Tristeza e desolação são os sentimentos que acompanham a escrita deste post. Triste porque o Sporting de ontem jogou de forma triste, espalhando tristeza e até apreensão. Desolado por me sentir desmentido pelos acontecimentos. Não porque pensasse após a vitória com a Juventus se estendia uma auto-estrada para o êxito , mas por então vislumbrar progressos nítidos em relação ao passado recente, demonstrando trabalho feito e ideias bem definidas. Não pensei é que a equipa pudesse retroceder tanto como o fez ontem e fico sem perceber as suas verdadeiras causas. Falta de confiança que se instalou pelos resultados negativos, especialmente pelo traumático jogo de apresentação e pela fraca capacidade concretizadora, quebra física (os índices físicos são mais evidentes com deficit de confiança) erros tácticos, má gestão dos recursos? Provavelmente um pouco de tudo.

Perceber Domingos
Convém antes de mais perceber Domingos. Há quem não perceba a utilização de tantos jogadores “do ano passado” e ele explicou o facto de forma bem clara, na conferência que antecedeu o jogo: "Procuro o melhor, os que me dão mais confiança e que possam responder à exigência defensiva. As minhas opções por vezes recaem nos que estão há mais tempo no futebol português e mais identificados.” Para começar não podia ser de outra forma, seria um autêntico hara-kiri jogar com um 11 completamente novo, treinando apenas um mês. Além de que, pelo que se tem visto, há nomes do ano passado que farão seguramente muitos jogos, justificadamente. Há quem não perceba a utilização de Djaló e Postiga. Mas Capel parece precisar de mais tempo para não se tornar, na voz dos adeptos, um novo Farnerud, ou um Djaló andaluz. Wolsfwinkel não lhe dará para já grandes garantias, Rúbio não tem que assumir tanta responsabilidade. E, como ontem se viu, Izmailov e Matias, em que se depositam sempre grandes esperanças, estão ainda “anémicos”. Schaars é demasiado curto, até para quem tem o poder de fogo que ele detém, podendo ser uma mais-valia na meia-distância, arma que nem utilizamos. Jeffren está por arames. A sua retirada de campo, incompreendida por muitos, entendi-a como medida de gestão para o jogo de Aveiro. O jogo de ontem, pese a pálida exibição, estava controlado e, ao contrário de uma franja de desesperados, Domingos sabe que a época não acabaria ontem, mesmo que perdêssemos o jogo.

Dúvidas? Mais que muitas...
São muitas adversidades mas que não justificam tudo. Apesar de confiar no seu trabalho, Domingos tem juntado à conjunção de contrariedades algumas decisões menos felizes mas que o tempo se tem encarregado de pelo menos as entender melhor, como tentei demonstrar acima. Mais preocupante parece-me ser a sua perplexidade pelo momento da equipa ao afirmar que “nesta altura esperavaque a equipa estivesse melhor” parecendo surpreendido ou até ultrapassado pelos acontecimentos. Veremos  se consegue injectar esperança e ânimo no jogo da equipa, recuperando os bons princípios que agora parecem ter sido esquecidos. E se consegue dar mais comprimento ao nosso futebol. Não dispondo de dinheiro para comprar um jogador que, de forma indiscutível, aumente os níveis de eficácia, cuja falta parece estar a corroer a confiança da equipa, melhorar o caudal e a qualidade do jogo ofensivo da equipa parece-me ser a via que resta.

Deitar fora a criança junto com a água do banho
Para lá de toda a tristeza e de justificada apreensão parece-me absurda a reacção de desespero e profundo negativismo que se instala paulatinamente em alguns sectores. Ela não é a causa para o actual momento mas pode, a curto prazo, ser um mais um dos nossos problemas. Sei que há muitos adeptos que se relacionam apenas com o clube pela via dos resultados. Se o Sporting ganha projectam, impacientes, a hora de descer até ao Marquês. Se não ganha vaticinam o final dos nossos dias, esquecendo-se de tudo o resto. O jogo de ontem esteve aí para nos lembrar que o definitivo em futebol é apenas quando o árbitro apita para o final. E, daqui até ao final da época, poderemos ser obrigados a revivê-lo a contragosto mais vezes. O Sporting sempre teve que viver com a postura extrema dos seus adeptos, como aliás todos os clubes. Mas o momento peculiar e extremamente difícil em que vivemos exige também uma atitude diferente. Os Sportinguistas não podem, ou deveriam, pôr tudo em causa nos primeiros revezes. A menos que se queira 3 plantéis, e outros tantos presidentes e treinadores até Dezembro. Sob pena de deitarmos fora a criança com a água do banho.

O Sporting precisa de mais da sua equipa de futebol e também merece melhor dos seus adeptos.

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