sábado, 30 de janeiro de 2010

Sua Excelência, a derrota

Não há nada de excelente na derrota, ninguém as exibe com orgulho ou contentamento, muito pelo contrário são momentos de ruptura, acusação e pior, desenvolvimento de fantasmas monstruosos que ensombram balneários.

Espero que a derrota de ontem não traga nenhuma dessas sensações, ontem não oferecemos a derrota como tantas vezes já aconteceu este ano, ontem perdemos porque o adversário, como equipa a conquistou, e foi melhor, mas combatemos essa superioridade actual com humildade e qualidade e não com receio.

O jogo foi decidido por um ressalto casual, mas manteve a incerteza no marcador até final pela qualidade dos dois melhores guarda-redes nacionais. Venceu a equipa a quem ninguém quer dar mérito, hoje vejo a capa um jornal dizer que quem luta pelo segundo lugar anda ao colo, falta referir que o líder anda de carrinho de rolamentos e aguenta-se nas curvas que lhe vão aparecendo.

Nunca me preocupou muito perder para quem exibe competência e excelência, não vou começar agora. Parabéns Sporting de Braga, não por ontem mas por tudo aquilo que fizeram até agora neste campeonato. Caso se mantenham assim vão ser um campeão nobre e sem receio de caírem depois na vergonha da corrupção ou nos subúrbios do futebol nacional como aconteceu a outros emblemas.

Agora vamos à minha casa, com a derrota de ontem o campeonato é uma miragem, nada que não nos tenha já acontecido vezes sem conta, mas com ela compramos o bem mais precioso que existe no universo, tempo!

Temos pela frente a mais longa pré-época e que tenho memória, há que aproveitá-la porque confio que não se repetirá. Utilizar essa vantagem para fazer tudo o que sucessivamente tem sido adiado, fortalecer o clube, purgar estruturas humanas, blindar balneários, crescer para atacar o futuro. Há tempo para tudo, para experiências, para pensar, para decidir, para corrigir.

Pedia ao Presidente do Sporting para fazer essa reflexão, utilizar Fevereiro para tomar decisões, deve olhar para toda a sua estrutura e formar um grupo da sua confiança e capaz de ser superior a qualquer outro nacional. Caso veja que não o consegue fazer deve dizê-lo claramente a todo o Sporting e sair, há também tempo para isso. Para que as minhas palavras não sejam sujeitas a interpretações, digo que confio em José Bettencourt para liderar, não confio nele para ser liderado por poderes sombrios que dizem e aparenta morarem pelos corredores e gabinetes de Alvalade.

Mas a época ainda não terminou, nem está perdida, há muito ainda porque lutar, também títulos mas principalmente pela vitória em cada jogo, sentir nesta pré-época essa ambição, querer vencer sempre, não aceitar a derrota mesmo quando ela é conquistada pelo adversário como ontem, morrer pelo nosso orgulho e obrigar o adversário ao esgotamento se não quiser perder.

Até ao final da época, Sua Excelência a derrota, ofereceu-nos uma oportunidade a de aplicar o nosso lema, todos nós o conhecemos, pensem bem nele não o vou repetir, interiorizem as suas palavras e não duvidem que no final vem a Glória.

Domingos, dias santos e feriados

Ainda está para nascer o dia em que uma derrota do Sporting me seja fácil de digerir. E pior ainda quando a “indigestão” vem associada à irritação pelas incidências da partida. No entanto há que deixar bem claro que foi uma derrota imerecida e vendida por alto preço.

Lembram-se daqueles jogos em que o actual treinador do Braga, secundado por Kostadinov, ia 2 vezes à nossa baliza e acabava por ganhar o jogo? Pois foi isso que o jogo de ontem me fez lembrar. Foi sem dúvida um dia de Domingos. E se a eficácia bracarense acabou por ser premiada é também verdade que contou com a ajuda dos santos. Um golo à tabela, num momento em que o jogo estava por definir tornou a tarefa Sportinguista mais difícil. Hoje por hoje a equipa do Braga é das mais difíceis de bater após se apanhar em vantagem. As suas saídas para o ataque são venenosas e não tem vergonha de jogar com todas as linhas atrás da bola, contando com a consistência defensiva da sua linha mais recuada. S. Eduardo foi bem acolitado por S. Rodriguez e Moisés nem precisou de fazer o milagre de dividir as àguas.

O nosso jogo porém poderia ter sido outro. Há mérito do adversário mas também houve demérito nosso. Não me parece que a dupla Liedson – Saleiro (cada vez mais individualista) seja a ideal, nunca se vendo qualquer coordenação entre eles. Com as laterais tapadas tivemos dificuldade em dar profundidade ao jogo, não havendo quem, ao meio e pelo interior, fizesse a ligação do jogo. Isto sem desmerecer o enorme jogo de Moutinho, que deixou em Braga pormenores deliciosos de se ver. Em pólo oposto a “ausência” de Izmailov” foi notória, bem como o desacerto de Veloso. A nossa reacção final e o equilíbrio registado durante a partida tornam injusto o resultado final.

Será feriado o dia em que num jogo decisivo o Sporting conte com uma arbitragem isenta. São dias normais quando, em jogos deste teor, sejamos prejudicados. E a vitória do Braga ontem alicerçou-se em muito anti-jogo, que árbitro não só ignorou como patrocinou. O Braga está bem servido de jogadores como de maus actores, que viram as suas prestações circenses permanentemente aplaudidas pelo apito de João Ferreira. Isto sem falar nos momentos em que o jogo se aproximava da sua decisão, em que as faltas cirúrgicas marcadas ao contrário roçaram a palhaçada.

Seria sempre muito difícil inverter ou apenas anular a desvantagem numa conjuntura semelhante, para qualquer equipa. E, apesar disso, disputamos o jogo até ao fim, controlando as reacções num meio adverso. Espero por isso que a derrota não provoque estragos na confiança para o jogo difícil de terça-feira. Na minha não fez e por isso estarei lá. Para te ver ganhar, claro!

P.S.: Os pormenores são por vezes decisivos. Num mês sobrecarregado de viagens, não faria sentido ter evitado o regresso a Lisboa, com um jogo para jogar no Porto já na terça-feira?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Parabéns Sporting


Hoje pela noite quando se iniciar o jogo entre o Sporting B. e o Sporting Clube de Portugal a cidade dos arcebispos vai testemunhar a entrada do Sporting para o Guinness, o livro dos records mundiais. A “pedreira” será o palco privilegiado para esta comemoração, nunca antes um clube juntou um número tão elevado de adeptos.

Em contas à Vieira mais de 50 milhões de adeptos (em contas da EPUL muitos mais) todos a sofrerem pela nossa vitória, por mim chegam aqueles que lá estiverem na bancada, com destaque para a malta aqui da casa, que serão eternamente fieis no seu apoio e os 11 que vão para campo de verde e branco vestidos.

Toda esta euforia pelo simples facto de a luta pelo segundo lugar estar ao rubro, contam-se espingardas, túneis, há petróleo por todo o lado, mas hoje em adeptos ninguém nos vence.

Como somos diferentes, para vencer, em vez de um túnel levamos um Tonel, mesmo depois de sermos avisados pelo Domingos que aquilo que se joga em campo normalmente não é suficiente para atingir os nossos objectivos, obrigado amigo mas paciência, eu quando vou ao YouTube e faço uma busca com a palavra Sporting só escuto “Até morrer Sporting Allez”, e vejo golos, tu lá sabes o que escutaste nos balneários por onde andaste.

Infelizmente o nosso anterior Director Desportivo teve de ser afastado porque resolveu combater na categoria dos 62 Kg, quando todos sabem que ele pertence à categoria dos 85 Kg mais 300 gr pelo bigode farfalhudo. Faltou-lhe ter sido Príncipe em Itália para saber que num túnel ou num balneário não se dão murros na cara de jogadores mas sim enfiam-se os dedos, isto segundo o relato de um dos jogadores mais aplaudidos em Alvalade nos últimos tempos a nova coqueluche dos sheiks do café com leite o Micael.

Por seu azar o Liedson andou a ver as conferências de imprensa do Scolari, para se actualizar em relação à selecção, e achou que era necessário ser ele, o “Levezinho”, a ter de proteger o minino Patrício, o único calmeirão da equipa que sempre que se espreguiça manda um estalo a cinco colegas e acompanha por cima o aumento da careca do Carvalhal.

Resta-nos continuar jogar com o que temos, bons e jovens jogadores que procuram a sua afirmação no futebol nacional, o meu conselho para eles esta noite é divirtam-se, dêem o máximo que nós cá estaremos para vos apoiar. Aos que só hoje aproveitam para se juntar a nós aproveitem que isto não dura sempre, temos o hábito de ser mais selectivos na companhia, mas se nos quiserem dar uns 65 milhões da EPUL ou 134 da Câmara do Porto pela vitória não se façam rogados.

Aos de sempre, aos que nunca abandonam a equipa, aqueles cuja fé devia estar no Guinness, somos hoje mais importantes que todas as aventuras que ainda podem acontecer até ao fim da época, se o Sporting somos nós, vamos demonstrar isso mesmo e mostrar a Braga quem é o Sporting.

Força Sporting, Vence por nós!

O mês de todas as oportunidades (e perigos)

O Sporting inicia hoje um ciclo competitivo terrível? Prefiro desafiador. Isto porque, tendo em conta o sucedido até agora, o risco de falhar é muito menor do que o de reequilibrar o saldo da época. Por isso, mais do que o perigo, eu vejo aqui uma boa oportunidade.

