terça-feira, 31 de março de 2009

A ruína do Carlos Lopes

É uma vergonha nacional o estado de degradação e abandono a que votaram o Pav. Carlos Lopes. Construção datada do inicio do século XX, foi rebaptizado com o nome do nosso imortal campeão, homenageando a conquista da 1ª medalha de ouro em jogos Olímpicos. Esta vergonha não deixa de nos contaminar. Como clube de sempre de Carlos Lopes, temos obrigação de zelar pela sua imagem e memória dos seus feitos.

O governo e a C.M. Lisboa decidiram destinar o espaço ao museu nacional do desporto. Esta medida está longe de ser consensual, se atentarmos à necessidade de espaços para a prática desportiva, e ainda por cima com o historial que o Pavilhão encerra. Não terá sido por acaso que foi lançada uma petição online, em 2008, para a manutenção da prática desportiva no local. Esse destino seria uma justa homenagem a um campeão que se notabilizou pela superação e o esforço quer nos melhores tartans do mundo quer na lama das pistas de corta-mato. A transformação em museu pode devolver dignidade ao edifício, mas será como embalsamar Carlos Lopes em vida.

O Pav. Carlos Lopes dista menos de 7km do Estádio de Alvalade é bem servido de transportes públicos ou parques de estacionamento. Existem verbas devidas pela concessionária da zona de jogo do Estoril, pela exploração do Casino de Lisboa, destinados expressamente à recuperação do imóvel. Um bom projecto de recuperação, aliciante para um arquitecto, que incluísse a criação de salas adjacentes de forma a que as diversas secções das modalidades aí pudessem treinar, ficando o edifício central destinado aos jogos oficiais, Assembleias Gerais, Congresso, etc., poderia ser a uma boa alternativa ao “empalhamento” que lhe parece ser o destino museológico. A utilização diária deste espaço, de largo espectro horário, seria uma mais-valia social para um local hoje afectado a práticas menos recomendáveis e é um argumento de peso para a requalificação de um espaço a que dificilmente um museu pode se pode opor. Há força e vontade para lutar por isso?

P.S.- Este post é dedicado ao meu amigo LT, fervoroso adepto do ecletismo no nosso clube, e que agora está entregue aos encantos babados da paternidade. Prometi-o num jogo que vimos juntos e onde falámos, durante 2 horas, do …Sporting. Pensei que a minha ideia era original, mas encontrei isto numa pesquisa que fiz para documentar o tema. Fico contente, contrariamente ao que podiam supor, por sentir que há muitos Sportinguistas a procurar soluções para o clube. Eu serei apenas um aprendiz. (foto gentilmente roubada em http://suggia.weblog.com.pt/).

segunda-feira, 30 de março de 2009

A vida é feita de pequenos nadas II

É perplexo que vos escrevo. Para que serviu afinal o Congresso? A primeira conclusão definitiva é que a sua realização acantonou ainda mais as tendências divergentes no seio do Clube. O que é que, em todo este processo, foi acontecimento genuíno de reflexão e estruturação de um clube, ou, tão-somente, estratégia delineada para impor um modelo de administração? Veremos adiante qual a prioridade dada às recomendações do Congresso em sede de A.G e saberemos a resposta.

Se a segunda hipótese se confirmar tenho que dar os meus parabéns a FSF. Os Sportinguistas subestimaram a sua capacidade estratégica. Tem pelo menos um mérito: tentar governar segundo o modelo em que acredita. Se é isto que está a acontecer, os Sportinguistas poderão ficar “descansados” que não ficará deserta a candidatura à presidência do Clube. A estratégia estaria incompleta de este “pormaior” tivesse sido esquecido.

Há quem diga que não existe oposição credível e que esta é desorganizada. Também sou tentado a pensar isso muitas vezes. Não tenho dúvidas que está dispersa e não fala entre si. Mas com a informação constantemente sonegada, com um tratamento de segunda, quem consegue estruturar um programa alternativo? Espero porém, que nunca tenham razão nos seus piores vaticínios. Não podemos dizer depois que não fomos avisados.

Não termino sem dizer que a não candidatura de Bettencour nos deve fazer reflectir a todos sobre a necessidade de remunerar os cargos dirigentes. Um clube e SAD com um orçamento como o do Sporting e com um passivo de mais 250 milhões (quando saberemos o número exacto?) não pode ser governado por qualquer um. Neste momento os cargos directivos apenas estão acessíveis a sportinguistas abastados, reformados ou desempregados, ou como diz JEB, inconscientes.

domingo, 29 de março de 2009

A vida é feita de pequenos nadas

Mesmo com o testemunho credível de Virgilio Bernardino e do JG, os momentos mais marcantes para quem esteve fora do Congresso não são animadores. É preciso não esquecer o carácter não vinculativo das propostas aprovadas, que carecem de aprovação em A.G. Haverá força para chegar aos 75% que algumas requerem? É real o risco de o Congresso se tornar um grande nada?

1- Mesmo tendo em conta que Santarém não era lugar para tratar de candidaturas, a auto-exclusão de Bettencour não pode deixar de constituir uma nota negativa. Há muito Sportinguista que o tinha como capaz de congregar vontades dispersas. E as suas palavras obrigam a reflectir: “Porque isto não é para qualquer um. E quando ouço falar em certos nomes, sinceramente com todo o respeito, acho que preferia ser inconsciente. Porque os inconscientes abraçam tudo e as pessoas com algum sentido de responsabilidade pensam um bocadinho mais nas coisas. Portanto, eu gostava que houvesse menos nomes, e que houvesse pessoas a fazer melhor as continhas, a pensar melhor nas propostas antes de as fazer, porque isto quando se pensa ser alternativa é uma coisa, mandar bocas é outra. A maioria silenciosa começa a não achar muita graça à 'secção só bocas”.

2-Há mais quem pense que o Congresso se destinava ao beija-mão. Afinal Dias da Cunha tinha razão? Abrantes Mendes não gostou do voto de louvor proposto por Paulo Abreu, para o CD, a Comissão Organizadora e aos congressistas. Não tendo assistido à reunião, mesmo assim pergunto: se não gostou, porque não votou contra?

3- Para quem não teve oportunidade de ir ao Congresso, a blogosfera foi o único meio para aferir o decorrer dos trabalhos. Ao encerramento dos trabalhos deveria ter correspondido uma conferência de imprensa que informassem os Sportinguistas dos resultados dos trabalhos. O mesmo deveria ter ocorrido no final de sábado, fazendo o balanço do 1º dia. Ao encerramento sucederam-se declarações dispersas e informais aos órgãos de comunicação social, o que não me parece a melhor forma de dignificar o trabalho realizado e de o comunicar aos Sportinguistas espalhados pelo mundo. O pequeno texto no site do clube significa, em relação ao evento, falta de tempo ou o real valor do evento?

O futuro e o passado

Decorre este fim de semana o VIII Congresso Leonino. Sigo com atenção, na medida do possível, o que se vai passando em Santarém, na esperança de que independentemente das propostas votadas, o SCP saía mais forte e unido. Que os participantes coloquem os interesses pessoais de parte e coloquem, como deveria ser regra, os do Clube em primeiro lugar.

Li ontem que Ernesto Ferreira da Silva propõe que a periodicidade deste evento passe a ser de 5 em 5 anos, ao contrário dos actuais 2. Tendo em conta que o último foi há 13 anos, será que o próximo será em 2045? Fico com a sensação que discutir o SCP com os "outros", os não "notáveis" é uma maçada.
São eventos destes que permitem aos adeptos - perdão aos sócios - sentirem-se parte integrante da vida do SCP, para além da ida aos jogos. Onde é possível contribuir com propostas ao invés de "apenas" darem o seu aval ou não às formuladas pelo Conselho Directivo.
Quanto mais não seja por este aspecto acho positiva a sua realização. Se algo será posto em prática ou não, dependerá da Direcção. Ficam no entanto a saber que a construção do pavilhão é considerada imprescindível por parte dos Sportinguistas.

Falando agora um pouco de futebol, e traçando um paralelismo entre o que se passa actualmente com a Selecção Nacional, espero sinceramente que não façamos como esta, ou seja, que voltemos ao passado. Apesar de não ter achado o jogo de ontem nada de extraordinário - uma confusão gritante no último terço do terreno - foi principalmente o jogo com a Dinamarca que me trouxe à memória o modo como éramos conhecidos na Europa - a melhor equipa do Mundo a jogar sem balizas.
Julgo que a maioria dos Sportinguistas não quer voltar ao tempo em que éramos os vencedores morais dos campeonatos. Se ainda fossem preciso mais provas, basta ver as reacções à final da Taça da Liga. Era a Taça que não valia nada, é o SCP que tem é que conquistar campeonatos e não Taças, que temos é que dar espectáculo, etc etc. Balelas. E nem o argumento de que a perdemos, e da forma que foi, para o rival histórico me convence. Porque se as Taças não interessassem, a reacção não teria sido a que foi.

Como diz o filipe do blog "jogodirecto":

"Não quer isto dizer que eu seja partidário de filosofias de jogo utópicas ou que não tenham na vitória o seu propósito principal. Como já aqui muitas vezes defendi, para que o futebol seja respeitado cada equipa deve dar prioridade àquele que é o seu principal propósito enquanto jogo, ganhar."

O SCP tem é que ganhar e de uma forma consistente. O SCP tem como principal objectivo a conquista das provas nas quais participa e não entreter ou dar espectáculo.
Claro que prefiro ver um excelente espectáculo e ganhar mas tendo que optar por um, opto imediatamente pelo resultado.

