segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A lista do policia e dos ladrões

Quando resolvi criar este blogue estabeleci um compromisso pessoal de manter afastado deste espaço temas externos ao Sporting e que poderiam constituir motivos de fractura entre os Sportinguistas., como questões religiosas, políticas ou mesmo versando assuntos públicos envolvendo Sportinguistas mas que não diziam directamente respeito ao Sporting.

Podemos discordar  no diagnóstico das causas mas não discordaremos ao assentir que o Sporting está sobejamente dividido para precisar de acessórios que ainda produzam maior fragmentação. E afinal o Sporting sempre foi um instituição aglutinadora das mais diversas correntes, sensibilidades e origens. Foram essas as duas principais razões desse meu comprometimento pessoal. Apesar de assim poder parecer à primeira vista a quem lê o titulo, não é agora que o vou quebrar.

Como é óbvio para quem me lê, este artigo refere-se à apresentação hoje feita da candidatura de Godinho Lopes à presidência do Sporting. Dita de consenso, alberga no seu seio um notável número de notáveis, mesclando gente nova, quer em idade quer no dirigismo do clube.  Fica por explicar que consensos que se geraram na nação Sportinguista, quando estas serão as eleições que provavelmente envolverão o maior número de candidaturas. Mas esta é sem dúvida a primeira candidatura para levar a sério porque, ao contrário das restantes, (i) apresenta listas praticamente fechadas com todos os seus constituintes e (ii) tem no seu elenco elementos que estiveram ligados aos últimos órgãos sociais do clube, beneficiando por isso de uma exposição junto dos associados que os seus concorrentes vão ter que escalar.

Talvez o Sporting precise mesmo do consenso que a lista hoje apresentada reclama. Eu não sou um dos que assim pensa. Como anteriormente aqui afirmei, o Sporting precisa mais de uma ruptura com o passado e não apenas o recente. Ruptura essa que não pode ser apenas feita com pessoas diferentes mas sobretudo com ideias diferentes. Ruptura que quebre os laços com os interesses particulares, com o imobilismo e com a auto-comiseração que se instalou no Sporting.  Que só vi parcialmente em Bruno Carvalho, Zeferino Boal e nada em Dias Ferreira, ao chamar até si quem já escreveu o suficiente na história do clube. Vi mais um Sporting virado para o passado e algum dele de muito duvidoso Sportinguismo. E que se me afigura difícil de conseguir por uns corpos sociais constituídos por uma amalgama que junta no mesmo lado gente que, pelo seu passado, é responsável pela actual situação do clube e outros que se tornaram conhecidos pelas sua luta contra os procedimentos que a ela conduziram. Parece-me tão difícil como fazer do circulo um quadrado.

Paulo Pereira Cristóvão foi há sensivelmente 2 anos o rosto de uma vontade de ruptura que não foi sufragada pelos sócios. Alguns dos que o apoiaram viam nele o policia que o Sporting precisava para por fim ao desregramento em que há muito se vivia em Alvalade. Como vai ele conviver com gente que roubou muito do presente que hoje não temos e que nos ameaça o futuro é uma das minhas interrogações. Mas o que me intriga e, porque não dizê-lo, repugna em tudo isto é que alguns deles apareçam hoje montados nos seus cavalos brancos, de armaduras polidas, sem nunca terem sido obrigados a prestar contas sobre o que tornou o que era o Sporting de há 15 anos no que é hoje o Sporting. Seja pelo estádio, pelas operações imobiliárias ruinosas, ou pelos milhões hoje inscritos no passivo na compra de jogadores que serviram muito mais para promoção pessoal do que em proveito do clube.

Arrancar para eleições com os pés assentes no chão


A Associação de Adeptos Sportinguistas realizou no sábado passado o IV Pensar Sporting, a quarta edição do seu evento anual que, sempre em Fevereiro, debate questões relacionadas com o Sporting e com temas transversais ao futebol nacional e internacional. Este ano, para além do tema "SADs: a falência de um modelo", o Pensar Sporting ficou marcado pelo tema "Eleições no Sporting Clube de Portugal". Conforme amplamente divulgado por jornais e televisões, os três candidatos oficiais marcaram presença no Hotel Holliday Inn Continental e este facto, juntamente com o anúncio da candidatura da AAS ao Conselho Leonino, assinalou o que se tem considerado como o arranque da campanha eleitoral.

À semelhança do sucedido em outras edições do Pensar Sporting, a sessão da manhã abordou um tema que, apesar da sua centralidade nas discussões internacionais acerca do estado actual do futebol, se encontra totalmente ausente do debate nacional. Para debater os problemas apresentados pelo modelo das SAD ao longo das últimas décadas, deslocaram-se de Espanha Emilio Abejón, da associação "Señales de Humo", associação de pequenos accionistas do Atlético de Madrid, e José Ángel Zalba, presidente da FASFE, associação espanhola de pequenos accionistas e antigo presidente do Real Zaragoza e do Comité Organizador do Mundial Espanha 1982. O confronto com a realidade financeira das SAD e a comparação com o modelo associativo permitiram aos presentes debater durante mais de duas horas questões como os passivos e as dívidas galopantes das SAD, a clientelização dos sócios, a desresponsabilização de que os dirigentes beneficiam, o "discurso do dinheiro" em vez do "discurso da paixão" e, no fundo, a falência total de um modelo empresarial que prometeu rigor financeiro mas que se revelou calamitoso mesmo a esse nível, ao ponto de fazer de muitos clubes realidades financeiras totalmente insustentáveis no curto e médio prazo. Quando clubes como o Valência apresentam um passivo que monta a mais de 700 milhões de euros, e isso obriga a que as obras para a construção do seu novo estádio estejam estejam interrompidas há anos, ou quando clubes históricos como o Compostela ou o Badajoz (entre muitos outros) têm de fechar portas e reeguer-se das cinzas e dos confins das divisões amadoras, o confronto com a realidade torna-se inevitável.

Se os exemplos espanhóis são evidentes, os ingleses não lhes ficam atrás. Aliás, este debate que a AAS introduz em Portugal é já uma realidade muito presente em todos os países europeus. Dezenas de grupos de adeptos em toda a Europa partilham estas preocupações. Apenas como exemplo, posso referir que a Rangers Supporters Trust, grupo de adeptos pequenos accionistas do Glasgow Rangers, solicitou uma reunião à AAS em Lisboa, e no final da partida de quinta-feira estes problemas foram longamente discutidos, verificando-se uma total partilha de realidades e preocupações. Conforme foi discutido então, e posteriormente confirmado no debate de sábado de manhã, só uma profunda reformulação das instituições de supervisão (LPFP e Governo em Portugal) permitirão um controlo rigoroso do total desgoverno em que o futebol se tornou, de modo a torná-lo sustentável, para que os nosso filhos e netos possam, no futuro, amar os nosso clubes como nós amamos os clubes dos nossos pais e avós. O enorme sucesso da Bundesliga (maiores assistências do futebol mundial, equilíbrio financeiro, futebol competitivo) mostra-nos que o caminho pode ser invertido - mas isso tem de acontecer já.

A sessão da tarde iniciou-se com a apresentação da candidatura da AAS ao Conselho. Sob o lema "Dinheiro Não Compra Paixão", Pedro Faleiro da Silva apresentou os marcos da acção da AAS ao longo destes quase dois anos de mandato no CL e lançou uma candidatura autónoma que almeja atingir a eleição de 18 Conselheiros, número mínimo para solicitar uma reunião do CL. As suas áreas de intervenção serão apoio directo e indirecto ao sportinguista, reforma do CL, reforma estatutária, cultura do clube ("Mais Clube para 4 Milhões de Adeptos") e expansão da sua actividade internacional. Seguidamente, Zeferino Boal apresentou as suas ideias durante cerca de 20 minutos, fazendo um diagnóstico do status quo leonino e referindo que tem estado contra a linhagem Roquette desde o início. Aguarda-se a apresentação de medidas concretas e de um programa eleitoral para que uma avaliação possa ser feita, até porque, devido a compromissos previamente assumidos, o candidato não pôde permanecer durante a longa sessão de perguntas e respostas.

Seguiu-se a apresentação de Bruno Carvalho, que se centrou no seu programa eleitoral e nas linhas orientados da sua campanha, apresentando um discurso galvanizador e contando na assistência com a presença de Augusto Inácio, o seu homem forte para o futebol. Após uma intervenção de cerca de 20 minutos, tomou a palavra Dias Ferreira. Centrando as suas palavras no futebol e na ideia de que a figura principal do seu modelo para o futebol é o treinador, Dias Ferreira pediu desculpa por não ter ainda um programa eleitoral estruturado e disse que o seu treinador seria alguém que já estava escolhido mas que seria avisado não revelar naquele dia.

Às intervenções dos candidatos seguiu-se um interessantíssimo período de debate que durou cerca de duas horas, das quais a primeira teve a presença de Dias Ferreira e Bruno Carvalho e a seguinte apenas a deste último. Muitos sócios puderam então intervir e colocar questões directas a estes candidatos. Deste período destaco a excelente intervenção do ex-atleta do andebol Ricardo Andorinho, que arrancou grandes aplausos da audiência quando pediu responsabilização e prestação de contas aos dirigentes do clube, referindo que a imunidade de que beneficiam é bem diferente da que ele gozava enquanto atleta.