Tem-se falado muito em reforços. João Pereira e Pongolle chegaram, mas apenas o lateral direito conta, uma vez que o francês só agora está disponível. Continuamos a precisar de melhorar o plantel? Não há plantel planteis perfeitos e o nosso estaria longe de o ser, pelo que a chegada de 2 elementos não resolveria nunca os nossos problemas na totalidade. Mas a melhoria registada servirá pelo menos para provar que, mais do que um problema de qualidade individual, havia um problema de orientação técnica. Tão óbvio que não foi preciso um treinador consagrado para o demonstrar. Esse é o mérito indiscutível de Carvalhal, cujo trabalho, realizado sob condições extremamente difíceis, merece referência.

Mas não é possível falar em reforços sem comentar os tratos de polé que o nome Sporting vem recebendo e que até se vem tornando recorrente de há anos para cá. Em Alvalade “herrar é umano”, parece. Todos nos lembramos das promessas pós-eleitorais de uma “equipa de luxo” e os “artigos de fancaria” que desaguaram em Alvalade. Agora, na abertura do mercado foi o “gastar o que for preciso”, mas esse gastar tem correspondido apenas a rios de tinta nos jornais, emprestando o nosso nome para assinalar, qual farol, as referências de mercado. É isto o que se chamou “scouting de qualidade”? E quem o paga? Quando não se sabe comunicar, inflacionando as expectativas, que sentido faz penalizar depois os adeptos por ficarem deprimidos?

Por fim, mas não menos importante, os empresários. Não adianta protestar, eles estão aí e não os podemos ignorar. São como os sacos plásticos que embalam o arroz, são um mal necessário e se os dispensarmos, os grãos espalham-se pelo chão… E por isso mesmo, não servem para mais nada. É por isso que me custa perceber como podia Jorge Mendes representar o Sporting, representar Manuel Fernandes e negociar com o Totenham ou o Inter. No fim de tudo quem ficou a ganhar? O próprio, o jogador e eventualmente o Inter. Censurá-lo por defender os seus interesses? Censuro sim quem devia defender os nossos e não o faz. Contudo confesso-me aliviado. Duvido que Manuel Fernandes renda tanto quanto custaria mensalmente.

Não termino sem contudo afirmar que eu acredito no valor do nosso actual plantel, assim como acredito na viabilidade do nosso clube como um dos grandes entre os maiores. Às vezes, para que tal aconteça, bastaria fazer o óbvio. Ah, é óbvio que logo estarei em Braga, onde o ANortedeAlvalade terá representação de peso.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Sporting errado


Qualquer Sportinguista que olhe para a tabela classificativa da Liga Sagres deve compreender bem o que quer dizer o título deste post. Há de facto um Sporting a comandar o campeonato, só que para nós é o Sporting errado. Uma vitória no jogo de amanhã não permitirá inverter a situação ou colocar-nos no lugar que devia ser o nosso mas esse é o único resultado que nos interessa. Porque desde logo é assim que deve ser encarado qualquer jogo e este em particular. É o primeiro de série que pode mudar o cariz tristonho desta época, é a equipa sensação do campeonato, seguindo invicta no confronto com os “big 3”. E nunca é demais lembrar que Domingos disse, aquando do jogo da 1ª volta, que o Braga queria calar Alvalade e conseguiu-o. Ontem Paulo César deu a sua equipa como favorita.

É também o Sporting errado aquele que caia na tentação de facilitar a vida ao adversário, só porque ele compete com o nosso rival de sempre. É que não consigo descortinar como “perder” possa rimar com o  “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!” do nosso lema. Muito menos percebo como como isso se podia compaginar com uma história secular de muitos sacrifícios para afirmar o nome Sporting como a maior potencia desportiva nacional. Como diria o Octávio, vocês sabem do que eu estou a falar…

PS: Já depois de editar este post dei de caras com esta noticia fabulosa. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quaresma, Páscoa ou Carnaval


É inaugurada na próxima sexta-feira, com uma visita ao líder do campeonato, uma maratona competitiva que nos fará jogar 2 vezes com o FCPorto, 1 vez com o SLBenfica, 2 vezes com o Everton, tendo pelo meio a recepção à Académica de Villas Boas e saídas a Paços de Ferreira e Olhão, como se pode observar no quadro em anexo.

29 de Jan SCBraga - Sporting - Liga Sagres
2 Fev. - FC Porto-Sporting - Taça de Portugal
6 Fev - Sporting-Académica - Liga Sagres
9 ou 10 Fev - Sporting- Benfica - Taça da Liga
12 Fev Paços de Ferreira-Sporting - Liga Sagres
16 Fev - Everton-Sporting - Liga Europa
21 Fev - Olhanense-Sporting - Liga Sagres
25 Fev - Sporting-Everton - Liga Europa
28 Fev - FC Porto-Sporting - Liga Sagres

É chegada a hora da prova de aferição deste plantel. Uma época que começou mal, fazendo muitos descrer das capacidades colectivas de um grupo que se mantém estável há vários anos consecutivos e do qual se esperava uma outra afirmação. É também uma boa altura para perceber que politica de reforços se segue nesta abertura de mercado. Com um começo de leão, contratando de uma penada Pongolle e João Pereira, os sinais que chegam são de dúvida e hesitação, com a janela de oportunidade prestes a encerrar.

São por isso sintomáticas algumas afirmações de Carvalhal, dando conta da sua indicação de compra de Ruben Micael, da necessidade de agir tão rápido como nas contratações iniciais, e da insuficiência do plantel. Foram recados para dentro ou para fora?

É já dada como certa a contratação de Manuel Fernandes em alguns locais da blogosfera, geralmente bem informados. Aqui vai estar uma oportunidade para os Sportinguistas perceberem finalmente o valor de Adrien...Quaresma era ontem o homem de quem se falava, por troca com Veloso. Hoje é o próprio Mourinho a dizer que ele é bom jogador (a sério?, bom, se ele o diz…) o que ainda contribui para acicatar as especulações de uma possível troca. Que a mim não me seduz -  também não parece seduzir o "cigano" - pelo desequilíbrio que provocaria, a não ser que o mesmo fosse prevenido com nova ida ao mercado. Mas a possibilidade de  empréstimo de um jogador da sua importância muito pouco aliciante. Perder Veloso por uma pipa de massa ainda vá lá…

Com o calendário que temos pela frente, o mês do Carnaval é uma janela de oportunidade para terminar a Quaresma que tem sido a época ou antecipar uma Páscoa quase inevitável. Com o estardalhaço da guerra entre azuis e vermelhos cada vez mais evidente em tudo o que é noticia, seria inteligente ou pelo menos sagaz perceber o que poderíamos nós ganhar com ela.

P.S.- Veremos se a FPF tem força para fazer prevalecer a data de 2 de Fevereiro para a realização do jogo da Taça de Portugal...

Norte Leonino


Como era do conhecimento público, sobretudo dos frequentadores da blogosfera e os leitores do Jornal Sporting, o Solar do Norte realizou no passado dia 21 a sua I Tertúlia Leonina. Foi um evento que correspondeu às nossas melhores expectativas e julgamos ter cumprido os objectivos a que nos havíamos proposto: colocar os sportinguistas do Norte em contacto uns com os outros, trazer mais pessoas às nossas instalações, fomentar a nossa implantação regional e, em última instância, incrementar o sportinguismo.
Participaram na Tertúlia cerca de 30 pessoas, de várias proveniências: Porto, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Ermesinde, Aveiro, Parambos, Vila do Conde e Lisboa. Como oradores convidados para esta primeira edição optámos por convidar sportinguistas com ideias próprias e esclarecidas acerca do nosso Clube, que conhecemos através da blogosfera e de contactos pessoais. Estiveram presentes Gabriel Almeida (sócio do Solar do Norte e co-editor do blogue Sangue Leonino), Nuno Mourão (do site Sporting Apoio) e José Duarte Pereira (do blogue A Norte de Alvalade). Os temas abordados por cada um, respectivamente, relacionavam-se com os desafios do futuro do Sporting, a implantação da “marca Sporting” na internet e a tentativa de junção das três claques no mesmo sector do estádio e, por fim, o papel da confiança na relação entre sócios e dirigentes. Estiveram presentes vários membros da claque Directivo Ultras XXI, representantes da direcção do Núcleo Sportinguista de Aveiro, do Núcleo de São Tomé e Princípe e ainda da filial Sporting Clube de Parambos.
Durante a Tertúlia não foram abordados com profundidade temas da actualidade futebolística – essa foi, aliás, uma indicação expressa deixada pela organização, uma vez que os objectivos traçados passavam por identificar temas mais estruturais da realidade leonina, numa perspectiva temporal alargada e não dependentes do dia-a-dia do futebol. Após as excelentes intervenções iniciais de cada um dos oradores, o debate alargou-se a todos os presentes e a discussão foi plural e extremamente estimulante. As suas conclusões podem ser vistas clicando neste link do site solardonorte.org, e estão organizadas nos sub-temas Claques, Futebol e Academias, Núcleos e Perigos, Desafios e Oportunidades. Como não poderia deixar de ser, a Tertúlia encerrou com uma prolongada salva de palmas e gritos de "Viva o Sporting!". A mensagem final que ficou foi a importância da união entre todos os sportinguistas e a necessidade de participar activamente na vivência do Clube, seja nos Núcleos seja apoiando o futebol e as modalidades. Numa semana em que o Sporting decide muito do resto da sua época entre Porto e Braga, está na hora de o Norte Leonino mostrar a sua raça e fazer a sua parte.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Derby na Taça da Liga


O Sporting vai defrontar o Benfica nas meias-finais da Taça da Liga, no dia 10 de Fevereiro. Nada melhor do que um derby, para unir a família Sportinguista. Ai está uma excelente oportunidade para encher Alvalade e afastar da prova e equipa que na época passada conquistou o troféu de forma vergonhosa e desrespeitosa.

Força Mágico Sporting.

