domingo, 31 de maio de 2009

Apostar em jovens

Analisando a história do nosso clube, o Sporting apresenta um elevado aproveitamento dos jogadores oriundos das suas camadas jovens. Além dos casos mediáticos dos últimos anos como Futre, Figo, Simão, Quaresma e C.Ronaldo, temos também no nosso historial jogadores como Vitor Damas, Laranjeira, Carlos Xavier, Litos, Venâncio, Beto, entre outros.

Oriundos da nossa escola de excelência, todos tiveram a sua oportunidade de integrar o plantel principal do Sporting, aproveitando as conjunturas existentes na sua altura. Quaresma e C.Ronaldo, lançados por Lazlo Boloni, surgiram quando provavelmente eram desconhecidos da maioria do público, além de fazerem parte de um balneários eventualmente sustentado por jogadores mais experientes como André Cruz, Paulo Bento e Pedro Barbosa. Tal como Quaresma, Hugo Viana e Custódio ganharam experiência ao serviço da equipa B antes de serem lançados.

Face às conhecidas limitações financeiras do Sporting, a aposta na formação tem vindo a crescer, procurando aproveitar os talentos agora formados na Academia de Alcochete. Moutinho pegou praticamente de estaca numa equipa onde pontificavam Pedro Barbosa, Rochemback e Hugo Viana. Miguel Veloso integrou o plantel como terceira opção e acabou por se assumir como o principal trinco à disposição de Paulo Bento. Nani constituiu uma aposta pessoal de Paulo Bento, depois de 6 meses praticamente na sombra sobre o comando de José Peseiro.

São N casos de sucesso ao longo da última década e que acabaram por elevar as expectativas dos sportinguistas em relação aos jovens oriundos da Academia de Alcochete. Em virtude destes sucessos recentes e a forma como se tornaram fundamentais na manobra das equipas de Paulo Bento, é normal que os sportinguistas mantenham as esperanças de ver novos jogadores a aparecer e sintam vontade de afirmar e reivindicar oportunidades para estes valores emergentes.

Importa no entanto ter em conta os diferentes cenários. Muitos dos jovens que apareceram, usufruíram de cenários de estabilidade no plantel e apoio por parte de jogadores experientes. Por outro lado, sendo eles na maioria dos casos jogadores até então desconhecidos, as expectativas e pressão sobre eles eram relativamente reduzidas.

Com a crescente mediatização dos escalões jovens, os jogadores são cada vez mais conhecidos e por vezes os relatos sobre o seu valor acabam por ser demasiado “cor-de-rosa” elevando as esperanças depositadas nesses jovens por parte dos adeptos.

É importante que todos nós coloquemos os pratos na balança e analisemos a forma como os jovens podem ser aproveitados e de que modo pode ser optimizada a sua utilização. No seio de um grupo partido e com jogadores em baixo de forma, devem recair em jovens de 18 anos exigências “normais” para quem tem esta profissão? Certamente devem começar a habituar-se, mas pressões e expectativas elevadas podem provocar um retrocesso no desenvolvimento destes talentos...

Núcleo Sportinguista de Faro

O núcleo Sportinguista de Faro foi onde vivi a maior alegria Sportinguista de sempre. Foi lá que juntamente com o meu irmão e 2 amigos, vimos o SCP ganhar ao Salgueiros por 0-4. Onde chorei pela primeira vez, e logo de alegria, pelo SCP. Foi a partir do 0-2, quando senti que o título já não nos escaparia e que finalmente iria poder festejar aquilo que perseguíamos há demasiados anos.

No fim do jogo foi a explosão na cidade e no País. Nunca pensaram que pudesse haver tanto Sportinguista espalhado pelo País. As manifestações de alegria espalhavam-se de Faro a Viana do Castelo, passando por Vila Real, Castelo Branco e Portalegre. Em frente do Núcleo, vi um gajo, que devia ter no máximo 25 anos, subir para o tejadilho do carro e começar aos saltos em cima dele. Buzinas utilizadas até à exaustão. Foi o melhor dia da minha vida Sportinguista.
Fomos comprar uma grade para iniciarmos condignamente os festejos. Em seguida fomos para a baixa e era um mar de gente. Um colega de curso do meu irmão, lampião ferrenho e que se tinha associado à festa, depois de ouvir um velhote gozar com a sigla slb, virou-se e perguntou:

"E você sabe o que quer dizer SCP?" Resposta pronta: "Somos Campeões de Portugal". Gargalhada geral e gozado até mais não.

Ora esta vitória acontece em plena Semana Académica e nesse dia actuavam os GNR. Primeiro não gosto da banda, segundo são tripeiros. Chegados ao recinto, num estado completamente eufórico ainda não ébrio, junta-se a nós o último integrante deste grupo. Abraços, saltos, "Campeões Campeões, nós somos Campeões". O recinto completamente pintado de verde e branco. Na altura do concerto, digo a esse amigo para vir comigo para frente do palco. Chegamos lá, sacamos dos cachecóis, sempre a gritar SCP até que finalmente, o Reininho dá os parabéns ao SCP por se sagrar campeão. Missão cumprida e retorno imediato para junto das barraquinhas para beber e ouvir música de jeito.

Foi também graças ao Núcleo de Faro que fui festejar o título seguinte em Alvalade, no jogo contra o Beira-Mar. Nunca ri tanto numa viagem, nunca ouvi tantas vezes seguidas o mesmo CD. Era o tempo do "Só eu sei" e foi até à exaustão. Lembro-me de chegar ao estádio e quando íamos almoçar, eu e o meu irmão sacarmos das nossas sandes de panado e um amigo nosso apenas e só tirou meio frango. Olho para o meu irmão e desatamos a rir que nem uns perdidos.

Foi lá também que vi as maiores personagens de sempre. Desde um senhor que insultava o Chainho com um "careca da Amadora careca da Amadora", outro que chega um dia e diz que o Vítor Baía estava preso por 500 contos para ir para o Sp. Farense - o que nos fez esconder atrás do jornal para tentar evitar que ele se apercebesse que ríamos a bandeiras despregadas - a outro que mal começava o jogo, insultava todos os nossos jogadores e a cada ataque adversário punha a mão à frente da boca e começava com "psssh psssh psssh" para azará-los até a sermos avisados que as nossas cervejas já estavam prontas via arremesso de tremoços à cabeça de um de nós.

Foi no núcleo que comecei a beber café, para justificar a leitura do jornal desportivo, e que depois de inúmeras horas a jogar snooker, a ver jogos, a pura e simplesmente estar lá, fiquei conhecido o suficiente para poder ler o jornal sem fazer despesa. E ainda bem porque não sendo um grande apreciador de café, pude canalizar esse dinheiro para quando saía à noite.

Sinto saudades destes tempos em que nos juntávamos para jogar snooker, beber umas cervejas, ver o jogo, vibrar com os golos e discutir antes, durante e depois dos jogos. Do ambiente do núcleo e claro, das personagens.

"Barragem barragem barragem, careca da amadora, careca da amadora"

sábado, 30 de maio de 2009

Em crescendo!

Cabe-me a mim o verdadeiro privilégio de anunciar a nova contratação para o ‘A Norte de Alvalade’. Aqui, o defeso dá mostras de plena efectividade e prepara-se a próxima época atempadamente!

Desta feita, o novo membro deste Vosso blogue, não está a Norte, muito menos a ‘Leste’, já que os conhecimentos que constantemente revela nas observações que produz sobre o nosso Clube, são por demais evidentes e constituem uma mais valia inigualável. Agora já poderemos comentar a tão querida formação leonina com propriedade. Como dizia, o 6.º elemento desta ‘nortenha’ família, vive bem próximo da origem de toda esta Paixão que nos é comum: o Estádio José de Alvalade, santuário do nosso Sporting Cube de Portugal!

O nome dele é já algo premonitor. Afinal faz-nos recordar um felino ('primo' do leão, portanto… :)), que é só o mais raro do mundo! Raros não são, seguramente, os seus brilhantes comentários, sempre carregados de elevação, ponderação e respeito, principalmente para com quem não concorda com a sua opinião.

Concretizando, tenho a grata e redobrada satisfação de comunicar o nome deste novo craque: HUGO MALCATO! Este sim, sportinguista até à sua célula mais recôndita.

Bem-vindo a esta tua ‘casa’, Hugo! Que sejas muito feliz ‘A Norte’! Pessoalmente é um orgulho partilhar este espaço de debate leonino contigo. Estou convencido de coincidir no sentimento dos restantes editores e que serás, igualmente, muito bem acolhido por todos os visitantes que aqui nos dão o prazer de, quotidianamente, compartir connosco as suas respectivas ideias e sentimentos.

Pelo Sporting, Sempre!

Sorry, Eriksson? (ou telefonemas hipotéticos)

Está, sim? É o Dr. Paulo Cristovão? Olhe, se me permite a opinião, como jogada eleitoral, o nome Eriksson não é assim como que um às de espadas, ou se quiser, um póquer de mão. E depois, sabe, cada um puxará o lustro ao nome conforme o apoia a si, ou à sua lista, ou não se cansará de lhe encontrar defeitos caso apoie o seu oponente. Já cá andamos há muito para perceber isso. Se me quer continuar a permitir a minha opinião, acho uma jogada arriscada, tendo em conta a curva descendente do sueco, que, bem vistas as coisas, é mais notória pelo espalhanço no México, assim um bocado à Carlos Queiroz aqui na Pátria. Sim, eu lembro-me que em Manchester os adeptos queriam que ficasse e duvido que isso fosse porque o consideraram um fracasso, mas enfim, cada um é livre de argumentar como quiser. Mas se ele estiver motivado, e se a ideia é um treinador qualificado, com experiência, até pode ser um caso sério, porque as qualidades não se evaporam. Espero que não venha pelo sol de Cascais ou porque o Sousa Cintra diz que as mulheres mais bonitas do mundo são as Sportinguistas. Olhe, Dr. PPC, não se incomode com o desmentido do Record, que nós já estamos habituados às suas aberrações. Mesmo que alguns de nós agora se esqueçam, e venham servir-se da notícia. Boa campanha.

Alô, está sim? É do inexistente provedor do sócio do Sporting? Bom dia, caro consócio! Não, não venho queixar-me de nenhum esquecimento relativo ao cartão ou por causa das quotas, porque já viria mais de um ano atrasado e não sou muito de me queixar. Vinha solicitar os seus bons serviços no sentido de, caso entenda, alertar os sócios, e já agora os adeptos, para estarem mais atentos aos que falam em nome do Sporting, ou com a sua camisola vestida. O Miguel? Sim pois sim, o Miguel. Sabe, ele é bem capaz de inaugurar a saga de anedotas sobre “homens loiros”, tamanha tem sido a sua tendência para a estupidez. É óbvio que ele é parvo, quando diz que não é defesa-esquerdo. Se a equipa precisa de alguém daquele lado e se ele até jogou na posição, porque não? Se fosse a guarda-redes, ainda vá lá… Mas olhe Sr. Inexistente Provedor, não foi caso único. Olhe para o que disse o Rochemback! E ele devia saber que não se fala de boca cheia! Ah! Foi no intervalo entre a farofa e a maminha de alcatra? Ah então, tá bem. Mas porque veio ele outra vez à carga com a mesma história? Se a época já terminou de que serve estar outra vez a espertar o garfo no mesmo assunto? Será que está a fazer a cama ao Veloso, para justificar tanto dinheiro ao fim do mês por tão fraca produção?
P.S.- Para os habituais leitores do blogue anúncio que em breve teremos uma novidade de monta!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Hora de decidir

A uma semana das Eleições e um pouco em tom de resposta ao reflexivo artigo, aqui em baixo, do meu colega LT, resolvi dar-lhe sequência e publicar este post que, alerto, reflecte apenas a minha opinião.