Volto à Selecção - dificilmente nos qualificaremos para o Campeonato do Mundo. A acontecer isso, de que se lembrarão os adeptos? Será de que não participámos ou que jogámos um futebol espectacular e que se houvesse justiça no futebol estaríamos lá? Pois.

sábado, 28 de março de 2009

Congresso: a oportunidade imperdível.

Começa hoje o VIII Congresso Leonino. Importam pouco agora as discussões sobre a sua oportunidade ou as virtudes e limitações do modelo seguido. Concentremo-nos nos proventos que dele possam vir a ser retirados, façamos vingar a oportunidade. Adaptando uma prece conhecida desejo que os congressistas tenham coragem para mudar aquilo que pode ser mudado; serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, e sabedoria para entender a diferença. Sobretudo não desperdicem a oportunidade.

A realidade onde o Sporting se insere desafia o clube a, simultaneamente, tornar-se sustentável financeiramente sem perder a sua competitividade desportiva, bem como a alargar a sua base de apoio social, sem perder a actual. Estamos pelo menos de acordo que é preciso mudar. Façamos disso, juntamente com o amor pelo clube, o ponto de partida. A música que se segue pode ser inspiradora: o original de Sam Cooke foi já objecto de várias interpretações, de Patti Labelle a Billy Preston, passando por Bob Dylan até chegar a Seal. Saibamos nós interpretar o novo Sporting sem abdicar da sua identidade.

PS: Este blogue não está representado no Congresso por impossibilidade diversas dos seus editores. Pessoalmente confio nos Sportinguistas presentes, em particular nos amigos deste espaço, como JG do Rugido Leonino ou no Virgilio Bernardino do Capicua101.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Há uma nova leoazinha pronta para fazer um pai feliz!

" Daqui a 10 anos, a minha filha que nasceu ontem, dia 25 de Março quer ver o Sporting campeão e o pai feliz." (Leão Transmontano).

Caro LT, que o teu rebento seja cumulada de saúde e graças e te encha de orgulho. Os meus parabéns aos pais babados. E que a profecia se cumpra daqui a 10 anos e muitas vezes antes de estes se completarem.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Armageddon by Dias da Cunha

"Se isto for levado por diante e os sócios não se opuserem, o Sporting, daqui por 10 anos, já não existe. E estou a ser optimista." O autor da frase é Dias da Cunha, referindo-se ao plano de reestruturação financeira do Conselho Directivo, liderado por Soares Franco, que fora seu vice-presidente.

"Desprezo totalmente essa encenação a que chamaram congresso. Não passa de um beija-mão real para prestar vénias ao presidente por quem não tenho a mínima consideração". Sobre o Congresso. Pode ser lido na íntegra aqui.

Pergunto eu se faz sentido aqui aplicar-se aquele ditado "zangam-se as comadres..." ou se as noticias da morte do Sporting são manifestamente exageradas. Uma boa discussão em vista.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Problemas de estatura

A 1ª página do Record de hoje, o pedido de controlo anti-doping e a lamentável conferência do Gabriel são um sinal claro que o slb preferiu o caminho da confrontação e do insulto. Quem dá a cara hoje não merece crédito, porque o faz sem controlo de substâncias dopantes, e, pela insignificância do que representa, não tem estatura para nos causar qualquer afronta. Mas esta sucessão de episódios provocatórios não pode ficar sem resposta. A Taça da Liga na conferência e na capa do jornal dão um cunho institucional que não pode ser ignorado. O súbito apoio do slb a uma direcção da liga que quis impedir de tomar posse leva-me a temer que Hermínio e seus pares queiram fazer com o campeonato o que fizeram à Taça da Liga: oferecê-lo numa bandeja.

Todos os homens têm medo. Quem não tem medo não é normal; isso nada tem a ver com a coragem. (Sartre)

Se as declarações de Hermínio Loureiro, proferidas ontem, tivessem sido feitas após a final da Taça da Liga, ainda seria capaz de as entender. Dadas as suas características, poderia ser levado a pensar que a visão do presidente da liga poderia ter sido obstruída pelo anteparo do camarote de onde assistiu, ou que o protocolo se teria esquecido de colocar uma almofada na presidencial cadeira.

Feitas ontem, revelam que este Hermínio, tem um grave problema de estatura que lhe limita o desempenho do cargo: A sua visão rasteira não lhe permite perceber que não há nada de normal quando é escolhido um árbitro sem categoria, como Lucílio Baptista, para apitar uma final e o seu desempenho confirma o que dele se pensa. É anormal, diria até provocatório, que este traga atrás de si um assistente incapaz, que não percebe a diferença substantiva entre o andebol e o futebol. Mas para Hermínio herrar é umano.

É ainda anormal que mantenha no cargo o presidente do C.A., depois das declarações infelizes deste e da reiterada incapacidade de dar um novo rumo à arbitragem. Vitor Pereira, mesmo em silêncio, é tão circunspecto como um elefante numa loja de cristais: cada vez que faz uma nomeação há estardalhaço e cacos para apanhar. A palavra "profissional" está a mais na designação da Liga de futebol, tamanho é o amadorismo demonstrado, e, paradoxalmente, a insistência na profissionalização deste quadro de árbitros é a sua evidência. Quem devia usar da razão em 1ª instância não tem a sensiblidade e o bom senso que exige a nós adeptos, que agimos pela paixão.

Hermínio diz que não tem medo. Para mim quem não tem medo é parvo ou mentiroso. E Hermínio tem a mesma postura de um louco que insiste em conduzir uma locomotiva desgovernada. Foge para a frente, quando insiste em profissionalizar uma classe, antes de mostrar coragem para libertar do pântano em que esta se deixou mergulhar, por acção e omissão. Enquanto houver a justificada suspeição hoje existente, nunca um erro como o de sábado pode ser visto por nós, adeptos portugueses, com os mesmos olhos que os adeptos ingleses vêem todas as semanas os seus árbitros errar.

terça-feira, 24 de março de 2009

Seguir em frente

Imaginem um combate de boxe em que o árbitro, vendo a incapacidade de um dos atletas, decide desequilibrar o recontro em favor deste, desferindo um "uppercut", deixando "knockout" o oponente desprevenido. Se este inverosímil relato acontecesse o título do combate seria entregue? O atleta que ficou de pé exibiria orgulhoso tão infame conquista?

O Sporting orgulha-se da sua tradição. A nossa história não é feita apenas de conquistas e troféus, mas também de perdas e fracassos. A forma como os sabemos superar, lambendo feridas, pondo-nos de pé e olhando em frente, tem também de ser a nossa marca. Mesmo nos momentos mais dolorosos. Desses, os piores, mais penosos que a perda da taça UEFA em casa, lembro-me da partida inglória de Joaquim Agostinho, da queda do varandim, levando 2 dos nossos bravos, ou a tragédia num dia que devia ser de festa, no Jamor. Honrar a sua memória é saber construir um Sporting melhor.

O que aconteceu no sábado não nos pode por isso tolher a vontade. Não fizemos tudo bem, mas fizemos mais e melhor do que o adversário, até ao momento em que o campo inclinou. O nosso orgulho não pode, de forma nenhuma, sair beliscado. Ficamos obrigados a demonstrar, dentro das 4 linhas, como fizemos em Faro, que somos melhores. Lutar pela liderança nas atitudes e na classificação é a melhor forma de responder aos que se orgulham dos troféus luzidios mas sem honra. Aos que lutam pela verdade desportiva quando perdem e a metem na gaveta para ganhar de qualquer forma. Não é pois hora de esmorecer. Já vimos do que são capazes. Mostremos-lhe nós a fibra de que somos feitos.

Como diz Curtis Mayfield:

Just move on up and keep on wishing
Remember your dreams are your only schemes
So keep on pushing
Take nothing less - not even second best
And do not obey - you must have your say
You can past the test.

Viva o Sporting!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Vassourada

Por uma questão de honra e dignidade, não restava ao Sporting outro caminho que não fosse o de abandonar a direcção da liga. Entendo que esta posição por si só não é suficiente. Perante estas declarações e ainda estas, o Sporting deve imediatamente dar sequência à sugestão do meu companheiro JVL, pedindo a irradiação desta gente toda, sem excepção. Sugiro mesmo aos adeptos que colocaram 13 vassouras na porta do edifício Visconde de Alvalade, que contem o número de membros dos órgãos da APAF e da comissão de arbitragem da liga e coloque um número igual de vassouras na porta das sedes desses organismos.

O Sporting necessita urgentemente de retomar a cruzada contra o sistema. A organização de uma manifestação nacional pela verdade desportiva e a entrega de um caderno de propostas ao poder político, reformadoras do actual quadro jurídico em que assenta a estrutura do futebol português deveriam ser os primeiros actos públicos, como forma de protesto e demonstração de força contra o estado actual em que se encontra o futebol português.

Perante as declarações do director de comunicação do benfica, o Sporting Clube de Portugal deve imediatamente cortar relações com esse clube.

Irradiação

Atendendo a tudo o que se passou, aos erros anteriores que teve em prejuízo do SCP, à falta de qualidade que sempre demonstrou, à entrevista que deu, o SCP deveria pedir a irradiação de Lucílio Baptista. Desculpas não chegam, é necessário um castigo exemplar. Sempre seria uma novidade pois alvos dos mesmos, já estamos fartos de ser.

