segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A corrida de Jeffren para... o balneário


O jogo corria já para o final a par com a festa nas bancadas, uma das mais bonitas e entusiásticas que vi nos últimos anos, pelo que muitos não se aperceberam da saída extemporânea de Jeffren. Nesses incluo-me eu, que só fui alertado para o facto já depois do jogo ter terminado, não sem antes ter estranhado a deslocação de Wolfswinkel para o lado direito, escapando-me a ausência de Jeffren.

Percebi depois em alguns comentários a condenação da atitude do jovem jogador espanhol, que depressa foi socorrido por Domingos ainda durante a conferência de imprensa. Precisamente o mesmo Domingos que no sábado havia verbalizado um violento puxão de orelhas a Rodriguez, outro jogador que tem dado muito menos do que esperado e do que está ao seu alcance.

Faz sentido o tratamento diferente de casos diferentes. Jeffren tem visto a sua carreira infernizada por lesões, não faltando quem ache que foram estas que obstaculizaram o seu sucesso e afirmação em Barcelona. Rodriguez é um defesa de cristal que acumula a qualidade das suas prestações com lesões de natureza muscular também constantes. O defesa peruano tem sido pouco criterioso na gestão da sua relação com a sua entidade patronal, o Sporting que, por 2 vezes consecutivas andou a curar o atleta para este jogar pela sua selecção e voltar lesionado a Alvalade.

O caso de Jeffren é diferente. Esteve parado 2 meses e, quando regressa, não chega a concluir os menos de trinta minutos que Domingos lhe havia dado para ganhar ritmo. Não posso aplaudir a sua reacção, que acabou com a saída tempestuosa para o balneário, havendo versões que divergem entre o sozinho ou acompanhado pelo médico Frederico Varandas. Mas compreendo a sua frustração por ver mais uma vez se ver impedido de fazer o que mais gosta de não poder ver o seu talento vingar. 

Quem se apressa em juízos implacáveis não deve deixar de ter estado de espírito  em consideração e pensá-lo como seria se estivesse a acontecer na sua vida. E há que perceber também que tivesse-se Jeffren encaminhado para o banco ou para o balneário a possibilidade de contribuir para a equipa tinha terminado ali mesmo. Seja porque a lesão é real ou apenas imaginada pelo atleta.

Tentar ver na sua saída um acto de indisciplina pode até dar jeito a alguns adversários mas, apesar da sua invulgaridade, é acima de tudo um acto de desespero. É assim pelo menos assim que o entendo.

domingo, 30 de outubro de 2011

SUPER 8


FEIRENSE , O - SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, 2

A décima vitória consecutiva fica marcada com outro algarismo: o 8 de Stjin Schaars. Depois de estar em evidência com as declarações proferidas em entrevista durante a semana, o holandês, que nem sequer estava em dia de grande inspiração, foi decisivo na vitória leonina alcançada, esta noite, no relvado do Estádio Municipal de Aveiro. As cenas foram filmadas em dois actos: no primeiro sofre penalty para o compatriota Ricky abrir o activo, o segundo num pontapé forte, de primeira, à entrada da área, cheio de classe, a fazer lembrar as filmagens resultantes da mítica câmara de filmar usada na década de oitenta do passado Sec. XX.

Após mais uma primeira parte aquém das expectativas, com poucos lances de efectivo perigo junto de ambas as balizas, a segunda parte começa a todo o gás. Com Feirense e Sporting a tentar o golo. Diego Capel e Henrique protagonizam duelo, que acaba em duplo amarelo e consequente expulsão do defesa central feirense. Foi depois desse momento que o domínio leonino se acentuou de forma mais enérgica e definitiva. O ataque era insistente, principalmente através de combinações pelo flanco direito com João Pereira, Elias (depois Carrillo) e Matias a impacientar os pupilos de Quim Machado. O lance do penalty surgiria em mais umas dessas insistências: centro de Carrillo, derrube óbvio de Cris a Schaars dentro da área. Ao contrário da entrada sobre Elias na primeira parte, desta vez não houve ‘gralha’ que valesse à equipa de Santa Maria da Feira e Wofs factura na conversão da grande penalidade com um pontapé forte e colocado, a inviabilizar a boa estirada de Paulo Lopes. Matias, agora colocado in su sitio, consegue provocar outra fluência no ataque leonino e o segundo golo adivinha-se. Carrillo num remate surpreendente acerta na trave, Schaars manda outro foguete, mas melhor direccionado. Estava consumada a vitória. Até final foi tempo do regressado Jeffren sair lesionado e, também em função de novo azar do colega, preocupar os outros 10 (10, outra vês?) jogadores do SCP, que passaram a pausar o jogo e aguardar pelo silvo final do árbitro. Sem muitas mais correrias.

Cá atrás, Carriço, mostrou que quem sabe, nunca esquece… Esteve soberbo, principalmente nas alturas de maior aperto defensivo.

Nas bancadas foi visível (e audível) o ambiente que envolve a massa associativa /adepta do SCP por estes dias. Que assim continue é o que se deseja.


Ficha de jogo

Estádio Municipal de Aveiro.
Árbitro: André Gralha (
Bruno Silva e Pedro Neves)
.

FEIRENSE: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Luciano Silva,  Henrique e  Stopira; Fernando Varela,  Cris e  Hélder Castro (Sténio, 56m);  Miguel Pedro (Siaka Bamba, 61m); Ludovic e Carlos Fonseca (Rabiola,82m).

Treinador: Quim Machado.

Suplentes não utilizados: Douglas, William,  Mika e  Jonathan.

Acção Disciplinar: cartões amarelos a Henrique (51 e 54 m),  Cris (62 m) e Sténio (66 m). Cartão vermelho a Henrique (54 m).


SPORTING: Rui Patrício,  João Pereira, Daniel Carriço, Onyewu,  Insúa; Rinaudo, Elias (Carrillo, 56m), Schaars; Matias Fernandez (Bojinov, 79m), Diego Capel (Jeffrén, 61m) e  Ricky van Wolfswinkel.

Treinador: Domingos Paciência.

Suplentes não utilizados: Marcelo Boeck, Evaldo, Pereirinha e André Santos.

Acção Disciplinar: cartão amarelo a Rinaudo (60 m). Golos: van Wolfswinkel (64 m) e Schaars (76 m).

Golos: Van Wolfswinkel - 64' (penalty) Stijn Schaars - 78'

A medalha do Prata para Domingos

A reviravolta épica conseguida em Paços de Ferreira, na quarta jornada da Liga, teve um efeito galvanizador e foi determinante no resgatar do Sporting do fundo do armário. Mas o efeito teria sido insuficiente e, provavelmente, efémero se o clube de Alvalade não tivesse tido, de lá para cá, alguém com a liderança tranquila, a sabedoria e o perfil psicológico de Domingos Paciência. 

Depois do início periclitante, o Sporting acaba por estar a realizar um dos seus melhores arranques de época dos últimos anos. Aos 17 pontos somados na Liga (19 golos marcados e nove sofridos) e às nove vitórias consecutivas, há ainda que acrescentar uma carreira limpa na Liga Europa e o destaque de ter sido o primeiro clube a garantir a passagem à fase seguinte das provas europeias. 