Tendo já em posse todos os dados que considero fundamentais para uma tomada de decisão de forma responsável, justa e consciente, e após ponderar prós e contras de toda essa informação que as duas candidaturas me disponibilizaram (ou falta dela por manifesto desinteresse na sua divulgação por parte de UMA das listas), manifesto aqui as minhas opções para o próximo dia 5 de Junho:

CD, AG, CFD – Lista ‘Ser Sporting’
CL – Lista da AAS.

O(s) debate(s) poderia(m) ser útil(eis) na confirmação ou desvio da minha opinião, mas assumo que, face ao que hoje vejo defendido pelas listas antagonistas e respectivos líderes, dificilmente modificaria a minha actual posição. De qualquer forma, não vale a pena esperar pelo que, como está mais que visto, não irá concretizar-se… Com prejuízo para os sócios do SCP que (legitimamente) ainda se mantêm indecisos e, em consequência disso, do próprio Clube que vê ainda desperdiçada uma excelente oportunidade para a realização de um verdadeiro confronto de ideias e propostas. Faço questão de tomar esta resolução, ainda antes do anúncio do treinador da lista liderada por PPC. Não sei se o nome do treinador irá constituir algum trunfo eleitoral ou o seu inverso. Será sempre uma contabilidade difícil de concluir, porque, tenho a certeza, de que não será consensual. Nem Jesus (Cristo) o foi… Para mim, o ideário de SCP que cada uma das listas defende é decisivo, remetendo para plano pouco significativo o nome dos respectivos treinadores, ou mesmo, de eventuais jogadores que apresentem para o futebol. Várias razões pesam para pensar desta forma, sendo determinante o facto de que para o ano tanto Paulo Bento como o ‘estrangeiro – experiente - que – vende – camisolas’, poderão já não treinar o SCP. Quanto à lista a eleger, essa, tem que nos ‘governar’, e bem, até 2013!

O meu voto na AAS para o Conselho Leonino, resulta da conjugação do dinamismo e empenho que os membros da AAS têm demonstrado em promover aquele Órgão consultivo. Resumindo, em transformar o CL em algo de realmente útil. A excelente entrevista de Pedro Faleiro Silva aqui ‘A Norte’ é um feliz exemplo dessa determinação. Merecem-me a minha confiança.

Que Deus e… os sportinguistas protejam o SCP.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Na expectativa

Tenho estado a exemplo de muitos companheiros Sportinguistas um pouco reservado relativamente ao período eleitoral em que o nosso clube se encontra. Tal reserva não se deve a qualquer receio em manifestar a minha opinião sobre as candidaturas em jogo ou qualquer problema em declarar publicamente qual será o meu sentido de voto e apoio.

Estou expectante, procurando informação credível e séria, para depois decidir se vou ou não depositar os quatro votos que os retrógrados estatutos do nosso clube me conferem nesta eleição.

A saída de Soares Franco é até ao presente momento o aspecto mais importante para a vida do Sporting Clube de Portugal. Franco não soube ser Presidente de uma instituição como o Sporting, porque não conseguiu apelar ao sentimento leonino nem mobilizar o mais importante recurso e património do clube, que são os sócios e adeptos, a alma Sportinguista.

Ontem o grande Barcelona sagrou-se campeão da Europa. Eu fui a Alvalade ver o jogo entre o Sporting e o Barcelona na fase de grupos da liga dos campeões. Acontece que é muito triste ver o melhor clube do mundo ou um dos melhores na altura, vir jogar com a Alvalade com apenas 30.000 espectadores nas bancadas. É perturbador o Futebol Clube do Porto vir a Alvalade jogar para o campeonato nacional e estarem apenas presentes cerca de 38.000 espectadores, para não falar no jogo a contar para a Taça de Portugal cuja presença se cifrou nos 25.000 espectadores. A crise não explica tudo, longe disso. O Sporting ficou este ano mais perto da média de assistências do Vitória de Guimarães do que dos nossos verdadeiros rivais, que aumentaram a distância. Isto é muito preocupante e por isso considero que a saída de Filipe Soares Franco é porventura o aspecto mais importante deste ciclo em que nos encontramos e que cessará no dia 5 de Junho.

Vai começar um novo ciclo. Um ciclo que se pretende novo. Seria bom que José Eduardo Bettencourt, a quem reconheço capacidade e virtude, entendesse que o Sporting precisa de um novo paradigma. Um paradigma que realmente nos coloque na senda dos maiores da Europa, que consiga criar sinergias e potenciar o valor existente no Sporting Clube de Portugal como a maior potencia desportiva nacional que sempre foi.

Se Bettencourt seguir as pegadas do Franquismo, o Sporting corre sérios riscos de sobrevivência. Bettencourt é um homem inteligente, capaz e empreendedor. Creio que tem o seu próprio programa, o seu próprio caminho. O grande problema é que esse programa está preso pela sua credibilidade, porque o que se pode observar no site da candidatura é demasiado vago. Além disso, não abonam nada a seu favor, o episódio da composição da lista para a AG nem a recusa de debate com a outra candidatura.

Um treinador é efectivamente uma peça demasiado importante num projecto desportivo. Mas não podemos reduzir a discussão sobre esta eleição à continuidade ou não de Paulo Bento. Tem de haver mais debate para que efectivamente possamos perceber não apenas as diferenças, mas sobretudo que caminhos e soluções para aquilo que é proposto.

A candidatura de Paulo Pereira Cristóvão é efectivamente uma lufada de ar fresco no panorama actual em que se encontra o Sporting. Está repleta de ideias, projectos e medidas que qualquer Sportinguista gostaria de ver em prática no clube. Vem abanar com a nomenclatura existente e protagoniza um debate sobre temas que pareciam esquecidos propositadamente. Mas será que é um projecto sustentável?

Também saúdo a candidatura da Associação de Adeptos Sportinguistas ao Conselho Leonino, que recentemente nos concedeu uma entrevista esclarecedora dos motivos que os levaram apenas a candidatarem-se a esse órgão leonino. E pode ser que a sua presença no meio dos notáveis contribua para alterar algumas mentalidades que vão conferindo ao Sporting um tom cada vez mais verde-escuro, qualquer dia, cinzentão, em vez do verde e branco que todos gostamos.

Continuo na expectativa. Quem sabe se na ultima semana, uma das candidaturas não supera ou defrauda as minhas expectativas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Derlei

Vanderlei Fernandes Silva, 33 anos, 1m 75cm, 72 kg de peso, avançado brasileiro nascido em São Bernardo do Campo...seria assim certamente que Gabriel Alves começaria a falar de Derlei.

Depois do último jogo desta época em que fez um bis frente ao Nacional, Derlei deixou no ar a possibilidade de esse, ter sido o seu último jogo com a camisola mais bonita do Mundo. Ainda assim, acredito e espero, que o Ninja tenha capacidade física e ambição - esta abunda certamente - que lhe permita fazer mais uma época.

Derlei foi até ao momento, o melhor parceiro que Liedson alguma vez teve. E várias foram já as combinações experimentadas. São jogadores muito semelhantes em termos de garra, capacidade de luta e autênticas "carraças".
Jogava ainda no Leiria e comentava eu com o meu irmão e amigos que gostava que o SCP o fosse buscar, apesar de achar que era um daqueles jogadores que poderia falhar redondamente no SCP e vingar de caras no fcp. Como vimos, vingou no fcp.

A sua 1ª época de SCP nem conta para o totobola, devido à lesão grave que sofreu. Nesta época, apesar de toda a sua impetuosidade, que a sua experiência deveria temperar, foi o melhor parceiro que Liedson teve. Marcou 7 golos no Campeonato, 2 na Taça da Liga e 2 importantíssimos na LC.

Porque admiro a sua entrega, porque os nossos restantes avançados não me dão as mesmas garantias, porque numa equipa jovem como a do SCP convém ter elementos experientes e principalmente, porque combina na perfeição com Liedson, espero que Derlei continue mais uma época de Leão ao peito.

SCP SEMPRE!

O cair do pano

FSF está a um curto passo do final do seu consulado. A reprecursão dos seus actos com Presidente do Sporting Clube de Portugal estender-se-ão para lá do momento em que o pano cair sobre o seu mandato. Não tenho o afastamento que é necessário para fazer o balanço, e confesso que, o que aí vem, me ocupa demasiado o espirito para ter a disposição necessária para o efeito. Enquanto ele se desdobra em entrevistas, deixo-vos o exclusivo que deu hoje ao Record. As 2 primeiras páginas aqui, as 2 seguintes no nosso blogue de apoio.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sem preconceitos

Ontem foi dia gordo para quem gosta do Sporting. Na TVI falou Bettencourt, na SIC Cristóvão. Não é costume darem-nos tanto tempo de antena, quase apetece dizer o mesmo que dizemos quando vemos obras feitas a rodos pelas nossas autarquias: devia haver eleições todos os meses!

Vi em directo a entrevista de Bettencourt na TVI, e em diferido a de Cristóvão na SIC. Começando pelo fim estranho a postura de Dias Ferreira, ao ausentar-se da sala. A intenção pode ter sido a melhor, embora me custe a perceber porquê. Gostei francamente da postura de PPC e sobretudo do conteúdo. Directo e objectivo, manifestamente sem punhos de renda. Não me lembro de, nos últimos tempos, ouvir alguém do meu clube ter um discurso tão claro. E como não gosto de meias-tintas, deixo bem claro aqui os pontos com que me identifico (citando de memória):

A questão do treinador: também acho que se deve apostar num treinador experiente, com méritos demonstrados, até para compensar a inexperiência de um plantel de um clube que aposta na formação.

Também acho que a dedicação de PB merece toda nossa gratidão. Pela forma como nos defendeu, embora entenda, como PPC, que esse não é trabalho dele.

Também acho que se deve defender melhor o nosso produto: não gostei de ver PB, mais uma vez, no Domingo, deixar cair Veloso, puxando o lustro a Moutinho. Para mim estiveram os 2 mal, ambos têm reincidentes atitudes de ingratidão. E eu, como PB, também gosto mais de Moutinho.

A velha questão do modelo da formação que não tem paralelo nos séniores: fabricamos os melhores extremos para os outros ganharem jogos e dinheiro à nossa custa.

Concordo plenamente que não precisamos de imitar nenhum modelo, muito menos o do Fcp, cujo mérito está muito para lá de uma boa organização do dep. de futebol. Não temos que nos envergonhar do nosso passado e, quando fazemos bem, à Sporting, somos compensados.

Concordo com a postura relativamente aos rivais: não há alianças estratégicas com nenhum deles, ambos disputam connosco os mesmos troféus.

O ecletismo é para manter e a competitividade para ser reforçada, porque é essa a nossa matriz. Em muitos anos foi o ecletismo e não apenas o futebol que fez do nosso clube um clube sem igual no País.