A mão que abana o trapézio

Com o barulho resultante dos ecos do roubo de catedral quase ninguém reparou que ontem se disputou a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Como já poucos haviam reparado que o Estrela da Amadora, adversário do Fcp nessa meia-final, havia aberto mão da vantagem competitiva de jogar com seu adversário num período de maior stress competitivo. Poucos repararam e acho que os que repararam não conseguiram perceber. Para os mais desatentos lembro que esta meia-final foi a tal que foi adiada logo a seguir ao jogo com o Sporting, no Porto. Ontem, mais uma vez, jogadores emprestados pelos azuis e brancos sofreram lesões que obrigaram o Estrela da Amadora a jogar sem os seus habituais centrais. Fenómenos destes e similares já aconteceram mais de que uma vez.

Emprestar jogadores que se lesionam, comprar jogadores às equipas contra as quais se vai jogar num futuro próximo, são redes que permitem dar saltos com maior segurança no trapézio do campeonato. Enquanto isso a mão que há muito balança o arame na hora da nossa travessia continua sem punição.

Os benfiquistas rejubilam agora com a batota, esquecendo-se que, quando conta mesmo, o arame para eles também abana. Contentam-se com os restos e até parece que se estão a habituar ao gosto.

domingo, 22 de março de 2009

Um novo troféu para a Taça da Liga

Aproveito este nosso pequeno palco mediático para propor a alteração do troféu reservado ao vencedor da Taça da Liga. Trata-se igualmente de uma peça de design de qualidade, mas muito mais funcional que o actual. Num qualquer estádio português dará muito mais jeito para as continuais cagadas de Hermínio Loureiro, Pereira & Associados, Lda. E não deixa de ser inspirador para os dirigentes e atletas do Sporting para a mesma competição, no próximo ano.

Nesta hora não posso nem devo esquecer dos cínicos que desde ontem não se cansam de vomitar asneiras do tipo “O Sporting afinal ainda podia ganhar nos penaltys”, ou o “Paulo Bento teve 3 anos para treinar penaltys” e outras patacoadas do género. Mas com dedicatória especial para o Carlos Martins. Não sendo uma peça de design contemporâneo, encerra nela muitos anos de sabedoria popular:
PS: Face ao sucedido justifica-se que na terça-feira, quando a equipa regressar ao trabalho a Alcochete, estivessem adeptos a incentivar a equipa à luta pelo que ainda há para conquistar.

sábado, 21 de março de 2009

Taça da Liga: o futebol português no seu esplendor!

Os ingredientes de uma final entre 2 eternos rivais estavam lá: estádio cheio e vibrante, emoção, nervosismos de ocasião.

1ª parte:
O Sporting apresentou-se sem grandes surpresas. Tiago teve um merecido prémio que, justificou plenamente. Pereirinha, pouco incisivo, e Vukcevic algo perdido do lado esquerdo foram as notas menos, numa equipa que bem podia e merecia estar a ganhar na hora do chá. Mesmo não tendo produzido em qualidade suficiente para servir Liedson e Derlei, e cuja origem deve ter explicação na fraca produção daqueles 2 elementos, a equipa esteve sempre por cima do adversário e só não controlou um lance em que, de forma assustadoramente infantil, perdeu a bola, permitindo um contra-ataque que poderia ter-nos deixado em desvantagem. Lucilio Baptista começava a afinar a grua que lhe permitiria inclinar o campo. Completamente vesgo na aplicação da disciplina, perdoando amarelos os vermelhos, castigando-nos sempre que podia.

2ª parte:
Entramos praticamente a ganhar, produto de um lance vistoso de Vukcevic, com Pereirinha a marcar após a bola vir devolvida pelo poste, a remate de Liedson. Com o jogo controlado foi necessário a entrada em cena de "Lucilio e sus muchachos", muito mais eficazes que os do Quique. Inventou um penalty, pondo-nos em inferidade numérica. O jogo voltou e deixou evidente que com apenas 11 os vermelhos não ganhariam nada. Os penaltys são uma lotaria que não nos sorri.

Se eu mandasse alguma coisa o Sporting teria saído no final dos penaltys, não emprestando o seu nome à consagração da podridão que é o futebol português. Se alguém não percebeu ainda porque o Sporting nunca ganhou ao slb com um jogo arbitrado por Lucilio Baptista, teve nestes minutos de mau futebol uma bela ilustração.

É muito dificil manter o nível depois do que sucedeu no Algarve. É muito dificil não escrever algo que depois fique aqui a cheirar tão mal como as arbitragens do Lucílio. Só me ocorre mesmo fazer um apelo aos Sportinguistas: que se unam perante "isto". Porque o campeonato ainda é possível e o inimigo está lá fora e de faca na Liga.

O doping dos derby´s

Qual a importância anímica de uma vitória sobre o eterno rival, no que ainda resta para jogar no campeonato? As palavras de PB revelam a preocupação própria de quem sabe que os resultados entre rivais valem muito mais que os 3 pontos em disputa, ou são muito maiores que os troféus que premeiam a vitória numa final.

Dizem jogadores e técnicos que a conquista desta taça não salva a época. Mas ninguém a quer perder. Tudo porque, no seu íntimo sabem que, nesta fase final da época, levantar a Taça Carlsberg, poderá significar o doping lícito para a derradeira escalada ao lugar de topo da Liga Sagres. A distância é ainda considerável, mas a continuidade do Fcp na Champions pode abrir portas inesperadas.

A estranha, mas legitima, solicitação do Slb, pedindo controlo anti-doping, não passa para mim de um mind-game, revelador da importância que o jogo tem, nesta altura, para os clubes e as suas equipas. Tirando isso só a entendo por 2 razões: falta de confiança nos seus médicos (porque tem sido o Slb e não o Sporting que tem, em diversas modalidades, registado controlos positivos) ou um enorme álibi inventado para disfarçar a incompetência então demonstrada na 2ª parte no derby em Alvalade. Afinal tão ridiculo como aquele "para a veia", que tristemente celebrizou Nuno Gomes, em Braga há uns anos.

O Sporting tem “apenas” que encarar este jogo como um jogo para ganhar, como mais um troféu para arrecadar, como deve fazer sempre. Os que desvalorizam a sua conquista são os que não lhe conseguem tocar. O campeonato vem a seguir.

sexta-feira, 20 de março de 2009

É para ganhar!!

É já amanhã que teremos o 3º derby da temporada e o nervoso miudinho instala-se. Um jogo destes é sempre apetecível, imprevisível e neste caso decisivo pois há um troféu para conquistar.

O ano passado fomos, dos grandes, o único que não desprezou esta prova e bem. Independentemente do peso da prova, no meu entender, o SCP é candidato a todas as provas nacionais nas quais participa. Falhada a conquista do troféu o ano passado, por sinal contra uma das equipas por qual nutro simpatia, o Vitória, este ano a final coloca-nos frente a frente com o nosso rival histórico.
Depois do modo como encarou esta competição o ano passado, verá aqui certamente uma boa hipótese de conquistar algo esta época. Compete-nos a nós impedir que tal aconteça e que continuem, durante mais um ano, no registo que já se tornou habitual.
Se por um lado Quique tem o apoio do RC e dos pasquins, espero que a nossa equipa se sinta em casa. Conto, à semelhança do ano passado, com um forte apoio no estádio. Afinal de contas, a região algarvia (quase) só tem duas cores: o verde e vermelho.

Aposto que mesmo aqueles que não ligam a esta Taça, ou dizem que não ligam, pois nunca vi tanta gente desprezar uma competição mas recorrer-se dela para criticar PB, vão seguir o jogo como se do campeonato se tratasse.
Há uma coisa que temos que conceder: PB, apesar de não ter ainda alcançado a conquista do campeonato, conseguiu conquistar um ou mais títulos todos os anos, coisa que não só não era habitual, como era elogiada pelas bandas do fcp que quando não ganhava o campeonato ganhava a Taça de Portugal.

Izmailov não poderá, infelizmente, jogar amanhã o que obrigará a uma mudança forçada no onze do SCP. Apenas ficaremos mais fracos se a equipa, como um todo, não conseguir suprir a sua ausência. Izmailov é um grande jogador, de equipa e que pode decidir um jogo mas em futebol não há insubstituíveis. Quem entrar para o seu lugar, que dê o seu melhor, que tenha garra e atitude para que no final se possa fazer a festa e dizer "e nem usámos o Izmailov!"

Espero que consigamos repetir a exibição categórica registada no jogo da 2ª volta do campeonato mas que principalmente se repita a vitória. Porque se há jogos em que o resultado importa mais que a exibição, este é um deles.

O meu onze:

RP, Pedro Silva, Carriço, Polga, Caneira, Roca, Moutinho, Pereirinha, Vuk, Liedson e Derlei.

PS: O pedido de controlo anti-doping vindo de quem vem dá-me vontade de rir.

quinta-feira, 19 de março de 2009

O Sonho e a Realidade I

A cada jornada, talvez mesmo a cada jogo, o Sporting insulta-se, revolta-se, divide-se. Esta convulsão permanente, esta vida sobre brasas deixa feridas profundas em quem vive (e em quem tem de trabalhar) o Sporting como se fosse uma parte do seu corpo e não permite ter a clarividência necessária para analisar prós e contras de cada opção, de cada ideia, de cada projecto.

