quarta-feira, 31 de março de 2010

Um final há muito esperado

"Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 248º, nº1 al. a) do Código dos Valores Mobiliários, a SPORTING - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, vem informar que o contrato de trabalho celebrado com o treinador Carlos Carvalhal em 15 de Novembro de 2009 e válido até 30 de Junho de 2010 previa o direito de opção da Sporting, SAD para prorrogar o aludido contrato por mais uma época desportiva, a de 2010/2011.

Mais informa que, na presente data, foi comunicado ao treinador Carlos Carvalhal que a Sporting, SAD não iria exercer o direito de opção que lhe fora conferido, confirmando que o mesmo se manteria como treinador da sua equipa principal até ao final da época desportiva em curso.

A partir deste momento, a Sporting, SAD iniciará as diligências necessárias com vista à contratação de um novo treinador para a sua equipa de futebol principal.

Lisboa, 30 de Março de 2010
O Conselho de Administração"

Será que ao menos lhe vão agradecer, homenagear ou chorar na conferência de imprensa?

Apesar de tudo: Obrigado Carlos Carvalhal! É que voltei a ver futebol no Sporting...

Contudo, o clube está acima de qualquer pessoa!

EM FRENTE SPORTING!

terça-feira, 30 de março de 2010

Being football manager

No post do passado sábado propus aqui a discussão sobre aquisições e vendas, pretendendo chamar à atenção para o perigo de, mexendo em excesso no plantel, juntamente com a liderança técnica, começarmos a próxima época atrás dos nossos adversários. E concluía que, além do risco desportivo, sobrevinha ainda o risco financeiro, isto para um clube de parcas receitas, as mais débeis dos 3 grandes.

Mesmo correndo o risco de aborrecer os nossos leitores, volto à carga com o assunto. Isto porque na caixa de comentários foram apontadas muitas “soluções” sem contudo se notar preocupação em fazê-las acompanhar do necessário realismo. Por isso nada melhor do que servir-me de um exemplo, citando precisamente um leitor do “ANorte”, para reforçar a minha chamada de atenção. Esse mesmo leitor advogava a saída de 12 jogadores, a saber: Tiago, Ricardo Batista, Abel, Pedro Silva, Polga, Adrien, Pereirinha, Miguel Veloso, Izmailov, Vukcevic, Djalo, Hélder Postiga. O que eu sugiro então é que façam um pequeno exercício, de papel e lápis ou folha Excel. De um lado ponham o valor resultante da venda de cada um desses jogadores, do outro o jogador que o substituiria e o que teriam que pagar por ele.

Mesmo usando a perspectiva mais optimista para a venda e a que nos seja mais favorável na hora de comprar, apurem a diferença. Não prescindindo do necessário realismo, poderão muito bem concluir que alguns desses jogadores não suscitarão qualquer interesse no mercado. Ora, uma vez que quase todos eles têm contrato em vigor, a sua dispensa significará que o seu vencimento continuará a assombrar-nos a tesouraria se não conseguirmos clube que o assegure por inteiro. E, acreditem, todos os clubes têm sabido explorar muito bem as nossas “necessidades”, como se viu recentemente com Rochemback e Romagnoli.

Eu até não gosto muito de falar de dinheiro, mas todos sabemos que é com ele que se compram os melões. E sem ele recorre-se ao endividamento e aumento de passivo. Não vos parece que disso já temos que chegue? A não ser que se queira seguir o modelo do clube da Luz. Escrevo no dia seguinte a mais uma operação de controlo e reestruturação de um passivo que de 2008 a 2009 disparou 90,7 % “and couting”. Se é para isto, as noticiais do adiamento da nossa tão falada reestruturação financeira só podem ser consideradas boas. É que deixar um Sporting viável aos nossos netos é mais importante para mim do que “fazer o que for preciso” para ser campeão e com isso hipotecar o futuro.

Aceito que o Sporting tenha que investir, obviamente. Mas, como diz muito bem  desde o PLF, o Sporting já investiu mais do que o que tem e, se quer ser fiel á ideia de um clube formador, sem limitar as perspectivas de afirmação aos que, de todo o mundo, recorrem à nossa Academia para se receberem aquilo que ali se faz com distinção ímpar: ensinar a jogar futebol. Sem essa perspectiva condenamos a Academia a um mero lugar de passagem, de excelência na formação, mas sem qualquer proveito para o Espírito Leonino. Os que a procurarem fá-lo-ão para ser jogadores de futebol em qualquer lugar do mundo, não para serem jogadores do Sporting. E isso fará toda a diferença, pelo menos é assim que o vejo.

PS: Fico satisfeito com o pedido de desculpas de Izmailov.  Fazê-lo como o fez diz muito do carácter do jogador. Elas eram devidas pelos danos que as suas declarações haviam provocado, sobretudo à competência profissional de Gomes Pereira. O que veio a público do triste episódio é apenas a ponta de um iceberg que já provocou muitos estragos ao Sporting, seria uma pena que se prolongasse até à contagem de baixas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um clube melhor

Quando se fala em treinador para a próxima época é cada vez mais comum ouvir dizer, quando se questiona a continuidade de Carvalhal, que o Sporting precisa de um treinador melhor. O que nunca vejo levar em linha de Carvalhal também merecia um clube melhor. Leia-se um clube melhor organizado, um clube realmente preparado para ganhar, o que, convenhamos, não foi nada de parecido com o que o treinador encontrou. As apreciações ao trabalho de Carvalhal que não levem em linha de conta i) a distorção provocada pelo caos em que encontrou a equipa ii) e o sem número de situações impensáveis que teve que suportar não podem ser consideradas justas. Há quem acrescente que Carvalhal tem um discurso de clube pequeno. Eu pergunto: há algum clube pequeno que seja tão difícil e aparentemente tão desregrado como o nosso?

É já tarde para Carvalhal, como tudo parece indicar. Adeptos e dirigentes parecem mais inclinados para o deixar cair, como se com isso esconjurassem os males que endemicamente nos atrofiam e desviam do caminho do êxito. Mas não nos iludamos, os problemas já existiam ou medravam antes do actual treinador chegar e, se nada for feito, por cá continuarão.

Se com isto advogo a continuidade do treinador? Como em tudo há vantagens e desvantagens. Se por um lado o considero um treinador preparado para a função, e o conhecimento prévio do plantel e suas deficiências permitiriam pensar numa evolução, julgo que lhe falta força. Carvalhal nunca foi levado a sério pelos que o escolheram, nunca foi protegido e os adeptos, a grande maioria, não deixou de o olhar de outra forma.

Não falta muito para saber quem será o novo dono do lugar. Como me dizia o meu amigo Bruno Martins, na II Tertúlia Leonina no Solar do Norte, também não me parece saudável que a discussão seja entre a continuidade de Carvalhal e a chegada de Vilas Boas. O perfil do actual técnico da Académica é uma promessa sem suporte curricular. Também não vejo no futebol português nomes interessantes para nós. A ser estrangeiro, mais importante que o curriculum é a ambição, com trabalho reconhecido por futebol de qualidade, europeu ou com trabalho já feito no continente, e sem medo de apostar na prata da casa.

Aqui ao lado, em Espanha, há 2 nomes interessantes: Schuster, que além do mais, como jogador enorme que foi, seria interessante para um clube formador. O seu excelente trabalho no Getafe e o resgate do futebol sem chama de Capello, com 2 títulos no Real, sem contratações galácticas falam por si. E Ernesto Valverde, relativamente jovem, pelo seu desempenho interessante no Athletic Bilbao, Espanhol e Olympiacos, onde venceu tudo, e isto apesar do insucesso em Villareal.

sábado, 27 de março de 2010

O que aí vem


É cada vez mais frequente ouvir dizer que o Sporting deve mudar radicalmente a composição do seu plantel. Os números variam entre a meia dúzia e a dúzia e meia e não falta até quem seja mais afoito, aumentando ou diminuindo consoante se ganha ou se perde. Pois se o Sporting escolher esse caminho e, simultaneamente, enveredar por uma nova liderança técnica, temo que hipotequemos de imediato muitas das nossas possibilidades. E não me parece ser muito difícil percebê-lo.

Não me parece que haja mercado interessado em comprar, a preços interessantes, um número tão grande de jogadores, que, como se não bastasse, estão prestes a sair de uma época decepcionante, quer individual quer colectivamente. Olhando para o potencial de muitos deles, facilmente se conclui que não houve quem tenha atingido e muito menos superado expectativas de valorização. Ainda assim apontaria Carriço como o nosso valor mais seguro que mais se destacou. Por tudo isto me parece que além de uma má medida estratégica em termos desportivos, o virar de mesa que significaria vender grande parte do plantel seria também um mau negócio. Assim dito, também não estou a ver onde poderia o Sporting alavancar liquidez para refazer com qualidade o seu quadro de futebolistas profissionais.

Um clube que está há tanto tempo sem ganhar um título nacional não possui grande margem para errar. E o próximo ano será talvez mais difícil que este. Os adversários que ficarão certamente à nossa frente esta época assim partirão no próximo ano, a menos que optem pela liquidação dos seus melhores trunfos. Não repetir os mesmos erros é fundamental, preparando a nova época atempadamente e em ambiente apropriado, isolando o ruído desnecessário. Olhar para o que os outros fizeram de melhor também pode ajudar. Ninguém duvida, por exemplo, que grande parte da consistência dos actuais dois primeiros classificados residiu em resistir á tentação de reformular tudo de novo, optando por rentabilizar os seus melhores activos.