Assim jaz (mais) um director desportivo


Quando ontem ouvia atentamente a versão de Sá Pinto sobre o triste episódio ocorrido no balneário, perguntava-me se, alguma vez ele teria direito à verdade, tendo em conta os seus antecedentes. Imaginando até que ele se tinha contido e, sendo verdade o que relatou, isto é, tendo sido Liedson a por em causa a integridade física de Sá Pinto, não restaria outra solução senão ser punido de acordo com a gravidade da sua actuação. Sendo Liedson quem é para os Sportinguistas, pergunto-me se a  sua reacção, e comentadores em geral, poderia ser diferente. Isto é, não estariam todos a culpar o carácter historicamente irascível do ex-director, esquecendo os deveres de qualquer profissional para com a instituição que representa.

Esta “dúvida metódica” por parte da opinião pública, sobre as capacidades de resolução de conflitos por parte de Sá Pinto, desaconselhavam a sua nomeação para um cargo como o que lhe estava entregue. Mas Sá Pinto é além de instável também mentiroso? É que as afirmações por ele proferidas ou são verdade,   e por isso relatam um acto de indisciplina muito grave, reiterado, e perante todo o grupo de trabalho, ou então merecem um veemente desmentido por parte da SAD, em defesa do bom nome de Liedson. Sendo verdade, a punição deve ser exemplar, até como mensagem pedagógica para todos os que servem o Sporting.

Compreendo a economia de custos na análise de grande parte dos Sportinguistas. Sá Pinto emulou-se no seu próprio fogo, porque havemos de por também em xeque o nosso melhor marcador? Mas, uma vez exposto o caso não o podemos esquecer, como quem varre o lixo para debaixo do tapete. Porque, mais tarde ou mais cedo, ele vai volta a aparecer. Não será este um desses casos?

O que é porém muito mais grave em tudo isto é o facto de, o que deveria e poderia ter sido resolvido entre paredes, estar rapidamente na comunicação social. É que, ao contrario do que querem fazer crer, episódios destes, acontecem em todas organizações. Mas a sua exposição pública impede soluções que poderiam defender melhor os interesses de todos os envolvidos, evitando esta fractura exposta no esqueleto leonino. E é enquanto alguns preferem discutir os serviços prestados por ambos que eu afirmo que, mais do que Sá Pinto ou Liedson, esses são os grandes inimigos do Sporting.

E assim jaz mais um director desportivo. De Norton de Matos, passando por Carlos Janela, Carlos Freitas, estamos transformados num cemitério de directores desportivos, (como me dizia o reporter H),  depois de largos anos a enterrar treinadores. A propósito, alguém sabia que o FCPorto também tem um Team Manager? Isto quando se sabe que temos aí mais um derby: Os vizinhos de cima da 2ª circular são os nossos adversários para as meias-finais da Taça da Liga.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A verdade de Sá Pinto


"Reagi em defesa própria após ofensas à minha integridade física"

"Afirmar-se que tal se sucedeu por eu ter reagido a uma prestação de Rui Patrício e que Liedson teria saído em defesa daquele, não só não corresponde à realidade, como incorre no erro de levar ao branqueamento de comportamento incorrectos".

"Quando um acontecimento interno, da família sportinguista, é tornado público apenas dez minutos após a sua ocorrência, aconselha a prudência que algo terá que ser rectificado. Uma instituição não se deve expor desta foram ao exterior, sob pena de se ver fragilizada".

“A emoção falou mais alto que a razão. Por isso, peço desculpa ao meu clube, aos seus sócios, adeptos, equipa técnica, jogadores e restante estrutura profissional".

"O diferendo com o Liedson foi motivado pela forma incorrecta como o atleta se manifestou e dirigiu à massa associativa”.

Perante a minha observação, o atleta reagiu de forma insultuosa e com um comportamento inaceitável".

"Liedson  é, inequivocamente, um jogador de grande qualidade, mas terá de rever e rectificar a sua postura enquanto jogador profissional".

«Face à situação ocorrida, e face à indisponibilidade do presidente , a equipa técnica e outros dirigentes responsáveis decidiram chamar a atenção do atleta para o seu comportamento anómalo"

"Apesar da conduta surpreendente do atleta, pela negativa, não podia ter reagido da forma que reagi.“

Taça de Portugal - um jogo de memória


Decorreu há minutos o sorteio dos quartos-de-final da Taça de Portugal e este ditou um FCPorto- Sporting a ter lugar já na próxima semana. Sei que o Presidente do Sporting não precisa de conselhos meus mas eu lembro-lhe pelo menos o seu lema de campanha: os sócios têm sempre razão. Aqui está uma boa ocasião para lhe dar dimensão prática. É que, sem precisar de nenhuma sondagem para o corroborar, os sócios e adeptos do Sporting gostariam de ver o seu Presidente em boas companhias, pelo que é desejável que o jogo da próxima semana no dragão fosse o primeiro passo para afirmar uma posição mais firme relativamente aos nossos adversários e às diferenças substanciais que nos separam. Se JEB não o quer fazer por si que o faça pela instituição que representa, que o faça pelo Paulinho. 

P.S.- O Sporting solicitou, antes do sorteio ter lugar, a antecipação do jogo do dia 3, quarta-feira, para o dia anterior, para poder corresponder às exigências do apertado calendário. O FCPorto joga no sábado, pelo que não deveria obstar à sua realização. Alguém quer apostar na decisão que vão tomar?

domingo, 24 de janeiro de 2010

De canto para as meias


Nunca é fácil jogar na Trofa, como provam os resultados do ano passado, com os grandes, na sua passagem pela divisão principal, assim como a recente vitória sobre o actual comandante da Liga Sagres. A equipa de Vítor Oliveira, antigo companheiro de Carvalhal, apresentou-se bem preparada, parecendo ter-nos estudado bem.

Dificuldades em construir o jogo, com as alas fechadas, Matias bloqueado ao centro não permitiam bolas de qualidade aos pontas-de-lança. Por via disso demoramos algum tempo a assentar o nosso jogo. Mas com o correr do tempo a nossa melhor qualidade acabava por se impor gradualmente. O perigo por Saleiro, a passe de Moutinho, podia ter sido o golo. Mas serviu-lhe de anúncio. E foi de canto, imaginem! E já viram que de repente passamos a marcar golos usando esta preciosa arma? Antes de isso o nosso velho amigo Paulo Costa já havia perdoado um penalty claro ao Trofense.

A equipa exibia confiança após o intervalo, mas o passar do tempo Reguila dava mais trabalho que o saído Mustapha. Aqui e ali esqueciam-se as instruções e recuava-se excessivamente, dando tempo e espaço. Adrien tinha agora mais problemas para resolver à sua frente, embora os fosse despachando como se fosse um veterano. Fomos controlando o jogo, perdendo acutilância e desperdiçando contra-ataques. O jogo estava ganho, as meias-finais eram uma realidade.

Destaques individuais para Carriço e Tonel, especialmente o primeiro. Adrien ganha consistência à medida que o tempo de jogo revela a qualidade que se lhe advinha. Veloso está um patamar acima do Miguel do ano passado e isso mais uma vez notou-se e muito. Obviamente que Carvalhal, e a sua já cada vez mais notória serenidade, está de parabéns por ter sabido recuperar o ânimo ou pelo menos ter sabido minorar o impacto do cataclismo de 4ª feira. É que não há preparação académica que chegue para sobreviver às suas ondas de choque.

Sim, amanhã de manhã nem vou querer ver as primeiras páginas dos jornais. Sei lá…

Os Assobios da Desarmonia


Uma monumental assobiadela perpetua-se pelo reino de Alvalade. Basta dar uma curta voltinha pela blogosfera verde e branca, para notar nova vaga bélica instalada no interior do nosso clube. De um lado, os Sá Pintistas do outro, os indefectíveis do Levezinho.

Mas, mais do que analisar o actual (e inevitável?) clima bipolar leonino, a que me vou habituando, era bom reflectir sobre as causas que levaram à sua ocorrência e as consequências que este episódio poderá desencadear.

Para já fico-me pelas causas que originaram esta cena de pugilato... E não há inocentes.

Comecemos pela escolha arriscada de JEB para Director Desportivo que, como muitos temiam, se revelou mais um erro brutal de casting (o adjectivo aqui aplica-se mesmo no seu sentido literal). Na verdade a carreira de dirigente de Sá Pinto acabou ainda mais cedo e de forma mais calamitosa face ao que os pessimistas com a opção – não será antes realistas? – previam.

Seguimos para o comportamento dos adeptos. Daqueles adeptos que não perdoam nada e ao mínimo erro de um jogador que - sabe Deus (ou o diabo) qual a justificação -, não lhes cai no goto, desatam a assobiar e a vaiar como se não houvesse amanhã. Muitos destes adeptos serão, provavelmente, aqueles que depois de passarem um jogo a manifestar-se contra os seus jogadores-fetiche, não só lhes exigem que retribuam com palmas e agradecimentos no centro do relvado após o apito final do desafio, como se indignam perante essa negação… E é neste aspecto que eu gostava de me alongar um pouco mais, até porque é aqui que nós, simples adeptos e sócios comuns podemos mudar alguma coisa. Durante um jogo de futebol o Sporting é representado por aqueles 11 homens dentro de relvado, ao assobiá-los, enquanto decorre o jogo, estamos a prejudicar-nos a nós próprios. Caso o espectáculo, o empenho e até, mesmo cumpridos estes dois requisitos, o resultado final não sejam do nosso agrado, aí sim, podemos manifestarmo-nos negativamente. Agora durante os noventa minutos em que é que ajudam os assobios e apupos? Por mais que reflicta não consigo entender esta mania que, teimosamente, se instalou no nosso estádio… É que ficou agora cabalmente provado que tal atitude não só não ajuda como pode prejudicar imensamente a estabilidade do nosso clube.