Vejo no Congresso que se aproxima uma oportunidade única para se esclarecer o que quer o Sporting Clube de Portugal para o seu futuro. Após essa discussão, que espero vá mais além do que meros discursos inflamados, será possível ao universo Sportinguista apresentar a eleições listas dispostas a executar os desejos dos sócios, cada sócio individualmente poderá conscientemente avaliarem se têm “cabedal” para fazer crescer o Sporting Clube de Portugal segundo os desejos dos seus sócios e se está mental e patrimonialmente disponíveis a tão grande empreitada.

Há imensas diferenças entre os nossos sonhos e a realidade, mas como é o sonho que comanda a vida a realidade não nos deve impedir de sonhar e de traçar os nossos objectivos sem a prisão permanente com que a realidade nos confronta. Citando uma célebre frase americana “Think Big!”

Porque bem ou mal as eleições vão ser “ali ao virar da esquina” e o Congresso é a própria esquina que há que tornear, vou partilhar convosco aquilo que penso sobre quais devem ser os nossos sonhos, o que nos impede de chegar a eles e algumas eventuais soluções que gostaria de ver implementadas.

ECLETISMO

O Sonho – Ter as melhores instalações desportivas nacionais. Ter equipas competitivas em todas as modalidades desportivas nacionais. Reactivação, no mais curto intervalo de tempo possível, das secções extintas, com particular destaque para, Basquetebol, Hóquei em patins, Voleibol, Ciclismo e Rugby.

Não concebo o Sporting sem uma busca permanente pelo seu crescimento desportivo e muito menos dedicado em exclusivo a uma só modalidade.

Realidade – Diminuição sucessiva do ecletismo e dificuldades sérias de manutenção da competitividade, que a marca Sporting obriga, no Andebol e Futsal motivado pelo estrangulamento financeiro. Domínio claro no Atletismo. Criação de novas secções de algumas modalidades marginais como Futebol de praia e Ciclismo Sub-23. Presença frequente e dominante de atletas nas selecções nacionais com particular destaque para a Selecção Olímpica.

Problema – Demolição da estrutura desportiva que dava vida ao clube e ao anterior estádio. Falência do modelo financeiro que sustentava o ecletismo. As secções gastavam sem restrições orçamentais e muito acima das verbas que individualmente traziam para o Sporting. Inexistência de um local (pavilhão) que permita trabalho de continuidade e uma identificação cultural entre atletas, técnicos, dirigentes e público.

Fim de uma cultura desportiva que caracterizava o clube. Perda de visibilidade e peso mediático da marca Sporting principalmente traduzido no desaparecimento de horas semanais de transmissões televisivas.

O maior problema parece-me ser de mentalidades, o ecletismo sustentado não é um fardo económico para o Sporting, como hoje é visto, mas sim um investimento naquele que é um pilar fundamental para o engrandecimento e crescimento do Sporting.

Solução – Não acredito em qualquer solução que não tenha por base a existência de uma instalação desportiva dedicada às modalidades. Com este ponto prévio qualquer medida tomada antes da construção de um pavilhão (e piscina) será inócua e terá como resultado final mais um passo no caminho moribundo que estamos actualmente a percorrer.

A convicção que tenho nesta necessidade é tão grande que mesmo não o desejando e achando que seria uma opção com efeitos imprevisíveis, mas se me falarem verdade e se acreditar na vontade e capacidade dos proponentes, estaria disposto a terminar com todas as modalidades e canalizar essas verbas para recomeçar tudo de novo numa estrutura desportiva nossa.

Há necessidade de criação um grupo heterogéneo de conselheiros permanentes ao serviço das diferentes secções formado por antigos atletas, técnicos e dirigentes Sportinguistas, que pense em permanência o ecletismo e desenvolva/proponha soluções para o seu crescimento e sustentabilidade. Eventualmente a génese deste grupo pode nascer já do Congresso.

O pavilhão por si só é uma oportunidade para de imediato conquistar novas receitas e assim começar a transformar o sonho em realidade. Primeiro através de receitas de patrocínio, naming, publicidade estática, etc., segundo com a captação de atletas, terceiro com a participação dos sócios, quarto através de receitas de formação.

Deve existir um critério qualitativo muito rigoroso na contratação de técnicos e de atletas estrangeiros. A aposta fundamental será na formação de atletas como garante de recrutamento de qualidade para as equipas seniores.

Obrigatoriedade de auto-financiamento de cada secção, com critérios orçamentais rígidos, a participação directa financeira do Sporting no orçamento não deve exceder, como padrão, os 30%. Este percentual pode e deve ser avaliado caso a caso dado o diferente “peso” de cada modalidade no clube, estou a falar de títulos e não de retorno financeiro.

Ser imaginativo na abertura de novas secções, há visibilidade e sustentabilidade em patrocínios para explorar, por exemplo, nos desportos radicais, vide terceiro canal da Sporttv.

Criação da possibilidade estatutária da modalidade Sócio-ecletismo ou inclusive Sócio-Voleibol, cuja quotização seria canalizada em exclusivo para a modalidade a que o sócio é afecto, seria uma solução final com dificuldades óbvias para estabelecer posteriormente os seus direitos e deveres.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Eleições Antecipadas

Acabei de assinar a petição que se destina a sensibilizar o actual Presidente do Sporting Clube de Portugal, Dr. Filipe Soares Franco, a renunciar ao mandato e provocar eleições antecipadas.

Faço-o porque o tempo urge e amanhã pode ser tarde. Entendo que o Sporting precisa de se reencontrar com os seus valores e com a sua historia, começando por preservar o seu maior património, os sócios e adeptos, a grande alma do clube.

Entendo que o argumento de que antecipar eleições poderá eventualmente prejudicar a equipa não tem qualquer sentido, considerando que a instabilidade que se viveu até aqui já fez mossa quanto baste. Também entendo que é hora de acabar com os silêncios estratégicos, com os jogos de expectativas, considerando que nesta fase, quem tenciona candidatar-se aos órgãos do clube já tomou essa decisão e apenas se encontra preso na expectativa e na gestão do tempo. Não podemos continuar a compactuar com estratégias que visam a existência de vazios de poder, de falta de alternativas, tendo em vista a continuidade de uma linha de rumo que não é no entender de muitos sócios, o melhor caminho para o Sporting.

Creio que seria útil unir esforços para que no próximo congresso do clube se possam unificar as petições existentes a reclamar a antecipação do acto eleitoral. Creio também que será importante unificar-nos em torno de um debate motivador, esclarecedor e potenciador de novas sinergias para o Sporting Clube de Portugal.

O Sporting tem gente capaz, credível e dinâmica. O Sporting precisa de quem o sirva sem que dele se sirvam. Está na hora de sermos nós a dar o pontapé de saída para o aparecimento de um projecto mobilizador e que se identifique com os nossos valores e respeite quem no passado, com esforço, dedicação, devoção e glória fez deste clube, a grande instituição que hoje é.

Viva o Sporting!

terça-feira, 17 de março de 2009

Porque o amanhã também é para ganhar

Várias vezes me pronunciei favoravelmente à antecipação das eleições. Porque se actual gestão cessa funções, o Sporting não fecha as portas e há, entre muitas coisas, uma época inteira para preparar. Sair atrás no tiro de partida define muitas vezes uma corrida.

Olhando para o actual plantel, e independentemente da visão pessoal de cada Sportinguista, há, em todos os sectores, necessidade de ajustamentos e de reforço: Dos guarda-redes, ao último dos pontas-de-lança onde não introduziríamos alterações?

Há uma liderança técnica para entregar, cujas ideias podem implicar um modelo distinto do até agora seguido. A incorporação de extremos, por exemplo.

Há gente oriunda da formação a bater à porta para entrar: João Gonçalves, Celestino, Saleiro, André Marques. Há contratos para renegociar: Tiago Pinto.

FSF dizia há dias que a próxima época estava a ser preparada. Se não sentiu legitimidade para renegociar o contrato com Paulo Bento, como se pode sentir mandatado para tal? Há a questão do financiamento, eu sei. Mas se FSF é um inquilino de saída, porque não deixa que o próximo locatário arranje a casa à sua medida? Até porque não creio que, nesta altura, FSF tenha força para aprovar o seu projecto. Ou que alguém vá discutir os méritos das suas propostas. Porque foi este o caminho que ele escolheu. Infelizmente, digo eu.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Limites



Há quem continue a persistir de forma continuada na desestabilização do Sporting Clube de Portugal explorando os problemas actualmente existentes no clube para além do razoável. Existem porém limites para tudo, conforme aqui se fez questão de afirmar. Os Sportinguistas saberão distinguir o trigo do joio e condenar aqueles que ao mesmo tempo nos querem destruir e ocultar a mediocridade que graça no outro lado da rua.

A ventania (ou o maior património são os sócios)

"O Sol e o Vento discutiam sobre qual dos dois era o mais forte.
Vendo um caminhante que passava, concordaram que seria o mais forte aquele que conseguisse arrancar-lhe o capote dos ombros.Começou o Vento a soprar com tal força, que o capote quase foi pelos ares; porém o dono apertou-o com as mãos e segurou-o bem. Mas, a ventania aumentou e o caminhante, enrolando-se todo no capote, deitou-se em cima dele. O Vento continuou soprando com fúria, mas nada conseguiu.
Então chegou a vez do Sol. Sem violência, suavemente, foi aquecendo o espaço com os seus raios e o calor tornou-se tão forte, que o caminhante, procurando a sombra de um castanheiro, tirou o capote, pendurou-o num ramo e ficou em mangas de camisa."