Dos melhores momentos desta época fica uma ideia importante: bastou o regresso de menos de meia dúzia de andorinhas – leia-se exibições razoáveis - para os Sportinguistas acreditarem na primavera. Isto conjuntamente com uma correcta politica de preços. Alguém se atreverá em voltar a falar em “crise de militância” depois da mostra de vitalidade que os adeptos leoninos deram na eliminatória com o Atlético? A questão, a colocar-se, não se prende mais com a ausência de qualidade do que durante muito tempo lhes foi proposto, a impedir a empatia e a atracção tão necessária na relação equipa / adeptos? Devolvam-nos o bom futebol, nós encarregamo-nos do resto.

sexta-feira, 26 de março de 2010

O Sporting ajudou a Madeira

Nota: o titulo que provavelmente todos esperavam e que por certo povoará as crónicas deste jogo será o “Pongolle já marca”. Não dou para esse peditório, que já algum tempo decorre, no sentido de liquidar um jogador sobre o qual é demasiado cedo para veredictos finais.

O jogo foi algo estranho para mim. Ao observar a constituição da equipa fiquei com a ideia que Carvalhal tinha inventado. E apesar dos primeiros 45m não terem sido nenhuma especialidade, tivemos mais e melhor posse de bola e controlo do jogo. Controlo esse que só não existiu quando o Marítimo chegou ao golo no 1º momento em que o podia fazer e em posição irregular a iniciar a jogada. E valha a verdade que o Sporting conseguiu o golo de forma igualmente eficaz.

E foi com aquela que me parecia ser a melhor equipa em campo, com a entrada de Matias e posteriormente de Pereirinha, que perdemos a pouca consistência colectiva que ainda nos restava. Perguntava em comentário no post anterior um leitor anónimo porque não jogava afinal Matias. O chileno encarregou-se, nos 45m em campo, de dar razão a Carvalhal e a responder ao nosso leitor e a mim também. Matias é um astro eclipsado na sua inadaptação, um corpo estranho ao colectivo. Por outro lado Pereirinha tarda em largar o diminutivo, desperdiçando oportunidade atrás de oportunidade. Obviamente que a derrota é colectiva, mas estes 2 falhanços individuais e o mérito de Van der Gaag em perceber onde nos poderia ferir, acabaram por justificar a vitória pela diferença mínima. E assim ajudamos a Madeira, oferecendo 3 pontos ao seu Marítimo.

Maritimo - Sporting

Marítimo: Peçanha, Paulo Jorge, Robson, João Guilherme e Alonso; Rafael Miranda, Taka e Tchô; Manu, Djalma e Kléber.
Suplentes: Marcelo, Pitbull, Cherrad, Briguel, Dylan, baba e Diakité.
Sporting: Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga e Grimi; Pedro Mendes, João Pereira e Adrien; Yannick, Saleiro e Liedson.
Suplentes: Tiago, Vuckcevic, Matias Fernandez, Pongolle, Postiga, Pereirinha e Mexer

Entre Zé do Telhado e Alves dos Reis

Retirado do Blog do Gon

É de fazer chorar as pedras da calçada a indignação de benfiquistas e portistas com o desfecho do “caso Hulk”. Os azuis gritam por terem visto afastado, numa medida mais do que questionável, um dos seus melhores jogadores, talvez o que mais poderia desequilibrar em iniciativas individuais os jogos a seu favor. E que jeito que deu aos dirigentes do Porto o castigo do brasileiro. É que entre o que os jornalistas agora anunciam como o “fim de ciclo de Jesualdo” e o “imbróglio Hulk” esconde-se um sem número erros da sua politica de vendas e aquisições, ao trocarem ouro por banha da cobra. E este grito de “agarra que é ladrão” contra a Liga é no mínimo ridículo ao vir do Zé do telhado que há 3 décadas assalta em cada campo e esquina o futebol português.

Tivessem a noção do ridículo e não estariam igualmente tão indignados os benfiquistas ao defender a prisão quase perpétua de Hulk e agora espumarem pela sua “libertação”. Não é preciso ser vidente para perceber que Filipe Vieira, ex-amigalhaço de Pinto da Costa, travestido de paladino da verdade, só não faz como ele porque não pode e não sabe como. Mas conseguiu a sua mini-golpada na Liga como é fácil de perceber pela actuação do seu Conselho de Disciplina. Confundir actuação desta com a legalidade é o mesmo que aceitar as notas contrafeitas por Alves dos Reis: pareciam iguais, usavam o mesmo papel, mas não eram as mesmas. Ou como dizia o grande Aleixo:

Para a mentira ser segura,
E atingir profundidade
Tem que trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade.

Não deixa de ser trágico que, podendo os da luz vencer este ano o campeonato com o melhor futebol nas últimas décadas,  venham a erguer um troféu já salpicado da lama onde parecem gostar de andar a chafurdar.

E é entre o Zé do Telhado e Alves dos Reis do futebol que vive o Sporting. Com uma classe dirigente sem estratégia para o seu clube, onde andam entretidos à quase 2 décadas em (des)arrumações, não são vistos por isso como parceiros credíveis para corporizar um novo fôlego para o futebol português, que varra de vez o golpismo e trapacice. E quando se fala de Sporting convém perceber do que se fala: dos seus generosos adeptos, como provaram recentemente nas ruas de Madrid e em Alvalade, apesar do annnus horribilis, ou do seu presidente que da sua torre de marfim, entre o autismo e a provocação aos que o elegeram, se senta ao lado de quem o insulta, ao dá armas ao adversário dando-lhe tempo de descanso. Este recente adiamento do jogo com o clube de Vieira é a prova que Bettencourt se desligou dos adeptos que representa. Sou o único que acha que este mandato parece durar à séculos?

P.S.- Talvez Costinha soubesse mais do que disse na conferência de imprensa (ou pelo menos desconfiava), após o jogo com o Atlético de Madrid...

Um problema no blogger, ao qual somos alheios, faz com que não apareçam os comentários até agora feitos. Espero contudo que o problema seja solucionado em breve, e posso garantir que pelo menos alguns deles serão recuperados e aqui recolocados.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Replicas de mais um terramoto



Quando a liderança é inexistente ou pior, uma autêntica bosta, é isto que se obtém: Casos, casos e mais casos... Não há uma ideia de rumo a seguir nem ponta de organização neste clube! Se é verdade que já existia ‘bufaria’ e desorganização no SCP, também é verdade que esta época estes fenómenos cresceram e evidenciaram-se de forma exponencial. Porquê?

Convém não esquecer que relativamente à 'bronca' com o Marat Izmailov já se sabia ainda antes do jogo começar e apenas a porrada entre a Frente Atlético e a Juventude Leonina evitou que estoirasse mais cedo com as dimensões que, infelizmente, se vieram a verificar. Convém ainda recordar que Costinha estava a ser atacado pela nossa ‘amiga’ Comunicação Social e por Paulo Barbosa, esse paladino da verdade, justiça e lisura para com o nosso clube... Assim sendo, foi 'obrigado' a explicar-se. Se o fez da forma mais conveniente já é outra questão, mas não podia deixar que a sua posição ficasse em causa e que as mentiras propaladas em torno da sua figura, enquanto recente Director de Futebol do SCP (o quarto só nesta época), crescessem. Para mim, esteve bem ao aclarar os seus passos.

Quanto ao desmentido de Izmailov ao Dr. Gomes Pereira. É simples: um dos dois MENTE! Se o SCP quiser, algum dia, endireitar-se não pode permitir mais margem de manobra a mentirosos.
Para a época acabar em beleza só falta saber qual o 'castigo' que a UEFA vai impor ao Sporting, e se os adeptos leoninos continam de castigo com as decisões da próxima direcção da Liga de clubes...
Foto: DN desporto

Lembram-se de 2003?


Não há muito a dizer em relação ao que se tem verificado em termos de castigos, suspensões, nomeações, etc. Temos constatado que se perdeu definitivamente a vergonha. A verdade desportiva vai muito além da bola que entrou mas não contou, o penalty ou fora-de-jogo mal assinalado e este ano (tal como muitos outros anteriores) serviram para acumular mais uma série de episódios sobre:

- Como condicionar uma equipa
- Como potenciar outra equipa

Os jogos decidem-se no campo mas o que se "decide" fora deles também influencia - e muito - o rendimento das equipas.

Subitamente lembrei-me do ano de 2003, quando o Jardel foi suspenso três dias antes de um jogo com um determinado clube, por acontecimentos ocorridos 3 meses antes. Mesmo a calhar...

Quem deve estar a esfregar as mãos de contente nesta altura é o Vandinho, afinal de contas, ele deve ser o próximo a ter pena atenuada...

EM FRENTE SPORTING!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Case Study: Estratégia para horários


Nem todos os sportinguistas têm a possibilidade de se deslocar a Alcochete para ficar a conhecer as nossas equipas jovens, por isso, será sempre vista com bons olhos a possibilidade de realização ocasional de jogos das camadas jovens (principalmente juniores) no Estádio José Alvalade.