Num evento marcado pela presença de cerca de 80 sócios e vários ex-atletas (Pedro Miguel, imensamente campeão no ténis de mesa, também esteve presente), os sócios do Sporting começaram a recolher as informações que necessitam para, dia 26, tomar uma decisão responsável e esclarecida. O período dos cheques em branco tem de terminar e a cultura de exigência tem de voltar ao clube.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Era uma vez o tempo em que qualquer um podia ser treinador do Sporting

O Sporting perdeu hoje de forma injusta, tendo em conta o que foi a produção de ambas as equipas. Não tendo mais uma vez jogado bem fez pelo menos o suficiente para alcançar o empate. Mas o ascendente sobre o adversário aconteceu apenas a partir do momento em que ficamos em superioridade numérica e isso diz tudo sobre ao que está reduzido o futebol do Sporting. Paulo Sérgio já saiu mas deixa um legado que será difícil de contrariar, pelo menos até que haja uma nova equipa técnica investida em funções que não apenas interinas. Advinham-se tempos difíceis, até porque foi hoje fácil perceber a estabilidade emocional que se instalou no grupo de trabalho, a que não será alheia a forma sôfrega como se procurou o empate. Que o sofrimento que se adivinha até ao final da época seja suficiente para nos lembrar este tempo em que parece que qualquer um servia para ser treinador do Sporting.

Se tivermos em conta o dinheiro pago ao Guimarães pela sua contratação (600 mil euros), os ordenados pagos (50 mil euros mensais só para Paulo Sérgio?) e a indemnização que ontem foi acordada (500mil para PS, outro tanto para a restante equipa técnica?), ficando por incluir no custo o valor intangível do que se perdeu ao longo dos últimos 9 meses, estaremos provavelmente a falar da mais cara equipa técnica da história do Sporting. Quem diz que o Sporting não tem dinheiro para gastar, nomeadamente em bons treinadores, tem aqui um bom motivo de reflexão.

Segundo o DN a iniciativa de por fim ao contrato terá partido do próprio Paulo Sérgio. Isto é, não foi a direcção da SAD que percebeu que o treinador não servia, foi o treinador que percebeu que não tinha soluções para um problema de cuja criação é co-autor. Assim se percebe melhor o timing da saída: com "o dele do lado de lá" Paulo Sérgio já não "tem responsabilidades" nas 2 deslocações difíceis impostas pelo calendário: Nacional e SLB. A primeira deu uma derrota, veremos o que dá a segunda. O treinador soube tratar dos seus interesses, pode-se dizer o mesmo da SAD do Sporting?

Independentemente do timing é óbvio que o final deste ciclo era inevitável. Não era só por causa dos resultados, mas também por causa da ausência de futebol de qualidade. Não faltará quem ache Paulo Sérgio tenha sido mais uma vitima do Sporting, como se pergunta e insinua em alguns inquéritos e comentários nos média. Mas se há alguém de quem se possa queixar é antes de mais de si próprio, pela falta de qualidade da suas propostas para o futebol do Sporting. E ainda se pode queixar de si próprio por ter aceite tudo e mais alguma coisa que lhe puseram à frente ou por tudo que lhe negaram, como o próprio foi deixando passar sub-liminarmente nas últimas conferências de imprensa. Paulo Sérgio deu muito jeito à incompetência de Costinha e Bettencourt e aí, tal como ao Sporting, é capaz de se justificar o papel de vítima.

Paulo Sérgio sai com os mesmo elogios com que entrou: trabalhador dedicado e esforçado, com capacidade de liderança. Mas, tal como quando foi contratado, ninguém pode afirmar o essencial: é um bom treinador. E o problema está aí: ninguém pode, no seu perfeito juízo dizer que uma mesa que tem uma perna maior que outra é uma boa mesa. Paulo Sérgio pode ser até um trabalhador incansável e parece inegável que tinha a equipa com ele. É talvez por isso a instabilidade emocional que acima falava. Mas não tinha no seu trajecto um trabalho que merecesse ser referenciado, e durante 9 meses ficou bem demonstrada a sua incapacidade quer ao nível táctico quer ao nível do trabalho físico. O seu 2º falhanço consecutivo em menos de um ano é tudo menos uma surpresa. Essa foi, do meu ponto de vista, a sua contratação.

Ficha de Jogo
Liga Zon Sagres: 21ª Jornada
Estádio da Madeira, Choupana
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)
NacionalBracalli; Patacas, Felipe Lopes, Danielson e João Aurélio; Luis Alberto, Bruno Amaro e Skolnik; Edgar Costa, Mateus e Diego Barcelos.
Suplentes: Elisson, Todorovic, Thiago Gentil, Márcio Madeira, Bodul, Anselmo e Tomasevic.
Treinador: Predrag Jokanovic.
SportingRui Patricio; João Pereira, Torsiglieri, Carriço e Evaldo; Zapater e André Santos; Yannick, Matías e Vukcevic; Hélder Postiga.
Suplentes: Tiago, Polga, Maniche, Saleiro, Abel, Salomão e Cristiano.
Treinador: Alberto Cabral.

Golos: Mateus (19').

O Triunvirato




"Maravilhosa estupidez
Porque será que só tu não vês?
Esse prodígio extraordinário
Tens o toque de Midas, só que ao contrário!"

Ouvi este tema musical na rádio e lembrei-me imediatamente de alguém. De modo que pensei em dedicá-lo a essa pessoa que tem um jeito singular, um toque especial e um dom tão invulgar. Mas depois reconheci tais qualidades noutras pessoas, fiquei indeciso, pensei melhor e, agora que também já chegou a moda das sondagens ao “ANorte”, deixo à V/ consideração:


A qual membro do seguinte triunvirato é que os Pinto Ferreira se basearam para escrever esta letra?

 
 
Nota: Agora que, finalmente, se encerrou o período de (des)mando deste triunvirato, só falta mesmo acabar com a idade da estupidez no SCP!


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Paulo Sérgio: um despedimento original

São já conhecidos alguns pormenores resultantes da saída de Paulo Sérgio, que entretanto foi já comunicada à CMVM. Os adjuntos do técnico orientam a equipa na 2ª feira, no jogo com o Nacional ficando José Couceiro como treinador interino até "ao final da época", isto segundo o mesmo comunicado.



De facto o Sporting é um clube capaz de produzir decisões originais.

O treinador, que durante 9 meses mais não fez do que comprovar, jogo após jogo, durante 9 meses, a sua incapacidade para o cargo, é o ultimo a sair, não tendo para o acompanhar à porta os 2 principais obreiros do actual pesadelo leonino: Costinha e Bettencourt.

Mas Paulo Sérgio sai às pinguinhas: até 2ª feira fica o restante da sua equipa técnica para orientar o jogo com o Nacional, seguindo-se a interinidade de Couceiro que, no dia seguinte (!!!) tem que ter preparado o jogo da última competição onde o Sporting tem aspirações. 

Só posso saúdar a coragem de Couceiro, que ao aceitar assumir responsabilidades nestas circunstâncias sabe que está a abrir a porta e saída de Alvalade. 

Última hora: Paulo Sérgio abandona o Sporting

Paulo Sérgio fora do Sporting: uma noticia que peca por 8 meses de atraso
Segundo a SIC Noticias e o Correio da Manhã, Paulo Sérgio deixou de ser o treinador do Sporting. Actualizaremos esta noticia quando houver mais dados disponíveis.O treinador será substituído interinamente por José Couceiro.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Última hora: direcção do Sporting encontrada morta!

Nota: este artigo é baseado em factos reais, qualquer semelhança com a ficção é pura coincidência.

O "ANortedeAlvalade" está em condições de revelar que ontem foram descobertos na sala de reuniões do Edifício Visconde de Alvalade os falecidos corpos sociais do Sporting Clube de Portugal. O achado macabro teve a autoria involuntária de um abnegado entregador de pizzas que, tendo-se equivocado no piso, acabou por irromper pela sala onde residiam, já feitos múmias, aqueles que se pensavam ser ainda os dirigentes do Sporting Clube de Portugal. As primeiras análises periciais apontam para que a data de falecimento tenha ocorrido logo após a tomada de posse, que se seguiu às eleições de 2009.

Pode estar assim resolvido um dos mistérios que mais intrigavam os Sportinguistas quando afirmavam que, pelas decisões que se tomavam em Alvalade o clube mais se assemelhava a um navio sem ninguém ao leme. ou que tanto erro consecutivo já cheirava mal. Os factos agora conhecidos acabam por lhes dar razão. O epifenómeno que recentemente abalou as consciências em Portugal, com  a descoberta de diversos cadáveres abandonados,  parece ter também chegado a Alvalade.

O que mais intriga os investigadores, além das circunstâncias em que possa ter ocorrido o  falecimento colectivo, é quem possa estar por trás de diversas decisões tomadas no decorrer do  mandato, como por exemplo a contratação do treinador, do director desportivo Costinha e até da conclusão da tão famigerada reestruturação financeira. Os primeiros indícios apontam para a possibilidade de alguém que, pelas suas funções, tivesse livre acesso ao local e que, apercebendo-se da situação, se tenha feito passar pelos dirigentes desaparecidos.  

As primeiras suspeitas recaem sobre a D. Edviges Patrocínio, empregada de limpeza, e do seu marido, Sr. Euclides Sousa, desempregado, e cuja última actividade conhecida foi o cargo de motorista de Vale e Azevedo. A análise pericial de alguns documentos parece indiciar que negociação com os bancos do último project finance terá sido da sua autoria, valendo-se da experiência pessoal obtida quando teve que recorrer ao apoio que a DECO proporciona às famílias sobre-endividadas. Tudo indica que tenha sido também a mesma senhora a negociar as diversas antecipações de receitas levadas a cabo nos últimos dois anos, assim como é muito provável que tenha sido ela a receber, durante este período, o vencimento relativo ao cargo de presidente da SAD.