Já Bettencourt, personagem de que gosto, esteve demasiado vago, culpa que deve ser repartida pelos seus interlocutores. Mas começa mal com o arranjo para a mesa da AG, a fazer lembrar as jogadas dos que pretende suceder: não reconheço a Dias Ferreira a postura de um presidente regulador e moderador, como exige o cargo, embora deseje ser desmentido pela sua actuação, caso seja eleito. Reconheço-lhe um sportinguismo ferrenho, sim, o que faz dele um entre muitos.

Do resto muitas generalidades. Concordo com JEB quando diz que PB pode ser a melhor solução, tendo em conta o calendário apertado. Reconheço o risco de mudar com compromissos tão importantes à porta, mas manter um treinador tem que ter um argumento muito mais forte que o receio de mudar. Pareceu-me notar em JEB uma descontracção própria de quem parece estar a contar com o ovo no cu da galinha. Normalmente dá mau resultado.

Espero que os Sportinguistas olhem sem preconceitos para as 2 candidaturas. Esse é o bom serviço que temos obrigação de prestar ao nosso clube. E não me venham com o fantasma de Jorge Gonçalves, referindo-se a PPC e à lista SerSporting. Sejamos sérios. E lembremo-nos que quando o homem dos bigodes saiu o nosso passivo era uma gota, comparado com o oceano onde hoje navegamos. Afinal quantos Jorges Gonçalves já sucederam ao original?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A.A.S. a Norte

Começa hoje um ciclo dedicado à audição das listas concorrentes às eleições dos corpos sociais do Sporting Clube de Portugal. A inauguração cabe à A.A.S, na voz de Pedro Silva, seu presidente, que aqui estará, entre as 11.00h e as 15.00h, para responder às perguntas que entendam colocar. Esta, como as que contamos se sigam, é uma entrevista entre Sportinguistas e para Sportinguistas.

A questão incontornável é o porquê da constituição de uma A.A.S? Isto porque em princípio, essa associação, e em última análise, será o clube.
Em primeiro lugar, a Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS (lê-se "ás") nasce por via da necessidade sentida por um grupo de sócios do clube em poderem trabalhar e contribuir para o seu clube de forma organizada e metódica. É mais fácil empreender determinadas tarefas em conjunto e apresentá-las ao clube, em nome da AAS, do que a nível individual. E exemplos disso não faltam. Por outro lado, podemos, em conjunto, aumentar a capacidade de realização de iniciativas do que de forma isolada e desagregada.
Depois surgiu a dificuldade do nome. Que nome dar a esse grupo, associação? Entendemos colocar a palavra "adeptos" no nome pois queríamos que esta Associação fosse direccionada para todos os sportinguistas. Identificámos já na altura a preocupante perda de associados, pelo que "abrindo" a Associação a adeptos poderíamos trazer os sportinguistas de volta, ajudar a envolvê-los mais no clube e fazê-los sócios do clube. Nalguns casos, de novo.
De resto, a Associação de Sócios Sportinguistas é...o Sporting Clube de Portugal.

Como qualificariam as relações mantidas com o CD cessante?
Muito boas! Todos os orgãos sociais do clube, ou quase todos, conheciam já muitos dos membros fundadores da AAS. Sempre mantivemos uma relação de respeito entre todos apesar de, em determinados aspectos – muitos deles fulcrais, termos diferentes visões de clube.
Tivemos algumas reuniões com a Direcção do clube sobre a AAS e as suas iniciativas, procurando sempre aquele que será sempre o parceiro natural da Associação – o Sporting, claro! Sempre bem recebidos na máxima cordialidade.
Não obstante, tomámos posições contrárias, em determinadas circunstâncias, ao Conselho Directivo, o que diz bem da nossa independência e forma de estar.

Frequentemente troco ideias com outros Sportinguistas e em muitas dessas ocasiões os meus interlocutores revelam pouco conhecimento sobre a vossa associação e actividades desenvolvidas. No entanto, após um ano de existência, são já vários os vossos empreendimentos. A que se deve essa aparente ignorância?
As pessoas vão conhecendo aos poucos. Por um lado, as pessoas tendem a confundir, numa primeira instância, a AAS com uma claque. Este conceito de Associação de Adeptos não existe em Portugal e viemos ocupar um espaço que tem muito para progredir. Aos poucos, as pessoas vão-se apercebendo das diferenças entre uma Associação de Adeptos e uma claque. E vão procurando conhecer um pouco melhor os objectivos no nosso site e por email. Aos poucos, a divulgação na imprensa torna-se mais fácil. Hoje, a capacidade de penetração na comunicação social, por parte da AAS, é substancialmente diferente do que era há um ano atrás. E assim continuará, pois o nosso trabalho não se esgota hoje ou amanhã.
E isso é algo que as pessoas que connosco contactam se apercebem. De que isto é um projecto nosso – dos sportinguistas, e que podem colaborar, se assim o desejarem. Esta é a única publicidade que queremos.

Quer-me enunciar algumas das realizações mais relevantes ou que lhe são mais queridas?
Destacar, destaco "A REDE" e a "AAS TV". Dois projectos únicos no país, que podem trazer muito valor acrescentado ao clube. Isto sem qualquer custo para quem neles participa e sem qualquer obtenção de lucro por parte da AAS.
"A REDE" é um projecto destinado aos núcleos, sobretudo. A AASTV, um canal de televisão online que está em fase piloto.
Mas o prestígio que entretanto granjeámos na Europa deixa-nos orgulhosos. Ter conseguido colocar Portugal e o Sporting num relatório pedido pela UEFA sobre o futebol europeu e os seus adeptos, não é um feito mas foi um bom principio. Ter conseguido falar com a UEFA, reunião que nos demorou 4 meses a preparar foi também gratificante.

Criaram a REDE, qual tem sido a receptividade dessa V/ iniciativa junto dos núcleos?
Quando lançámos "A REDE" sabíamos que o único jogo que poderia ter algum impacto seria a final da Taça da Liga no Algarve. Mas foi um projecto lançado a pensar na próxima época e assim será.

Que Planos prevêem para dinamizar a AAStv, uma ideia pioneira na blogosfera/internet?
No curto prazo, contamos conseguir transmitir um jogo das camadas jovens em diferido, uma vez que para fazer directos precisamos de uma boa ligação em upload. Será uma primeira experiência. Para isso esperamos ter o apoio do clube, pois a sua autorização é crucial para tal concretização.
Tencionamos, igualmente, fazer a mesma entrevista aos dois actuais candidatos a Presidente do Clube, em separado e depois editá-la e mostrar o que cada um diz para a mesma pergunta.
Iremos propor um debate entre os candidatos a transmitir em directo via net. Estas duas iniciativas estão em curso no momento.
Procuraremos expandir a nossa rede de colaboradores a todos o país para permitir a realização de reportagens também fora de Lisboa, nos núcleos aquando dos seus eventos. A tal colaboração que todos podem ter e que falava antes.

Por vezes em alguns comentários noto pouca simpatia pelas vossas posições. Estou-me a lembrar p. ex. de alguns comentários ao vosso comunicado após o desaire com o Bayern de Munich, em que alguns viram nas vossas palavras ameaças veladas ao treinador. Quer comentar?
Verdade que muitos viram ameaças onde não existiram. Também já ouvi dizer que a AAS fez faixas para apresentar nos estádios. Nada mais falso. A Associação de Adeptos Sportinguistas, e para que fique claro de uma vez por todas, não faz nem fará qualquer acção de bancada. Essas deixa-as para os grupos organizados – claques pois é esse o seu "terreno".
Mas se olharmos para trás, este ano os adeptos e sócios do Sporting foram, no mínimo, desconsiderados, bastantes vezes. Desde "mandarem os sócios ficarem em casa", apelidar os sócios que reclamam de "cães" (ainda que numa metáfora, utilizando um ditado popular), até comparar com os adeptos do rival...Aí foi o momento de dizer "Chega!". Quantos clubes na Europa podiam-se orgulhar de ter os seus adeptos, depois de serem goleados em casa numa competição europeia, em massa a fazer cerca de 300km (os de Lisboa) para apoiar a sua equipa contra o Porto? 2000! Com aquele apoio todo durante o jogo que foi alvo de elogios de toda a imprensa? Relembro que a célebre "faixa da discórdia" foi apresentada por alguns adeptos somente durante o aquecimento!
Não esperem que sejamos politicamente correctos quando sentirmos os nossos direitos, deveres e o respeito que entendermos ter direito, enquanto sportinguistas, a ser colocado em causa.
E digo mais...algumas das atitudes referidas, em Inglaterra, dariam lugar a valentes castigos por parte do próprio clube!
Mas são episódios passados e ultrapassados, esperamos!

No âmbito das actuais eleições cheguei a pensar que a AAS ia apresentar uma lista própria ou apoiar um candidato. Tal não sucedeu. Porquê?
Falámos com duas pessoas que entendemos terem perfil para avançar. Pessoas diferentes, mas as duas com bastantes apoios. Duas pessoas que, por razões pessoais, entenderam não poder fazê-lo e tivemos que respeitar tal decisão. No entanto, sempre deixámos bem claro para com essas pessoas que íriamos avançar sózinhos ao Conselho Leonino.
Não contactámos as pessoas, portanto, para "pedir boleia" pois a nossa estratégia estava definida há muito tempo. Fizémo-lo porque entendemos que seriam pessoas que poderiam fazer muito bem ao clube e isso é o que nos interessa!

Têm uma posição oficial relativamente às outras listas que concorrem aos restantes Órgãos Sociais do Clube?
Temos. Não iremos apoiar nem manifestar intenção de voto a nenhuma das listas. Estaremos, nestas eleições, totalmente independentes, do lado do Sporting!

A AAS acabou por apontar baterias para Conselho Leonino, um órgão social que não goza de qualquer prestígio junto de grande parte dos adeptos do clube. Porquê?
Precisamente por isso!
O Conselho Leonino não goza de prestígio, não por culpa do orgão em si mesmo ou dos estatutos, mas por culpa, única e exclusivamente, das pessoas que o compõem. Impõe-se uma renovação de mentalidades, novos hábitos, sangue novo e muita energia em trabalhar para o clube e ajudar a nova Direcção do Clube, seja ela qual for. Respeitando, para tal, o disposto nos estatutos do clube!
As pessoas que nos conhecem sabem bem que não podem contar connosco para, durante quatro anos, reunir de vez em quando para inócuas conversas de café. Isso, connosco no CL não irá suceder. Seguramente! Temos consciência que não será fácil alterar este status quo, mas não desistimos e esperamos, daqui a 4 anos poder dizer que, hoje, o CL é olhado de forma diferente pelos sócios.

Acredita que é possível transformar por dentro uma organização que, nos últimos anos tem parecido pouco menos que inútil na definição dos destinos do clube? Sinteticamente explique como?
Naturalmente não se pode mudar nada se quem decide não quiser ouvir. Mas o problema é que a abordagem do "bota-abaixo" típica da "chamada oposição" connosco não pega. Podemos criticar determinadas situações, mas procuraremos ter sempre um espírito construtivo, de auxiliar a Direcção pois em causa, estará sempre o nosso clube. E se somos todos sócios da mesma associação – Sporting Clube de Portugal, devemos fazer o nosso melhor para o fazer crescer!
Acreditamos que o próximo presidente do clube, olhando para esta abordagem, terá em conta a mais valia de ter um grupo deste género no clube, com a tal nova energia, dinamismo e, ainda assim, espirito crítico.
Têm propostas muito concretas para a aproximação do clube aos sócios. Como acha que chegamos a este ponto de vermos Alvalade meio vazio e menos de 30 mil sócios pagantes?
Creio que são várias as razões, todas combinadas e com diferentes graus de ponderação para o resultado final, consoante a pessoa. Começou por ser o horário dos jogos – sextas e segundas à noite, o preço dos bilhetes excessivamente caros, a qualidade do futebol praticado é, indubitavelmente, mau...
Hoje verifica-se que o Sporting joga sempre, maioritariamente ao Sábado e Domingo, os preços estão mais acessíveis e as pessoas continuam a não ir ao estádio. E todos se queixam da qualidade de jogo...as pessoas gostam de ver artistas no relvado, gostam de ver espéctaculo, gostam de ver magia com a bola, os bons golos, as boas fintas e, claro, as vitórias!
Preocupante são até aqueles que pagaram Gamebox e não vão ao estádio por opção...estes são aqueles que, muito provavelmente, não renovarão.
A próxima época tem que dar um salto qualitativo no que a este ponto diz respeito (qualidade de futebol).