A imprensa tem ainda destacado pequenos dados abonatórios, como a circunstância de a goleada (6-1) imposta ao Gil Vicente ter igualado o melhor resultado conseguido desde Novembro de 2004, quando o Sporting de José Peseiro bateu o Boavista de Jaime Pacheco. Acrescente-se o facto de ser o clube com mais faltas sofridas na Liga (factor que, a par do tempo de posse de bola, reflecte o domínio dos jogos), os quatro golos marcados na sequência de cantos (o que vinha sendo uma raridade no clube) e os seis golos apontados por jogadores que começaram os jogos no banco de suplentes. A maioria destes indicadores serve ainda para valorizar o papel do treinador. 

Mas, em apenas mês e meio, o que é que mudou de tão substancial de forma a transformar uma equipa pouco sinfónica noutra que até sofre de incontinência goleadora? Alguns responderão que a diferença teve a ver com a melhoria do desempenho dos árbitros. Sendo verdade que o Sporting foi algo prejudicado nos jogos iniciais, isso não basta para justificar a forma desgarrada e errática como se apresentou nessa fase. 

A iminência da desgraça e os 15 minutos memoráveis que evitaram a queda no precipício em Paços de Ferreira pareceram ter unido a equipa. Hoje, o Sporting mostra uma alma que contagia e até um certo vigor juvenil, expresso também na forma como vem marcando golos nos primeiros minutos, o que acaba por tornar os jogos mais fáceis. 

Desde então, as hierarquias da equipa estão a ficar cada vez mais definidas e tudo parece funcionar de memória. E até a generalidade dos 17 reforços já parece sintonizada na mesma onda. Durante aquela fase difícil, foi importante o conforto dado pelo presidente Godinho Lopes. Mas bem mais determinante deve ter sido Domingos, que soube funcionar como um pára-raios quando as coisas começaram por correr mal e, depois, como um gestor motivacional. 

O espanhol Juan Lillo disse um dia que um treinador deve ser como Deus: estar em todos os sítios, mas nunca visível. Domingos parece seguir essa cartilha. Percebe-se que se impõe no balneário com uma liderança tranquila, sem excessos de autoridade, mas com uma frontalidade e abertura desarmantes. Claro que nenhum treinador pode estar completamente formatado com 42 anos e somente cinco épocas no escalão principal. Isso nota-se, por exemplo, na forma demasiado transparente como ainda se expõe no “banco”, quando o semblante e os gestos revelam em demasia o peso dos resultados negativos. 

Começar mal não é uma novidade para Domingos. Aconteceu-lhe o mesmo há dois anos em Braga, onde teve uma pré-temporada desastrosa (foi eliminado das provas europeias pelos suecos do Elfsborg) e chegou a ter o lugar em risco. E, há um ano, seguia a dez pontos do líder FC Porto logo à passagem da sétima jornada. 

Tal como no Braga, Domingos começou, também em Alvalade, por ensaiar alguns desenhos tácticos. Antes de estabilizar no actual 4x3x3, passou pelo 4x2x3x1 e pelo 4x1x3x2. No último jogo, aproveitou a segunda parte, quando a vitória já era um dado adquirido, para testar o 4x4x2 clássico, com Elias e Schaars no meio e Diego Rubio e Carrillo a funcionarem como médios interiores/alas, sobrando na frente a dupla Wolfswinkel e Bojinov. É uma solução de menor equilíbrio, mas que pode vir a ser útil em determinados jogos em que seja necessário arriscar mais. 

Tão ou mais importante do que a estabilidade táctica foi a definição da equipa. Domingos chegou a ser acusado de utilizar em demasia os jogadores que já estavam no clube. Mas isso, com o tempo, até resultou vantajoso: mostrou aos reforços que esse estatuto nada lhes garantia e provou aos outros que não iriam ser ostracizados. A mudança aconteceu em Paços de Ferreira, onde Rui Patrício e João Pereira foram os únicos “da casa” a sobreviver. A partir daí, a equipa foi subindo de produção, passando a dominar os jogos com soluções variadas: em posse, em pressing e com agressividade ou antes com uma dinâmica criativa, conforme as circunstâncias. 

Durante esta travessia, algumas unidades mostraram ter um peso específico na equipa. Foi o caso de Patrício, mas também de Rinaudo, que trouxe uma agressividade e uma entrega contagiantes. Schaars garante geometria e boa execução nas bolas paradas. Elias é, obviamente, um caso à parte. Tem tudo o que os outros têm, mais a velocidade, a verticalidade e o virtuosismo que só estão ao alcance de uns quantos. Mas não deixa de ser verdade que o Sporting segue na Liga Europa só com vitórias, sem nunca ter podido utilizar o brasileiro... 

A par de Elias, o reforço garantido com melhor selo de qualidade foi o jovem Jeffren. A lesão que tem afastado o extremo espanhol da competição permitiu a afirmação de Capel. Este não consegue jogar com a cabeça levantada nem tem a inteligência de jogo nem o pedigree do seu compatriota formado no Barcelona. Mas funciona como um agitador nato. Acaba por dar acutilância ofensiva e, mais do que isso, tornou-se num jogador-fetiche. Tem ajudado a encher as bancadas, tal como Carrillo, que promete transformar-se num craque de nível mundial. Mais do que enfraquecer a equipa, as saídas de Djaló e Postiga ajudaram a dar estabilidade ao plantel, agora livre de duas unidades malquistas por boa parte dos adeptos. Mais, a venda em saldo do ponta-de-lança teve a virtude de abrir caminho à afirmação de Wolfswinkel, a quem muitos, precipitadamente, tinham começado por torcer o nariz. 

Os jogadores do Sporting valorizaram-se e valem claramente mais do que valiam há dois meses. Nessa matéria, Domingos deixou também a sua impressão digital. Porque tem sabido aproveitar as ausências forçadas ou a gestão do plantel para provar que Evaldo até pode ser útil como alternativa a Insúa. Porque soube primeiro valorizar Izmailov e, depois, reclamar a sua recuperação total. Porque tem sabido provar a utilidade de Pereirinha e a necessidade de dar tempo a jogadores em má forma física ou psíquica, como era o caso de Bojinov.

Outro momento importante foi quando fez Elias regressar, mas manteve Matías Fernández na equipa titular. Para recompensar o chileno do bom jogo anterior, pediu-lhe que jogasse da direita para o meio, abrindo caminho às subidas de João Pereira. É uma solução discutível do ponto de vista táctico, mas valiosa à luz da gestão dos humores no balneário... 

Mas Domingos é um treinador que está mais próximo da escola italiana do que da holandesa ou de outra qualquer que arrisque sempre num jogo franco – nesse aspecto, é mais parecido com Mourinho do que com Guardiola. As suas equipas assentam, primeiro que tudo, na estabilidade defensiva. Nessa vertente, a qualidade do seu trabalho salta à vista. Rodriguez, o central menos lento do plantel, tem estado quase sempre lesionado e Onyewu é muito alto, mas tem limitações evidentes. 

Mesmo assim, o Sporting melhorou e passou a apresentar um comportamento defensivo elogiável. De tal forma que já ninguém repara que as coisas continuam a funcionar sem mácula quando há a necessidade de jogar com Polga e Carriço, que no ano passado foram apontados como os pais de tantas derrotas. Melhor seria, no entanto, que o Sporting aproveitasse a reabertura do mercado, em Janeiro, para melhorar este sector. Até porque as grandes batalhas internas ainda estão por travar. 