Quanto a Sá Pinto e Liedson, já muito foi dito. Ambos erraram, mas depois de relatados todos os factos, devo dizer que o Sá Pinto esteve muito pior. E não só porque pôs termo (?) a uma situação de conflito recorrendo a uma (não) solução: partir para a violência, ainda mais quando a exerce de uma forma completamente injustificada e desproporcionada. Nem porque, enquanto no exercício de um cargo superior e, em face disso, com maior poder e responsabilidade, deveria manter a calma e resolver o conflito de forma inteligente e serena. Condeno-o ainda porque, essencialmente, ele era pago para defender o grupo de trabalho que liderava de tudo e de todos aqueles que o afectassem o seu desempenho. E isto inclui defender os seus jogadores de alguns assobiadores profissionais. Essa, (manter o bom ambiente interno) era a sua tarefa prioritária, e que falhou redondamente. Liedson também agiu erradamente, porque devia ter acatado as ordens de Sá Pinto. Julgo que os subordinados podem e devem dar a sua opinião, até discordar frontalmente duma ordem, mas devem segui-la, mesmo não concordando. O SCP paga (e bem) a Liedson não só para jogar (e bem) e marcar (muitos) golos, como indiscutivelmente tem feito, mas também para obedecer aos seus superiores hierárquicos. O levezinho esqueceu-se ainda, que se há muita gente a assobiar, há muitos mais a aplaudir e a incentivar, nomeadamente a ele próprio e deveria demonstrar SEMPRE a sua gratidão perante os sócio e adeptos do SCP que tanto o têm acarinhado. Ora aqui estava um bom argumento, com lógica e suficientemente inteligente, para o Sá Pinto usar e fazer ver a sua razão face à nega do 31 em agradecer.

Finalmente um apelo. Vamos apoiar convictamente o nosso 31, e já hoje na Trofa! Por uma razão: porque ele merece o nosso apoio em virtude de tudo o que tem realizado dentro de campo. É no relvado que o SCP alcança a glória e poucos como ele tem demonstrado tanto esforço, dedicação e eficácia em a atingir. A devoção, essa fica para nós manifestarmos. Ponham a mão na consciência, e notem se nunca agiram de forma injusta perante um amigo ou familiar. Se assim não tiver sido com algum dos nossos leitores, aconselho a pedirem a canonização ao papa. Ao do Vaticano, não ao atrasado moral

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Fogo que arde sem se ver


Estamos habituados a dizer que o Sporting é uma paixão. Infelizmente do célebre soneto de Camões sabemos a duras penas que no nosso clube há sempre “fogo a arder sem se ver”, que há feridas por sarar a fazer recrudescer “a dor que bem se sente”, apesar de, contudo “ termos com quem nos mata lealdade”.

É o que sentiremos hoje quando prossegue hoje na comunicação social, em tom de festim canibalesco, a devassa sobre o triste episódio ocorrido dentro das nossas portas. O Sporting parece estar transformado num reality-show ao melhor estilo TVI. Uma dura prova para os Sportinguistas, surpreendidos e chocados com um o súbito regresso à nossa estranha (a)normalidade.

Já quase todos tomaram partido. Eu continuo do mesmo lado: do lado do Sporting. Aos que optaram por Liedson lembro-lhes que ninguém está acima do clube, e da hierarquia estabelecida, por melhor que seja o seu histórico de serviços prestados. Aos que preferem Sá Pinto façam-lhe a justiça ao carisma e abnegação que lhe reconhecem, colocando os interesses do clube acima dos de um grupo ou pessoas.

Chega a ser quase trágico que este episódio tenha retirado o impacto da publicação das escutas telefónicas no You Tube. E se há quem diga que são todos iguais, querendo misturar tudo no mesmo saco, parece-me que aqui não temos telhados de vidro, apesar da transparência das nossas paredes. Espero que em Alvalade, mais concretamente no E.V.A., se perceba finalmente o calibre – falte dele, claro – dos nossos adversários e não se cometa a ingenuidade de pensar que o polvo de mais 2 décadas se extinguiu. Apenas evoluiu adaptando-se, ao melhor estilo da filosofia darwiniana. Não se vê, mas está lá.

PS: ontem tive a honra de participar na I Tertúlia Leonina organizada pelo Solar do Norte. O evento será aqui tratado de forma conveniente pelo Bruno Martins, membro recentemente eleito da direcção deste bastião leonino no Norte. Não posso porém deixar de fazer 2 notas: i) o elevado nível do evento, com participação da generalidade dos presentes, ii) o profundo fervor clubista registado. Pena foi que hoje, ao ver a reportagem no JN, eu veja citado o meu nome, dando ênfase a questões laterais à minha intervenção, culminando com o desvirtuar do espírito e do conteúdo das minhas declarações, bem como do evento em si. Ao titulá-lo com um patético “Salema Garção sob fogo” o JN fala de um fogo que nunca ardeu nem tão pouco se viu. As fogueirinhas do costume, o gosto pelo sangue…

Importa o nome do cargo?


Aquando da conferência de imprensa após o pedido de demissão de Pedro Barbosa do cargo de Director Desportivo, o presidente José Eduardo Bettencourt afirmou que as pessoas estavam enganadas a pensar que o "Pedro era apenas o fulano das placas de substituições".

Poderá existir nesta altura uma crise de liderança no Sporting, resultado sobretudo de uma armadilha de conceitos despoletado pelos cargos atribuídos às diversas pessoas. Desde o Director Desportivo de Pedro Barbosa, ao Director de Futebol de Ricardo Sá Pinto até ao "Team Manager" de Miguel Salema Garção, o certo é que todo este rol de funções lançam a confusão na mente dos sportinguistas, que sem saber ao certo o papel de cada uma das pessoas, acabam por apontar o dedo a quem quer que seja em busca da responsabilização de algo que corre mal.

Nunca vi em Pedro Barbosa ou Ricardo Sá Pinto, a responsabilidade máxima do departamento de futebol do Sporting Clube de Portugal. Tanto quanto sei, essa sempre foi e sempre será da presidência da SAD - entidade que gere o futebol. No banco, mais do que alguém que conheça mercados ou com conhecimentos de gestão, necessitamos de alguém com mística, amor à camisola e respeito pelo Sporting Clube de Portugal. A verdadeira ponte entre o balneário e clube.

Barbosa e Sá Pinto foram directores, mas o "enorme" Manolo Vidal era o secretário-técnico e o que é certo, é que com ele junto dos jogadores, a paixão e garra leonina estavam sempre presentes e há bem pouco tempo, a sua importância na conquista dos dois últimos títulos foi reconhecida pelos dirigentes do Sporting.

Com isto, deixo a pergunta: Importa o nome do cargo ou a função desempenhada?

EM FRENTE SPORTING!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Os fantasmas de sempre


Segundo a RR, sempre muito bem informada sobre o futebol português, o triste episódio de ontem conta-se da seguinte forma:
Após o 2º golo registaram-se alguns apupos por parte dos adeptos. A coisa piorou quando alguém gritou o nome de Stojkovic. Foi aí que Liedson se empertigou, mandando calar os adeptos. Sá Pinto ter-lhe-à chamado à razão lembrando que “são eles que nos pagam os ordenados”. Liedson não gostou, a discussão manteve-se até aos balneários, onde, após alguns empurrões, Sá Pinto terá sido o autor da primeira agressão. A ser verdade, não se confirma a versão inicialmente posta a correr, que tudo teria começado com uma crítica pública de Sá Pinto à actuação de Patrício. E fica por explicar como é que tudo isto sucedeu sem intervenção de terceiros.

Parece-me inevitável a assumpção que Sá Pinto não era a pessoa certa no lugar certo. Bem como também que o balneário do Sporting está longe de ser um local recomendável para dar as costas, e que o ar que por lá se respira necessita com urgência de renovação. Falta ainda apurar que feridas foram abertas e que tempo durará a cicatrizar, sabendo-se a ligação que Sá Pinto tem com os adeptos, e que acaba por ser o respeito por eles a condená-lo. Mas, como sempre no Sporting, sabe-se de tudo sem nada se saber ao certo. Lembro-me de quando Argel quase chegou a vias de facto na torre das antas, destruindo à passagem 2 computadores. Só veio a público passado uns anos e porque o próprio o confessou em entrevista.

Não é por acaso que o nome de Stojkovic aparece de novo, nestas circunstâncias. Não soubemos matar conveniente as questões e assim elas vão e voltam, quando menos se espera, como se de fantasmas se tratasse. Diz-me um amigo meu que isto não aconteceu por acaso, e que Sá Pinto, pelas suas características pessoais, era o alvo mais fácil de uma franja que nunca viu com bons olhos as mudanças recentes. Para ele a seguir vai Carvalhal, lembrando-me do “desabafo” de Liedson, sobre as suas dificuldades em jogar sozinho na frente.

Não vou tão longe nas teorias conspirativas, parece-me antes o reeditar de um conflito pessoal mal resolvido e que não terá sido levado em conta na hora da escolha de Sá Pinto. Mas creio não restarem dúvidas que há problemas bem profundos no seio do grupo de trabalho e que, tal como os exorcismos, não serão fáceis de realizar, ou bonitos de ver, sendo porém de todo necessários, a bem do nosso estado de sáude.

Estranha forma de vida!

Quando hoje de manhã recebi um sms a dizer “não vejas os jornais de hoje”, pensei mais uma vez tratar-se das recorrentes primeiras páginas encarnadas após jornadas futebolísticas onde os mesmos já não têm lugar.

Longe de mim imaginar, que o destaque a verde e branco em manchete se devia a cenas inacreditáveis de pugilato, após o sofrível resultado ante o Mafra.