O marido, Euclides Sousa, terá estado à frente das medidas tomadas para reforço do plantel, aproveitando os conhecimentos adquiridos junto do seu anterior empregador, Vale e Azevedo, quando contratou as estrelas Mark Pembridge, Michael Thomas, Dean Saunders, Scott Minto, Steve Harkness, Gary Charles, Okunowo, Rojas, Bossio, Machairidis ou Uribe.

Está a ser estudada a possibilidade de participação de terceiros na ajuda ao casal, sabendo-se que contam entre os seus amigos um sósia de Pedro Granger, o actor ligado à TVI e de grande semelhança física com  Eduardo Bettencourt, eleito em 2009 com 90% dos votos. Poderá ter sido ele a tomar o lugar do presidente eleito em actos públicos, podendo assim explicar-se algumas das intervenções menos conseguidas, que obviamente nunca seriam possíveis em alguém com a preparação e o curricullum de JEB.

Podem estar assim explicadas as palavras de Costinha quando este afirmou que os sócios do Sporting precisavam de conhecer a verdade, bem como os rumores de que Paulo Sérgio há muito que quer apresentar a demissão e cobrar o respectivo cheque, mas não tem a quem.

Aguardamos a todo o momento novos desenvolvimentos, que possam esclarecer em definitivo todos os Sportinguistas

Adianta ou disfarça?


Ao mesmo tempo que a nossa equipa de futebol vai acumulando episódios de flagelação ao orgulho sportinguista, o "debate" em torno das eleições continua.

Para onde quer que olhe, continuo a ver preocupações em relação à capacidade de financiar a equipa de futebol deixando evidente que a grande maioria das pessoas está claramente à procura de um efeito anestésico que permita disfarçar muito do mal que tem acontecido.

Naturalmente que jogadores de outra craveira e outra qualidade aumentam as PROBABILIDADES de conseguir alcançar melhores resultados mas isso por si só não corresponde à garantia de sucesso. Há que assumir de uma vez por todas que o Sporting nesta altura precisa de "Competência" que permita:

- Gerir a sua capacidade financeira
- Realizar um trabalho eficaz

Há quem recorra a "factos" para elogiar um determinado tipo de gestão que nos permitiu alcançar certos resultados - que não devem ser desprezados e merecem ser valorizados - sem no entanto analisar todo o contexto: Muito do que se alcançou num passado recente, conseguiu-se por trabalhar "Menos mal" em relação aos adversários. Agora que os adversários tradicionalmente mais directos entraram em "velocidade cruzeiro" com uma máquina bem oleada em diversas vertentes, as nossas fragilidades ficaram cada vez mais evidentes e em vez de se trabalhar para ultrapassar tais aspectos, continuamos a acreditar que o que falta é dinheiro.

Para quem continuar a "apregoar" a necessidade de dinheiro e investimento cego (recorde-se que Bettencourt despendeu mais de 20M em reforços), os últimos anos têm-nos dado inúmeros exemplos que ajudaram a limpar a areia dos olhos que nos foram atirando e que levaram-nos a aceitar planos financeiros, alienações de património e mais um sem fim de jogadas extra-desportivas. Braga (sobretudo dos anos anteriores), Olhanense, Paços de Ferreira são casos que deitam por terra a teoria "Mais Dinheiro, Mais Futebol". Do mesmo modo, são claras as diferenças entre as equipas do Real Madrid ou Inter de 2009/2010 e 2010/2011.

EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Sporting é enorme mas eu não

O Sporting é enorme e certamente que conseguirá regenerar-se, permitindo-nos sublimar todas as tristezas, amarguras e humilhações a que temos sido sujeitos. O que aconteceu hoje já havia acontecido hoje com equipas menos apetrechadas que Rangers, como o Guimarães ou o Olhanense, pelo que é tudo menos uma surpresa. O Sporting de Paulo Sérgio é tão só uma caricatura de uma equipa, é tão má a defender como o é atacar, não sabe o que é posse de bola e os resultados são o espelho disso mesmo. É tudo o que me é permitido dizer porque sendo eu infinitamente mais pequeno, preciso de tempo e espaço para me refazer de mais este KO patético.

O Sporting é enooooooooorme!

Não adianta iludir a realidade, os tempos são de facto difíceis, e as dificuldades que nos são exclusivas são exponenciadas por uma conjuntura desfavorável num mundo que está a mudar muito rapidamente a cada dia que passa. Talvez estejamos reduzidos à expressão mais simples, pelo menos desde que conheço o clube.

Tudo isso é verdade. Mas é também verdade que aqui e acolá somos surpreendidos por pequenos sinais que evidenciam que o Sporting é mesmo um gigante, cuja força é negligenciada pelos adversários e diminuída por lideranças débeis. Um gigante adormecido mas que cada vez que boceja ou se acomoda no seu sono não deixa de demonstrar uma grandeza que para uns está perdida mas para outros apenas oculta.  

Creio firmemente na segunda das hipóteses. Lembro-me do primeiro jogo desta época, em Paços de Ferreira onde, apesar de virmos de um resultado comprometedor no apuramento para Liga Europa, estava um estádio cheio de esperança verde e branca. Hoje, do Solar do Norte,  no Porto, contra ventos e marés desfavoráveis, saiu um autocarro cheio, substituindo à última da hora um de menor lotação, tamanha tinha sido a procura. Gente que chegará tarde a casa, que prescindiu de ganhar, que onerou o orçamento pessoal, sem ter sequer a garantia de um bom jogo ou resultado. Gente que não desiste do Sporting e que, enquanto assim for, lhe assegura o futuro. Quem dera o Belenenses Sportinguinzar-se rapidamente.

A grande surpresa destas eleições

É já desgastante e quase inútil comentar as palavras do ainda treinador do Sporting. O mesmo que depois do jogo triste de Glasgow foi capaz de classificar como uma prestação de qualidade, no que foi rapidamente secundado após o derby pelo seu adjunto Cabral, em declarações de teor igualmente desencontradas com a realidade. Por isso os Sportinguistas partilham com Paulo Sérgio o mesmo anseio, mesmo que por motivações diferentes: que "as eleições dêem a volta".

Mas até lá o prestigio do Sporting continua em jogo e assim não podemos deixar de exigir a qualificação para os oitavos-de-final, que está perfeitamente ao alcance. E sabendo já que, caso tal suceda, PSV e Lille serão os adversários seguintes, podemos sonhar com a possibilidade de alcançar os quartos-de-final que, no quadro de uma época de horrores, seria o menor dos males e quiçá uma surpresa.

Mas com um futebol pouco confiável é natural que as atenções dos adeptos se concentrem por estes dias nas movimentações eleitorais. Bruno de Carvalho tem sido, após a desistência de Braz da Silva, quem tem sabido captar as atenções com a apresentação das suas propostas. Hoje é  também dada como praticamente garantida a candidatura de Pedro Baltazar, que antes da confirmação assume desde já a vontade de romper com o passado recente. Todos já perceberam que essa será a palavra chave destas eleições, falta saber se à palavra corresponderá a prática.

Por o perceber bem ruptura foi também a palavra usada por Paulo Pereira Cristóvão quando assumiu a sua participação na lista dita de consenso que se diz vir a ser encabeçada por Godinho Lopes. Confesso a minha total surpresa, para não dizer estupefacção pela opção de PPC, quando ele poderia ser considerado um dos triunfadores com a deserção de Bettencourt, ganhando bom trunfo eleitoral que podia ter capitalizado. Não sou por isso dos que acha que PPC quer é tacho, como já ouvi dizer. Podia ser cabeça de lista, concitando muito mais atenções do  que terá ao ser arrumado numa vice-presidência secundária em termos mediáticos.

Posso até conceder que PPC se junte a quem combateu nas eleições anteriores pelas melhores intenções, porque afinal o essencial que une os Sportinguistas prevalece, em principio, sobre o resto. Mas afigura-se-me difícil como possa Paulo Pereira Cristóvão prescindir em coerência de uma das principais bandeiras da sua anterior candidatura, que era a auditoria às contas do Sporting. Pode até não desistir dessa intenção, mas contará com apoio junto dos que o acompanham, quando com ele estão agora muitos dos que sempre se bateram contra esta clarificação indispensável? Como seria se, por exemplo, em sede de auditoria, houvesse indícios de administração danosa na EJA, a empresa do grupo Sporting responsável pela edificação do Estádio de Alvalade, e presidida então por Godinho Lopes?

Sem dúvida que a posição de PPC é para mim, e até já, a surpresa destas eleições.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Por mim fica Nobre Guedes

Bruno de Carvalho vai buscar Inácio? Godinho Lopes re-recicla Carlos Freitas e Luís Duque? Dias Ferreira, por via de Paulo Futre, quer Quique Flores ou Paulo Sousa? Zeferino Boal ganhando anuncia como medida de fundo sentar-se no banco durante os jogos? A serem verdade as noticias de hoje o melhor mesmo é cancelar as eleições e deixar tudo como está. Mudar por mudar é apenas perder tempo. É a esta gente, com estas ideias que temos que entregar o destino do Sporting?