Enquanto isso, Domingos vai ter de continuar a pôr água na fervura. Porque não é fácil treinar um clube com as limitações e o passado recente do Sporting e, ao mesmo tempo, ouvir o presidente da assembleia geral (Eduardo Barroso) dizer que o Sporting para passar a ser “o principal candidato ao título” só precisa de vencer o Benfica na Luz, dentro de três jornadas...

sábado, 29 de outubro de 2011

Schaar´s face e o regresso do Jedi Jeffren

Só os mais ocupados ou distraídos não terão lido a entrevista de Schaars ontem ao "O Jogo". Não me vou alongar na análise da entrevista, mas apenas salientar 3 pontos que não me saíram da cabeça enquanto me ia deliciando com a leitura:

- Quem lê as respostas de Schaars vê a cara do jogador em campo: abnegado, com grande sentido colectivo, que não se importa de abdicar de protagonismo pessoal por um bem maior. Isso perpassa por toda a entrevista quando fala de Capel, de Patrício, de Carrillo e dele próprio.

- Há um trio no meio-campo do Sporting de grande carácter e categoria, formado por Schaars, Elias, e Rinaudo. Para quem tem oportunidade de ver os jogos ao vivo não deve ter passado despercebido o número de vezes que estes jogadores rectificam as posições dos seus companheiros ou chamam a atenção para outros pormenores do jogo. 

- Não posso deixar de destacar o realismo do jogador quando aborda um tema que esteve para ser post aqui no blogue:

 “Todos esperam os grandes jogos, mas se não ganharmos os jogos pequenos, nunca seremos campeões.”  

“Não somos imbatíveis; ainda não. Ainda não somos suficientemente bons para isso”.

Isto porque, na sequência da vitória sobre o Gil Vicente, são já muitas as vozes que demonstram que está muita gente já com a atenção virada para o jogo com SLB.  É acentuação de uma tendência que já se vinha notando com a sequência de bons resultados, parecendo não ter presente que há que até lá pelo menos manter a actual distância que nos separa. E se os adeptos pensam assim é também natural que no balneário se comece a sentir alguma ansiedade com o aproximar do encontro, fenómeno a que Domingos e respectiva equipa técnica estarão certamente atentos, como demonstram as palavras hoje proferidas por Domingos, na habitual conferência de imprensa que antecede o jogo: 

«Temos consciência da nossa responsabilidade. Sabemos que é possível ganhar o 10.º e o 11.º jogo mas para ganharmos o 11.º é preciso ganhar primeiro o 10.º»

Para o jogo de amanhã Domingos não poderá contar com Rodriguez e Polga o que é, quanto a mim, um revés maior do que o regresso de Jeffren, que ainda necessitará de ritmo para dar o muito que estou convencido que tem para nos dar. A dupla Onyewu / Carriço terá assim que dar conta do recado, no que julgo ser a estreia nos jogos a sério. 

Lista de convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck;

Defesas: João Pereira, Daniel Carriço, Onyewu, Evaldo e Insúa;

Médios: Schaars, Rinaudo, Pereirinha, André Santos, Jeffrén, Matias, Capel e Elias;

Avançados: Carrilo, Bojinov, Van Wolfswinkel e Diego Rúbio.

E como não seria de esperar outra coisa, já está toda a gente a pensar no jogo de amanhã. Apesar de ser disputado a horas pouco favoráveis para os adeptos não será de estranhar que os Sportinguistas acorram em grande número, talvez mesmo superando a afluência registada no jogo com o Beira-Mar. Para os menos atentos lembro que o jogo terá lugar amanhã em Aveiro, pelas 20:15 e não em Vila da Feira como chegou a pensar-se. 

Aos interessados lembro que os bilhetes para a bancada superior, onde se juntará a maioria dos adeptos leoninos,  custam 10.00 Euros, e o jogo será antecedido de um almoço organizado pelo Sporting Clube da Feira, cuja comunicação se pode ler abaixo:


Dia 30 de Outubro pelas 13 horas o Sporting Clube da Feira vai realizar um almoço de Sportinguistas no Restaurante Belo Horizonte com a presença de um membro do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal.



O almoço tem o custo de 10 € e pode reservar o seu lugar através dos números:




256 362 069



93 54 60 153.



Os bilhetes para a Superior Sul para o jogo Feirense - Sporting Clube de Portugal custam 10 € e podem ser reservados pelos mesmos números de telefone.



Saudações Leoninas



Hélder Medeiros



Sporting Clube Santa Maria da Feira

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A dos Cunhados

Não é a freguesia de Torres Vedras, é o encontro familiar que logo terá lugar no estádio do dragão. Diz Luis Miguel treinador do Paços de Ferreira ao MaisFutebol: 

"A família vai ficar em casa. Somos cunhados, somos amigos, dois profissionais honestos e honrados, estamos de corpo e alma a defender os nossos clubes e é com esse intuito que trabalhamos nas nossas equipas"

Mas porquê isto, alguém disse o contrário?...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pavilhão: do pesadelo à realidade

Burocraticamente (autorizações, licenças, planos, etc., só faltam as gorjetas para os fiscais) parece tudo resolvido. Finalmente! Chegou com 8 anos atraso. Então, comparado com outros a quem tudo deram, e pagaram, em tempo recorde, a nós só foram criadas dificuldades. Desejo muito que não sejamos nós, agora, que levantemos mais dificuldades.

Penso que, há já algum tempo, foi negociado e assinado com a CGD um patrocínio que financiaria a construção do nosso Pavilhão. O pequeno-almoço agendado entre Godinho Lopes e a CGD tem de se efectuar rapidamente, fazendo valer os “direitos adquiridos” pelo Sporting.

Possivelmente a participação da CGD não cobrirá a totalidade da obra. Aí têm de entrar os donos do Sporting: nós. Em tempo de dificuldades globais não fica mal a ninguém, antes pelo contrário, juntar os seus membros para fazer obra.

Há muitas maneiras simples de ajudar. Voluntariado, é uma delas, e parece que noutras zonas já estamos a saber aproveitá-lo. Pequenas contribuições, que podem parecer não ter nada a ver com a construção do Pavilhão, também podem ajudar um pouco.

Vou dar um exemplo: como velho, que sou, em 1956 o meu nome já aparecia no jornal do Sporting. Estava-se na campanha para a angariação de fundos para ajudar à construção do Estádio. Tudo era bom para ajudar. Na altura andavam os ferros-velhos de porta em porta a comprar jornais velhos e garrafas usadas. Em minha casa compravam-se dois jornais diários, e entre os vizinhos também se compravam bastantes. Os meus pais guardavam os nossos, e com mais alguns dos vizinhos, ainda se fizeram uns tostões que embora pouco serviram para ajudar o Clube a construir aquele que seria o nosso orgulho.

Entre 3 milhões de Sportinguistas basta querermos ajudar, sairmos um pouco do nosso comodismo e de certeza conseguirmos “facilitar” a construção do Pavilhão, tão necessário que ele é.