Este sábado, realiza-se em Alvalade pelas 15h, o desafio da nossa equipa de Juniores frente ao Odivelas Futebol Clube, relativo à Zona Sul do Campeonato Nacional de Juniores.

À mesma hora, no Multidesportivo Açoreana, a equipa de Ténis de Mesa (líder da I fase do campeonato nacional) recebe a equipa da Ponta do Pargo no jogo que decidirá o primeiro classificado da fase regular e que disporá da vantagem de realizar duas partidas em casa durante os playoffs.

Não está obviamente em causa a importância do evento do futebol - ou do futebol em si, já que é naturalmente o motor do nosso clube - mas não deixa de me causar algum desagrado. Bem sei que a maioria dos sportinguistas nem haverá qualquer tipo de hesitação e a deslocar-se a Alvalade, será pelo futebol. Da minha parte, a escolha está feita e fica a frustração de abdicar de uma para ver a outra quando se calhar tudo podia ter sido melhor articulado...

Este caso vem mesmo a calhar numa altura que se começam a conhecer novos pormenores sobre o futuro Pavilhão de Alvalade e no site da CML já estão disponíveis informações sobre o PDM para a localização do recinto (ver aqui). Agora que o Pavilhão começa a avançar, muitos sportinguistas vêem a concretização de um sonho a aproximar-se: as "Tardes" ou "Noites" em Alvalade, com grandes "sessões" desportivas.

Para mim, o caso deste Sábado é um exemplo do que não se deve fazer. Em termos estratégicos, sugiro que a opção dada aos sportinguistas não seja "A ou B?" mas sim "A e depois B?".

EM FRENTE SPORTING!

terça-feira, 23 de março de 2010

Desliga Loureiro

Fiquei muito surpreendido quando, após os conhecidos desacatos que antecederam o jogo da Liga Europa em Alvalade, li declarações de Hermínio Loureiro, entre o receio e a convicção, da pesada mão disciplinar da UEFA. Enquanto o seu congénere espanhol deveria estar certamente a desenvolver discretamente esforços para que as provocações da claque do Atlético de Madrid passem mais uma vez impunes, o presidente da Liga preferiu a sua visão enviesada dos acontecimentos para lançar achas para a fogueira onde se pode queimar um clube que devia defender. Estranhei e fiquei a aguardar pelo que sucederia no Algarve pela final da Taça da Liga, que tinha todos os ingredientes de um desastre anunciado. Estranhei  também o silêncio do Sporting  e porque nunca tinha visto Hermínio tão interessado pelos assuntos referentes ao Sporting, tão preocupado andou pela guerra surda em SLB e FCP. Hoje todos sabemos o sucedido no domingo.

Passadas mais de 24 horas não se conhece qualquer tomada de posição pública do presidente do organismo que tutela a organização e a disciplina da prova. E continuo também sem perceber as autoridades, que continuam a ignorar de forma complacente e até conivente a estratégia do clube de Vieira: apoia subrepticiamente o que publicamente diz não reconhecer. Se a claque do clube da Luz não é legal porque lhe é permitido a entrada nos estádios e reservado o mesmo tratamento que às que o são? Não é mesmo que obrigar uns a tirar a carta de condução e permitir a outros conduzir sem estar habilitados?

Hermínio vai-se embora e não deixará grandes saudades ao futebol profissional. Sempre muito pródigo em vangloriar a sua actuação à frente da Liga, não tem, nos resultados práticos, qualquer razão para tanto inchaço. A não ser que este resulte do aumento do ácido úrico, tantos são os almoços e jantares onde se debatem os problemas do futebol português, sem que nada se resolva.

Os clubes portugueses estão hoje mais pobres, o público deserta paulatinamente dos estádios, e a nosso comportamento no ranking da UEFA é semelhante ao de um caranguejo: por cada passo em frente damos pelo menos um para trás. As goleadas dos nossos melhores clubes nas grandes competições parecem tornar-se normais e aceitáveis. A Taça da Liga é a imagem do seu criador: uma prova de boas intenções de que está cheio o inferno do futebol português. Aquela que podia ser a grande bandeira do seu mandato, o Apito Dourado, vista aos olhos de hoje, não parece ter sido mais do que o mudar de cor e de mãos do poder discricionário da justiça e da arbitragem nacionais.

As eleições da Liga estão aí à porta e o futebol português precisava de um organismo saudável e forte. De um presidente que saiba fazer a ponte entre os diversos clubes, privilegiando os interesses comuns, e reservando a luta pela hegemonia para seu palco natural: os relvados. Um presidente e um organismo que não seja a alavanca dos interesses dos que estão circunstancialmente melhor. O Sporting, sendo dos 3 grandes o único que parece não ter a tentação de querer ganhar de qualquer forma, mas apenas marcando mais golos que os outros, tem aqui uma palavra a dizer.

P.S.- Já depois da edição deste post ficou-se a saber que a Liga decidiu multar os dois clubes finalistas com 2.250.00 € cada pelo comportamento incorrecto do público. Ainda há poucos dias lembrava aqui a disparidade de critérios da Comissão Disciplinar da Liga quando nos aplicou 3.400.00€ de multa por atraso no começo de um jogo e aplicava 1.500.00€  ao SLB pelo "comportamento negligente" no famoso caso do túnel e 3.500.00€ pelas 2 agressões à equipa de arbitragem num jogo com o FCP, em Setembro de 2008.

segunda-feira, 22 de março de 2010

II Tertúlia Leonina do Solar do Norte: Projecto "Escolas Academia Sporting"


Como foi relatado aqui em devido tempo, o Solar do Norte do Sporting Clube de Portugal organizou no passado dia 21 de Janeiro uma tertúlia entre Sportinguistas, pretendendo discutir alguns dos assuntos da actualidade do Clube de forma esclarecida e empenhada e fomentar a massa crítica e o sentimento de pertença entre todos nós. Pretendendo contribuir para pôr em contacto os Sportinguistas do Norte do país e reunir esforços para fomentar o Sportinguismo nesta zona de Portugal, foram abordados vários temas da actualidade do Clube, e, do debate ocorrido, ressaltou a importância do Projecto “Escolas Academia Sporting”.


Com efeito, e conforme pôde ser lido nas conclusões da Tertúlia que oportunamente publicitámos neste blog, concluiu-se que esta ideia “deverá ser aproveitada para fomentar o sportinguismo e para a passagem da mística do Clube. Nesse sentido, uma das ideias fortes que resultou do debate prende-se com a necessidade de aproveitar a capacidade de atracção das Academias Sporting – e, sobretudo, da Academia de Alcochete – para passar a mística do Clube, promovendo o culto das lendas do Clube e o contacto directo com os maiores feitos desportivos da nossa história.”


Neste sentido, e por ter sido este o tema que mais despertou a atenção dos participantes e aquele que, para nós, merece ser mais conhecido de todos os sportinguistas, iremos realizar agora a II Tertúlia Leonina do Solar do Norte, dia 24 de Março (esta quarta-feira) às 21h00, na qual pretendemos abordar o potencial deste projecto bem como a sua implementação regional nesta zona do país. Para tal, convidámos os dirigentes responsáveis do projecto, para que o apresentem, bem como representantes das seis academias do Norte do país (Alfena, Barcelos, Póvoa do Varzim, Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo e Vila Praia de Âncora), que partilharão experiências relativas à sua implementação. Para mais informações, visitem www.solardonorte.org.

Para além de convidar todos os leitores do A Norte de Alvalade a participarem fisicamente na Tertúlia, deixo o repto: que pergunta gostariam de ver respondida pelos participantes?

Função: Treinar a equipa


Ao comentar o último post, kovacevic fez uma referência importante: Os casos existem há diversos anos e não é por se berrar que se vai ter razão.

Durante uma série de tempo, afirmei que o trabalho de Paulo Bento estagnou ao serviço do Sporting uma vez que ele se perdia numa série de factores extra-desportivos, respondendo a familiares, agentes, dirigentes, árbitros e mais uns quantos, expondo a sua figura na defesa do Sporting. Aliás, não tenho a menor dúvida que em grande parte ele tornou-se uma figura adorada no nosso seio, uma vez que fazia aquilo que mais ninguém fazia ao género de uma boa Moulinex.

O papel de um treinador é preparar a equipa para os desafios organizando os treinos, introduzir rotinas e definir o estilo de jogo, seja conservador, dinâmico, misto, etc. Por isso, é com agrado que vejo nesta altura que Carvalhal não está para já - e espero que nunca - envolvido na resolução dos casos.

Sem querer entrar no pormenor da forma como um assunto pode ser resolvido, fica-me sinceramente a satisfação de ver que a casa está, pelo menos, a ser arrumada e que se está a trabalhar para criar a estrutura e organização que tem vindo a faltar ao Sporting.

Inspirado numa frase mediática no Sporting "Futebol - Pé. Mão - Andebol!" posso finalmente afirmar:

"Dirigente - Dirige. Treinador - Treina".