Deixem lá estar o Nobre Guedes, ao menos nem se dá por ele e sempre se poupa o dinheiro dos boletins de voto...

PS: Junto comunicado enviado pela A.A.S:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Coragem e bom-senso

Dificilmente haverá Sportinguista que hoje não se ressinta do resultado do jogo de ontem. São as derrotas com os nossos rivais aquelas que tendem a provocar maiores danos ao nível da auto-estima e no Sportinguista orgulhoso da sua condição de apaixonado por um clube que acima de tudo é - ou foi? - uma forma de estar, um ideal. É por isso difícil nestas horas que as análises não sejam contagiadas pela desilusão e amargura, perdendo por isso objectividade. Nesse sentido, ter perdido ontem está longe de ser uma surpresa, se atendermos a que em Alvalade apenas por 3 vezes e por margem mínima havíamos conseguido a vitória. Surpreendente seria, face à indigência exibicional com que somos regularmente brindados, jogo após jogo, termo-nos superiorizado a uma das melhores equipas deste campeonato e ainda campeão em titulo.

Da derrota de ontem nada de definitivo ficou que não seja a perda dos 3 pontos em disputa. Nunca chegamos a apresentar uma candidatura credível para o campeonato em disputa, resumindo-se desde o seu início  a nossa luta à obtenção do terceiro lugar e porque o Braga deste ano voltou de repente à casa de partida. O último lugar do pódio está longe de estar consolidado, apesar do Guimarães nos estar a facilitar a vida, rejeitando até agora uma vingança pessoal sobre o técnico que os deixou morrer na praia no campeonato transacto. Se a derrota nos belisca o orgulho em nada afecta a grandeza do passado histórico do nosso clube e em nada afecta o futuro. Pelos anos fora teremos uma série infindável de possibilidades de devolver o tratamento com juros e correcção monetária.

O momento actual é perfeitamente passível de ser invertido e já na próxima época, desde que as medidas necessárias e fundamentais sejam tomadas. O exemplo do adversário de ontem, à falta de ideias próprias, pode muito bem ser aproveitado. Ao tempo de Quique Flores os orçamentos também eram insuficientes para dar de comer à ambição de títulos, e recaíam dúvidas, que aos adeptos pareciam legitimas, sobre o valor dos jogadores. A chegada de Jesus trouxe o bom futebol e o titulo mas não apenas porque ele soube contratar bons jogadores e dar um rumo ao futebol dos rivais, mas também porque soube rentabilizar os recursos que estavam disponíveis mas sub-aproveitados. Isto é, foi tão meritório como decisivo escolher novos valores como manter e valorizar o espólio remanescente do plantel que lhe foi entregue. A figura do treinador é incontornável no êxito dos nossos rivais, continuando os seus dirigentes a ser tão bons ou tão maus como eram antes. Possuem no entanto o mérito de não ter desistido de procurar rectificar os erros que foram cometendo, não sucumbindo à tentação de fugir com o rabo entre as pernas para o conforto das suas vidas pessoais. Ninguém é infalível e a diferença entre os bons e os maus vê-se pelo número de decisões assertivas e pela resiliência à adversidade.

Estou absolutamente convencido de duas coisas: i) os próximos dirigentes do Sporting têm de ser gente de grande capacidade de trabalho e dedicação, de grande denodo e intrepidez para aguentarem firmes a visão de todos os cadáveres e armadilhas que se lhes atravessarão no caminho. ii) Mas para fazerem muito melhor do que os antecessores bastará um pouco de bom-senso, que foi coisa que sempre faltou em Alvalade de há tempos para cá. Esse bom-senso seria o suficiente para  escolher treinadores e equipas técnicas que tenham pelo menos dimensão profissional e intelectual para exercerem funções no Sporting. O mesmo bom-senso teria impedido de gastar em Grimi quase tanto como o necessário por  60% de Falcão ou oferecer a nossa camisola a CR80´s, quando formamos CR7´s. E ajudaria muito ter alguém com sangue ligeiramente mais espesso que o das baratas, de forma que se não assista impassível de camarote a cargas policiais sobre adeptos que só são permitidas, quando não promovidas, no nosso estádio. Com esse bom senso e um bocadinho de coragem não estaríamos onde estamos hoje.

Em breve os sócios pronunciar-se-ão. Mesmo que a escolha tenha que ser pelo mal menor será também necessário que todos tenham um pouco da coragem e do bom-senso que tem faltado sempre que, nos últimos tempos, têm sido chamados a escolher. É que depois as lágrimas de crocodilo pela testa acima não só são tardias como ridículas, não é dr?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cadáver adiado não procria

Julgo que o resultado de hoje certamente que não surpreendeu ninguém. Mas o mesmo não se poderá dizer dos noventa minutos de jogo, que em alguns momentos chegou a ter momentos imprevistos. Tendo em conta os momentos de cada equipa sabia-se que o pior que podia acontecer no decurso da partida seria o Sporting ficar em desvantagem e o que isso poderia significar no desfecho final. Mas apesar do adversário ter inaugurado cedo o marcador por Gaitan, bem acolitado por Grimi, a quem só faltou aplaudir o compatriota, o Sporting viria a ter as suas melhores chances em lances de contra-ataque, através de reposições de bolas rápidas, após lances no nosso sector recuado, conhecendo então o seu melhor período na partida.

Tudo haveria de mudar após a expulsão de Sidney. A nossa superioridade numérica era apenas aparente, tendo em conta que, tendo em conta as prestações de Grimi e Cristiano, era difícil de determinar qual era equipa mais beneficiada com a sua presença em campo. Pedia-se então alguém que percebesse um pouco de futebol ou tivesse pelo menos 2 neurónios a funcionar. Ora meter muita gente na frente pode ser muito bonito para as bancadas apenas ajudou a anular uma vantagem numérica já de si duvidosa. Daí quase nunca se ter notado em campo que Sidnei não jogou os 45m finais. Quando por fim, num lance de sorte, o segundo golo acontece, o jogo ficou decidido, proporcionando um final agonizante, pela impotência revelada.

O Sporting teve há algum tempo o seu Alcácer-Quibir. Hoje foi mais ou menos que perder Olivença: fere o orgulho, mas está longe de ser o mais importante. Saibamos agora escolher quem seja capaz de restaurar o orgulho leonino .

Ficha de Jogo
Liga Zon Sagres: 20ª Jornada
Estádio José Alvalade
Árbitro: Artur Soares Dias
SportingRui Patrício; João Pereira, Polga, Trosiglieri e Grimi; Pedro Mendes, André Santos, Matías Fernandez e Cristiano; Postiga e Yannick.
Suplentes: Tiago, Abel, Nuno André Coelho, Zapater, Maniche, Diogo Salomão e Saleiro.
Treinador: Cabral (adjunto que substitui Paulo Sérgio que cumpre castigo).

Benfica
Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Carlos Martins, Salvio e Gaitán; Saviola e Cardozo.
Suplentes: Júlio César, Jardel, Airton, Aimar, Felipe Menezes, Jara e Nuno Gomes.
Treinador: Jorge Jesus.

Derby, uma sondagem que não quer perder

Joga-se mais logo em Alvalade mais um derby e o "ANortedeAlvalade" quer saber qual é o sentir dos Sportinguistas para esse jogo. Para o efeito criámos uma sondagem que de certeza absoluta não vai querer perder porque, tal como dizia Jardel, um derby é sempre um dérby e vice-versa.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ao pé do Sporting o carnide não é nada


Do nosso lado estará Paulo Sérgio. Do outro Jesus. Aquele que serve a freguesia de Carnide e o seu desportivo, e não o da Galileia, obviamente. Torsiglieri, Evaldo, possivelmente Maniche, possivelmente Yannick, ou Polga ... todos eles do nosso lado. Saviola, Aimar, Coentrão, Javi, Gaitan e Cardozo, do outro. Roberto, o Roberto estará também do outro lado, importa não esquecer. O Levezinho, esse, já não estará.  Mas está o Rui Patrício, o Daniel Carriço, o João Pereira, Hélder Postiga, Valdés, Pedro Mendes e o André Santos. Estes estarão. Ainda do nosso lado, estarão 12 pontos de desvantagem, muitos empates, muitas derrotas, muitos problemas ... demasiados problemas. Estarão 2 ou 3 épocas de futebol miserável, escasso em qualidade, ausente de chama e muito curto de resultados. Estará a memória recente de uma classe de dirigentes que tudo faz para nos envergonhar. Com sucesso, diga-se. Dirigentes rápidos a vender e a dispensar o bom, e igualmente rápidos a comprar e chamar o mau. Estará em campo, amanhã, uma fome grande de qualquer coisa boa, e a esperança num resultado diferente daqueles que o passado muito recente nos tem oferecido. Tudo isto estará do nosso lado, e tudo isto penaliza-nos. Penaliza-nos bestialmente. 