Somos nós Sportinguistas, de todo o mundo, que teremos de demonstrar que queremos o NOSSO PAVILHÃO.

Assinado: 8

O que dizer das preocupações de Pedro Baltazar?

Chamou-me à atenção a preocupação manifestada ontem por Pedro Baltazar relativamente à sustentabilidade financeira da SAD. A questão interessa ao “ANortedeAlvalade”, onde o debate sobre o tema foi aqui várias vezes lançado, e porque é de importância crucial para qualquer organização. A generalidade dos portugueses sabe hoje muito bem quanto pode custar viver acima das possibilidades: mais tarde ou mais cedo a factura terá que ser paga.

Faz sentido colocar a questão, como o faz agora Baltazar? Não faltará quem sinta que ela é extemporânea, em contra-ciclo com um bom momento no futebol, por poder introduzir instabilidade. A mim parece-me que uma questão desta importância está sempre actual. Claro que, lendo o que o Record transcreve (o que nem sempre respeita o que foi dito), não sou suficientemente ingénuo para não me interrogar se as preocupações de Baltazar são genuínas, ou se ainda as faz de fato de “ex e futuro candidato” vestido. Talvez seja um pouco de ambas as coisas: por um lado tenta gerir a agenda mediática de forma a manter-se na memória dos sportinguistas, e por outro está preocupado como qualquer um de nós  com o rumo dos acontecimentos.

Acontece que o Sporting, por forma a combater a sua cada vez mais notória falta de competitividade, foi obrigado a investir “o que tinha e o que não tinha” na sua equipa de futebol e teve que fazer esse ajustamento em contraciclo com o que recomendaria a conjuntura. Poderíamos discutir se havia outros caminhos, mas a discussão seria estéril porque não nos faria voltar atrás e porque, à semelhança do que aqui fui manifestando nos piores momentos da equipa, e em oposição ao que foi feito no passado, Carlos Freitas conseguiu o que era quase tido como impossível: (i) é difícil olhar para as aquisições do Sporting e identificar um verdadeiro flop. Não menos importante, e independentemente da nossa disponibilidade, (ii) o Sporting não pagou valores exorbitantes, se atendermos aos factores custo/valor/estatuto dos jogadores contratados. Nesta equação é conveniente não esquecer a importância do papel treinador que, desde o início da sua carreira, tem sabido manter e criar valor nas equipas onde passou.

Tendo portanto presente a actual conjuntura, em que a possibilidade do encolhimento das receitas é real, apanhando as despesas em sentido ascendente, é indubitável que o Sporting está a correr riscos. Falta saber se os riscos que corre estão dentro do razoável, sabendo como sabemos que a actividade é em si mesma de elevado risco: só pode haver um campeão, só dois têm acesso directo às verbas da Liga dos milhões, ficando os restantes  no meio do deserto de receitas e, no que pode constituir um pernicioso efeito de “pescadinha de rabo na boca”, com acesso vedado a um patamar competitivo e a uma montra dos seus “produtos” mais elevados.

Como adepto e sócio do Sporting não vejo outro caminho que não passe por uma equipa forte, que nos permita disputar com os nossos pares os títulos nacionais TODOS. Isso tem custos. Disse-o já aqui anteriormente que este deveria por tudo o que foi dito acima, ser considerado o ANO ZERO. Por isso o Sporting se viu obrigado a aguentar simultaneamente as perdas de imparidade acumuladas (Zapater, Pedro Mendes, Maniche, etc, etc) com o forte investimento realizado. 

Como se pode ver pela amostra ainda tímida, a desejada valorização dos activos é perfeitamente possível, mas as hipotéticas receitas que daí advirão só poderão ser contabilizadas no final da época, uma vez que não é desejável começar a vender já em Janeiro. Até lá estou ciente de que o Sporting enfrentará sérios problemas de liquidez para fazer face às suas despesas correntes. 

Para responder a este problema, e respondendo à questão colocada por Pedro Baltazar, cabe-nos como adeptos responder presente dentro das possibilidades de cada um. O esforço necessário tem que ser colectivo e abarcar o Universo Sportinguista e não pode, ou não deveria, estar dependente das bolas que entram, dos penaltys que nos espoliam ou dos golos que nos anulem. Porque o futuro é amanhã mas está jogado todos os dias.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Grande Cachola!

O Sporting contratou para a sua equipa de judo a recém-consagrada campeã nacional Ana Cachola. Com 24 anos a judoca tem um curriculum verdadeiramente notável, onde tem inscritos 7 títulos nacionais, dois títulos europeus de sub-23, e 1 medalha de bronze. Enquanto júnior, para lá dos títulos nacionais, foi também medalha de ouro e bronze. A atleta junta-se assim a, entre outros valores a despontar, a João Pina e Joana Ramos, atletas também já consagrados.

O timimg desta contratação é cirúrgico. Para lá da categoria da atleta, que permite o reforço das aspirações leoninas na modalidade e provável representação olímpica, é quase incontornável que o apelido da nova leoa não nos remeta para o momento feliz que o clube vive, por força dos bons resultados do futebol, e a reacção externa que o mesmo vem provocando. Esta vai dos comentários eivados de despeito à azia e indigestão. Ou como se diz por vezes na gíria, há por aí muita gente com uma grande... cachola. 

É engraçado constatar que, e pegando apenas num exemplo, há quem, sem vergonha e respeito pela nossa memória, já nos tenha condenado e agora nos proclame na equipa que melhor futebol pratica. É o caso de José António Saraiva, que no inicio da época dizia do Sporting coisas irrepetíveis. Ou quem, talvez preocupado que o nosso trajecto se prolongue por cima e contra os seus interesses, se apresse a rebuscar nos baús momentos semelhantes que culminaram em desapontamento, esquecendo-se convenientemente de lembrar como se deu o empate em Chaves e como foi a arbitragem de Mário Leal.

A todos eles limito-me a aconselhar: habituem-se!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Rescaldo de uma vitória retumbante

Quem leu o meu artigo, ontem, onde fazia o lançamento do jogo e teve a sorte de o ver acabará por descobrir uma das razões pelas quais eu nunca acertei no euromilhões. De facto falhei na minha previsão de inclusão do Onyewu – supus que Carriço voltasse ao banco – acontecendo o mesmo relativamente a Matias, mas ao contrário, porque o chileno acabou por jogar de inicio. Mas o que o futebol tem de aleatório e até caótico no relvado, tornando-o imprevisível, não o deveria ser no momento de montar a equipa e o jogo de ontem até aos 58m acabou por me conceder alguma razão, embora não explique a exibição descolorida até então.

O problema Matias
Sempre me pareceu tempo perdido recorrer a adaptações que não resultem de força maior. Foi o caso ontem do chileno. No final do jogo fiquei com a impressão que perdeu ele, porque joga limitado, sem poder expressar o seu futebol em plenitude, e perdeu a equipa ao ter uma unidade constrangida. Assim, ao invés de termos El Crá, teremos em Matias um problema, o que é uma pena. 

O Sporting tem para aquela posição 3 jogadores que asseguram qualidade e que nos põe a salvo de lesões e oscilações de forma. Carrillo, Pereirinha e Jeffren. Neste momento, por esta ordem, mas que pode ser revertida ou invertida. Sobre Carrillo falarei mais adiante. Jeffren, antes de começar a época, tinha-o na lista das 3 melhores aquisições do Sporting, a par de Capel e Schaars, e não vejo razões para o retirar de lá, para já, o balanço far-se-á no final da época.