É sem surpresa que os Sportinguistas assistem a mais um périplo do presidente do clube pelos núcleos. Sem surpresa mas com alguma perplexidade, por não perceberem porque o faz agora em final de mandato, quando ao longo do mesmo fez um esforço para os ignorar. Da minha parte saúdo a descoberta até porque não gosto de “prender por ter cão e por não ter”. Mais vale tarde do que nunca. Espero que lhe contabilizem as horas extraordinárias, porque estão para lá da horita ordinária. Fico-me agora pelo mais importante:
O ecletismo:
FSF continua a sua saga ziguezagueante em relação ao ecletismo. De um clube só de futebol, já chegou ao elogio das modalidades, reconhecendo o óbvio: a elas se deve uma parte substancial da nossa matriz ganhadora. Mas sem convicção não se consegue manter um discurso e muito menos a prática, e por isso FSF lá voltou a deixar números de uma sondagem nada favorável à manutenção das modalidades. Não há surpresas nos números, se atendermos ao panorama a que se deixou cair as modalidades: pouca competitividade e sempre longe do “miocárdio” dos Sportinguistas que deveria ser sempre Alvalade. O abandono do conceito de "cidade desportiva" atirou para a semi-clandestinidade o andebol, o regressado hóquei e até o futsal. O trabalho de uma administração consciente deveria ser a recuperação dos níveis de aderência e competitividade das modalidades e não dar-lhes estocada final.
As contas:
Sempre reconheci a FSF o mérito de ver aquilo que todos víamos e propor uma alternativa. Explico: todos havíamos já percebido que o Project Finance, que permitiu a construção do novo Alvalade, fez disparar o passivo do clube, e que o serviço de divida associado nos estrangulava a aposta desportiva, limitando a nossa competitividade face aos rivais. Paralelamente, o crescimento megalómano do número de empresas ligadas ao grupo Sporting, com gastos insuportáveis e distribuição de honorários principescos, agravavam o cenário. Tivesse Dias da Cunha percebido isso e teríamos ganho muitos anos, podendo ter atalhado caminho numa conjuntura económica muito mais favorável do que a agora vigente. Não vou discutir agora as VMOC´s, a possibilidade de o clube passar a ter uma posição minoritária, a passagem do estádio e Academia para a SAD. Essa discussão virá em breve. O que me parece é que FSF se esqueceu desde o inicio do fundamental para qualquer reforma: os sócios. Tal como na fábula acima, não será a soprar contra eles que os terá do seu lado. E, como vimos este fim-de-semana em Alvalade, a ventania não amaina, antes recrudesce em número e intensidade.

Desmistifiquemos pois aludida minoria de bloqueio: em temas tão importantes como os acima descritos, esta Administração nunca conseguiu mobilizar um número significativo de sócios, em consonância com a relevância dos assuntos propostos. Isso diz tudo acerca da qualidade da mensagem e da credibilidade do mensageiro: os que não percebem, a grande maioria, alheiam-se. Os que percebem tomam partido por um dos lados da questão. E depois há os que não se importam, nem percebem, mas vão votando. É num estádio semi-desértico onde se torna mais evidente a divisão, a indiferença e o conformismo que as lideranças dos últimos anos semearam no clube. Mas também pode ser aferido na caixa de comentários de um dos melhores blogues sportinguistas: O Sangue Leonino. As tempestades que agora colhemos são o resultado dessas ventanias. Alguém diz a FSF que maior património do clube são os sócios, que ele viu da tribuna agredir sem reacção, e não as paredes da Academia?

domingo, 15 de março de 2009

O candidato


Pertencem à editora DC - Detective Comics - as personagens Super-Homem e Batman. Penso que a maioria estará familiarizada com quem é quem mas aqui fica um apanhado:

Super-Homem - tem força sobrehumana, voa, visão de calor, raio-x (sim eu também queria) e íntegro a ponto de ser considerado um "boy scout". O que choca um pouco com a "American Way" de que é estandarte mas isto são outras considerações que não interessam agora nada.

Batman - multi-milionário, detective extraordinário, mestre em N formas de combate, estratega supremo, detentor de um cinto com mais gadgets que os apresentados em um ano de Wired e não se importa de intimidar quando necessário.

Pois bem, com tantas dificuldades em encontrar um candidato a Presidente do SCP, suspeito que somente alguém que consiga conjugar algumas, para não dizer todas estas características, será capaz de concorrer.

Segundo FSF, apenas quem está por dentro da verdadeira situação do SCP, poderá concorrer. Ora como essa informação foi negada, tanto ao Leão de Verdade como ao Abrantes Mendes, somente quem tiver visão raio-x poderá aceder à mesma. Para além disso as qualidades de detective não serão de desprezar em casos como os negócios dos terrenos e o apoio surpreendente, para mim, da Juve Leo ao Paulo Bento.

Depois terá que ser "podre de rico" para ajudar o SCP a se libertar do jugo da banca. Somos, tendo em conta tudo o que se fala, os únicos que têm obrigações a cumprir junto da Banca. Com um mecenas, víamo-nos livres num ápice deste problema. E passávamos a poder contratar jogadores, percebendo-se de onde vem o dinheiro, que ganham um salário que neste momento não podemos pagar, nem que fosse para os termos no banco ou lesionados, ou pura e simplesmente para impedir que um determinado jogador que interessasse a um dos rivais, se transferisse para ele.

Integridade, estratégia e se preciso for, fazer cara feia a quem nos ataca, serão características essenciais. Porque quem as possua, dificilmente receberia o PdC na tribuna, pactuaria com esta liga, comunicação social e com o que se passou ontem com a retirada das faixas.

Não admira não haverem ainda candidatos. É que se conjugar isto tudo numa equipa é difícil, numa pessoa é quase impossível. Quase!

sábado, 14 de março de 2009

Uma lição do futebol

Os Sportinguistas acabaram por fazer uma grande demonstração de amor à camisola, sendo contidos nas reacções. Percebo e aplaudo. O balneário sabe bem o que sentimos e ficam também a saber que para nós o clube está acima de tudo. Juro pela minha filha que não gostaria de ver repetidos no meu clube os maus exemplos que assistimos aqui por cima. Não duvido que grande parte desta postura se deveu aos 3 pontos que o Cajuda acabava de roubar no Colombo, possibilitando-nos a subida ao 2º lugar em caso de vitória.

Pouco a dizer da constituição da equipa. Paulo Bento lançou mão da maturidade para fazer face a um momento delicado. Sem grande qualidade ou quantidade o Sporting marcou 2 golos bonitos, ante um Rio Ave espraiado pela totalidade do relvado e não apenas de barragem em frente à área.

A 2ª parte foi um bocejo de 45 minutos. Com o adversário reduzido a 10 unidades esperava-se um Sporting dominador e a ampliação da vantagem. Mas a vantagem numérica era apenas aparente, tendo em conta que a equipa fez figura de corpo presente. Depois de uma semana extremamente desgastante sob o ponto de vista psicológico, deixo a exigência para os desafios que aí vêm e de carácter decisivo: a final da Taça da Liga e o jogo em Matosinhos, com o Leixões. Uma final é uma final, mais ainda com os eternos rivais. E o Leixões, após 3 derrotas consecutivas, vai ser um adversário difícil, onde não haverá uma mão de um defesa a dar um empurrãozinho.

Não termino sem me referir ao estranho papel desempenhado pela PSP e que deveria merecer o maior repúdio por parte dos Sportinguistas. Andar atrás de tarjas é desprestigiante para uma força da ordem e julgo que contra a liberdade de expressão. Concorde-se ou não com os dizeres nelas contidas, o que está aqui em causa é o principio. Mais ainda se é em nossa casa e com os nossos adeptos.

E de, numa das piores semana que me lembro, quem diria que subiríamos ao 2º lugar? O futebol pode-nos dar boas lições...

" Não basta ter razão, cumpre saber tê-la"

Hoje é um dia estranho. Não podendo estar em Alvalade não sinto a ausência com pesar. A forma como esta equipa enxovalhou o nome Sporting ainda me dói bem fundo e não me sinto preparado para perdoar. Está ainda por apurar a totalidade dos danos causados ao nosso prestígio, que, desde a saída da Portela para Munique, nunca parece ter sido prioridade para este grupo de trabalho. Mas, como vestem as camisolas mais bonitas que há, aquelas que, mesmo vistas vezes sem conta, nos fazem subir as pulsações, ser-me-ia difícil demonstrar o que sinto, na justa medida dos danos causados. E, como meninos mimados que são, os danos poderiam até ser bem maiores. Como adepto sei que tenho razão. Não sei se saberia demonstrá-la hoje.

O povo diz, na sua sabedoria, que o caminho faz-se caminhando. E hoje pela frente temos o Rio Ave, equipa que lutando pela manutenção, não nos vai estender o tapete. Lá estarei no meu sofá. Mas a distância para esta equipa já não é apenas de mais de 300 Km. Cresceu para a infinidade que resulta da total falta de capacidade que ela evidencia para nos representar de forma condigna. A soma de casos individuais e as notícias de um balneário dividido indicia que escolhemos mal alguns dos que nos representam.

Atitude feia foi também assumida pela Juve Leo. Transformar o Miguel Veloso no bode expiatório dos males do Sporting é manifestamente exagerado. Miguel Veloso é um caso bicudo sim senhor, merecedor de repreensão séria. Não tem estado à altura da camisola que veste, mas nisso tem sido apenas mais um. Assim como não percebo como lhe foi possível viajar com a equipa, ter sido titular e agora ter sido afastado. Um bocado em slow-motion, parece-me.