É possível a concretização o curto prazo do sonho dos Sportinguistas de terem um pavilhão perto do estádio? Como?
Há soluções! Que, segundo sabemos, dependem da CML. É incompreensível como se ignora o poder do lobby com a CML. Existe um terreno, junto da actual GALP que poderá dar para um pavilhão para cerca de 2000 pessoas. Agora há que pressionar seriamente a CML para considerar a permuta de terrenos que será proposta, ou poderá ser, pelo clube e rapidamente. Até aproveitando o facto de estarmos em eleições e o clube ter sido já bastante prejudicado, financeiramente, pelas sucessivas demoras da CML...a continuar assim, talvez seja hora de ponderar ressarcimentos por parte desta...

É possível um modelo competitivo para as modalidades mais ambicioso do que o que vem registando, dentro de um quadro de sustentabilidade financeira?
O Pavilhão é fundamental para as modalidades!
Defendemos que, caso passe mais algum activo do clube para a SAD, que fique maior percentagem de quotização no clube. Hoje, apenas 25% da quotização se destina ao clube.
Alavancando o número de sócios, poderemos aumentar as receitas de quotização e ajudar as modalidades a sobreviverem. Podemos, igualmente, dividir as receitas de merchandising por todas as modalidades do clube, na proporção do seu orçamento. Naturalmente que o futebol continuaria a ficar com a fatia maior, mas pequenas quantias para certas modalidades fazem a diferença.
No lado das modalidades, é indubitavel que devemos dar prioridade à formação. Seguindo o exemplo do hoquei em patins. Lançar projectos a 4/5 anos, para que possam crescer de forma sustentada, sem provocar desequilibrios no clube.
O lançamento e acompanhamento de modalidades que funcionem em contra-ciclo com o futebol pode ter uma importância extrema no tal aumento do número de sócios. Aproveitar o futebol de praia, que se joga nas praias junto das famílias e dos diversos grupos de amigos, e o ciclismo que percorre todo o país, aliando-lhes uma forte máquina de marketing pode ser decisivo em fazer chegar o clube mais além.

O futebol, a modalidade que mais apoiantes atrai ao clube, não merece recomendações especiais no vosso programa. Estão satisfeitos com o actual estado do futebol leonino?
Repara que, as medidas que apontamos no nosso programa, não as poderemos executar directamente, uma vez que o Conselho Leonino tem um caracter consultivo e não executivo. Acho que é a primeira vez que uma lista ao CL tem um programa deste género, o que diz bem da Reforma que lhe pretendemos imprimir. Mas decidimos fazê-lo para que as pessoas saibam o que pensamos sobre determinados temas.
O futebol, sendo o core-business do clube, acaba por ser mais consensual, no que ao seu modelo de gestão diz respeito – a internacionalização da Academia para aumentar a prospecção de talentos, sobretudo. No entanto, podemos adicionar que defendemos a existência de um Gabinete de Scouting também ao nivel senior, o estabelecimento de dois modelos de jogo a utilizar pelo clube de forma transversal nas suas equipas – evitando jogar com extremos nos juniores e sem extremos nos seniores, a integração de velhas glórias no clube e na sua formação, etc etc.

Acham que a data de eleições ajustada aos interesses do clube? Quando os nossos adversários já programam a próxima época nós não sabemos ainda quem será o próximo director para o futebol.
Estas eleições podiam ter acontecido um mês antes. De acordo com os estatutos, poderiam ter sido marcadas para o ínicio de Maio, o que, em boa verdade, defenderia bem mais os interesses do clube no que à preparação da próxima época diz respeito. Mas o actual Conselho Directivo decidiu marcar uma AGE para aprovar um referendo válido apenas para uma outra AGE e...
As eleições no clube deveriam suceder mais cedo, quiçá por finais de Fevereiro, inicio de Março para dar tempo à nova equipa directiva de preparar condignamente a nova época, ao mesmo tempo que permite à anterior Direcção atacar o mercado de Janeiro, caso tal seja necessário.

Face ao actual panorama, de evidente fractura entre Sportinguistas, como projectam o day-after eleitoral e qual será o papel que a AAS deseja desempenhar?
Apenas esperamos que o próximo Presidente seja o Presidente de todos os Sportinguistas!
Não o Presidente das maiorias, ou o Presidente das minorias, mas o nosso Presidente.
Nós faremos tudo para trazer novos e velhos sportinguistas para o clube, envolvendo-os e fazendo-os ver que podem ajudar o clube! É preciso que todos percebam que não podemos "pensar naquilo que o Sporting nos pode oferecer", mas sim naquilo que "podemos oferecer ao Sporting". Esta é a nossa visão!
Uma coisa distingue decisivamente esta candidatura. No dia 6 de Junho, todos continuarão a conhecer a AAS, a saber como contactá-la e a exprimirem os seus desejos, sugestões, críticas e desabafos como o faziam no dia 4 de Junho! As outras listas, especialmente as que perderem, desaparecem como sempre.

Qual o balanço que fazem do decurso da campanha eleitoral (em termos genéricos,falando das outras listas, se assim for entendido) e qual a receptividade que têm encontrado junto dos sócios para as vossas propostas?
Tem sido uma agradável surpresa! Muitas pessoas não conheciam a AAS, como é normal, e ficaram a conhecer. Aprovaram o programa na totalidade ou quase na totalidade, conversam bastante connosco nas nossas iniciativas e revêm-se naquilo que pretendemos transmitir. Seja qual for o resultado das eleições, esta é já uma pequena vitória – conseguir obter este reconhecimento por parte de outros sportinguistas que não conhecíamos!
De realçar, igualmente, que a votação para a lista do Conselho Leonino é independente das outras, pelo que os sócios poderão votar numa determinada lista para o Conselho Directivo e na lista da AAS para o Conselho Leonino.
Termino deixando um abraço aos editores e leitores do "A Norte de Alvalade", destacando o vosso trabalho em promover o nosso Sporting, no qual a recente entrevista ao nosso Morais é um exemplo fantástico! Continuem o bom trabalho!

domingo, 24 de maio de 2009

Acabar a vencer

O mote já tinha sido dado pelo meu companheiro Virgílio Bernardino, na excelente antevisão que fez sobre a última partida que o nosso Sporting disputou nesta época 2008/2009. Na verdade, penso que todos estávamos desejosos que esta época terminasse. Não importa neste momento estar a abordar esses porquês, que em certa medida já foram aqui analisados e que certamente ainda voltarão a ser.

Paulo Bento escalou a equipa possível, considerando os problemas que neste final de temporada têm condicionado a gestão do plantel. O Sporting apresentou-se igual a si próprio, em losango, tendo ou não tendo jogadores que se adeqúem ao sistema de jogo. Não seria no último jogo que se mudaria um sistema táctico, mas a falta de alternativas a este sistema táctico deve ser equacionada. Carriço surgiu em frente à defesa, jogando a 6 e não comprometeu, Pereirinha foi o defesa direito, posição que desempenhou com eficiência, Adrien surgiu no vértice direito, Yannick no esquerdo (fez um bom jogo e talvez Bento, tenha descoberto onde encaixar Yannick no losango) e Romagnoli, foi o 10, continuando igual a si próprio. No banco estavam 4 promissores talentos da academia leonina, um dos pratos no menu desta última jornada em Alvalade.

Com uma casa bem composta, o Sporting entrou a matar. Aos 10 minutos de jogo, Derlei já tinha feito dois belos golos e certamente que todos desejaríamos que tivesse sido Liedson o marcador de serviço. Nené, com um remate bem colocado e cheio de força, após marcação de livre, veio equilibrar a partida, mas sobretudo complicar a possibilidade do nosso 31 se tornar o melhor marcador do campeonato. O resto da primeira parte decorreu equilibrada.

A segunda parte mostrou um Sporting ainda mais agressivo, dominando a partida e mostrando aqui e ali algumas boas jogadas. Yannick esteve bem, Derlei continuou inspirado e Liedson incansável como sempre. Numa dessas jogadas, o Levezinho serviu Derlei que ia fazendo o hat-trick, de pontapé de bicicleta. Até ao final, manteve-se a toada ofensiva dos leões que acabaram por marcar o terceiro golo de panalty (é verdade, um penalty assinalado a nosso favor) por Romagnoli.

Liedson saiu lesionado, debaixo de grande ovação com o Estádio todo em pé a aplaudir uma figura incontornável do futebol leonino. Derlei também foi alvo de grande ovação quando foi substituído por Renato Neto, um miúdo de 17 anos.

Termina assim com uma vitória justa do Sporting esta edição da Liga. Agora, aconselho a quem ainda não o fez, a ler o que houve de bom e de mau, ao longo de uma época, que para nós, foi tudo menos fácil.

Que se inicie um novo ciclo, de reencontro leonino, de pacifismo, porque a força do Sporting está nos adeptos, para que todos juntos e não divididos, possamos iniciar um ciclo de vitorias já a partir da próxima época. O facto de não se ter ouvido o hino da Champions no final do encontro à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, poderá significar que o Sporting está a afastar-se de um paradigma de pequenez em que estava mergulhado. O nosso paradigma só pode ser de vitória, sempre na senda da glória.

Viva o Sporting Clube de Portugal.

Eleições: As entrevistas a Norte

Começa amanhã o espaço dedicado à audição das candidaturas às eleições para o próximo mandato dos corpos sociais do Sporting Clube de Portugal. A inauguração desse espaço far-se-á com uma entrevista ao líder da Associação de Adeptos Sportinguistas, Pedro Faleiro Silva. A ordem seguida foi a da resposta aos nossos pedidos. Na próxima semana contamos ter aqui também a lista SerSporting. Existe ainda um atraso com essa presença que só deve ser imputado ao blogue, dado que os representantes de Paulo Cristóvão disponibilizaram-se para serem ouvidos. A agenda demasiado preenchida do nosso lado e o interesse pela sessão de esclarecimento da passada sexta-feira, adiaram a realização da nossa tarefa.