É esta a sina do Sporting. Quando tudo parece começar a correr bem, eis que os próprios Sportinguistas, adeptos, dirigentes ou atletas, decidem deitar tudo a perder. Não quero, ainda sem conhecer a verdadeira dimensão do vergonhoso episódio individualizar ou apontar o dedo a quem quer que seja, mas não posso deixar de manifestar o meu mais profundo repúdio para com o sucedido.

Estranha forma de vida, a dos Sportinguistas. Como o meu companheiro JVL já havia apontado, são no mínimo caricatos os aplausos que alguns adeptos decidiram dedicar ao Madeirense Ruben Mícael no fim do encontro com o Nacional. Será que são os mesmos que ontem decidiram apupar Rui Patrício, ainda que tenha errado infantilmente?

Que comportamento vão ter esses adeptos quando o Madeirense voltar a visitar Alvalade vestido de azul e branco?

É preciso perceber a essência dos aplausos e dos apupos. A vida balanceia nessa dicotomia.

Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é o Sporting.

Inacreditável, ou talvez não....


Quem hoje lê as 1ª´s dos jornais seguramente que pensará tratar-se de uma brincadeira de Carnaval. Ou de um qualquer fenómeno que, de repente fez avançar o calendário para o dia das mentiras. Mas não, no Sporting Clube de Portugal os nossos piores pesadelos são vividos acordados, é a nossa realidade crua e dura. E acima de tudo é inacreditável que, passado um par de horas, o que deveria ser resolvido em bom recato, no seio do clube, saindo apenas o inevitável, esteja hoje escarrapachado nos jornais.

In "O Jogo"
Sá Pinto e Liedson envolveram-se ontem numa cena de pancadaria no balnéario logo após o triunfo diante do Mafra por 4-3, soube O JOGO. A pega começou ainda no relvado mas alastrou-se até ao balneário, onde dirigente e futebolista chegaram ao confronto físico. Foi este o "problema pessoal" invocado pelo treinador Carlos Carvalhal para não comparecer na sala de Imprensa após a partida. Os próprios jogadores do Sporting também demoraram mais tempo do que é habitual para irem à zona mista.
Tudo terá começado na sequência da falha de Rui Patrício no lance do segundo golo do Mafra. O público apupou o jovem guardião, o 31 não gostou e insurgiu-se contra a reacção dos adeptos. Sá Pinto colocou-se do lado das bancadas e repreendeu com veemência o ex-companheiro. A discussão subiu de tom e alastrou-se ao balneário, onde ambos se pegaram num confronto físico a que só outros jogadores e elementos do "staff" verde e branco puseram cobro.
A cena apanhou todos de surpresa, mas o filme já vem de trás. Sá Pinto e Liedson nunca tiveram uma relação fácil. Na época 2003/04, num jogo frente ao Rio Ave, o baiano preparava-se para bater um penálti frente ao Rio Ave e o então camisola 10, contra as ordens do técnico Paulo Bento, tirou-lhe a bola, assumindo a conversão, perante a estupefacção do brasileiro.
Resta agora saber quais as consequências desta cena, que promete reacender os ânimos no seio de um grupo que recuperava de uma acidentada primeira metade de época. 

In Record:
Liedson e Sá Pinto desentenderam-se violentamente no final do encontro, já em pleno balneário do Estádio José Alvalade. Na base da discussão, ocorrida na presença de todos os jogadores, esteve o erro de Rui Patrício que resultou no segundo golo do Mafra e, embora ninguém assuma que avançado e diretor de futebol chegaram a vias de facto, é certo que existiram empurrões e alguns murros pelo meio.
Diversos jogadores tentaram separar os dois contendores, mas o ambiente só serenou quando o luso-brasileiro foi retirado do balneário, argumentando que, a partir de ontem, dificilmente conseguirão conviver no mesmo espaço. "É ele ou eu!", foi a ideia deixada pelo goleador.
Carvalhal assistiu à cena incrédulo e impotente. Um problema para o técnico, que poderá ver-se privado do concurso de Liedson. O dianteiro de 32 anos está sob a alçada disciplinar do clube e poderá ser alvo de um pesado castigo. A discussão começou ainda no banco de suplentes, com o diretor-desportivo a criticar o erro do guarda-redes e Liedson a sair em sua defesa. A troca de argumentos alastrou ao balneário e foi subindo de tom até ao contacto físico.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Naturalmente, fico Zhang...ado


Num jogo que esteve quase sempre controlado da parte do Sporting, dois erros infantis deram outros tantos golos a um adversário de um escalão inferior que foi a Alvalade disputar o jogo pelo jogo. Se por um lado, Rui Patrício não tem culpa das "batatas" no relvado, Vukcevic não pode perder a bola daquela forma.

Sporting entra em campo com cinco alterações em relação ao onze titular contra o Nacional da Madeira e apenas Matias Fernandez conseguiu "convencer-me". Pareceu-me que o chileno foi o principal dinamizador do ataque sportinguista e esteve na origem do penalty - que o próprio converteu - e apontou o canto que originou o segundo golo do Sporting, apontado por Carriço.

Mas antes do Sporting ter tomado conta da partida - pelo menos até aos minutos finais - o primeiro golo do Mafra resulta de alguma displicência por parte do Sporting que deixou o adversário entrar com alguma facilidade e rematar para o golo do empate.

No final da primeira parte, 3-1 com os golos leoninos a resultarem de lances de bola parada.

A começar o segundo tempo, a uma chouriçada de Vukcevic, Djaló corresponde bem ao acreditar que podia ficar com a bola e faz funcionar novamente o marcador. A partir daqui, acreditei que o Sporting podia partir com facilidade para um resultado bastante confortável. Mas foi o que aconteceu?

A rotação efectuada e os minutos dados a jogadores menos utilizados fizeram sentido em minha opinião já que por exemplo, João Pereira não pode jogar na Liga Europa (será Abel uma verdadeira alternativa?) e com a saída de André Marques para a Grécia, Grimi é o único lateral esquerdo no plantel.

Assumo-me completamente frustrado com a nossa segunda parte. Razões para tal? Se já no primeiro tempo tinha visto pouca atitude competitiva em muitos jogadores, na segunda parte essa pareceu intensificar-se e acrescentando o individualismo de Vukcevic, fiquei quase fora do sério. Nem mesmo o voluntarismo de Postiga me consegui "animar" (n.d.r. Pode não ser avançado para o Sporting, mas também pobre coitado está mesmo com azar).

Aquilo a que assistimos nos últimos minutos é completamente inadmissível. Depois do "azar" de Rui Patrício, reparem na facilidade com que o jogador do Mafra consegue cruzar a bola e o Abel ainda vira as costas ao opositor...

Mais uma vitória, novamente pela margem mínima mas que desta vez me deixa naturalmente zangado...

Há ou não dinheiro? E para quê?



Em Novembro o Sporting não contratou Villas Boas à Académica aparentemente por falta de dinheiro, uma vez que o clube de Coimbra terá pedido 1 milhão de euros, segundo se disse então. Passado um mês, talvez menos, o clube gasta quase 10 milhões a contratar Pongolle e João Pereira, batendo a cláusula de rescisão deste. Aparentemente foi por não ter 5 milhões de euros, ou arte por o negociar por menos, que acabou por não comprar Ruben Micael, que, como reconheceu ontem Carvalhal, era um jogador que lhe interessava. Mas já parece estar disposto a abrir a mão a 1,5 milhão para contratar Pedro Mendes que no final do mês de Fevereiro completará 31 anos. E a contratação do médio é uma novela documentada, episódio por episódio, num jornal perto de si.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Clube do povo, Clube de Portugal

video

O Sporting nasceu um dia

Sob o signo do leão

Nós aprendemos a amá-lo

E a trazê-lo no coração


Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!


Bandeira verde o Leão

E uma esperança sem fim

Muita fé no coração

O sportinguista é assim


Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!


Ai vamos lá cantar a marcha

Que é a de todos nós

Cantam todos os do Sporting

Desde os netos até aos avós


Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória será nossa

Viva ao Sporting!

Rapaziada oiçam bem o que eu lhes digo

E gritem todos comigo

Viva ao Sporting!

Rapaziada quer se possa

Ou se não possa

A vitória é sempre nossa

Viva ao Sporting!

EU? SOU APÁTRIDA!


Nasci em Lisboa, numa clínica na Avenida da Republica, mas “sou” de Benfica. Toda a minha família é de Benfica. Meus pais, meus tios, meus avós. A minha avó materna era tão de Benfica, que era de Benfica, mas não era de Lisboa. Quando ela nasceu Benfica ainda não era Lisboa. Eu sempre vivi em Benfica até ter de “emigrar”, mas continuo com residência em Benfica, onde também vivem meus filhos e neto.

Entretanto uma instituição, que logo à nascença começa com uma trafulhice (foi criada em 1908 mas tomou como data de fundação 1904) que ao longo de um século andou a saltar de freguesia em freguesia (Belém, Benfica, Amoreiras, Campo Grande, actualmente S. Domingos de Benfica) usurpou o nome da minha freguesia.

Ao longo dos anos sempre se quis afirmar como “o maior do mundo”, tentando esmagar quem lhe pudesse fazer concorrência, para tentar ganhar nunca olhou a meios, especializou-se desde sempre em tentar roubar os melhores atletas aos outros clubes, a fama das arbitragens compradas já vem de muito longe, a protecção governamental é de todos os tempos, de Salazar a Ferreira Leite.

Agora essa instituição tem um presidente que, tal como ao clube, ninguém sabe de onde vem o dinheiro que ostenta. Mas no meio de muitas burrices que lhe saem da boca para fora, vem-se pavoneando com ameaças, fanfarronices, tentando vender a imagem do mais inocente dos inocentes, de ser prejudicado, quando, como se tem visto ultimamente, a sua instituição tem andado a ser levada ao colo pela arbitragem portuguesa.