Do outro lado, estará uma equipa saudável, apesar de quase arredada da disputa do título. Uma equipa que joga bom futebol apesar de uma sofrível e envergonhada participação na Liga dos Campeões. Envergonhada, sim, porque vergonhosa deixa de se-lo quando se repete ao longo do tempo. É um problema de condição, ajuste ao contexto, faz parte da vida. Por vezes, temos a tentação de achar que o Benfica envergonha o futebol português, mas por vezes sinto que tal assumpção é um erro. O Benfica, e o Porto, já agora, não envergonham nada nem ninguém, mais. Os primeiros no campo, principalmente, mas também fora dele. Os segundos, fora do campo, em exclusivo, e num registo muito superior ao dos primeiros, diga-se também. Não envergonham - uns e outros - por um motivo simples: os seus contextos são esses. Faz parte daquilo que são, enquanto clubes. É assim que os conhecemos e nem daqui a 200 anos serão alguma ou qualquer coisa de diferente. Todavia, e apesar de fenómenos clubísticos, amanhã apresentar-se-á em Alvalade uma boa equipa de futebol. Uma, pelo menos, marcará presença. A do Benfica. É este facto é impossível negá-lo. Se aparecerá uma segunda, teremos de esperar para ver. Nós, infelizmente, não lutamos internamente por nada, ou se lutamos é por um quase-nada. Do mesmo modo, se fora de portas lutamos futebolísticamente por alguma coisa, apenas o futuro próximo poderá sobre isso dizer-nos qualquer coisa. O Benfica, não. O Benfica luta por objectivos internos e agarra-se a uma pequena esperança. Pequena, mas existente. Este Benfica, aquele Carnide de quase-sempre aparecerá diferente amanhã em Alvalade. Quase-sempre, porque melhor, sem dúvida. Melhor preparado, munido de excelentes futebolistas e de um excelente treinador. O Sporting, está no estado que todos conhecemos. Está também ele diferente, mas para pior. Muito pior.

Este é o contexto do jogo. Um contexto em tudo idêntico ao do ano passado. Sporting enfraquecido.Carnide fortalecido.

O que é que nos resta então?

Para além de um jogo que servirá apenas para ganhar ou perder mais ou menos 3, 2 ou 1 ponto que não nos farão avançar ou recuar do sítio onde estamos, o que é que nos resta? Resta aquilo que todos muito bem conhecem. A procura por um resultado bom num jogo especial, porque emotivo. Se-lo-á sempre, não existem sobre isto dúvidas. Nem que o Carnide amanhã aparecesse em 6º lugar ou fora da Europa, nem aí, nesse hipotético, absurdo e muito improvável cenário ... ... a sua recepção far-se-ia de modo diferente. Restam os contornos de um jogo especial, portanto. Resta-nos isso. E resta-lhes isso. Resta-lhes, a eles, claro. Respeitar a camisola que vestem, e o símbolo do Sporting que usam, respeitar a memória do Clube e de todos aqueles que brilhantemente o serviram antes de si. Respeitar-nos ... nós, adeptos, porque merecemos esse respeito e essa consideração: temos uma história ilustre, ganhadora, ímpar em Portugal, vasta, larga e longa, no tempo. Tempo demais e suficiente para que cheguemos ao dia de hoje perfeitamente capazes de acolher e digerir sucessos, bem como insucessos. Estes, títulos e vitórias, são fáceis de somar e fáceis de entender. 

O Sporting há mais de 100 anos que não faz outra coisa, em Portugal e no resto da Europa e mundo. Aquilo que no Sporting nunca é fácil de encaixar são falhas outras. Faltas de respeito ou comportamentos indignos ao serviço do Clube e da sua história. Tudo o mais, cada um de nós terá, sobre amanhã, a sua pessoal dose de favoritismo e crença num bom resultado. No fim do jogo cá estaremos todos para contar como foi. Uma das vantagens de ser-se e pertencer-se a um Clube com a grandeza do Sporting é a de que frequentemente, em Clubes desta nossa singular espécie, os estados pouco dizem. A camisola e o símbolo pesam muito, e pesando, fazem-se sobrepor a momentos, condições e eventuais fraquezas ...

A equipa do Sporting e os seus jogadores que tenham isso em mente, amanhã, e que se lembrem da quantidade de gente que por eles sofre. Se o fizerem, tudo ficará mais fácil, porque estarão cientes da noção e do significado que para muita gente terá o próximo resultado, e a próxima vitória. Que não desperdicem e passem ao lado desta oportunidade ... porque ela é uma honra, uma honra como mais nenhuma existe. Muito mais do que um desafio, problema, ou algo que nos amedronte. O carnide, ao pé do Sporting, não é nada.

Texto da autoria do nosso amigo e leitor MM

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Braz da Silva:uma entrevista de leitura imprescindível

Braz da Silva dá hoje uma importante entrevista ao jornal Record onde, de uma forma clara, expõe o que esteve por trás da sua desistência.  A entrevista revela um indivíduo bem-intencionado, quiçá ingénuo, que parece ter sido triturado pelo establishment há muito estacionado em Alvalade.

Mas independentemente do juízo que cada um faça das palavras de Braz da Silva o que resulta mais preocupante desta entrevista é revelação de que, no início do ano havia uma "necessidade  imperiosa de 15 milhões de euros" para necessidades de curto prazo. À atenção dos candidatos e obviamente de todos nós. Os esqueletos nos armários em Alvalade são capazes de ser bem mais e maiores do que provavelmente a nossa imaginação é capaz de produzir.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ricciardi: a disponibilidade, a responsabilidade e a impunidade

José Maria Riciardi pronunciou-se ontem como banqueiro credor do Sporting, afirmando que tanto o "BES como o BCP têm de trabalhar para o sucesso do Sporting". Acredito que o disse com sinceridade, pelo menos com a sinceridade que é possível a um credor. Para uma entidade nessa condição há todo o interesse que o cliente prospere para assim lhe pagar o que lhe deve e, ouro sobre azul, que a prosperidade crie novos investimentos e com eles novos financiamentos, estabelecendo uma relação profícua, beneficiando ambas as entidades. Embora existam contratos que visem defender os bancos dos incumpridores, o cenário de falência de um cliente está longe de ser o mais interessante para um credor e, em regra, só se coloca para evitar perdas maiores. O cenário de falência do Sporting está longe de interessar a qualquer banco, pelas mais diversas razões. Além do odioso que inevitavelmente cairia sobre os bancos, pelo impacto negativo que teria em milhões dos seus clientes, os 2 bancos teriam grandes dificuldades em reaver grande parte do dinheiro em divida.
 
O Sporting está no osso no que diz respeito a bens imobiliários e o valor dos jogadores está obviamente depreciado. Quer a academia quer o estádio estão em zonas que não contemplam a especulação imobiliária e não me ocorre ninguém interessado em ter os referidos equipamentos em uso, tais como são hoje. Dito isto sou dos que nunca vi nos bancos os verdadeiros responsáveis pela situação económica do Sporting. Essa responsabilidade cabe inteira aos dirigentes que com eles negociaram sucessivamente e foram incapazes de, através da forma como geriram o clube, criar uma situação mais favorável. É aí que reside o verdadeiro problema e não é por acaso que, dos 3 grandes, só nós é que falamos em bancos, em project finance´s, etc. O Sporting definhou porque não foi capaz de gerir o seu negócio que é a actividade desportiva e por força dessa incompetência que entregou a sua soberania aos bancos. Não mais nem menos do que acontece com as empresas em risco ou as famílias sobre-endividadas.

Mas José Maria Ricciardi acumula a condição de credor com a de sócio do Sporting. Há quem diga até que a ele se devem muitos favores quando a tesouraria do clube está mais seca que o Sahara, ou seja na maior parte do tempo. E nessa condição manifesta-se disponível "para a colaborar, no conselho fiscal, por exemplo" porque não tem tempo para encabeçar uma lista ou participar de forma mais activa por força das suas funções como membro da Comissão Executiva do BES. E acrescentou que "dizer que o Sporting não teve dinheiro para fazer o que tinha a fazer é falso. Nunca o Sporting despendeu tantos euros. O dinheiro não tem é sido bem gasto, uma vez que não há resultados desportivos". Ora Ricciardi foi membro do Conselho Fiscal até à demissão de Bettencourt e nunca antes se havia pronunciado sobre o assunto. Não era sua obrigação como sócio e acrescida pelas funções de fiscalização de que estava investido tê-lo feito antes? Fá-lo-ia se Bettencourt não se tivesse demitido? A forma como se enjeitam responsabilidades acumuladas no Sporting chega a ser angustiante. Por isso é que, quando ouço falar em consensos, - "existem condições para constituir uma lista de consenso, que agregue sensibilidades, para recuperar o Sporting" - e não duvidando do quanto eles seriam necessários e úteis, interrogo-me se não são o tapete estendido para a impunidade.

Talvez tenha sido precisamente a falta de tempo que alega que nunca lhe tenha permitido olhar como deve ser para o que as sucessivas direcções do clube vêm fazendo. Se assim é não faltarão ao nosso ilustre consócio outras formas de ajudar o clube que estou certo gosta tanto como qualquer um de nós, deixando um lugar tão importante como o é o de membro do conselho fiscal a quem tenha disponibilidade para o fazer. Se, como reconhece, urge "repor o Sporting na rota do sucesso desportivo que merece" reconheça também que o Sporting precisa de todos mas, mais do que nunca, precisa de as pessoas certas nos lugares certos. Isto é o Sporting precisa tanto de competência como de dedicação, que obriga a um acompanhamento de proximidade e não à vista. O povo, na sua sabedoria, lá diz: longe da vista, longe do coração...

Obstáculos e potencial





Ir de férias durante este período conturbado da vida do Sporting Clube de Portugal ajuda a arrefecer ânimos e a olhar de modo distante para o acto eleitoral que se avizinha. A dança de mariposas em que se tornou a silly season eleitoral está para lavar e durar, quantas das mariposas vão resistir a este inverno e chegar ao final de Março é um enigma e um dilema que se apresenta aos Sportinguistas.