O(s) problema(s)  Rinaudo
O argentino tem 3 questões para resolver, nem todas dependentes dele, e que o transformam numa das fragilidades da equipa. Começo pela questão disciplinar. Já deu para perceber os Capelas deste mundo o têm debaixo de olho, como se viu pelo amarelo ridículo de ontem. 

Mas se Rinaudo pouco poderá fazer face aos homens de negro, sem abdicar do estilo que lhe é próprio mas que não é desleal para os adversários, pode melhorar e muito no capitulo técnico, sobretudo no que diz respeito à qualidade do passe. Talvez isso passasse mais despercebido numa equipa pequena como a do Gimnásia de La Plata, que passava grande parte do tempo a tentar recuperar a bola. Mas numa equipa grande como a do Sporting, em que a tarefa de construir é tão importante, essa fragilidade fica demasiado exposta, em particular quando os jogos teimam em não correr bem, como foi o caso de ontem. E se os problemas se vão resolvendo naturalmente com adversários menos exigentes como o de ontem, com oponentes mais fortes dificilmente ficaremos a salvo de amarguras. Um problema que ele poderá solucionar com tempo até porque é um bom jogador, indiscutivelmente. 

E aí já estamos a falar do terceiro problema, que é a falta de alternativa especifica no plantel, embora haja “quem faça o lugar”, o que não é a mesma coisa, como vimos no caso do Matias. Seria uma prioridade para mim na reabertura do mercado, procurando um elemento de características semelhantes às de Fernando ou Xavi Garcia dos rivais, melhorando com isso o apoio à defesa no jogo aéreo.

O que é o cansaço e o ritmo de jogo?
A dada altura do jogo,  face à participação abaixo do esperado de Elias, Rinaudo e Ínsua, perguntava-me se o problema não podia ser o cansaço – os jogadores fartaram-se de viajar mas pouco jogaram nas últimas 3 semanas – se podiam então ser a falta de ritmo. Uma questão interessante a que não consigo responder, até porque me escapam dados essenciais para uma avaliação correcta, e que estão apenas ao alcance de quem acompanha o plantel de perto. Mas, no final do jogo, não evitei concluir que os 3 estiveram uns bons furos abaixo do que estavam antes da paragem do campeonato e que não me pareceu apenas resultantes das circunstâncias do próprio jogo.

Perda de tempo?
Domingos preferiu, a dada altura do jogo, meter toda a tracção à frente, talvez para conceder um justo prémio a Rúbio e Bojinov pela aplicação paciente e também para permitir a consagração de Capel, ontem o melhor nos piores momento. Prescindiu assim de treinar em competição alternativas ao 4x3x3, perdendo assim uma oportunidade de fazer crescer a equipa, pelo menos assim o interpretei a dada altura. E Domingos, ao reconhecer que ainda podemos ser mais fortes reconhece margem de crescimento e necessidade de trabalho, que a vitória não ofusca, o que é um bom sinal que vem do treinador.

Mas o futebol não se esgota no treino e na táctica e o Sporting de hoje é um bom exemplo disso. A importância de factores abstractos e aleatórios  como a confiança colectiva não podem nem devem ser desprezados e os nossos adversários terão isso em conta, mais ainda depois de ontem. Nesse sentido o jogo de ontem foi precioso. Quantas vezes, no passado recente, com o crescer do adversário, como aconteceu ontem a partir dos 30m de jogo, a nossa equipa deslizava e soçobrava?

Sporting recorre ao melhor doping
Uma equipa crente nas suas possibilidades é uma equipa temível porque recorre ao melhor dos doping´s que ainda por cima é legal: a confiança. Nesse estado não há fatalismos, nem dificuldades que atemorizem. A imagem perfeita desse estado é mais óbvia em Capel, que agora até marca de cabeça e a dobrar. 

Mas é Carrillo é o melhor espelho dessa realidade, mas cuja força não parece esgotar-se apenas no momento colectivo da equipa. Ela parece advir de algo que lhe é inato e é evidente quando parte directo ao adversário e, onde muitos vêm uma parede ele parece ver uma mera referência no caminho da baliza. Tem a autoconfiança dos grandes craques, tem técnica e velocidade e pode tornar-se num caso sério mas ainda não o é. Está  entre o que pode vir a ser - um craque – e o que hoje é – uma promessa – o  que devemos exigir dele no imediato.

O Sporting acabou por ganhar de forma retumbante, mas nem sempre foi retumbante, há que reconhecê-lo. Sendo uma vitória de justiça incontestável, é também anormal, dentro da anormalidade que é verem-se 6 golos em cerca de 30 minutos. Mas é um importante subsídio para as maiores dificuldades que se avizinham, fazendo do Sporting uma equipa com que se tem de contar e do clube um nome incontornável nas primeiras dos jornais.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Auto da Alma

Hoje em Alvalade o Sporting debateu-se entre o mal e o bem e saiu vencedor. Numa primeira parte revisitamos algo do velho e hesitante Sporting. Na segunda metade, e depois de um começo titubeante, arrancou para uma goleada à moda antiga, trazendo de volta as memórias das grandes vitórias e do velho e vibrante Alvalade. 

Apesar de o jogo merecer várias considerações, em particular algumas das opções de Domingos, um resultado como o de hoje merece acima de tudo a celebração da vitória. Há muita qualidade individual, muita gente a chamar à atenção e a pedir oportunidades e a  alma desta equipa já deve começar a suscitar muitas preocupações. Mas não em Alvalade...


Ficha do jogo:

Jogo no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.

Sporting - Gil Vicente, 6-1.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Daniel Carriço, 7 minutos.

2-0, Wolfswinkel, 58.

3-0, Capel, 62.

4-0, Capel, 65.

4-1, Roberto, 75.

5-1, Bojinov, 79.

6-1, Bojinov, 90+2.

Equipas:

- Sporting: Rui Patrício, João Pereira, Daniel Carriço, Polga, Insua, Elias, Rinaudo (Diego Rúbio, 70), Schaars, Matias Fernandez (Carrilo, 63), Capel (Bojinov, 74) e Wolfswinkel.

(Suplentes: Marcelo, Onyewu, Evaldo, Bojinov, Carrilo, André Santos e Diego Rúbio)

- Gil Vicente: Adriano, Éder, Halisson, Sandro, Júnior Caiçara, Richard, Pedro Moreira (Guilherme, 29), Luís Manuel, Sidnei, Luís Carlos (Yero, 82) e Laionel (Roberto, 53).

(Suplentes: Jorge Batista, Daniel, Yero, Paulo Lima, Mauro, Roberto e Guilherme)

Árbitro: João Capela (Lisboa).

Acção disciplinar: cartão amarelo a Pedro Moreira (25), Rinaudo (36), Luís Carlos (37) e Halisson (58).

Assistência: 30.103 espectadores.