"É um jogador que não faz parte do balneário. Aquilo que ele disse antes de Munique é de um atleta que não interessa ao clube. Não tem carácter e por isso mesmo já foi afastado do Benfica e agora irá ser afastado do Sporting". Estas palavras de Fernando Mendes poderiam ser consideradas um exagero de juventude, não tivesse ele já idade para ter juízo. Não tem, e as suas declarações revelam a total sujeição da Juve Leo ao poder do EVA e dos seus subsídios. Duvido que representem o sentir dos que vejo pelos estádios fora a apoiar a equipa. E são de uma parcialidade doentia pois não vi tanta preocupação com as declarações de Moutinho ou Vukcevic, pelo menos tão graves.

Sejam humildes, ganhem, cumpram a vossa obrigação, mas preparem-se porque não vai ser fácil. Seria o conselho que daria antes de entrarem em campo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Perdoa-lhe José Alvalade

48 Horas depois da tragédia de Munique, o Presidente do Sporting Clube de Portugal veio finalmente a terreiro colocar alguma água na fervura, tentando amenizar os estragos provocados no orgulho leonino, que se encontra ferido de morte.

48 Horas após o mais triste e humilhante episódio na história do futebol do Sporting, eu não esperava mais de Filipe Soares Franco, porque os Sportinguistas já não esperam nada deste presidente, mas confesso-vos que esperava tudo, menos isto.

Pensava eu que a fumaça que pairou no ar da tribuna do Allianz Arena seria para eclipsar a humilhação que o n.º 1 do meu clube deve ter sentido ao lado do grande Karl-Heinz Rummenigge, enquanto a página mais negra da historia do futebol do clube ia sendo escrita sem honra nem glória, mas afinal, para o presidente do Sporting, tudo não passou, de um dia mau, muito mau.

Soares Franco tenta suster as hostes leoninas. A estratégia está delineada há muito tempo, mas este negro episódio poderá deitar tudo por terra. Assim os Sportinguistas saibam reagir como nos velhos tempos ao conformismo estratégico dos senhores de Alvalade.

O Presidente do Sporting Clube de Portugal é hoje um homem só. Porque é o único Sportinguista no mundo que não se sente humilhado nem ferido na sua dignidade e honra leonina. É caso para dizer: perdoa-lhe José Alvalade, porque ele não sabe o que diz.


PS: no dia seguinte à tragédia telefonei a um grande amigo de infância, leão como nós, ferido e completamente amargurado. Nunca mais me esquecerei disto que ele me disse: a certa altura eu já só queria proteger o meu filho de tamanha humilhação. Estávamos a jantar e a ver o jogo. Perante a resistência do rapaz em comer a sopa, não arranjei outro argumento, que não fosse: filho se não comes a sopa toda, eles vão marcar mais golos, tens que comer tudo. Assim foi, o miúdo comeu a sopa e mais houvesse, porque no fim, virou-se para mim e disse-me: oh pai eu já comi a sopa toda e eles continuam a marcar golos ao Sporting, posso comer mais?

No nosso turno não!

Desculpem-me os crentes mas sou dos que acha que Deus descansou ao 7º dia, ao 8º gostou tanto da sensação que nunca mais cá voltou para ver o que a sua criação máxima, nós, o Homem, andava a fazer. E se alguma certeza ficou deste últimos dias é que Deus também não Sportinguista, embora isso eu já dê como certo há muitos anos.

Mas se por acaso Ele aparecer por estes lados e, misericordioso como dizem que é, não nos incinerar a todos em menos de um pestanejo, ele que nos livre de uma humilhação “à Filipe Soares Franco”. Sim, porque para ele, o nosso presidente, não é humilhante encaixar 12-1 com um clube alemão à procura dos melhores dias, ser gozado pela imprensa nacional e internacional, pelos vizinhos e pelos rivais. O que seria então humilhante? E eu a imaginar que, tal como eu, a maior parte dos sportinguistas já se incomodavam quando não viam a sua equipa jogar para ganhar, fosse contra quem fosse, em que estádio fosse.

Se Deus cá voltar que nos livre disto. Desta coisa de perder e achar normal, aceitável. Nem sempre se pode ganhar, eu sei. Mas estamos a falar de algo diferente. Perder assim, sem lutar, sermos cada vez menos num estádio semi-vazio, entre muitos outros, são sintomas avançados de que o Sportinguismo está doente. E, saber isso e tudo deixar como está, é capitular. O mesmo que alguém se sentir doente e recusar o médico, entregando-se ao destino certo.

A ideia de que perder “é a vida” é, em si, um contra-senso, porque viver é, em cada dia que passa, uma vitória sobre a morte. Se ela é inevitável para mim, que tal nunca suceda ao meu clube. E todos temos a obrigação de lutar para que tal não aconteça no nosso turno.

Por fim, deixo-vos, mais uma vez, a reflexão de um Sportinguista como nós. Vai de encontro pergunta que o JVL aqui formulou na passada 4ª feira. (Clique na imagem para aumentar).

ABC x Sporting

Sporting, 32 x Liberty S. Bernardo, 27

Com esta vitória, o Sporting assegurou o 6º lugar na fase regular, em igualdade pontual com "Os Belenenses" que têm vantagem sobre o Sporting de acordo com a alínea a) nº 2.1 do Artº 5º do Regulamento de Competições, que diz o seguinte:

"Maior diferença de golos, segundo o resultado dos jogos realizados exclusivamente entre os Clubes ou Sociedades Desportivas que tenham terminado a classificação com o mesmo número de pontos."

Sendo assim, iremos defrontar nos quartos de final do playoff, o ABC que disporá da vantagem casa em caso de desempate.

Paulo Faria tem feito um trabalho notável e de uma coisa estou certo: não entraremos derrotados.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Se for preciso uma vassoura também se arranja

As notícias que hoje vêm à estampa no DN, que transcrevo com a devida reserva, revelam aquilo o que já todos suspeitávamos mas nos recusávamos a acreditar. A ser verdade, o balneário do nosso clube é mais parecido com um saco de gatos irresponsáveis do que um grupo de leões famintos de vitórias. Porquê que eu não fico nada surpreendido?

“o balneário do Sporting está de rastos, dividido em pedaços e em grupinhos (os brasileiros, os da formação e os outros) que trocam acusações entre si.”

“os futebolistas, (…), ainda de cabeça quente, não se coibiram de se responsabilizar mutuamente pelos erros no jogo com o Bayern (7--1). No entanto a crispação entre atletas já não é de agora, pois há quem considere que há jogadores a jogar só para si sem pensar na equipa e no grupo. Falta união ao grupo, dizem.”

PS: Vale sempre a pena dar uma saltada ao MãosaoAr. Hoje recomendo os 2 últimos posts. Já agora os que os antecederam.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A culpa não pode morrer solteira

Peço desculpas a todos os Sportinguistas pela derrota de ontem. A culpa é minha. Só pode ser. Está na altura de assumir que sou o grande culpado pelo resultado de ontem.

Sou supersticioso. Há superstições, umas mais parvas que as outras, umas mais enraízadas que outras. Ontem, fui contra uma das minhas superstições mais novas. Pensei que não fazia mal, que já a tinha infringido antes e que não iria ser ontem que ia azarar a equipa. Pelos vistos, todas as infracções foram contabilizadas e devolvidas ontem. Com juros.

Como é possível que na primeira vez que este Clube se apura para os oitavos de final, se encare esta eliminatória como perdida desde o início? Compreendo que o ciclo era difícil mas rodar jogadores na LC?! Na 1ª mão duma fase nunca antes alcançada!?!?
Poupem-me ao discurso do cansaço, muitos jogos seguidos e outros argumentos do género que para mim não justificam esta mudança. O jogador português é uma das maiores flores de estufa, senão a maior, do futebol mundial. Depois vão para outros climas, alguns deles mais duros como Inglaterra, e inexplicavelmente, resistem. Conseguem jogar 2 vezes por semana! E várias semanas seguidas!! Já para não falar da competitividade desses campeonatos.

Há 2 épocas batemo-nos de igual para igual, e os plantéis não diferiam muito dos actuais, e este ano foi o que se viu. Chamem-lhe o que quiserem: descalabro, humilhação, ultraje, vergonha, inconcebível. Eu chamo-lhe isto tudo e junto-lhe outras coisas. Algumas desagradáveis. É que para estes, que momentaneamente envergam a camisola do SCP, NOSSA não deles, isto passará rapidamente. E nós?! A nós não. Ficará para sempre na nossa memória.

Campeões este ano? Com tudo o que aconteceu? Será obra. No fim, agradeçam ao capataz pelos serviços prestados, e mudem de empreiteiro. Porque o PB é apenas um dos culpados. Os outros estão mais acima. Os trolhas...esses pouco respeito merecem e são poucos os que o merecem.

PS: Desculpa LMGM por postar pouco tempo a seguir ao teu mas tinha que desabafar.

E agora?

1 - O meu Sportinguismo não diminuiu nem um milímetro desde ontem.

2 - Tenho na minha consciência os culpados perfeitamente identificados, são eles os jogadores do Sporting. Tomo como conscientes as palavras de Polga - "Temos de ter vergonha na cara" - no final do anterior descalabro. A resposta que ele e de quem com ele partilha o balneário deu foi, não, não temos vergonha na cara.