Para já tem imperado a megalomania bacoca apostada em dourar a cenoura em vez de tratar do desgastado burro que corre atrás dela ano após ano. Milhões e mais milhões, mais etéreos do que reais, figuras e figurões para ilustrar cartazes, para a situação se tornar pelo menos mais suportável pelo menos podiam escolher a Carla Matadinho para o Marketing e o Manzara para o Comercial.

Na situação actual do Sporting todo este circo cheira a coisa nenhuma, nem a um odor fétido tem direito é um vazio, excepto se me conseguirem explicar como é possível aumentar o endividamento do clube para valores que realmente poderiam significar alguma alteração célere do nosso presente, será sempre um valor muito superior aos anunciados 50 milhões, valor esse que pelas minhas contas se resume a 3 ou 4 jogadores de qualidade a preços de mercado (mais os seus vencimentos), ora o Sporting não gera receitas correntes suficientes para manter o seu goleador, portanto… tirem as vossas conclusões.

Ainda não vi de nenhum dos candidatos a candidatos referência ao estado actual do Sporting e sobre as dificuldades que o futuro Presidente terá de enfrentar venha ele com uma resma de investidores (que só falam eurolês) ou passarões da bola (especialistas em Puortunhol), essas dificuldades para mim são as seguintes:

1- Desagregação da massa adepta do clube.
2- Ausência de voz e de estratégia sobre o desporto nacional.
3- Incapacidade de aumentar receitas.
4- Endividamento e desequilíbrio orçamental.
5- Estrutura funcional excessiva e “gorda”.
6- Problemas estruturais e logísticos da sua organização desportiva.

Este cenário é incontornável, e seja qual for o candidato vai ter de lidar com ele e na minha opinião serão questões muito mais graves, urgentes e de difícil resolução do que adquirir o futuro Liedson ou mudar as cadeiras do estádio.

Gostava de ouvir da boca dos candidatos as suas opiniões sobre como pretendem ultrapassar estes obstáculos sendo que muitos deles se podem solucionar sem recurso a muitos milhões e podem mesmo gerar as sinergias necessárias para alavancar o Sporting. Os apregoados milhões deviam ficar guardados para melhor momento estratégico e funcional do Sporting para então permitir um investimento continuado na equipa durante várias épocas consecutivas.

Uma primeira ideia que gostava de ver divulgada era a necessidade de acabar com tudo o que representa gasto e potenciar tudo o que signifique investimento, ouço incrédulo falar de mudar as cadeiras do estádio e eliminar o fosso como se isso fosse uma necessidade urgente e principalmente, quando temos o relvado num estado miserável. Este sim é um investimento onde vale a pena gastar recursos, ter um relvado de excelência onde a qualidade do futebol praticado não tivesse álibis para se esconder. Eventualmente até ajudaria a mudar a cor das cadeiras preenchendo as cadeiras “arco-iris” com Sportinguistas trajados a rigor devolvendo o verde e branco às bancadas, o ambiente festivo e o apoio à equipa feito “à Sporting”. Não com ausência de assobios (conversa que já me mete nojo), mas com pressão sobre todos os intervenientes no jogo, uns para terem noção do peso da camisola que envergam outros para saberem que em nossa casa para o bem e para o mal mandamos nós.

As recentes arbitragens miseráveis que temos sofrido não são apenas culpa da manada de Bois que nos têm saído em sortes, a culpa está mais acima e dura há tempo demasiado para sentir o Sporting amorfo sem dar eco da voz e pensar da sua massa adepta. Que os futuros dirigentes não tenham dúvidas os Sportinguistas querem, aliás estão desesperados por quem levante o nosso estandarte e saia para a luta, para o confronto contra seja quem for, pela verdade desportiva e pelo desporto nacional.

É necessário também definir objectivos concretos e realistas, dada a limitação de receitas a presença na Champions League é o objectivo a traçar, não como um elogio ao segundo lugar mas como uma necessidade para fortalecer o Sporting no sentido do lema do fundador, com todas as vicissitudes dos últimos anos o Sporting ainda ocupa uma posição invejável nos rankings europeus, muito acima de clubes quem apenas fazem dos milhões o caminho a seguir. Somos melhores e provamos todos os dias ter capacidade para potenciar as nossas qualidades ímpares.

Deixo para o final o eclectismo onde gostaria de ouvir também algumas medidas que não implicam largos milhões de euros. Antes de mais e por ser da mais básica justiça o assumir em definitivo do projecto do Hóquei em Patins, dando segurança e mérito a quem tanto e tão bem nele trabalhou. Tão importante como isso, criar condições e mobilizar sócios para reactivar as restantes modalidades extintas, trilhar este caminho sem urgência mas com a tenacidade e carinho com que o Hóquei foi alimentado. Um ponto visível desta vontade por parte do clube seria apenas aceitar projectos para o seu pavilhão que não ignorem, p.ex. o basquetebol e o voleibol, se os Arquitectos precisarem de inspiração venham visitar o pavilhão de Coimbra.

Outra oportunidade que o pavilhão não deveria esquecer é a criação de espaço dedicado aos sócios, sendo que neste particular gostava mais de ver isso efectuado no estádio sem necessidade de megalomanias, mas é determinante valorizar a condição de sócio relativamente aos restantes adeptos.

Serão necessários 50 milhões para tudo isto, não, eventualmente 3 ou 4 e carradas de Sportinguismo. Vamos à luta, os Sportinguistas estão atentos para julgar e generosamente disponíveis como sempre estiveram.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sporting mal vestido abre a porta da eliminatória

Tal como previsto no post de lançamento do jogo, a primeira mão dos 16 avos de final foram 90minutos de maus tratos ao futebol, com duas equipas a jogarem um futebol do tempo da pedra lascada.

Durante esse suplício ficou evidente a nítida mais valia técnica dos nossos jogadores que só não se superiorizou aos escoceses porque não conseguiu um fio condutor para o seu  jogo. Numa das poucas jogadas em que conseguiu ligar mais de 2 passes o Sporting fez um golo de cabeça (talvez o 2º da época) bem no centro da defesa escocesa. Fica em aberto a decisão da eliminatória.

Mas que equipamento era aquele?

Ficha de jogo:
Estádio: Ibrox Stadium (Glasgow)

Árbitro: Manuel Grafe

Equipas;

Rangers:  McGregor; Foster, Bougherra, Weir, Papac; Whittaker, Edu, Davis, Weiss; Diouf e Lafferty.
Suplentes: Alexander, Fleck, Naismith, Healy, Bartley, Ness e Hutton
Treinador: Walter Smith.

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Carriço, Polga, Evaldo; Pedro Mendes, Maniche, Zapater; Cristiano, Postiga e Yannick.
Suplentes: Tiago, Saleiro, Matías, André Santos, Salomão, Nuno André Coelho e Vukcevic.
Treinador: Paulo Sérgio.

Golos: Whittaker 66 minutos, Matías Fernandez 89 minutos

Entre Glasgow e Lisboa

O Sporting joga logo no Ibrox Stadium a primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, depois de, em termos de resultados, ter tido uma participação satisfatória na fase de grupos. Encontra pela frente uma equipa apeada da Champions e que também ela vive momentos de menos fulgor, apesar de ainda estar a disputar o título escocês, encontrando-se neste momento a 5 pontos do Celtic, mas com menos 2 jogos que os arqui-rivais. A campanha na Champions League foi decepcionante, apesar do excelente começo, com o empate sem golos conseguido em Old Trafford, seguido de uma vitória magra (1-0) com os turcos do Bursaspor. Mas o resto da carreira ficaria marcado por apenas mais dois empates - um em casa com o Valência e fora com os turcos -e a derrota da ordem com o United bem como a copiosa derrota no Mestalla. Os 3-0 de Valência foram a excepção que confirma uma regra que o Sporting já conhece desde os tempos de Paulo Bento, quando nos cruzamos pela última vez com os homens de saias: é uma equipa que sofre poucos golos, que joga de forma compacta atrás, pontuada por uma defesa a fazer lembrar o pinhal de Leiria. Marcar um golo na Escócia poderá ser decisivo, pese embora a ideia que, da forma como a equipa do Sporting joga, particularmente quando incumbido de defender e pressionar o adversário, o Rangers marcará cá e lá, sendo por isso muito dificil de prever o desfecho da eliminatória, que perspectivo ser marcada por dois jogos de baixa qualidade.

Mas a viagem até à Escócia fica para já marcada pela revelação, nada surpreendente, diga-se, de que Vukcevic se recusou a jogar a 2º parte do jogo com o Olhanense. Mas se não é nenhuma surpresa uma atitude como esta por parte do montenegrino ( se tivesse um cérebro até poderia ser um bom jogador),o mesmo não se poderá dizer ao ver o seu nome na lista de jogadores que fizeram a viagem à Escócia, mesmo que seja para ficar na bancada. Esta aparente impunidade é indiscutivelmente um mau exemplo, abrindo uma porta a casos semelhantes, que terão que ser sentenciados de forma idêntica. A menos que se tenha entendido que Vukcevic, pelo (não) que estava a fazer em campo, prestou um bom serviço  ao dar lugar a quem tenha mais disponibilidade para contribuir para a equipa. E em relação a este caso fico sem perceber quais as vantagens da sua divulgação pública, que, em última análise, apenas contribui para desvalorizar um jogador numa futura transferência, tendo em conta que o Sporting pouco ou nada pode contar com ele. Será essa a estratégia por trás da atitude do montenegrino?