Manter os sorrisos em Alvalade

O que esperar do jogo de logo, na recepção ao Gil Vicente? Tudo menos facilidades. O histórico diz que, nos 14 jogos que o adversário disputou para o campeonato em Alvalade apenas conseguiu pontuar 2 vezes (1 empate e uma vitória “estranha” por 0-3). Mas isso é apenas o passado e esse não sobe ao relvado logo à noite. A equipa de Paulo Alves seguramente que chegará a Alvalade com a mesma disposição com recebeu o SLB e se deslocou ao estádio do FCP, nas primeiras 2 jornadas desta liga, e se revelou uma equipa organizada e incapaz de se conformar sem lutar põe um resultado melhor.

Respeito q.b. pelo adversário e o resto por conta da equipa. Muito se tem falado da compatibilidade de Matias e Elias, por força da preponderância do chileno nas últimas vitórias do Sporting (Famalicão e Vaslui) e pela consistência exibicional do internacional brasileiro e da sua multi-funcionalidade. Se Domingos mantiver o 4x3x3, o que deve acontecer, não creio que os dois venham a coexistir na mesma equipa, uma vez que Matias perde para Pereirinha e Carrillo como interior direito. Se a marcha do marcador impuser um resultado desfavorável é então provável que Domingos retire um médio de características mais defensivas (Schaars) e coloque Matias nas costas de Wolfswinkel. É muito improvável que o faça logo de inicio. Onyewu e Ínsua devem regressar à titularidade. Apesar da hora e dia impróprios espera-se que em Alvalade se avistem leões em número muito próximo ou até superior a 30 mil.

P.S.- Apesar da chuva não se esperam nem Regos de caudal favorável ou que sejam necessário um Machado, Cosme, para cortar a direito para a vitória.

Convocados:
Rui Patrício; João Pereira, Oniewu, Polga e Insua; Elias, Rinaudo e Schaars; Carrillo, Van Wolfswinkel e Capel,Marcelo Boeck, Carriço, Evaldo, Matias, Bruno Pereirinha, André Santos, Bojinov e Rubio.
 

sábado, 22 de outubro de 2011

Luis é Duque, Vice-rei ou...?

A equipa do Sporting vive um momento feliz e essa felicidade contagia os adeptos. Quando assim é as matérias que não tenham a ver com performance futebolística tendem a cair no desinteresse, o que não é o mesmo que dizer que sejam desprovidas de importância. É o caso das eleições para a FPF, onde se vai jogar muita da "sorte" (deveria reforçar as aspas?...) do futebol português e com ela a do Sporting em particular. O interesse residual que esta matéria possa suscitar nas actuais circunstâncias do clube é ainda por cima esmagado pelo jogo de estratégia subterrâneo e cujos reais contornos nos escapam, como adeptos que somos do futebol que se joga apenas nos relvados e que se treina durante a semana.

O futebol é uma caixinha de surpresas como soe dizer-se, mas no caso das eleições da FPF e para o Sporting em particular tudo se tem conjugado para que o cliché seja ultrapassado e quase sempre em tom nefasto para os interesses do clube. Sem peso suficiente para fazer vingar um candidatura verdadeiramente regeneradora para o futebol nacional, o Sporting viu-se encostado à parede pelo súbito apetite de um ex-presidente seu pela cadeira de Gilberto Madaíl. A fractura que já se julgava exposta acabou por não acontecer por Filipe Soares Franco cedo ter percebido que não iria longe, o que talvez possa ter sido um julgamento algo precipitado em função do apoio dos clubes da Liga a Fernando Gomes. Apoio esse que é mais fátuo do que propriamente um facto, como adiante se verá.

O que quase ninguém esperaria era que nascesse no interior dos corpos sociais do Sporting e ainda por cima no braço direito do presidente do clube um enxerto apócrifo e ainda por cima colado à APAF de Luís Guilherme e ao discurso padreca do abjecto presidente da AFPorto. É assim que eu vejo o "apoio pessoal" de Luís Duque a Carlos Marta, que é a confirmação de uma conduta reiteradamente dissonante do homem forte do futebol leonino. Começou por ser assim quando se ameaçou demitir, continuou ao demarcar-se das criticas mais do que justas do presidente Godinho Lopes à arbitragem e assim permanece agora ao aparecer de mão dada com inimigos declarados e como tal identificados há muito pela generalidade dos adeptos sportinguistas, que se revêem mais nas posições de Godinho Lopes e agora assumidas por Dias da Cunha.

São difíceis  de entender as posições de Luís Duque e elas constituem um óbvio incómodo para a nação leonina. E tanto pior quando elas vêm de alguém identificado como o "ponto de Arquimedes" do nosso futebol. Luís Duque é, sem margem para dúvidas, a ponte que nos coloca no continente do futebol nacional, em particular das suas catacumbas, sem o qual o Sporting volta a ser uma ilha frequentemente ignorada nos respectivos mapas de interesses.  

O Sporting precisa de estabilidade para o que resta da época e para os anos vindouros para que o seu PREC (processo de reconstrução em curso) possa ter continuidade e apresente os resultados que todos almejamos e merecemos. Melhor do que ninguém Luís Duque saberá o que está a fazer, mas sem que a as suas acções sejam entendidas pelo grosso dos adeptos, estas investem contra o próprio clube e são o adubo para a desestabilização interna e  externa, como em breve se verá nas crónicas dos "opinion makers" que nem dele precisam para nos torpedear.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Signed, sealed & delivered - Sporting apurado!

Um Sporting terrivelmente eficaz - 3 jogos, 3 vitórias, 6 golos marcados e apenas 1 sofrido - apurou-se hoje para a fase eliminatória da Liga Europa prolongando assim o estado de graça e distribuindo a felicidade pelos adeptos, que bem precisavam e mereciam.

Mais do que as apreciações técnico-tácticas que se possam (e devam) fazer sobre o jogo gostava de destacar o paulatino exorcismo de alguns fantasmas que nos assolavam:

- É possível ter consistência defensiva com a defesa de "outros tempos". Pode-se dizer que o adversário não era suficientemente exigente para um teste a sério. Contraponho lembrando que este mesmo adversário empatou em Roma, ante a Lázio que segue nos lugares da frente em Itália e que anteriormente não era preciso adversários de grande gabarito para apanhar grandes sustos e por vezes desgostos em Alvalade. Como hoje se pode ver o Sporting procura defender muito antes da bola chegar aos seus sectores recuados e essa é uma tarefa de todos, tornando a vida mais fácil aos 5 jogadores mais recuados.

- Paulatinamente a equipa sente-se em casa em Alvalade, como sempre devia ter sido. A ligação dos adeptos com a equipa é evidente e os jogadores são os principais beneficiados. Ao que percebi até Pereirinha foi aplaudido quando deu o lugar a Carrillo. Este é o ambiente propicio para o aparecimento de novos jogadores como André Martins, que entram sem a pressão de ter que resolver os jogos.

- Matias foi um dos melhores, talvez o homem do jogo ao dar e marcar os golos, todos de nota artística elevada. Sem deslumbrar a tempo inteiro, deixou espalhado no relvado muito do perfume do seu futebol e pareceu estar à altura de poder cumprir aquilo que promete há muito.

- Wolfswinkel não marcou e o Sporting ganhou. Obviamente que gostaria que tivesse marcado para poder continuar  a sua senda goleadora. Por outro lado é sempre bom quando uma equipa não depende de um homem só.