No último fim de semana a procissão veio à Madeira. Quem carregou o andor foram as forças armadas: o sr. oficial João Ferreira e o sr. sargento Ferrari, olho de águia. Mas na véspera da procissão o prior da congregação organizou um jantar de caridade e subindo ao púlpito fez a sua prédica. No meio de muitos auto-elogios, muitas baboseiras, muita conversa para enganar parolos, saiu-se com uma muito grave mas que os habituais canais de propaganda trataram de ampliar até à exaustão: “nós somos o país, nós somos Portugal”.

A este “país”, a este “Portugal”, eu nunca pertenci, nem quero pertencer. Então, a partir desse momento, eu, SOU APÁTRIDA!

PS – A foto não tem nada a ver com roubos de igreja. Agora os roubos já não são de igreja; são de catedral. Na catedral e por outras catedrais por este país fora. É apenas a igreja da minha paróquia. Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica.

PS2 – A minha família é toda de Benfica, mas somos todos sócios, adeptos ou no mínimo simpatizantes do Sporting Clube de Portugal, este sim de Portugal.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

M & M´s


O titulo do post podia ser Micael & Matias mas soaria a uma daquelas bandas que nos poluem o ar com   músicas de dois acordes e um refrão. Fica então M& M´s, porque estes são dos valores individuais mais recheados e mais prometedores do nosso futebol, partilhando também a juventude como característica.

Ruben Micael não era uma necessidade absoluta ou primária como reforço imediato do nosso plantel. Temos vários jogadores que podem fazer a sua posição, sendo um dos quais precisamente o jogador chileno. Dito isto, a notícia da sua aquisição pelos dragões não pode ser vista como uma perda. Mas, num curto médio prazo, Ruben Micael seria uma excelente aquisição. Completamente integrado no nosso futebol, a timidez que revela fora das 4 linhas transfigura-se de forma algumas vezes exuberante (excelente carreira na UEFA, p.ex.). Se é muito bom a construir jogo, tem espírito de sacrifício e humildade para recuar e procurar a bola. É um bom jogador, indiscutivelmente, e é com jogadores assim que se fazem bons plantéis.

O inicio da época 2011/12 seria a altura ideal para a sua chegada a Alvalade. Com a natural subida de produção colectiva, o valor individual dos nossos melhores jogadores fará regressar os olhos atentos dos que gostam de comprar valores seguros. Na primeira linha estarão com certeza Moutinho, Veloso (a possível convocação para o Mundial exponencia a exposição) e, como hoje se sabe, Izmailov. O próprio Matias, com um Mundial como montra, tem valor para despertar cobiça. Acresce ainda o facto que a aquisição de Ruben Micael era uma oposição clara ao reforço de um competidor directo, um factor muitas vezes negligenciado. Foram hesitações como estas que permitiram que Mourinho adquirisse Valente, Derlei, Pedro Mendes, Maniche, etc.

Enquanto isso Matias pena entre o banco e fugazes aparições. E quando elas eram mais duradouras o desaparecimento em campo era por vezes mais visível que as suas acções. Sendo eu um dos que o tem como valor seguro, parece-me que para já Matias necessita de se adaptar e de ser adaptado. Se por um lado o chileno é um corpo estranho à equipa nas tarefas defensivas, o colectivo parece senão rejeitá-lo pelo menos ignorá-lo quando constrói o jogo, afinal aquilo que o chileno de melhor nos teria para dar. Ou seja, Matias ainda não conseguiu na plenitude a sua “integração europeia” e a própria equipa e treinador ainda não sabem onde incorporar a sua qualidade. Saúde-se pelo menos o facto de, apesar desses constrangimentos, e do seu elevado preço face à sua pouca produção, ainda não despertou a orquestra dos assobios. Coisa que, como muito bem sabemos, até Nani teve que ouvir, apesar de tudo o que fez e, ao sair, nos atulhar a conta com 25 milhões…

Pelo que foi dito acima já perceberam que estou em crer que neste momento Micael até nos daria mais jeito que Matias. Não duvido que se integraria de imediato, enquanto as ocorrências permitem duvidar que o mesmo venha a suceder ao chileno. Não me surpreenderá inclusive ver o madeirense daqui a alguns anos abandonar o dragão, após ter acrescentado valor, deixando um rasto de alguns milhões de euros. É apenas o que me diz a minha intuição. Contudo o facto concreto é que Matias é que está cá e integrá-lo e aproveitar o seu valor é que é uma aposta que tem que ser ganha. E vê-lo sair sem ter rentabilizado o que tanto nos custou a dar por ele é uma derrota e uma ameaça ao nosso projecto desportivo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

E vão 5




Acordei hoje de manhã confiante para o jogo e assim foi. Uma boa vitória, contra uma das melhores equipas do nosso campeonato e com uma exibição bastante agradável pese o adormecimento no fim.

Se há resultados enganadores, o de hoje é um deles. O SCP ganhou pela margem mínima ao Nacional mas dispôs de várias ocasiões para marcar e ampliar o resultado, ao passo que os madeirenses, conseguiram marcar o 2º golo ao 3º ataque.

Foi surpreendente ver o Nacional com uma atitude à Leixões, ou seja, com 11 defesas atrás da linha da bola. E não foi apenas porque o SCP o obrigou, foi mesmo estratégia deles.

Como já referi, foi um bom jogo, com uma equipa mais solta, mais alegre e mais confiante, neste aspecto também o público, e com um ambiente no estádio que dificilmente teríamos à 2,3 meses. Virámos o resultado, ampliando-o em seguida e depois adormecemos. O que eu dispensava, porque até me estava a saber bem estar a ver um jogo sem sobressaltos de maior.

Grande jogo do Marat e do Miguel Veloso - golaço! - bem acompanhados pelo Adrien e pelo novo lateral direito. E depois, o regresso do Levezinho coroado com 2 golos. Um amigo meu dizia-me que deveria ser frustrante para o Postiga e é verdade. Não que tenha jogado mal, que não acho que o tenha feito, mas uns conseguem marcar de qualquer maneira e feitio e outros não.
E o tiro do Izmailov? Se entrava...era de levantar o estádio!

Hoje chegámos a ter direito a ~15 minutos de Matías e é nitidamente outro perfume. À semelhança do jogo com o Leiria, mal entrou, criou uma jogada de golo que infelizmente não foi concretizada. O toque de bola não engana e é pena que não tenha entrado mais cedo.
Nota para o Saleiro: apesar de preferir que tivesse sido ele a dar o lugar ao Liedson, foi bastante importante e útil nos minutos finais, congelando a posse de bola. São estes pormenores que por vezes ajudam a decidir um jogo.

5 vitórias seguidas, nítidas melhorias ao nível de jogo e relação entre equipa e adeptos. O campeonato é uma miragem mas pelo menos, vemos futebol.

FORÇA SCP!!!

PS: Não gosto dele mas termos um lateral direito é uma diferença tremenda.

PPS: Incompreensíveis os aplausos a Ruben Micael. É nosso jogador? Já jogou no SCP? É um dos melhores jogadores do Mundo e/ou fez uma exibição tremenda? A resposta a todas estas perguntas é a mesma: não. E sendo assim, porquê??

sábado, 16 de janeiro de 2010

Levantamos voo? (Resumo da semana)


Esta semana desportiva no Sporting tem sido marcada pela melhoria de resultados e exibições. Vitória, apesar de suada e difícil, ante o Leixões, regresso do interesse, por números sérios, por um jogador do nosso plantel e nova vitória ante uma U. Leiria, que na jornada da Liga quase provocou uma abalo em pleno dragão, depois de o ter concretizado em Alvalade.

O jogo com os homens do Mar significou o regresso de um tom mais agradável no futebol leonino. Sendo certo que há problemas que continuam latentes, é bem verdade que se notam evidentes melhorias na produção futebolística. Os jogadores parecem querer voltar a mostrar o que sabem e pareciam ter esquecido. Foi magra a vantagem, chegou quase no final, mas foi inteiramente merecida.

Izmailov, que de jogo para jogo procura voltar à sua melhor condições técnica e física, é requisitado em Moscovo. 6 milhões de euros é uma verba considerável para o Sporting, para um jogador com 27 anos, que é dos mais valiosos e por isso dos mais necessários. Uma decisão difícil, a merecer ponderação. Uma boa decisão a recusa, parece-me, a ser repensada no final da época, caso os russos voltem à carga. O interesse por Moutinho foi outra das noticias da semana. Mesmo sem qualquer confirmação, é a demonstração que o valor dos nossos jogadores continua a ser reconhecido, mesmo quando parecemos ser nós os primeiros a não acreditar neles.

A malquista Taça da Liga, de má memória para nós, levou-nos a meio da semana a Leiria, onde, num terreno sem condições, se deu um passo para um patamar confortável, de onde poderemos olhar a fase seguinte da competição com confiança. Foi um bom treino real, veremos que repercussões terão na condição física no compromisso Nacional, uma vez que foi a equipa titular a fazer as despesas.


O jogo com os alvi-negros madeirenses será uma boa prova de aferição da consistência da retoma desportiva verde-e-branca. Trata-se de um adversário de qualidade, com quem repartimos, neste momento, a quarta posição. Uma boa oportunidade para impor um afastamento na tabela classificativa, sem perder de vista qualquer derrapagem nos lugares cimeiros da classificação, num jogo que ficará assinalado como o nº 100 de Patricio e pelo regresso aos convocados de Liedson.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Não há um "caso Matias Fernandez"


No passado mês de Julho, estive no Chile. Enquanto fazia o check-in no hotel, em Santiago, perguntaram-me de onde era. Quando disse que era português, perguntaram imediatamente: "Do Sporting?" Ao longo dos 9 dias que lá estive, foram várias as pessoas que associaram Portugal ao Matias Fernandez e ao Sporting, e isso naturalmente encheu-me de orgulho e, também, de esperança. "Parece que comprámos um craque a sério", pensava eu.