Da Escócia chegam-nos também ecos do protesto do Sporting relativamente ao relatório de Olegário. Que o árbitro é não só incompetente mas também desonesto já todos sabemos. Há poucos clubes em Portugal que não tenha queixas deste incapaz o que revela bem a sua maleabilidade perante os ventos dominantes, cujos favores são pagos na sua chegada a internacional, que depois devolve em prestações vexantes que ridicularizam o futebol português. Tivesse Vitor Pereira pelo menos vergonha, já que o brio é o que se sabe. Faz bem o Sporting em protestar os seus direitos e dar conta pública disso. Couceiro, que terá tido papel fundamental na resolução do imbróglio Izmailov, demonstra que muitas vezes basta fazer o óbvio e usar de bom senso.

Mas é em Lisboa que se continuam a concentrar as atenções dos Sportinguistas, por via do período eleitoral. Ontem ficou-se a conhecer a disposição de Zeferino Boal em apresentar-se a eleições, marcando essa vontade com a necessidade de implementar um "novo paradigma". O antigo dirigente ao tempo de Jorge Gonçalves e Sousa Cintra é apoiado por Abrantes Mendes. Chega-nos ainda a intenção de unir os sócios e alterar a politica desportiva, falta saber como se propõe a fazê-lo e com quem.  É nessa altura que se justificarão os comentários porque, tal como Bruno Carvalho e  ao contrário de Dias Ferreira, não tem um percurso público, ligado ao Sporting, que me permita perceber a sua linha de pensamento.

A A.A.S. enviou-nos um comunicado que aqui reproduzimos:

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"Prever o futuro é recorrer à memória"

O Futre que o Dias Ferreira considera ser um símbolo do Sporting é o mesmo que é capaz de dizer, conforme convenha para a ocasião que:

24/12/2008: 
"O meu clube é o Atlético de Madrid, é com ele que sofro e ganho"


06/05/2010:

Em 18/02/2009:
Vou estar com o coração dividido.(...)  Estive três anos no F. C. Porto, dez no Atlético como jogador e como director desportivo. Adoro o F. C. Porto, mas vivo em Espanha e gosto do meu filho.

Ou em 11/12/2009:


Ou em 15/02/2011:

Isto seria o bastante para pelo menos colocar em causa a súbita promoção de Futre a símbolo do Sporting. Mas admito que para o lugar que lhe está destinado a condição de Sportinguista seja menos importante que a competência profissional e a preparação para o cargo. E aí é que, recorrendo também à memória, encontro razões mais que fundadas para temer Paulo Futre:
 

Um director desportivo que diz que Paulo Sérgio estava a fazer um bom trabalho em Guimarães e que simultâneamente lhe augura sucesso no Sporting está longe de dar razões aos Sportinguistas para dormirem descansados. É bom que se perceba que o Paulo Futre que poderá chegar a Alvalade não é o mesmo que daqui saiu nos finais dos anos 80, e que era capaz de fintar a equipa adversária dentro de uma cabine telefónica e sair com a bola a jogar. 

O equívoco de que grandes jogadores têm que perceber de futebol já custou caro a muito boa gente, vide caso de Rui Costa no SLB e de Costinha no Sporting. Atente-se ao caso do FCP, onde não faltariam jogadores de referência, mas que tem preferido a competência e a descrição de Antero Henriques, à atracção pelas luzes dos flashes ou holofotes que lhe trariam nomes como o próprio Paulo Futre, Baía ou Fernando Couto.

Tendo dito de Futre nada deveria ser preciso acrescentar de Dias Ferreira que o próprio não tivesse dito anos a fio no programa semanal onde é comentador residente. Ou pelo que aconteceu nos dois últimos anos ao Sporting sendo ele presidente da A.G., ou o que se passou nos anos em que foi dirigente, e que não são tão poucos como isso. Basta ter um pouco de memória para prever o que pode ser o Sporting com esta dupla.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Está encontrado o novo director desportivo do... SLB

A noticia acabou de cair: Paulo Futre será o novo director desportivo do Sporting de Dias Ferreira for eleito. A última vez que ouvi falar que este senhor ia voltar ao Sporting, acabou por assinar pelo SLB dias depois onde fez juras de amor eterno. Rui Costa que se cuide!

Se os Sportinguistas tivessem memória esta noticia seria o suficiente para que Dias Ferreira perdesse por goleada as próximas eleições. Mas como há muito Sportinguista que gosta de folclore, nunca se sabe se o efeito não será o inverso. Para já estas eleições prometem..

Sob o signo da irracionalidade

Assisti ontem à entrevista de Carlos Freitas à SportTv apenas de forma parcial. Tal como já havia acontecido na entrevista com Costinha o pivot despeja as perguntas sem exercer qualquer contraditório sobre as respostas tornando o programa desprovido de interesse para quem não tiver sido ainda lobotomizado.  Conta ainda com a preciosa ajuda do comentador residente, António Simões, que mais não faz que, a qualquer preço e sem respeito pela inteligência dos espectadores, destilar o  ressentimento por ter sido rejeitado pelo seu clube do coração. Foi por isso que a dada altura interrompi o visionamento do programa porque o tempo é um bem escasso e demasiado precioso para ser desperdiçado. Está lá a gravação para visionamento posterior, como registo histórico.

Mas o que vi foi o suficiente para perceber a importância do Sporting na vida de Carlos Freitas. Foi o Sporting que lhe deu nome e por isso o clube esteve sempre presente em toda a entrevista. Vi por isso Carlos Freitas atirar para o ar um número (que não tenho meios para confirmar), dando conta que de 2000 a 2008 o Sporting teria realizado, já se vê graças a ele, mais de 80 milhões de euros em receitas de venda de jogadores. Por si só isso seria suficiente para, e segundo os parâmetros que o próprio enunciou no programa, para dar conta da insuficiência da sua actuação, logo não justificando o tom impante que usou: "saí pelo meu pé", "entrei pelo meu pé", etc. E com a desfaçatez de ainda aduzir que o Sporting "«desaproveitou uma excelente fase de crescimento e bons resultados», como se alguém que tenha passado tanto tempo em cargo de tamanha relevância não tenha nada a ver com situação do clube. Se dividirmos os 80 milhões por 8 épocas ficamos com 10 milhões para cada ano o que explica sobejamente o crescimento do passivo. E Carlos Freitas esqueceu-se de explicar porquê que no grosso desses 80 milhões entram quase só jogadores da formação, não sabendo explicar como foram rentabilizados os muitos milhões gastos em contratações de jogadores e os prejuízos acumulados na sua gestão: só de 1999 a 2003 foram torrados 85,5 milhões, quase um quarto do actual passivo.

Obviamente que Freitas não é o único réu e o trabalho realizado em Braga deixa indicações que, numa organização com uma estrutura de decisão proficiente, que sabemos que de há muito não existe no Sporting, poderia ser uma opção válida. Mas longe de ser a excelência que a consideração por si próprio emana a cada palavra. Mas além do passivo histórico de irracionalidade nos gastos ficou ontem nítido que o ego de Carlos Freitas está hoje demasiado inflamado para um lugar que, mais ainda no Sporting, precisa de eficiência, resiliência e circunspecção.

Nota: Já depois de editado o post, e porque esta é uma questão recorrente quando se fala em Carlos Freitas, deixo uma lista das aquisições feitas sob sua responsabilidade. Para registo futuro e para que cada um faça o seu juízo alicerçado em dados concretos. E não termino sem lembrar que é ignorância ou desonestidade intelectual afirmar, como o faz Carlos Freitas, que na 1ª década deste século ganhámos 2 títulos.

2000/01: Hugo, Tello,Paulo Bento, Sá Pinto, João Pinto, Fabri, Kirovski, Mahon, Dimas, Bruno Caires, Cáceres, Horvath, Phil Bab.

2001/02: Quiroga, Rui Bento, Nicolae, Luis Filipe, Jardel, Nalitizis

2002/03: Marcos Paulo, Ricardo Fernandes, Danny, Toñito, Kutozov, Contreras

2003/04: Ricardo, Mário Sérgio, Clayton, Polga, Rochemback, Liedson, Silva, Tinga

2004/05: Danny, Douala, Pinilla, Enakharire

2006/07: Paredes, Farnerud, Ronny, Alecsandro, Bueno, Romagnoli, Caneira

2007/08: Gladstone, Izmailov, Derlei, Vukcevic, Purovic, Stojkovic, Pedro Silva, Had, Celsinho, Tiuí, Grimmi



E pronto Dias Ferreira lá foi empurrado. Desta vez por Olegário Benquerença, segundo palavras do próprio. No mínimo é estranho que a consciência do representante de todos os sócios tenha andado a fazer orelhas moucas a todos os apelos feitos durante quase 2 anos, e no entretanto tenha insultado alguns deles, para despertar ao som do apito de um incompetente. 

Dias Ferreira não representa apenas a continuidade de 2 anos de desvario, sobre o qual nunca se pronuciou, a não ser para absolver ou anuir. Dias Ferreira, pelo tempo que leva no clube, representa precisamente a deriva irracional que se instalou depois da sáida de João Rocha e que nos trouxe onde estamos e do qual todos temos responsabilidade, obviamente. Para quem o cita como referência não podia haver contraste mais evidente e estarrecedor. O que somos hoje e o que éramos então!