Não temos analisado aqui, com a intensidade de outros espaços, a situação eleitoral. Não é uma estratégia delineada por este blogue, porque a estratégia aqui é escrever quando se quer, sobre o que se quer. Tenho observado noutros locais que as posições dogmáticas, quer pró quer contra, que cada um vai assumindo perante as listas concorrentes, limitam uma discussão verdadeiramente útil. E se estamos a falar ideias e projectos compreendo porém que Paulo Cristóvão já tenha apoiantes e o seu contrário, porque é o único que tem um programa publicado, no qual os Sportinguistas se podem rever ou a ele opor. Já me custa mais a perceber que Bettencourt pouco mais tenha dito do que sim a uma candidatura e já haja quem o siga sem reticências. Se por absurdo, amanhã, na apresentação prevista da sua lista ele anunciasse que defende a mudança das listas do nosso equipamento principal para verticais como reagiriam esses apoiantes? Por isso é que aguardo que o pó assente. E ainda há muito no ar.

sábado, 23 de maio de 2009

Play - antevisão do Sporting vs Nacional

Amanhã, será a ultima vez que Paulo Bento carregará no Play e conduzirá a equipa de futebol profissional do SCP. Pelo menos, nesta época…

Apesar de já nada definir na classificação final, o jogo da 30.ª Jornada da Liga Sagres tem vários motivos extra de interesse, para além do interesse natural que, para nós sportinguistas, se reveste sempre que o SCP participa. A saber:

1.º) A possibilidade do nosso Levezinho conquistar um prémio individual, tendo como principal rival Néné, adversário directo neste encontro. A conquista da ‘Bola de Prata’ seria um prémio justo para Liedson comemorar junto com a tão aguardada renovação do seu vínculo ao Sporting.

2.º) A curiosidade de poder ver em acção vários juniores da ‘cantera’: Cedric Soares a actuar como lateral, posição tão carenciada no actual plantel; Diogo Amado, habitualmente utilizado a trinco; Renato Neto, médio brasileiro de grande compleição física e por fim o virtuoso nigeriano Ibrahim Rabiu, famosa contratação do SCP ganha, ao que se conta, numa disputa palmo a palmo pelo africano sobre Real Madrid e Arsenal.

3.º) A vitória. A conquista dos três pontos. Sempre e em qualquer circunstância. Mas, não escondo o prazer que daria vencer este último jogo, contra o 4.º classificado da nossa Liga, com a equipa tão desfalcada. Depauperada pelo revés das lesões mas, também, pela falta de senso duma Comissão Disciplinar da Liga de Clubes tão lesta a castigar o SCP. Ganhar, mais uma vez, contra tudo e contra todos.

4.º) Assumo que este meu interesse é muito pessoal, mas não escondo o gozo de ganhar contra o Nacional da Madeira. Nada contra o clube em si. Tudo contra o seu actual presidente, uma figura pela qual nutro enorme antipatia. Pena tenho eu do Sá Pinto não poder fazer uma perninha e marcar um golito…

5.º) O regresso de Paulo Bento após castigo do CD, pois então… Tributar o nosso treinador que, apesar de ter falhado a obtenção do título mais desejado, realizou um trabalho digno e meritório. Bento merece acabar este ciclo com o Estádio José Alvalade bem composto a aplaudi-lo no jogo que encerra a época. É que poderemos não ter outra oportunidade de manifestar-lhe o nosso profundo agradecimento. Ao vivo, 'comme il faut'.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O meu 11

Porque me apetece desanuviar um pouco das eleições, está um ambiente relativamente pesado, fiz um dos meus exercícios preferidos. o 11 do SCP.

Desta vez porém, e seguindo uma sugestão do Hugo Malcato deixada num post abaixo, resolvi fazer o 11 dos melhores jogadores que vi actuar no SCP. E quando digo vi, significa ter recordações vívidas daí não incluir, com grande pena minha, Damas, Jordão e Manuel Fernandes.

Sem mais demoras:

GK - Schmeichel - Simplesmente fenomenal. Um porte físico impressionante e uma agilidade incrível. O melhor gk que vi jogar não só no SCP como sempre. É que Schmeichel não só fazia defesas impossíveis, como intimidava os atacantes. E os próprios colegas de equipa, para sermos honestos. Imagino aquela defesa a lidar com o Schmeichel, andava tudo a toque de caixa!!

DD - Carlos Xavier. Ah!? Esta é a posição ond mais dificuldades tive para me lembrar de um jogador que me tenha impressionado. Gostava bastante do Nélson, César Prates foi fulcral na conquista do título de campeão que quebrou o jejum mas Carlos Xavier é um dos jogadores mais inteligentes e com melhor visão de jogo que vi actuar no SCP. Em segundo lugar também não teria espaço no meio-campo ;)

DE - Rui Jorge. Torci o nariz quando veio pois a imagem que tinha dele não era a melhor. Caceteiro e sempre metido no meio da confusão. Rapidamente viu que no SCP não podia ter essa postura. É que as arbitragens são um tudo nada diferentes. E para mim, ganhou e muito com essa mudança. Excelente a defender, deixava tudo em campo e não virava a cara à luta. Poderia perfeitamente ter feito mais uma época. Desde a sua saída que não temos lateral esquerdo.

Centrais - André Cruz e Luisinho. Ambos brasileiros, ambos cheios de classe. Lembro-me de um campeonato em que tínhamos boas possibilidades de o conquistar, até à lesão de Luisinho. Considerado "apenas" o melhor central estrangeiro de todos os que actuaram no SCP. Quanto à André Cruz - simplesmente espectacular. Aquele pé esquerdo era incrível. Mais um jogador "posto a andar" quando poderia perfeitamente ter feito mais uma época. E queria ao contrário de outros. Um dos melhores organizadores de jogo que o SCP teve e um grande marcador de livres - o jeito que agora dava. Importantíssimo na conquista do título e de uma segurança e calma a toda à prova. Beto cresceu e muito com André Cruz.

Médio defensivo - Paulo Sousa. Fez apenas uma época mas fez parte do melhor plantel que vi no SCP. Excelente visão de jogo, capacidade de passe e roubo de bola. O Sousa Cintra numa jogada de mestre foi buscá-lo; PSL "o idiota" resolveu pagar uma indemnização ao slb. Isto de ter presidentes que não defendem os interesses do SCP, infelizmente não é de agora.

Médio/Extremo-direito - Figo. O último grande produto da formação que jogou com a camisola do SCP por mais do que 2 épocas (Moutinho está um patamar abaixo da qualidade de Figo).
No início irritava-me a fraca capacidade física e o apelo irresistível que tinha pelo mergulho. Uma pré-época com Roger Spry deu-lhe outro "cabedal", que foi ainda mais potenciado em Barcelona, e era vê-lo a passar e a fazer a cabeça em água aos defesas. Tinha já na altura perfil de líder que depois confirmou em qualquer um dos clubes onde jogou.
A Selecção Nacional ressente-se e muito da sua falta assim como o meu interesse pela mesma.

Médio/Extremo-esquerdo - Rei Barbosa. O jogador português que mais gostei de ver jogar no SCP. Figo amadureceu longe do SCP, Barbosa em casa. Incrível a capacidade técnica e
poderio físico. Acredito que poderia, caso tivesse saído, ter alcançado um nível superior ao do Figo. O argumento de que não corria - que passou a ser moda depois da táctica do Jaime aliado à visão "até ao pescoço é canela" - é ridículo pois nem todos têm que ser velocistas. Alguém tem saudades do Douala por exemplo?!
Absolutamente impressionante a maneira como protegia a bola e os golos que marcava. Penalties era com ele. O Moutinho, mas não só, que veja vídeos de como o Sr. Barbosa os marcava!! Como é que um jogador desta qualidade era preterido na Selecção e levávamos com Folhas e afins é para mim um mistério. Ou não.

Balakov (cap.) - Génio. Uns depois de passarem pelo SCP foram-no, Krassimir Guenchev Balakov foi-o no SCP. Nunca mais tivémos um 10 como ele. Inteligente, visão de jogo, qualidade técnica, sem receio de resolver, qualidade de passe e controlo de bola, enfim tudo. Assumia o jogo, driblava, assistia e coisa cada vez mais rara, gostava e ainda gosta do SCP. Até hoje, segundo sei, é sócio. Foi um jogdor brilhante e que marcou, penso eu, uma geração de Sportinguistas.

Jardel - Não é o tipo de jogador que me agrade. Em que espera que a equipa trabalhe para ele e pouco mais. Andava constantemente entre o cepo e o "um cepo não fazia isto". Mas marcava golos de todas as formas e feitios. Fez juntamente com o seu "pai" - com quem não simpatizava mas por outras razões - uma das melhores duplas que vi jogar no SCP, marcando 42 golos em 30 jogos!! Levou-nos ao título em 01/02 e depois, infelizmente, perdeu-se.

Liedson - É o meu tipo de avançado. Marca mas não se limita a ficar à espera que joguem para ele. Melhor marcador estrangeiro da História do SCP, já não sei que adjectivos usar para o categorizar, ao Liedson só falta um título, característica que partilha com quase metade dos jogadores deste meu 11. É um jogador de classe inegável, incansável e mortífero. Não marca tanto como Jardel mas como jogador, é para mim mais completo. Foi o melhor negócio do SCP nos últimos anos. Renovem com ele já porque jogadores do calibre deste não são nada caros e tem sido ele que nos tem levado às costas.

Suplentes:

Ivkovic, Naybet, Marco Aurélio, Valckx, Douglas, César Prates, Emmanuel Amunike, Quaresma, Cristiano Ronaldo, JVP, Acosta.

PS: Aqui fica uma das pérolas de Balakov:

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quem mexeu no meu queijo?

Nota previa: Não tenho conhecimentos especiais de Gestão ou Economia, nem um conhecimento preciso das contas do Sporting, o que pretendo com este post é partilhar a minha visão de adepto comum sobre os números que “andam na rua” relativos ao passivo do Sporting Clube de Portugal.

€ 340.000.000,00 É um número assustador, tão grande como os maiores da Europa, como chegámos aqui?

Numa resposta simples o Sporting acumula hoje este passivo porque – Investiu.

Pior, investiu num determinado momento em todos os sectores ao mesmo tempo, património, reforço da equipa principal de futebol, reforço de quadros na sua estrutura directiva.

Ainda pior, não tinha dinheiro para fazer esses investimentos e esgotou a sua capacidade de endividamento, ficando à mercê da banca e de um acordo de amortização rígido que limitava (e limita) a acção de qualquer Direcção eleita.

Antes de continuar um esclarecimento, tenho visto em várias caixas de comentários uma confusão entre passivos diferentes, o passivo da Sporting SAD (aprox. 230 milhões de euros) e o passivo consolidado de 340 milhões de euros, este número que surgiu agora não é um aumento do passivo que andámos a discutir durante o último mandato, é sim a soma dos passivos de todo o Grupo Sporting (Clube, SAD, Património e Marketing, Multimédia, SGPS).

A pergunta que se coloca de seguida é obrigatoriamente, mas será que ninguém viu isto a acontecer? É claro que sim. Aquilo que recuso, pessoalmente, é a visão de chulos e ladrões que grassa pela massa adepta leonina.

Então o que aconteceu? Na minha opinião, há três factos que destruíram a essência do chamado “Projecto Roquette”.

Euro 2004 – Para mim o principal factor de perversão, obrigou de uma assentada a ainda maior investimento do que aquele que estava previsto (com o consequente aumento do passivo bancário), que foi negociado de urgência pois o Sporting já estava no terreno a construir. Obrigou também a alterações estruturais profundas no património a edificar (projecto do estádio e seus “intestinos”), desapareceu o pavilhão, adaptou-se o Shopping, mudou-se o Bingo, etc..

Insucessos desportivos – No pico do investimento na equipa de futebol principal (último campeonato ganho), seguem-se ausências da Liga dos Campeões. Ora se o custo da equipa era elevado e as suas receitas têm uma diminuição acentuada o resultado é, desequilíbrio das contas – prejuízo - aumento de passivo.