3 - Se os culpados estão, para mim, definidos eles não coincidem com os responsáveis, esses também sei quem são, encontram-se mais acima nos gabinetes da Direcção. Acredito nas palavras de ontem de Ribeiro Teles e aguardo com ansiedade que ele como responsável pelo futebol tome as devidas medidas.

4 - Perante a dimensão do acontecido, só há uma medida aceitável, demissão, tem no entanto Ribeiro Teles escolhas possíveis. Assumir que quem foi contratado faz o seu melhor e por isso quem falhou foi ele e tem de se demitir.

5 - Avaliar que há problemas insanáveis dentro do departamento de futebol e demitir Pedro Barbosa em quem delegou funções de comando e assumir essa responsabilidade até ao final do mandato.

6 - Julgar que os erros são de ordem técnica e demitir o treinador.

7 - É igualmente válido demitirem-se todos.

8 - Sábado joga o Sporting, e há direito à indignação, cada um de nós encontrará no seu íntimo como proceder. A minha não será contra a equipa, porque me recuso a dar este campeonato como perdido, não me faltava mais nada armar-me em "estrelinha da bola" e baixar a guarda, desistir, entregar os pontos ao bandido sem antes por eles lutar até ao fim. Os culpados têm aqui uma boa oportunidade para se redimirem.

9 - Viro costas ao relvado e toda a minha indignação será para a tribuna.

10 - Cada segundo, cada minuto, cada hora que passa sem uma tomada de decisão aumenta a minha indignação, não deixem que se chegue a extremos para se agir em conformidade com a dimensão da vergonha.

11 – Caso aconteça o inimaginável e nada seja feito até sábado, estamos perante a bandalheira, e nesse caso, a resposta que os dirigentes devem esperar de quem sofre será do mesmo nível.

Enjaulados pela incompetência e conformismo!

A tragédia de Munique
Em Fevereiro de 1958 o avião que transportava a comitiva do Manchester United caiu em Munique, na escala de regresso a Inglaterra, após jogo com Estrela Vermelha de Belgrado, num episódio que ficou conhecido como a tragédia de Munique. Nesse acidente pereceram 28 pessoas, entre os quais 8 jogadores. O ano passado o Manchester United lembrou esse fatídico dia, homenageando os seus mortos. O acidente de Munique, o dos ingleses, pela sua natureza, teve um efeito agregador e quem sabe se não está aí a génese do grande clube de renome mundial que hoje conhecemos. 10 anos depois o Manchester havia de se sagrar o primeiro campeão europeu inglês, batendo o Benfica, em Wembley.

A tragicomédia de Munique
Ontem, em Munique, não se perderam vidas, pelo que a comparação seria, logo aí, excessiva. Mas não deixa de ser trágico para o Sporting. Sobretudo para o seu prestigio, quer ele seja visto daqui ou do estrangeiro. Porque, ao contrário do que se passou com os ingleses, a tragicomédia vem reforçar a dispersão e o alheamento que se vive hoje em torno do clube. Não se tratou de um acidente mas de um desastre perfeitamente evitável, se se tivesse o mínimo de vergonha, competência e brio profissional. E porque terão que passar muitos anos, com muitas vitórias, para que se possa reconstruir o que se destruiu em 15 dias. E aos poucos, nos últimos anos.

No aeroporto e em Alvalade os do costume...
Ontem lá estiveram os do costume no aeroporto e em Alvalade, dirão muitos. Pois eu estive com eles e compreendo-os. E é bom saber que em Lisboa há pelo menos 40 Sportinguistas que não se conformam. Podem parecer poucos, mas fomos fundados por apenas 10. Há gente para a refundação!

À espera de Godot
Está visto que esperar que alguém de peso dê um passo em frente no sentido de assumir os destinos do clube de forma alternativa ao caminho seguido até agora é esperar por sapatos de defunto. E pode ser bom que não apareça, se no seu lugar surgir não um individuo mas uma equipa forte. O Sporting não precisa de alguém com um apelidos de 2 consoantes ou com o “de” a separá-los. Precisa de um grupo de gente competente na sua área (Administrativa, Financeira, Desportiva) e que ame o seu clube. Notáveis somos todos nós.

terça-feira, 10 de março de 2009

Sport

Pedimos desculpa aos Fundadores. A resistência vai vencer este Blitzkrieg.

P.S. - Blitzkrieg (termo alemão para guerra-relâmpago) foi uma doutrina militar a nível operacional que consistia em utilizar forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas tivessem tempo de organizar a defesa. Seus três elementos essenciais eram a o efeito surpresa, a rapidez da manobra e a brutalidade do ataque, e seus objetivos principais a desmoralização do inimigo e a desorganização de suas forças (paralisando seus centros de controle).

Sem nada para dizer!

O que se pode dizer de uma equipa que não consegue motivar, concentrar, superar para jogar na maior competição de clubes do mundo: nada.
O melhor é mesmo partilhar convosco o belíssimo texto do Mike Blitz e dedicá-lo a todos os adeptos que hoje se fizeram ouvir em Munique, cantando a plenos pulmões o nome do clube que muito amamos. E também à Ana, que minutos antes deste jogo teve a coragem tão Sportiguista de acreditar sempre!

Pelo Sporting.Já chorei. De raiva! De tristeza! De alegria!
Saltei. Discuti. Perdi a cabeça. Festejei golos e comunguei esse acto com pessoas que nunca vi num abraço espontaneo e de felicidade.
Ser do Sporting é para mim um estado de alma. Por vezes, demasiadas até, sou levado pela paixão em detrimento da razão. Sei aquilo que quero e de onde vêm este amor. É algo que não se pode ignorar. Não dá para ficar indiferente. É forte de mais.

Quantas vezes prometi a mim mesmo, enraivecido por um resultado negativo, e na semana seguinte lá estava pronto a gritar mais alto que o adversário. A bater palmas até ficar dorido. E sofrer tanto que o golo liberta tudo.

Amo o Sporting. Está bem presente na minha vida. Por razões óbvias familiares. As de sangue. E por ter conhecido a minha mulher a festejar os 4-1 ao Newcastle. Comungamos dessa paixão e é algo que não pode ser afastado da nossa vida. Esteve presente no meu casamento. Com o lema como fundo e com as mesas a serem nome de jogadores leoninos. Doentio? Não. Apenas paixão e o facto de ter sido o clube que juntou 2 alminhas. A minha filha foi sócia ainda nem era registada. Há muitos amores na vida mas apenas um nos faz gritar golo com paixão!

É o Sporting Clube de Portugal.
Viva o Sporting!
Mike Blitz

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ao tempo das grandes vitórias

O jogo de amanhã em Munique está configurado para assinalar a nossa despedida da edição deste ano da Champions League. O resultado da 1ª mão e as notícias que auguram mais uma “gestão de plantel” por parte de Paulo Bento não constituem grandes incentivos para esperar outra coisa. Espero que haja pelo menos uma postura e resultado dignos, porque se se dá a eliminatória como perdida, prestigiar o nome do clube é uma obrigação de todos os dias.

Convém lembrar porém que a história do clube não foi construída assim, e perder por muitos, em casa ou fora, era motivo de grande agitação e inconformismo. Foi o caso da época 63-64, que nos levaria à conquista da Taças das Taças. Depois de na 1ª mão da 3ª ronda termos sido goleados em Manchester por 4-1, o Sporting acabaria, após uma chicotada psicológica, por eliminar em Alvalade, a histórica equipa de Law, Charlton e Best por concludentes 5-0. Aliás, a conquista da Taça das Taças é uma lição de crença, atitude perseverante e tenaz, pois, ao longo do seu percurso até à glória, foram várias as vezes que, estando eliminados, conseguimos recolocarmo-nos na corrida.

À conquista do nosso maior feito internacional no futebol estará para sempre associado o nome do Arqt.º Anselmo Fernandes, projectista “pró bono”do Estádio de Alvalade e que, no jogo da reviravolta em Alvalade com os ingleses, havia assumido o comando técnico da equipa. Além de recusar os honorários pelo projecto, Anselmo Fernandez não cobrou o salário de treinador ou os prémios de jogo. O seu e nosso velhinho Alvalade já lá não está, mas o seu exemplo de Sportinguismo ficará para sempre.

Ao tempo das grandes vitórias regressou ontem Rui Silva fazendo o tri-campeonato Europeu de pista coberta dos 1.500 metros, repetindo os êxitos de 1998 e 2002. A todos os títulos notável, uma chapada em forma de medalha de ouro - que deve doer mais que a de luva branca - para os que duvidaram da sua entrega e categoria. É também uma boa lição para todos nós Sportinguistas. Os maus momentos podem ser superados se olharmos á nossa volta e para os muitos exemplos da nossa história.

sábado, 7 de março de 2009

1 pontapé e 1 cabeçada no mobiliário pacense

Com uma casa bonita, uma das melhores da época, os adeptos do Sporting demonstraram que percebem a importância do momento. Como é bonito o nosso estádio tão bem composto. Bem me esforcei para enxergar o LMGM e o JVL mas sabem como são as transmissões da SportTV: nunca dão relevo ao que importa… Sei que o LT esteve hoje em Alvalade mas valores mais altos obrigaram-no a voltar à Invicta. Que missão secreta o terá levado lá? Alguma macumba contra o azar, uma mão de Coelho a esconjurar a pata de Ronny? Ou ao contrário...