Dias Ferreira não representa o roquetismo, porque em algumas ocasiões se bateu contra algumas das opções então tomadas, mas cuja contestação prescindiu quando lhe foi conveniente. Representa o "continuismo" e o "zizaguear" daqueles que há muito acamparam no Sporting que, sobre o pretexto da vontade de servir, não mais querem do que satisfazer os seus sonhos e ambições pessoais. Para esses a simples condição de sócio de um clube ímpar é manifestamente pouco. Tal como Bettencourt, também Dias Ferreira acalenta o sonho de criança de ser presidente do Sporting. E tal como Bettencourt tem tudo para se tornar num pesadelo, quiçá maior.

Saúde-se pelo menos a hipótese, até 26 de Março, vermos o Sporting defendido por alguém capaz de algo mais do que uma linguagem cripitica, argumentação pobre e  atitude rude. Mas desenganem-se os que pensam que, pelo que se diz na blogosfera, Dias Ferreira é um caso arrumado. O calculismo que usou ao juntar-se a Bettencourt, mantendo o seu palanque semanal de forma pouco ética em função do lugar que ocupa, ética que agora evoca por conveniência, revela determinação que não pode ser negligenciada. E a televisão vende bem como sabemos e os Sportinguistas têm comprado sem grande critério nos últimos anos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

À terceira...

... será a vez em que sai de cena?

Existe uma série de figuras que sempre pulularam em torno do Sporting Clube de Portugal acumulando cargos nos mais variados órgãos e entidades relacionadas com o nosso clube e cuja utilidade ou produtividade em prol do Sporting merece ser questionada.

Dias Ferreira é apenas uma dessas figuras mas dado o tempo de antena que sempre teve, acaba por representar bem esta "dinastia" de sportinguistas que até podem estar bem intencionados mas devem de uma vez por todas assumir as suas falhas.

As suas ideias, opiniões e posições são mais do que conhecidas e estão à vista de todos nós. Será mesmo isto aquilo que o Sporting precisa?

Em 2006 desistiu para Franco e em 2009 caiu até à lista de Bettencourt. Será que à terceira é de vez?

2 Razões para a tristeza dos Sportinguistas

1- Identidade:
Assisti com relativa atenção aos jogos deste fim-de-semana que foram objecto de transmissão televisiva, em particular os jogos de ontem, envolvendo os nossos rivais. E uma da conclusões quase instintivas a retirar do que observei é que essa rivalidade se baseia mais em razões históricas do que propriamente nos argumentos que podemos opor actualmente nos relvados, independentemente da exuberância das exibições de qualquer um deles.

Depois do que nos vem sendo permitido observar ao longo destas 2 últimas épocas em particular, é natural a decepção e tristeza que se apossou dos Sportinguistas: o Sporting não só não ganha como joga muito pouco ou quase nada, o que atraiçoa o orgulho leonino: mesmo nos piores dos tempos, quando nada se ganhava, os Sportinguistas acorriam a Alvalade, onde pelo menos viam jogos de futebol, naquilo que se chamava então "jogar à Sporting". Era disso que Costinha falava na sua derradeira entrevista quando confidenciou ter dificuldade para arranjar um bilhete para um jogo com o Gil Vicente, mas cujas razões  para o fenómeno revelou não perceber. Acontece que, de 2005 para cá, o Sporting foi paulatinamente abdicando da sua identidade a troco de muito pouco e não deve por isso ser de estranhar que hoje sejam poucos ou nenhuns que se revêem na forma de (não) jogar do Sporting. Os poucos que ainda se sujeitam aos maus tratos que o futebol do Sporting inflige a quem a ele assiste fazem-no por amor ao clube.

Muitas vezes assistimos à discussão entre nós sobre o que é que precisamos primeiro de voltar a  fazer:  ganhar de imediato, a qualquer preço ou  preocuparmo-nos acima de tudo em voltar a jogar bom futebol, aguardando as vitórias como uma consequência natural. Provavelmente é possível ganhar de "qualquer forma", algumas equipas fizeram-no no passado - como por exemplo o SLB de Trapattoni - mas de uma forma quase repugnante, e sem semear nada para o futuro. Do lado oposto, na arte de bom jogar, lembramo-nos logo do Arsenal de Wenger, que joga muito bem e não ganha, mas contudo o treinador francês mantém-se no comando do clube de Londres e os adeptos enchem o estádio.

Provavelmente exemplos como o Arsenal são de ocorrência difícil num país latino como o nosso e seria um exercício destinado ao fracasso tentar mudar o que está arreigado na nossa forma ser e estar. Mas mudar as pessoas, ou equipas técnicas ou dirigentes que não triunfam não tem que corresponder a uma mudança de identidade ou ao que se chama politica de terra queimada que, ao fim e ao cabo, foi o que andamos a fazer nestes anos todos. Perdemos a identidade, definhamos, reduzimos o valor e o talento, e com isso acantonámo-nos  na  expressão mais simples de que temos memória. Sem uma equipa que jogue à Sporting dificilmente daremos razões aos Sportinguistas para voltarem a Alvalade.

De certa forma é isso que nos diz Xavi numa recente entrevista ao Guardian*, cuja leitura na íntegra recomendo, a propósito do Barcelona, onde a cobrança pela falta de vitórias é também implacável, como aconteceu com Frank Rijkaard, antecessor de Guardiola. Eis o que ele respondeu quando lhe perguntam se um treinador poderia durar tanto tempo sem ganhar, como Wenger no Arsenal:

Quase impossível. Se passas 2 anos sem ganhar tudo tem que mudar. Mas mudas os nomes, não a identidade. Os nossos fans não se identificariam com uma equipa que jogasse atrás, na expectativa. Infelizmente as pessoas só avaliam as equipas pelo sucesso. Agora, o sucesso validou a nossa abordagem ao jogo. Eu sou um jogador feliz porque, em meu beneficio próprio, há seis anos atrás eu não teria qualquer hipótese, futebolistas como eu estariam extintos. Apenas poderiam existir os que tivessem 2 metros de altura, poderosos, avassaladores, varrendo as segundas bolas, os ressaltos.

(E a propósito dos pinheiros)
(...) É gratificante que o talento e habilidade técnica tenha ganho espaço à capacidade física e se assim não fosse o espectáculo não seria o mesmo. Jogamos para ganhar mas a nossa satisfação é dupla. Outras equipas ganham mas não é a mesma coisa, falta-lhes identidade. O resultado é um impostor no futebol, porque tu podes fazer tudo bem e mesmo assim não ganhar. Mas pode haver algo mais duradouro que um resultado, um legado. O Inter ganhou-nos a final da Champions mas hoje ninguém fala do futebol deles.

A Inglaterra parece sobrestimar os jogadores mais físicos...
Ok, esse tipo de jogadores, (como Carrager e Terry)  são fundamentais mas eles devem-se adaptar ao futebol técnico e não o inverso.

(A propósito das Academias):
Algumas academias preocupam-se em ganhar. Nós preocupamo-nos em educar. Vemos um miúdo que levanta a cabeça e executa o passe de primeira e pensamos de imediato: este serve, tragam-no e nós treinamo-lo.


Continuo a pensar que o Sporting tem, acima de tudo, que voltar a reconciliar-se com o bom futebol para que a reconciliação com os adeptos possa igualmente ocorrer. E para isso não é preciso reinventar a roda. Se faltam as boas ideias que se copiem os melhores exemplos.

2- Transparência:
Recuso-me a acreditar nas notícias que dão conta da ida de Bettencourt para o BES. Tal como nos dizia o nosso amigo J há dias, também eu pensava que grande parte dos nossos problemas tinham a ver com a incompetência e não apenas com a má-fé. Ver agora o presidente abandonar o barco adornado mas com a vida bem arranjada precisamente com um dos nossos credores, com quem negociou até há poucos dias faz lembrar a venda dos terrenos à MDC, quando o nosso principal interlocutor acabou pouco tempo depois sentado na secretária daquela empresa. Bettencourt não é a mulher de César, mas…

*Com os agradecimentos ao @imago_route, Terrassa, Catalunha

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Fonte de desperdício

O Real Madrid acaba de vencer um jogo bastante difícil na cidade condal, ao derrotar por 1-0 o Español jogando praticamente todo o encontro em inferioridade numérica, por expulsão de Cassillas logo aos 2m de jogo. Mas a razão desta meia dúzia de linhas é dar conta da estreia de Rui Fonte pela equipa de Mauricio Pochetino, aos 81m de jogo. Foram apenas 10m, sem oportunidades de mostrar muito mas é um facto digno de nota, lembrando também a estranheza que o empréstimo de um jogador que termina o vinculo com o clube no final da época, estando por isso livre para assinar por qualquer clube. 

Não sei se Rui Fonte poderá vir a ser ou não um grande jogador  e com 20 anos ninguém o poderá garantir ou desmentir. Mas esta estreia num dos campeonatos mais competitivos do mundo, numa das equipas sensação e que segue em lugares que dão acesso às competições europeias é pelo menos um atestado de confiança nas suas capacidades, que pelos vistos não foram reconhecidas pelo clube que o formou. Atendendo ao seu percurso nas selecções nacionais e quer no Sporting quer no Arsenal, onde esteve emprestado, era capaz de merecer outro cuidado. É que nem só de grandes jogadores se fazem as equipas de futebol e o Sporting tem dado provas de ser capaz de formar bons jogadores que acaba por não aproveitar a sua valia, acabando a gastar dinheiro em jogadores mais caros e nem sempre de igual valia. Uma fonte que parece tão inesgotável como desperdiçada.

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