- Capel é um caso série de popularidade e empatia com os adeptose que está muito para lá da relação estrita do que produz em campo.. Já o havia referido aqui que isso é algo que o espanhol sabe cultivar e que lhe rende dividendos. O que também deve acontecer com o Sporting, assim o perceba quem cuida do marketing.

- Se pudesse transformava esta série de vitórias numa "never ending story". Com os horizontes dos sportinguistas carregados agruras e incertezas, tal como de uma grande parte dos portugueses, as alegrias a verde e branco ganham ainda maior relevância. Hoje tive pena que o jogo acabasse tão cedo...

Ficha do jogo:

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O regresso de Gladstone a Alvalade

É ingrata a missão a levar a cabo pelo Sporting no próximo jogo da Liga Europa, com o Vaslui. Pelo estatuto de cada um dos clubes envolvidos “resta” ao Sporting ganhar o jogo já que empatar ou perder não deixaria de amarrotar o prestigio do clube. Isto em teoria porque, como bem sabemos, nos dias de hoje nem os grandes tubarões do vasto oceano futebolístico mundial estão a salvo de surpresas desagradáveis.

Face ao que muito que se desconhece do adversário de amanhã, mas pelo que já conseguiu na competição – o empate em Roma permite especular que seja uma equipa bem organizada defensivamente - e aliviado de qualquer pressão, como é normal em qualquer outsider, prevejo um jogo bastante disputado e de pouca diferença no marcador. A merecer a quem puder a deslocação ao estádio.

Este jogo será marcado por alguns regressos. Desde logo o regresso de Gladstone e da dupla Polga/Carriço face às limitações de Onyewu e Rodriguez. O brasileiro que joga agora no Vaslui não deixou saudades. Polga e Carriço fizeram a travessia do deserto depreciando o seu valor, de forma irreversível para alguns sectores das bancadas de Alvalade. À conta disso Tiago Ilori viu-se impossibilitado de dar o seu contributo à equipa de Sá Pinto, na NextGen series, que lhe seria mais vantajoso do que ficar a ver o jogo no banco. A aventura sul-americana de Rodriguez apresenta agora a sua factura.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Soltas: Respeito


Passámos anos e anos a defender o nosso clube e a lutar contra aquilo a que Dias da Cunha apelidou de "sistema" e com esta garra ficámos famosos como sendo os adeptos mais fiéis de Portugal. Assim, foi natural o descontentamento da massa adepta quanto a resignação e celebração por atingir "segundos lugares" e qualificações para a Liga dos Campeões.

Ser do Sporting é mais do que comemorar resultados e metas, passa por uma forma de estar e de encarar as situações com abnegação e vontade de lutar por mais e melhor, algo que há largos anos parece ter desaparecido.

Enquanto se falava do 4-4-2, do médio coxo ou dos remates ao poste, N situações atropelaram os valores do Sporting e a imagem foi denegrida e o nosso orgulho foi ferido. Agora, além de metermos respeito (e talvez medo) no relvado, parece que finalmente metemos respeito (uma vez mais) no dia-a-dia:

José Cardinal
O auxiliar de arbitragem circense viu finalmente conhecidas as suas artes de palhaço tendo sido classificado com uma das piores notas dos últimos anos.

João Ferreira e Paulo Baptista
Depois de se terem recusado a arbitrar o jogo do Sporting - agora já dizem que não - parece que lhes foi instaurado um processo disciplinar pelo que se aguardam as cenas dos próximos episódios.

Selecção Nacional
O seleccionador nacional conhece bem o relvado do nosso estádio mas também deve conhecer o estilo de jogo das suas equipas. Face ao que tem sido apresentado ao longo dos anos, parece que as desculpas e pretextos continuam a imperar.


EM FRENTE SPORTING!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Apontamentos do jogo da Taça de Portugal

O Sporting realizou uma exibição fraquinha em Famalicão, tal como aqui escrevi a propósito. Jogo esse que foi marcado por um número infindável na preparação antes e durante o jogo e cujas consequências estão ainda por apurar relativamente ao futuro próximo, isto é, para o jogo de quinta-feira com o Vaslui e na recepção ao Gil Vicente. Não deslumbrando o Sporting vai cumprindo as obrigações.

Muitas têm sido as lesões, nem todas de natureza muscular, mas estas já em número suficiente para se analisar se existe uma relação de causa e efeito ou se trata de episódios sem ligação entre eles. Não me recordo do registo das ocorrências dos dois anos passados por Domingos em Braga, elemento que seria fundamental para poder falar com alguma segurança num assunto tão sensível como este.

Ainda relativamente ao jogo de Famalicão há alguns apontamentos adicionais:

Boa prestação de Marcelo Boeck. Atitude correcta, mantendo a concentração desde o apito inicial do árbitro, acabando por ter intervenções decisivas. É isso que se pede a um suplente que tem ambições de ser mais do que apenas isso.

João Pereira vive um momento pouco produtivo, apesar de nunca deixar de se empenhar no jogo. Pouco discernimento, em particular no último toque, deitando por água a baixo todo o esforço que lhe dá fazer tanta piscina pelo corredor direito.

Foi uma solução de recurso mas pode muito bem vir a ser a futura etapa na carreira de Evaldo. Falo da sua adaptação a central, função que me parece poder vir a desempenhar com mais acerto do que a de lateral, particularmente quando chamado a atacar.

Continuamos todos à espera de um grande jogo de Matias, coisa que acontecerá mais facilmente em jogos de maior acerto colectivo e quando o chileno tiver mais jogo nas pernas.

Capel deve ser dos jogadores que mais participa no jogo, tendo já contribuído com um golo importante e diversas assistências. Essa participação nem sempre reverte em favor da equipa ou com influência no resultado final. A despeito disso é indiscutível que é um jogador que caiu no goto dos adeptos e que sabe também cultivar essa relação.

Por último Wolfswinkel. A dúvida maior agora prende-se em saber por quanto tempo poderá o ponta-de-lança manter os actuais níveis de eficácia. Seria excelente para o Sporting mas apenas para limite temporal da presente época porque não seria possível mantê-lo, o que não deixaria de significar uma perda. O holandês vive um momento fantástico, em que tudo o que toca dá golo, esta é altura também de, como adeptos desfrutarmos.

P.S- O que se diria hoje do Sporting e do seu departamento de futebol se tivéssemos apenas inscrito nas competições europeias um ponta-de-lança, apesar de dispormos de mais um elemento no plantel.

sábado, 15 de outubro de 2011

Taça com pouco brilho

Confesso a minha decepção pelas opções iniciais de Domingos. Decepção por não ver satisfeita a minha curiosidade em relação a Árias e eventualmente Rúbio e por não conseguir perceber o que ganhou com a colocação de Ínsua à frente de Evaldo. Parece-me isso sim que perdeu 45m com o Sporting a jogar amputado de um dos braços, mais precisamente o esquerdo.

Perante um adversário bem organizado defensivamente a produção ofensiva do Sporting resumiu-se às arrancadas de Capel do lado direito, apesar do maior perigo ter acontecido num remate à barra de André Santos e uma cabeçada de Wolfswinkel, defendida pelo guarda-redes. Matias nunca conseguiu ser o elo de ligação com a frente, conseguindo participar no jogo apenas em zonas muito recuadas do terreno, sem grande relevância, portanto.