Incapacidade reivindicativa – Sucessivas Direcções do Sporting Clube de Portugal foram aceitando alterações, atrasos, omissões, falhas de decisão, sem acautelarem devidamente os nossos interesses e sermos ressarcidos de modo suficientes de todos os prejuízos que nos foram causados por terceiros. O melhor exemplo disto é o impasse que permanece relativamente aos terrenos do antigo estádio, a reivindicação não se trata de uma questão de feitio (como disse Soares Franco), mas da mais elementar justiça.

Então e agora?

O caminho mais “duro” já está percorrido e esse trabalho começou a ser feito na Direcção de Dias da Cunha, primeiro ao parar o aumento de passivo através do equilíbrio das contas da Sporting SAD (deixou de gerar prejuízos, mas estagnou o investimento), que como vimos atrás é a sociedade responsável por 2/3 do passivo global consolidado, posteriormente já nesta Direcção com a diminuição do passivo total da Sporting SAD de 300 milhões de euros para os actuais 230 milhões de euros através da venda de património não desportivo.

Feita esta purga, onde ainda falta subtrair ao passivo o valor da venda dos terrenos do antigo estádio, o Sporting verifica que ainda não é suficiente, há ainda necessidade de gerar maior receita, ou vender mais património de modo a podermos competir estruturalmente de igual para igual com os nossos adversários.

Há várias ideias válidas nas listas que se apresentam ao próximo acto eleitoral, sendo que se estão genericamente a digladiar dois conceitos, um mais associativista com a tónica no aumento de receitas através das pessoas, mais sócios, mais vendas de merchandising, mais actividades onde os adeptos possam contribuir, etc.. Outra mais financeira/empresarial, com venda de património (VMOC’S), entrada nas sociedades de parceiros financeiros, reordenação dos activos, etc..

Qualquer uma tem vantagens e desvantagens, e vai competir aos sócios escolher o caminho a seguir, no final a maior vitória para mim seria que a confiança dos Sportinguistas nos seus Órgãos Directivos fosse restaurada possibilitando que a nossa atenção se vire em definitivo para o apoio maciço às nossas equipas.

Como nota final, julgo que o vencedor das próximas eleições vai ser obrigado a fazer um investimento “mediático” na equipa de futebol (seja um Schmeichel ou um Jardel), senão tiver outro efeito servirá para estancar o abandono que se verifica e unir os Sportinguistas num sonho de Glória.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Queremos mais

Aproxima-se o último jogo da época, onde infelizmente já não existem objectivos a conquistar, o ambiente do estádio estará fervilhante mas em discussões eleitorais, temos o Bettencourt! Já viste o programa do Cristóvão? O Souto pirou-se! Não se esqueçam da AAS! O Dias Ferreira avança?

Aqui no A Norte de Alvalade é tempo de balanços, e em mais uma iniciativa conjunta dos seus editores aqui seguem as nossas avaliações, justificações e destaques da época, separados por 5 temas, a conclusão a retirar é simples e está no título do post.

1 - Numa nota entre 0 a 20 classifique a época do Sporting deste ano:

JVL ………………………………………………………………………………………. 12 valores

Foi uma época positiva, ainda que menos que a anterior, pois conquistámos um título, chegámos novamente à final da Taça da Liga e passámos a fase de grupos na LC. Falhámos o objectivo principal, fomos eliminados da Taça de Portugal em casa contra o fcp e tivemos uma prestação vergonhosa na eliminatória contra o Bayern. Além disso fomos "brindados" com N casos.

Virgílio Bernardino ………………………………………………………………. 12 valores

Poucos jogos bem conseguidos, reduzido espectáculo e excessiva polémica em torno de jogadores. Dos dirigentes tivemos ‘mais do mesmo’. Um 12, puxadinho derivado a algumas atenuantes.

Leão Transmontano ………………………………………….…………………… 11 valores

Cumpriram-se os objectivos mínimos.

LMGM ………………………………………………………………………………….. 10,7 valores

A minha valorização de cada competição é a seguinte, Supertaça (18 valores) e Taça da Liga (14 valores) 7,5 % na nota global, Taça de Portugal (12 valores) 15 % na nota global, Campanha europeia (10 valores, 15-5 pelos jogos vergonha) 25 % na nota global, Campeonato Nacional (8 valores) 50 % na nota global.

Leão de Alvalade ………………………………………………………….………….. 10 valores

No limiar da negativa. Ao excelente começo assistimos ao resvalar para o sofrível no resto da época.

2 - Atribua uma nota à actuação de PB.

JVL ……………………………………………………………………………………….. 11/19 valores

Aqui é difícil dissociar o papel de treinador do papel de bombeiro e defensor dos interesses do SCP. Se desportivamente é uma positiva mas baixa, "extra-treinador" é uma positiva bem alta. 11/19.

Virgílio Bernardino ……………………………………………………………….. 13 valores

A média entre capacidade técnica com tudo o que isso implica (11) e defesa do clube contra ‘inimigos exteriores’ (15), dada a ausência pura e completa de alguém da direcção/ Dep de futebol que o pudesse e quisesse fazer.

Leão Transmontano ………………………………………………………………. 12 valores

Tem que repensar uma alternativa ao actual sistema táctico ou pelo menos não ficar refém apenas do seu sistema preferido. Foi um verdadeiro leão, muitas vezes incompreendido, mas sempre a defender o Sporting Clube de Portugal com profissionalismo. Precisava de mais protecção e recato para fazer aquilo que lhe compete.

LMGM ……………………………………………………………………………………… 12 valores

É um hábito dizer que os treinadores se avaliam por resultados. Uma SuperTaça é pouco e o segundo lugar não dá jackpot. Foi eliminado mas não perdeu nas taças, defende o clube como mais ninguém e por isso a sua avaliação é ainda positiva e não desceu de um 16 para um 9.

Leão de Alvalade ……………………………………………………………………… 11 valores

Acima da nota da época pela forma como nos defendeu. Sendo o treinador devia notabilizar-se por outras razões.

3 - Atribua uma nota à actuação do plantel

JVL ……………………………………………………………………………………………. 11 valores

Como é analisado num todo, e tendo considerado uma época ainda assim positiva, atribuo 11. Passou por demasiados casos, alternou jogos de uma apatia e alheamento total com outros de grande querer. Além disso teve uma prestação em casa abaixo do exigido.

Virgílio Bernardino ……………………………………..…………………………. 12 valores

Difícil de atribuir, tal a disparidade do comportamento entre jogadores. Liedson teria 18, Veloso, Abel ou Polga, por exemplo, 9. Como os restantes elementos do plantel, por uma razão ou outra, se aproximaram mais da vulgaridade do que da excelência, a média baixa para 12.

Leão Transmontano ………………………………………………………………… 11 valores

Os golos de Liedson, a explosão de Carriço e a vontade de Pereirinha, contribuíram significativamente para não atribuir um valor negativo em função dos consecutivos e diversos problemas que surgiram, principais responsáveis pelo insucesso desportivo.

LMGM ……………………………………………………………………………………… 11 valores

Na feira de vontades e vaidades que se transformou o balneário da Academia Sporting, salvam-se Liedson, Derlei, Carriço e por aqui me fico, relembro palavras de Paulo Bento “O Nós é mais importante que o Eu”, o LMGM concorda...

Leão de Alvalade ……………………………………………………………………… 7 valores

Nota subida pela rectificação do rumo no final da época. Vimos de tudo, do capitão, a Derlei, passando por Veloso e D’jaló. O medo que demonstraram perante os grandes da Europa nada tem a ver com a camisola que vestem.

4- Atribua uma nota ao Dep. de Futebol

JVL …………………………………………………………………………………………… 0 valores

Péssimo. A ideia que transparece é que após as contratações e sorteios "fecharam a loja". Não evitaram o desgaste do treinador, não reagiram em situações que deveriam nem com a veemência que deviam e não blindarem o plantel. E aqui incluo também a Direcção.

Virgílio Bernardino ………………………………………………..……………….. 8 valores

Muito negativo: ficam com uma bicicleta (8). Defesa do grupo e consequentemente do Sporting, merecem ZERO. O que é que P. Barbosa e MRT andaram a fazer durante toda a época? Bom, como apesar de tudo há outras funções ‘invisíveis’, a nega sobe mais um bocadinho. Mas chumbam.

Leão Transmontano …………………………………………………….…………….. 1 valor

Volte Senhor Manolo Vidal. Volta Manuel Fernandes, Xavier e companhia. Com os actuais protagonistas o Sporting não precisa de imprensa inimiga e demais adversários.

LMGM ……………………………………………………………………………………… 8 valores

Não fez o seu trabalho. Nunca foi capaz de blindar o balneário. Nem assumiu responsabilidades nos desmoronamentos do grupo, o seu trabalho deve ser silencioso não invisível.

Leão de Alvalade …………………………………………………………………… s/ avaliação

Este Dep. não esteve encerrado para obras? Não dou nota por falta de comparência.

5 - Destaque o melhor momento da época.

JVL - Esta época não teve muitos momentos marcantes se é que os teve. Quando a qualidade do futebol foi de um modo geral fraca, destacaria jogos em que a garra e a atitude estiveram bem presentes. Sendo assim, as vitórias contra o slb e o Guimarães (fora) para o campeonato terão sido os melhores momentos desta campanha. Destacaria a vitória na Supertaça se não fosse logo no início de época.

Virgílio Bernardino - Como o Sporting vive de e para a conquista de títulos, destaco a (Re)conquista da Supertaça contra o FCPorto, logo no primeiro jogo oficial. Depois disso, o jogo em Alvalade contra o Benfica, a que assisti ao vivo.

Leão Transmontano - A vitória na Supertaça, porque deixou antever uma época auspiciosa e porque na verdade foi o único troféu conquistado.

LMGM - Atribuído por KO ao voo da medalha da Taça da Liga.

Leão de Alvalade - Sem dúvida a conquista categórica da Supertaça, a dupla vitória sobre o Shaktar, tão desvalorizada por nós e pela comunicação social, cujo verdadeiro valor é agora evidente.

6 - Destaque o pior momento da época.

JVL - Eliminatória com o Bayern de Munique. Desde a estratégia de poupar jogadores nesta fase, o resultado de cada um dos jogos e respectivo recorde, até à desculpabilização e ausência de exigência por parte da Direcção, foi tudo vergonhoso. É inclusive, o pior momento de PB no SCP.

Virgílio Bernardino – Ainda se pergunta? A catástrofe da Baviera, depois da vergonha de Alvalade nos oitavos-de-final da CL. Três recordes negativos numa semana negra. Uma nódoa que vai levar muito tempo a esconder, porque jamais se apagará!

Leão Transmontano - A tragédia de Munique.

LMGM - Todos os cantos marcados pelo Miguel Veloso incluindo os de Munique.

Leão de Alvalade - A derrota de Munique. A realidade pode ser mais cruel que os piores pesadelos.

P.S. – Ainda durante esta semana iniciamos a publicação de entrevistas com as listas candidatas a eleições, a primeira é com a AAS a ler com atenção, o Sporting está vivo e recomenda-se.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Convicções

Sou contra qualquer tipo de violência, seja ela verbal, fisica ou psicológica. Mas há casos em que poderia confirmar a regra, estabelecendo uma excepção: quando individuos, pretensamente Sportinguistas, são capazes de agredir outro Sportinguista, seja ele o conhecido Dias Ferreira ou um adepto anónimo. Não adianta iludir: isto também é o Sporting (de hoje).