Pensava e penso - cada vez mais. Para mim, é claro: não há um "caso Matias Fernandez". Convém ter presente que a mesma lógica que faz com a imprensa goste de "ruído" para vender os seus jornais também se aplica a alguns blogs e a alguns fazedores de opinião.

É óbvio que eu espero muito do Matias Fernandez. E acho que que não é só aquela minha mania, segundo o meu pai, de eu gostar de tudo o que é sul-americano que vá parar a Alvalade. Na recta final do consulado de Paulo Bento, as fintas e os passes do Matias foram a única coisa luminosa que se viu saída dos pés de um dos nossos. Vibrei com o golo em Guimarães, descongelei em Vila do Conde com o seu golo e pensei que finalmente estávamos a ver o verdadeiro Matias. Lamento que o seu espaço tenha encolhido nos últimos jogos, mas a verdade é que Izmailov regressou e Adrien está muito melhor, o que faz com que as opções para o meio campo tenham aumentado - e a equipa agora está melhor. É simples. Eu julgo que reportório que o chileno possui de magia e bom futebol faz com esteja sempre da linha da frente do plantel: se agora não está a jogar, chegará rapidamente a sua altura. A naturalidade das coisas trará isso ao de cima em breve. E isso acontecerá sem dramas, sem casos, sem empresários a marcar território e sem abutres. Se não há um caso, não façamos o jogo de quem o quer criar.

O homem de quem se fala


"João Pereira, um rapaz odiado pelos sportinguistas quando festejou na cara de Tello (por falar em defesas-esquerdos...). Agora é mimado pela Juve Leo e já marca". Esta frase hoje no Ionline bem pode servir de mote para ilustrar a aparente reviravolta no seio leonino relativamente ao novo lateral-direito do clube. Parecem ter bastado 2 jogos para o novo reforço ter ganho espaço nas conversas dos Sportinguistas mudando da ala do desprezo para o lado do apreço. Para isso ajuda muito João Pereira os anos em que a qualidade desertou das laterais verde-e-brancas. Hoje em "ABola" (clique para aumentar)
 


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

I Tertúlia Leonina do Solar do Norte


O “ANortedeAlvalade” aceitou o convite que nos foi dirigido para participar na I Tertúlia Leonina do Solar do Norte que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 21 (de hoje a uma semana) naquele reduto leonino. Ter correspondido a esse apelo é acima de tudo um tributo a todos aqueles que se têm devotado à causa Sportinguista, não deixando que se extinga a chama leonina na 2ª cidade do País e do Norte em geral.

Marquem na vossa agenda, inscrevam-se e apareçam. É uma oportunidade impar de apreciar o excelente trabalho que ali se tem desenvolvido num ambiente de grande fervor leonino.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

E sai mais uma para o Sporting


Tentei acompanhar a primeira parte da partida através da TSF e o que consegui ouvir foi basicamente:

"E aí vai o B*** a pressionar o Vitória"

"Julio Cesar (ndr: após 5 defesas) a provar que é dos melhores guarda-redes em Portugal"

"Em Leiria, golo do Sporting. João Pereira estreia-se a marcar pelos Leões"

"E carrega o B*** à procura do empate depois do golo de Douglas"

"Grande golo! Miguel Veloso a dar uso novamente ao seu excelente pontapé"

"Eder Luís tem mostrado pormenores muito interessantes"

"GOLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO DO B***"

Portanto, foi mais ou menos isto que consegui reter dos nossos primeiros 45 minutos. Ao momento em que eu escrevo estas palavras, ainda nem sequer tive oportunidade de assistir aos golos do Sporting.

Chegado a casa e assim que acendi a televisão, o primeiro pensamento que me ocorreu foi "Onde anda o Schemeichel?" numa alusão ao reality-show onde o Grand Danois era sujeito a diversos trabalhos forçados em lameiros, quintas e hortas. O terreno esteve mau para ambas as equipas, mas julgo que o estilo de jogo mais tecnicista do Sporting saiu prejudicado.

Durante os primeiros minutos que assisti, Izmailov pareceu-me o jogador mais esclarecido nos leões e deu razão a todos os que tanto exigiram a sua permanência no clube. Sem ser exuberante - e talvez a recordar-se dos relvados a que está habituado na Rússia - o nº7 do Sporting pareceu o jogador mais à vontade na partida. Por outro lado, Moutinho continuou discreto.

Nesta altura, os leões pareciam ter o jogo controlado. Tonel e Carriço inicialmente deram mostras que são nesta altura a melhor dupla de centrais no Sporting apesar das inúmera dificuldades causadas pelo jogo directo do Leiria, apostado em aproveitar a presença de dois homens possantes na área. Mais uma vez, fico com a sensação que o Sporting deve avaliar oportunidades para suprimir estas lacunas.

Nos últimos minutos, uma mão cheia de oportunidades para o Sporting fazer o seu terceiro golo na partida mas acabou por ser perdulário na finalização, com destaque para boa intervenção do guardião leiriense a remate de Djaló, uma boa jogada de Vukcevic na linha e o excesso de confiança de Saleiro após trabalho de Matias na linha.

Vitória justa do Sporting, que neste ano de 2010 só conhece o sabor da vitória, todas pela margem mínima.

A finalizar, três pontos:

- Mais uma vez, Matias entra em campo para queimar tempo. Haverá mesmo necessidade?

- Não temos grandes queixas da arbitragem mas aquele amarelo ao Tonel deixa-me a contar o número de guarda-redes que já teriam sido expulsos em Alvalade por queimar muito mais tempo.

- André Santos é como o algodão: Não engana. O jovem emprestado pelo Sporting ao Leiria é um dos totalistas da Liga e no jogo de hoje foi uma das figuras em destaque na sua equipa, ora como médio-defensivo ora como interior.

EM FRENTE SPORTING!

Dar porcos e receber chouriços


Quando ontem se falava na possibilidade de um acordo com o Manchester City parece-me que estamos a falar em mais um daqueles “proveitosos” acordos que somos sempre muito solícitos a assinar mas que depois, na prática, nos esquecemos ou temos a arte de rentabilizar. Roselare, Manchester United, Cercle de Brugge, Santos são pontos de um mapa de boas intenções, cujo resultado prático está longe de se vislumbrar. E é bom que se diga que, à partida, este resultado não surpreende ninguém.

Mesmo considerando que a disponibilidade financeira quase ilimitada dos “citizens” de Manchester proporciona excedentes apetecíveis, não me deixo seduzir com tanto brilho. Acima de tudo porque se trataria de uma subalternização do Sporting a um papel equiparado ao de um clube satélite. Pese a qualidade dos jogadores que poderíamos receber, estes seriam sempre por empréstimo, servindo nós de incubadora ou sanatório dos jogadores que, pelas mais variadas razões, não vingassem no clube inglês. Estamos a falar de jogadores com vencimentos mensais muito acima da nossa tabela e que, uma vez valorizados ou recuperados regressam à casa-mãe ou serão vendidos a quem lhes poder chegar. Em contrapartida o City ficaria com prioridade sobre os nossos activos, que sendo de qualidade, e interessando ao City, interessarão a qualquer um, pelo que um acordo destes me parece limitador da nossa capacidade negocial.

Fará muito melhor o Sporting em ter um gabinete de prospecção que se posicione nos mercados ao nosso alcance, não fechando contudo a porta a negócios de ocasião com qualquer clube que revele essa disponibilidade. Mas receber jogadores por empréstimo, cuja aquisição posterior esteja fora do nosso alcance, só mesmo em condições excepcionalmente vantajosas e que representem um ganho desportivo evidente.

Fará também muito melhor o Sporting se tratar de garantir uma integração sustentada aos “meninos” da Academia. Nesse sentido, fazia todo o sentido a existência de uma equipa B, desde que bem integrada no clube e num campeonato atractivo, que está longe de ser a II B. Uma politica de empréstimos mais criteriosa do que a verificada este ano parece ser o caminho mais válido num futuro próximo. O que não deverá impedir que jogadores de qualidade excepcional não possam ser integrados de imediato no plantel principal.

O que eu não gosto mesmo nada de ver é a nossa disponibilidade para dar porcos para receber apenas chouriços. No fundo foi isso que aconteceu com o recente acordo com CM de Lisboa. Passados todos estes anos, sobra para a história o tratamento displicente que a autarquia de Lisboa tratou uma das instituições que melhor propaganda faz à cidade e ao País que tem no seu nome. O acordo ontem alcançado repõe apenas alguma justiça, mas deixa de lado a reparação do mal que está feito.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Carvalhal, sim ou sopas?


No dia em que a lesão de Pongolle deixa alguma apreensão nas hostes leoninas - o pior que podia acontecer ao jogador que se quer afirmar e ao clube, que tanto investiu - deixo-vos hoje para comentário o artigo de Joel Neto, inserto na sua habitual coluna de opinião do JN das sextas-feiras. Concordando pessoalmente com a medida, não posso deixar de manifestar a minha total discordância com o que veio a lume há poucos dias, fazendo crer que o prolongamento do contrato de CC estaria dependente da conquista de um título ainda na época em curso. Tendo presente quão tumultuosa tem sido a presente época, resultante em grande parte de uma péssima planificação(?), a exigência primordial deveria ser preparar a(s) próxima(s) época(s). Obviamente que a dignificação da camisola do Sporting tem que estar sempre presente e que sem resultados não há treinadores sustentáveis. Mas, como muitas vezes aqui tem sido falado, que sentido faz abrir os cordões à bolsa para caucionar a estratégia de um treinador a prazo?