EM FRENTE SPORTING!

domingo, 21 de março de 2010

Azevedo, Izmailov, fracturas e infiltrações


A história gloriosa do Sporting fez-se de muitos exemplos heróicos, em que alguns souberam, em momentos cruciais, colocar o clube à frente até dos seus próprios interesses. Um deles foi  João Mendonça Azevedo, considerado por muitos o melhor de sempre na sua posição, guarda-redes. E se para isso muito contribuiu o facto de ser o jogador de futebol com mais títulos conquistados, 21, foi a sua bravura e heroicidade que o imortalizaram. Ficou célebre a sua reentrada em campo, de clavícula fracturada, (não eram então possíveis as substituições) para defender num derby que haveríamos de ganhar por 3-1. Azevedo seria retirado em ombros no final do jogo. Bem se pode dizer que Azevedo era o palco/suporte fiável para os concertos dos 5 Violinos.

São muito diferentes os tempos de hoje e por isso o paralelismo do exemplo de Azevedo com o “caso Izmailov” pode soar anacrónico. Nos tempos de Azevedo jogava-se por amor à camisola e respeito pelo emblema ao peito. Hoje os emblemas mais respeitados pela generalidade dos profissionais de futebol são os que ostentam nas suas potentes viaturas ou os que exibem nas roupas dispendiosas. E os interesses que se enleiam à sua volta são poderosos, como se viu pela reacção expressa na comunicação social. De infiltrações inexistentes, ao ostracismo a que seria votado o russo por Costinha tudo valeu.

Admito que Izmailov até possa ter sentido o seu brio profissional beliscado. Assim, o local exacto para demonstrar que o julgamento de Costinha havia sido errado era em cada treino e em cada jogo. E se se incompatibilizou com o Director de futebol, não pode esquecer que ele não é o Sporting. O Sporting é um clube centenário, feito de associados e adeptos espalhados por todo o mundo. Nas actuais circunstâncias económico-sociais muitos deles nem justificadamente se podem ausentar do trabalho e outros lutam todos os dias para manter ou conseguir emprego. São esses, os que o idolatram, são esses que ajudam a manter o seu nível de vida e são esses, em primeiro e em último lugar que ele devia respeitar. Izmailov amuou? E os que ainda não conseguiram esquecer esta eliminação evitável? A continuar assim o seu tão propalado profissionalismo transformar-se-à num mito e por razões completamente opostas às que ainda hoje Azevedo é lembrado por nós.

Não sei se Costinha terá agido bem dando tanta transparência ao caso. Mas após o jogo eram já muitos os pormenores "pornográficos" sobre o sucedido. Mas dificilmente este caso terá as consequências fracturantes como o de Stojkovic. E se podemos lamentar que tudo isto tenha sucedido com um jogador tido como exemplar por muitos, temos que concordar que não lhe restava outro caminho se não quisesse penhorar a sua autoridade. É bom saber que não há vacas sagradas e que os "infiltrados" têm os dias contados.

sábado, 20 de março de 2010

O Director Deusportivo

Quo vadis SCP: um longo caminho para percorrer...



Ponto prévio: é sempre mau sinal quando se gasta tempo e argumentos a discutir os méritos e/ou defeitos de alguém que exerce o cargo de Director Desportivo (DD)…

Costinha foi eleito como o alvo privilegiado em mais um caso, neste caso, o caso ‘Izmailov’: é caso atrás de caso e este é já o enésimo caso só na presente temporada. Convenhamos que é caso para se afirmar que é muito… caso para um só clube! Mesmo quando, no caso, o clube em questão é o nosso Sporting…

Por mais que queiramos o DD do SCP, chame-se ele como chamar terá virtudes e defeitos. “Ninguém é perfeito”. Esta afirmação palissiana parece esquecer a muito boa gente. Por melhores características que possua e por mais importante que seja, o DD, ocupa apenas e só uma única posição numa estrutura, a do futebol profissional do SCP, que, comprovadamente, funciona pessimamente mal. Por isso, quer-me parecer que discutir o actual DD não levará, realmente, a grandes conclusões e muito menos a soluções concretas. Mais ainda quando esse director acaba de ‘aterrar’ numa espécie de limbo purgatório. O mal, esta bom de ver, não é de agora e não reside apenas no DD.

Aliás, DD do SCP parece, definitivamente, cargo inquinado: Pedro Barbosa era “low-profile”, Sá Pinto “hard-core”, Costinha, com mania que é "ministro", portista de gema e um infiltrado de Jorge Mendes, também já não serve… Venha pois o próximo. Mas estou convicto que, infelizmente, nem que Deus Nosso Senhor (filhos Dele, também já se sabe há dois milénios que não resulta), descesse à terra e encarnasse no próximo DD do SCP, resolveria esta situação.


Afirmava ontem o Kovacevic, numa caixa de comentários deste Blogue, que não adianta discutir pessoas mas antes estratégias. Estou, basicamente, de acordo com a ideia, mas não totalmente já que as estratégias são definidas por pessoas, normalmente quem lidera as organizações, logo, nem que seja indirectamente, ao comentar estratégias aprecia-se igualmente quem as definiu. Mantenho que a grande questão, o verdadeiro busílis não está nos DD's…

Vejamos, qual é o elemento comum a todos estes casos made in 2009/2010? Costinha? Izmailov? Sá Pinto? Liedson?

Vamos lá então redefinir alvos e falar em estratégias… Quem as decide? Quem não soube, e pelos vistos continua sem saber, rodear-se duma equipa ou formar uma estrutura que encarrile definitivamente um clube que já nem sequer está à deriva. Antes parece encontrar-se simplesmente sentado e esgotado à beira do caminho da perdição, aguardando que um qualquer todo poderoso e milagreiro Director Deusportivo o resgate e lhe indique o curso correcto… Seria realmente muito mais útil canalizar a discussão para as tais estratégias. Mas, pergunto eu novamente: quais estratégias? Como debatê-las se não se nota qualquer estratégia por parte de quem nos lidera… Haja alguém que me diga qual foi e se tem ideia de qual será a(s) estratégia(s) que se pretende(m) adequar e implementar neste Sporting caótico.

As organizações reflectem em muito a imagem de quem as lidera… E eu só sei que a actual imagem que o SCP projecta está longe de ser aquela que idealizei. Querem tanto apontar o indicador? O meu vai direitinho lá para cima.


Quo vadis Sporting?

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Sporting acima de tudo


Não há grande volta a dar e neste momento poucos são os objectivos práticos pelos quais o Sporting pode lutar face às aspirações possíveis na única competição em que ainda estamos envolvidos. Em todo o caso, muito trabalho pode começar a ser preparado.

No rescaldo da eliminação da Liga Europa, existem obviamente dois "casos" que vão dar - aliás, já dão mesmo - que falar: a relação entre as declarações de Salema Garção e os incidentes verificados e ainda o "episódio" da não-utilização de Izmailov.

Salema Garção

Recordo-me com nostalgia as famosas "noites europeias" de Alvalade com ambientes infernais nas nossas bancadas, com os adeptos a apoiarem de forma fervorosa o nosso clube. Ontem, foi como se tivesse revivido esse mesmo ambiente.

Face ao que aconteceu à hora do almoço, há já quem tente associar as palavras do team manager com os incidentes verificados, quando para mim estes não estão em nada relacionados. As declarações de Salema Garção foram obviamente uma alusão ao ambiente que se sentia em Alvalade noutros tempos. Não houve qualquer incentivo à violência mas sim um apelo aos adeptos para que o ambiente no estádio fosse uma forma de pressão sobre os adversários, em particular para Simão Sabrosa. Não vejo nada de especial pois todos sabemos que o "factor-casa" deve ser aproveitado graças a aspectos como esse. Daí seja, por exemplo, difícil ir disputar uma partida à Grécia ou à Turquia - e vejam-se as declarações dos jogadores do Atlético antes de defrontarem o Galatasaray em Instambul.

Para quem aponta o dedo a Salema Garção pergunto: E as agressões que houve na Plaza Mayor em Madrid, foi MSG que as instigou com este discurso "incendiário"? Veja-se todo o historial das deslocações fora dos adeptos do Atlético e pode ser que se consiga culpar o team-manager.

Izmailov

São certas e sabidas as limitações físicas do russo e a sua utilização em determinadas condições poderia ser prejudicial para a sua carreira. Gostava que tivesse jogado ontem? Sem dúvida! Mas não a qualquer custo. Quanto às declarações de Costinha, são completamente compreensíveis. Houve um jogador que não se sentiu em condições para jogar e por isso não integrou os convocados da partida, mas outros houve que mesmo com limitações evidentes, mostraram forças para contrariar as mesmas e dar o seu contributo pela equipa. Não se trata de uma crítica ao "não-sacrifício" de um dos atletas mais profissionais da nossa equipa mas sim a devida menção por quem se entregou para defender o Sporting Clube de Portugal.

Tudo o mais, são para mim palavras aproveitadas para continuar a tentar destabilizar o Sporting.

EM FRENTE SPORTING!

O Leão ficou sem jantar…

Foto: maisfutebol.pt




Fez ontem 46 anos que o Sporting clube de Portugal ‘virou’ uma eliminatória perante o colosso Manchester United, numa época em que o clube inglês tinha, ao seu serviço, dos melhores jogadores mundiais e, em consequência, constituía uma das formações europeias mais potentes. E não o fez de uma forma qualquer, fê-lo de goleada.

Mas, é sabido que para que tal feito histórico pudesse suceder, o conjunto de técnicos e plantel do SCP mentalizou-se e uniu-se em torno de um objectivo maior e os nossos dirigentes souberam dar-lhes as condições para que o pudessem alcançar.