A entrada de Pereirinha na segunda parte pretendeu devolver o tal braço direito amputado, o que só resultou depois de um penalty convertido por Wolfswinkel. Até aí o jogo continuou a passar por Capel, já postado do lado esquerdo, e quase sempre arredada das zonas centrais, muito longe do ponta-de-lança e da baliza famalicense.

Apesar da vantagem então conseguida e depressa ampliada novamente pelo holandês, após centro de código postal de Pereirinha, o jogo prosseguiu sem grande qualidade, mesmo após o Famalicão ter perdido 2 jogadores por expulsão. A equipa espraiou-se no relvado controlando o jogo sem se preocupar com a ampliação do resultado.

Uma palavra de simpatia para o adversário, que em tempos já ombreou connosco na mesma divisão, e que jogou sempre com grande galhardia.

Ficha de jogo
Famalicão, 0
Sporting, 2

Jogo no Estádio Municipal 22 de Junho, em Famalicão.
Assistência Cerca de 7.000 espectadores.

Famalicão Rui Forte, Luís Miguel, Hugo Matos, Pedro Silva, Talocha, Palheiras (João Dias, 81’), Jorginho, Flávio Igor, Gomis, André Claro (Jorge Miguel, 86’), Diop (Nelson, 67’).

Sporting Marcelo Boeck, João Pereira, Onyewu (Pereirinha, 46’), Carriço (Rodriguez, 46’), Evaldo, André Santos, Schaars, Insua, Matías Fernandez, Diego Capel (Rubio, 75’), Wolfswinkel.

Árbitro Artur Soares Dias, do Porto.
Amarelos Talocha (29’ e 83’), Diego Capel (44’), Jorginho (53’ e 64’), Palheiras (61’), Marcelo (73’), Hugo Matos (74’) e Alberto Rodríguez (81’).
Vermelhos Jorginho (64’) e Talocha (83’).

Golos 0-1, por Wolfswinkel (g.p.), aos 62’; 0-2, por Wolfswinkel, aos 67’.

A saga Djaló

O Correio da Manhã dá hoje conta do interesse do FCPorto no ex-jogador do Sporting Yanick Djaló. A noticia em si não pode ser considerada uma grande surpresa se tivermos em conta que ela tem origem no pressuposto de o jogador é um agente livre, isto é, não tendo nenhum contrato que o vincule a nenhum clube pode, a qualquer momento, assinar por qualquer clube. Há no entanto que ter em conta também a fonte da noticia, o Correio da Manhã que, tendo em conta as vezes que a realidade o desmente, oferece aos seus leitores uma confiança de nível próximo do zero.

Não me surpreenderia o interesse do FCPorto no jogador, tendo em conta o valor deste e o plantel dos azuis e brancos. Já no SLBenfica o cenário seria muito diferente, mas não seria de todo improvável. Djaló saiu desgastado (e provavelmente agastado...) do Sporting mas, para quem conseguir fazer uma análise despida de preconceitos, deixou uma imagem de um jogador que pode fazer mais do que fez até aqui. "Basta" para isso que consiga interromper a irregularidade das suas exibições, tornando-se mais vezes no Yanick que jogou contra o Everton e FCPorto com Carvalhal, ou com o Paulo Bento nos 5-3 contra o SLB do que em muitos dos outros jogos. Isso depende em grande parte dele e de um projecto estável e vencedor que, saliente-se, nunca encontrou em Alvalade.

Voltando ao inicio, não me parece contudo líquido que Djaló possa vir a ser a breve trecho jogador livre. Vejamos:

O jogador assinou um contrato de trabalho com o Nice, que, salvo algum clausulado especifico e inédito no género, ou especificidades da lei francesa não relacionavam a sua validade com a inscrição na Federação Francesa de Futebol.

A responsabilidade dessa inscrição é do clube francês, a menos que o atraso verificado possa ser imputado ao Sporting, o que não me parece ser o caso. 

Por outro lado o clube francês comprometeu-se com o Sporting a pagar uma determinada verba pela aquisição do jogador pelo que o Sporting tem, naturalmente, que exigir o que ambas as partes assinaram de livre vontade. Não vejo como o Sporting possa ficar de "mãos a abanar".

Não me parece que o jogador tenha já nenhum vinculo laboral com o Sporting, o que coincide com a posição oficial do clube. Posso até entender essa posição como a necessária para o Sporting fazer valer os seus direitos na transferência com o Nice. Mas não partilho da atitude mais comum vista na generalidade da blogosfera em relação ao jogador, como é óbvio. 

Djaló tem, com as suas qualidades e defeitos, 10 anos de ligação ao Sporting. Não há muitos profissionais no universo Sporting com a sua idade que possam exibir igual estatuto. A forma como tratamos os que são ou os que já foram nossos diz muito daquilo que somos e perpassa de forma transversal a todos os que servem o clube.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sportinguistas: quantos somos? Quantos queremos ser?

No passado fim-de-semana o presidente do Sporting, Godinho Lopes, anunciou como objectivo a expansão do número de sócios para 200 mil, clarificando que, neste momento, esse número ultrapassa os 93 mil, de um universo estimado de mais de 3 milhões de Sportinguistas.

Este é um tema que merece provavelmente uma reflexão mais profunda do que a que agora vou levar a efeito. Deixo apenas alguns pontos para discussão.

1- É indiscutível que esta direcção virou a agulha relativamente à rota seguida em anos anteriores no que ao relacionamento com os sócios e adeptos diz respeito, numa tentativa de inverter uma degradação mais do que evidente e que era agravada pelos maus resultados desportivos nas modalidades mais representativas. Essa conjunção de factores negativos asfixiava o clube, definhando-o.

2- É correcto que se estabeleçam objectivos concretos e ambiciosos mas sem os desligar da realidade. O número "200 mil" parece-me realista (explico mais abaixo) mas também me parece, para que a adesão às campanhas resulte, ser necessário estabelecer etapas também concretas. Não me parece prudente, mais ainda na actual conjuntura, falarmos em 200 mil sem termos chegado aos 100 mil e sem passarmos os 150 mil. 

3- Num universo estimado de mais de 3 milhões de adeptos parece-me realista mas também muito ambicioso estabelecer como possível "capturar" pelo menos 10% do seu total como sócios do clube. Mas isso significa também fazer o que nunca foi feito por nenhum clube em Portugal, inclusive o SLB, que é tido como maioritário nas preferências dos portugueses.

4- Mas o exemplo do ACP, de quem o nosso vice para a área, Carlos Barbosa, é presidente, leva a crer que a meta dos 200 mil é perfeitamente possível. O ACP conseguiu, mercê de uma campanha de parcerias que revertem em benefícios e vantagens dos associados aos mais diversos níveis, atingir os 250 mil associados. A ligação dos associados ao ACP é desprovida da emoção que liga os adeptos do Sporting ao seu clube pelo que é mais do que razoável esperar que a conjunção da relação vantagens/amor ao clube poder potenciar uma adesão pelo menos idêntica em número.

5- Têm a palavra os muitos adeptos que ainda não são associados. Quem deseja um clube grande, com peso institucional e implantação social não pode ficar indiferente às campanhas que se seguirão.

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