P.S- Entretanto só por ingenuidade se pode julgar que o súbito "encerramento" a não-convidados da Centúria Leonina aconteceu por acaso, um bocado à semelhança do que já aconteceu noutras paragens. Parece que o aproximar da data das eleições começa a revelar o lado negro da força. Há quem faça de Lord Sith? Então quem é Darth Sidious? Ou isto não passa de uma opereta de mau gosto e sem guião?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

18 de Maio de 2005

Faz hoje quatro anos que o Sporting jogou a final da Taça Uefa em Alvalade com o CSKA de Moscovo. Ficará para sempre na nossa memória essa época fantástica que o Sporting fez, apesar de no momento decisivo ter vacilado e não ter conquistado nada. Será difícil voltar novamente a ter a oportunidade de jogar uma final europeia no próprio estádio. Por isso, tento recordar essa final, não com a amargura e o sentimento de frustração que me invadiu no fim do jogo, mas com a alegria de quem viveu uma época mágica, lutando até ao fim pelas principais competições. Quem não se lembra da reviravolta de Newcastle ou o célebre jogo de Alkmaar?

Nesse dia estava calor e Alvalade viveu um momento sublime. Meti a tarde de férias para poder desfrutar e conviver com todos os meus amigos que rumaram a Lisboa. Foi um momento de Sportinguismo impar que eu ainda espero voltar a viver. Alvalade estava ao rubro, as claques todas num topo, gente de todo o país. Mas o momento que recordo, foi cá fora, onde a cerveja rolava em alegre camaradagem, com o leão a soltar pronúncias de todo o país.

Venham mais tardes como essa e imagens como esta. Só assim venceremos!

Sporting Forever!

Agora que a candidatura de Bettencourt é uma certeza, respire-se de alívio! Felizmente não sou órfão, mas imagino quão dolorosa é essa condição. Esse era um sentimento que parecia instalado numa grande fatia de associados, que viam tardar a candidatura messiânica, a do pão e do mel, por oposição ao caos de termos que ser governados por arrivistas e gente impreparada. Na verdade, até agora, todos os argumentos pareciam válidos para desmentir o óbvio: apenas a candidatura Ser Sporting se preparou convenientemente para o acto eleitoral. As restantes parecem-me armadilhadas de pesados lastros e contrapesos e impreparadas para o não de Soares Franco.

Saúdo com sinceridade a candidatura de Bettencourt. Parece-me o melhor nome de todos quantos até agora se perfilaram como podendo assumir a continuidade da filosofia de governo deste CD. Mantendo-se mais ou menos imutável a base de apoio do actual CD, recentemente demonstrada em AG, a sua eleição é quase uma inevitabilidade. Mas Bettencourt é apenas um nome e não um projecto, e há pois que conhecer quais são as suas ideias e quem o acompanha. A apresentação de JEB é um subir de fasquia que deverá suscitar nas candidaturas concorrentes empenho redobrado.

Esta era uma candidatura que já há algum tempo se fazia anunciar, a avaliar pelos recados que vinham na comunicação social. Diz-se que Bettencourt se distingue de FSF pela sua qualidade de adepto fervoroso, como um de nós. Tenho relatos de pessoas que o conhecem que confirmam essa característica. E isso representa uma lufada de ar fresco, sem dúvida, se atendermos ao que nos habituamos nos últimos tempos. Mas dificilmente vejo isso como uma vantagem em relação aos seus concorrentes, porque, ao que sei, são também adeptos presentes, como nós.

Outra vantagem apontada é o do curriculum e da procedência. Sem dúvida que é uma mais-valia conseguirmos recrutar um activo de um dos maiores bancos para o nosso clube. Creio que isso representará algum sacrifício financeiro para JEB e seus familiares, porque não acredito que um Sportinguista cobre os valores que se diz por aí. Se fosse pelo dinheiro JEB continuaria seguramente onde está. Convenhamos que a honra de poder presidir ao Sporting também não é valor contabilizável em bolsa. Mas a gestão financeira do clube é apenas um dos factores a ter em conta e não me parece que a esse nível a concorrência esteja mal servida. Tenho ouvido e lido as maiores atrocidades a propósito de João Mineiro, o nome de Paulo Cristóvão para a s Finanças. A não ser que se confunda o apelido com a função e nesse caso o Banco de Portugal ter-se-ia, por certo, dedicado às actividades extractivas. Acompanhando de longe as sua lutas recentes, só posso ter bons augúrios ver alguém com o seu empenhamento num pelouro tão difícil como o que agora se propõe. Um ponto comum a todas as candidaturas, que julgo dever ser saudado com entusiasmo pelos Sportinguistas, é a possibilidade de termos um presidente e, eventualmente, administradores a tempo inteiro.

O meu lamento vai inteirinho para o “Paulo Bento forever” de JEB. Para mim “forever” apenas e só o Sporting.

Campanha Eleitoral

Estamos a menos de 3 semanas do acto eleitoral e o cenário instalado é pouco menos que caótico. Existem, neste momento, 3 candidaturas às próximas eleições. Dessas, uma delas é apenas limitada ao Conselho Leonino (AAS), uma não está segura que vá continuar no terreno (Sporting Global), - e isto a avaliar por noticias que não foram desmentidas – e a candidatura Ser Sporting à totalidade dos órgãos sociais e que, à semelhança da AAS, já está no terreno.

Por falar em acções de campanha, fico com a sensação que a comunicação social, nomeadamente a desportiva, que tem responsabilidades acrescidas, gasta mais tinta a especular sobre possíveis candidatos do que nas acções de campanha das candidaturas. Não fora o meu interesse particular me levar a beber na própria fonte, isto é, nos bem organizados sites dos proponentes e ficaria com uma ideia distorcida da realidade.Nesse sentido, a partir de hoje estão disponíveis os links para as candidaturas já confirmadas, na barra lateral, sob o nome "Campanha Eleitoral", para que possam seguir as respectivas programações.

Estranhamente é a chamada continuidade que ainda busca um "príncipe herdeiro". Como parece que FSF não deixou delfins como descendentes, teve que se buscar na ascendência e correlativos quem assegurasse a implementação das ideias defendidas pelo presidente do actual CD. É no mínimo singular, para não dizer surpreendente, que tendo o dito projecto sido sufragado em AG com uma maioria expressiva, tarde tanto em definir-se a figura que o personificará. Julga-se, está anunciado para um amanhã, sempre adiado, que será José Bettencourt. Como é óbvio não faz sentido tecer por ora comentários, não vá até acontecer o mesmo que aconteceu a Dias da Cunha, que apoiou um candidato sobre o qual mal se pronunciou e veio entretanto tecer rasgados elogios a um que apenas é suposto sê-lo. Quer-me parecer, no entanto, que por lados do Visconde de Alvalade já houve maior comunhão de ideias, e se por lá se julga que "isto" são favas contadas, arriscam-se a fazer a figura triste da lebre de La Fontaine.

Aqui neste espaço tentaremos ouvir todos, sem abdicarmos dos nossos direitos na hora de escolher. Porque acreditamos que, quando as eleições terminarem, voltaremos a sentar-nos todos juntos com o mesmo ideal em mente, sob uma única bandeira.

domingo, 17 de maio de 2009

SCP - Madeira SAD

Afastado da disputa do título na negra contra o velho rival, o SCP joga hoje, às 18h no Casal vistoso, contra o Madeira SAD para decidir a atribuição do 3º lugar.

Num jogo que possivelmente mobilizará menos gente, seria bonito que a equipa de Paulo Faria tivesse ainda assim, um apoio importante nas bancadas. Seria um prémio justo pela honra e brio com que se bateram até aqui.

Este fim-de-semana tem sido rico em resultados positivos com vitórias no futebol, futsal e ténis de mesa. Que hoje averbemos mais um.

ECLETISMO SEMPRE!!!

sábado, 16 de maio de 2009

Laboratório na Madeira

Não se pode dizer que Paulo Bento não surpreendeu: Premiou o profissionalismo e dedicação de Tiago e Tonel, experimentando também posicionamentos alternativos para Djaló e Postiga. O primeiro aberto sobre a esquerda e o 23 a 10, atrás de Derlei e Liedson. Duas ilações que tiro deste alinhamento: O Sporting ganha peso na frente, encurtando as distâncias para os por vezes mui isolados avançados, e PB ainda não tomou a decisão relativamente à sua saída do clube, como revela a procura de novas soluções. Que vos parece?

A primeira parte foi jogada de forma agradável, em toada de parada e resposta, com o Sporting a ver a melhor qualidade individual das suas peças a ditar a diferença. Desmanchamos a igualdade com que se iniciam todos os jogos num golo que se pode considerar a imagem de marca da nossa dupla de avançados: sem posse de bola são os primeiros a procurar reavê-la. Foi assim que Derlei, interceptando um passe temerário de um defesa, endossou a bola ao nosso ganha-pão. Liedson continua a saber como se repõem as prateleiras no supermercado das nossas ambições.

A segunda parte começou com o Marítimo a revelar vontade de fazer o marcador voltar à vantagem nula, ao que, de repente, se associou Jorge Sousa. No mesmo minuto expulsa sem nexo Abel, ao reincidir a amostragem de amarelo, num lance em que o defesa falha a intercepção da bola e, na jogada seguinte amarela Polga porque este não conseguiu desfazer-se dos braços em tempo útil, que evitasse uma bola rematada a curta distância. PB mexeu na equipa, reorganizando-a face à inferioridade nos números, e esta não se atemorizou. Quando a equipa não chegou para travar as hostilidades madeirenses, Tiago impunha-se com categoria. Mas quem tem Liedson não tem tudo mas tem muito e foi precisamente ele quem arrumou a questão, fazendo mais um duo de remates certeiros. Quando já ninguém contava, veio um míssil dar alguma justiça em forma de resultado, tendo em conta o que os madeirenses fizeram. Têm a certeza que não armas de destruição massiva no Funchal?

Marítimo - SCP

Depois das emoções de ontem e da fantástica tarde-noite passada a falar com o "SCP" e do SCP, temos hoje a penúltima jornada despida de qualquer pressão ou ansiedade. O que é uma pena pois significa que já não estamos na corrida pelo título.

Apesar de ser um jogo para cumprir calendário, das ausências que teremos que colmatar e de um 11 a apresentar longe do habitual, temos a obrigação de jogar para ganhar e trazer os 3 pontos. Por uma questão de brio e honra e para não aumentar a diferença para o fcp. Porque é completamente diferente acabar a 6 pontos ou, no pior caso, a 12.

Para este jogo, o meu 11 seria:

RP, Abel, Tonel, Carriço, Ronny, Adrien, MV, Moutinho, Pipi, Liedson e Postiga.

Hoje também, joga-se pelas 14:45, o primeiro jogo dos quartos-de-final de Futsal entre o SCP e o Freixieiro. Temos a vantagem casa o que, como se viu na recente eliminatória no andebol, é bastante importante nesta fase. Que o ambiente se repita e que ajude o SCP a colocar já, um pé na próxima fase.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

De um cantinho para a Glória: entrevista com João Morais



Faz hoje 45 anos que João Morais saltou de um cantinho para a glória, catapultando o nome do nosso clube para o grupo exclusivo dos vencedores de competições da UEFA. Era mais que justificado ouvi-lo hoje. Morais franqueou-nos a porta de sua casa e quem lá percebe imediatamente ali vive um Sportinguista: as paredes estão pejadas de fotografias e documentos que certificam uma ligação ao clube que nem o tempo ou a distância conseguem esbater. E é uma ligação com 2 sentidos, porque muitos dos testemunhos que cobrem as paredes e estantes são ofertas de núcleos espalhados pelo Mundo, onde a presença do homem de Antuérpia é reclamada.