Ora ontem, nada disso se passou. O que se passou, aliás, o que se tem passado durante toda esta temporada, melhor ainda, o que se vem repetindo amiúde e tende a eternizar-se, época após época, é que o SCP começa a perder, neste caso a ser eliminado, ainda antes dos noventa minutos dos encontros se iniciarem.

Mesmo quando (aparentemente) estariam reunidas todas as condições para nos apurarmos para os quartos-de-final da Liga Europa, com a equipa a atravessar um bom momento, com um jogo em Madrid disputado em circunstâncias muito difíceis obtendo uma performance heróica, com um adversário acessível, com uma enchente no Estádio de Alvalade como há muito não se registava e uma ‘onda’ verde de renovada esperança entre os seus adeptos, eis que, invariavelmente, algo de pernicioso acontece. Desta feita, mais um caso de indisciplina despoletada na pior altura (não há altura boas, mas…) e logo tendo como intérprete um dos atletas mais insuspeitos…

O início trapalhão do jogo na noite desta quinta-feira protagonizado pelo Sporting, não se coaduna, em nada, com a confiança que os jogadores vinham revelando e não me custa a perceber que o que se passou no seu preâmbulo tenha contribuído para esse facto. O golo a seco, acentuou ainda mais o latente nervosismo.

Saleiro e Liedson ainda se encarregaram de empatar o encontro, mas logo depois a remendada defesa do Sporting permitiu um dos golos mais fáceis da carreira do Kun Aguero. Um golo ridiculamente fácil…

O dois a dois surgiu na altura ideal, à beira do intervalo (foi mesmo Polga o responsável?), mas nem isso permitiu recuperar o bom futebol que os jogadores leoninos vinham evidenciando. Para a segunda parte cresciam legitimas esperanças de todos nós noutro ‘volte-face’, mas De Gea evitou nova celebração a Saleiro e a cabeçada de Pereirinha às malhas laterais, indiciavam a falta de sorte e clarividência que existiram à 46 anos atrás e que ontem estiveram ausentes.

Face a isto, não é de estranhar a eliminação do Sporting às mãos de mais um clube que sentimos estar perfeitamente ao nosso alcance… Como em tantas e tantas outras ocasiões do passado. Dois empates e uma eliminação europeia: assim termina a famigerada época futebolística 2009/2010. Agora, temos no futuro próximo mais uma ‘novela’ para gerir e uma nova época a preparar… de preferência convenientemente.

Quero enviar um grande abraço solidário e amigo ao JG que à distância sofreu enormemente (nem consigo imaginar o quanto…), sempre pendente dos sms que atravessavam o atlântico com as notícias originárias deste nosso pequeno ‘rectângulo’ e destino no grande país irmão. Com muita pena minha registei que tais noticias apenas tiveram o nefasto efeito de lhe provocar uma incontornável de apetite. E pronto… foi mais um Leão que ficou sem jantar…

Antes de terminar, permitam-me uma nota pessoal... A noite de ontem foi negra, é certo, no entanto para mim nem tudo foi mau: pela primeira vez tive o meu filhote a sofrer comigo ao longo do jogo e, ao colo, nos últimos momentos… Foi, sem dúvida, uma bela forma dele antecipar o presente do dia do pai e a confirmação de que “o Sporting é o nosso grande Amor”… E podem crer que este sinal dele, vale OURO! Haja esperança, apesar de tudo. Ficam ainda os desejos do “ANorte” de um bom dia a todos os Pais Leões.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Em Frente, Sporting!


Não podia ter começado de forma pior o jogo de hoje para a Liga Europa, frente ao Atlético de Madrid. Aos 4 minutos, já o Sporting perdia por uma bola. Aguero aproveitou o enorme espaço concedido pela defesa leonina.

Sendo o sector ofensivo, o forte do Atlético, necessariamente que uma defesa remendada que nunca jogou junta e com atletas com baixo ritmo competitivo se torna um problema que o adversário certamente que viria explorar a Alvalade.

Sem Izmailov no meio-campo, segundo a imprensa, afastado por Costinha em “nome da estabilidade do grupo e da equipa” o Sporting ressentiu-se também na manobra ofensiva e no domínio do meio-campo. Como as fraquezas devem ser transformadas em oportunidades, apesar de entrarmos a perder, todos esperamos e acreditamos ser possível virar a eliminatória.

Foi assim que aos 19 minutos, Miguel Veloso faz grande passe para Saleiro, que após brilhante iniciativa centra para Liedson marcar. Estava feito o empate, mas o Sporting precisava de outro, para passar.

O golo equilibrou a partida, animou os 41.919 leões que se deslocaram a Alvalade e deixou tudo novamente em aberto. O Sporting é o nosso grande amor, vamos a eles.

Faltava no entanto alguma clarividência no meio-campo e na ligação ao ataque. O Sporting pressionava pouco e começou a conceder demasiado espaço ao adversário no seu meio-campo.

Aguero, voltou a fazer das suas. Nem Polga, nem Caneira conseguiram demover o Argentino que bateu Patrício de trivela. Os Madrilenos passavam para frente do marcador, ao minuto 33. Saleiro respondeu com belo remate aos 35, mas a partir dai o Sporting acusou demasiado este segundo golo e parecia adormecido.

Voltou a acordar no final da primeira parte, com a bola a entrar novamente na baliza do Atlético, após livre de Veloso. Polga tentou o desvio, atrapalhou a defesa contrária e a bola acaba por entrar na baliza adversária. O arbitro que decida quem marcou, se Polga ou Veloso. Alvalade voltou a explodir e a eliminatória estava novamente em aberto.

Os mesmos onzes regressaram para a segunda parte. O Sporting precisava apenas de mais um golo. Alvalade, apesar dos lamentáveis episódios da tarde protagonizados pelos adeptos adversários, acreditava numa grande noite europeia. Que espectáculo e prazer ver novamente as bancadas cheias de adeptos, sem aquele colorido impróprio das cadeiras vazias e o cinzento do fosso a dominarem a transmissão televisiva.

Entrou bem o Sporting no jogo. Bem melhor do que na primeira parte. Saleiro obrigou De Gea a uma grande defesa aos 52 e volvido um minuto, Pereirinha, quase marcava de cabeça após canto. O Sporting carregava e jogava com confiança.

Carvalhal mexeu, não fosse Pedro Silva deitar tudo a perder. O Brasileiro sai e Veloso passa para defesa esquerdo, entrando Simon Vuckcevic. O Sporting continuou a dominar e prova disso foi a jogada corrida pela direita aos 69, com Saleiro a cruzar e Liedson quase a marcar ao segundo poste. Só nos faltava mais um golo, a equipa foi fazendo por isso, perdia e ganhava fulgor, houve um grande querer e uma grande crença, mas faltou o golo que tanto merecíamos, pela superioridade demonstrada no conjunto da eliminatória.

O jogo terminou, com Alvalade a aplaudir a equipa.

E agora?

Agora, todos esperamos que o grupo continue unido, termine a época com a dignidade com que hoje se despediu da Europa e que a próxima época seja criteriosamente preparada, com mais razão do que emoção e menos tiros no pé.

Como diz o companheiro Hugo Malcato, em frente Sporting!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Em Alvalade, ajoelham-se perante nós


Por ocasião do desafio contra o Atlético Madrid, temos vindo a assistir inúmeros comentários por parte dos sportinguistas em relação ao atleta Simão Sabrosa e respectiva tentativa de defesa por aqueles que o idolatraram durante anos.

Da minha parte não restam dúvidas que um jogador é profissional e poderá servir o clube que entender e que lhe der melhores condições - p.e. nunca serei capaz de assobiar Quaresma ou Hugo Viana - mas a história deste rapaz é em tudo diferente à dos exemplos dados.

Em primeiro lugar, recordo-me que o jogador esteve emprestado na sua primeira época do outro lado da Segunda Circular e que o Sporting, em caso de empréstimo, também pretendia os seus préstimos. No entanto, logo à partida, Simão optou por outro clube alegando que o "Sporting tratou mal o Iordanov". Válidos ou não os argumentos, para mim, o então fedelho ingrato teve a opção e escolheu outro clube que não aquele que o educou e tirou da pobreza.

Como se este episódio não bastasse, o menino fez questão de insultar a massa associativa do Sporting, desrespeitar e mais uma vez demonstrar ingratidão por quem fez dele o que ele se tornou (vide a capa da Revista Mundial em 2000), declarando à comunicação social que preferia que o Boavista fosse campeão em vez do Sporting na época de 2001/2002.

Face a tudo isto, venerem quem quiserem e coloquem qualquer jogador num pedestal mas não fiquem à espera que eu considere NORMAL o comportamento deste fulano. Sei separar qualidades futebolísticas e qualidades humanas, por isso consigo dizer que são proporcionalmente inversas...

Todo este episódio tem sido aproveitado por parte da nossa "imprensa" - os jornaleiros do costume e defensores de uma causa que idolatra este rapazito - para destacar uma suposta falta de carácter por parte dos adeptos do nosso clube e que com estes comportamentos alimentam ódios desnecessários e incentivam a violência. A esses digo eu: Onde quer que o Sporting vá, tem sempre de lidar com ambientes adversos tendo de superar N factores para conquistar a vitória. Em Portugal, até tem de enfrentar a suposta isenção do seu trabalho...