"Para mim, está mais do que provado: Carlos Carvalhal merece assinar contrato com o Sporting até ao final de 2010-2011. Assim como assim, não vale a pena esperar por aquilo que o seu Sporting possa fazer até ao final da temporada (os Olegários desta vida parece já terem mais ou menos definido quem vai fazer o quê até Maio). E o facto é: quase pela calada, dizendo apenas o que é essencial dizer, Carvalhal fez quase tudo bem até agora. Mexeu na equipa um bocadinho depressa de mais, é certo – e a equipa, afundada no marasmo em que a haviam deixado afundar-se durante quatro longos anos, demorou a responder. Mas pôs a administração da SAD à procura de recursos para fazer o que há tanto tempo era fundamental fazer: contratar jogadores. E, sobretudo, proferiu e institucionalizou a frase mais importante da história recente do clube: aquela em que explicou, num tom tão seguro que quase parecia estranhar o simples facto de ninguém o ter percebido ainda, que o Sporting não pode assentar numa estrutura de "meninos" formados na academia de Alcochete.

Não é preciso dizer o quanto isto significa de corte com o passado recente. Nem, aliás, o quanto isso me enche de esperança, a mim e a outros como eu (e que são muitos mais do que se pensa, apesar de os adoradores de Soares Franco, Paulo Bento e demais miserabilistas tristonhos continuarem a encher os fóruns radiofónicos e os comentários dos jornais online de frases como: "Isto ainda vai correr muito mal…"). Pois é fundamental reconhecê-lo: este discurso, bem como a atitude que o tem coisificado, começou com a chegada de Sá Pinto e Carvalhal a Alvalade. Ora, Sá Pinto não tem, tanto quanto se saiba, um deadline: independentemente dos resultados próximos, há-de ser director desportivo (sim, eu sei que não é "director desportivo" mesmo, mas também nunca ninguém explicou como se diz ao certo) ainda durante algum tempo, podendo mesmo trocar de treinador uma ou outra vez. Já Carvalhal não: tem contrato até Junho apenas – e pode muito bem estar a lançar as bases para outro brilhar.

Não merece. Pelo contrário: merece assinar contrato por pelo menos mais um ano, dispondo da oportunidade de montar uma equipa à sua imagem – e de geri-la depois durante tempo suficiente para que possamos formar uma opinião sobre o seu trabalho e as perspectivas que ele nos abriu. E então, sim, devemos ser implacáveis (implacáveis como nunca fomos com Paulo Bento): se for bom e proporcionar expectativas quanto a um futuro de sucesso, deixá-lo ficar; se for apenas mais ou menos e perder a capacidade de encher-nos de esperança, deixá-lo sair. O Sporting é e tem de continuar a ser um clube grande. Na pior das hipóteses, pode ficar três anos sem ganhar o campeonato (incluindo duas vitórias para o FC Porto e uma para o Benfica), não mais do que isso. E aquilo para que até hoje estávamos a preparar-nos, com Paulo Bento, com o discurso vigente e com a atitude conformista que se institucionalizara, era para passar outros 17 ou 18 anos no deserto, a ganhar uma Taça de Portugal de vez em quando – e, de resto, todos contentinhos porque íamos à Liga dos Campeões fazer figuras tristes."
Joel Neto

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O preço certo


Se a transferência de Ronaldo de Manchester provou alguma coisa é que todos os jogadores são transaccionáveis, haja para o efeito o dinheiro necessário. É isso que penso sobre a proposta do Lokomotiv para a compra de Izmailov. Isto é, pelos 6 milhões de euros que hoje são anunciados, nem vale a pena gastarem dinheiro em telefonemas. Para um jogador cujo empréstimo ficou por mais de 1 milhão de euros, mais 4,5 milhões pelo seu passe, acrescidos dos prémios e de 400 mil euros mensais de vencimento, o valor em causa está longe de ser o preço certo. Saldos? É no topo da Av. Augusto de Aguiar... A questão é saber se uma proposta idêntica ou melhor que a actual poderá voltar a estar em cima da mesa. No futebol as convicções valem o que valem, mas creio que sim. Sobretudo se tivermos em linha de conta que o russo tem qualidade para ser muito mais importante e consistente do que tem sido. Basta para tal que o nível colectivo suba e que as lesões não tornem tão intermitentes as suas prestações.

O sucesso de um jogador num clube está longe de depender apenas do próprio. Exemplos mais recentes e sonoros de rotundos falhanços são os de Diego e Luís Fabiano. O tempo e melhores condições para o sucesso trouxeram ao de cima o valor dos dois jogadores brasileiros, como se de azeite em água se tratasse. E quando esse é inquestionável, ele acaba por subsistir acima das adversidades. Contudo, quando um clube contrata um bom jogador, mas as suas características não se enquadram nas necessidades ou no modelo de jogo, está-se mais perto de marcar pelo fracasso a passagem desse jogador pelo clube.

Ao ver o jogo no passado sábado ante um Leixões sem vergonha de jogar com todas as linhas atrás da bola, e perante as nossas dificuldades em fazer funcionar ao marcador, não pude deixar de me questionar que papel está reservado para o francês que agora fomos buscar a Madrid. É ele apenas a primeira abordagem ao mercado no sentido de voltarmos ao 4x3x3, ou veio encarregue da missão, até agora impossível, de fazer par com Liedson? E, olhando para o lote de avançados disponíveis, não faria sentido buscar alguém mais capaz de oferecer soluções também para o jogo aéreo, tendo em conta que grande parte do cariz dos jogos do nosso campeonato, seja em casa ou fora, são em tudo semelhantes aos do passado sábado? Obviamente que não estou a pretender que o Sporting avance para o equívoco do avançado “alto e loiro”, uma vez que a boa execução técnica e a inteligência tendem a sobrepor-se à força bruta.

Quando um clube como o Sporting dá mais de 6 milhões por um jogador é desnecessário deixar uma alínea no contrato “obrigando-o” a ser não só um titular indiscutível mas também a produzir acima da média. É isso que espera Pongolle no tempo em que andar de verde-e-branco. Estará ele à altura da exigência? Era de um jogador como ele que precisávamos?

E temos um problema semelhante com Matias Fernandez, (muito bem lembrado aqui pelo TheLC), que no relvado não tem deixado mais que pequenas amostras do que o seu futebol deixa adivinhar. (Já aqui deixei ficar a minha opinião sobre o recuo de Carvalhal na implantação do 4x3x3, como parecia ser a sua intenção inicial. Num plantel pensado para jogar em losango wathever, e reconhecendo apenas a Pereirinha características de verdadeiro extremo, parece-me uma decisão acertada, que a recente evolução positiva no rendimento da equipa parece querer confirmar.) Mas, voltando a Matias, onde vai ele caber no actual 4x1x3x2?

Izmailov, Pongolle e Matias todos eles têm um preço certo. Veremos quanto vamos pagar por eles.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Vitória tão sofrida como merecida


Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)

SPORTING: Rui Patrício; João Pereira, Daniel Carriço, Tonel e Grimi; Adrien (Matías Fernandez (77); Izmailov, João Moutinho e Vukcevic (Pereirinha, 90+2); Hélder Postiga (Pongolle, 59) e Saleiro.

Suplentes: Tiago, Polga, Yannick e Abel

LEIXÕES: Diego; Sony, Tucker, Trombetta e Bruno Gallo; Fábio Espinho, Fernando Alexandre, Seabra (Didi, 87) e Hugo Morais; Léo (José Manuel, 59) e Pouga (Antunes, 80).

Suplentes: Fonseca, Braga, Cauê e Paulo Tavares.

Disciplina: Cartão amarelo para Bruno Gallo (63 e 70) e Fábio Espinho (76). Cartão vermelho para Bruno Gallo (70).

Marcadores: 1-0, Tonel (84)

Ao intervalo: 0-0

Resultado final: 1-0


A estreia de João Pereira foi o facto mais notório na constituição inicial da equipa. A titularidade de Vukcevic surgia em consequência do impedimento de Veloso, não constituindo, por isso qualquer surpresa. A presença do lateral direito, por troca com Abel, permitiu verificar, em alguns momentos do jogo, como é diferente ter um lateral a sério e apenas um lateral. Como Grimi estava do outro lado, mais fácil se tornava a comparação.

Contudo, apesar do domínio e controlo do jogo no primeiro tempo ter sido quase em permanência do Sporting, não logramos fazer funcionar o marcador, nem conseguimos, valha a verdade, estender esse domínio e presença à área do Leixões. Postiga estaria nos lances mais perigosos, e sempre dentro do mesmo tom. Se no lance do Vuk a velocidade da bola exigia execução difícil, no passe que deveria isolar Saleiro foi tão impreciso no passe como infantil. Falta de agressividade e poder de explosão, associado a últimos passes mal definidos permitiram que o guarda-redes leixonense acabasse por ter 45m descansados.

Avinhava-se uma 2ª parte a exigir nervos de aço, a menos que o golo surgisse cedo. Tal não aconteceu, apesar de as oportunidades terem surgido em número e qualidade. Diego foi chamado a intervir várias vezes, mas quase sempre por demérito dos nossos atacantes. Apesar da pressão exercida recorrendo às alas, raras vezes conseguimos ganhar a linha de fundo. Com isso a missão defensiva dos leixonenses era facilitada, uma vez que, de frente para a bola, era mais fácil anular as nossas intenções. Tonel acabaria por desfazer a igualdade, num golo que é a sua imagem de marca.

Não vou fazer destaques individuais, negativos ou positivos, porque me parece que deve ser destacada a força do colectivo nesta vitória. Com um passivo emocional a ter que ser vencido, uma vez que esta é apenas a 3ª vitória em casa (!!!) quando se fecha a 1ª volta, esse parece-me o realce merecido. Apesar do resultado escasso, o trabalho desenvolvido permite vislumbrar uma melhoria significativa na qualidade do futebol praticado. A 2ª vitória consecutiva em 2010 está conseguida e foi inteiramente merecida.

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