Confesso que, da equipa que entrou em campo, não poria Caneira contra o Paços. O homem é polivalente sim senhor, mas lateral-esquerdo é o lugar mais difícil para ele. E se é notório que ele está num mau momento, também me pareceu mais ou menos evidente que este Paços não merecia tanto cuidado. Realce para titularidade merecida de Pereirinha e Adrien (alguém teve saudades de Rochemback e... Veloso?) e para o momento menos esclarecido de Izmailov. Patricio teve 1 regresso tranquilo.

Foi um inicio supersónico e personalizado que fez sair um Coelho com penas do sector mais recuado da exposição de móveis amarelos. Uma recuperação de bola desfez uma transição pacense e muita da resistência. Dentro do seu fato novo Paulo Sérgio deve ter pensado que não valeu a pena ter gasto o respectivo dinheiro nos saldos para 8 minutos. Daí em diante, cada vez que acelerávamos o mobiliário amarelo abanava e quase caía de vez. Mas foi de canto – sim, não estou a delirar, e contra a pior defesa do campeonato também vale – que saiu da cabeça de Derlei a sentença do jogo.

Pouco há a dizer da 2ª parte. Jogo controlado, “móveis” a movimentarem-se mais, mas sem perigo real. De tal forma que até deu para a “hola” e, provavelmente, para as bonitas leoas apararem as unhas (espero que não muito rentes...) e espremer os pontos negros as seus leões impantes, e retocar as sobrancelhas e a respectiva maquilhagem.

Foi pois com um pontapé na cristaleira e uma cabeçada na última porta do Paços que pusemos para trás uma das 10 finais. Às vezes é preciso ser assim e deixar para trás a contemplação e a passividade. Com esta atitude podemos estar cientes que haverá campeonato até ao fim. E isso é bom, não é?

sexta-feira, 6 de março de 2009

O que faz falta…

Estou plenamente de acordo com o post anterior do Leão Transmontano sobre as vantagens que o silêncio pode ter, principalmente quando a recta final da época se aproxima e há um título de campeão para conquistar.

Isso não nos inibe a nós de discutirmos um bom bocado. Cansado de ouvir as poderosas criticas ao futebol praticado pelo Sporting, gostava de saber o que nos faz falta? O que é que não temos para dominar as dez jornadas que restam e sermos campeões?

Na cabeça surge-me logo uma série de estrelas que já passearam a sua classe por Alvalade, Damas na baliza, corredor direito com Xavier e Figo, o esquerdo com Hilário e Oliveira, no centro da defesa Luisinho e André Cruz, a meio Balakov e Oceano, na frente Manuel Fernandes e Rui Jordão.

Mas.. mas aquilo de que sinto saudades, aquilo de que sinto falta é do ambiente, da curva cheia de gente, do apoio incondicional, do sentimento de união que se sentia quando eu visitava o antigo José de Alvalade.

Se tivesse o poder de requisitar algo para os próximos jogos, se tivesse o poder da escolha, não queria o Ronaldo, nem o Nani, o Douglas, o Sá Pinto ou o Schmeichel, não, aquilo que eu ia requisitar eram as pessoas para as bancadas, a festa, a alegria, um grito que nos une:

VIVA O SPORTING! Gritou a multidão…

Se o recato nas declarações, nos malentendidos, no disse que disse dos corredores, gabinetes e jornais devia acabar, nas bancadas a nossa voz tem de se ouvir, para todos saberem, principalmente quem lá está dentro, que estamos presentes e sabemos quais são as prioridades.

Estamos sempre convosco!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Blackout

Sou de opinião que o Sporting deve entrar em blackout o mais depressa possível para evitar ou atenuar a desestabilização constante que este ano tem feito mossa em Alvalade e não encontra paralelo em mais nenhum outro concorrente.

A saga parece continuar e é por demais evidente que há determinada imprensa interessada em alimentar constantemente este género de notícias cujo primordial objectivo é somente a desestabilização do grupo e da instituição. É certo que o jornalismo de investigação, nomeadamente o jornalismo desportivo está infelizmente em vias de extinção, ou porque os bons jornalistas são caros e as redacções não têm dinheiro para lhes pagar ou então porque não interessa fazer esse tipo de jornalismo. A fofoca, a intriga e o caldinho, vendem muito mais, num país onde dizer mal uns dos outros é o passatempo favorito.

É estranho que a imprensa desportiva, tão afoita em fintar os adeptos, com sensacionalismos de terceiro mundo não queira fazer uma grande reportagem sobre os meandros do futebol português, nomeadamente em torno da velha e eterna questão das nomeações dos árbitros. Parecem-me muito estranhas as nomeações dos árbitros para a próxima jornada, mas pelos vistos, não há quem se interesse, até porque em dia de julgamento ao envelope as notícias dos desportivos continuam a ser outras. É sintomático!

O Sporting deveria entrar em blackout até ao final da época. Um blackout de cabine, reduzido a serviços mínimos, para não pagarmos multas, numa altura em que estar calado pode ser mais caro do que partir o maxilar a alguém. O nosso maior erro é entrar neste jogo. A época começou mal aqui e agora os exemplos sucedem-se. Fizemos demasiado barulho e isso agitou demasiado as hostes. Precisará um clube como o nosso de andar constantemente a dizer que o objectivo é ser campeão? É caso para dizer: calem-se e joguem mais, sem fazer muito barulho. Se assim fosse, quando os abutres (aqueles que passaram toda a época a arranjar problemas, vendas e casos para todos os gostos), dessem por nós, já seria tarde demais, porque seriamos efectivamente campeões. E agora, o que nos resta? Jogar mais e falar menos.

O melhor do futebol são os adeptos!

Numa iniciativa altamente meritória e sem precedentes, a Associação de Adeptos Sportinguistas, (A.A.S.) lança hoje “A REDE”. O nosso blogue é parceiro neste projecto e, dentro das nossas modestas possibilidades, tudo faremos para que ela constitua um êxito. Como Sportinguistas que vivemos longe, mas queremos sempre estar perto, sabemos a importância que uma iniciativa destas pode ter na aproximação dos adeptos ao clube. E se há clube que se pode e deve orgulhar dos adeptos que tem, esse é o nosso. Deixo-vos o press-realease da A.A.S.
Já conhece “A REDE”?

Em preparação há algumas semanas, a Associação de Adeptos Sportinguistas, AAS, apresenta o seu nóvel projecto intitulado “A REDE”. Este projecto tem como principal objectivo aproximar todos os sportinguistas do País, gerar sinergias entre todos e permitir que todos se possam deslocar aos estádios onde o Sporting Clube de Portugal joga ao mais baixo preço possível.

Para cumprir tal desiderato, a Associação de Adeptos Sportinguistas tem, desde hoje, disponível uma nova secção no seu sítio oficial na internet, que colocará gratuitamente ao serviço dos núcleos sportinguistas e outras organizações do universo leonino e onde estes poderão anunciar as viagens que planeiam organizar, bem como o meio de contacto com o respectivo organizador.

Pretende-se, com tal iniciativa, obter e fomentar sinergias entre todos os sportinguistas do país a dois níveis :

1. Ao nível individual : em qualquer parte do mundo, qualquer sportinguista poderá consultar o sítio oficial da AAS e, a qualquer momento, saber que núcleo está a organizar excursões para ir ver o Sporting Clube de Portugal, bem como qual a excursão a partir mais perto da sua área de residência. Poderá igualmente recomendar o núcleo da sua área de residência para participar neste projecto.

2. Ao nível dos núcleos : permite que qualquer núcleo possa verificar que outros núcleos sportinguistas estão a organizar excursões para ir ver o Sporting Clube de Portugal. Na eventualidade de um determinado núcleo não conseguir ter a sua excursão completa por falta de adesão, pode procurar verificar qual o núcleo mais próximo a organizar uma excursão e juntarem-se na organização da mesma, viabilizando-a por força de tal sinergia.

Permite igualmente criar um ponto central de informação para que os sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal que não tenham contacto com qualquer núcleo se possam informar das deslocações em planeamento e ter assim a possibilidade não só de viajarem bem acompanhados, como de reduzir significativamente as despesas.

Este espaço está disponível no sítio da AAS desde o dia 5 de Março de 2009 e o jogo inicial para o arranque desta iniciativa é precisamente o jogo da Final da Taça da Liga, no Estádio do Algarve, contra o SL Benfica.

A todos os núcleos que pretendam publicitar a sua excursão, basta para o efeito enviar um email para geral@aasporting.com com indicação do Nome do Núcleo, ponto de partida, meio de contacto (email ou telefone) e nome da pessoa a contactar (opcional).

Aproveite este espaço que é inteiramente seu!

Agradecemos, para o efeito e em especial, a colaboração dos associados AAS Jorge Brázia e Bruno Martins e ao blog “A Norte de Alvalade”, bem como a todos os outros blogues que entenderam juntar-se a esta iniciativa. O nosso obrigado por permitirem que esta iniciativa chegue o mais longe possível, a todos os sportinguistas do mundo.

Na sequência deste lançamento, aproveitamos para apelar à comparência de todos os sportinguistas no próximo jogo no Estádio José Alvalade para que todos possamos ganhar mais 3 pontos rumo ao objectivo final : o título de campeões nacionais!

Na festa de Alvalade, indiquemos o caminho. O único caminho:

“Rumo ao título! Sporting Sempre!”

Todos juntos, chamamo-nos “Sporting Clube de Portugal”!

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