O Atlético não é diferente de nenhum adversário que até hoje nos apareceu na frente ou alguma vez aparecerá e por isso vem a Alvalade e terá de enfrentar o "terror" emanado pelas bancadas do nosso Estádio.

Para ser respeitado, há que se dar ao respeito e o Sporting esteve adormecido até agora. Está na altura de voltar a mostrar o que sempre foi uma visita a Alvalade para qualquer clube.

EM FRENTE SPORTING!

terça-feira, 16 de março de 2010

As Costinhas de Carvalhal

Foram muito elogiadas as declarações de Costinha após o jogo de Madrid, em que o director desportivo afirma que  “no Sporting não há somente jogadores, mas também seres humanos que merecem respeito. (..) queremos mais respeito, nomeadamente pela equipa técnica, o que não tem sucedido” . As palavras são adequadas mas falta-lhes o suporte da acção. A apresentação de CC em Alvalade, a pressa do presidente em demarcar-se em tempo de maus resultados, o seu isolamento evidente e a falta de um vigoroso ou até envergonhado desmentido da contratação de Vilas Boas tornam pública e notória a falta de apoio a Carvalhal. E é também evidente que não cessou ainda entre os adeptos a desconfiança que o seu nome suscitou.

É nesse quadro que entendo as suas mais recentes declarações. Ao puxar dos seus galões, CC fala para fora mas essencialmente para dentro. "Tenho 12 anos de treinador. Não são 12 dias, nem 12 jogos. Relembro que estive nas finais todas que existem em Portugal. Escusado será dizer que o trabalho realizado no Vitória de Setúbal me parece de excepção, para não falar também no Leixões. Certo é que chego ao Sporting aos 44 anos, com trabalho feito, a subir a corda a pulso para cá chegar”. Mais do que o seu conteúdo, conhecido de todos, é a mensagem que fica: ainda ninguém no Sporting lhe comunicou o que pretende dele para o futuro que aí está.

Não é Costinha, com as suas omissões, ou Carvalhal, com o seu curriculum, o cerne da questão. Esta está acima das suas cabeças e em quem tem a missão, diria a obrigação, de zelar pelos interesses do clube. Mais do que esperar pelos resultados, especialmente os de Abril..., deveria haver estratégia na decisão e esta deveria escudar-se em critérios de competência. Um treinador que ganha pode não ser o treinador para a época seguinte, como dizem agora de Jesualdo. O mesmo se pode aplicar a um treinador que nada ganhe, caso os factores que isso conduziram não sejam da sua inteira responsabilidade. Seja qual for a escolha parece porém indesmentível que CC deixará o futebol do clube melhor do que encontrou e saúdo em especial a sua postura, em particular um discurso à Sporting.

Somos de facto um clube especial, onde o facto de um treinador ter subitamente começado a ganhar, com um nível exibiciocional em patamares de todo inesperados parecer constituir um problema. Porém, e ao contrário do que dizia ontem JVP, não é só ao próximo treinador que as vitórias de CC podem constituir problema. É sobretudo a JEB e a todos nós, ao clube que somos. É que, quem vier a seguir não vai ter tempo para errar. Seria sempre assim, mais ainda depois de CC. Joga-se aqui o futuro da próxima época, ninguém duvide disso.

“Abola” faz hoje o inquérito já habitual aos notáveis. Que me perdoem, mas as suas opiniões, em grande parte, são em todo idênticas ao de qualquer adepto comum, sem qualquer outro argumento que o navegar À vista, em função dos resultados. Se pensarmos que são estes alguns dos potenciais dirigentes, talvez consigamos perceber porque o Sporting tem ganho menos do que precisa e merece.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Leoa que voa


No mesmo dia que o Estádio José Alvalade se compôs com belas leoas, por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher, Naide Gomes alcançou uma vez mais um lugar de destaque em Campeonatos do Mundo de atletismo.

Esta foi a quarta vez que a atleta do Sporting, natural de São Tomé e Príncipe, subiu ao pódio em mundiais de pista coberta e deu assim mais uma chapada de luva branca a todas as vozes críticas que não hesitaram a sair da toca aquando do resultado infeliz nos Jogos Olímpicos.

Bem antes de outras supostas vedetas aparecerem a trazer triunfos para Portugal já Naide vencia competições com a camisola das quinas e aos 30 anos é uma das atletas mais respeitadas no panorama internacional.

O "A Norte de Alvalade" presta assim homenagem a esta "Leoa voadora" que tantas alegrias nos tem trazido mas cujos méritos por vezes são menosprezados.

EM FRENTE SPORTING!

domingo, 14 de março de 2010

É disto que o meu povo gosta!

Demolidores, exibição monumental, do tamanho do castelo de Guimarães, foram assim os primeiros minutos de jogo do Sporting. Bons golos, jogadas colectivas envolventes, público on-fire, como deve ter sido liiiindo este jogo hoje em Alvalade. É disto que o meu povo gosta! Tentar minimizar a nossa vitória com o desacerto do adversário é ridículo. Se ele existiu ao nosso bom jogo se deveu. Falar da arbitragem é desonestidade intelectual. E é bom não esquecer que o Guimarães em nada facilitou a nossa tarefa, nem sequer permitindo que o jogo fosse disputado amanhã, mas pagou o "favor" bem caro.

Na 2ª parte a equipa geriu, embora nem sempre bem, a vantagem confortável, acusando também o peso de um jogo difícil e extenuante da passada quinta-feira. Tivesse gerido com melhor critério as saídas para o contra-ataque e o resultado seria gordo. Uma vitória importante, ante um adversário que nos estava à perna. Motivação, confiança e auto-estima em alta a fazer o que nunca havíamos conseguindo nas jornadas anteriores: marcar 2 golos e não sofrer nenhum nos primeiros vinte minutos. Foi uma vitória colectiva a merecer um destaque individual de um jogador muito castigado: ao fazer 5 defesas de grande qualidade na 2ª parte Patrício segurou a vantagem conseguida na metade anterior.

PS: Sabiam que a irmã de Carvalhal é uma Sportinguista ferrenha?

Até que enfim!




"Até que enfim" ou "finalmente" foram das expressões que mais ouvi e me vieram à cabeça ontem, enquanto aguardei 1 hora, algo completamente invulgar no passado recente, para comprar os bilhetes para o jogo com o Guimarães e o Atlético de Madrid.

Até que enfim que jogamos à bola; até que enfim que temos equipa; até que enfim que vamos ter um estádio bem composto.

Este último ponto não é justificado totalmente pela campanha realizada tendo em vista o Dia da Mulher, pois outros jogos houve, com preços similares e nem assim houve tanta afluência. O que trouxe Sportinguistas de volta ao estádio, é a melhoria na qualidade do jogo e a atitude que evidenciam em campo.

O problema nunca foi a qualidade dos jogadores como alguns acreditaram e outros, incluindo Sportinguistas, quiseram fazer crer. O que me leva a pensar: como é que foi possível o Paulo Bento ter ficado tanto tempo, quando era nítido que não havia evolução e pior, havia uma saturação tremenda em relação ao "futebol" praticado pela equipa.

Não fiquei nada agradado com a contratação de Carvalhal mas seria ridículo não achar que a melhoria evidenciada não é da sua responsabilidade. Atribuir mérito apenas à chegada do Costinha, como faz o Record pelos motivos que assumimos, ou à contratação de um jogador, por muita importância que possa ter na recuperação do SCP, e ignorar o mérito do treinador, é injusto.
Se tem condições para levar o SCP ao título? Não depende apenas dele mas também da solidez e organização da estrutura. Acho que se o trabalho dele for positivo até ao final da temporada, em termos de resultados e exibições, merecerá o benefício da dúvida. Tanto quanto Paulo Bento mereceu e mais ainda do que Villas Boas.

PS: Uma palavra positiva em relação ao preço dos bilhetes para o embate com o At. Madrid. Finalmente viram para além da receita, constatando que o apoio será imprescindível para passarmos à fase seguinte.

Que a alegria continue

Jogo muito interessante de seguir é o que me parece ser o que logo nos oporá ao Vitória de Guimarães. Trata-se de uma equipa bem orientada, que tem dado excelente réplica aos grandes neste campeonato, e que vê neste jogo a possibilidade, em caso de vitória, a possibilidade de nos roubar o 4º lugar. Os vimaranenses estão num bom momento, como indicam as 3 vitórias consecutivas (Leixões, Leiria e Nacional) com que chegam a Alvalade. Este duelo colectivo terá no relvado uma luta muito particular: Nilson e Patrício não sofrem golos há 391 minutos e quererão ambos prolongar essa contabilidade.

O Sporting chega a este jogo no seu melhor momento da época, como reconhece Carvalhal. E por isso, mais do que qualquer preocupação especial com o adversário, é o que a equipa for capaz de fazer que ditará a sorte do jogo, uma vez que não se discute a nossa vantagem em termos individuais. Há contudo alguns desafios para Carvalhal. Grimi está impedido de jogar na 5ª feira, pelo que seria aconselhável dar minutos a Pedro Silva, seu potencial substituto. O mesmo seria recomendável fazer com o eclipsado Caneira, uma vez que Tonel é uma carta fora do baralho e Carriço também o parece ser. Pelas mesma razões impunha-se a rodagem de Pereirinha, uma vez que Vukcevic deixou de contar depois do jogo com a Académica.