Passados todos estes anos que importância para si o seu feito? Ainda o vive com intensidade?
Claro que tem. Não podia deixar de ter. Para mim é como se fosse hoje, como se não tivessem passado 45 anos.

E sente que os Sportinguistas se lembram desta data, ainda o acarinham e lembram-se de si?
Sem dúvida. Sempre que sou solicitado para acorrer aos núcleos as pessoas à minha volta acarinham-me.

Marcou o golo numa final que até esteve para não jogar, não é verdade?
É. Veja as coincidências: jogávamos em Alvalade, contra o Vitória de Setúbal, onde jogava o Carlos Cardoso, hoje o treinador, e o Hilário lesionou-se. Eu não estava convocado e na bancada disse logo à Alice (esposa): vais ver que me vão chamar. E assim foi: depois do jogo, pela instalação sonora, mandaram-me dirigir ao Dep. de Futebol.

Mas o caminho para a final foi invulgarmente trabalhoso, pelo que rezam as crónicas…
Se foi. Jogámos 3 jogos com o Atalanta, só nos livramos deles no jogo de desempate em Barcelona, no estádio do Espanhol. E jogamos outros 3 com o Lyon, que na altura tinha uma grande equipa também. E acabamos por só ganhar na finalíssima.

Foi uma campanha a todos os títulos memorável que deixou muita coisa para lembrar. Por exemplo, a maior goleada de sempre nas competições da UEFA.
É sim senhor e não deve ser muito fácil fazer melhor. Ganhamos 16-1 aqui em Lisboa e na 2ª mão em Coimbra (acordo com o Apoel). Foi pena termos levantado o pé senão não sei onde teríamos chegado. Mas é difícil motivarmo-nos quando tudo está decidido.

Não sei se gosto mais desse resultado se o que vos permitiu virar o resultado de 4-1 com que foram derrotados com o Manchester United. Como foi isso possível?
Olhe, com muita vontade e com muita união. Nós éramos um grupo muito unido.

Mas a equipa acreditava que podia virar o resultado ou foi fruto do acaso, mais um daqueles em que futebol é fértil?
Sempre acreditamos que podíamos virar o resultado. Quando chegamos a Lisboa a 1ª coisa que fizemos foi pedir ao Sr. Mário Cunha, director do Dep. Futebol, para afastar o Lúcio, um defesa brasileiro, porque sabíamos que ele não se tinha portado como devia em Inglaterra. E pedimos para ficar em estágio durante os 15 dias que faltavam para o jogo da 2ª mão.

A sério?
É verdade, sim senhor! Só saímos de lá para jogar, treinar e para recolher mudas de roupa interior, sempre acompanhados por um director. Éramos um grupo muito unido e queríamos muito dar a volta aquele resultado.

E conseguiram…
Pois conseguimos. Marcamos cedo e fomos para cima deles. Ao quarto-de-hora já ganhávamos por 2-0. Foi uma grande noite, sim senhor. Osvaldo Silva fez um hat-trick. E foi assim que conseguimos chegar à meia-final.

A tal meia-final com o Lyon, que também teve que ir a desempate?
Pois foi. Ganhámos por 1-0, num golo de Osvaldo Silva e ficamos apurados para a final.

Final que decorreu no célebre Heysel Park, que, mais uma vez, não parecia nada bem encaminhada…
É verdade. Quando demos conta já estávamos a perder por 2-0, o que numa final pode querer dizer que estamos arrumados. Mas nós acreditamos sempre e acabamos por empatar o jogo, já quase no fim, a 3-3. No final queríamos bater no Figueiredo no balneário. Numa jogada ele finta o guarda-redes e com a baliza aberta virou as costas porque pensou que o árbitro tinha apitado fora-de-jogo. Afinal tinha sido alguém da assistência.

E foi assim que chegaram a Antuérpia a finalíssima?
Exactamente.

O que lhe deu para marcar aquele canto daquela forma? Foi por acaso?
Não foi nada por acaso. O Gilberto Cardoso era o nosso treinador do inicio de época, que saiu para dar lugar ao Anselmo Fernandes. Com o Gilberto Cardoso treinava muitas vezes aquele lance. E quando fui marcar o Manuel Marques (massagista, grande figura Sportinguista) disse-me para marcar dessa forma. Eu agarrei na bola, fiz a minha reza e disse-lhe: anda lá minha menina, vais entrar ali naquela baliza. Quando a bola me bateu na bota, naquele sitio que eu sabia, senti logo que ia entrar. E entrou mesmo!

Foi um golo muito cedo, aos 20m de jogo. Ainda sofreram muito até ao fim do jogo?
Não mais do que é normal numa final. Ganhamos muito justamente.

Foi um momento inesquecível, obviamente.
Não imagina o que foi a nossa chegada a Lisboa. Fomos do Aeroporto ao estádio Nacional, onde se jogava um jogo particular entre Portugal e a Inglaterra. Fomos recebidos em delírio e recebemos os parabéns dos jogadores do Benfica e de Bobby Charlton, que eliminamos por 5-0 no jogo com o Manchester.

Do seu tempo de jogador qual o que mais admirou?
É difícil de dizer. Joguei com muitos jogadores de grande qualidade, quer como colegas ou adversários. Mas lembro-me que quando joguei com o Travassos na asa esquerda, quando o Albano saiu, até marcava golos sem saber como a bola me vinha parar aos pés.

Havia benfiquistas no seu plantel?
Não sei se havia benfiquistas no meu plantel. O Mascarenhas tinha vindo da Luz, é verdade. Mas na altura tinha-se muito respeito à camisola, hoje tem-se respeito a um punhado de notas.

Destacaria alguém que lhe tenha sido mais difícil de ultrapassar ou travar?
Olhe, quando jogava a extremo esquerdo o mais difícil de passar era o Festas, do Porto, meu colega de selecção e meu suplente. Acabou por jogar no meu lugar, contra a Inglaterra, naquele jogo fatídico, o que deu muita polémica cá em Portugal. Quando eu jogava a defesa direito o mais difícil foi sem dúvida o António Simões, do Benfica.

Pensava que me ia dizer o Pelé…
O Pelé não entrava na minha área de marcação. Mas era um jogador terrível. Parecia que conseguia colar a bola ao corpo.

No Mundial de 66 houve faíscas entre si e Pelé.
Nada de muito especial. Ele tinha caído sobre a direita e sabia que não podia deixá-lo dominar a bola. Ela vinha em direcção à cabeça dele e eu, vendo que estava fora da área, fiz o que pude, o que deve um defesa fazer para defender os interesses da equipa… O homem teve que sair, mas antes disse-me que me ia acertar. E quando entrou deu-me mesmo. Caí no chão cheio de dores. Quando o Manuel Marques chegou perguntei-lhe se tinha os dentes todos. O Manuel Marques, naquele jeito dele, disse-me: tens os dentes todos, não sejas maricas e levanta-te lá. Mais tarde, numa entrevista à BBC ele foi o próprio Pelé a reconhecer que foi um lance normal de futebol.

Ganharam esse jogo por 3-1, contra o Brasil de Pele e Garrincha. Como foi isso possível?
Olhe, nós entravamos sempre para ganhar e até poderíamos ter sido campeões do Mundo naquele ano. Foi pena termos tido que recuperar daqueles 1-3 contra a Coreia, que nos deixou estourados. Fomos jogar a meia-final cansados, o hotel era longe e ficava numa zona que não permitiu o repouso. Ainda por cima os Ingleses regaram o campo, quando eles eram de porte atlético maior que o nosso e arbitragem foi habilidosa, como é normal nestas coisas com a equipa organizadora.

O que acha da equipa do Sporting de hoje?
Olhe, acho que o Paulo Bento está a fazer um trabalho razoável, embora mexa em demasia na equipa. Uma equipa joga com os mesmos sempre a não ser em casos de lesões ou de má forma. Não passa pela cabeça de ninguém mexer na equipa para jogar com o Bayern. O resultado viu-se. E o Sporting precisa de um defesa central com pé esquerdo. Eu, se fosse no meu tempo, fazia do Polga gato sapato. Metia-lhe a bola a passar pelo pé esquerdo e ia por ali fora. Eu estudava os adversários e sabia como jogavam. Se jogava do lado direito e apanhava pela frente o defesa com pé esquerdo fugia-lhe para dentro, para o pé direito. Era muito rápido. Sabia que uma vez o Prof. Moniz Pereira, (grande sportinguista, que chorava pelo Sporting e não gostava de profssionais) perguntou-me se não queria correr os 100m?

Dos jogadores que jogam hoje qual o que mais admira?
O Veloso, o Moutinho e o Liedson, claro. É daqueles que dá sempre o litro.

Foram precisos mais de 30 anos para o Sporting voltar a uma final europeia. Porquê?
Olhe para lá chegar é sempre preciso sorte. Mas é preciso também saber e muito. É preciso que os treinadores percebam do seu ofício. Eu tive grandes treinadores e os melhores deles eram também sportinguistas como o Prof. Reis Pinto ou o Prof. Moniz Pereira. E que os jogadores sejam bons, como eram no meu tempo, mas também que sejam mesmo uma equipa e tenham vontade de ganhar, sem medos. Quando eliminamos o Manchester se entrássemos a pensar nos nomes tínhamos ficado pelo caminho. E eles até foram campeões europeus e a base da equipa campeã mundial de 66. E que não esquecessem os antigos jogadores para ensinar os mais novos.

Como vê o momento eleitoral no Sporting? Não acha que os Sportinguistas andam muito divididos e os muitos candidatos são o espelho disso?
Não dou muita importância a isso. Fazem falta vitórias. No meu tempo já era assim. Começando a ganhar estas coisas não se fazem sentir.

Quem lhe parece que vai ganhar, pelo menos dos que se sabe já que vão concorrer?
Olhe eu acho que o se o Dr. Soares Franco concorresse ganhava. Assim é difícil de dizer. Olhe o Dr. Ribeiro Telles é também um grande Sportinguista e daria um grande presidente. Na candidatura daquele senhor da Judiciária tem lá também uma pessoa que estimo muito, a Drª Isabel Trigo Mira. Conhece os núcleos todos e tem muito amor pelo clube. Corri o País todo com ela e chegou-me a levar a New Jersey. Uma grande Sportinguista.

Estes são apenas os excertos que considerei mais importantes da longa conversa que tive com João Morais. Uma viagem fantástica de Sportinguismo desde o ano em que nasci até aos dias de hoje. Sinto-me um privilegiado e decidi dividir convosco esta distinção no momento em que celebramos a nossa maior vitória internacional ao nível do futebol. O tempo não precisa de voltar para trás para vivermos outra vez momentos como este. Precisamos sim de saber olhar em frente, porfiar, acreditar e saber ousar. Como o Morais, quando, em boa hora, decidiu saltar de um cantinho para a glória. Logo, ao fim da tarde, ele estará aqui para ler os vossos comentários e, caso assim o entendam, trocar impressões.

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