Não acredito que CC faça uma revolução, o jogo de logo é importante para as nossas aspirações e prestigio, tal como o da próxima quinta-feira. Dos adeptos aos jogadores, muitas das cabeças já estarão nesse jogo. Se esquecermos o de logo ele será muito difícil de ganhar. Era muito bom que a alegria continuasse.

Lista de convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Tiago;
Defesas: Abel, João Pereira, Pedro Silva, Polga, Tonel, Caneira, Grimi;
Médios: Adrien, Pedro Mendes, Miguel Veloso, Izmailov, Matías, Pereirinha, Moutinho;
Avançados: Saleiro, Liedson e Sinama-Pongolle

P.S. Logo, pelas 13h, Naíde Gomes ataca o titulo mundial de salto em comprimento em pista coberta. Estou impossibilitado de assistir mas espero que seja mais um título, ou pelo menos mais uma medalha, a premiar a matriz ecléctica do nosso clube.

sábado, 13 de março de 2010

Água na fervura

O jogo de ontem justificou que era mais que fundada a fezada dos Sportinguistas para esta eliminatória da Liga Europa. E se me permitem a razão dessa confiança nada deverá ter a ver com o adversário que nos calhou em sorte. Tem obrigatoriamente a ver com a equipa, com a subida de qualidade do seu jogo, com a motivação e os níveis de confiança. Não é por acaso que de jogos consecutivos a sofrer golos vamos já perto de uns redondos 500 minutos sem os encaixar, jogando com adversários que não são exactamente os mesmos que nos permitiram registar 7 vitórias consecutivas.

Mas convém travar optimismos de todo injustificados. Para os menos atentos convém lembrar que a equipa de ontem “não é a mesma” que o FCP defrontou para a Champions League, como alguns querem fazer crer, para diminuir a virtude do difícil empate de ontem. Esta é a mesma equipa que há poucas semanas impôs uma derrota ao poderoso Barça. Convém também lembrar que o Valência há poucos dias apanhou 4 no Calderon num jogo similar ao de ontem, em que os valencianos terminaram também com 9 jogadores. Se ontem o Atlético de Madrid foi vulgar é também porque jogou com uma equipa que os vulgarizou.

O resultado de ontem obriga-nos a ganha, mesclando a máxima cautela com a a ambição de marcar. O Atlético ganhou a eliminatória anterior precisamente no difícil ambiente de Ali Sami Yen, casa dos leões de Istambul, como são conhecidos os do Galatasaray. Se isto não nos servir de alerta podemos sofrer um dissabor. Carvalhal sabe disso, como já o provou ontem e contra o Everton. Saibamos nós também quando enchermos Alvalade. A equipa vai precisar de nervos de aço e de igual respaldo das bancadas. Ou muito engano ou vamos ter eliminatória até aos últimos minutos,  e com golos em ambas as balizas.

E como vimos ontem não podemos sequer contar com a imparcialidade do apito. É que Angel Villar é tudo menos um verbo de encher, como se parece contentar em ser Madaíl. Só por ingenuidade se pode pensar que quando é preciso não usa a sua influência de presidente do Comité de Arbitragem da UEFA. A nomeação de Pieter Vink, com as suas já conhecidas tropelias, levam-me a crer que, lá como cá, eles também têm os seus homens de mão.

sexta-feira, 12 de março de 2010

NÓS Estivemos lá 2






Conforme prometido, aqui ficam mais algumas fotos da jornada leonina de ontem, e do cortejo que nos levou da Plaza Mayor ao Estádio, chamando toda a gente às janelas e parando o trânsito da calle Toledo para ver passar "los portugueses". Destaque para a hostilidade para com Simão ao longo de todo o jogo, mas especialmente veemente durante o aquecimento, altura em que o Calderón estava literalmente vazio de colchoneros mas que tinha já o nosso sector cheio. Destaque ainda para a presença de Sá Pinto na bancada, à nossa beira, de sportinguistas de todas as idades, e ainda para um apoio vocal que todos puderam comprovar pela transmissão televisiva. Com outro contexto talvez pudéssemos ter ganho o jogo, mas a verdade é que, conforme se pedia, a eliminatória será resolvida em Alvalade. Se se repetir o ambiente de ontem, é impossível não acreditar.

NÓS, estivemos lá

Nesta altura, podíamos falar sobre o resultado, as opções tácticas, o desempenho do árbitro, as exibições individuais e as perspectivas para a segunda mão, mas eu prefiro falar do Sporting e os seus adeptos.

Acima de qualquer dirigente, treinador ou jogador, cinco mil adeptos sportinguistas estiveram em Madrid a apoiar o nosso clube. Que outro clube português, a bater-se pelo quarto lugar no campeonato conseguiria apresentar um cenário como este?

Regresso de Madrid satisfeito não pelo resultado ou as perspectivas, mas sobretudo por ver que a paixão leonina existe de forma intensa.




EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Resistência e lição colectiva

O Sporting fez o que lhe competia para trazer um bom resultado de Madrid. Disposição táctica adequada, postura e atitudes dos jogadores ajustadas à importância do que estava em disputa. Carvalhal e sus muchachos estiveram à altura do esforço dos adeptos, muitos deles vítimas nas ruas de Madrid, por parte da polícia local, da mesma arbitrariedade que os jogadores tiveram que sofrer no relvado. Há quanto tempo não se via este sentido colectivo e capacidade de sofrimento? O critério do árbitro encarregou-se de desequilibrar um jogo em que podíamos ter conseguido um resultado muito mais favorável. Enquanto estivemos 11 no relvado fomos a equipa mais equilibrada e a que esteve mais perto de marcar.

A decisão da eliminatória será em Alvalade, onde nos espera um jogo difícil, sem dúvida, mas os quartos-de-final estão perfeitamente ao nosso alcance. Não posso terminar sem falar do artista do apito. É fácil bater no Grimi, mas a verdade é que o critério que lhe valeu o 1º amarelo nunca foi aplicado aos espanhóis. A expulsão de Tonel é ridícula. O Atlético pôde fazer faltas que a nós eram sancionadas. Vergonhosa actuação, digna daquelas que vemos nos relvados nacionais.Depois  de ter retirado a possibilidade de o Vitória de Guimarães alcançar a 1ª presença na Champions League, este sr. bem esforçou para nos encostar às cordas.

Demonstração de grandeza


Comenta-se com alguma perplexidade mal disfarçada a mobilização dos adeptos Sportinguistas, que desde hoje de manhã marcam presença nas principais ruas de Madrid. Só quem não nos conhece é que não percebe que estamos com vontade, e muitos de nós com saudade, de viver momentos de glória e  que não é pela sua massa de apoio que o clube não os vive com frequência. Os adeptos não  têm dúvidas que apoiam um grande clube.

A demonstração de grandeza pelo número de apoiantes, que acorreram de todo o País e de alguns pontos do estrangeiro, sairá daqui a pouco de uma das praças emblemáticas de Madrid para se desaguar no Vicente Calderon. Aí o clube e os adeptos, em dois momentos distintos, deixarão expressa uma manifestação do nobre espírito leonino. No inicio do jogo Moutinho entregará uma coroa de flores em memória dos madrilenos vitimas do 11 de Março de 2004. Aos 11 minutos de jogo, a solicitação da Associação de Adeptos Sportinguistas  e da sua congénere colchonera, o jogo será “suspenso” por um minuto de aplausos, lembrando simbolicamente a forma brutal como foi interrompida a vida há 6 anos na capital madrilena.

Respaldada  por um apoio sem precedentes num jogo em solo estrangeiro, espera-se que a equipa jogue como um grande. Estima-se que não caia em tentação de jogar demasiado recuada, que saiba esperar e não desperdiçar a oportunidade para infligir danos. As ausências de Carriço e Djaló são uma limitação à estratégia, mas também uma oportunidade para surpreender. Quique sabe como jogamos com eles (deve ter visto os jogos recentes) não sabe como o faremos sem eles. Uma demonstração de grandeza é que todos esperamos de logo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Contas a acertar

"Para mim é igual. Talvez seja bom, porque joguei em Lisboa e actuei no Sporting. De qualquer modo, não simpatizam comigo em Alvalade. Por isso é-me indiferente. O que verdadeiramente me interessa é que estamos nos oitavos-de-final da Liga Europa. Agora, seja o que for com o adversário que nos calhar". Não é difícil de adivinhar o autor destas palavras. O que me leva a concluir que o melhor que este menino tem foi o que lhe ensinaram em Alvalade, que foi a jogar futebol. E escusam de culpar a formação do Sporting, porque o mau carácter e ingratidão deste fulaninho é a sua marca distintiva. Como alguém disse “A gratidão perfuma as grandes almas e azeda as pequenas”. Cobrar coercivamente a tal dívida que ele falava quando assinou pelo Barcelona é acicate especial para a “Missão Madrid”.

"A priori não parece provável que 2.800 adeptos do Sporting se desloquem a Madrid num dia de trabalho, quinta-feira." Era esta a previsão que fazia o “El Mundo Deportivo” (tradução livre) na passada sexta-feira. Pois eles não sabem com quem se meteram. Acontece que os cerca de 3.000 bilhetes já têm dono, e a invasão a Madrid será uma realidade. O "ANortedeAlvalade" estará lá! Estima-se que esse número possa até ser ligeiramente superior, uma vez que há Sportinguistas que já estão hoje em Madrid à procura e ingresso.

terça-feira, 9 de março de 2010

Clandestino

A SAD do Sporting, e mais concretamente JEB, tem toda a legitimidade para decidir que direcção técnica pretende para o clube. E essa decisão não deve ser tomada baseada em sondagens ou movimentos de opinião, antes sim tendo como objectivo o que lhe parece ser o melhor para o Sporting. Isto a propósito de uma sondagem do DN de hoje, em que uma percentagem ligeiramente superior a 50% entende que Carlos Carvalhal merece a oportunidade de começar a nova época. E também ninguém duvida que este é o timing para as tomadas de decisões e consequentes acções. Mas ao contrário dos adeptos, espera-se que a decisão não seja tomada em função dos resultados, sejam eles série de vitórias ou derrotas, mas em função de um perfil de competências que há muito deveria estar definido.

Ao que tudo indica André Vilas Boas parece ser o técnico que corresponde ao desejo de JEB. Assim se entende a insistência no actual treinador da Académica. Devo dizer que, quando o seu nome foi referido em meados de Novembro, o recebi com agrado. É indiscutível o bom trabalho que está a realizar em Coimbra, com meios reconhecidamente escassos. Já vi jogar a Académica e é indiscutível que ali há dedo treinador. Mas não deixa de ser um tiro no escuro.  O risco, melhor ou pior calculado, está sempre inerente na tomada de decisões e é para isso que os sócios elegem as direcções, podendo, a qulaquer momento pedir-lhes contas.AVB tem literalmente meia dúzia de meses de treinador e não se conhecem competências em formar plantéis e equipas. Espero contudo que a sua contratação não corresponda à ideia pacóvia de um “novo Mourinho”. Porque Mourinho só há um, - que por sinal esteve em Alvalade para assinar contrato e saiu pelas portas do fundo - e não há nada mais injusto e perigoso que pôr o novo treinador a carregar esse tipo de fardo. E convém lembrar que o sucesso do Special One se baseou numa retaguarda forte, que está longe de existir por hoje em Alvalade.

Se ela existisse não atiraria o futebol do Sporting para uma espécie de limbo clandestino, onde se desconhecem sequer as listas de convocados. O actual blackout nada tem de protecção do actual treinador. Se assim fosse CC não teria que se arrastar como um condenado em conferências de imprensa, após os jogos, mesmo que para isso se pagassem as multas necessárias. Mas não desmentir o Record e deixar o principal visado pela noticia permanecer fragilizado ante a opinião pública, sócios, adeptos e, pior, o grupo de trabalho que tem de liderar, mais não é que uma estratégia de preservação. Não do treinador, claro está, mas de quem tem que tomar decisões. Alguém acha que isto é dar o peito às balas? Da sua apresentação à sua saída, CC deverá ficar na história do Sporting como o primeiro treinador clandestino.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O futebol visto a verde e branco

Hoje acordei e apeteceu-me dar numa de sportinguista doente. Não que eu não seja um fervoroso adepto do nosso clube, mas hoje tenho vontade de descarregar num tom quase irracional e a roçar o ridículo, bem à moda de outras lides.

Depois de uma infeliz derrota da nossa equipa de andebol – que aproveitarei para abordar noutra altura – só consegui ver a segunda parte do futebol e a satisfação é natural. Passes, bola corrida, jogadores a movimentarem-se com nexo e a defesa a evitar o recurso ao constante chutão para a frente deram o mote para a felicidade proporcionada por 4 golos sem resposta, uma bola ao poste e um golo invalidado.

Onde está a “doença” nisto tudo? Essa chega agora:

A título de curiosidade, gostaria de saber a ênfase que seria dado ao gesto técnico num qualquer remate de calcanhar de outro jogador que não o Moutinho, já para não falar na “escandaleira” que seria armada por tal obra-prima – repito, não do Moutinho porque sendo do Sporting é obviamente banal – ser invalidada de forma incorrecta. Acrescente-se ainda que neste caso, tivemos de esperar cerca de cinco minutos até ver uma repetição enquanto noutro jogo houve a oportunidade de ver a repetição por uma dezena de vezes à procura de fora-de-jogo inexistente.

Aqui na minha mente mais perversa, consigo também imaginar como seria noticiada uma intervenção no jogo semelhante à de Matias Fernandez, com participação activa em 2 golos do Sporting e ainda o passe de deixar água na boca a qualquer amante de futebol.

Infelizmente, não temos figuras religiosas, artistas circenses ou mamíferos roedores e por isso os “jornaleiros” preferem dar ênfase a outros aspectos do Sporting ao invés de ligarem ao que importa: o desporto.

EM FRENTE SPORTING!

A equipa resolve!

O jogo de ontem tem um nome incontornável que é o de Liedson. O destaque é inteiramente merecido. Não há muitos jogadores a consegui-lo, nesta ou em qualquer liga, e a prova disso é que é preciso recuar até à época 2006/07 para se verificar um feito idêntico. E é sintomático que seja preciso recuar precisamente à melhor época dos últimos anos, em que o campeonato ficou à distância de um ponto, numa ponta final em que os jogos eram ganhos com autoridade.

Há porém no jogo de ontem uma nota diferente na proeza de Liedson. Ao contrário de muitos jogos anteriores, em que Liedson do nada cria um golo e a equipa praticamente não existe, (como por exemplo, ante o SLB, na Taça da Liga) quase todos os golos resultaram de jogadas de envolvimento colectivo. Também ao contrário de muitos jogos nesta época e em anteriores, e golos à parte, ontem foi dos melhores jogos de Liedson, no sentido colectivo do termo. E é a esse colectivo que cabe resolver os jogos e não apenas a um jogador. Numa equipa forte os bons jogadores destacam-se com naturalidade e as dificuldades dos menos bons tendem a passar despercebidas. 

O Sporting precisa de um Liedson forte, tal como de um Veloso, Moutinho, etc, mas todos e cada um deles necessitam de uma grande equipa para poderem espalhar a classe que possuem. Sem isso, e por muitos que sejam os destaques individuais, os tão almejados títulos colectivos serão sempre uma miragem.

PS: Há de certeza muitas histórias por contar de grandes mulheres na história do Sporting. Hoje, para elas em particular, uma lembrança especial. E, como não podia deixar de ser, para as que nos visitam, a Tite, a Dina e Ana, as mais regulares aqui, para todas as mulheres Sportinguistas, e para todas em geral, um grande dia!
 

domingo, 7 de março de 2010

Interlúdio a azul


O terceiro adversário de azul vestido e a 3ª vitória consecutiva e todas alcançadas de forma categórica e por número expressivos de golos sem resposta. A inviolabilidade da baliza de Patrício. Um penalty por marcar, um golo mal anulado. A estreia ao poker de Liedson no Sporting, o regresso desse número mágico à I Liga, depois de Carlos Bueno, também do Sporting, na ida época de 2006/07. A maior vitória também desde 2006/07. A tristeza de Carvalhal no flash-interview, “sou apenas treinador, existem pessoas na estrutura do clube para o fazer se quiserem”. Ah,os calções do Atletic são azuis…

PS: Porque não jogou o Sporting com o seu lindo equipamento habitual, ou com a bonita camisola Stromp?

Communication breakdown


Foi tudo menos pacífica a saída de cena de António Sousa Duarte do cargo de director de comunicação. Uma saída consensual, negociada, não acontece de forma abrupta e sem assegurar soluções de continuidade de funções. Assim o Sporting prosseguiu o seu papel inovador no panorama do futebol português este ano: que me recorde foi a 1ª vez que não se conheceram os convocados para um jogo de uma equipa da I Liga. Costinha prometeu um novo período na comunicação para o Sporting e ninguém duvida que mais silêncio à volta e sobre o balneário são medidas que deviam ser para ontem. Mas convém não exagerar…

De igual modo não deve ter sido fácil para Carvalhal saber por terceiros que o Sporting anda à procura de treinador, sem ainda lhe ter comunicado o que pretende fazer com a opção que está clausulada no seu contrato. Assim como não será fácil enfrentar mais logo a bateria de jornalistas. O Sporting tem todo o direito de escolher novo técnico, não pode, ou não devia fazê-lo prescindindo de regras éticas que deveriam ser norma num clube que gosta de ser visto como padrão no meio desportivo. Pelo meio fica “uma mensagem aos Sportinguistas” que de nada serve. Ou se desmentia vigorosamente a noticia, ou ignorá-la apenas serve para lhe dar sentido.

E é assim que se chega ao jogo do Restelo. Onde não se espera outra coisa que não uma vitória ante uma equipa que apenas conseguiu vencer 1 vez. Gostava que o Belenenses, clube com o qual nutro simpatia, superasse este momento.Os seus  adeptos merecem-me especial  solidariedade pelas sucessivas atrocidades que a sua classe dirigente tem cometido num clube que há 30 anos era claramente um grande e que hoje está confinado ao seu pequeno reduto. Espero que a recuperação fique para depois do jogo de logo.


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